Bom flores... não ia mais postar as fics... mas mudei de ideia... espero que gostem...

feliz natal e um prospero ano novo para todas...

bjuxx^^ e não se esqueçam das reviews...se tiver bastante posto outro capitulo ainda esse ano...


Edward franziu o cenho no momento em que ligou o motor do carro.

Sentia-se como se tivesse dado um passo para a frente e dois para trás. No instante em que a vira corar, ele imaginou que seria fácil. Contudo não deveria ter contado com a vitória antes do tempo. Quando lhe tocou no braço para acompanhá-la até o carro, teve a impressão de estar conduzindo uma estátua de mármore. E, agora, ela permanecia com o olhar fixo para fora da janela e mantinha a bolsa sobre os joelhos num gesto defensivo.

Com certeza ele não teria conseguido esconder da maneira como imaginava o olhar de luxúria que lhe lançara.

Precisava achar um jeito de recuperar a confiança dela ou a noite seria um desastre, pensou. O melhor a fazer seria "quebrar o gelo" com uma conversa amena.

— O sobrado onde mora é muito bonito, Bella — comentou ele, enquanto manobrava o carro para retornar à rodovia. — Tem muito bom gosto.

Ela retornou a atenção para ele e sorriu. Edward sentiu que marcou um ponto a seu favor.

— Adoro manter a fachada atraente. Minha mãe diz que sou fanática pela casa.

— Não vejo nada de errado em gostar de cuidar da aparência do lugar onde se vive. Sempre morou ali?

— Desde o meu casamento. Apesar de quase tê-la perdido quando Jacob morreu. O seguro recebido não foi suficiente nem mesmo para quitar a hipoteca.

— E o que fez?

— Comecei a aceitar serviços de lavanderia que poderiam ser feitos em minha própria casa, porque Seth era muito pequeno e ainda não freqüentava a escola. Ou então fazia faxinas nos lugares que permitiam que eu levasse meu filho junto. Trabalhava todos os dias da semana sem qualquer espécie de folga. Quando consegui pagar as dívidas e juntar algum dinheiro, iniciei meu próprio negócio.

— Uau! Que mulher corajosa! Ela deu de ombros.

— Apenas fiz o que precisava ser feito. Mas, e quanto a você? Onde morava antes de comprar a cobertura em Terrigal?

— Em um bairro no lado leste de Sydney. Tinha um apartamento na Double Bay, mas estava ficando muito difícil escrever com tanto barulho. Por isso procurei um lugar mais sossegado. Acho que a cobertura em Terrigal acabou significando uma espécie de refugio.

— Você deve ser muito rico.

— Diria que tive sorte.

—Não acredito nisso. As pessoas fazem a sua própria sorte. Aposto que ser escritor não é uma atividade fácil.

— Para dizer a verdade isso apenas "aconteceu" na minha vida. Quando deixei o Exército, as palavras começaram a brotar em minha mente e então resolvi registrá-las num livro.

— Ah, então serviu o Exército? Bem que minha mãe disse que você deveria ter experiência com armas para poder descrevê-las tão bem.

— Permaneci no Exército durante 12 anos. Alistei-me com 18 e quando saí estava com 30.

— E há quanto tempo foi isso?

— Pouco mais de seis anos. Acha que pareço estar com 36 anos ou pareço ter mais do que isso? — perguntou exibindo um sorriso.

Ela o analisou por alguns segundos e depois respondeu:

— Em minha opinião sua aparência condiz com a ida de. Embora não ficaria surpresa se me dissesse ser mais velho. É um homem muito experiente.

Edward assentiu com a cabeça.

— Às vezes me sinto como se tivesse mais de 100 anos. Vi tantas coisas tão horrendas nos tempos de Exército que nem mesmo gosto de recordar.

— Hal Hunter representa você mesmo, não é?

— Ele significa apenas parte de mim. Não sou um homem vingativo que pretenda fazer justiça com as próprias mãos. E, certamente, não ando por aí matando pessoas.

— Mas, no fundo, acho que gostaria. Pelo menos os maus elementos.

Edward gargalhou:

— Está falando sério?

— Não quero dizer que faria isso. Mas Hal talvez represente o seu lado agressivo.

— Nossa, quanta sensibilidade! — exclamou Edward no exato momento em que passavam em frente ao Tuggerah Shopping onde ela tinha feito compras pela manhã e se dirigiram para a via expressa que conduzia a Sydney.

— Acha que ganhará o prêmio outra vez? — indagou Bella assim que entraram na rodovia.

— Provavelmente.

— Parece não estar muito entusiasmado.

— É que a série rendeu tantas premiações que já me acostumei. Por isso não gosto muito de participar dos jantares.

— Então por que vai?

— Porque a premiação significa fama. E fama significa dinheiro. E de dinheiro eu gosto. Tanto quanto minha empresária.

— É preciso ter uma empresária para tornar-se um escritor famoso?

— Quando se pretende fazer sucesso no exterior, sim. Principalmente se quiser ver seus livros transformados em filmes.

Bella abriu a boca com surpresa:

— Quer dizer que a série irá virar filme?

— Já está tudo contratado. Até marcaram a primeira exibição para abril do próximo ano, em Los Angeles. Deverei comparecer como convidado de honra.

— Nossa! Isso é fabuloso, Edward! Quem irá fazer o papel de Hal?

— Um ator desconhecido. O escritório preferiu contratar alguém que ainda não fosse famoso. Desejam que o protagonista permaneça na lembrança das pessoas como se fosse o verdadeiro Hal. O nome dele é Chad Furness. Ouvi dizer que é bom artista e também tem excelente aparência.

— Bem, segundo seus livros Hal é muito bonito, não é? Você deve estar muito orgulhoso.

Orgulhoso?

Edward pensou por algum tempo naquela palavra e concluiu que não era o que estava sentindo. Satisfeito, talvez. Mas não orgulhoso.

—Não posso me queixar. Hal me transformou em um homem rico. Comprei este carro, a cobertura em Terrigal e tudo por conta de um adiantamento do escritório em Hollywood. E a melhor parte é que consegui uma diarista da agência mais famosa da região — ele finalizou com um insinuante sorriso.

Ela riu divertida.

Edward ficou feliz com a reação alegre. Seria muito constrangedor se ela ficasse tensa pelo restante da noite. De repente, se deu conta de que poderia não tornar a vê-la tão cedo, por isso resolveu se adiantar para assegurar-se de que a veria novamente e em breve:

— E, por falar em limpeza, suponho que poderia dar um jeito no meu escritório na segunda-feira. É provável que Angela ainda não esteja restabelecida e meu escritório está uma verdadeira bagunça.

Diante do silêncio dela, ele prosseguiu:

— Apesar de correr o risco de me acusar de chantagem, tenho a intenção de pagar a diária em dobro — afirmou Edward. E com um pensamento malicioso, que só poderia ser do Hal que existia nele, acrescentou: E mais mil dólares se concordar em dormir comigo.

Bella o olhou com dúvida no olhar. Dava para perceber que ela gostaria de atender-lhe o pedido. Porém estava hesitante. Por que seria? Ele se perguntava. Ela parecia estar atraída por ele, mas o temia por alguma razão. Será que pensava que ele a agarraria à força?

— Eu... eu não posso, Edward. Tenho outro trabalho agendado para a segunda-feira.

— Então poderia ir na terça. — Edward não tinha intenção de deixá-la escapar.

— Posso mandar outra pessoa.

— Não. Prefiro que seja você.

Ele sentiu vontade de engolir as palavras após dizê-las. Agora não tinha como voltar atrás. Sem querer mostrara as unhas. E pelo olhar desconfiado dela, poderia significar que estava tudo perdido.

— Você é a melhor diarista que já vi — prosseguiu Edward esperando não ser tarde demais para salvar a situação. — Ultrapassa Angela em quase tudo que faz. E é muito difícil se contentar com o pior quando se conhece o melhor.

— Está tentando me persuadir, outra vez.

— Tenho culpa se você é perfeita?

— Pare de me adular, Edward.

— Dizer a verdade não é adulação.

— Você é incrível com as palavras!

— E você é incrível com a limpeza! Ela sorriu e ele ficou aliviado.

— Está bem. Vou limpar seu escritório na terça-feira. Porém, depois disso será por conta de Angela.

— Ah, mulher cruel!

— Pare com isso, Edward! — protestou Bella com um sorriso.


Após o diálogo descontraído, Bella ficou mais à vontade e os dois prosseguiram conversando sobre assuntos variados. Música. Família. O divórcio dos pais dela. De certa maneira, ambos se sentiam solitários, porém auto-suficientes. De vez em quando, o tópico da conversa girava em torno dos livros e do comportamento de Hal. O que perturbava Edward, por conta dos pensamentos sensuais que lhe retomavam à mente. Sentia o corpo arder de desejo por aquela mulher e tomar-se mais difícil de controlar a cada minuto que passava. Ele odiava ter que admitir, mas estava louco por ela.

— Não está muito longe, agora — revelou Edward quando atravessaram a ponte e se aproximaram do porto. O quanto antes saísse do confinamento do carro, melhor. Quem sabe, quando estivessem em lugar público sentisse os ânimos se acalmarem.


Assim que entregou as chaves do carro para o manobrista do restaurante, Edward avisou Bella antes de entrarem pela porta envidraçada:

— Devo preveni-la sobre Alice.

— Quem é Alice?

— Minha empresária. Ela é uma mulher adorável, mas gosta de intrigas. É preciso ter cuidado com o que se fala na presença dela. Também costuma usar roupas diferentes e extravagantes. Se eu seguisse os conselhos dela, estaria vestindo algo que me fizesse parecer com um pirata do Caribe.

Bella sorriu e seus olhos brilharam.

— Isso é algo que eu não gostaria de ver. Está soberbo nessa roupa. Aliás, esse temo deve ter custado uma fortuna.

— E custou. Provavelmente o triplo do que está imaginando. E, aposto que o seu vestido também não foi barato. Gostaria que me permitisse reembolsá-la pelo gasto. Não é justo arcar com a despesa se está me fazendo o favor de fingir ser minha namorada por esta noite.


Bella não entendeu o motivo pelo qual se sentiu aborrecida quando Edward mencionou a palavra fingir. Talvez fosse apenas uma vaidade feminina, conclui para si mesma.

Ou seria pelo fato de dar-se conta de que estava reagindo como uma mulher normal, sexualmente falando, diante de um homem tão atraente?

O calor que lhe afogueara as faces e a rigidez dos mamilos quando ele a devorara com os olhos não lhe saíam da mente. Apesar de ter relaxado ao desfrutar de uma conversa casual durante todo o trajeto, ainda desejava secretamente que ele a provocasse na hora da despedida da noite, só para comprovar como seu corpo reagiria.

A palavra fingir, contudo, lhe tirara as esperanças de uma nova investida por parte dele. A insistência de Edward para que ela limpasse o escritório não lhe parecia um sinal de interesse pessoal. Ele apenas desejava o ambiente em ordem. Por isso, não deveria criar falsas esperanças.

Bella decidiu que aceitaria a diária em dobro, porém o reembolso da despesa com o vestido estava fora de questão.

— Já falamos sobre isso, Edward. Faço questão de pagar pela minha roupa.

Bella considerava que a maioria das mulheres se deixava levar de maneira fácil por homens carismáticos. Por conta disso, quando ele abriu a porta e estendeu a mão para ajudá-la a descer, ela moveu as pernas para fora do carro e só então retirou a bolsa que as cobria. Ao aceitar a gentileza masculina, agradeceu:

— Obrigada, Edward — falou com um sorriso polido, enquanto o coração disparava.

— O prazer é meu — devolveu Edward com cortesia e, apertando os dedos delicados, ajudou-a a sair do veículo. E, quando a enlaçou pela cintura para prosseguirem na direção da entrada do restaurante, percebeu que Bella estava tensa. — Calma. Não entre em pânico. Faça de conta que está numa vitrine.

Uma boneca de vitrine? Seria apenas isso que ela representava para ele?

E se fosse, ela concordou que ele teria toda a razão do mundo, mesmo sem saber que essa era a forma exata como ela agia normalmente. Como se fosse uma modelo programada para atrair olhares e não uma mulher de carne e osso. Não era de admirar que Edward não demonstrasse mais nenhum brilho de cobiça no olhar. Provavelmente perdera o interesse físico que vira nos olhos dele quando chegou à casa dela.


— Eddie! Eddie!

O chamado insistente provinha de uma mulher de cabelos escuros espetados para todos os lados, baixa e esbelta que se aproximava deles de maneira apressada. Vestia trajes negros e estranhos, cujos babados e franjas farfalhavam acompanhando-lhe as longas passadas.

Usava maquiagem clara e, nos lábios, um batom vermelho e extravagante. Só quando chegou perto é que Bella pôde deduzir que ela deveria ter mais de 30 anos.

— Alice! — exclamou Edward com entusiasmo e depois murmurou baixinho, para que somente Bella ouvisse.

— Não falei que ela era espalhafatosa?

— Viu como eu tinha razão? — falou a mulher com um brilho especial nos olhos negros que percorreram o corpo de Bella de cima a baixo. — Sabia que Edward Cullen jamais viria desacompanhado!

— Achei melhor não me expor às feras sem um escudo ao meu lado. — Edward revelou.

Alice ignorou o comentário e, olhando para Bella, falou em tom admirado:

— Você é muito corajosa de enfrentar a legião de fãs que aparecem para pedir autógrafo ou "algo mais" se puderem conseguir do Eddie.

— Posso imaginar — retrucou Bella, sustentando o olhar de Alice.

A mulher sorriu e pediu para Edward:

— Não vai me apresentar para essa adorável criatura?

— O nome da adorável criatura é Bella, Alice — anunciou ele e, em seguida, apresentou a empresária:

— Bella, essa é Alice, minha brilhante empresária.

— É um prazer conhecê-la, Bella. — E, dirigindo um olhar severo para Edward, ela acrescentou: — Agora sim você conseguiu uma namorada de classe! Prometa-me que a levará junto na primeira exibição do filme em Los Angeles.

— Eu adoraria que ela me acompanhasse — declarou Edward, puxando Bella pela cintura e aconchegando-a junto ao próprio corpo. Depois prosseguiu: — O problema é que ela tem uma agência para administrar e um filho para cuidar. Não creio que teria tempo para dispensar numa viagem aos Estados Unidos, não é, querida?

Bella sabia que tudo não passava de encenação. Apenas uma boneca de vitrine como ele mesmo considerara.

— Terei que pensar no assunto — respondeu Bella com polidez, enquanto lutava com a sensação prazerosa que o calor do corpo masculino lhe provocava.

— Precisa convencê-la, Eddie — insistiu Alice.

— Suponho que não conseguiria fazer com que Alice fizesse o que não desejasse. Ela possui uma personalidade muito forte.

Bella riu e balançou a cabeça.

— Então faça o que Hal faria como está descrito no segundo volume, Edward. — sugeriu Alice — Seqüestre a garota e a mantenha prisioneira até que ela concorde com tudo o que disser.

— Talvez eu faça isso — brincou Edward. — Mas, por enquanto, acho melhor entrarmos. E, se não se importar, gostaria que fizesse companhia a Bella por alguns minutos. Faria isso por mim?

— Será um prazer — concordou a empresária. — Venha, querida, vamos encontrar nossa mesa. Pedi que reservassem uma mesa pequena, porque Edward não gosta de ficar conversando com pessoas estranhas. Espero que não nos tenham jogado em algum canto escuro!

Quando entraram, Bella se deu conta de que não existia a possibilidade de haver nenhum canto escuro naquele restaurante espetacular, a julgar pelas inúmeras e imensas janelas que proporcionavam uma vista fabulosa do porto e do Teatro de Ópera.

Todas as mesas eram redondas e cobertas por toalhas de linho branco e impecável. As taças de cristal e os talheres de prata acompanhavam a fina porcelana dos pratos. No centro de cada uma das mesas havia um candelabro dourado com velas brancas e esculpidas. O teto era ornamentado com gesso em tom azul-celeste e o carpete grosso e macio exibia um tom de azul mais intenso.

— Que lugar fantástico! — admirou Bella em voz alta assim que o maitre se afastou.

— Ainda bem que reservaram uma mesa do jeitinho que pedi. Edward vai ficar satisfeito — comentou Alice.

— Mas há quatro talheres na mesa! — estranhou, Bella.

Alice riu baixinho:

— É que eu disse que estaria acompanhada.

— E não estará?

— Claro que não! Quem gostaria de acompanhar uma mulher independente, ambiciosa e acima de tudo feia!

— Você não é feia, Alice. Talvez um pouco "diferente", eu diria.

Antes que a empresária pudesse responder, Edward apareceu e acomodou-se ao lado de Bella.

— Gostei muito dela. Onde a conheceu, Eddie? — quis saber, Alice.

Bella segurou o fôlego e confiou que Edward não dissesse que ela era sua diarista.

— Quando comprei a cobertura em Terrigal contratei uma diarista, a Angela, que trabalha para a agência em que Bella é a proprietária.

— Ah, então você já a conhecia, não é? Mas nunca me falou sobre ela!

— Não falei?

— Não.

— É que Bella é minha namorada secreta, não é, meu bem? — E, dizendo aquilo, inclinou-se e deu um beijo ligeiro no ombro desnudo de Bella.

Para uma boneca de vitrine a reação de Bella foi muito real. A pele esquentou e se arrepiou ao contato dos lábios de Edward.

Ele notou a reação e lançou um olhar sensual provocativo.

Bella engoliu a saliva e deu um sorriso contido, murmurando para Alice:

— Edward insiste em me provocar. E sabe muito bem que não gosto de exibições de afeto em público.

— Não é verdade — ele protestou. — Está com vergonha de admitir que adora meus carinhos! — E sem que ela esperasse repetiu o beijo no mesmo ombro.

Dessa vez a pele dela ficou tão arrepiada que até poderia ser notada por alguém que estivesse a uma distância razoável.

— Por favor, Edward. Pare com isso — insistiu Bella. Os olhares se cruzaram e ela quase entrou em pânico.

— Eu... eu... preciso ir ao toalete. Se quiserem fazer o pedido enquanto isso, não há problema, Edward já sabe o que pedir para mim.


Bella seguiu na direção do banheiro feminino e Edward a acompanhou com os olhos. Percebeu os inúmeros homens que a olhavam com admiração.

— Ela é muito bonita — afirmou Alice. — É divorciada?

— Não. É viúva.

— Verdade? Tão jovem? Isso explica a razão de estar disponível. Não é fácil encontrar mulheres tão bonitas e solteiras nessa idade.

— É verdade — concordou ele.

— Então não a perca! Use todo o seu charme!

Como se fosse assim tão fácil!, Edward pensou consigo mesmo. Era exatamente o que estava tentando fazer, se acaso ela permitisse. Mas, não. Bella tinha deixado muito claro. Ele tinha certeza de que ela estava atraída por ele, apesar do comportamento frio e distante. Contudo, Edward conseguia enxergar a verdade por trás do olhar disfarçado. Sentiu que o corpo dela estremeceu no momento em que a tocou na porta da casa dela.

Por alguma razão ela resistia aos próprios instintos. Talvez fosse por medo.

Mas medo do quê? Dele ou de todos os homens que por acaso se aproximassem? Era o que ele precisava descobrir.

— Não pode deixar que ela escape de suas mãos. — Alice prosseguiu com o que julgava ser um conselho.

Porém, apesar de estar atuando no seu melhor desempenho, Edward sabia que o risco de perdê-la ainda era muito grande. Mas considerava que tinha conseguido alguma vantagem quando percebeu a pele rosada do ombro feminino se arrepiar por inteiro ao toque de seus lábios. Tratava-se de uma reação espontânea sobre a qual ela não conseguira exercer o mínimo controle. E isso era muito bom. Significava que seria apenas uma questão de tempo e ele não iria lhe beijar apenas o ombro. E quando isso acontecesse, Bella não escaparia tão fácil, ou ele não se chamava Edward Cullen.

— Já pediu o drinque? — Ele perguntou para desviar o assunto.

— Ainda não. Estava esperando que você decidisse — Alice retrucou.

— Se é assim, considero que a ocasião requer um bom champanhe. — E estalando dois dedos aguardou por um garçom que não tardou a se aproximar.

— Pois não? — perguntou o jovem que usava um paletó branco, semelhante aos dos outros funcionários, exibindo um sorriso cortês.

— Gostaria que trouxesse uma garrafa extragrande do melhor champanhe que tiverem na casa — ordenou Edward.

— Certamente, senhor. — O garçom anotou o pedido e, com um gesto polido, retirou-se.

— Extragrande? — admirou-se Alice com ar de espanto. — Ainda bem que vim de táxi!

Felizmente Bella não tinha vindo de táxi, ele admitiu com felicidade interior. Ela teria que voltar com ele. Não que pretendesse quebrar a promessa que lhe tinha feito. Pelo menos, não naquela noite. Mas, com certeza, iria pretender um beijo bem demorado na hora da despedida.

E Edward sabia muito bem como deveria explorar as emoções que poderiam ser liberadas por conta de um beijo bem dado. Não queria perder a menor oportunidade que tivesse para conseguir a conquista que tinha em mente.

Um sorriso de antecipação pela certeza da vitória se instalou nos cantos dos lábios masculinos no mesmo instante em que avistou Bella retornando da toalete. Ela caminhava com muita graça enquanto se desviava das outras mesas e prosseguia na direção deles. O tecido do vestido brilhava sob as luzes do ambiente e acompanhava os movimentos suaves do corpo delgado, realçando o contorno das curvas perfeitas.

Muito breve ela será minha!, Edward prometeu a si mesmo, alargando o sorriso.