N/A: Oi meninas, demorei ? Só um pouquinho né? Aproveitem o capítulo
Estávamos ainda no chão. Cheios de espuma.
Charlie continuou a olhar para nós, o rosto como um trovão, os braços cruzados e apertados sobre o peito.
Os braços de Edward ainda estavam em minha volta, minhas mãos em seus cabelos. Então, ele me deslizou pra fora do seu colo em um movimento suave e se levantou, me puxando suavemente sobre os meus pés. De alguma forma, seus braços nunca saíram da minha cintura. Ele estava na frente do meu pai.
"Charlie, por que não vamos para a sala de estar e conversamos?" A voz de Edward era leve e calma, mas havia algo diferente ali.
Com Charlie, Edward era sempre educado e respeitoso, mas ele também desempenhou o seu papel como namorado, muito consciente do papel de Charlie como meu pai. Mas Edward não era um namorado agora. Ele era meu marido, ele ia ser pai - ele era protetor e provedor e ele falou com Charlie como um homem. A fase namorado já havia acabado.
Os olhos de Charlie se estreitaram e eu acho que a resposta de Edward tinha o apanhado de surpresa. Ele não falou, mas ele se virou e se dirigiu para o corredor.
"Por que você não o ouviu chegando?" Eu assobiei baixinho no ouvido de Edward.
"Eu estava distraído." Ele olhou para a minha barriga, sorrindo, e eu me perguntei como ele poderia ser tão calmo. "Vamos lá", ele pegou minha mão e seguimos Charlie pra fora da cozinha.
No corredor, Sue Clearwater estava tirando o casaco pela porta da frente. Meu coração se apertou - eu tinha me esquecido dela.
"É melhor eu ir. Vejo você mais tarde, Charlie." Sua voz era apressada e ela parecia ansiosa para sair.
"Sim, er, eu vou te ver mais tarde." A voz de Charlie foi ríspida. "Ah, e, er, obrigado pela comida". Ele lhe deu um aceno rápido e andou até a sala.
"Tchau Bella, Edward." Ela o olhou rapidamente antes de abrir a porta e desaparecer.
Eu ergui uma sobrancelha, perguntando.
Edward se curvou para baixo e sussurrou. "Ela sabe que algo está acontecendo, mas ela não sabe o que é. Ela vai ligar para Charlie amanhã e perguntar se está tudo bem."
Eu balancei a cabeça e respirei fundo quando entramos na sala.
Charlie se sentou em uma cadeira, às mãos fechadas em punhos, os olhos fixados em nós dois. Edward se sentou comigo no sofá, um braço em volta da minha cintura e outro segurando a minha mão em seu colo.
"Então, eu ouvi direito?" Charlie rosnou as palavras. Meu coração acelerou e Edward observou. Sua mão começou a esfregar minha cintura suavemente. Ele olhou para mim, uma sobrancelha levantada apenas ligeiramente. Tudo que eu podia fazer era morder o lábio. Eu realmente não sabia o que dizer. Devíamos dizer a ele? Ele tinha que descobrir algum dia, mas não era cedo demais? Ele nunca iria acreditar que era um bebê de lua-de-mel. Edward ficou olhando para mim, a questão ainda estava em seus olhos. Dei de ombros, ele me deu um rápido sorriso e apertou minha mão, antes de virar e encarar meu pai. Ele endireitou os ombros e se sentou um pouco mais alto no seu lugar.
"Sim, você ouviu direito, Charlie." E ele sorria, ele não se conteve. "Estamos felizes de dizer que vamos ter um bebê." Ele parou por um instante. "Você vai ser avô."
Charlie congelou. Então, seu olhar caiu a minha cintura, mas minha barriga estava escondida sob a camisa solta. Por baixo eu estava vestindo meu jeans skinny.
Minha perna estava sacudindo para cima e para baixo, em nervosismo. Edward soltou minha mão e estendeu a mão para o meu joelho, impedindo-o suavemente. Quando uma perna parou, a outra começou, até que Edward mudou a mão para-la. Charlie observava atentamente os nossos movimentos e eu não acho que os seus olhos poderiam ficar mais duros. Seu olhar acompanhou todos os gestos de Edward, a mão no meu joelho, e a outra em volta da minha cintura, me puxando para perto dele. Minha mão pousada na coxa de Edward. De repente, apesar de Edward ser meu marido, eu me senti como se devêssemos nos sentar em lados opostos da sala.
"É isto ...", Charlie começou, mas parou e fechou os olhos. Ele se sentou em silêncio, pensando, obviamente, mas seu rosto estava começando a mudar de cor, colorindo-se em todas as tonalidades de vermelho. Eu podia ouvir sua respiração ficando mais alta. Então ele fixou seu olhar em mim, olhando fixamente nos meus olhos.
"Pai?" Eu me perguntei se ele ia ficar bem. Eu me contorci um pouco, então ele se virou para Edward, olhando para ele.
"Eu só quero saber uma coisa." A voz de Charlie era baixa, quase perigosa, ele se inclinou para a frente para olhar para Edward. Engoli em seco, mas Edward encontrou seu olhar uniformemente.
"Será que minha filha casou com você porque você a engravidou?" rosnou a questão, enfatizando o meu status como filha.
"Papai, não!" Eu comecei a levantar o braço, mas Edward me manteve no lugar. Charlie nem sequer olhou na minha direção, seu olhar ainda era duro sobre Edward e seus punhos estavam cerrados. De repente, ele se levantou, e olhou para Edward.
"Diga-me, ela se casou com você porque estava grávida?" Suas últimas palavras saíram como um ruído zangado.
Meu coração ia parar, eu tinha certeza disso. A mão de Edward continuou segurando a minha, seu polegar acariciando a pele. Ele encontrou os olhos de Charlie firmemente, então, ele me soltou e ficou à sua altura máxima. Charlie teve de inclinar a cabeça ligeiramente para ficar na sua altura.
"Não, Charlie. Bella não casou comigo, porque ela tinha estava grávida." A voz de Edward ainda estava calma e respeitosa, mas também era forte e firme. "Ela é minha esposa porque ela escolheu ser. Casamos porque nos amamos e por todas as razões que lhe dei na noite em que pedi sua bênção." A ênfase nas palavras dele era evidente.
Charlie estava olhando para Edward com cuidado. Meu pai tinha travado a sua mandíbula, dando a seu rosto uma ferocidade que eu não tinha visto antes, enquanto continuava a olhar fixamente nos olhos de Edward.
"E Bella não estava grávida naquela noite." o tom de Edward não deixou margem para dúvidas. Ou discussão.
Eles mantiveram suas posições por mais um momento. Meu coração ainda estava batendo, e enquanto a tensão estava rolando fora de Charlie, Edward permaneceu calmo. Então, alguma coisa pareceu passar entre eles e Charlie recuou um pouco. Sua respiração começou a se acalmar, a raiva desaparecendo do seu rosto. Ele deu um aceno rápido e deu mais um passo para trás antes de escorregar para baixo em sua cadeira e virando-se para mim.
"É pra quando?" ele perguntou.
"Primavera", Edward disse imediatamente, tentando, por minha causa, manter a charada bebê de lua-de-mel quando ele retomou o seu lugar ao meu lado. "Nós não temos uma data exata."
Charlie olhou desconfiado, mas acenou com a cabeça e meu coração torceu.
Eu detestava mentir para meu pai, mas a verdade era estranha. Eu estava esperando para contornar esta situação com meias-verdades e incertezas até que ele estivesse muito feliz com o bebê pra perceber quando ele tinha sido concebido.
E esta foi uma notícia feliz. Foi uma notícia fantástica - não era algo a esconder ou inventar mentiras. Eu tomei uma respiração profunda.
"É pra Março, pai. O bebê vai nascer em março." Uma vez que as palavras saíram me senti mais forte, de alguma forma. "E o que Edward disse é verdade, nós não nos casamos por obrigação, nós nos casamos porque queríamos, e eu não estava grávida quando ficamos noivos".
Edward peou minha mão e apertou me puxando pra beirada da poltrona. Eu dei-lhe um sorriso trêmulo e me virei para meu pai, as palavras fluíram rapidamente agora.
"Mas não importa quando aconteceu, porque o bebê é muito, muito querido. ... E eu não posso lhe dizer como estamos animados, papai."
Charlie estava me olhando, a boca ligeiramente aberta. Eu continuei falando.
"Eu sei que você não descobriu do melhor jeito, e eu sinto muito por isso, não era como planejávamos lhe dizer, mas nós realmente esperamos que você fique animado." Eu respirei e me encostei na minha cadeira finalizando.
Houve um leve puxão na minha mão e eu olhei para Edward. Ele estava sorrindo para mim, amor e admiração transbordando em seus olhos. Então ele se inclinou e me beijou suavemente nos lábios, seu braço rodeou minha cintura me puxando pra perto.
Sentado na minha frente, Charlie piscou algumas vezes, olhando para nós, então ele esfregou a mão sobre o rosto, pensando. Houve um silêncio pesado. E então, eu senti uma mudança na atmosfera, uma mudança de atitude de Charlie, e minha. Eu não era mais a sua garotinha. Virei a cabeça para olhar para Edward e ele deu um aceno com a cabeça quase imperceptível. Ele sentiu isso também.
"Vocês dois são tão jovens", Charlie murmurou, quase para si mesmo. "E a faculdade?"
"Apenas um atraso de tempo", Edward disse, rapidamente, reorientando meu pai. "Com a minha família disposta e ansiosa para ajudar, não há nenhuma razão para que nós dois não possamos ir para faculdade, um pouco depois do planejado."
"Então, sua família sabe, então?"
"Sim, eles sabem."
Charlie balançou a cabeça, ainda esfregando a mão sobre o rosto. "E eles estão ..."
"Eles estão muito satisfeitos." O sorriso de Edward era quente. "É uma notícia maravilhosa, afinal de contas".
E com esse comentário e a convicção na voz de Edward, Charlie se sentou olhando pra cima.
"Er, sim. Sim, é." Ele levou um instante.
Ele sentou na cadeira e juntou as mãos para cima, descansando-as sob o queixo. Edward apertou minha mão e, apesar de ele não olhar diretamente para mim, havia apenas uma sugestão nos seus olhos.
"E você pode sustentá-los?"
"Papai!"
A mão de Edward apertou a minha. "Minha situação não mudou desde a última vez que tivemos essa conversa." Ele não entrou em detalhes, mas eu olhei para ele, querendo saber o que era conversa. E quando. "Bella e o bebe nunca terão que se preocupar com isso, posso te garantir." Edward sorriu e acenou com a cabeça para Charlie, o seu pensamento deve ter sido calmo.
Esperamos. Então, esperei um pouco mais. Então esperamos um pouco mais. E depois... Charlie deu pequeno sorriso.
"Um avô, hein?" Seu sorriso ficou um pouco triste. "Sou um pouco jovem para isso", resmungou. Mas no final, o sorriso estava de volta. "Bem ... Acho que é uma notícia fantástica. Hum, parabéns."
Alívio passou por mim. Eu não tinha percebido quão apertado meu queixo estava fechado e agora doeu quando eu estiquei minha boca em um sorriso largo.
Charlie levantou-se e nós também. Apertou a mão de Edward e me deu um abraço. "Um bebê". Ele balançou a cabeça. "Escute, eu sinto muito ... bem ..." Ele enfiou as mãos nos bolsos.
"Está tudo bem, papai. Entendemos. Foi um choque para nós também."Os braços de Edward apertaram minha cintura suavemente.
"Será que Renee sabe?"
"Nós contamos a ela, ainda não."
Charlie começou a rir. "Eu me pergunto como ela vai reagir ao saber que vai ser vovó!"
Edward e eu rimos, mas internamente eu me encolhi imaginando a provável reação de Renée.
"Sue provavelmente vai estar se perguntando." Charlie esfregou a mão sobre o queixo. "Posso lhe contar, quero dizer, você sabe, se ela perguntar?" Ele deu uma tosse um pouco estranha.
Edward sorriu. "Sim, claro". Isso me surpreendeu, mas eu decidi ser guiada por ele sobre este assunto. Eu ia perguntar sobre isso mais tarde.
Ficamos um pouco mais, Charlie e Edward finalmente limparam a cozinha. Ambos me proibiram de entrar até que o chão estivesse completamente seco e eu revirei os olhos - os dois homens mais super protetores em minha vida ficariam muito piores agora.
"Bem, isso foi tranquilo eventualmente." Eu relaxei no sofá. Nós tínhamos chegado em casa a menos de três minutos,a mão de Edward sobre a minha barriga todo o caminho.
"Sim, foi." Ele estava esparramado no chão da sala, a cabeça em meu colo, à espera de outra mexida do bebê.
"Mas você sabia que seria não é? Você pode vê-lo em sua mente."
Ele encolheu os ombros. "Ele ficou chocado, em primeiro lugar. Irritado, como você viu. Estava preocupado que você poderia ter sido forçada a algo que você não queria fazer... como se casar aos dezoito anos." Ele deu aquele sorriso torto para mim, o meu favorito. "Eu sabia que não era o caso, nós apenas tivemos que deixá-lo saber disso."
Eu balancei a cabeça, em compreensão. Minha mão estava tecendo através do seu cabelo, levantando os fios de bronze e deixando-os cair por entre meus dedos.
"Mas também forçou uma mudança enorme na maneira como ele vê. Ele lutou um pouco com isso e ele vai por um tempo."
"Eu sei, eu senti isso também. Mas ele está bem?"
"Ele está bem. Quando saímos ele estava se perguntando se sua pequena vara de pescar ainda estaria no galpão."
Eu tinha esquecido tudo sobre a minha vara de pesca e ri quando os meus dedos tocaram no cabelo de Edward. Ele afundou a cabeça no meu colo.
"Nós sentimos o nosso bebê". Ele estava sorrindo quando se sentou um pouco, levantando a cabeça e colocando as mãos sobre minha barriga.
Eu ri. "Eu sei".
Ele levantou os olhos para mim de repente. "Qual foi a sensação?"
"Ah, tipo um ...como se alguém estalasse os dedos dentro de mim."
Edward sorriu e continuou movendo lentamente as mãos, ternamente.
"Qual foi a sensação para você?"
Ele as mãos puxou para trás, sorrindo. "Como alguém suavemente me cutucando para chamar minha atenção." Ele observou suas mãos novamente. "E ele certamente tem", ele murmurou e eu ri.
Ele soltou um suspiro e balançou a cabeça.
"Bella, quando ela... eu... isso... tudo isso... e você, você é simplesmente fantástico." Ele parecia genuinamente perdido nas palavras, incapaz de se expressar e isso era uma coisa muito rara para ele. Ele percebeu e riu de si mesmo. "Eu não posso sequer formar uma frase coerente."
"Você conseguiu com Charlie."
"Então você..." Eu ouvi o significado em suas palavras ele beijou minha bochecha e eu me senti corar.
"Você não se importa se ele dizer a Sue?"
"Não." Ele subiu no sofá e estendeu de costas, colocando a cabeça para trás no meu colo e as pernas penduradas sobre o braço do sofá. Eu descansei uma mão espalmada sobre o seu peito e ele a cobriu com sua própria.
"Você não acha que vai haver um problema com os lobos, então?"
Sua boca torceu um pouco quando ele considerou. "Eu não vejo por que deveria haver. Eles provavelmente vão ser curiosos,o que é de se esperar, eu suponho." Ele deu de ombros. "Mas nós não mordemos ninguém."
Ele ergueu as sobrancelhas e sorriu, mostrando todos os dentes. Eu ri, porque ele era engraçado e porque alguns meses atrás, ele provavelmente não teria brincado assim.
"E o que você disse para Charlie, sobre a faculdade... você continua nos vendo fazer isso?"
Ele ergueu a mão para beijá-la, e a colocou novamente em seu peito. "A faculdade sempre será uma opção. Como eu disse, nós vamos ter muito apoio, se é isso for o que escolhemos fazer. Ou, eu poderia até mesmo ficar em casa com o bebê enquanto você vai."
"O quê?" Ele estava falando sério? Pela sua expressão de choque, eu diria que sim, ele estava.
"Mas a faculdade não seria divertido sem você."
Seu sorriso era muito quente. "É apenas uma opção. E eu poderia ter o jantar pronto na mesa todas as noites quando você voltar das classes." Eu ri, e assim o fez. "Mas você está certa, longos dias de intervalo não seria o que eu quero também." Mas seu comentário sobre o jantar me fez lembrar de uma pergunta.
"O que foi que você e Charlie conversaram sobre dinheiro? ''
Um lento sorriso cruzou seus lábios.
"Hum, bem, Charlie conhece a família Cullen, na noite que ele soube que estávamos envolvidos, uma das coisas que ele estava pensando era em como eu ia sustentá-la. Ele não chegou a perguntar, mas eu queria esclarecer as coisas em sua mente, e você estava lá em cima, eu levantei o assunto e disse a ele sobre os investimentos da minha herança. "
"Ah. E ele ficou feliz com isso?"
Um sorriso cruzou os lábios de Edward.
"Sim, ele ..."
"Está tudo bem. Acabei se saber.''Falei rapidamente, ansiosa para encerrar o assunto. Ele percebeu, claro, e seus olhos estreitaram-se ligeiramente quando ele sorriu.
"Você sabe que realmente deve olhar para a nossa conta bancária em algum tempo, Bella. É importante para nós dois estar envolvidos com nossas questões financeiras."
Eu sorri nervosamente, ele se sentou e virou-se para me encarar. "São nossos assuntos financeiros. Não só meus."
Ele sempre se referia como a nossa conta bancária, o nosso dinheiro, mas eu ainda pensava nisso como a seu, mesmo quando eu assinei os papéis tornando-a uma conta conjunta e adicionando minhas economias ao pote.
Então, eu apenas sorri e balancei a cabeça. Então ele estendeu a mão e acariciou ao longo do meu maxilar com os dedos delicados.
"Você está cansada amor?"
"Hum, não muito, por quê?"
Ele sorriu. "Os outros estão prestes a chegar em casa. Podemos lhes contar?"
Os Cullen estavam tão animados quanto nós. Todos queriam sentir, até mesmo Jasper, e em um ponto eu tinha pelo menos seis mãos frias em minha barriga até Edward suavemente me tirar do amontoado de vampiros. O que fez o bebê retroceder para eles uma vez, embora fosse apenas a mão de Esme que sentiu. Edward parecia desapontado por ter perdido.
E Carlisle tinha notas frescas pro meu arquivo.
"Isso poderia confirmar, dado o tamanho e a atividade que, esta gravidez definitivamente está progredindo mais rapidamente do que a de um ser humano, ainda assim é o mesmo padrão de desenvolvimento". Sua cabeça estava inclinada sobre a pasta, sua mão sobrevoando a página em um borrão quase invisível.
"E isso é bom, né?" Eu perguntei e Carlisle sorriu.
"Isso é bom, sim."
"E Charlie sabe agora? Será que ele está animado?" Esme perguntou.
"Ele sabe, e sim, ele está animado... agora", eu sorri e Esme parecia um pouco confusa com minha ironia.
"Ele estava um pouco preocupado, em primeiro lugar, sobre a nossa motivação para se casar," Edward concordou e ela balançou a cabeça, compreensiva.
"Devemos mencionar Sue?" Perguntei a Edward tranquilamente, sabendo que todo mundo iria ouvir-nos de qualquer maneira. Edward olhou para a sua família, reunidos em torno dos sofás e cadeiras, e encolheu os ombros.
"Sue Clearwater foi visitar Charlie. Ela sabe que algo está acontecendo, mas não sabe exatamente o quê. Ela planeja perguntar a Charlie sobre isso amanhã. Eu não acho que isso seja um problema."
Carlisle assentiu. "Eu concordo, nenhuma das condições do tratado foram quebradas. Se querem saber o que está acontecendo, nós vamos lhes dizer." Ele falou com confiança e eu sorri feliz, que ele tenha compartilhado a atitude relaxada de Edward. Eu estava preocupada que a euforia de Edward poderia estar cegando-o para um problema real.
Eu comecei a bocejar subitamente cansada. Isso estava acontecendo muito ultimamente- ondas súbitas de cansaço pesado envolviam-me do nada.
"Eu acho que eu poderia..." Antes que eu pudesse terminar minha frase Edward tinha me levado em seus braços se dirigindo para as escadas.
"Edward, eu posso andar".
Ele sorriu e beijou-me rapidamente. "Eu sei. Mas eu gosto disso."
Eu tinha adormecido com Edward enrolado em volta de mim. Ele estava esperando o bebê tentar chamar a atenção dele novamente, mas parecia que ele ou ela tivesse ido dormir também.
Quando acordei, o sol estava pálido no céu e eu estava sozinha.
Saí da cama, bocejando, e abri a porta. Puxando meu robe, entrei no corredor e olhoi para as escadas. A casa parecia vazia.
Então ouvi.
A porta da frente abriu e bateu apenas um segundo mais tarde, Edward subiu as escadas, silenciosamente, três degraus de cada vez, cabelos esvoaçantes e um sorriso esticado em seu rosto.
Ele me levantou e me beijou. Havia manchas de tinta no cabelo e nas mãos.
"Está terminado", ele respirou com seus lábios pressionados contra o meu ouvido. Eu estava rindo, a seu modo, tanto quanto ele. A respiração gelada fazendo cócegas na minha pele.
"O que está acabado?"
"O quarto do bebê". Ele estava beijando meu pescoço agora. "O quarto está pronto. Venha ver".
Ele me levou em seus braços e começou a descer as escadas correndo, antes de chegar ele parou de repente diminuindo o ritmo.
"Desculpe", ele sorriu se desculpando.
Fora ele me carregou rapidamente, mas suavemente por entre as árvores até a cabana e eu pensei que ele poderia me soltar uma vez que estavámos dentro, mas não.
"Feche os olhos", ele sussurrou. Sem meus olhos para me guiar, nem sequer o senti se movendo, mas um momento depois ele me disse para olhar.
"Oh, Edward. É... só... uau! Incrível!"
"Sério?" Ele parecia tímido agora quando me colocou no chão.
"Realmente. Você fez isso ontem à noite?"
Seus braços de repente estavam ao meu redor. "Sim".
Era como se a clareira tivesse sido transferida para dentro. Edward tinha capturado as árvores, a grama e as flores, a atmosfera pacífica perfeitamente. Fui até uma parede para examinar mais de perto. Eu quase podia nós sentir encostados na madeira da árvore, a maciez e os empoeirados das pétalas da flor. Eu balancei a cabeça em descrença. De alguma forma, ele também conseguiu capturar um sentimento de luz e espaço, profundidade e distância. Eu olhei para o azul suave com um leve polvilhar de nuvens e acreditei que o limite era o céu. Era perfeito.
E na hora, o bebê deu seu parecer.
"Ooh, rápido, Edward." Ele estava do outro lado da sala com as mãos na minha barriga antes de eu sequer terminar as minhas palavras. Nós dois engasgamos um pouco, eu recuperei meu fôlego e me virei para ver o olhar no rosto de Edward.
Ele estava irradiando alegria pura, seus olhos estavam cheios de temor, mas havia também um profundo contentamento, e eu levei a minha mão a onde a sua estava, e cobriu seu rosto com a outra, meu polegar correndo sobre sua pele. Ele virou a cabeça e beijou minha mão antes de me puxar para um abraço.
"Você quer colocar o cavalo de balanço, agora?" Sussurrei.
Seus olhos se iluminaram. "Nós poderíamos, não podemos?"
Eu balancei a cabeça.
"E a sua cadeira de balanço", acrescentou.
"E o presépio vai estar aqui em alguns dias, e as coisas que nós compramos em Seattle..."
"Tudo que precisamos para o bebê", Edward riu.
"O que vamos fazer nos próximos seis meses, enquanto esperamos?"
"Cinco meses e meio." Ele correu o nariz ao longo do meu pescoço e desceu pelo meu ombro. "E nós vamos encontrar algo", ele disse baixinho me fazendo tremer. Ele se afastou e desapareceu dentro da sala, voltando num segundo de vampiro mais tarde com a minha cadeira de balanço.
"Hum, onde?" , ele perguntou, olhando ao redor.
"Talvez esse canto?" Eu apontei para o canto oposto à porta. Edward colocou lá e ambos ficamos para trás e estudamos. Uma única cadeira em um quarto vazio. Começamos a rir.
"Eu vou ir e pegar o cavalo agora. Espere aqui?"
Eu balancei a cabeça e ri novamente. "Onde mais eu vou?" Ele sorriu, beijando-me antes de desaparecer.
Fiquei no quarto, olhando ao redor. Seu trabalho estava excelente, não havia outra palavra para isso. O detalhe minucioso nas veias de cada folha, os grãos, os nós das árvores e as folhas de relva. Percebi que havia um esquilo aninhado em um dos ramos e sorri. Ele colocou seu coração e alma nisso. Esta não era apenas uma obra de arte, esta era uma obra de amor. Eu podia sentir isso, me cercando, e eu suspirei, me perguntando se o meu coração humano era capaz de conter essa quantidade de sentimento. Certamente ele ia explodir em breve.
Então, de repente, ele estava atrás de mim, equilibrando o cavalo de balanço sem esforço nos braços.
"Sob a janela?" ele perguntou e eu assenti, sim.
Voltamos para admirar. Agora havia uma cadeira e um cavalo.
"Bem, é um começo." Edward estava radiante .
"Eu gosto do esquilo", disse eu, apontando.
"Obrigado. Eu gosto do sapo."
"O sapo?"
"Ali". Ele apontou para baixo e, sim, se escondido entre as lâminas da grama estava um sapo.
"Oh, eu não o vi." Meus olhos estavam vasculhando a arte agora, em busca de outros tesouros que ele poderia ter escondido. "Existe mais alguma coisa?"
"Sim, há uma coruja." Ele pegou minha mão e nós caminhamos para a parede oposta à porta. Sentada em um galho, estava uma pequena coruja castanho-acinzentado. Tão perfeita em seus detalhes, que poderia ser real. Assim como o esquilo e o sapo - eles todos poderiam ser reais.
"E há um veado, ali." Ele se mudou para um espaço perto da janela. Um veado espreitava timidamente por trás de uma árvore, a cabeça inclinada em um ângulo de curiosidade tentativa. Minha boca estava entreaberta - era lindo. E como eu não tinha o visto? Eu acho que ele estava camuflado, você tinha que procurar pra encontrar.
"Eu pensei que o bebê poderia gostar de olhar para eles." Ele deu de ombros e sorriu para mim.
"O bebê vai adorar." Então, era muito melhor que os animais roxos e laranja com faces desenhadas. "Mas talvez tenhamos que por os animais para fora, eles estão muito bem escondidos."
"Bem, se o bebê tem aumentado sentidos, como esperamos, ele provavelmente irá vê-los sem muita dificuldade."
"Ah, claro, claro." Eu balancei a cabeça - não tinha pensado nisso.
Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço.
"Eu amo você, Edward." Havia tanta coisa que eu queria dizer, mas eu simplesmente não tinha palavras e eu te amo foi o melhor que pude. Mas ele parecia entender - e eu sabia que ele sentia o mesmo. Eu podia ver nos olhos dele e sentir em suas mãos. Seu amor era vibrante... E vivo. Eu descansei minha cabeça no peito dele e apenas deixei o fluxo de sentimento passar por mim. Através de nós.
Depois de um tempo eu levantei minha cabeça.
"Vamos contar a Renee?" Eu perguntei. Agora que Charlie sabia, era justo que ela soubesse também. E eu queria dizer a ela.
Edward tentou parecer casual, não querendo me pressionar. "Se quiser", disse ele sem problemas, mas o brilho nos seus olhos o traía.
Não me incomodei com a história do bebê lua de mel. Eu simplesmente disse a Renee que íamos ter um bebê chegando em março, e ambos estávamos muito animados. Edward podia ouvi-la através do telefone. Ela ficou chocada, chocada e assustada. Prendi a respiração, esperando a explosão, a palestra sobre arruinar a minha vida. A mão de Edward estava apertada na minha e eu desejei que ele pudesse ler mentes através do telefone. Então, de repente houve um grito de emoção e ela me disse que sabia o tempo todo, e começou a falar sobre o yoga do bebê, vitaminas e música de baleia na sala de parto. E, aparentemente, ela manteve algumas das minhas coisas de bebê e prometeu enviá-las imediatamente. A chamada terminou com ela nos fazendo prometer que o bebê iria chamá-la Renee, não de vovó.
O pacote da minha mãe chegou três dias depois, junto com o berço, nossas compras de Seattle... E os lobos.
Eu acordei e a cama estava vazia ao meu lado. Essa era a segunda vez em uma semana e eu quis saber o que Edward tinha feito enquanto eu dormia. Eu puxei minha túnica enquanto caminhava pelo corredor, esperando para ver se Edward vinha subindo as escadas com outra nova surpresa. Mas ele não fez.
Havia grandes janelas de frente para o corredor, e da janela eu podia ver alguma coisa acontecendo lá fora. Eu me mudei para um olhar mais atento e me ouvi suspirando.
Billy Black estava em sua cadeira de rodas na grama, Sam Uley estava de um lado, Seth Clearwater estava do outro. Atrás deles, uma pequena distância para trás, estavam dois enormes lobos - um cinza e um marrom. Eu não os reconheci.
Carlisle e Edward estavam em pé na grama, de frente para eles, e eu só podia perceber que Emmett e Jasper, estavam nos limites da varanda de pé atrás deles, com os braços cruzados sobre o peito.
Me virei rapidamente, querendo ir para baixo e ver o que estava acontecendo, mas Rosalie estava lá, bem ao meu lado, com os braços abertos, pronta para me impedir.
"Ah, eu deveria ser usada por vampiras sorrateiras agora", eu murmurei, tentando passar por entre suas mãos. "O que está acontecendo, Rose?" Eu tentava empurrar seus braços. Inútil, é claro.
"Espere, Bella, e vamos lhe dizer."
Naquele momento Alice apareceu, esfregando os dedos em seus olhos, franzindo a testa.
"Eu não posso ver nada, é como ser cego. Eu me pergunto se é isso que se sente quando se tem uma enxaqueca?
Os lobos sempre a deixavam se sentindo assim, desorientada e desconfortável sem a sua segunda visão. Estendi a mão para ela e ela sorriu. Mas eu ainda tinha uma pergunta.
"Eles já ouviram falar sobre o bebê, eu acho?"
Rosalie assentiu com a cabeça enquanto ela esperava um instante para se certificar de que eu não ia a lugar nenhum.
"Charlie disse a Sue. Claro, ela disse aos lobos. Eles só vieram para descobrir o que eles podem como esperávamos. "Até agora, todos estão calmos."
"Calmos? Não há nada não-tranquilizador sobre isso. Ter um bebê não quebra o tratado."
"Eu sei. Mas é inesperado, e eles querem ter certeza ...", seus olhos estavam nublados com alguma emoção, que eu não podia pegar. "Eles querem ter certeza de que o bebê não representa qualquer risco para ninguém." Havia um fio de voz. Rosalie estava tão protetora com bebê como estávamos.
"Quais os riscos? O que eles... oh, eu sei. O mito sobre os bebês vampiros, certo?"
Ela assentiu com a cabeça. "E eles estão preocupados se você está em perigo, também."
"Então eu tenho que ir para baixo, pra eles verem que eu estou bem."
Ela estava balançando a cabeça quando Alice falou.
"Eu não acho que Edward queira você lá Bella. Não agora".
"Não é decisão de Edward." Tentei me mover, mas ambas estenderam a mão para me parar.
"Não, não é sua decisão", Rosalie falou com firmeza. "Mas é seu filho, tanto quanto dele. Ele não quer nenhum de vocês em perigo." Ela sorriu e piscou os olhos e eu sabia que ela queria o meu bem. O bebê tinha trazido um lado mais suave em Rosalie.
"Ela está bem, Bella." Alice estava sorrindo fracamente quando ela pegou minha mão suavemente na dela.
Eu suspirei. Eu queria ajudar. Se eles pudessem apenas ver que eu estava bem ...
"Rosalie, Edward ouviu toda a nossa conversa não foi?"
"Provavelmente, sim".
"Então, ele sabe que eu quero descer, mas ele não está correndo até aqui para me impedir."
Ela olhou para Alice, então as duas olharam para mim com os olhos estreitos.
"Talvez eu pudesse ir para baixo e ver se é seguro ir à varanda com Jasper e Emmett, só para Billy e Sam poderem me ver."
Elas pareciam estar considerando por um momento. Então Rose deixou cair o braço do meu e Alice soltou a minha mão.
"Ok, mas deixe-me ajudá-lo a descer as escadas."
"Rose, eu estou grávida, não inválida."
Ela olhou para mim, hesitante. "Bem, tome cuidado, então." Revirei os olhos enquanto puxava meu roupão de banho ao meu redor.
Edward me encontrou no fundo da escada, seu rosto estava ansioso, os olhos escuros. Eu estava ciente de Rosalie e Alice atrás de mim. Esme estava assistindo da sala, o rosto preocupado.
"Rosalie me contou o que está acontecendo", eu disse.
Ele balançou a cabeça. "Existe alguma coisa que eu posso fazer para te convencer a ficar aqui dentro, sem um argumento?" Seus olhos estavam implorando.
"Há algum perigo para mim ou para o bebê se eu sair na varanda com você, Jasper e Emmett? Pra eles poderem ver que eu estou bem?"
Ele parecia um pouco surpreso com minha resposta, obviamente, esperando mais de uma luta.
"Bella, os dois lobos que eles trouxeram com eles são jovens. Eu posso ver em suas mentes, o cinza, em particular, é imprevisível e volátil, mesmo que Sam não querendo o trazer. Eu já sugeri que eles voltassem outra hora para vê-la, sem a escolta ... "
"Mas se os lobos mais jovens estão nervosos, não devem ver por si mesmos que nada está errado?" Eu não estava desafiando-o, eu estava pedindo a ele, e através de sua surpresa pude vê-lo estudando. "Eu sei que não vai deixar nada me acontecer, Edward."
Ele suspirou novamente e esfregou a mão sobre o rosto. Um olhar um pouco derrotado cintilou através de seus olhos. "Tudo bem, mas, por favor, seja guiada por mim sobre este assunto?" Ele inclinou um pouco as pernas para que ele pudesse olhar diretamente nos meus olhos, implorando, com as mãos segurando meu braço. Eu tinha uma visão clara de sua ansiedade e toquei seu rosto. Ele respirou fundo. "Se eu disser pra você voltar para dentro, você volta para dentro." Seus olhos fixados nos meus. "E se você não ... Eu faço".
Sua voz era baixa, grave, e seus olhos eram duros e resolutos em mim. Eu percebi que estava mordendo o lábio quando acenei com a cabeça. Ele estava procurando o meu rosto. "Eu não quero correr riscos com você, Bella. Nenhum de vocês." Seu olhar se mudou para minha barriga.
"Eu prometo, Edward. Eu vou deixar você guiar isso."
Ele me estudou por mais um instante, então seus olhos se suavizaram um pouco. Ele soltou a respiração e do canto de sua boca levantou ligeiramente na sugestão de um sorriso, mas então seu queixo dse fechou novamente. Ele endireitou-se e com um braço ao redor da minha cintura, e andou comigo na varanda.
Jasper e Emmett piscaram pra mim pra me dizer que eles estavam nos acompanhando. Carlisle ficou no gramado, mas aproximou-se. Eu podia ver a carta de Siobahn na sua mão e franzi a testa. A carta que continha informações a ser mantidas discretas e confidenciais. Eu me perguntava o que tinha acontecido, que faria Edward sentir a necessidade de compartilhar isso com eles.
Notei Emmett flexionando seus braços enormes. E eu podia sentir os músculos de Edward flexionar e apertar contra mim. Ele me puxou tão perto que eu era quase parte dele, a mão espalmada na minha barriga, em um gesto que era claramente possessivo como protetor. Do canto do meu olho eu o vi puxar os ombros para trás e tomar um fôlego que fez expandir seu peito largo. Lutei um sorriso -, tínhamos bastante exibições acontecendo.
Billy, Sam e Seth ainda estavam em posição sobre o gramado. Seus lobos de guarda estavam em uma distância considerável e Sam estava inclinado para que ele pudesse vê-los, assim como nós. Eu tomei uma respiração profunda.
"Sam, Billy, Oi. Ei, Seth." Eu sorri largamente, mostrando a eles que eu estava bem.
"Bella, parabéns." Billy sorriu para mim. "Você está parecendo bem."
Sam balançou a cabeça e Seth estava sorrindo. "Bella, Oi!" Ele deu um pequeno sorriso.
"Oi estou bem, obrigada Billy. Me sinto bem. Então, o que vocês estão fazendo aqui tão cedo?" Meus olhos se dirigiram para os dois lobos, que tinham começado a avançar um pouco mais. Eu senti a tensão atravessando Edward. Um grunhido estrondoso saiu de seu peito. Olhei para o seu rosto e fiquei surpresa ao ver seu lábio superior começar a enrolar para trás sobre seus dentes, só um pouco. Engoli em seco, era raro ver aquele rosto. De repente, sua expressão se recuperou, e eu olhei para trás, para Billy quando ele continuou a falar. Um gesto de Sam enviou os lobos de volta ao seus lugares.
"Sue nos contou as notícias, e depois eu recebi um telefonema de Charlie, ele está realmente animado. Estávamos vindo...", Billy fez uma pausa e encolheu um pouco. "Estou aqui como amigo do seu pai, Bella. Charlie não sabe a história toda, por isso achei que caberia a mim se certificar de que você estava realmente bem", ele terminou com um sorriso.
"Bem, como você pode ver..." Sem pensar comecei a dar um passo adiante, mas Edward assobiou.
"Bella!" Seus braços se fecharam em minha volta quando o lobo cinza arreganhou seus dentes, abaixando a cabeça e dando um grunhido suave. Ao nosso lado, Emmett e Jasper se aproximaram. Jasper murmurou alguma coisa que eu não entendi, mas que fez Edward dar um aceno rápido de reconhecimento. Sam virou-se e silenciou o lobo com um olhar e algumas palavras duras. Percebi agora que o músculo de Edward não era apenas para se exibir. O braço dele estava como um cabo de aço em torno de mim e ele estava me puxando pra trás, enquanto se posicionava um pouco a minha frente.
"Er, Edward e Carlisle lhe explicaram tudo?" Perguntei ao redor do ombro de Edward. Os músculos de suas costas estavam amontoados bem em minhas mãos. Eu mantive meus olhos sobre o lobo mais um instante antes de olhar novamente para Billy, me perguntando como ele estava interpretando as ações de Edward.
"Yep. Parece que tudo vai ficar bem." Billy acenou com a cabeça e sorriu.
Eu sorri, aliviada. "Isso é certo. Tudo vai ficar bem." Eu falei com firmeza. Você ouviu isso, lobo malvado?
Billy deu um sorriso largo. "E eu estou feliz que você esteja bem, Bella. Sue disse que você parecia bem, a gente só queria ter certeza."
"Eu aprecio isso, Billy." Eu continuei sorrindo. "Então, hum, como vão as coisas?" Eu queria manter isso o mais amigável possível.
"As coisas estão bem. Jacob pode estar voltando para casa em breve." O rosto de Billy iluminou meu coração e os músculos de Edward torceram um pouco mais.
"Ele estava interessado em ouvir sobre o bebê." Sam falou calmamente.
Ah, claro, os poderes telepáticos entre os lobos poderiam chegar a centenas de quilômetros. Mesmo nas profundezas do Canadá, onde Jake estava perambulando, ele teria ouvido as nossas novidades. Isso me assustou um pouco. Eu perdi meu amigo, eu não tinha o visto por quatro meses e nossa separação não foi feliz. Eu me perguntava o que ele faria sobre isso. Se ele voltasse, ele iria querer me ver? Eu gostaria de vê-lo? Sim, mas não se houvesse qualquer risco para o bebê ou a Edward, eu decidi.
"Bem, você vai ter certeza de dizer a ele que está tudo bem, não vai?"
Sam assentiu. "Vai sim."
"Bem, é melhor irmos. Desculpe acordá-la, Bella." Billy colocou as mãos nas rodas de sua cadeira.
"Tchau Bella." Seth acenou novamente e eu acenei de volta enquanto Edward caminhava comigo para dentro.
"Você vai lá pra cima?" Eu perguntei.
"Em um momento." seus olhos eram claros e escuros. Se ele fosse humano, eu teria dito que a adrenalina estava bombeando seu corpo. "Vou terminar aqui."
"Ótimo. E então você vai explicar tudo o que aconteceu antes de eu descer." Ergui a sobrancelha para ele e ele me deu olhar estranho. Eu levantei uma sobrancelha pra ele. Ele suspirou.
"Sim, tudo bem. Mas será que você poderia ir lá para cima, agora?"
Beijei-o rapidamente sobre os lábios e assenti.
"E tenha cuidado nas escadas."
Eu me certifiquei que ele poderia ouvir o meu gemido.
Os lobos tinham ido e Edward estava a esticado na cama ao meu lado, me puxando contra ele. "Então... me diga. Eu sei que havia mais do que dar os parabéns, e verificar se eu estava bem." Ele estava agitado e distraído e eu queria saber o porquê.
A cabeça de Edward se aninhou em meu pescoço e ele soltou um suspiro.
"Bella, se eu lhe dissesse que estava tudo bem você ia ficar aqui?"
"Não. Nós não fazemos as coisas desse jeito, lembra?"
Ele suspirou novamente. "Eu sei", ele disse e rolou de costas, atando os dedos atrás da cabeça enquanto olhava para o teto, onde um padrão de simulação da luz solar estava oscilante. Não havia outra coisa para tudo isso.
"Sue disse a Billy que estava grávida, logo que ela ouviu de Charlie. E, como nosso primeiro pensamento quando descobrimos, eles não achavam que um vampiro pai poderia ter uma criança..."
"Você quer dizer que você pensou," eu o interrompi com um sorriso e uma cotovelada nas costelas enquanto eu me sentei para ver melhor o seu rosto..
Ele sorriu. "Entendi. Mas alguns deles assumiram que se você estivesse grávida, então talvez os mitos e as lendas fossem verdade, e você estava carregando...", ele fez uma pausa com os lábios e a testa franzida. Eu terminei a frase para ele.
"Talvez eu estivesse carregando um monstro."
Ele balançou a cabeça. Estendi a mão, apoiando-o no peito, sorrindo, incentivando-o. Depois de um momento, ele continuou.
"De certa forma, eu posso entender isso. Como você apontou, foi a minha primeira hipótese, também. E a sua primeira preocupação foi com você, se você estava em perigo, mesmo que Sue havia dito a eles que você estava bem e parecia feliz. " Ele respirou e os tendões do seu pescoço e mandíbula estavam fechados com a tensão. Continuei a acariciar os meus dedos sobre o seu peito, passando minha mão e escorregando-a sob a camisa para que eu pudesse sentir sua pele. Assim, ele podia sentir a minha também.
"Estou muito feliz."
Ele pareceu se acalmar um pouco, soltou um suspiro e continuou falando. "E a sua próxima preocupação era se o bebê podia ser um risco para a sua segurança humana."
"Como nos mitos."
Ele balançou a cabeça. "Como nos mitos. Billy e Sam só queriam descobrir a verdade sobre os nossos planos, como nós esperávamos que eles fossem. Mas alguns dos outros..." ele fez uma pausa e fechou os olhos por um momento. "Alguns dos outros estavam exigindo ação. Eles acreditavam que o tratado foi quebrado."
Eu não entendo isso. "Por quê? Não é o tratado de não matar seres humanos e não criar novos vampiros?"
Ele abriu os olhos e ele olhou para mim. Ele estava com raiva, e o conjunto de seu rosto mudou. Suas mandíbulas, os planos de seu rosto, tornaram-se mais nítidos, mais difíceis. Suas narinas abriram ligeiramente e suas palavras vieram com os dentes cerrados.
"Eles argumentaram que, deliberadamente, impregnando-a com o meu "esperma do mal", eu estava criando um novo vampiro, e de boa vontade, que poderia te matar no processo. Aparentemente eu tinha te usado para produzir um exército de vampiros".
Fiquei chocada e irritada. Meu suspiro era audível e eu podia sentir a fúria correndo através de dele. Percebi que as suas mãos já não estavam atadas atrás de sua cabeça, mas estava segurando o frame da cama de ferro - Eu podia a sentir balançar ligeiramente. Seus olhos eram quase negros. Mas havia algo mais lá, por entre a sua ira. Edward ficou ferido.
Ele esperava que os Quileute fossem curiosos, ele tinha assumido que eles queriam saber e que ele estava preparado para responder a suas perguntas, mas serem capazes de dizer uma coisa tão terrível o magoou profundamente. Muito profundamente.
"Como... quem? Você não disse Billy ou Sam? Não é Seth?"
"Não, Seth, também. Estavam apenas curiosos, como esperávamos. Mas os outros ... você sabia que existem mais lobos agora? E eles ...," ele suspirou. "Sam precisava levantar suas preocupações comigo, para que ele pudesse retomar a prova de que eles estavam errados."
"Mas como eles poderiam até mesmo ...", eu parei ofegante. Minha própria raiva não ia ajudá-lo. Em vez disso eu me deitei ao lado dele e me aninhei ao seu lado.
"Oh, Edward amor...".
Foi a primeira vez que eu já tinha usado a ternura, ele usou para me confortar tantas vezes. Ele virou o rosto para mim rapidamente, surpreso, e de repente, a raiva começou a desaparecer de seus olhos. Seu corpo relaxou só um pouco, e ele sorriu suavemente quando eu continuei a fazer massagens longas sobre o seu peito.
"Mas eles vão saber a verdade agora, não é mesmo?"
Ele estava balançando a cabeça quando olhou para o teto. Ele soltou da estrutura da cama,trouxe um braço para baixo e colocou sua mão sobre a minha em seu peito.
"Eles sabem a verdade, agora, sim. Embora o lobo cinzento, Zeke, não está convencido. Ele está procurando por uma briga, eu podia ver os pensamentos de Sam que ele poderia ser um problema. Ele está procurando maneiras de lidar com ele. "
Eu balancei a cabeça. "Então, Sam vai cuidar de Zeke e nós vamos ficar longe de La Push." Eu simplesmente disse e ele me deu outro sorriso suave. "Vai ficar tudo bem, Edward."
Ele balançou a cabeça e suspirou. "Eu acho que as camisetas ajudaram um pouco."
Camisetas?
"As camisetas?"
Um sorriso pequeno. "Você não percebeu? Emmett estava usando " O melhor tio do mundo".Ele levantou algumas sobrancelhas para os nossos visitantes.
Eu dei uma risada rápida. "Sério? Ele colocou para a ocasião em especial?"
"Não, ele já estava usando. Jasper tinha a sua, também, exceto que ele tinha riscado e escrito segundo melhor tio com marcador permanente. Ele e Emmett estavam lutando sobre a alteração quando os lobos chegaram. Ficaram um bocado .. . surpresos. "
Eu ri e ele deu um sorriso fraco antes suspirar pesadamente virando para o lado, para se enrolar em mim. Eu passei meus braços em sua volta e ele descansou a cabeça contra o meu peito, escutando meu coração. Eu o abracei, acariciando a nuca e colocando beijos suaves em seu rosto, testa e cabelo, dizendo que o amava. Aos poucos, senti a tensão deixá-lo, a raiva e a mágoa desaparecendo.
Nós ficamos quietos por um tempo, até pensei que era hora de algo mais feliz.
"Edward, eu estive pensando."
"Hum?" Ele ainda estava aninhado apertado em meus braços, abraçado contra mim.
"O que você acha do Basil, para um menino?"
Ele ergueu a cabeça e olhou para minha cara, assustado. Isso puxou sua atenção fora dos lobos.
"Basil? Agora ele estava franzindo a testa. Suas sobrancelhas perfeitas estavam arqueadas e eu alisei o meu dedo sobre o vinco que tinham criado. "Er, Bella ... você não está falando sério, não é?"
Eu encolhi os ombros. "Ok, não Basil. Marmaduke Que tal? Ou Bertha, para uma menina?"
Aquele sorriso torto estava começando a aparecer, a luz foi voltando aos seus olhos. Meu coração tinha saltado um pouco.
"Bertha"?
Eu balancei a cabeça, sorrindo e, de repente, ele sorriu de volta, os olhos brilhando.
"Sim, tudo bem. Eu gosto de Bertha. Bem, isso está decidido então." Ele se deitou de costas, sorrindo.
"O quê? Não!" Eu estava rindo,eu peguei um travesseiro e bati em sua cabeça. Ele não podia acreditar em mim. Ele levantou os braços para desviar dos golpes de penas, e tentou falar com o seu próprio riso. Ele rolou na cama, tentando fugir de mim, porque afinal de contas, eu era uma ameaça.
"E eu acho que deveríamos ter Crispian para um menino. Ou talvez Algernon. Oh, eu sei Bella, imagine algo como Crispian Algernon Cullen? Eu acho que tem um bom toque para ele, não é?"
Gostei muito de ver ele assim, feliz e brincalhão, e eu estava rindo tanto que eu quase caí da cama. A mão de Edward me agarrou, me puxando para seu colo. Ele beijou o topo da minha cabeça.
"Edward, não estamos chamando o bebê de Crispian ou Algernon".
"Não?"
"Não!"
Suas risadas lentamente cessaram. "Bem, como você quer chamá-lo, ou ela?" Seus braços estavam ao meu redor, as mãos repousando sobre minha barriga. Eu inclinei a cabeça para trás contra o seu ombro.
"Bem, eu tenho algumas idéias."
"Você vai compartilhar?"
"Elas não são nada muito escandalosas. Eu meio que gosto de clássicos."
"Bella ...", sua voz era severa e eu virei minha cabeça ao redor para olhar para ele. Seu rosto estava sério, mas seus olhos estavam brilhando através de seus cílios escuros e não era apenas a sugestão de um sorriso em seus lábios. "Amor, não estamos chamando o bebê de Sr. Darcy."
A risada irrompeu do meu peito. "E quanto Heathcliff, então?"
Ele gemeu um riso e eu desgrenhei seus cabelos com a minha mão.
"Não. Não Heathcliff. E não Sr. Bingley, ou Edmundo, Romeo ou ..."
"Ok, ok, eu entendo", eu sorri. "Mas nós provavelmente devemos fazer uma lista em algum momento."
"Eu já tenho", disse ele timidamente.
"Você, onde?" Meus olhos olharam para escrivania, mas ele bateu com o dedo em sua cabeça.
"Oh. Bem vamos lá, vamos tê-los." Eu estabeleci-me mais em seu colo, mas me virei de lado o suficiente para que eu pudesse ver seu rosto. Os olhos dele amoleceram e sua timidez pareceu aumentar.
"Suponho que, sendo um produto um pouco do meu tempo, principalmente eu, como os clássicos também."
"Mm ...?"
Ele baixou os olhos e parecia incerto. "Eles podem ser antiquados, mas eu gosto de Charlotte e Susannah.
Eu balancei a cabeça, sorrindo. " São dois nomes lindos, Edward."
Ele olhou para cima, empurrando para trás o cabelo e me deu um sorriso rápido. "Graça e e Emma. "Talvez Sophia."
"Eu gosto desses, também. E Elizabeth." Eu adicionei o nome de sua mãe para a lista e seu sorriso se tornou quente.
"E Elizabeth", disse ele baixinho.
"Você está esperando por uma menina?" Não havia nomes de meninos entre sua lista.
"Não, não necessariamente. Estarei encantado com tudo o que vier. Eu tenho uma lista de meninos também."
Estendi a mão e toquei seus olhos. "Diga-me."
Outra respiração. "Mais clássicos, eu estou com medo." Eu balancei a cabeça para ele continuar. "William Alexander, Angus". Ele deu de ombros. "Não é muito antiquado?"
"Nem um pouco." Eu sorri. "Mas você disse que estão na sua memória, como os clássicos. Há outros que você goste?"
Ele mudou um pouco sem jeito. "Bem, eu gosto de Zoe, uma menina. É grego, significa vida."
Eu sorri. Eu podia ver como ele gostava.
"Mas isso pode ser um pouco... fora do comum, eu não sei." Ele deu de ombros novamente. "Eu nunca escolhi o nome de ninguém antes. Eu não quero que minha escolha seja responsável por qualquer provocação na escola."
Meu coração encheu-se para o homem me abraçando. Como ele já tinha pensado que ele era um monstro, eu nunca saberia. Eu estendi a mão ao seu rosto e acariciei sua bochecha.
"Eu não acho que é muito incomum". Eu dei uma pequena risada. "Surpreende-me, porém, se você pensa que é. Você esteve ao redor através dos anos sessenta e setenta, você poderia escolher nomes mais incomuns do que este."
Ele sorriu. "Eu fiz o encontro ocasional ou Moonbeam Starshine, sim."
"E eles não estão na sua lista?" Abri os olhos arregalados de surpresa.
"Não, eles não estão", ele riu. "Embora, houve um nome que eu gostei ...", ele parou por um instante. "Patchouli".
"Pat ... o quê?"
"Patchouli. Para uma menina."
"Quer dizer, como o óleo ou o incenso?"
"Eu estava pensando mais a flor." Seus dedos estavam brincando sobre a pele exposta de meu joelho e ele não estava olhando para mim. Estava tímido novamente.
"Ah. A flor." Uau, ele me surpreendeu. Talvez houvesse um pouco de hippie em Edward, afinal.
"Tem certeza de que não há incensos ou lenços de cabelo escondidos no seu armário?" Eu o provoquei e ele riu.
"Não, nenhum deles. Eu prometo."
Eu repeti o nome um par de vezes na minha cabeça - bonito. "Você quer acrescentar à lista?"
Ele torceu os lábios, quando pensou. "Eu não penso assim. Como Zoe, que poderia ser muito incomum. É apenas um nome que eu ouvi uma vez e gostei."
Ele sorriu para mim e me olhou novamente, seus longos dedos começaram a brincar com a barra do meu robe. "Então o que está em sua lista, Bella?"
Eu aninhei contra ele e seus lábios colocaram um pequeno beijo na minha testa.
"Bem, eu gosto dos nomes que você mencionou, mas eu também gosto de Edward." Eu olhei para ele, para ver sua reação. Ele parecia curioso, sobrancelhas ligeiramente puxadas pra cima.
"Quer dizer, o nome dele depois de mim, se fosse um menino?"
"Nós poderíamos. Sempre foi um dos meus favoritos."
Ele pensou por um momento. "Isso era comum, no meu tempo. Nome do filho igual ao do pai."
Eu balancei a cabeça. Eu sabia o nome de seu pai tinha sido Edward também.
"Seu nome torna-se uma grande parte de quem você é, Bella ... Eu realmente acho que é bom para uma pessoa ter seu próprio nome. Eu prefiro não usar o Edward."
"Ah, ok. Bem, talvez como um nome do meio, então?"
Ele sorriu e curvou o dedo em torno de alguns cabelos dispersos pela minha bochecha. "Talvez." Ele beijou-me rapidamente nos lábios. "Conte-me mais da sua lista."
"Bem, eu gosto de Sara, Paulo ..." Parei. "E Masen."
Sua sobrancelhas arquearam. "Masen?"
Eu balancei a cabeça, mordendo meu lábio. "Para um menino. Eu sei que não é um nome regular em primeiro lugar, mas muitas pessoas usam apelidos para nomes agora. É apenas um pensamento, algo a considerar."
Ele me beijou ternamente. "É definitivamente algo a considerar." E ele descansou sua testa contra a minha.
Ele me beijou um pouco mais antes de retroceder, traçando círculos sobre meu ombro com os lábios. A mão dele já tinha posto de lado o roupão.
"Ou nós poderíamos nomeá-la depois de algum lugar especial para nós." Eu murmurei enquanto seus lábios gelados deixaram um rastro de calor sobre minha pele.
Ele riu, o som vibrando contra mim. "Nós vamos chamar o bebê de Clareira?"
Eu ri. "Não, não clareira".
"Laboratório de Biologia 3?" Ele ergueu a cabeça e olhou para mim, levantou a sobrancelha.
"Não!"
"Volvo ...?"
Nós estávamos rindo novamente, assim como o bebê que mecheu um pouco forte.
"Ooh ..." Sentei-me rapidamente no colo de Edward e bati meu ombro em sua mandíbula tensa. "Ai!" Isso ia ficar roxo.
"Bella!"
"Bem, bem, eu estou bem."
Rapidamente peguei a mão dele que estava esfregando meu ombro e coloquei firme na minha barriga. E, com certeza, sim, outro baque. Os olhos de Edward derreteram nos meus.
"Você sabe o que isso significa, Edward?"
"O quê?"
"Acho que o bebê realmente gosta de Volvo."
Ele riu. "Poderia ser pior."
"Você acha?"
Ele balançou a cabeça. "Ele poderia ter chutado com Berta".
Ainda estávamos rindo, quando Edward de repente olhou para a porta.
"Venha, Alice", ele falou com um volume normal, eu rapidamente ajustei meu robe enquanto a porta se abria. Alice chegou sorrindo, carregando um embrulho de papel pardo.
"Está tudo bem?" ela perguntou, referindo ao humor de Edward.
"Sim, está tudo bem", Edward respondeu e se virou para mim, enrugando todo meu cabelo novamente. "Minha esposa sempre faz tudo melhor."
Revirei os olhos para ele e ele sorriu. "Mas é verdade, você faz", ele sussurrou enquanto beijava minha orelha.
"Isso veio para você, Bella." Alice me entregou a encomenda e eu reconheci a escrita imediatamente.
"Oh, de Renee. Deve ser o minhas antigas coisas de bebê."
"Ooh, eu posso ver?" Alice se sentou na cama sem esperar por uma resposta.
Eu abri o pacote. "Mantas de bebê!" Havia duas. Ambos eram de tecido branco, mas uma tinha coelhinhos azuis e a outra tinha patos amarelos. Havia um bilhete dobrado dentro e eu li.
Bella Querida,
Estou tão feliz por você e Edward. Eu não guardei as coisas de bebê como eu pensava, apenas estes dois cobertores. Eles são especiais, no entanto. Charlie e eu os compramos juntos no dia em que descobri que estava grávida de você. Eu também mantive o Lumpy, o seu camelo de pelúcia, mas as traças o destruiram e ele perdeu uma orelha e uma corcunda, desculpe. Eu incluí um par de outras coisas que possam ser úteis. Não posso esperar para vê-la, beijos,
Amo, mamãe
Fiquei imaginando o que seriam as outras coisas, quando eu me virei para olhar para Edward. Ele estava olhando para Alice. Alice estava olhando os patinhos amarelos.
"Bella ...", Edward me encarou sorridente. "Este é o cobertor da visão de Alice".
Minha boca aberta. "Sério?"
Ele balançou a cabeça. "O que eu estou segurando o bebê no quarto."
"Ele está certo." Alice tinha terminado o seu exame no pequeno embrulho. "É o mesmo".
Eu sorri e peguei pra dar um olhar mais atento.
""Eu gostaria de poder ver a sua visão, Alice," eu disse suavemente e o meu dedo traçou um dos patos ".
"Você vai ver a coisa real, logo, amor", Edward disse gentilmente, se aproximou e beijou o topo da minha cabeça. Eu sorri para ele. "O que mais ela te mandou?" Ele vasculhou o embrulho e tirou um livro.
"Cantar para o Parto", ele olhou para mim, as sobrancelhas levantadas antes de pegar a próxima coisa. Um CD. "Canção da baleia para a sala de parto."
Eu encolhi os ombros. "Renee". O que mais eu poderia esperar?
"Você vai cantar a música da baleia, enquanto você está tendo o bebê?" Alice parecia confusa.
Eu balancei minha cabeça. "Eu não estava planejando",
"Oh, eu não sei, amor, talvez valesse a pena tentar. Eu poderia tocar piano e poderíamos cantar juntos". Os olhos de Edward estavam brilhantes quando ele riu.
"Ooh!" Alice saltou da cama e bateu palmas. "É aqui!" ela gritou enquanto corria para fora da sala.
"O que está aqui?" Edward parecia muito animado quando eu perguntei a ele.
"A van de entregas. Parece que o berço está chegando." Ele inclinou a cabeça ligeiramente. "Agora há uma segunda van, provavelmente as coisas que comprei, em Seattle."
"Oh!" Fiquei animada agora, também.
Ele puxou minha mão. "Venha Sra. Cullen, venha assistir seu marido biscateiro montar o berçário."
Eu não podia esperar para ver isso. Saltamos da cama e ele me puxou para um abraço caloroso.
"Bella", ele sussurrou enquanto beijava ao longo do meu maxilar.
"Mmm, Edward ..."
"Você nunca me comprou um cinto de ferramentas amor."
N/A: Oi girls! Quase morri de rir traduzindo o capítulo! Patchouli? Wtf?
E Berta ? kkkkkkkkkk Eu gosto de Masen *-* E vocês ? Deixem reviews! Beijos mil!
