Cavaleiros Apaixonados 2

Por Mary Ogawara

Capítulo 3 – O que posso dizer?

O domingo amanheceu um pouco frio, típico do Outono. As folhas secas das árvores cobriam parte da grama verde do jardim da mansão. Saori puxou o lençol para se cobrir por inteira; aquele friozinho a fazia ter vontade de permanecer na cama a manhã toda.

A garota esticou o braço esquerdo para alcançar Seiya, que devia estar do seu lado, mas ele não estava lá. Abriu os olhos, espantada. O travesseiro do garoto estava arrumado sobre a cama. Seiya não dormira ali? Saori esfregou os olhos, sentou-se na cama e começou a lembrar-se da noite anterior...

"- ...Então eu a convidei para jantar aqui na mansão. As meninas já devem ter avisado os outros. Você não se incomoda, não é? – perguntou Saori sorrindo enquanto deslizava o dedo indicador pelo rosto de Seiya, que a envolvia em seus braços, fazendo com que ele risse".

Os dois estavam sentados no sofá depois de terem jantado.

- Claro que não. A Shunrei será sempre bem-vinda aqui, não é? – respondeu ele enquanto fazia um carinho no rosto dela

Saori fechou os olhos para apreciar o toque do noivo, mas notou que preferiria não ter mais que abri-los. Por mias que estivesse gostando de estar ali, abraçada a ele daquela maneira, o dia havia sido um pouco cansativo e ela já estava com sono.

-Estou cansada... – disse ela enquanto se levantava, sorrindo um pouco sonolenta – Acho que já vou dormir... Você vem?

-Ainda não estou com muito sono. – disse ele tentando disfarçar – não sentia sono algum

-Então boa noite, meu amor. – disse ela dando-lhe um beijinho e se dirigindo até a escada que a levaria ao andar de cima, onde ficava seu quarto

-Espere, Saori. – disse ele, levantando-se rapidamente – Não vou deixar que você suba essa escada sozinha com tanto sono. Deixe-me ir com você.

-Ah, Seiya! – disse ela sorrindo um pouco mais – Você é tão atencioso... Vai ser um pai bem melhor do que eu uma mãe

Seiya nada disse, apenas sorriu tentando mais ainda esconder o medo que estava sentindo. Amava Saori mais do que a própria vida e sentia-se mal por estar escondendo dela aquelas dúvidas. Entretanto, não queria preocupá-la, afinal, o que poderia dizer? Que estava com medo? Que achava que não iria ser um bom marido ou pai coisa nenhuma?

Depois que se deitou na cama, Saori logo adormeceu. Seiya, ao contrário, continuou acordado, sentado sobre o carpete, fitando o rosto delicado da garota. Ela parecia estar tão feliz, tão em paz... Seiya sabia que não podia, não tinha o direito de fazê-la sofrer naquele momento."

Longe da mansão, no Aeroporto Internacional de Tóquio, Shiryu, Hilda, Hyoga e Fleur esperavam pelo avião que traria Shunrei, que deveria estar chegando dentro de 20 a 30 minutos.

-Uááhhh... – Fleur bocejou – Que dizer que você amarelou, foi, irmã? – a garota perguntou enquanto se encolhia em uma das cadeiras da lanchonete em que estavam – Ainda é tão cedo...

-Não, não amarelei... Fleur, quer se sentar direito? – disse Hilda, parecendo, sim, um pouco nervosa – Você não se comporta assim quando está com o Hyoga, não é?

-O que você acha? – Fleur perguntou séria, começando a rir logo depois – Hilda, eu já te disse mil vezes, não precisa se preocupar, o Shiryu está apaixonado de verdade por você!

-Ahhh... – os olhos da garota brilhavam – É mesmo, não é? O Hyoga é amigo dele, foi ele que te disse?

-Não, eu que acho mesmo. – disse Fleur, gesticulando com a mão como se estivesse impaciente, mas rindo novamente

-Você não tem jeito mesmo, não é? – disse Hilda rindo, vencida pela irmã

-Podemos saber o que é tão engraçado? – disse Hyoga chegando perto das garotas e sentando-se à mesa em que estavam, assim como Shiryu. Os dois haviam ido comprar café para todos.

-É essa sua namorada que não tem jeito! – disse Hilda sorrindo

-Ah, eu sei disso... – disse Hyoga, também sorrindo

-Hei! – Fleur fez cara de zangada, enquanto Shiryu e Hilda sorriam. Foi então que lhe ocorreu uma idéia – Hyoga, querido, você esqueceu o chantilly do meu café! – disse ela, sorrindo

-Chantilly? Mas a essa hora? – perguntou ele sorrindo e olhando no relógio – Você tem certeza que pediu isso?

-Ah, tenho sim. – disse ela piscando um dos olhos rapidamente – Vai pegar comigo? – e levantou-se com a sua xícara

-Vamos, - Hyoga virou-se para os outros antes de se levantar – acho que eu também vou querer no meu.

-Vocês dois! – Hilda sorriu

-Eu sei, não temos jeito! – disse Fleur antes de se afastar com o namorado

Shiryu e Hilda ficaram sentados sozinhos lado a lado. Ambos sorriam do casal desajeitado, que fingia brigar pelo chantilly, até que seus olhares se encontraram e o sorriso dos dois encheu-se de carinho.

-Como você consegue parecer tão bonita mesmo hoje que acordou tão cedo? – ele perguntou enquanto segurava as mãos da garota

-Como você consegue ser tão adorável e sincero mesmo quando acorda tão cedo? – perguntou ela, fazendo-o rir

Os dois trocaram um beijo apaixonado e conversaram um pouco mais antes que ouvissem o aviso de que o avião estava chegando, enquanto Fleur e Hyoga fingiam ter esquecido de voltar para aquela mesa.


Saori se levantou e vestiu o hobby, que estava pendurado perto da cama, por cima de sua camisola. Seguiu pelo corredor onde ficavam os quartos e seu escritório, onde costumava se reunir com seus cavaleiros quando lutavam contra o Santuário, e chegou à escada. Já no andar de baixo da mansão, olhou para os lados, apreensiva e confusa. Não tinha a menor idéia de onde Seiya poderia estar, se estivesse na mansão.

Sem saber o que fazer, suas pernas acabaram por levá-la até a sala de estar, onde estivera com o garoto na noite anterior. Foi então que o encontrou, dormindo no sofá. "Deve ter ficado assistindo televisão até tarde e dormiu aqui...", pensou ela ao ver uma tigela com algumas pipocas restantes na mesinha de centro da sala.

Saori tirou o seu hobby e cobriu o garoto com ele, para que não sentisse frio. Fez um carinho no rosto dele e notou que Seiya tinha uma expressão tensa, de preocupação. A garota pôs as mãos sobre a barriga e fechou os olhos para conter algumas lágrimas que se formavam em seus olhos. Já amava aquele bebezinho que crescia dentro dela, mas não devia estar sendo nada fácil para um garoto encarar tudo isso.

Dias depois de seu aniversário, sua amiga Fleur havia lhe contado que Seiya a convidara para escolher a aliança que lhe daria e que estava muito animado com a idéia de se casar. Mas será que ele se animaria da mesma forma se soubesse da responsabilidade que teria de assumir como pai? Será que ele queria se casar apenas para ficar mais perto dela e formar uma família de verdade não passava pela sua cabeça...?

Saori beijou delicadamente os lábios de seu amado. Levantou-se e caminhou até a janela. O clima estava mudando... Logo chegaria o inverno e o dia de seu casamento...

-Saori? – ela ouviu a voz de Seiya, que acabara de acordar, chamá-la

-Bom dia, Seiya... – disse ela tentando sorrir

Ele esticou os braços na direção dela com um sorriso, como se lhe pedisse um abraço. Saori foi até ele e o abraçou de leve, mas ele a puxou para que ela ficasse deitada no sofá junto a ele.

-Então... – ela começou com uma vozinha triste – Você não quer mais dormir ao meu lado?

-Ah, meu amor... – ele sorriu – Não é nada disso. É que eu não consegui dormir, então vim assistir um pouco de televisão.

-Está acontecendo alguma coisa?

-Não é nada. – mentiu o garoto tentando sorrir

-Porque se fosse você me contaria, não é? – Saori perguntou receosa

-Claro que sim. – respondeu Seiya sentindo-se mal por estar mentindo

-Então tudo bem... Vamos tomar o nosso café-da-manhã agora? – a garota perguntou com um sorriso

-Vamos ficar mais um pouco assim... – disse o garoto, abraçando-a um pouco mais forte

Saori sorriu e fechou os olhos. Tinha a impressão de que Seiya havia lhe omitido alguma coisa, mas resolveu não insistir no assunto.


Oi, gente!

Espero que vocês tenham gostado do deste capítulo! A fic tá demorando um pouco mais que o comum por dois motivos: eu estou escrevendo ao mesmo tempo em que estou publicando e ainda estou um pouco insegura, porque, mesmo sem a intenção, acho que acabei mudando um pouco o estilo dessa continuação – se comparada à primeira. Por esse segundo motivo é que eu acho muito importante receber a opinião de quem está lendo nas reviews, por isso... Não se acanhem! O teclado não morde, ok? Rss...

Pra quem deixou reviews, aí vão meus recadinhos...

Kk-chan: Brigada mesmo por gostar do que eu escrevo, pelos conselhos e pela força – principalmente na hora de ajudar a digitar! Mts bjinhus!

Poly Malfoy: Demorou, né? Mas está continuando! E que bom que você está gostando! Bjinhus!

Luka: Pobre Seiya, Ká! Rsss... Brigada pela review! Bjinhus!

Jezreel: Bom, o que o Seiya vai fazer – ou não – eu não digo agora, mas espero que você tenha gostado do capítulo! Besos desde Brasil!

Dani Kamiya: Dá vontade mesmo, né? Ai, ai... Mary pensando no dia do próprio casamento Rssss... Brincadeirinha! Ainda tem muito tempo, né? E eu ainda preciso achar o meu Seiya!!! Rsss... Brigadinha por mais uma review! Também espero que você tenha um 2005 bem meigo!

Pri Gilmore: Ahhhhh!!! Mary corre para se defender usando o escudo do Dragão que pegou emprestado do seu amado Shiryu Que revolta, miga! Rsss... Vamos ver o que vai acontecer, né? Será que eu sou capaz de ser tão malvada assim??? Humm... Até que não é má idéia, he he he... Mary começa a gritar: É brincadeira!, antes que seja atacada Bjinhus, miga!

Mts bjinhus!

Mary-san