mais um capitulo... os proximos vão ser quentes... espero que gostem...
Bella arrependeu-se de não ter seguido o conselho de Edward e fechado os olhos. Ele dirigia tão rápido que ela quase destruiu a bolsa de tanto pressioná-la entre as mãos trêmulas. O corpo rijo e o olhar preso no pára-brisas do veículo demonstravam o pânico que sentia.
Nem mesmo conseguia prestar atenção à música romântica que ele colocara a fim de que ela relaxasse.
Edward exibia um sorriso vitorioso no canto dos lábios, em virtude da concordância dela em passar a noite com ele. Porém, ainda temia que, a qualquer momento, ela pudesse se arrepender e pedir que a levasse para casa. Por essa razão, precisava chegar à cobertura o mais rápido possível.
Até ele mesmo se assustou com a rapidez com que alcançou a rodovia de West Gosford que os levaria direto a Terrigal.
Ele notava que ela permanecia calada, e ainda preocupada ou assustada. Talvez ambos. E não seria para menos, considerando a história que lhe havia contado. Um casamento sem relacionamentos íntimos deveria ter sido uma experiência frustrante. Ele esperava conseguir provar para ela que não deveria se privar de uma vida sexual ativa, apenas porque não dera certo com o único parceiro que tivera.
Edward jamais considerava uma mulher apenas um objeto de prazer. Para ele deveria existir uma química especial que atraíssem a ambos para que o relacionamento fosse bem-sucedido. Principalmente em se tratando de alguém tão sensível como Bella. Sabia que, para proporcionar-lhe a verdadeira satisfação, seria necessário que ela o desejasse na mesma proporção que ele a desejava. E, pela experiência que tinha com mulheres, percebera que a química entre eles era perfeita. Contudo, ela precisava lhe dar a chance de provar isso.
No momento em que Edward estacionou o Porsche na garagem do subsolo do prédio onde morava, estava decidido a ser paciente. Mas ser paciente não significaria que não devesse ser persistente. Não permitiria que ela mudasse de idéia no último minuto.
— Já sei qual é o seu maior problema, Bella — anunciou ele, no momento em que se libertava do cinto de segurança: — Pensa demais. Qual é o seu signo?
— Virgem — revelou ela.
— Ah! Então está explicado. É o signo dos filósofos. E, sobre o que estava pensando até chegarmos aqui?
Ela o encarou com seriedade, ainda mantendo a bolsa apertada entre as mãos.
— Estava pensando se não foi o efeito do champanhe que me fez gostar de ser beijada.
— Está querendo dizer que apenas gostou do meu beijo porque estava alcoolizada?
— Sim. E o que estou dizendo.
— Ainda se sente sob o efeito do álcool?
— Agora não. No momento, posso afirmar que estou sóbria.
— Não duvido. Está completamente rígida, outra vez.
— Sei disso. E detesto ser assim.
— Nesse caso, o que posso fazer é oferecer um bom vinho branco que tenho no freezer. Vamos experimentá-lo e tenho certeza de que relaxará.
Ela arregalou os imensos olhos castanhos.
— Quer que eu me embriague?
— Não. Quero que se liberte. O que é muito diferente.
Edward podia ver claramente a tentação no olhar dela, como também o medo.
— Não se preocupe, Bella. Basta afastar a princesa do gelo por apenas uma noite e prometo que trarei à tona a mulher que sempre desejou ser.
Bella ficou por alguns instantes pensando no termo princesa do gelo. Era isso o que ele pensava dela?
Embora o termo usado a aborrecesse, o pior de tudo era admitir a verdade.
Sem dúvida era assim que as funcionárias a rotulavam E, com certeza, até a própria mãe.
E não poderia culpar ninguém por isso. Era ela quem se recusava a assistir às cenas de sexo nos filmes e pulava as páginas do livro que faziam descrições de relações íntimas.
Embora nunca tivesse feito o mesmo nos livros de autoria de Edward. Ela recordou com extrema surpresa. Sempre lera os trechos que descreviam Hal fazendo amor com uma mulher.
Fazer amor não seria o termo certo. O que Hal fazia era muito mais do que isso. E de diversas maneiras.
Bella engoliu em seco. Esperava que Edward não estivesse pensando em seguir o exemplo de Hal, que exigia todas aquelas coisas, e ela preferiria morrer a ter de se submeter a tais obscenidades.
Só de pensar nisso, sentiu o estômago revirar.
— Sinto muito, Edward. — Bella lamentou; os olhos olhando o próprio colo. — Acho que não vou conseguir.
— Claro que vai! Olhe para mim, Bella — pediu, ele. Ela ergueu os olhos e o fitou.
— Não está embriagada agora, está?
— Não.
— Ótimo.
Ele inclinou-se e beijou-lhe os lábios. Mas dessa vez com tal voracidade que quase a deixou sem fôlego. Ela logo sentiu os mamilos se intumescerem e o coração disparar. Era evidente que o corpo clamava por muito mais do que um beijo.
— Não! — Ela gritou confusa e afastou a cabeça.
— Agora chega, Bella! Não quero ouvir mais essa palavra. Venha. Vamos para a cobertura.
Ela precisava ser tratada como uma jovem virgem, Edward pensou enquanto a ajudava a descer do carro. Precisava ser gentil e paciente. Necessitava conter-se e se concentrar apenas em dar prazer para ela. E isso era algo que nunca fizera antes. Embora se considerasse um amante perfeito e experiente, tinha a intenção de deixar de lado o egoísmo. "Uma mulher satisfeita sempre retorna", era o seu lema. Embora com Bella, a intenção dele não era apenas a de prazeres momentâneos. Ficara fascinado por ela desde o primeiro instante em que a vira.
— O melhor a fazer é não pensar — Edward sussurrou num dos ouvidos de Bella enquanto entravam no elevador.
— É algo muito difícil — retrucou ela.
— Então agirei da seguinte maneira: todas as vezes que notar que está pensando, vou beijá-la.
Foi o que ele prometeu e começou a executar ali mesmo, no elevador. Depois prosseguiu na porta da entrada principal, no meio da sala, e até mesmo quando a ergueu nos braços e direcionou-se ao quarto.
No instante em que a deixou de pé ao lado da cama, ela estava ofegante e com as pupilas dilatadas. Sinais que indicavam a ele que Bella estava excitada. Agora era só livrá-la das roupas sem dar tempo para arrependimentos. Ele decidiu começar pelos brincos. Um de cada vez e colocá-los na mesinha ao lado da cama. Os leves tremores dela lhe confirmavam que o desejava, prosseguiu, então, com os beijos para não perder o embalo. Com uma das mãos, abriu o zíper das costas do vestido e, com a outra, afastou a alça do ombro roliço, fazendo com que a roupa deslizasse e se amontoasse aos pés dela. Da maneira exata como tinha fantasiado quando fora buscá-la no início da noite.
A súbita visão da "deusa" nua o deixou estarrecido. Bella era muito mais bonita do que ele imaginava. Tinha os seios pequenos, porém eram os mais lindos que já vira em toda sua vida!
A julgar pelo corpo perfeito, ninguém imaginaria que Bella tinha um filho.
Apenas os mamilos eram mais salientes por conta da amamentação.
Contudo, eretos e convidativos.
— Edward! — murmurou ela embaraçada com o olhar devastador dele.
A opção que achou mais viável para distraí-la foi a de prosseguir nos beijos.
Mas os seios nus colados ao seu peito significavam uma séria ameaça ao autocontrole. Quando Bella enlaçou o pescoço largo de Edward e entregou-se aos braços dele, a batalha pelo controle parecia estar perdida.
Foi preciso afastá-la por alguns segundos para que ele pudesse recuperar o fôlego e as rédeas da situação.
Edward sentou-se na beirada da cama e, de propósito, evitou olhar para os seios perfeitos. Começou a descalçar os sapatos dela para espairecer a mente. Porém as mãos não queriam obedecê-lo e, como se tivessem vontade própria, deslizavam para o alto das pernas femininas, acariciando-lhe as coxas.
Um súbito e incomparável desejo se apossou dele, como nunca havia acontecido antes, forçando-o a puxá-la para a cama e arrancar-lhe a calcinha. Ele não fazia idéia de como conseguira agir tão rápido. No mesmo instante, ele conseguiu afastar o instinto que o induzia a buscar por uma satisfação imediata e se concentrou em seu objetivo de satisfazê-la antes de tudo.
Mas estava ficando mais difícil do que tinha suposto. A atração física era maior do que a compreensão e, se não tomasse cuidado, quem acabaria se apaixonando seria ele mesmo.
A idéia de se apaixonar o apavorou. Edward nunca tinha experimentado esse sentimento antes. De certa maneira, agia como o próprio personagem que criara: frio e objetivo.
Mas não era o que estava acontecendo com relação a Bella. Ela tinha conseguido extrair dele uma desconhecida afeição.
Ela o observou com certa frustração ao vê-lo se erguer e colocar-se em pé.
Esperava que ele fosse fazer amor com ela e não sexo Uma voz interior martelava na cabeça dele: Faça amor com ela, Edward. E faça-o direito. Ela merece!
