N/T: Mais um capítulo pra vocês! Nenhuma Beta disponível por ai ? Beijos
O diário começava em Janeiro de 1918. A princípio a maioria das palavras delicadas e apagadas de Lucy eram desconexas sobre vestidos e fofocas e festas e concordei com a avaliação de Edward de que ela não era muito complexa. Líamos com dificuldade, silenciosamente, monotonamente, tivemos sorte de ela não escrever todos os dias e Edward não havia sido mencionado até chegarmos ao dia 3 de abril. Fiquei tensa ao ler a primeira linha. Então vi que as páginas haviam começado a chacoalhar sutilmente, e percebi que as mãos de Edward tremiam. Ele estava assustado. Ele precisava de suporte. Ele precisava de mim.
Gentilmente peguei o livro de suas mãos e o coloquei sobre o sofá, ao lado dele. Ele me olhou, surpreso.
"Bella?"
"Ssh." Cuidadosamente, para que eu não fosse desajeitada e estragasse o momento, subi em seu colo e segurei seu lindo rosto entre minhas mãos. Eu queria que ele soubesse que, seja lá o que o diário nos falasse, eu o amava.
"Juntos," falei, olhando em seus olhos. Eles suavizaram, perdendo um pouco da ansiedade, e um suspiro baixo escapou pelos seus lábios. Gentilmente, ele se olhou para frente e nossas testas se tocaram. Seus olhos se fecharam enquanto ele virava o rosto para beijar a palma da minha mão e seus lábios murmuraram um 'obrigado'.
Depois de um momento deixei que minhas mãos caíssem ao meu lado lentamente e me virei para ficar sentada confortavelmente no espaço por entre as suas pernas com minhas costas contra o seu peito. Ele pareceu um pouco surpreso.
"Pronto?" Perguntei, virando minha cabeça para olhar para ele. Ele assentiu rapidamente e eu peguei o diário enquanto ele gentilmente passava os braços ao meu redor, os deixando ali.
3 de Abril de 1918
Papai está arranjando um noivado com Edward Masen. Ele e a mamãe me disseram essa manhã. Os Masen são muito ricos, como nós, então será um bom partido. Edward é jovem, mas ele trabalhará no escritório de seu pai enquanto estiver estudando direito na universidade. Papai disse que ele comprará uma casa para nós como presente de casamento.
Estou tão empolgada. Por um tempo pensei que eu seria a única das minhas amigas que não iria se casar. Eu sei que papai também andou considerando Benjamin Grey, mas a família dele não é tão rica quanto à dos Masen. Além disso, Benjamin tem olhos pequenos e apertados e o Edward é muito atraente – mesmo que ele não fale muito. Na verdade, tantas garotas admiram Edward, tenho certeza que todas terão ciúme de mim assim que o noivado for anunciado. Harriet Stanley principalmente. Ela está sempre falando dele e flertando toda vez que o vê, mas ele nunca prestou atenção. Ele nunca presta atenção a ninguém, agora que eu pensei nisso.
Será um grande casamento, maior do que o da Charlotte Barry com o James Parker. Mal posso esperar para dizer à Caroline Markham. Ela não tem falado de nada a não ser do casamento dela desde que ficou noiva no mês passado. Ela se casará em setembro – talvez Edward e eu possamos nos casar antes, isso certamente a faria parar de ser vaidosa!
Mal posso esperar para contar à Maryanne, mas papai falou que nós temos que esperar até que mais detalhes estejam firmados – como a data.
As anotações continuavam sobre seus planos de casamento, vestido, bolo, flores, e o quão aliviada ela estava de estar se casando.
"Ela parecia mais interessada no casamento do que em você," falei suavemente.
Senti Edward assentir atrás de mim.
"Devia estar. Eu era apenas um parceiro conveniente. O mundo estava começando a mudar, mas encontrar um marido conveniente e se casar ainda eram assuntos principais para a maioria das mulheres naquele tempo. Isso cimentava o status social delas."
Balancei minha cabeça enquanto virava a página. Eu não entendia isso.
5 de Abril de 1918
Edward está sendo difícil. Ele acha que é jovem demais para se casar e quer ir à guerra ao invés disso. Espero que os pais dele não permitam – isso atrapalharia o casamento. Papai e o Sr Masen estão tentando fazer um acordo.
Eu os ouvi conversando na sala de jantar esta tarde. Aparentemente o Sr Masen está insistindo para que os desejos de Edward sejam considerados tanto quanto os meus.
10 de Abril de 1918
Más notícias. Edward conseguiu o que queria e vai à guerra. Ele pode ficar longe por meses, talvez anos! Minhas amigas estarão tendo seu segundo bebê antes que eu me case! Perguntei ao papai se era tarde demais para reconsiderar Benjamin Grey – eu sei que ele não era tão rico, mas pelo menos eu poderia me casar logo – mas ele disse não.
Mas pelo menos eu tenho o anel agora. O pai de Edward o enviou essa manhã. Tem uma grande perola rodeada por várias menores. E isso significa que eu posso contar às pessoas! Na verdade, eu contei á Julia Wilkes esta manhã quando nos encontramos no parque. Devo dizer que fiquei desapontada pela sua reação. A primeira coisa que ela perguntou não foi sobre como meu vestido seria ou onde nós iríamos viver, mas o quanto eu o amava! Percebi que suas luvas estavam desfiando nas pontas.
Pelo menos Maryanne estava empolgada por mim. Ela entendia a importância de um bom partido. Eu espero que Edward não se machuque na guerra. Eu odiaria ter que casar alguém que perdeu um olho ou um braço ou uma perna. Com certeza papai não me faria.
Fiz um som de deboche.
"Bella?" Edward virou o rosto para olhar para mim.
"Não era do tipo que tinha compaixão, era?"
"Não," ele concordou, e seus braços se apertaram um pouco ao meu redor.
17 de Abril de 1918
A família dos Masen veio jantar conosco esta noite. Nossas famílias acham que Edward e eu deveríamos passar mais tempo juntos. Eu não vejo o porquê realmente, se ele vai para a guerra. Ele tentou falar comigo sobre livros, mas eu não gosto muito de ler. Mostrei-lhe um bordado que eu estava fazendo e ele educadamente sorriu, mas não acho que ele estivesse realmente interessado. Será diferente depois do casamento, tenho certeza. Ele terá que ficar interessado.
Depois do jantar nós estávamos todos no salão e mamãe perguntou ao Edward se ele tocaria piano. Edward me perguntou se havia alguma peça musical em particular que eu gostaria que ele tocasse, o que foi legal. Mas eu lhe disse para escolher ele mesmo porque eu preferia dançar a música a ouvi-la. Pensei que ele riria, mas ao invés ele franziu a testa e se virou para as teclas.
A senhora Masen estava muito quieta a tarde toda, e não elogiou meu vestido, mesmo sabendo que ele era novo e me vestia muito bem. Mas ela sorriu apenas quando Edward começou a tocar.
23 de Abril de 1918
Edward veio me buscar hoje. Ele é tão formal. Beijou minha mão mesmo sabendo que agora já pode beijar a bochecha. Sugeri uma caminhada no parque. Eu sabia que Harriet Stanley estaria lá e eu queria que ela nos visse juntos. Seu rosto parecia uma tempestade de raios quando nos viu, acho que ela tentou disfarçar. Cruzei meu braço com o de Edward e sorri para ela, mas ela não sorriu de volta, o que foi muito rude.
Edward não falou muito e só eu falei na maior parte do tempo. Ele apenas sorria ou assentia e fazia comentários ocasionalmente. Perguntei-lhe por que queria ir à guerra e se não preferia ficar e casar comigo. Ele disse algo sobre o mundo e experiência... o que era mesmo? Algo de que não consigo me lembrar agora. Eu não estava realmente ouvindo.
Tentei falar sobre o casamento e quais flores deveríamos escolher e qual comida deveria ser servida. Eu esperava que isso aumentasse seu interesse e o fizesse mudar de idéia, mas não. Seu rosto ficou ligeiramente pálido e ele perguntou se não era cedo demais para começarmos a falar sobre isso.
A caminhada estava ficando chata, então pensei que poderia provocá-lo um pouco. Disse-lhe que não gostava do seu chapéu e então comecei a rir e a correr. Eu esperava que ele risse também, e corresse atrás de mim pelo insulto, mas ele apenas sorriu e pediu desculpas se seu chapéu havia me ofendido.
A imagem de Edward caminhando de braços dados com Lucy mexeram com meu coração, mas gradualmente meu ciúme estava começando a sumir, sendo substituído por um desprezo por Lucy que crescia mais forte a cada minuto.
1º de Maio de 1918
O jantar de casamento será essa tarde. Estou tão empolgada. Usarei um vestido longo rosa claro com rosas de seda ao redor dos ombros. Teremos ostras de entrada e frango como prato principal. Mamãe e eu colocamos arranjos de flores por toda a sala e sobre as mesas. Meu anel ficava adorável com o meu vestido. É uma pena que não terei o anel de casamento por um longo tempo, porém eu tenho um plano que deve funcionar. Este é um grande segredo. Maryanne falou que o modo para que eu pudesse fazer Edward ficar, e se casar agora, era se eu tivesse um filho dele! Então essa noite, durante a festa, quando todo mundo estiver ocupado, ficarei sozinha com Edward e...
Então ele não poderá ir à guerra e nós nos casaríamos imediatamente! Ainda mais breve do que o esperado! Definitivamente antes de Caroline Markham! Não acho que será fácil, no entanto. Edward é muito correto. Devo me lembrar de trancar a porta e Maryanne me ensinou todos os jeitos de convencê-lo. As coisas a dizer e como e onde tocá-lo. Isso funcionou para ela com Charles e eles estavam casados há apenas seis semanas! Devo admitir, estou um pouco nervosa com isso – não parece a melhor das atividades. Maryanne disse que provavelmente será rápido, mas é sujo e desconfortável e devo esperar que ele seja barulhento. É melhor eu apenas continuar pensando em como será o casamento enquanto tudo está acontecendo. Suponho que seria mais fácil se eu amasse Edward, mas não importa. Pelo menos ele é atraente.
"Oh, Edward!" encarei as letras finas e pontuadas. Ela tinha planejado ficar grávida! Tentei me virar para olhá-lo, mas seus braços ficaram rígidos ao meu redor e eu não conseguia me mexer. Eu sabia que naquele momento provavelmente não havia nada que eu pudesse dizer para ajudar, então permaneci quieta. Pude sentir a tensão em seu corpo então tirei uma das mãos do livro e comecei a acariciar seu braço. Lentamente, o senti relaxar um pouco, o bastante para que eu conseguisse me virar para olhar seu rosto.
Seus olhos estavam escuros e a mandíbula tensa.
"Ela me usou." Sua voz era quase um sibilo.
Ergui a mão para acariciar seu rosto gentilmente e ele fechou os olhos e inspirou profundamente.
"Eu tinha quase certeza que ela não me amava," ele exalou lentamente, "mas pensei que seus avanços tinham algum tipo de afeição ou consideração." Ele esfregou uma mão em seu rosto, asperamente. "Estive pensando em mim como um mostro por tirar vantagens de seus sentimentos quando eu sabia que não poderia correspondê-los."
Ficamos parados por um tempo, digerindo esse novo pedaço de informação. Lucy não era a rival com quem eu estava me atormentando. Ela não tinha amado Edward. Lucy era uma mercenária, calculista e manipuladora. Senti nojo.
Depois de um momento senti um pouco da tensão deixar o corpo de Edward e o olhei. Seus olhos ainda estavam escuros.
"Tudo bem?" perguntei. Demorou alguns segundos, mas ele assentiu amargamente.
"Pronto para virar a página?"
E então ele hesitou, curvando o rosto com incerteza. "Er... Bella, você realmente... você tem certeza que quer continuar lendo comigo? Você não precisa fazer isso."
Eu sabia o que ele queria dizer. Ele poderia ouvir meu coração batendo – maldição, eu podia ouvir meu coração.
"Está tudo bem, Edward. De verdade." Eu falei que faria isso com ele e vou fazer.
Ele ainda não parecia confortável. Ele pendeu a cabeça para um lado e fechou os olhos. "O que quero dizer é... não tenho certeza do que está escrito, mas se for o que eu espero... eu não sei se eu quero que você leia."
"Oh." Meu coração acelerou mais uma batida. "Hm, por quê? Tem mais alguma coisa que você não tenha me contado?"
"Não! Não, eu te disse tudo que me lembrei. De verdade."
"Então o que?"
Ele falou baixo. "Eu só acho que não vai ser muito... legal... para você ler sobre mim... dessa forma." Pude ver vergonha e constrangimento em seu rosto.
Ontem de manhã eu teria concordado com ele. Eu não teria querido ler isso. Mas agora, eu me sentia diferente. Eu sabia que seria difícil, mas ficaria tudo bem.
"Juntos, lembra?" falei firme e sorri para ele. Ele sorriu de volta timidamente e seus olhos suavizaram um pouco. Ele apertou os braços ao meu redor e beijou minha testa. Estendi uma das minhas mãos e entrelacei meus dedos aos dele, e então virei a página.
2 de Maio de 1918
Não acho que tenha sido uma boa idéia, apesar de tudo. Demorou muito para convencer Edward, eu quase desisti. Ele continuava me afastando e não me beijava. Corri minhas mãos pelo seu peito e na parte de trás do seu pescoço e me esfreguei contra ele, como Maryanne me disse para fazer, mas ele continuava tentando me afastar e passar por mim. Ele estava preocupado com a minha reputação. Ele exigiu a chave. Fiz de conta que a colocaria no chão e quando me abaixei o toquei entre as pernas, como Maryanne falou. Ele quase voou para o teto! Ele pulou para se afastar de mim e seu joelho me acertou no queixo, me derrubando de costas. É claro, logo depois ele ficou preocupado se havia me machucado e me ajudou a me sentar na cama. Não machucou muito, na verdade, mas fiz de conta que estava chorando e eventualmente ele se sentou na minha cama ao meu lado. Ele continuou se desculpando. Depois de pouco tempo me curvei um pouco sobre ele e pedi desculpas. Ele colocou os braços em meus ombros e me inclinei para lhe dar um beijo na bochecha. Ele pareceu desconfortável, mas permitiu, e então aproveitei a chance. O empurrei com força no peito e ele caiu sobre a cama. Isso lhe pegou de surpresa e ele bateu a lateral da cabeça no poste de metal da cama. Ele caiu de volta nos travesseiros, acho que ele estava zonzo. Aproveitei a chance e o toquei entre as pernas novamente e abri sua calça tão rapidamente que achei que alguns dos botões haviam caído. Eu sabia que eu deveria estar em baixo, mas pensei que essa poderia ser minha única chance e esperei que funcionasse. Fiquei sobre ele rapidamente. Maryanne sugeriu que eu tirasse minha roupa de baixo. Mas uma vez que eu estava sobre ele, eu não sabia o que fazer. Então fiquei me mexendo sobre ele, esperando que algo acontecesse. Ele parecia tão chocado, mas eu continuei me mexendo e ele começou a gostar. Pelo menos! Ele ainda estava claramente surpreso, mas ele começou a se mexer um pouco e então eu o senti, lá. Fechei meus olhos e pensei no casamento. Era desconfortável e ele estava, na verdade, muito quieto, nenhum som, mas depois de alguns segundos começou a doer e eu entrei em pânico. Pedi que ele parasse e ele parou. Ele me afastou e estava do outro lado do quarto antes mesmo que eu pudesse abaixar minha saia. Ele começou a se desculpar de novo e de novo. Eu comecei a chorar porque todos os meus planos estavam arruinados, mas acho que ele pensou que eu estava machucada. Pedi a ele para não contar para ninguém e não acho que ele vá contar. Depois de tudo, se ele morresse na guerra, seria difícil achar outro marido se as pessoas achassem que eu tinha um mau comportamento.
Ele saiu do meu quarto e me deu privacidade enquanto eu arrumava a saia. Quando saí, ele estava me esperando de pé ao lado das escadas e me escoltou até o andar de baixo, na festa. Seu rosto estava muito sério.
Percebi que eu estava afundando meus dedos na mão de Edward enquanto lia e minhas articulações estavam doloridas enquanto eu as flexionava. Eu estava segurando o ar também, e agora minha cabeça havia começado a girar. Inspirei rapidamente. Me senti mal e engoli, tentando empurrar a náusea de volta para baixo.
A tensão havia voltado ao Edward novamente. Seu peito estava ainda mais parecido com uma parede de pedras, seus braços pareciam cabos de aço.
Eu estava cera, havia sido difícil ler, mas não inteiramente pelas razões que eu pensava que seriam. Era difícil ler sobre Edward dessa forma, havia um fogo circulando em meu peito, mas o comportamento de Lucy me deixava doente. Ela era vil.
"Edward?" tentei me virar para olhá-lo, mas ele flexionou os braços e me manteve no lugar. Ele não falou. "Edward?"
Silêncio.
"Edward, por favor, não consigo me mexer." Instantaneamente ele me libertou. Soltou minha mão e deixou seus braços caírem. Me virei para olhar em seu rosto. Ele não me olharia, seus olhos estavam focados na parede de vidro. Coloquei minhas mãos em suas bochechas - ele fez uma careta, mas não me parou.
"Me desculpe, Bella."
"Nada de desculpas, lembra?"
Ele suspirou pesadamente. "Você está bem?" ele perguntou, finalmente virando seus olhos para mim. Os dele estavam tão tristes.
"Oh Edward, ela era horrível, nojenta. Eu... ugh." Tentei encontrar palavras para expressar o que eu estava sentindo, mas não consegui. Terminei apenas balançando a cabeça. "Você está bem?"
Ele ergueu os ombros. "A maior parte é como eu me lembrei. Me esqueci sobre tê-la chutado ou de ter batido minha cabeça." Ele passou a mão pelos cabelos. "Pelo menos agora eu entendo os motivos por trás disso, mas isso ainda não muda o fato de o que eu fiz foi errado. Eu nunca deveria ter me permitido ficar sozinha com ela, em primeiro lugar." Ele sorriu tristemente e cautelosamente passou as costas de sua mão em minha bochecha. Peguei sua mão na minha e a apertei.
"Foi Lucy quem fez a coisa errada, Edward. Não acho que você tenha tido muitas escolhas na ocasião."
"A pessoas sempre tem escolhas, Bella. Eu deveria ter ido embora."
"Você tentou! E você foi. Você foi embora quando importava, Edward. Você parou quando ela pediu."
Ele balançou a cabeça e olhou novamente para a parede de vidro.
"Honestamente, você realmente acha que existem muitos garotos de dezessete anos que resistiriam ao tipo de encorajamento que ela te deu?" Ele não se moveu, seus olhos ainda fixos na janela. "Eu acho que a maioria teria desistido muito antes de você, Edward. Você já leu mentes o bastante para saber disso."
Eu realmente estava tentando fazer o meu noivo se sentir melhor por ter estado com outra pessoa? Eu realmente devo amar esse homem.
"Talvez," ele falou, finalmente. "Mas ainda sim foi errado. Eu não a amava." Ele apoiou sua cabeça na prateleira de livros atrás dele, franzindo as sobrancelhas. "Esse não é quem eu pensava ser. Eu não sou que eu pensava ser." Ele fechou os olhos e não falou mais nada. Seus braços estavam completamente imóveis ao seu lado. Peguei sua mão e a segurei em meu colo, suavemente acariciando a pele das costas dela, como naquele primeiro dia na clareira. "Você é o Edward," falei suavemente. Os cantos de sua boca de curvaram um pouco em um quase-sorriso.
Depois de um tempo o ouvi suspirar.
"A pior parte disso tudo," sua voz estava sufocada, "é a dor que eu te causei."
De repente, senti as lágrimas começarem a voltar aos meus olhos e engoli com dificuldade, tentando pará-las. Eu estava tão focada nas reações e sentimentos de Edward que eu havia deixado os meus para trás. Eu pude senti-los começar a emergir.
"Assim que eu descobri sobre George, meus únicos pensamentos eram em como te contar..." ele inspirou profundamente e exalou afiadamente. "E então ontem, ao ver o que isso lhe fez... o que eu havia feito com você... simplesmente não há palavras," Ele baixou a cabeça, sua voz falhando na última palavra. "Eu queria, desesperadamente, te segurar e te confortar."
Sua mão descansando solta na minha se fechou entre meus dedos e os apertou. Uma lágrima escapou pelos meus olhos e correu pela minha bochecha.
"Foi difícil," sussurrei. A lágrima escorreu e caiu em sua pele. Eu a limpei.
"E ainda sim você ficou comigo," ele falou. Ele levantou a cabeça e um olhar maravilhado preencheu seus olhos. "E agora, hoje, você me deu força e conforto, mesmo depois de eu tê-la machucado tanto. Você é mais forte do que eu teria achado possível." Mais algumas lágrimas caíram sobre as minhas mãos. Antes que eu pudesse limpá-las, Edward levou minha mão até os seus lábios e as beijou. Seus olhos prendiam os meus. "Você me deixará de segurar?"
Sua voz estava nervosa e eu sabia o que ele queria dizer – eu estava preparada para me abrir para ele novamente? Eu o deixaria me dar o conforto que eu não permiti por tanto tempo? Meus lábios começaram a tremer enquanto retirei minha mão da dele e coloquei meus braços ao redor do seu pescoço.
"Sim," falei.
Seus braços estavam ao meu redor e ele me puxou gentilmente contra seu peito. Meu rosto encontrou um lugar em seu pescoço assim que minhas lágrimas começaram a cair livremente. Ele tinha uma mão nas minhas costas e a acariciou, suaves carícias, de novo e de novo. Sua outra mão estava em meus cabelos, seus dedos se movendo pelo meu escalpo em círculos gentis. Não chorei compulsivamente como no dia anterior. Agora minhas lágrimas estavam levando para fora de mim o excesso de tensão e ansiedade do dia anterior. Deixando sair a raiva que eu sentia por Lucy tê-lo usado do jeito que tinha e por se intrometer em nossa vida agora.
"Ssh, ssh," ele sussurrou na minha orelha. Sua voz era calmante e me senti dissolver sobre ele. Ele nunca havia segurado ela assim. Seus lábios nunca haviam tocado os dela. Ela nunca tocou seu coração. Ele realmente era meu.
De repente, eu não tinha o bastante e pressionei meu corpo mais forte contra seu peito. Ele pareceu entender e aumentou a pressão de suas mãos às minhas costas. Meu choro continuou e seu pescoço logo estava encharcado pelas minhas lágrimas enquanto eu me grudava a ele. Depois de alguns minutos as lágrimas começaram a parar e afastei meu rosto de seu peito. Acomodei minha bochecha contra a dele e passei meus braços ao redor de sua cintura. Tomei um fôlego calmante e profundo e fiquei imóvel.
O sol estava mais alto ao céu.
"Eles voltarão logo," ele suspirou. Nós havíamos ficado sentados, curvados um sobre o outro, por algum tempo – perdi a conta de quanto. Me sentei e limpei meu rosto na manga da minha roupa. Olhei para Edward. Ele sorriu e colocou uma mexa do meu cabelo atrás da minha orelha. Acariciei seu rosto. Depois reassumi minha posição de leitura entre suas pernas e peguei o diário novamente.
"É melhor terminarmos, então," falei enquanto folheava as páginas. Edward colocou sua mão sobre a minha.
"Tem certeza que quer continuar?" ele perguntou.
"Bem, imagino que já tenhamos passado pelo pior agora, não é?"
Ele assentiu, mas suas sobrancelhas se juntaram quando ele franziu a testa. "Vamos terminar logo com isso, Edward. Então nós saberemos tudo o que precisamos e poderemos seguir em frente."
Me virei para frente e continuei a ler.
3 de Maio de 1918
Maryanne disse que eu deveria tentar de novo. Não acho que eu vá.
Bufei.
"O que?" Edward perguntou
"Estou feliz que ela não tenha tentado de novo. Não acho que eu poderia cooperar." Edward me apertou e senti seus lábios roçarem contra minha bochecha.
7 de Maio de 1918
Acabamos de ouvir – o pai de Edward está doente, com a influenza! Imagino o que acontecerá com o casamento se ele morrer?
15 de Maio de 1918
Agora Edward e sua mãe estão doentes. Seu pai morreu ontem. Sei que é triste, mas imagino o que acontecerá agora. Isso pode mudar tudo.
Olhei para Edward. Ele deu um meio sorriso e estendeu a mão para virar a página ele mesmo.
20 de Maio de 1918
Estou preocupada. Meu período está atrasado esse mês. Com certeza eu não posso estar grávida com o pouco que aconteceu com Edward? Talvez eu esteja doente.
Meu coração começou a bater um pouco mais rápido. Edward percebeu e começou a acariciar minha mão gentilmente com seus dedos gelados.
21 de Maio de 1918
Papai foi ao hospital hoje para saber de Edward. A Sra Masen morreu ontem.
Ele falou com o Dr Cullen que disse que Edward está muito doente e provavelmente não se recuperará, então papai me libertou do noivado. Isso será um problema se eu for ter um bebê.
Engoli com dificuldade. Senti Edward ficar tenso. E então eu sorri quando nós dois nos movemos ao mesmo tempo para acariciar o braço do outro em conforto.
24 de Junho de 1918
Alívio! Estou noiva de Jonathan Rigby. Ontem consegui fazê-lo me beijar no jardim quando o Reverendo e a Sra Oliver estavam nos visitando e fiz o máximo para que eles pudessem ver! Então, é claro, ele me fez a proposta. Depois de tudo, minha reputação é muito importante. Ele parece um pouco feliz com isso. Lhe pedi para o casamento ser em breve – disse ao Jonathan que mal posso esperar para ser sua mulher.
26 de Junho de 1918
Me entreguei ao Jonathan ontem a noite. Ele ficou surpreso, mas felizmente ele não me afastou! Agora há menos chances dele suspeitar que o bebê não é dele quando nascer muito 'cedo'.
E dessa vez foi exatamente como Maryanne descreveu. Foi barulhento, sujo e doeu. Mas não foi tão rápido como eu gostaria que tivesse sido.
31 de Agosto de 1918
Estou casada! O casamento foi um pouco pequeno por causa da correria para organizá-lo. Graças ao meu corpete minha barriga não apareceu, embora eu tenha certeza que minha mãe saiba da verdade. Estamos em lua de mel na Europa e ficaremos longe por um bom tempo. Espero que eu possa ter o bebê lá, e dessa maneira nós poderemos manter o nascimento em segredo por um tempo. Ninguém aqui precisa saber a data real do nascimento do bebê, precisa? Ninguém precisa ver a certidão de nascimento.
Amanhã escreverei para Caroline Markham e lhe contar todos os detalhes do meu casamento. Ela ficará com tanta inveja. Queria poder estar lá para ver sua cara!
O diário terminava ali. Obviamente como uma mulher casada Lucy estava ocupada demais para manter o diário.
Fechei o livro e o coloquei sobre o sofá. Edward estava em silêncio, seus braços ainda apertados com força ao meu redor, nossos dedos entrelaçados.
"Então, eu acho que Lucy foi bem sucedida ao passar o bebê como filho do Jonathan." Tive um pouco de dificuldade para pronunciar a palavra 'bebê'. Eu estava me sentindo bem mais forte em relação à Lucy agora, mas toda a idéia de Edward ter um filho ainda era difícil.
"Parece que sim." A voz de Edward estava sem emoção. Seus dedos acariciavam suavemente os meus.
"Então, o que você pensa em fazer?" perguntei, focando em seu dedão enquanto este trilhava um caminho pela lateral da minha mão e então retornava. "Agora que você sabe exatamente o porquê de George estar te procurando."
"Eu acho..." ele começou e depois fez uma pausa. "Eu acho que vou contatar meus advogados e pedir a eles que digam à Rebecca Rigby que, infelizmente, não tenho informações para passar adiante." Seu dedão continuava pela minha mão. Assenti.
"Então é isso?" perguntei. Edward estendeu a mão e colocou seus dedos de baixo do meu queixo, erguendo meu rosto para que nossos olhos se encontrassem.
"Então é isso," ele falou e me deu um beijo gentil na testa.
Ele se afastou e rolou os olhos.
"Minha família voltou," ele falou. Nos desatamos e Edward colocou o diário e os papéis de volta no envelope e o guardou na gaveta da escrivaninha. Eu sabia que ele devolveria o diário aos advogados – fiquei pensando no que ele faria com os papéis.
De mãos dadas descemos as escadas. Sua família estava reunida na sala de estar, nos olhando com expectativas. Eu estava completamente drenada, mas ainda sentia uma risada se formando – parecia que eles estavam aguardando os números da loteria serem anunciados.
Um por um eles disseram 'oi' educadamente, quase nervosos. Era quase como o primeiro dia que eu havia vindo aqui. "Oi pessoal," falei. Eu sabia que Edward estava rígido ao meu lado, provavelmente incerto do quão confortável eu me sentiria com suas demonstrações públicas de afeto. Para tirar todos de seus sofrimentos tirei minha mão da de Edward e, ao invés, passei meus braços ao redor de sua cintura e me apoiei nele. Senti ele expirar longamente.
"Ah!" a mão de Esme voou na direção de seu pescoço e um sorriso alegre surgiu em seu rosto.
"Viram, eu disse pra vocês!" Alice começou a dar pulinhos e então veio até mim, atirando seus braços ao redor do meu pescoço.
"Cuidado, Alice," Edward alertou.
"É bom te ver, Bella," Carlisle falou carinhosamente, seu sorriso complementando o de Esme.
"Woo hoo!" Emmett deu um soco no ar. Jasper deu um pequeno sorriso e acenou com a cabeça para mim enquanto Rosalie permanecia parada com seus braços cruzados, com a testa franzida. De repente, ela andou até mim.
"Isso deve ser muito difícil pra você," ela falou bruscamente.
"Hm, bem,..."
Um olhar de entendimento cruzou seu rosto, o que me surpreendeu. "Sim, é, hm..." eu não sabia o que dizer.
"Rosalie, por favor..." ouvi o tom cauteloso na voz de Edward. Os olhos de Rosalie se viraram para o rosto dele, atrás de mim.
"Estou feliz que tenha decidido ficar. Eu acho isso muito... corajoso, da sua parte." Ela caminhou de volta ao sofá, cruzou a perna e pegou uma revista.
"Hm, obrigada," falei incerta.
Edward me puxou para a cozinha, ele parecia ansioso para me tirar de lá.
"Vamos apenas pegar algo para comer," ele avisou. Os Cullen sempre faziam questão de ter comida na cozinha para mim.
Sua família começou a dispersar e a ir fazer suas atividades variadas exceto por Alice, que nos seguiu.
"Então Bella, sobre o casamento..."
O casamento! Eu não tinha pensado muito sobre isso. Eu não sabia se poderia nesse momento.
"Hm..."
"Alice! Agora não," Edward a interrompeu. Sua voz era firme enquanto pegava um pacote de macarrão.
Alice revirou os olhos. "Está tudo bem, Edward, veja." Um flash de concentração passou pelo seu rosto, obviamente ela estava lhe mostrando uma visão. Os ombros dele relaxaram e um olhar de alívio passou por seu rosto rapidamente. Ele engoliu.
"Obrigado Alice," ele falou mais gentilmente.
"É só quanto ao tempo que não tenho certeza. É sobre isso que eu queria..."
"Mas não agora," ele a cortou novamente. "Bella te avisará quando fizer alguma decisão."
Alice encolheu os ombros. Mesmo que nenhum deles tenha me dito especificamente, imaginei que ela havia visto que o casamento ainda estava em pé, o pensamento de realmente cancelá-lo nunca havia passado pela minha cabeça. Me encontrei sorrindo.
Alice puxou um banco e se sentou ao meu lado enquanto Edward preparava o meu almoço. A ouvimos nos contar entusiasticamente sobre um passeio ao shopping em Los Angeles que ela havia planejado e que queria que eu me juntasse a ela. Normalmente isso não prenderia minha atenção por muito tempo, mas hoje permiti que minha mente viajasse com a dela, e me senti bem em pensar em outra coisa por um tempo. Eu estava certa de que Lucy e George voltariam a me perturbar mais tarde. Pude sentir os olhos de Edward em mim, cuidadoso. Lhe mostrei um sorriso.
A viatura de Charlie estava parada na entrada de casa quando Edward me deixou lá ao final daquela tarde. A atmosfera de repente ficou tensa entre nós.
"Te verei mais tarde?" Seus olhos procuravam pelo meu rosto. Eu sabia que ele estava desejando profundamente poder ler minha mente agora.
"Mm," não pude evitar provocá-lo, só um pouquinho.
Ele franziu a testa. "Isso é... um sim?"
Sorri para ele. "Sim."
Ele deixou escapar um suspiro e um sorriso. "Ótimo. Hm, quando?" seu sorriso desapareceu novamente.
Não respondi imediatamente. Minha provocação havia parado. Quando eu gostaria de vê-lo de novo? Hoje à noite, no meu quarto, ou amanhã? Os eventos do dia passavam rapidamente pela minha cabeça e eu fiz uma decisão.
"Você gostaria de vir esta noite? Depois de Charlie ir para a cama?" Meu coração estava martelando.
Ele encolheu os ombros, seus olhos ainda atentos aos meus. "Você tem certeza?"
"Sim. A menos que você não queira..." Provoquei de novo.
"Não! Eu quero... só não quero te pressionar."
Sorri. "Você não está pressionando. Então de vejo esta noite?"
"Sim, por favor."
Me inclinei sobre ele e lhe dei um beijo na bochecha antes de sair do carro. Da porta da frente acenei e vi o Volvo desapareceu pela rua.
Charlie e eu caímos em nossa velha rotina da noite. Uma breve discussão sobre as atividades do dia, jantar, e depois esportes na TV para ele, enquanto eu esperava por um vampiro no meu quarto.
Me sentei na minha cama, olhando meus CDs, tentando encontrar alguma coisa que me desse vontade de ouvir. Pensei mais um pouco sobre o diário de Lucy. Meu ciúme estava diminuindo, mas eu ainda sentia raiva todas as vezes que pensava no que ela havia feito com Edward. Respirei profundamente. Amanhã Edward iria contatar seus advogados e colocar um fim nessa história e isso ficaria para trás de nós. Mas alguma coisa estava me incomodando. Eu fiquei imaginando agora se Edward estava curioso sobre George. Apesar de tudo, não seria normal querer vê-lo? Talvez Edward quisesse vê-lo. Talvez ele não quisesse manter contato por causa de seus sentimentos por mim. Balancei minha cabeça tentando clareá-la. Decidi que eu já havia tido o bastante de Lucy e George por um dia enquanto eu continuava rejeitando um CD após o outro.
Queria ter a coleção de músicas do Edward aqui – era enorme e eu poderia encontrar alguma coisa que eu gostaria de ouvir. Imaginei as centenas de caixinhas de plástico alinhadas nas prateleiras do seu quarto. Na verdade, ele tinha várias coisas nas prateleiras. Eu as estava olhando hoje enquanto estávamos sentados juntos no sofá. Havia bolas de baseball, uma delas era vermelha. Havia uma caixinha de madeira com dobradiças de metal que parecia muito antiga, havia um troféu com um amassado. Havia infinitos livros e um microscópio. Havia a foto de um cachorro! Na parede havia um esboço de barcos em um porto e na parede próxima à porta havia uma coleção de tacos de baseball antigos. Por que eu nunca havia lhe perguntado sobre essas coisas? Eu as via em seu quarto todas as vezes – essas coisas eram todas parte de quem ele era, elas obviamente dignificavam algo para ele, e eu nunca havia perguntado sobre elas! O quanto eu realmente sabia sobre Edward? Ele não me contou muito sobre seus anos antes de me conhecer. Mas também eu não havia perguntando muito também. Agora, pensando nos bastões e nas bolas, o rabisco e o troféu, a caixa e o microscópio, o cachorro, comecei a pensar sobre todos aqueles anos, todas as escolas e universidades. Que outras coisas ele havia feito?
De repente fui invadida pela curiosidade. Eu sabia que era uma idéia estúpida, mas ainda sim isso não me parou. Liguei o computador, entrei na internet e digitei na caixa de procura: Edward Cullen.
Havia alguns resultados. Olhei a lista. Um artista contemporâneo em Outback na Austrália, um premiado chefe em Londres, uma empresa familiar em Dayton, o guia de uma companhia de aventuras aos feriados na Nova Zelândia. Tinham diversos Edward Cullens, mas nenhum era o meu. É claro. Idéia estúpida. Como se um vampiro tivesse sua história na internet! Bufei.
Balançando a cabeça, eu estava prestes a desligar o computador quando um aviso no canto da tela chamou minha atenção. Eu cliquei.
Alguém sabe onde foi parar Edward Cullen? É como se o cara tivesse sumido do planeta!
Ali havia uma foto do Edward. Meu Edward! Era uma foto de cabeça e ombros, ao estilo escolar. Seus cabelos estavam ajeitados diferentemente, caía mais sobre seu rosto. Ele estava sorrindo, mas não parecia que ele realmente queria sorrir.
Eu estava num desses sites de reencontro de velhos amigos de escola e organizações de reuniões. Sandra Jackson e Bethany Veltman estavam tentando organizar uma reunião da classe de 1973 do Colégio North Colchester na Nova Escócia. Havia atualizações sobre os preparativos, mensagens de pessoas que iriam e daqueles que não poderiam comparecer. E uma lista, com fotos antigas, das pessoas que eles ainda não haviam conseguido localizar. Edward era um deles. Meu coração estava quase saltando do meu peito enquanto eu descia pela barra de rolagem a procura de algo mais.
Lembram-se do maravilhoso, misterioso Edward Cullen? Bem, ninguém o viu ou ouviu falar dele desde a formatura. Sei que todas nós meninas amaríamos vê-lo na reunião. Se você souber onde ele está, nos avise! E o avise que a música que ele gravou ainda existe!
Havia mais duas fotos, pequenas. Uma era de corpo inteiro, ele estava usando roupas de educação física. Percebi que eu nunca havia visto suas pernas antes. Elas eram lindas. Na outra foto ele estava parado sob uma árvore, segurando um violão ao seu lado. Oh meu... ele estava usando uma camiseta do Snoopy? Minha boca estava aberta, completamente e totalmente absorta nas fotos a minha frente. Tão absorta, na verdade, que quase caí da cadeira quando ouvi sua voz, divertida, atrás de mim.
"Bella? Você está me procurando no Google?"
N/T: Deixem reviews! Beijos
