flores... mais um capitulo... espero que gostem... será a Bella vai aceitar sair com o Ed...não se esqueçam das minhas reviews... bjuxx^^


— Mamãe! — exclamou Seth, acomodado no banco do lado do passageiro do carro. — Aonde está indo?

— O quê?

— Passou direto pela nossa rua! - Bella suspirou aborrecida.

Estava tão distraída desde que saíra da cobertura de Edward que precisava se esforçar para manter o pensamento no que estava fazendo. Ainda bem que se lembrara de entregar o dinheiro a Angela na porta da escola. E, felizmente, ela estava com tanta pressa que não teve tempo de parar e conversar. Bella não gostaria de falar sobre como tinha sido o seu dia. Nem ela mesma acreditava que Edward Cullen era o consagrado escritor Anthony Masen e que ele a convidara para acompanhá-lo ao jantar de premiação. E, por mais que tentasse negar para si mesma, estava lisonjeada por isso e louca de vontade de aceitar o convite.

Enquanto manobrava para retornar, convencia-se mentalmente de que tomara a decisão correta ao recusar o pedido.

Afinal, não era tão tola. Sabia que Edward, ou Anthony, seria um homem aventureiro e mulherengo, tal como Hal Hunter, o personagem central de seus livros. Não se deixaria enganar pela aparência honesta e sincera que ele demonstrara. O estilo de vida liberal a que parecia acostumado estava estampado em quase todos os ambientes da cobertura. Desde a piscina até a sala de ginástica. Sem falar na majestosa cama de casal na suíte master, que possuía todos os requintes sensuais possíveis. Uma enorme tevê de plasma na parede oposta à cama e um dispositivo que regulava a intensidade da luz do ambiente. No amplo banheiro, uma hidromassagem em que cabiam duas ou três pessoas.

E o fato de ele nunca ter se casado, apesar de já estar beirando os 40 anos, revelava claramente a sua escolha de vida. Com certeza, um homem como ele não esperaria um relacionamento platônico e um beijo inocente de despedida no final da noite. Ele apenas concordara para convencê-la a aceitar o convite. Sem dúvida, tinha ficado interessado logo que soube que ela era viúva. Portanto, uma presa fácil!

Edward não era o primeiro homem a convidá-la para sair, mas o único que a deixara tentada a concordar.

Por que seria?, Bella se perguntou em pensamento enquanto descia a rua em que morava.

O fato de ser o autor dos seus livros preferidos talvez fosse o motivo principal. Contudo, a expectativa de uma noite badalada em Sydney era uma atração irresistível para uma mulher suburbana que há muitos anos não experimentava algo parecido. A rotina de sua vida se resumia a passeios casuais. E não havia nenhuma ocasião diferente em que precisasse de um vestido especial. Nem mesmo no Natal. E Bella adorava se vestir para um encontro amoroso. Pelo menos era como reagia quando Jacob era vivo.

Por tudo isso, ela estava convencida de que o desejo de aceitar o convite de Edward nada tinha a ver com o fato de achá-lo atraente. Ela gostava de homens fortes, educados e de olhos escuros. Nada parecido com aquela fortaleza de músculos, vontade poderosa e os mais incríveis e penetrantes olhos verdes.

Bella entendeu a surpresa de Edward, quando ela declarou que não aceitava convites para sair com homem nenhum. Porém, estava convencida de que conseguira contornar a situação. É claro que seria muito embaraçoso lhe contar o motivo real da recusa do convite. Embora não tivesse sido totalmente falsa. Ela detestava a maneira como algumas mulheres se comportavam. Levavam os amantes para a própria casa, sem se importarem com o que poderiam causar a seus filhos. E, apesar disso, poucas tentavam encontrar um homem decente que quisesse assumir um verdadeiro compromisso. A maioria deles, assim que conseguisse saciar o apetite sexual, desaparecia da vida delas. Ela testemunhara isso acontecer inúmeras vezes com as mulheres que conhecia. E as coitadas depois de se deixarem iludir, acabavam abandonadas e com os corações partidos.

— Acho que fiz a coisa certa — ela murmurou, enquanto estacionava na garagem do sobrado que se esforçara muito para quitar depois da morte do marido. O seguro recebido não fora suficiente para saldar a hipoteca. Foi preciso muita coragem para manter a estabilidade financeira dela e do filho. Por isso, mesmo que desejasse manter um relacionamento durante aqueles anos, não teria sido possível em virtude da absoluta falta de tempo.

Assim que estacionou o veículo, Seth abriu a porta e saiu apressado, antes mesmo de esperá-la desligar o carro. Bella apanhou a mochila do filho e, depois de fechar a porta da garagem, encontrou-se com ele na entrada principal.

— Posso ir brincar na casa do Quill?

— Primeiro precisa tirar o uniforme e fazer a lição de casa.

— Mas hoje é sexta-feira! — protestou o garoto — Posso fazer isso amanhã!

— Não. Não pode. Amanhã você ficará na casa de sua avó enquanto vou fazer compras. E, ambos sabemos que não conseguirá fazer nenhuma lição enquanto estiver lá, não é? — questionou ela enquanto retirava as chaves da casa de dentro da bolsa.

—Ainda bem que vou ficar na casa da vovó, amanhã. — Revelou o menino com ar rebelde. — Ela me deixa brincar. Não é como você!

— Não se atreva a falar comigo dessa maneira, jovenzinho! — Bella o repreendeu, no mesmo instante em que abria a porta e pensava no quanto era difícil ser mãe.

— Agora entre e faça o que mandei!

Horas depois, Bella ainda estava ressentida com o comportamento do filho e sentia até um certo ciúme pela admiração que ele demonstrara pela avó.

Ele parecia não se importar com o fato de que Renée era a mulher mais desleixada do planeta! Além de não se importar muito com a limpeza da casa, ainda havia o fato de que ela não gostava nem um pouco de cozinhar. Bella crescera tendo de jantar feijões cozidos ou torradas, na maioria das vezes. O único talento que via na mãe era a habilidade com a criação de potes artísticos de argila. Contudo, o lucro obtido com a venda dos artesanatos não era nada animador.

— Mamãe, posso assistir a um filme com você na tevê? — pediu Seth, aparecendo no vão da porta da cozinha.

Bella desviou a atenção da louça do jantar que lavava, e olhou para o filho:

— Não, Seth. Depois de um dia de estudos é melhor descansar. Não quero vê-lo cansado e sonolento amanhã cedo. Já são 20h30. Está na hora ir para a cama.

— Ah, mãe! Por favor!

— Não insista, Seth. — Ela determinou com firmeza na voz.

— Você nunca deixa fazer nada que eu quero! — reclamou o garoto.

— Amanhã poderá dormir até mais tarde. Quando eu voltar do shopping, depois que tiver feito as compras necessárias, iremos à locadora e apanharemos um filme de que você goste. Desde que não contenha muita violência.

— Promete? — Seth perguntou com um brilho de alegria nos pequenos olhos negros como os do pai.

— Prometo.

— Legal!

Bella comprovou a felicidade do menino só pelo fato de ele ter ido para a cama sem maiores protestos. Quando, minutos depois, ela subiu as escadas e entrou no quarto do pequeno, sorriu ao ver as faces ainda coradas pela alegria.

— Boa noite e bons sonhos, meu querido. — Bella murmurou enquanto acariciava os cabelos negros e sedosos do garoto. Depois se inclinou e beijou-lhe a testa. — Eu te amo.

— Também te amo, mamãe!

Ela sentiu o coração apertado diante daquelas palavras. Afinal, havia uma grande recompensa em ser mãe. Embora fosse uma tarefa difícil de ser enfrentada sem um companheiro para ajudá-la na educação da criança. Não que Jacob tivesse demonstrado ser um pai severo. Muito ao contrário. Era permissivo demais com o filho e até mesmo com ela. Às vezes parecia até indiferente. Deixava que ela tomasse todas as decisões. E, embora gostasse de dirigir a agência, houve momentos em que desejaria ter um homem mais decidido ao seu lado. De modo geral, Jacob tinha sido um bom companheiro, porém fraco demais. Quem sabe isso não se devesse à falta de uma vida sexual ativa, que ela negava e...

No momento em que os sentimentos de culpa começaram a perturbá-la, Bella ergueu-se e procurou afastá-los. Passado era passado. Não havia como voltar atrás e tentar remediar os erros cometidos.


Como sempre fazia quando estava aborrecida, Bella procurava realizar alguma atividade. Seguiu para a lavanderia e recolheu a roupa seca, que fora lavada no dia anterior. Após colocá-la num cesto, retornou para o andar superior e entrou em seu quarto onde guardava a tábua e o ferro de passar.

Sabia que a maioria das mulheres detestava passar roupas. Mas ela, ao contrário, considerava uma terapia. Ela apreciava ver as roupas bem passadas quando as estendia sobre a cama.

Tinha apenas acabado de passar uma das camisas do uniforme de Seth, quando o telefone do escritório tocou. Deixou que a secretária eletrônica atendesse enquanto estendia a blusa, mantendo-se alerta ao recado que estava sendo deixado.

Quando ouviu a voz forte e sonora de Edward, quase desmaiou de susto.

É Edward Cullen quem está falando, Bella. Infelizmente parece que tenho apenas o número do seu trabalho. Tenho esperanças de que esteja em casa e que de vez em quando verifique as mensagens deixadas no escritório. Se isso acontecer, por favor, me ligue de volta a qualquer hora da noite. Você tem o número do meu telefone. Se você não retornar a ligação até amanhã cedo, então ligarei para Angela e pedirei o número do seu celular. Sei que poderá não gostar disso, mas não vejo outra maneira de entrar em contato com você.

Após Edward desligar, Bella permaneceu imóvel por alguns segundos para acalmar os pensamentos atordoados e as batidas aceleradas do coração. Preferiu acomodar o ferro de passar roupas na base e sentou-se na beirada da cama para espairecer um pouco.

Considerou que ele não estaria ligando por causa da limpeza do escritório, porque, se fosse isso, apenas deixaria o recado e não pediria retorno. Com certeza estaria pensando em insistir no convite para o jantar. Disso não tinha mais dúvidas, a questão que permanecia era a razão de tanta insistência. Um homem como ele teria muitas mulheres lindas e disponíveis. Por que ela?

Porque você disse não!, uma voz interior avisou.

Ela sabia bem qual a razão, concluiu Bella.

Se as circunstâncias fossem diferentes, ela simplesmente ignoraria o recado. Mas a ameaça de ligar para Angela significava algum problema. Se permitisse que ele fizesse isso, Angela se precipitaria em conclusões errôneas e iniciaria os comentários sobre um possível romance entre ela e Edward. Portanto, não havia alternativa a não ser ligar para o teimoso escritor. Contudo, pretendia colocá-lo no seu devido lugar e dizer-lhe que não havia gostado do modo como a ameaçara, sabendo que não gostaria de que contatasse Angela.

Só o pensamento de ter que confrontá-lo já lhe causava arrepios. Mas isso teria que ser feito e, quanto antes, melhor.

Decidida, abandonou o quarto e seguiu pelo corredor na direção do escritório. O pedaço de papel com o número de telefone dele ainda estava sobre a escrivaninha. Ela sentiu um ligeiro tremor nas mãos quando apanhou o telefone.

Edward atendeu logo no segundo toque. Parecia estar aguardando pelo telefonema dela.

— Estou feliz que tenha ligado! — Ele exclamou com tanta doçura na voz, que ela quase esqueceu o ressentimento.

— O que deseja Edward?

"Você" ele sentiu vontade de dizer, mas não o fez.

— Quero lhe dar a chance de mudar de idéia quanto ao jantar de amanhã. — Declarou ele com diplomacia e ouviu-a suspirar do outro lado da linha. Infelizmente percebeu que não parecia um suspiro de prazer ou rendição.

— Não vou mudar minha decisão, Edward.

— Espere até ouvir o que tenho a lhe dizer.

— Estou ouvindo.

— Quanto tempo faz que você não comparece a um jantar formal?

Bella suspirou outra vez, antes de responder.

— Já lhe disse: não aceito encontro com homens.

— Há quanto tempo?

— Cinco anos, suponho.

— E há quanto tempo não passa uma noite em Sydney?

— A mesma coisa.

Exatamente como ele havia pensado. Ela deveria ser uma das mulheres mais solitárias do mundo. E muito carente por afeto masculino.

— E se não rotularmos o festival de amanhã como um "encontro"? Mudaria algo? Que tal se pensar nisso como um favor especial a um cliente de sua agência?

— Um favor?

— E dos grandes! Não imagina como é difícil comparecer a uma festa dessas estando desacompanhado. E é o que acontecerá se não concordar em ir comigo.

— Não seria preciso ir sozinho. Tenho certeza de que existem muitas mulheres em seu círculo de amizades que adorariam acompanhá-lo.

— Acredite ou não, não sou tão social quanto imagina. Ou pelo menos é como tenho me comportado desde que comprei esta cobertura e me dispus a terminar o livro. Não fiz outra coisa a não ser enfiar o nariz no computador. Saí apenas algumas vezes para fazer compras e surfar. Por isso é que afirmo que, se não me acompanhar, não teria outra pessoa para convidar.

— Isso é algo muito difícil de acreditar. Deve ter uma agenda lotada de números de telefones.

E Edward realmente tinha. Porém não sentia vontade de ligar para nenhuma outra mulher. Ninguém em sua agenda se comparava à estonteante beleza da intrigante senhora Black.

— Acho que está me confundindo com meu personagem, Bella. Hal Hunter é que tem um pequeno livro negro com nomes e números de telefones.

— Ah!...

— Normalmente as pessoas me associam a Hal. Essa é mais uma das razões pelas quais gostaria que fosse comigo. Ficaria livre do assédio das inúmeras mulheres que ficam loucas para conhecer "Hal Hunter". Se eu estiver com uma linda morena ao lado, talvez possa sair "ileso". Só de olharem para você, ficariam desencorajadas de chamarem minha atenção.

— Não sei, Edward...

Ele sentiu a adrenalina jorrar nas veias. Ela estava começando a fraquejar.

— Prometo que me comportarei como um perfeito cavalheiro e não lhe darei trabalho quando nos despedirmos.

Houve uns segundos de silêncio. E então, Edward voltou a falar:

— Pense no jantar "cinco estrelas" e no vinho de primeira qualidade — ele provocou. — O restaurante é um dos mais famosos de Sydney e também fica próximo do porto. Dali se pode avistar a ponte e o Teatro de Ópera.

Bella suspirou mais uma vez. Mas agora ele podia notar-lhe a rendição.

— Você sabe mesmo como tentar alguém...

— Não seria louca de perder a chance. Ainda mais que irei apanhá-la e deixá-la de volta na porta de casa! E... sem paradas intermediárias. — Ele acrescentou com uma pitada de malícia.

Bella limitou-se a sorrir e Edward prosseguiu na persuasão:

— Será uma noite inesquecível, Bella. Há quanto tempo não tem uma diversão dessas?

— Tempo demais, segundo minha mãe.

— Parece ser uma mulher sábia. Deveria ouvir os conselhos dela.

— Ela quer que eu me case outra vez.

— As mães são sempre assim.

— A sua nunca o pressionou para se casar, Edward?

— Minha mãe faleceu há muito tempo.

— Oh! Sinto muito.

— Meus pais morreram num acidente de carro, quando eu tinha 15 anos.

— Que tragédia!

— Pois é. O motorista do caminhão, que causou o acidente, nem mesmo tinha habilitação e dirigia embriagado. Foi condenado a apenas 12 meses de prisão.

— É impressionante como um juiz pôde dar uma sentença tão leve para alguém que provocou a morte de duas pessoas!

— A injustiça é apenas mais uma palavra até que ela aconteça com você. — Ele afirmou com a voz magoada.

— Imagino que sim. — Concordou Bella, imaginando como deveria ter sido terrível para ele perder os pais tão de repente. Os pais dela tinham se divorciado, mas tudo ocorrera de maneira amigável. O pai de Bella era um homem que gostava de organização e não suportou viver mais tempo com o estilo de vida desordenado da mulher. Assim que encontrou alguém mais compatível pediu a separação. Ela não se lembrava muito de como era seu pai, mas jamais o condenara, porque ela mesma tinha saído de casa tão logo tivera oportunidade.

— Melhor mudarmos de assunto — sugeriu Edward, com a voz entristecida. — Presumo que não irá contar para sua mãe que vai sair comigo amanhã.

— Se ela descobrir que vou sair com um homem, não irá parar de me atormentar. E se souber que esse homem é Anthony Masen, nunca mais terei sossego.

— Ela é fã de Anthony Masen?

— Infelizmente eu mesma a entusiasmei e emprestei-lhe os livros que comprei. Ela ficou obcecada pela história.

— Então não lhe diga nada.

— Impossível. Precisarei pedir-lhe que fique com Seth. Não confiaria em mais ninguém para deixar meu filho.

— Pensará em um desculpa convincente.

— Não será tão fácil. Não possuo a sua imaginação.

Edward não se considerava uma pessoa com uma imaginação fértil. A maioria das situações que relatava em seus livros tinha realmente acontecido. Mas preferia não revelar isso.

— Quando se conta uma mentira, deve-se aproximá-la o máximo da verdade para que não haja problemas futuros — ele aconselhou. — Por que não diz que uma amiga ganhou dois convites para o festival de premiação literária e pediu que a acompanhasse? Assim, ficará à vontade para comentar tudo o que quiser sobre o evento.

— Isso é brilhante, Edward!

— Eu sou brilhante!

— E também modesto.

— Com certeza! — exclamou ele com ironia.

— Mas... poderei confiar na sua promessa? — perguntou Bella com insegurança.

— Duvida de mim?

— Hal nem sempre mantém o que promete.

— Eu não sou Hal.

— Não tenho muita certeza. Seus livros sempre são escritos na primeira pessoa.

— É apenas um estilo literário para fazer com que o leitor se sinta fazendo parte da história.

— E foi um sucesso!

— Obrigado. Agora vamos deixar Hal de lado e falar sobre o festival de amanhã. Sem pretender ofendê-la, gostaria de saber se tem algum vestido formal. O traje será a rigor.

— Precisa ser um vestido longo?

— Não necessariamente. Um estilo de festa estará bom.

— Comprarei algo amanhã. Precisava mesmo fazer algumas compras para o Natal.

— Natal? Mas ainda estamos em outubro!

— Não gosto de deixar para comprar os presentes no último minuto. Além disso, o Tuggerah está com boas ofertas para o verão.

— Onde fica o Tuggerah?

— Você não conhece muito a região, não é?

— Mas conheço o Erina Shopping Center. Por que não faz as compras lá? Eu poderia me encontrar com você e tomaríamos um café juntos, o que acha?

— Não é uma boa idéia, Edward. E não se esqueça de que vou acompanhá-lo apenas porque me convenceu de que seria um favor. Não será um encontro. Não espere de mim um comportamento diferente do que foi combinado.

Pode fingir o quanto quiser doçura. Mas sei que gostou de mim. Amanhã será apenas o começo, pensou Edward, mas não seria tolo de revelar o que estava em sua mente.

— Passarei na sua casa às 18h em ponto. Agora só falta me dizer o endereço e a direção exata para que eu não me perca. E seria importante também o número do seu celular.

— Por que o número do meu celular?

—Nunca se sabe. Posso me perder no caminho e preciso me prevenir.

— Isso é o que Hal sempre diz.

— É mesmo? Então acho que tenho algo em comum com meu personagem.

Não só isso, mas também os galanteios, pensou Bella. Preocupada com a decisão de aceitar o convite dele. Onde estava com a cabeça quando permitiu que ele a convencesse a mudar de idéia? Tinha retornado a ligação com a intenção de censurá-lo e acabou por concordar em fingir ser sua namorada por uma noite, com o pretexto de fazer-lhe um favor. Sem contar com a tentação que era um jantar sofisticado e uma noite de diversão. E será que realmente ela iria achar divertido ficar todo o tempo ao lado de um homem charmoso como ele e saber que depois o dispensaria na porta de casa?

Diante do silêncio de Bella, Edward resolveu arriscar:

— Não está com segundas intenções, está? Bella girou os olhos. Seria ele vidente?

— Claro que não! — respondeu ela com rispidez. Edward deu uma gostosa gargalhada.

— Estou com caneta e papel à mão. Que tal me dizer o endereço?

Bella revelou a rua e o número de sua residência e a direção que deveria tomar da maneira mais detalhada possível. O único problema era que ele nunca ouvira falar da estrada de Tumbi Umbi, embora não fosse muito distante de Terrigal.

— Na agência da companhia telefônica da avenida central há uma mapa de toda a costa. Dê uma espiada nele e conseguirá localizar a rodovia.

— Não se preocupe. Chegarei no horário. Obrigado, Bella. Até amanhã.

Quando ela repôs o fone no receptor, a voz da consciência a condenou:

Oh, Bella, Bella, o que é que você aprontou?