N/A:Oie meninas me desculpem por parar naquele momento crítico rs, mais eu não demorei muito dessa vez não é ? E aah os próximos capítulos são enooooormes,então uma beta seria necessário. Eu fico suspirando a cada reviews de vocês. E sei que muitas de vocês amam essa fic assim como eu, entãao alguém se candidata? Apreciem o capítulo com moderação. Asmáticos e cardíacos tomem cuidado! Rs Bjbj

Não. Havia. Palavras.

Silêncio e quietude.

Plenitude.

O corpo glorioso e nu de Edward estava curvado ao meu redor, amando, protegendo, adorando. Meu corpo se ajustava tão bem ao dele, combinando com suas curvas perfeitamente. Sorri e ele sentiu meus lábios se moverem em seu peito. Ele afastou um pouco o rosto e olhou nos meus olhos. O amor, e a admiração, o prazer, que vi ali fizeram meu coração flutuar. Mas eu sabia que ele via o mesmo nos meus. Seu rosto formou o sorriso mais lindo e de tirar o fôlego que eu já havia visto. Ele puxou nossas mãos que estavam entre nós e levou minha mão até seus lábios, beijando ternamente. Suspirei enquanto ele procurava a lateral da manta, e a puxava sobre nós e me puxava para ele novamente.

Ainda em meu mormaço feliz, minha mente voltou ao que havia acabado de acontecer entre nós.

"Eu não quero parar dessa vez, Bella."

"Então não pare."

Ele havia me beijado profundamente e suas mãos começaram a se mover pelo meu corpo. Ele retirou o resto das minhas roupas de uma maneira lenta e tortuosa, meu coração batendo o equivalente a uma vida toda enquanto o tecido da minha saia e lingerie deslizava pelo meu corpo sob a direção gentil de suas mãos. Consegui alcançar seu jeans, mas minhas ações não eram jeitosas ou graciosas. O pequeno movimento que ele fez para me ajudar a tirar sua calça e a passá-la pela sua cintura quase me fez desfalecer.

E então éramos apenas Edward e eu – com mais nada entre nós. Percebi então, com uma certeza esmagadora, que isso estava certo. Nós estávamos certos. Fomos feitos para ficar juntos .

Ele dava beijos leves em meus seios, meu estomago, minhas coxas. Ele parecia tímido, nervoso, mas não com medo. Sua língua passeava por nova pele e os dedos gentis começaram uma jornada de descobrimento que me fez choramingar e arquear e gemer. E a sensação do corpo nu dele deitado ao meu lado fez meu coração e respiração pararem. Balancei a cabeça, essa criatura deslumbrante não podia ter sido feita para mim. Ele era lindo. Fiz uma trilha com meus dedos pelo corpo dele, pelo peito, do estômago até a cintura e além, sentindo os puxões e tremores que corriam pela sua pele e acompanhavam seus gemidos. Ele me observava explora-lo pelos seus olhos com grandes cílios, desacreditando, atônito, extasiado. Provocado.

"Meu," sussurrei em seu ouvido enquanto o tocava com um desejo irresistível de reivindicá-lo. E ele grunhiu, profundo e selvagem, pendendo a cabeça para trás enquanto suas mãos deixavam o meu corpo para apertar a manta, a rasgando e despedaçando.

Depois coloquei uma mão trêmula sobre seu coração. O meu estava latejando. Um tempo se passou. Ele se acalmou e voltou a mim. Olhei dentro de seus olhos, para a alma que ele dizia não.

"Juntos," falei suavemente, e Edward assentiu, passando os braços ao meu redor e me puxando para ele.

Então o mundo ao meu redor parou. Não havia sol, não havia canto dos pássaros, não havia brisa, não havia flores. Havia apenas Edward, e ele preenchia todos os sentidos. Seu perfume me dominava. Eu podia senti-lo em meus lábios. Meus olhos viam apenas os dele, escuros de desejo, profundos de amor, e admiração. O som de sua respiração, rápida, em perfeita sincronia com a minha.

E o seu toque, sua pele nua na minha, como cetim em seda. Ele estava em todos os lugares, ele era tudo. As sensações que ele criava com palavras, dedos, lábios e língua eram lentas e doces, intensas, puras, provocantes. Ele estava ao meu redor, sobre mim e então, enquanto seus olhos prendiam os meus... dentro de mim.

Minhas mãos o agarraram, o puxando mais perto, mais fundo. Seus braços me envolveram, me apertando mais a cada movimento. Seu nome era um murmúrio caindo dos meus lábios, se tornando mais suave, um sussurro, uma respiração, enquanto ele me levava para um lugar que eu nunca soube existir. Um lugar que apenas ele podia me levar. Gritei e estremeci enquanto seu amor passava por mim e me perdi nele. E seu corpo, finalmente declarando seu amor, de novo e de novo. Seus sentimentos, sua alma, estavam expostos. Pelos seus lábios meu nome era um suspiro, se tornando um gemido, um grito, e então, livremente, um rugido, ecoando pela clareira enquanto ele tremia e caía em pedaços nos meus braços.

Sorri novamente. Eu relembraria essa memória todos os dias pelo resto da eternidade.

Mais tarde, provavelmente horas, talvez minutos, Edward contornou meu ombro com o nariz.

"Bella?" Sua voz era baixa e suave. Veludo. Um tremor passou por mim.

"Hm? Você não vai me fazer me levantar, vai?"

Ele riu. "Não, você não vai a lugar algum." Ele me puxou mais para perto, se é que isso era possível. "Eu estava apenas pensando...," ele fez uma pausa, parecendo tímido e sua voz sumiu.

"Você não vai me perguntar se estou bem, vai?"

Ele se mexeu um pouco e ergui o rosto. Seus olhos ainda brilhavam de felicidade, mas estavam procurando. Tirei minhas mãos de onde estavam entre nossos peitos, e as ergui para segurar seu rosto.

"Estou perfeita."

Ele sorriu de leve. "Eu percebi." (n.t.: esse diálogo faz mais sentido em inglês. Ao pé da letra, Bella diz 'sou perfeita', mas em português não faz sentido dizer isso quando se pergunta se você está bem. Parece convencimento. O que nesse caso não é. XD)

Corei e abaixei os olhos. "Edward, você me disse em Chicago que quando fizéssemos amor seria lindo." Ergui novamente meus olhos para olhá-lo.

"Foi mais do que lindo. Foi melhor do que perfeito." Balancei a cabeça sem saber como convencê-lo de como eu me sentia, mas queria tranqüilizá-lo. "Foi tudo."

Um sorriso de inacreditável ternura cruzou seu rosto e ele inclinou a cabeça para me beijar, tão suave, nos lábios. Então ele sorriu e baixou a cabeça, roçando os lábios e nariz em meu pescoço.

"E você?" Pergunte, repentinamente incerta. Ele parecisa feliz, muito feliz, mas ele era um vampiro – as coisas teriam sido diferentes para ele? Talvez sua felicidade apenas viesse da minha.

"Você não está me perguntando se eu estou bem, está?" Pude ouvir o sorriso em sua voz, abafado pela minha pele.

Encolhi os ombros. "Apenas pensei se…," minha vez de fazer uma pausa, envergonhada e sem conseguir terminar.

Ele ergueu o rosto, um olhar de euforia em seu rosto.

"Eu… eu não posso te dizer. Está além de qualquer coisa que eu possa descrever." Sorri para ele. "Está além de qualquer coisa que eu já tenha imaginado." Ele sorriu suavemente. "E eu imaginei isso bastante." Seu sorriso era enorme, mas ele ficou tímido novamente com sua confissão. "Você está certa... foi mais do que lindo. Foi tudo," ele sussurrou, acariciando meu rosto com dedos gentis.

Me inclinei para beijá-lo.

O beijo foi longo e lento e profundo. Enquanto nossos lábios se moviam, as mãos de Edward começaram a passear pelo meu corpo novamente, acariciando, tocando. Estudando. Minhas mãos retornaram o favor e logo estávamos perdidos um no outro mais uma vez.

"Você não almoçou." O sussurro de Edward irrompeu pelo mormaço gostoso. "Você está com fome?"

Pensei no assunto por um momento. Eu ainda estava interessada em uma coisa tão mundana quanto comida? Na verdade não, mas meu estômago estava se sentindo um pouco vazio.

"Não sei. Talvez." Me enrolei em Edward novamente, aninhada em seu peito. Ele deu um beijo suave em minha testa enquanto gentilmente de desvencilhava de mim. Fiz uma careta e ele riu, esticando um braço para passar os dedos pelos meus cabelos.

"O que?" ele perguntou.

"Almoço não tem o menor interesse para mim, agora. Prefiro voltar para os seus braços e...," passei os dedos pelo seu peito enquanto mordia meu lábio inferior. Ele sibilou, mas parou minha mão.

"Sei o que quer dizer," seu olhar era quente. "Mas ainda sim você precisa comer." Ele estreitou os olhos, pensando, e então sorriu.

"Feche os olhos."

"Por quê?"

"Apenas feche os olhos." Ele sorria agora, empolgado. Dei risada e fiz como ele pediu.

"Okay, e agora?"

"Só um minuto," ouvi movimento ao meu lado, e depois a voz de Edward novamente. "Levante a cabeça." Obedeci e quase imediatamente as mãos de Edward puxaram meus ombros gentilmente para baixo novamente. Ah, um travesseiro. Pela sensação ele havia pegado nossas roupas e as juntou para que minha cabeça descansasse em algo.

"Posso abrir meus olhos agora?"

"Ainda não."

"O que você está fazendo?"

"Esperançosamente, tornarei o almoço mais interessante."

Franzi a testa. O que ele… oh! Algo pressionava meus lábios. Apenas um toque suave, pressionando levemente. Coloquei a língua para fora para tocar naquilo, hesitante. Um morango. Sorri e Edward baixou um pouco mais a fruta pelos meus lábios. A peguei entre os dentes e mordi. Estava deliciosa. Mastiguei e engoli. Um Segundo depois, senti outra coisa em meus lábios. Chocolate. Hmm. O comi mais rápido do que o morango. Esperei, antecipando o próximo pedaço que Edward tocaria suavemente em minha boca. Mas ele me surpreendeu.

Com meus olhos ainda fechados, me assustei quanto senti um morango passear lentamente pela minha barriga, subindo até os meus seios, pelo meu pescoço e para os meus lábios.

Ele continuou a fazer isso até que todas as frutas e chocolates terminassem. Eu nunca sabia o que viria em seguida, um morango, um pouco de chocolate, uma blueberry, ou onde começaria a jornada até minha boca – coxas, barriga, seios, braços, cintura, joelhos. Às vezes ele me beijava entre mordidas. Às vezes eram suas mãos que acariciavam meu corpo. Esse foi o melhor almoço que já tive em toda a minha vida.

"Ainda têm pães e queijos," Edward franziu quando abri meus olhos. "Estou tentando pensar em como vou deixá-los mais interessantes. Não acho que seria a mesma coisa, passar um pão pelos seus seios." Um dos cantos de sua boca de curvou em um sorriso.

"Migalhas." Sorri e me espreguicei. Eu não me sentia envergonhada ou embaraçada e isso me surpreendeu. Afinal, eu estava deitada nua, ao ar livre, enquanto um igualmente nu Edward provocava meu corpo com frutas e chocolates antes de dá-los a mim. O sorriso se transformou num grande sorriso enquanto os olhos de Edward observavam eu me espreguiçar.

"Acho que posso sobreviver a comer fatias de presunto e queijo sem ser provocada," me sentei, sorrindo. Edward afastou os olhos do meu corpo e se sacudiu um pouco enquanto pegava os pães e fatias.

As nuvens apareceram, a brisa ficou mais forte e infelizmente, o corpo aquecido pelo sol de Edward começou a esfriar. Estávamos deitados nos braços um do outro novamente, mas ao primeiro arrepio em minha pele, ele se levantou.

"Acho que está na hora," ele falou suavemente. Suspirei. Eu não queria que o dia terminasse, mas eu sabia que ele estava certo. O sol estava baixando no céu.

Peguei minhas roupas e tentei me vestir enquanto Edward beijava cada parte nua da minha pele que ele conseguia encontrar antes de eu terminar de me vestir. Finalmente, ele se sentou e me observou com um sorriso bobo.

"O que?" perguntei.

"É quase tão sexy quando observa-las saírem."

Corei e ele riu enquanto se esticava ao meu lado para pegar suas roupas. E ele estava certo. Por alguma razão, observar Edward colocar as roupas fazia meu coração saltar. Provavelmente porque agora eu sabia o que havia por baixo. E não eram roupas íntimas. Me permiti dar um sorriso muito satisfeito.

Vestidos, começamos a recolher o picnic. Ergui a manta, percebendo pela primeira vez a extensão do estrago de um lado. Estava desfiada e rasgada, bem mais do que eu o havia visto fazer quando eu disse que ele era meu. Deixei os farrapos passarem pelos meus dedos, ciente de Edward me observando. Olhei para cima e ele pareceu nervoso, passando as mãos pelos cabelos e eu entendi.

Soltei a manta e fui até ele, passando meus braços em torno de sua cintura e apoiei a cabeça em seu peito.

"Eu sabia que você encontraria um jeito," falei suavemente e o ouvi soltar um longo suspiro e passou as mãos pelas minhas costas. "Mas como eu não percebi?"

Olhei para ele, em seus olhos.

"Você estava ocupada na hora," ele falou baixo e seu sorriso me fez corar do escalpo até os dedos dos pés. Ele riu e me abraçou apertado.

"Teremos que comprar outro," falei. "Talvez mais?" Ergui uma sobrancelha e ele riu novamente.

Terminamos de empacotar tudo. Edward fechou a sacola de picnic, mas a colocou de volta no chão.

"Antes de irmos…," ele falou, andando por um curto espaço, se afastando de mim, na direção de flores roxas selvagens. Ele se abaixou e fiquei pensando o que ele estaria fazendo. Então percebi. Em um rápido e único movimento ele se ergueu e voltou até mim. Meio sorriso, olhos topázio, ele ergueu as flores para mim.

"Eu te amo, Bella," ele disse simplesmente.

Tive que engolir duas vezes e ainda sim não conseguia falar enquanto pegava as flores com as mãos trêmulas. Mas Edward entendeu, pude ver em seu sorriso enquanto ele me puxava para um abraço.

O Volvo voava pela estrada. Edward segurava minha mão, sorrindo para mim mais do que olhava para onde estava indo. Estávamos indo para a casa dele onde passaríamos a noite enquanto Charlie estava fora. Parte de mim não queria ir. Normalmente eu amava estar coma família de Edward, mas esta noite era diferente. A experiência que tivemos na clareira era nova demais, pessoal demais. Eu não me sentia bem indo a uma casa cheia de vampiros que provavelmente saberiam o que havia acontecido. Tremi só de pensar na reação de Emmett.

Edward ergueu minha mão até seus lábios e a beijou. "Bella?"

"Hm,"

"Você se importaria se ficássemos na sua casa hoje?" Ele respirou profundamente. "Ainda não estou pronto para o mundo, ou para a minha família, pular em cima de nós. Quero saborear um pouco mais a tarde de hoje." Ele sorriu. "O máximo que eu puder." Ele beijou minha mão novamente e seus olhos me fizeram palpitar. "Tudo bem por você?"

Sorri. "Parece perfeito."

Meu quarto parecia diferente agora. Eu me sentia diferente agora. Eu não era a mesma Bella de hoje de manhã. Eu estava sorrindo enquanto colocava algumas flores selvagens dentro do meu diário. Elas seriam preservadas para a eternidade, eu fazia questão.

Edward estava atrás de mim, suas mãos descansando gentilmente em minha cintura. Me virei e sorri para ele. Ele inclinou a cabeça e roçou os lábios nos meus. A ternura do beijo me fez tremer. Então ele esticou uma mão e retirou uma folha do meu cabelo.

"Oh!" ri. "Acho que preciso tomar um banho." Passei as mãos pelos meus cabelos, removendo alguns pedaços de grama. Olhei para o cabelo despenteado de Edward, que parecia livre de qualquer vegetação.

"Por que não tem nada disso em você?"

Ele sorriu para mim. "Não sei, mas isso me faz imaginar como você ficará depois da primeira caçada."

Fiquei surpresa com seu comentário e ele riu da minha expressão. Depois esticou um dedo, indicando que eu esperasse. Ele beijou minha testa e saiu do quarto. Um momento depois ouvi a banheira sendo enchida. Sorri para mim mesma enquanto me sentava na cama e tirava as sandálias. Um banho de banheira. Isso seria novo – eu só usava o chuveiro desde que vivia aqui. Pouco tempo depois ouvi a torneira ser fechada e Edward voltou.

"Achei que você pudesse querer tomar um banho," Esse meio sorriso envergonhado dele fazia meu coração disparar.

"Parece ótimo." Edward pegou minha mão e me guiou até o banheiro.

A banheira estava repleta de vapor e cheia de bolhas!

"Parece que você não tem espuma para banho, mas acho que seu sabonete líquido funcionou. Parece que teve o efeito desejado." Ele se mexeu um pouco sem jeito. "Tem bolhas, pelo menos."

"Está perfeito," sussurrei e coloquei minha mão sobre a dele, apertando seus dedos. Um canto de sua boca se curvou em um sorriso. "Você vai se juntar a mim?" As palavras saíram sem pensar e fiquei surpresa pela minha própria ousadia. O rubor cobriu minhas bochechas enquanto eu pensava no que Edward diria.

"Hm, eu gostaria, muito," ele pareceu hesitante. "Mas, eu acho que... não na casa do seu pai."

Eu estava prestes a protestar, mas então pensei a respeito. O novo relacionamento melhorado de Charlie com Edward era uma coisa, mas essa hospitalidade provavelmente não se estendia a Edward dividir uma banheira com sua filha. E Edward havia mudado tanto, mas também havia coisas nele que eram simplesmente... ele. Percebi que não na casa do seu pai provavelmente se aplicava a sexo.

Ele me olhou, pensativo. "Tudo bem? Nós podemos ir para a minha casa se você quiser." Ele correu um dedo solitário pelas minhas costas. Mordi o lábio, indecisa por um momento.

Não, era mais importante que tivéssemos nosso tempo sozinhos para só ficarmos juntos, para apreciarmos o que havia acontecido entre nós.

Balancei a cabeça e sorri. "Vamos ficar aqui. Só nós."

A sensação da água morna era boa. Muito boa. Assim que entrei na banheira comecei a perceber que meus músculos estavam um pouco doloridos, como se eu tivesse corrido uma longa distância ou carregado algo pesado. Não era uma sensação ruim, ela apenas estava lá. Me estiquei sob a água, deixando-a envolver meu corpo. Entendi o porquê me sentia assim, e isso me fez sorrir.

Removi o tampão da banheira e saí para que ela esvaziasse. A camiseta e moletom que eu havia trazido comigo estavam sobre um banco. Os olhei e de repente senti que não queria usá-los. Ao invés disso, peguei o roupão branco que eu sempre deixava pendurado atrás da porta do banheiro. Essa era outra coisa que Renee havia comprado para mim, antes que eu saísse de Phoenix, e novamente, eu raramente o havia usado. Mas lembrei de como Edward havia gostado do roupão que eu tinha usado no hotel em Chicago.

Coloquei o roupão, usando apenas minha calcinha por baixo dele.

"Venha aqui," ele falou quando entrei no quarto. Ele se sentou, encostando as costas na cabeceira da cama e abriu suas pernas para que eu me sentasse entre elas. Seus olhos viajaram por mim e ele sorriu.

"Nunca vi você usar isso antes." Me aninhei entre seus joelhos.

"Não uso muito."

"Ficou… bom." Sua voz soou um pouco tensa.

Ele se esticou na direção de minha penteadeira e pegou uma escova. Cuidadosamente, ele passou as cerdas pelo meu cabelo molhado, movimentos gentis, desfazendo os nós com seus dedos. Meus olhos se fecharam e gradualmente me senti me inclinando para trás até que finalmente encostei em seu peito. Edward colocou a escova de lado e passou os braços ao meu redor. Seus lábios pressionaram contra meu cabelo. Nós não falamos. Nós não precisávamos. Nos deitamos em minha cama e assistimos o céu escurecer pela minha janela.

Meu estômago colocou um fim a esse momento perfeito. Edward colocou uma música na sala enquanto eu terminava de comer alguns restos que tinham na geladeira. Música suave fluiu ao nosso redor enquanto eu me sentava no sofá, entre as pernas de Edward novamente, e suas mãos massageavam meus ombros, fazendo movimentos circulares e apertando os músculos. Deixei que o roupão escorregasse só um pouco para que ele colocasse suas mãos sobre minha pele nua. Dei uma risadinha.

"Hm, o que?" Sua voz era suave e divertida.

"Eu só estava pensando… você queria que hoje fosse especial... ." Não precisava dizer mais nada.

"Sim, eu queria."

Me senti corar enquanto cobria minhas bochechas. "Vai ocupar muitas páginas no meu diário."

"O dia que roubei sua virtude?"

Revirei os olhos. "Há mais na virtude do que apenas virgindade, Edward. Não me diga que você não sabe disso. E você não roubou nada. Eu a dei para você." Servindo na bandeja, alguém?

Se fez silêncio enquanto as mãos dele continuavam a se mover em meus ombros, escorregando lentamente pelas minhas costas, levando o roupão com elas.

"Você queria que tivéssemos esperado?" ele perguntou de repente, se inclinando para frente e descansando o queixo em meu ombro.

Fiquei pensando de onde essa pergunta teria vindo, mas respondi honestamente.

"Não." Sorri para ele, me virando entre suas penas. "Hoje estava certo."

Ele me puxou contra seu peito e senti seus lábios em meu cabelo. "Sim, estava."

Edward acariciou minhas costas quando me encostei nele, o roupão escorregando ainda mais. Seus dedos brincavam em minha pele, longas, suaves carícias, gradualmente se movendo para baixo, para a minha cintura. Suspirei.

"Hm, me conta?" Sua voz era curiosa. E suas mãos também.

"Eu só estava pensando naquele lugar, sabe, bem debaixo do seu umbigo. Aquele que faz você...".

"Sim, eu sei de qual você está falando," ele falou apressadamente. Ele respirou profundamente e se ajustou.

"Eu não sabia que você era tão sensível ali."

"Eu também não." Pude perceber o sorriso em sua voz. "Não é como se alguém já tivesse me tocado ali antes."

Dei uma meia risada, meio bocejo, e me aconcheguei nele, sorrindo, aproveitando suas mãos se movendo por mim. Mas agora ele estava muito quieto e suas mãos pararam.

"Bella?" A voz de Edward era um sussurro. "Eu quero...,"

Esperei, mas ele não continuou.

"O que você quer, Edward?" Sorri por causa dos cenários que surgiram na minha cabeça. Ele fez uma pausa, parecia que ele havia parado de respirar. Olhei para cima. A expressão em seu rosto me surpreendeu. Eu podia ver seu amor por mim, isso estava claro, mas havia mais alguma coisa, uma vergonha, uma incerteza que eu não estava esperando. Descansei minha mão em seu rosto.

"Me diga," falei suavemente. Finalmente ele respirou profundamente.

"Eu quero que você saiba… Bella, ninguém nunca me tocou como você fez hoje. Eu nunca havia dividido uma parte de mim desse jeito. Nunca havia experimentado essa liberdade antes. Nunca." Seu meio sorriso apareceu, mas um pouco trêmulo.

De repente entendi onde ele queria chegar, e embora eu já soubesse, pude ver o quão importante para ele era dizer isso.

"Essa foi a minha primeira vez."

Me inclinei e o beijei com o máximo de ternura que pude, meus lábios roçando suavemente nos dele. Então me afastei e olhei em seus olhos.

"Eu sei. Eu estava lá."

Ele sorriu e me beijou.

Lentamente coloquei minhas mãos em sua barriga e desci até seus jeans. Para aquele lugar debaixo do umbigo dele. Assim que ele percebeu o que eu estava fazendo, ele me parou, com um sorriso.

"O que você está fazendo, Bella?"

"Achei que você iria gostar que eu te tocasse lá de novo. Você gostou hoje de tarde." Sorri enquanto tentava libertar meus dedos de seu domínio. Não tive muito sucesso. "Na verdade, Edward, acho que na verdade você choramingou, quanto te toquei ali." Ergui o que eu esperava que tivesse sido uma sobrancelha sedutora.

Ele prendeu a respiração.

"Hm, talvez eu tenha." Ele afrouxou o aperto um pouco e consegui fazer um pequeno progresso. Meus dedos se curvaram pelos seus pelos e então, quando alcancei debaixo de seu umbigo, fiz um leve movimento com as unhas, as deslizando pela sua pele. Ele deixou a cabeça pender para trás e lá estava... aquele pequeno choramingo que eu havia ouvido durante a tarde. Isso me fez derreter por dentro. No momento seguinte ele ergueu a cabeça e gentilmente parou minha mão.

"Mas não quero te deixar de fora, Bella." Ele me olhou, sua voz baixa e rouca e tentei imaginar o que ele estava planejando. Sua outra mão começou a se mover lentamente pela minha barriga e desceu para a minha coxa. Seus dedos apenas roçando na pele, quase sem tocar. Tremores passaram pelo meu corpo, e não foi por causa do frio. "Eu me lembro que quando te toquei... aqui...," coloquei minha cabeça em seu ombro e arfei. Meus olhos se fecharam. Seus dedos traçavam círculos atrás do meu joelho. "Você choraminga."

"Oh, hm, …" Seus dedos continuaram a se mover atrás de meu joelho aumentando os círculos conforme eu, realmente, choramingava.

"E, você pareceu gostar muito quando te toquei… aqui."

Meu choramingo se transformou em um gemido quando seus dedos se moveram e ele começou a fazer carícias para frente e para trás, na lateral interna da minha coxa.

"Ooh, sim."

Seu nariz encostou em meu cabelo e ele ergueu suas mãos para que pudesse me abraçar.

"Tanto para descobrir, Bella," ele sussurrou em meu ouvido. "E uma eternidade para isso."

De alguma forma, nossos corpos pareceram capazes de se aproximar um do outro agora. Minhas pernas se curvaram sobre as dele, seus braços ao redor dos meus, minha cabeça encostada gentilmente em seu pescoço. Intimidade, toques gentis e beijos. Quando comecei a bocejar, exausta, Edward me pegou no colo e me carregou até minha cama, me segurando tão perto que eu era quase parte dele. Retirei o roupão, o joguei no chão e entrei debaixo das cobertas, ainda usando apenas minha calcinha. Edward tirou a camisa e deitou ao meu lado, apoiando minhas costas em seu peito, colocando os joelhos para cima para que eu me 'sentasse' em seu colo.

"Você vai ficar com os jeans?"

"Sim."

"Por quê?" Virei minha cabeça para olhar para ele.

"Sempre fico de calça quando estou na sua cama."

"Siiim, mas as coisas estão um pouco diferentes agora, não estão?" Ergui uma sobrancelha.

"Siiim, mas assim como você descobriu hoje cedo, eu não uso cueca." Ele baixou os dedos e puxou o elástico da minha calcinha de leve. "E se eu tirar minha calça e deitar aqui, nu, com você desse jeito, posso não ser capaz de honrar minha decisão de não fazer sexo na casa do Charlie." Ele estava sorrindo perversamente, seus olhos brilhando. Meu coração acelerou. "O jeans fica, Bella." Hmm, voz firme. Hmm.

Ele me puxou um pouco mais para perto e me aninhei em seu colo. Suas mãos estavam em minhas costelas e agora elas se moviam lentamente, uma em cima acariciando a lateral do meu seio, uma em baixo descansando em minha barriga. Suspirei e apoiei minha cabeça em seu ombro. No momento seguinte, seus braços se apoiaram em minha cintura, me prendendo a ele.

"Durma agora, Bella," ele deu um beijo em meu ombro.

"Hmm, boa noite." Murmurei, adormecendo.

"Boa noite, amor."

O amanhecer chegou, assim como o clima. A chuva caía pesadamente, escorrendo como cachoeira pela janela. No horizonte, trovões rugiam profundamente. Me senti acordar. Edward ainda estava curvado sobre mim, assim como estava quando adormeci, embora agora ele estivesse em cima das cobertas. Ele me beijou e me estiquei quando seus lábios deixaram os meus e contornaram do meu pescoço até meu ombro. "Hmm," arqueei na direção dele. "Quero acordar assim todas as manhãs," murmurei, sentindo sua língua inquieta e maravilhosa brincar em mim.

"Você acha essa uma boa idéia?"

Os olhos de Edward escureceram e se estreitaram.

"Essa é sempre uma boa idéia," ele grunhiu, me puxando para ele e meus seios pressionaram conta seu peito. "Mas estou pensando nisso apenas como um prólogo." Ele pegou minha mão e esticou meu braço. A partir do meu pulso, ele começou a dar beijos pelo meu braço. Por entre os beijos ele passava sua língua em minha pele.

O momento perfeito foi arruinado quando seu telefone tocou. Edward parou, em meio a um beijou, e ergueu os olhos nos meus. Lhe dei um meio sorriso e encolhi os ombros. Ele suspirou e seus olhos se fecharam enquanto ele soltava meu braço, se esticando para pegar o telefone que estava sobre a mesinha de cabeceira e o abriu.

"Emmett?" Seus olhos se moveram de mim para a janela quando outro raio caiu lá fora. "Não estou surpreso... não, acho que não vamos... divirtam-se." Ele terminou a ligação e colocou o telefone de volta na mesinha. Ele me olhou e arfou. Seus olhos estavam escuros e... perversos?

"Fomos convidados para jogar baseball. Eu disse que não, espero que não tenha problema."

Assenti.

"E é claro, isso significa que minha casa estará vazia por algumas horas."

Eu sabia o que ele estava pensando. Ele não teria problemas em ficarmos juntos na casa dos Cullen. Senti um sorriso crescendo em meu rosto.

"Vamos lá."

Edward me carregou pelas escadas de sua casa, subindo três degraus de cada vez. A porta de seu quarto já estava aberta, mas ele a chutou para que fechasse depois que entramos, e me deitou em sua cama. A chuva batia na parede de vidro – estávamos atrás de uma cachoeira. Raios ainda caiam e rugiam.

Edward estava ao meu lado, me beijando, seus dedos entrelaçados em meu cabelo.

"Eu te amo," ele murmurou entre beijos.

"Eu também te amo. Tire isso." Puxei sua camisa e ele obedeceu. Beijei e suguei e lambi um caminho por seu peito e ele deitou de costas gemendo e suspirando, passando seus dedos pelos meus cabelos. Então ele se sentou. Com seus dentes, ele lentamente começou a baixar as mangas da minha blusa e passou sua língua sobre a pele do meu pescoço, cada carícia descendo na direção dos meus seios. Então suas mãos desceram até ponta da minha blusa.

"Sua vez?" Hm, sua voz rouca. Me senti tremer por dentro. Me sentei e tirei a blusa, deixando meus seios nus. As mãos de Edward se ergueram e ele colocou dois dedos no cós do meu jeans, movendo lentamente de um lado da minha cintura para o outro, depois foi na direção do zíper. Seus olhos estavam nos meus e ele ergueu uma sobrancelha pedindo permissão. Sorri de volta. Essa seria uma ótima manhã.

Os dedos de Edward dançavam sobre as teclas do piano, tocando uma melodia feliz e leve. Alegre. Eu estava sentada ao seu lado, com os olhos fechados, deixando a música me envolver. Havíamos passado uma manhã perfeita em seu quarto.

"Você está criando agora essa música?" Perguntei.

"Sim."

"É muito boa."

"Obrigado."

"Como você faz isso?"

O senti encolher os ombros. "Eu só toco o que sinto. Toco o que está em meu...,"

Ele parou, tanto de falar quanto de tocar. Abri meus olhos.

"Edward?"

Suas mãos ainda estavam nas teclas, elas voltaram a se mover, lentamente. Um sorriso estava se formando em seus lábios conforme ele se virava para mim.

"Toco o que está em meu… coração e alma." Ele engoliu. Sorri para ele e descansei minha cabeça em seu ombro.

"Eu te disse," Murmurei, sorrindo. Senti seus lábios roçarem em meu cabelo e ele suspirou meu nome. Ele voltou a tocar, mas de vez em quando ele balançava a cabeça e sorria para si mesmo.

A música preencheu a sala e eu fechei meus olhos de novo, deixando suas cadências correrem e passarem por mim. De repente, a música parou e Edward começou a tocar o tema de 'Tubarão'. Meus olhos se abriram.

"Minha família se aproxima," ele sorriu. "Alice está muito empolgada para te ver."

"Oh." Um pensamento repentino passou por mim. "Edward, será que Alice viu... alguma coisa?"

Ele respirou. "Se ela viu alguma coisa não vai falar. Ela não invadiria nossa privacidade."

"Mas ela sabe?"

Ele suspirou. "Talvez."

A porta abriu e Jasper entrou com Alice o seguindo.

"Olá, Bella," ele falou e sorriu.

"Oi Jasper," eu ainda me sentia um pouco tímida com ele. Ele se sentou no computador.

"Vocês dois perderam um ótimo jogo," ele falou, sorrindo. Fiquei pensando se ele estava captando nossas emoções;

"Da próxima vez," Edward sorriu de volta.

Alice se aproximou e se apoiou no piano, me olhando entre olhos entreabertos, mas com um pequeno sorriso. Me senti corar. Ela sabia. Ela provavelmente teve uma visão de nós dois juntos. Grunhi internamente e baixei o olhar para minhas mãos que descansavam em meu colo. Edward esticou sua mão e cobriu a minha.

"É rude encarar, Alice," ele falou baixo.

"Desculpe," A voz de Alice estava leve. Olhei para cima e sua expressão havia mudado – seus olhos brilhavam agora. Empolgada? Olhei para Edward. Ele estava olhando para Alice, franzindo, suas sobrancelhas se uniram.

"O que foi?" ele perguntou. Ela sorriu ainda mais.

"Nada, Edward. Só preciso de um tempo de meninas sozinha com Bella." Ela ergueu sua mão para mim, mas Edward me segurou apertado e me puxou ao seu lado.

"Alice, não tenho certeza do porque você está me bloqueando, mas se for por causa de alguma visão de nós juntos, vou ter que pedir que respeite nossa privacidade. Tenho certeza que se Bella quiser conversar com você, ela irá."

Alice abriu a boca para dizer algo, mas então a fechou.

"Não é isso, Edward," ela falou baixo. "Não tive nenhuma visão de Bella." Alguma coisa cintilou em seus olhos, mas não entendi. "É sobre o casamento. Coisas femininas de casamento. Estou de bloqueando para não ver o vestido."

Ele não relaxou o aperto. Algo o estava colocando em alerta. Alice revirou os olhos.

"Sim, tenho certeza que Bella conversará comigo se ela quiser, Edward, mas você teria que soltá-la primeiro." Ela olhou acusadoramente para o braço de Edward colocado protetoramente em minha cintura. Eu não queria ser a causa de uma briga.

"Edward, está tudo bem. Seja lá o que for não vai demorar – vai Alice?" Me virei para ela. Ela sorria enormemente, a vitória era dela.

"Não vai demorar." Ela pegou minha mão e me puxou do banco do piano. "Edward, Rose precisa de ajuda na garagem. Emmett está segurando o M3 para cima enquanto ela trabalha e ela precisa de alguém para passar as ferramentas."

Edward franziu novamente, claramente desconfortável com o comportamento de Alice, mas se levantou lentamente e foi na direção da porta da frente. Lhe mostrei um sorriso enquanto subia as escadas com uma pequena e empolgada vampira.

"Alice, o que é…" Ela me puxou para o seu quarto e fechou a porta.

"Ssh," ela colocou o indicador na frente dos lábios, olhando pela janela. Segui a direção de seu olhar. Edward andava casualmente pelo jardim até a garagem, com as mãos nos bolsos, seus passos não mais rápidos do que uma velocidade humana normal.

"Ele parece muito relaxado." Alice sorriu para mim. Olhei para o outro lado para esconder meu rubor, mas não havia muito o que fazer. Meu coração acelerado me denunciaria.

"Alice, o que está acontecendo?" Eu estava começando a me sentir irritada.

"Só um minuto…," ela virou a cabeça de lado, os olhos focados no céu. A chuva começou a cair e ela assentiu, sorrindo.

"Me desculpe, Bella, mas preciso conversar com você sem que Edward escute. A chuva no teto da garagem vai tornar difícil ele captar qualquer coisa, especialmente se sussurrarmos." Sussurrar? Eu mal conseguia escutá-la.

"E isso deve tornar difícil para Jasper escutar algo." Ela escolheu um CD na estante da parede e o colocou para tocar. Fiquei surpresa pelas suas ações – não achei que ela escondia coisas de Jasper.

"É melhor você se sentar," ela apontou para a cama king size luxuosa. Eu estava prestes a protestar, mas às vezes, com Alice, era mais fácil ceder. Me sentei na colcha de seda roxa.

Alice respirou profundamente e focou em mim. "Bella, ontem você e Edward fizeram uma decisão, não fizeram?"

Minha boca se abriu e fechou. Isso não era conversa feminina de casamento!

"Edward pediu que você respeitasse nossa privacidade" sibilei.

Ela balançou a cabeça. "Não quero detalhes. E de qualquer forma, está óbvio pelo brilho em suas peles. Tanto na dele quanto na sua," ela deu uma risada leve. "Estou muito feliz por vocês e prometo, eu não estava olhando e não vi nada concreto, apenas que uma decisão foi feita."

Relaxei um pouco.

"Mas essa decisão levou a outra coisa, Bella." Agora o sorriso em seu rosto e sua empolgação pareciam estar prestes a explodir e nos engolir. "Algo bom."

"Apenas me diga Alice, por favor."

Ela respirou profundamente de novo e se sentou ao meu lado, sorrindo de orelha a orelha, enquanto me explicava o que ela havia visto no futuro.

Alguns minutos depois Alice estava rindo e eu estava atordoada e sem fala.

"Achei que seria melhor vindo de você," ela terminou, pegando minha mão e a acariciando com a sua gélida. "Vou ficar aqui até você contar para ele. Ele vai entrar em pânico no começo e vai precisar ver minhas visões por si mesmo." Ela olhou pela janela, na direção da janela. "A chuva vai melhorar em um minuto." Ela caminhou até seu enorme closet e emergiu um momento depois com um grande guarda-chuva vermelho. "Mas não vai parar completamente. Use isso."

O peguei dela, muda.

Ela me deu um beijo na bochecha, riu alegremente de novo e então me enxotou de seu quarto. Mas no último instante ela me parou.

"Espere! Vou descer as escadas com você. E seu atual estado mental é provável que você caia."

Alcançamos o fim da escada e Alice andou pela grande sala de estar até Jasper, que ainda estava no computador.

"Não se esqueça, estarei aqui quando você precisar de mim. Agora vá!" Alice ainda estava sorrindo quando Jasper olhou dela para mim, confuso.

A chuva estava melhorando, mas ainda caía. Abri o guarda-chuva e caminhei pela grama molhada até a garagem. Minha mente estava um caos, eu não conseguia acreditar no que Alice havia acabado de me dizer. Eu não tinha idéia de como contar ao Edward.

Pude ouvir a voz de Rosalie.

"Chave."

"Hey, Bella!" a voz de Emmett era alta e clara. Eles obviamente haviam me ouvido chegando. Fui até a porta de entrada. Assim como Alice descreveu, o M3 vermelho de Rosalie estava sendo erguido por Emmett. As pernas de Rose estavam esticadas debaixo do carro, e Edward estava apoiado ao lado da caixa de ferramentas, os braços cruzados em seu peito. Só de vê-lo meu coração pareceu que iria explodir. Ele sorria para mim.

"Bocal número três. Oi Bella." A voz de Rosalie veio de algum lugar de baixo do carro.

Sem olhar, Edward pegou uma ferramenta na caixa ao seu lado e a puxou pela bancada. Ele se abaixou e a colocou debaixo do carro. A mão perfeita com unhas pintadas de Rose apareceu e a pegou dele. Ele se levantou e veio até mim. Fechei o guarda-chuva e fui na sua direção para abraçá-lo, mas ele se afastou, erguendo as mãos. Elas estavam completamente pretas.

"Mãos cheias de graxa," ele falou desculpando-se.

"Não me importo," falei e passei meus braços ao redor dele. Eu precisava abraçá-lo, senti-lo contra mim. Seus braços passaram em minha volta, as mãos afastadas de mim.

"Hey, Bella," Emmett estava sorrindo para mim do chão da garagem. "Eu estava dizendo ao Edward, vocês deveriam ter vindo jogar com a gente. Sabe, Edward precisa bater um home run as vezes." Ele mexeu as sobrancelhas e eu sabia que eu tinha ficado vermelha.

"Me desculpe, amor." Edward pegou uma ferramenta na bancada, se abaixou ao lado do carro e o puxou para cima, então seu braço estava exibindo os músculos, assim como o de Emmett. Com a outra mão ele atirou uma ferramenta por baixo do carro e atingiu Emmett na cabeça, fazendo um barulho alto.

"Hey!" Emmett soltou o carro e colocou ambas as mãos no rosto. "Era só uma brincadeira!" ele gritou enquanto esfregava o nariz.

"Emmett, levante o carro." Rosalie falou lentamente sem emoção.

Emmett se abaixou lentamente para erguer o carro de novo. Edward soltou o lado que estava segurando e se levantou. Ele voltou até a bancada e pegou um pano. Com alguns movimentos rápidos ele limpou a graxa de sua mão.

"Vou te deixar sozinha agora, Rose," ele falou enquanto colocava os braços ao meu redor e me guiava para fora da garagem.

"Você está bem?" ele perguntou, olhando para o meu peito. "Parece que seu coração vai saltar do seu peito."

"Hm, estou bem."

"O que Alice te disse?" Pude ouvir a preocupação em sua voz.

"Vamos dar uma caminhada?" Pude ouvir o tremos em minha voz. Seus olhos escureceram e se estreitaram.

Ele pegou o guarda-chuva e o segurou sobre nós dois enquanto caminhávamos de volta até a casa.

"Hm, não. Talvez até o rio?" Eu não queria que alguém escutasse a conversa que estávamos prestes a ter.

Edward ergueu uma sobrancelha, curioso, mas assentiu. Mudamos de direção e fomos para trás da casa, para a floresta na direção do som da água correndo. Carlisle e Esme saíram pelas árvores perto de nós, de mãos dadas.

"Vão dar uma volta com esse tempo?" Carlisle perguntou curioso.

"Hm, sim," Falei sem jeito. "Uma caminhada curta."

"Veremos vocês em casa logo, então? Não vá pegar um resfriado, Bella." Esme sorriu.

Edward me olhou e ergueu uma sobrancelha perfeita.

"Não, não vou. Quero dizer, não vamos demorar." Eu estava me sentindo sem graça enquanto passava pelos seus pais e ia para dentro da floresta.

Levou menos tempo do que eu pensei e de repente estávamos ao lado da beira do rio. Parei. A água passava correndo, chocando-se nas rochas. Combinava com o jeito que eu me sentia. Os olhos de Edward estavam nos meus, ele ergueu uma mão e a colocou em minha cintura, ainda segurando o guarda-chuva sobre nós. Ele estava esperando que eu falasse, mas congelei. Eu não sabia o que dizer.

"Bella?" Ele nunca foi bom em me esperar falar.

"Só… me dê um minuto, por favor."

Pude ouví-lo respirar, profunda e lentamente. Minha mente estava em branco, o que eu iria dizer, o que eu iria dizer?

E de repente o impacto completo da notícia de Alice, e a enormidade do que significaria para Edward, me atingiram. Um grande sorriso surgiu em meu rosto.

"Bella, o que é? Me conte." Suas sobrancelhas se uniram e eu assenti e respirei profundamente.

"Tenho uma novidade, Edward."

"Sim?" Seus olhos procuravam os meus.

Novidade. A novidade estava entrando em mim. Entrando e transbordando. Meu sorriso se tornou um sorriso imenso, meu sorriso imenso se tornou uma risada. Uma risada alegre.

"Bella, por favor?" Ele estava implorando, os olhos desesperados. O guarda-chuva estava começando a temer, só um pouco.

Ergui meus braços e coloquei minhas mãos em seu rosto enquanto olhava profundamente em seus olhos.

"Edward, você vai ser papai."

N/A: Só tenho um comentário pra esse capítulo: Morribjs