Disclaimer: Essa história, pertence a Kikiblue, que me autorizou a traduzir, e os personagens pertencem a Stephenie Meyer.
This history, belongs to Kikiblue, that allow me to translate, and the characters belongs to Stephenie Meyer.
Atenção: Essa fic é muito pesada, contém cenas de sexo depravado e gráfico, palavras vulgares e uso de drogas. Portanto, se você não aprecia esse tipo de coisa, não leia, volte ao meu perfil e leia outra fic ;). Você foi avisado (a).
EPOV
Eles falam do tempo em situações como essa. O tempo cura tudo: brigas, ferimentos, palavras. Bem, eu acho que tudo isso é besteira porque quanto mais o tempo passava em Forks, mais as coisas ficavam piores para mim.
Ela me feriu tão facilmente apenas com algumas palavras. Mentiu para mim. Me traiu. Me enganou. Passei semanas remoendo tudo o que ela disse em minha cabeça, mas não pude evitar lembrar de quando tudo estava bem. Aqueles momentos íntimos, olhares de conhecimento entre nós, e a sensação do seu corpo contra o meu. Era tudo tão perfeito. Tudo ia acabar; eu deveria ter previsto isso. Não, eu nunca deveria ter me deixado cair nessa porra de situação em primeiro lugar. Teria sido mais fácil.
O que realmente me irrita é que não importa o quanto eu passe na minha cabeça o nosso tempo juntos e tente aceitar que o que ela fez foi verdade, meu coração estava me dizendo o contrário. E eu me odiava por isso. Odeio estar sendo tão fodidamente sentimental com isso. Eu só queria seguir em frente e esquecer isso. Mas é tudo tão malditamente difícil.
Acho que o que mais me choca é sentir tanto a falta de sua risada. Com tantas coisas para sentir falta em uma pessoa, eu sentia falta de sua risada. E o fato de que era eu quem a fazia sorrir. Mesmo quando ela estava com aquela cara, aquela que me dizia que teve problemas com sua mãe ou que ela estava cansada, eu conseguia acabar com isso com apenas algumas palavras. Com apenas algumas palavras eu conseguia aquele sorriso, o doce sorriso da Bella. Às vezes era seguido com um beijo, ou um aperto na mão, ou às vezes um pequeno soco no braço. Mas toda vez que eu a fazia rir, eu me sentia bem comigo mesmo. Eu me sentia bem porque a fazia se sentir bem.
Mas era tudo um jogo. Tive a chance e falhei. Eu me queimei. Eu nunca mais faria isso comigo novamente.
Acabei vivendo minha vida do único jeito que eu sabia ser 'normal' para mim. Eu voltei a ser Edward Cullen. Voltei à caça como costumava fazer. Bebi, flertei, provoquei. E Jesus, se eu achava que era fácil conseguir bucetas antes, então depois da Swan era como se todas as novas bucetas se jogassem em cima de mim. As garotas se pressionavam em mim, sussurrando coisas imundas em meu ouvido enquanto tentavam agarrar o meu pau. Eu queria transar com elas, embora cada uma delas fosse completamente sem sentido. Porque diabos eu deveria me importar? Eu não tinha amarras e nem promessas com a Bella. Ela deixou claro seus sentimentos, então eu tinha que seguir o seu exemplo. E embora eu tenha repetido esse mantra, eu ainda acabava indo sozinho para casa todas as noites.
Simplesmente não era a mesma coisa. Não havia a mesma urgência ou a mesma energia entre eu e seja lá quem estivesse se esfregando contra o meu joelho. Nem mesmo beijar era o suficiente para me deixar duro. Na verdade me deixou frio. No fundo da minha mente sempre haveria alguém com quem eu preferia estar.
Fiz isso por alguns meses, passando pelas emoções do meu passado, tentando desesperadamente voltar a ser quem eu costumava ser. Eu estava perdendo o sono e rapidamente me fechando. Meu comportamento não passou despercebido, eu estava perdendo amigos por causa disso.
"Você está uma merda," Jasper disse para mim uma tarde depois que ele me encontrou fumando um baseado em nosso ponto.
Levantei minha sobrancelha em um reconhecimento evasivo. Eu estava de ressaca, ou ainda bêbado; não tinha mais certeza. Só tinha ido à escola aquela manhã para evitar que Carlisle soubesse que eu tinha tropeçado em um vaso de valor inestimável no hall de entrada enquanto tentava ir para meu quarto na noite anterior. As aulas da manhã passaram em um borrão até o almoço quando eu me inclinei contra a parede e falhei ao tentar me mover quando o almoço tinha terminado.
"Ainda queimando a vela por ambas extremidades, eu vejo," Jasper continuou enquanto acendia um cigarro.
Lhe dei um sorriso largo e preguiçoso. "É, você lembra como fazer isso, não é, J? Antes de assinar a revista Casa e Jardim com sua garota e parar de se divertir."
Jasper me surpreendeu com um sorriso. "Você está se divertindo?" ele perguntou, pressionando seus lábios. "É isso que você está fazendo?"
"Pode apostar sua bunda," eu declarei enquanto exalava e olhava pelo estacionamento da escola.
Vi Jasper acenar sua cabeça lentamente. "Certo, okay. Porque eu tinha a impressão de que você estava afogando as mágoas de um coração partido."
"Acredite no que quiser," eu respondi, meus olhos indo na direção dele. "Porque realmente não me importo com o que você ou sua namoradinha pensam de quem eu estou fudendo em meu tempo livre." Pausei enquanto fumava meu baseado novamente. "E não me importo com quem mais você fala sobre isso também."
"Você tem falado com a Bella?" Jasper perguntou calmamente.
Franzi a testa para ele, batendo o pé que estava pressionado contra a parte. "Por que diabos eu faria isso?"
Jasper deu de ombros enquanto se inclinava para trás na parede de tijolos. "Porque você sente falta dela."
Suspirei com raiva. "Ah blah, blah, Jasper. Pode me poupar dessas suas besteiras de psicólogo!"
"Só estou dizendo..."
"Não me importo com o que você está dizendo," eu rosnei, levantando para encará-lo. "As coisas que você pensa estão todas erradas. Você está errado sobre muitas merdas, J. Se você guardasse seus malditos pensamentos para você mesmo as coisas seriam fodidamente diferentes."
Jasper olhou para mim, sua expressão irritantemente calma. Talvez eu tenha perdido minha vantagem com as merdas que falei.
"Alice finalmente conseguiu falar com ela ao telefone," ele continuou, fumando novamente seu cigarro enquanto me observava. "Ela não vai voltar para as férias de inverno."
"Por que está me contando isso?" eu bati.
Seu rosto mostrava um pouco de aborrecimento. "Porque você se importa..."
"Jasper, pelo amor de Deus!" eu gritei, jogando meu baseado no chão em frustração. "Por favor, acredite em mim quando digo que não me importo com a Bella Swan!"
Jasper suspirou enquanto jogava com raiva seu cigarro no chão e apagava com sua bota. Ele colocou suas mãos nos bolsos e começou a andar, parando para olhar para mim. "É uma vergonha, sabe. Vocês ficam melhores juntos. Não me importo com o que aconteceu entre vocês, ainda apoio isso."
"Vai se fuder, Jasper," eu rosnei enquanto acendia meu cigarro.
Não nos falamos muito depois disso. Mais porque eu me removi das panelinhas de merda na escola, a qual ele ainda se encontrava. Ou ele estava completamente imerso, com Alice Brandon em seus braços.
Não sei se Bella tinha dito a Jasper ou a qualquer pessoa o que ela fez. Não que isso importasse. Toda a escola de Forks considerava o fato: o Cullen foi um brinquedo. Não que isso tenha feito alguma diferença em como as pessoas me tratavam, embora eu não estivesse prestando atenção. Tudo que eu me importava era em acabar o ano e sair de Forks o mais rápido que eu pudesse.
Surpreendi Carlisle em concordar passar as férias de inverno com ele e Esme no Canadá. Sorri para o 'Momento família', mas eu realmente estava mais interessado em passar um tempo longe das besteiras usuais de Forks. Mas mesmo ficando longe de Forks não impediu a mesma sensação de algo que estava na boca do meu estômago há meses. Então eu continuei a beber até que uma manhã encontrei Esme sentada na beira da minha cama, um copo de água em uma mão, e um analgésico em outra.
"Bom dia," ela disse alegremente. "Achei que poderia precisar disso."
Levei um tempo para conseguir fazer algum som porque minha língua estava grudada no céu da minha boca. Uma vez que consegui dar um grunhido de reconhecimento, Esme sorriu e misturou o analgésico na água e me entregou o copo.
"Devagar," ela disse levantando a sobrancelha.
Fiz como ela disse, levando o que achei levar dez minutos para terminar o copo. Assim que terminei, ela sorriu novamente e se inclinou para pegar o copo de minha mão. Eu estava esperando uma palestra, ou algum tipo de conselho, considerando que na noite anterior não foi a primeira durante as férias que eu tinha voltado para o chalé fora de mim e pronto para uma briga com Carlisle. No meu estado de ressaca, não pude ficar irritado com o que Esme estava me dando. Mas aqui estava ela, toda perfeita com sua camisola me dando um pequeno sorriso como se ela fosse algum tipo de Super Madrasta Americana.
Não houve palestra. Em vez disso ela sorriu, acenou sua cabeça e saiu sem dizer outra palavra.
Eu não a questionei sobre isso. Inferno, eu raramente falava com a mulher a menos que ela falasse comigo e mesmo assim eu falava o mínimo. Descobri que era seu jeito de tentar cair em minhas graças, especialmente depois que Carlisle anunciou seu noivado no Ano Novo. Maldito Ano novo.
"Ela está me fazendo feliz, Edward," Carlisle disse para mim em particular depois de anunciar que não somente era um noivado, mas uma festa de noivado. "E eu quero fazê-la feliz também."
"Tenho certeza que ela vai amar ser a Sra. Carlisle Cullen," eu disse sarcasticamente.
Carlisle me ignorou. "Ela vai se mudar assim que voltarmos para Forks."
"Ela praticamente já vive lá," eu disse, acendendo meu cigarro.
Carlisle arrancou o cigarro da minha mão e jogou pela sacada antes de andar até mim e bater em meu peito.
Balancei em meus pés. "Que porra..."
"Agora me escute, Edward," ele disse, me cutucando novamente enquanto rangia os dentes. Ele parecia irritado, de uma forma que eu nunca tinha visto antes. "Estou cheio dessa sua atitude de auto-importância e esse seu comportamento. Te convidei aqui para que pudéssemos ser uma família, mas tudo que você tem feito é jogar isso de volta em nossas caras bebendo cegamente e desrespeitando a mulher com quem vou me casar."
Permaneci firme, levantando meu queixo para encontrar o dele. "Estou bem ciente de que não me encaixo em sua pequena unidade familiar perfeita, Carlisle. Se você quer que eu vá, eu vou," eu inalei enquanto passava por ele desafiadoramente. "Eu. Não. Me. Importo. Com. Essa. Porra," eu disse lentamente, o cutucando de volta o peito.
Os olhos de Carlisle procuraram o meu por um momento antes de suspirar pesadamente e se afastar de mim, esfregando os olhos com os dedos antes de deixá-los cair. "Posso não ter sido o melhor pai, mas porra Edward, me dê um tempo para eu provar que posso ser melhor."
"É um pouco tarde para toda essa merda, não acha?" eu disse, acendendo outro cigarro.
Observei Carlisle olhar para mim, realmente me olhar. Ele parecia triste, até mesmo arrependido. De repente, senti a pressão da emoção em minha garganta quando percebi que haviam lágrimas em seus olhos.
Fiquei rígido no momento; esses definitivamente não éramos nós. Segurei minha respiração quando sua mão gentilmente agarrou meu ombro. Sua mão estava queimando meus ombros, mas não consegui movê-la.
"Você é meu filho, e eu te amo. Odeio não saber como consertar as coisas entre nós, mas estou tentando, Edward. Sério, prometo que estou tentando."
Olhei para o chão, meu queixo tremendo enquanto eu tentava lutar com as lágrimas se formando em meus próprios olhos. Eu estava petrificado porque eu não sabia de onde elas vieram, mas eu queria que essa porra parasse.
Carlisle apertou meu ombro, tentando pegar meu olhar. "Não pense que não percebi como você está recentemente. Você está me preocupando, Edward. Está preocupando Esme."
Lutei contra a tentação de mandá-lo cair fora. Só continuei olhando para meu pé enquanto soluços davam voltas pelo meu peito e garganta.
O ouvi suspirar suavemente. "Pare de fazer isso consigo mesmo. Qualquer que seja a razão por trás disso, não vale à pena."
"Não fale comigo sobre coisas que você não entende," eu disse, mordendo meu lábio enquanto minha voz quebrava.
Ele não disse mais nada. Apenas bateu levemente em meu ombro e voltou para dentro. Não nos falamos pelo resto das férias. Isso tinha me pego; eu não tinha visto Carlisle chorar desde que minha mãe morreu. Nunca achei que seria o motivo de alguma lágrima dele. Não achei que teria essa habilidade. Eu estava errado.
Carlisle e Esme tinha praticamente convidados todos da cidade para sua festa de noivado, como eu sabia que eles fariam. Pessoas vieram de Ohio e Seattle. Tomei a frente pelo máximo que consegui, de repente sentindo a ligeira responsabilidade em agir como 'filho' com o novo 'pai' Carlisle. Então conversei de negócios com seus colegas, conversei educadamente com os amigos de Esme e brinquei com os locais que eu provavelmente deveria ter reconhecido, mas falhei ao tentar.
Durou uma boa uma hora e meia até que vi Rosalie.
O interesse de Rosalie em minha tinha desaparecido completamente desde que Bella partiu. A pegava me olhando de vez em quanto com aquela cara falsa e estúpida como se estivesse pensando em esfregar sua buceta piscante na minha cara. Isso era patético porque, realmente, ela era a pessoa em Forks que eu mais odiava. Eu odiava o que ela representava, o que ela fazia e odiava como foi tão fácil para ela ficar com o status de nova Abelha Rainha assim que Bella partiu. No entanto era apenas ódio, não desgosto. Se havia uma pessoa que eu tinha desgosto, era Alice Brandon.
Alice era toda sorrisos no salão do Clube Country McCarty. Ela estava sentada perto de Rosalie e as duas ficavam olhando pelo local e sussurrando besteiras de putas sobre as pessoas em volta. Não fiquei surpreso em vê-las juntas. Desde que Bella partiu, toda vez que Alice não estava com Jasper, ela estava ao lado de Rosalie, como uma pequena ajudante do mal. Isso me perturbava porque não era segredo que Bella e Rosalie tinham uma rivalidade e achei que Alice era amiga de Bella. Bella pode ter sido uma completa vadia comigo, mas ela não merecia amigas de merda que a largavam assim que ela estava fora de vista.
Alice não tinha falado comigo por meses; achei que era por Jasper e eu raramente nos falarmos. Então fiquei mais do que surpreso quando ela veio até mim enquanto eu dei uma escapada da festa para fumar do lado de fora.
"Então, nova madrasta pra você, Edward? Você ficará bem, eu já sobrevivi a duas," ela disse sorrindo para mim.
Franzi a testa para ela. Não entendi de onde veio essa conversa, o sorriso e as tentativas de uma conversa educada. Mesmo com Bella junto, nós raramente nos falávamos a menos que fosse para discutir um com o outro.
"Eu não pedi a sua opinião no assunto," eu disse sem rodeios.
O sorriso em seu rosto rompeu e apareceu uma carranca. A garota era uma maldita hipérbole.
"Por que diabos você está sendo tão idiota comigo, Edward? O que eu fiz pra você?" ela gritou. Realmente gritou. Tropecei em meus pés com constrangimento assim que percebi algumas cabeças olharem para nós.
"Só fico me perguntando como você se sente sendo um ser humano completamente vazio," eu disse.
"Do que você está falando?" ela cruzou os braços. "Você não pode estar interpretando um 'ah você roubou o meu amigo'. Porque se for, é realmente muito trágico."
"Estou falando da sua pequena rotina, mesma velha Alice, só que dessa vez grudada com a Rosalie-maldita-Hale. É como se você tivesse esquecido quem era sua amiga."
Ela pressionou os lábios. "Acho que você está falando da Bella. Somente quando você fala dela que você se transforma em um tipo especial de pênis."
A ignorei, deixando um sorriso indiferente escapar. "Só acho que isso é triste. Não é a toa que ela partiu. Você pelo menos ainda fala com ela?"
"Você acha que eu não tento?" ela rebateu de repente. "Ela não deixou apenas você, Edward. Ela deixou todos nós! O que mais eu posso fazer? Só falei com ela uma vez desde que ela partiu e mesmo assim foram apenas uns cinco segundos. Ela era minha melhor amiga. Então vai se fuder também!"
Balancei minha cabeça negativamente. "Você sabe que isso é besteira. Ela está enfrentando tudo. E se não sabe, você é mais uma amiga de merda do que eu pensava que era."
"Então por que agora, Edward?" ela disse, novamente jogando as mãos para o ar. "Por que de repente ela desistiu e partiu antes da formatura? Você está me dizendo que não tem nada a ver com você e sua cabeça enorme? Por favor..."
"Eu fudi a cabeça dela?" eu gritei a encarando. "Ela fudeu tudo entre nós. Ela fez suas escolhas."
"Ah é, você está realmente triste por ela ter ido," ela disse rolando os olhos como uma criança impertinente. "Você estava de volta as garotas asquerosas sem dar nem mesmo uma semana após sua partida."
"Ela fez as escolhas dela," eu repeti sombriamente.
"E você fez as suas," ela rebateu antes de voltar para dentro assim que a cabeça de Jasper apareceu na porta. Vi seus olhos irem direto para Alice, então para mim, e então para Alice novamente. Assim que ela passou por ele, balançando negativamente sua cabeça, os olhos dele voltaram para mim, mas dessa vez cerrados. Levantei minha cabeça, pronto para outra briga. Exalei profundamente enquanto voltara para dentro.
Não fiquei por ali. Minha mente estava cheia de merdas graças a Alice. Eu tinha catalisado algo em Bella? Se eu não tivesse aceitado a aposta, ela ainda estaria em Forks vivendo a vida que ela vivia antes de fudermos tudo?
Mas onde ela estaria? Ainda miserável com sua mãe. Interpretando a garota má.
Eu não achava que ela era a garota má, mesmo depois de tudo. Achei que ela era alguém que amava ser apoiada. Alguém que gostava de transar em frente ao meu carro. Que ela era alguém que gostava de me ver tocar violão no meu quarto quando ela pensava que eu não sabia. Alguém que dizia me amar. Essa era uma Bella diferente pra caralho daquela que me traiu.
Então novamente, estava encarando o mesmo problema: o que aconteceu simplesmente não fez nenhum sentido.
A escola continuou e minha rotina alterou. Parei de sair, mas não por falta de tentativas. No momento em que o novo semestre na escola começou, Carlisle me sentou e estabeleceu regras básicas. Regras incluindo jantares em família e coisas 'juntos' que eu estava me acostumando agora, mas adicionou um toque de recolher às onze e drogas de testes a cada duas semanas.
Inicialmente eu ri disso. Nem pensar. Essa não era minha vida.
Carlisle ameaçou meu carro, meu dinheiro e minha privacidade. Eu amava meu carro, eu curtia meu dinheiro e apreciava o fato de que eu era a única criança em Forks que não estava na terapia. Fiquei entre a cruz e a espada. E nesse espaço, Carlisle me pegava. Então fiz algo que nunca faria; desisti.
Inicialmente, eu o pressionei. Dirigi pelas ruas de Forks até às onze, só para provar meu ponto. Carlisle me dava aquele olhar, aquele com a mão embaixo do queixo como se ele estivesse tentando me diagnosticar como um caso particular de adolescente rebelde e insensível.
As coisas começaram a mudar cada vez mais e passei mais tempo em casa do que eu queria. Achei que isso faria o tempo passar, me levando mais perto de dizer que estava cheio disso. Cheio DELA. Isso não mudou. Aquela sensação na boca do meu estômago não sumiu. Havia lembranças dela em todos os lugares. E não importa o quanto eu tentasse, era como se ela estivesse inexplicavelmente deitada em meu subconsciente; como se ela tivesse deixado uma ferida latejante que nunca cicatrizava. Eu sabia que estava bem e realmente infectado com Bella Swan.
Férias de primavera vieram e foram. Decidi ficar em casa, aliviado com o fato de que a maioria das pessoas que eu conhecia estariam fora da cidade. Minha vida começou a estalar assim que as cartas de aceitação começaram a aparecer em minha porta. Fui aceito em todas as faculdades que me inscrevi, e até mesmo com Carlisle dando uma de pai orgulhoso, isso realmente caiu sobre mim.
Foi durante as férias de primavera que realmente comecei a falar com Esme. Carlisle estava fora por duas semanas nos deixando sozinhos em casa. Embora eu desse o meu melhor para fingir que eu estava sozinho em casa, Esme não ajudava. Ela fez o nosso jantar, começou conversas e até mesmo fez planos para filmes a noite para nós dois. Inicialmente, eu continuei com um contato pequeno entre nós assim como antes, mas ela era gentilmente tenaz com isso. Antes que eu mesmo estive ciente, Esme havia criado momentos entre nós que se tornaram normais. Comecei a falar com ela todos os dias como se ela sempre estivesse lá. Até mesmo comecei a gostar dela, embora se eu fosse honesto comigo mesmo, eu sabia que não havia nada para não gostar nela desde o começo. Ela não tentava bancar a mãe, ela só se tornou algo que eu precisava que ela fosse: alguém que se importava.
Carlisle estava um pouco hesitante com o nosso relacionamento recém formado no começo. E entendi isso, claro houve um tempo em que fui o tipo de idiota que implicava com ela. Mas Esme não era assim; ela era acima disso. E depois de passar um tempo com ela, percebi que eu estava acima daquele meu estilo de vida.
A formatura foi vazia. A cerimônia toda foi somente isso: uma cerimônia. Depois de todos fingirem se darem bem para tirar a foto, não pude evitar pensar em Bella, não que eu passasse muito tempo sem pensar nela. Observei seus amigos abraçando uns aos outros com lágrimas nos olhos e fazendo promessas falsas. Era o fim de tudo, mas eu ainda não estava comovido por isso. Estava entorpecido com as mudanças que iriam acontecer. Eu não estava exatamente animado, eu não estava nada. Eu estava simplesmente vagando sem rumo, completamente incapaz de fazer algo.
Evitei as festas, ainda mais porque eu realmente não tinha nenhum amigo para ir. Nenhum que eu quisesse perder meu tempo. Em vez disso, passei meus finais de semana trancado em meu quarto pensando em mim, minha vida e que porra eu estava fazendo com ela. Harvard estava a um verão de distância, mas eu ainda me sentia separado dele. Não que eu tivesse ficado muito animado com a perspectiva. Eu tinha que fazer algo para acordar.
Eu tinha decidido que viajar para a Europa era a melhor coisa a se fazer antes de a campainha tocar. Quando abri a porta de repente lembrei porque estar do outro lado do mundo não resolveria nenhum dos meus problemas. O destino sempre tinha um jeito de me dar um chute nas bolas quando eu estava para baixo. Sorrindo para mim enquanto eu abria a porta estava Jacob Black, me trazendo todas as memórias de Bella novamente.
"Que porra você está fazendo aqui?" eu falei, instantaneamente atingido pela aversão que eu tinha pelo cara. Ele tinha que saber onde ela estava, o que ela estava fazendo, se ela estava bem...
Seu sorriso sumiu enquanto ele piscava para mim. "Jesus, é assim que você trata todos que batem na sua porta?" ele disse cruzando os braços.
Segurei a porta com força, pronto pra batê-la em sua cara. "Você não é bem-vindo aqui..."
"É você Jake?" ouvi a voz de Esme atrás de mim. Me virei para vê-la sorrindo e estendendo sua mão para o cara. "Nos falamos no telefone mais cedo, certo?"
"É, estou aqui para ver seu Audi," ele disse olhando para mim como um imbecil.
"Ah, muito obrigada por vir no sábado, você está realmente me ajudando," Esme disse enquanto balançava a mão dele. Ela me olhou com curiosidade, eu sabia que ela tinha pego algo entre nós.
Jake acenou sua cabeça educadamente para Esme. "Sem problemas, senhora. Me mostre onde ele está e vou arrumá-lo rapidinho."
Enquanto Esme levou Jacob à garagem, eu fui à cozinha e descansei minhas mãos no mármore enquanto acalmava minha respiração. Meu coração estava martelando no meu peito, e eu sabia que era porque eu estava ciente que todas as perguntas que eu queria fazer sobre o bem-estar de Bella poderiam ser respondidas por Jacob. Antes que eu pudesse me impedir, segui para a garagem.
"Não percebi que você fazia isso," eu disse enquanto entrava na garagem e apontava para o carro.
Jake olhou para mim sob o capô do carro antes de abaixar a cabeça novamente com aquele sorriso convencido. "Não faço, normalmente não."
"Então, qual o problema com o carro?" eu perguntei, dando um passo para perto de Jacob e olhando por baixo do capô.
Ele abafou um sorriso. "Você quer falar sobre negócios? É realmente por isso que você está aqui? Ou você quer saber dela?"
"Quem?"
"Bella."
Engoli em seco. "Eu não perguntei."
"Não precisa perguntar. Vi naquele seu olhar petrificado, necessitado quando você me viu. Você achou que eu estava aqui com novidades dela."
"Eu perguntei sobre a porra do carro." Eu disse com desdém.
"Eu tenho que admitir, quando recebi a ligação para vir a casa do Cullen, fiquei curioso para saber como você estava lidando."
Estreitei os olhos para ele. "Você é realmente um babaca, sabe disso?"
"Você me disse," ele disse rolando os olhos. Ele bateu a chave de fenda na mão algumas vezes antes de olhar para mim. "Jesus, Cullen eu achei que você tinha mais coragem."
Olhei para ele. "Eu achei que você tinha mais inteligência que..."
"Por que você não ligou para ela, porra?" ele disse, aumentando sua voz levemente sobre a minha. "Faz meses desde que ela partiu, você é tão rancoroso assim?"
Cerrei meus dentes. "Ela deixou muito claro que não precisava de mim na vida dela."
"Engraçado, ela me disse coisa parecida, mas eu ainda falo com ela a cada dois dias porque não quero perdê-la assim..."
"É diferente com você..."
"É, eu sou apenas amigo dela, você é algo mais. Embora, aparentemente eu seja a única pessoa que a visita. Quero dizer, onde diabos estão os amigos dela? Que porra há de errado com vocês?"
"É, você não foi fudido por ela," eu disse, levantando minha voz.
Ele riu. "Ah, pobre Cullen, ela magoou seus sentimentos?" ele disse ironicamente.
"Não fiquei agindo como se não soubesse, pelo amor de Deus. Sei que vocês dois são muito próximos. Tenho certeza que você deu uma boa risada disso," eu disse cruzando meus braços.
Ele piscou algumas vezes, e o olhar em seu rosto fez eu me sentir como um completo idiota. "Contrariamente a crença popular, Cullen, nossas conversas não são centradas em você. Não tenho nenhuma idéia do que você está falando."
Franzi a testa pra ele. Ele franziu pra mim. Esse impasse me fez chegar a conclusão de que ele estava me contando a verdade.
"Bella me disse que dormiu com um cara, seu ex, bem antes de partir."
A expressão de Jacob escureceu imediatamente. "James?"
"É," eu disse com um suspiro. Fiquei surpreso em como, mesmo depois de tanto tempo, admitir isso ainda me feria.
Jacob balançou a cabeça negativamente. "Impossível."
Suspirei com raiva. Isso estava me levando a lugar nenhum. "Isso saiu da boca dela, Black."
"E daí?" ele desafiou.
"E daí?" eu exclamei.
"Nem pensar que a garota tocaria James. Ela pode ser louquinha, mas ela não é estúpida. Ela deve ter mentido para você."
"Por que ela mentiria?"
"Porra, eu não sei," ele disse, coçando a parte de trás da cabeça. "Talvez ela estivesse com a cabeça fudida. Talvez ela precisasse que você a deixasse partir e essa era sua idéia de uma boa ruptura."
Meu estômago embrulhou. Isso poderia realmente ser possível?
Jacob piscou para mim. "Ah, mas você acreditou nela? Uau, isso deve ter doido. Claro, ela o viu aquela noite. Ela me disse. Ela também me disse que deu um soco na cara dele antes de voltar para você. Vergonha você ser tão teimoso para não ver o que ela realmente estava fazendo."
"Isso não significa nada," eu disse, balançando negativamente minha cabeça.
"Quer saber? Ótimo. Obviamente você decidiu acreditar no que você quer. É estranho porque eu não tenho dúvidas de que você a ama, embora você seja muito estúpido para admitir. Acho que é patético você não estar atrás dela. E ela claramente não estar atrás de você. Vocês dois precisam bater a porra de suas cabeças um no outro."
Voltei da garagem para meu quarto, batendo a porta no processo. Eu estava no limite; não conseguia pegar minha respiração enquanto esfregava meu rosto com meus dedos.
Ela mentiu?
Estendi a mão e joguei com satisfação a primeira coisa que eu poderia encontrar. A adrenalina estava bombeando entre meus braços, querendo que eu fizesse mais, jogasse um ornamento, chutasse eu violão e socasse a parede.
Eventualmente, eu caí no chão, segurando minha cabeça em minhas mãos, meus ouvidos cheios de palavras, conversas e possibilidades.
Poderia ser verdade? Eu estava tão louco para aceitar a mentira?
Se ela mentiu, então me levava para a próxima conclusão, que era tão perturbadora como a primeira: Bella não queria que eu fosse com ela. Bella estava me afastando.
Esme bateu na minha porta algumas horas depois, um sorriso em seu rosto. Esperei que ela perguntasse a respeito de metade do meu quarto estar destruído durante a tarde. Em vez disso, ela simplesmente me avisou que o jantar estava pronto e perguntou se eu queria alguma coisa. Ela manteve a conversa fluindo facilmente na mesa, mesmo que eu apenas grunhisse algumas coisas. Ela não bisbilhotou e eu fiquei grato por isso.
Me sentindo culpado pelo meu comportamento, concordei em jogar xadrez com ela, o que era uma nova tradição para nós dois sempre que Carlisle estava ausente. Fizemos alguns movimentos antes de ela quebrar o silêncio com sua voz calma e suave.
"Então, há uma história aí, huh?" ela perguntou, sem mover os olhos do tabuleiro.
Olhei para ela enquanto ela batia meu peão. "Com quem?" eu perguntei.
"O garoto que veio consertar meu carro hoje," ela disse, me dando um pequeno sorriso de entendimento como se estivesse se desculpando.
Suspirei, correndo minhas mãos por meu cabelo enquanto meu estômago começava a apertar novamente. "Algo assim," eu murmurei.
Ela parecia chateada. "Eu não o teria chamado se soubesse, Edward, me desculpe."
"Não, não é sua culpa," eu disse enquanto me concentrava no tabuleiro na minha frente. Engoli em seco enquanto sentia a angústia se construindo novamente em meu estômago enquanto eu inalava.
"É sobre Bella," eu disse calmamente, ainda olhando para o tabuleiro.
"Ah," ela disse baixinho. Eu já tinha contado a ela um pouco sobre Bella, então ela sabia que ela era um assunto delicado para mim. Novamente, ela não me pressionou a falar disso, ela simplesmente aceitou as poucas informações que eu estava disposto a lhe dar.
O silêncio que nos seguiu era muito obvio, até para nós.
Dei uma pequena risada. "É, o maldito elefante na sala. Você fez muito bem em não mencioná-la novamente."
"Isso não quer dizer que eu não queira," ela disse, encostando no assento e apertando as mãos. "Eu sabia que você falaria dela propriamente quando estivesse bem para você."
Eu sorri, me encostando na minha própria cadeira. "Acho que nunca ficarei bem ao falar disso. Estive tentando esquecer sobre isso, sobre ela, mas simplesmente não consegui."
Ela inclinou a cabeça levemente para o lado. "Você sente falta dela?"
Não levantei minha cabeça da minha peça de xadrez. "Eu sinto falta do que achei que tivéssemos."
"Bem, o que você achou que tinham?"
Eu ri alto disso porque eu realmente não tinha tentado colocar em palavras. "Na verdade, eu não sei. Era tudo simplesmente... uma merda colossal de ambas as partes. Ela dormiu com outro cara." Eu olhei para minhas mãos enquanto mordia meus lábios. "...eu acho."
Olhei para Esme que estava fazendo uma pequena careta. "Você acha?"
"Ela me disse que dormiu. Mas uma pessoa, ou melhor, seu mecânico que é melhor amigo dela, acha que é mentira. De qualquer maneira, é muito complicado. É óbvio que ela queria ir embora."
Esme pressionou os lábios enquanto pensava. "Bem, pode ser. Pode ser outra coisa também. Você mesmo me disse que ela estava claramente chateada quando te deixou. Vocês dois estavam."
Dei de ombros e esfreguei meus olhos rapidamente. "Não sei mais. Eu não sei o que pensar."
Ela olhou para mim, seus olhos cheios de compreensão e bondade que me ajudaram a me abrir com ela. "Bem, todos cometem erros. Talvez você possa olhar dentro de si mesmo e descobrir que você permitirá Bella cometer o dela."
"Não é tão simples," eu disse, balançando minha cabeça negativamente.
Esme acenou sua cabeça para mim enquanto pressionava os lábios, como se ela estivesse tentando ser positiva. "Acredito que seja, Edward. Acredito que você está exagerando."
"Não vou deixar qualquer garota me enganar assim."
"Mas ela não é qualquer garota. Essa é Bella. Talvez você possa parar de focar em o que você acha que deva sentir e se concentrar em o que você realmente sente."
"Esme, você pode parar?" eu implorei, acenando minha mão para nossa frente como se eu estivesse magicamente apagando suas palavras. "Podemos falar sobre outra coisa?"
Ela encolheu os ombros com os olhos de volta para o xadrez. Depois de alguns minutos de silêncio, ela falou novamente. "Xeque-mate," ela disse, com um sorriso de desculpa em seu rosto.
Não jogamos novamente. Em vez disso, Esme pediu licença, me deixando sozinho no jardim de inverno, olhando a escuridão que estava do lado de fora da janela.
Não sei por quanto tempo sentei aqui, mas foi tempo suficiente para ver a manhã aparecer.
Esme estava certa, Bella não era qualquer garota. Ela era alguém que eu me importava, mais do que eu me preocupei com alguém mesmo com meus melhores esforços. Se ela mentiu, eu precisava saber a verdade. Se fosse verdade, então eu tinha que pensar em quanto isso importava. Eu tinha que pensar que talvez Bella fosse alguém que valesse a pena perdoar.
Enquanto esfregava meu rosto, me tirando do turbilhão de pensamentos que não diminuíam, peguei o telefone em meu bolso. Passei pela minha lista de contatos, procurando o nome de Alice Brandon. De uma forma ou de outra, eu iria conseguir respostas.
BPOV
Foi a escolha certa, embora tenha me levado algumas semanas para aceitar isso. Seattle era diferente. Era mais barulhento e mais cheio, e às vezes quando eu tentava ir caminhando para casa, eu acabava perdida sem nem ao menos tentar.
Achamos uma escola particular no centro da cidade, apenas exclusiva o suficiente para satisfazer as necessidades de Renée e com tarefas o suficiente para satisfazer as minhas.
Convencer Renée a me deixar completar meu último ano da escola em outra cidade foi mais fácil do que eu esperava. Me aproximei com cautela e um muitas desculpas de porque eu precisava sair de Forks e obviamente ficar longe dela. Eu nem mesmo cheguei ao ponto número dois antes que ela concordasse. Ter uma filha estudando em uma escola particular em outra cidade pareceu muito melhor para ela. Talvez ter um filho ausente fosse a nova moda para as mães ricas de Forks.
A escola era realmente muito diferente da Escola de Forks. Ela cheirava a dinheiro, mas ao mesmo tempo tinham estudantes que eu sei que viajaram de distritos pobres para estudar aqui. A escola toda era dividida em três prédios enormes e salas incontáveis. Me senti completamente perdida e fora de lugar. Eu era a garota nova, e ninguém sequer notou.
Claro, Renée me ligava pelo menos duas vezes ao dia. Mas eu a cortava a maior parte dos dias com desculpas de que estava estudando ou em aula. Era diferente andar em uma cidade, onde você caminha pelas ruas e sabe que a pessoa que passa por você provavelmente não sabe quem você é. E isso era fodidamente brilhante. Pela primeira vez na minha vida, eu não tinha minha bagagem aberta para todos verem. Eu podia simplesmente ser eu mesma.
Eu fui sortuda com Angela. Embora inicialmente eu tenha pressionado para ficar em um quarto sozinha, fiquei alojada com ela na escola. E ela era uma dádiva. Com 1,83m e nova-iorquina, Angela me ajudou completamente nas primeiras semanas. Seus pais eram muito como os meus, ou estavam ausentes ou embriagados, então nos entendemos nesse ponto. Ela era uma garota doce, muito diferente de mim. Ela não era louca por sexo; ela não ia a festas. Em vez disso, ela era fodidamente inteligente e estava com o mesmo namorado desde o primeiro ano da escola. Juntos, Ben e Angela eram ridiculamente adoráveis. Não ficavam muito um em cima do outro, não eram doentes sexuais, eles apenas eram atenciosos e gentis um com o outro sem a pressão de benefícios.
Angela era do tipo perceptiva. Uma grande psicóloga, ela quem me levou para ver um terapeuta, jurando que seria a melhor coisa que eu já fiz, e se ela não tivesse ido ao primeiro ano da escola ela seria uma pessoa completamente diferente. Aceitei, embora tenha sido um pouco estranho.
Lelina não parecia como eu achava que um conselheiro deveria parecer. Ela era amigável, calorosa e na realidade me fazia rir. Me encontrei fazendo progressos aos poucos, se é assim que posso chamar. Me levou um tempo ser capaz de admitir que eu estava com raiva e devastada com meu passado. Mas consegui, e me senti bem. E com essas coisas, a escola nova e as pessoas, fiquei muito mais ciente de mim mesma. Na verdade comecei a gostar de mim.
Foi só na primavera que comecei a andar pela cidade. Assim que começou a esquentar, me encontrei passando mais tempo em frente ao mar e nos parques locais. Decidi colocar a faculdade em espera por enquanto, então foi meio estranho ter todos os meus colegas de classe visitando as faculdades até o fim do semestre. Mas decidi me manter ocupada, então arrumei um emprego de garçonete em um pequeno café perto de Pioneer Square. Fui totalmente sugada por isso. Mas aproveitei o dinheiro extra e a distração que eu tinha.
Eu não saía muito em Seattle. Na verdade, eu estava mais parecendo uma eremita do que nunca. Preferi ficar com Angela e Ben, assistindo maratonas de dvd's ou passando as manhãs fazendo uma corrida, ou até mesmo indo a biblioteca. Eu estudei muito, li muito, passei muito tempo escrevendo o que eu estava pensando. Nada de drogas, nada de bebidas mas me permitia uns cigarros ocasionais. Eu ainda era a Bella, só estava começando a enfrentar melhor meus demônios.
Eu não voltei a Forks para as férias de inverno, ou primavera. Eu simplesmente não queria voltar. Renée foi fácil de convencer, ela estava afastada com seu marido pelo mundo de qualquer maneira. Eu não me importei; não era como se eu estivesse ansiosa para vê-la também. Eu não queria voltar a Forks. Eu podia respirar na cidade; eu não queria me prender novamente na floresta de Forks. Mas sendo honesta comigo mesma, eu estava com medo de voltar e ver como estava Forks sem mim. Ou melhor, o que Edward estava fazendo. Quem ele estava sendo.
Edward foi o motive pelo qual eu me distanciei de todos. Eu tinha que me afastar. Alice e Jasper ligavam freqüentemente no começo, não havia um dia que eu não tinha pelo menos três chamadas perdidas deles. Às vezes eu apenas o observava tocar e pensava o que eles poderiam dizer para me fazer voltar ao meu estado anterior. Eu não podia fazer isso. E eventualmente, as ligações começaram a diminuir. E eu não os culpo.
Jake era realmente a única pessoa do passado que eu permiti em minha nova vida. Ele vinha me visitar mais do que deveria. Primeiro ele ia ver Ness, então parava para me ver. Toda vez ele trazia uma panela enorme de comida que ele cozinhava como se ele pensasse que eu não sabia me virar para sobreviver. Ele era uma boa companhia; novamente me senti fodidamente abençoada por tê-lo como meu amigo. Ele não me enchia com besteiras, em vez disso ele era todo irmão mais velho comigo, fazendo planos para o futuro. Mas ele nunca me pressionou. De qualquer forma, foi sua idéia esquecer a faculdade por um tempo e fazer uma viagem sozinha depois da formatura. Parecia um bom plano. Com certeza eu não queria voltar para casa quando a escola terminasse.
A mentira sobre James estava constantemente me assombrando, não importa quanta distração eu tivesse. Eu acordava em um suor de culpa. Meu subconsciente me mostrando o que eu tinha feito a Edward, ou melhor, o que eu tinha feito a nós. Eu o magoei. Ele pode não ter me dito que me amava, mas qualquer leve sentimento de amor que ele teve por mim, foi destruído ali mesmo e caiu no chão de seu quarto. Eu tinha que aceitar isso e seguir em frente.
Eu queria ligar para ele. Claro que eu queria. Mas não era fácil. E enquanto os meses passavam, ficava simplesmente mais difícil. Brinquei com a idéia de ligar para ele apenas para ver se ele havia sido aceito em Harvard como ele tinha planejado. Sentei na minha cama, passando o telefone entre minhas mãos, pensando em como seria a conversa. Havia passado nove meses de completo silêncio entre nós. Pelo que eu sabia, ele esqueceu completamente sobre mim.
Eu desejava fodidamente esquecer sobre ele também.
Ele estava permanentemente entrando em minha mente. Cada pensamento, cada olhar, cada passo, ele estava lá, me assombrando com erros do passado. Às vezes eu sonhava com ele, sonhava estar com ele em seu quarto, apenas nós dois, eu olhando para aqueles olhos verdes enquanto um sorriso aparecia em seu rosto. Eu podia ter jurado que eu acordei com o gosto dele em meus lábios. Isso era uma porra de uma tortura, mas foi minha escolha.
Eu me formei. Eu realmente não achei que conseguiria. Eu ainda queria colocar uma pausa nos meus estudos por um tempo. Angela e Ben deixaram Seattle muito rápido depois da formatura. Fiquei realmente triste em vê-la ir, mas ao mesmo tempo, animada por ter um tempo sozinha no verão.
Na minha primeira noite sozinha, recebi uma ligação de Alice. Foi um pouco lento, conversar com ela no início. Eu podia sentir sua hesitação no telefone, como se ela estivesse tentando descobrir se eu ainda era a menina que um dia ela chamou de amiga. Eu devo ter ido bem, porque a próxima coisa que eu sabia, era que eu estava concordando em vê-la naquela semana antes de ela voar para se encontrar com Jasper em Los Angeles.
Não estava preparada para as lágrimas em meus olhos quando a vi. Talvez fosse apenas porque era ela, ou talvez tenha sido o fato dela ainda me lembrar de nosso passado. Ainda assim, eu estava contente por vê-la.
Ela estava bem. Seu cabelo estava mais curto e ela engordou um pouco, mas lhe caiu bem perfeitamente. Eu tinha que admitir, fiquei surpresa por ela ainda estar com Jasper. Talvez eu estivesse com um pouco de inveja, não tenho certeza.
"Nós vamos para a Europa! Dá pra acreditar?" ela disse animada, acenando um livro-guia no meu rosto. "Foi uma completa surpresa. Fomos para essa hedionda festa de formatura e você sabe como é o Jasper; ele tem aquele sorriso no rosto como se ele soubesse algo que você não sabe..."
Sorri imediatamente. "É, conheço esse."
"De qualquer forma, ele me deu meu drink, pegou outro e colocou três passagens em minha mão com aquele olhar no rosto. Foi épico!" ela sorriu enquanto inclinava a cabeça para o lado. "B, porque não vem com a gente?"
Eu ri alto. "O que, e ficar de vela em sua própria versão de A Princesa e o Plebeu? Obrigada, mas não, obrigada, Alice."
Ela fez bico para mim, mas eu sabia que era besteira. Ela não me queria lá, mas ainda assim significou algo ela ter me convidado.
"Eu só não gosto da idéia de você passar todo seu verão em Seattle." Alice franziu o nariz enquanto olhava pelo meu quarto simples. Parte de mim queria ficar ofendida, mas então lembrei em que mundo Alice viveu nos últimos nove meses. Embora tivéssemos vivido juntas, o tempo separadas nos deu algo diferente.
"Eu gosto daqui," eu disse. "É minha casa agora."
Alice soltou um suspiro exagerado. "Eu sei, entendi," ela disse enquanto olhava para suas unhas.
"Ah merda!" Alice disse pulando para me seguir até o outro lado do quarto. "Não te contei a coisa mais mais mais mais mais engraçada que você já ouviu."
"Certo," eu disse. "Você quer um chá?"
Ela levantou a mão e negou com a cabeça, como se estivesse tentando me impedir de focar em outra coisa além de suas novidades. "Rosalie e Emmett estão noivos!"
Parei para olhar para Alice com a boca aberta. "Está brincando?"
"Não!" ela riu. "Ele a pediu em casamento na frente de todo mundo na festa de formatura. Eles estavam totalmente bêbados, bem todos estávamos, mas ele pediu bem ali no meio da pista de dança!"
"Não acredito," eu disse com uma risada. "Jesus, eles vão para a mesma faculdade?"
"Aí é que está! Rose ia para o leste sozinha, mas agora ele vai com ela!"
Rolei meus olhos enquanto Alice batia palmas para ganhar minha atenção novamente. "O melhor é que, mesmo depois da proposta e o fato de eles terem subido as escadas para uma rápidinha pós-proposta, eles seguiram separados experimentando outras pessoas!"
Não pude evitar rir embora eu soubesse como era pateticamente triste a situação. "De alguma forma, acho que isso funciona para eles. E então o ciclo continua."
"Eu sei, certo? Tão ferrado." Ela olhou para o chão antes de olhar novamente para mim.
"Qual o problema?" eu perguntei.
Ela estava com uma carranca, uma carranca exagerada típica de Alice, enquanto agarrava minha mão. "Eu realmente senti sua falta, sabe. Não é a mesma coisa em Forks sem você. Estou tão fodidamente satisfeita que tudo acabou, estava tudo ficando tãoooo exagerado."
"Aposto que estava," eu disse, cansada ao entrar na segunda fase da conversa.
"Todos partiram agora," ela continuou. "É como se a cidade estivesse vazia. É assustador. Fico feliz de ficar fora de lá por um tempo."
Eu não disse nada. Apenas fiquei mexendo no meu iPod, mudando as músicas que estavam saindo nas caixas de som baixinho. Eu estava perto de ouvir coisas de Edward, e isso estava me assustando pra caralho. Eu não queria saber o que ele estava fazendo. A verdade inevitável é que ele tinha seguido em frente e isso tornaria meu coração quebrado em pedaços estilhaçados.
"Então, e você e Edward?" ela disse sem rodeios.
Olhei malignamente para ela. Ela sabia o que estava fazendo.
Ela sorriu da minha severidade. "Não me olhe assim, estou perguntando porque me importo."
"Tem certeza?" eu perguntei, levantando minha sobrancelha.
Ela levantou a dela para mim. "Falei com ele outro dia, ele estava me perguntando de você. Obviamente, eu não tinha muita informação para dar a ele."
"Ele entrou em Harvard?" eu perguntei, olhando para meu pé.
Ela deu de ombros. "Parece que sim, sua madrasta disse a minha madrasta em alguma festa."
"Esme?" eu perguntei.
"É, é esse o nome dela. Ela parece ser legal, mas acho que todas parecem no começo.
Lembrei da mulher ruiva; eu sinceramente achava que ela era diferente das madrastas ou mães que eu conhecia em Forks.
Olhei para Alice com curiosidade. "Então Jasper não tem falado com ele sobre isso? Sobre Harvard?"
Alice pressionou os lábios. "Jasper realmente não fala mais tanto com ele. Eles tiveram uma briga há uns meses, e bem, você sabe como Edward Cullen é teimoso."
Acenei. Eu não queria saber mais. Ele estava vivendo sua vida e isso era tudo que eu precisava saber. Eu não queria saber os prós e contras de com quem ele estava passando seu tempo. Mas se ele parou de falar com Jasper, só posso pensar o pior.
Alice partiu dois dias depois que chegou. Ela tentou me convencer a ir com ela para Los Angeles, até mesmo me colocando no telefone com Jasper para que ele me chamasse, mas eu recusei, usando o trabalho como desculpa. Foi ótimo falar com Jasper, mas eu não podia ir e sair com eles como nos velhos tempos porque eu não era mais aquela garota. Além disso, vê-los tão felizes juntos, só iria me lembrar persistentemente de uma pessoa em particular.
Peguei turnos extras no café só porque eu podia. Não era tão ruim trabalhar aqui. Eu tinha feito alguns amigos e embora isso seja raro eu saía com eles e até me dava bem com a maioria deles.
Um dia particularmente quente, um desses dias que o calor fica preso na cidade e você literalmente reza para ser atingido pela fria brisa do mar, eu estava na minha rotina no café, pegando os pratos das mesas e anotando os pedidos o mais rapidamente que eu podia. O calor me atingia enquanto eu me mexia, e eu estava agradecida toda vez que tinha que ir até as mesas das janelas. Puxei meu cabelo em um coque bagunçado para tirá-lo de meu rosto, mas fiquei irritada com os fios na minha nuca que ficavam fazendo cócegas. Eu estava desconfortável, mas pelo menos o dia estava escurecendo rapidamente.
Quando ficava assim, especialmente sexta à tarde, tudo ficava um pouco borrado. Rostos não eram realmente registrados, e eu encontrava as mesmas palavras saindo da minha boca sem nem mesmo precisar pensar. Me inclinei na mesa dez, a que ficava no canto da janela. Não olhei por cima da minha caderneta enquanto puxava a caneta de trás da minha orelha.
"O que deseja?" eu disse, olhando para meu novo cliente.
Meu coração parou enquanto o sangue sumia do meu rosto. Me senti enjoada, como se o chão tivesse saído debaixo dos meus pés e de repente estava difícil eu me equilibrar. Agarrei minha caneta com força, tentando me recompor enquanto sussurrava o nome que continuamente vivia como um eco em minha mente nos meses em que estive ausente de Forks.
"Edward…"
N/T: AHHHHHHHHHHHHHHHH e agora? Será ele? Será alucinação?
Quase não termino esse capítulo, grande demais, mas como tenho recebido MUITOS reviews super me empolguei em não atrasar haha.
Comentem... até sábado... beijos s2 *sábado que vem último capítulo*
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N/B: Nem concordo com essa noção de amizade que Alice e Bella tem, se Bella fosse minha amiga eu teria ido com ela ou pelo menos falado com ela e ido vê-la sempre que pudesse. Bella não quer mais sair com Alice e Jasper só pq ela mudou? O que tem a ver uma coisa com a outra? Bella super me estressa, nem acho que a autora saiba escrever direito relacionamentos. A única pessoa digna na fanfic inteira é a Esme :)
Beijos, Lou Malfoy.
