Disclaimer: Eu não possuo Harry Potter ou qualquer um dos personagens. Nem a história da Pedra Filosofal. Tudo isso pertence à grandiosa J. K. Rowling.

A / N: Os trechos originais do livro estão em negrito.

Eu estou a meia hora decidindo se postava o capitulo ou reescrevia. Todos parecem tão ansiosos para ele. E eu queria fazer um bom capitulo, mas estou meio ansiosa de como vocês vão reagir a minha visão dos personagens. Mandem reviews comentando sim, e não em matem. Tudo tem um motivo.

Alias, eu quero agradecer a todas as reviews do capitulo anterior. Tem tanta gente lendo *.* Não imaginava conquistar tantos leitores assim rápido. *.* Fico feliz que tenha tanta gente gostando da fic, e espero que continuem gostado depois desde capitulo.

Respondendo as perguntas:

Mylle Malfoy P.W: Bem quando eles terminarem de ler todos os livros, eu vou escrever a reação deles ao final, e o que isso vai influenciar no futuro. Depois disso eu pensei em fazer o Trio, Gina, Luna. Neville e George de alguma forma lerem a minha fic, com os comentários do povo do passado. Para Harry e Neville poderem conhecer os pais. Mas é só uma ideia, tenho que terminar os sete livros antes de pensar em mais alguma coisa.

Leticia Malfoy Potter:Eu não sei exatamente quando vou terminar esse livro, tenho como meta nunca passar mais de três dias sem escrever um capitulo. Então imagino que na primeira quinzena de setembro tenha terminado o primeiro livro. E eu já tenho altos planos para o Prisioneiro de Azkaban, é o meu livro preferido.

Eu já comentei que estou nervosa pela reação a esse capitulo e preciso de comentários enquanto escrevo o próximo?


...


Neste momento Alice voltou interrompendo os meninos que conversavam sobre ser ou não possível enviar um assento de privada para fora de Hogwarts. A menina abriu o livro rindo e leu o próximo titulo: Capítulo Sete: O Chapéu Seletor.


...


— Finalmente vamos ver Harry virar um Grifinório — comentou James animado.

— Nós vamos ter orgulho dele independente da casa. — corrigiu Lliy.

— Ok, qualquer casa menos a Sonserina. — corrigiu James.

— A casa não importa. — Lily cruzou os braços.

— Então porque você sempre responde o Prof. Slughorn quando ele diz que você deveria ter ido para a Sonserina? — pediu Pontas. Lily fez bico em resposta.

— Diga que você não esta torcendo para o Harry estar na Grifinória. — questionou Sirius.

— Não é essa a questão. — replicou Lily.

— Tenho certeza que Harry será um grifinório teimoso e orgulhoso como os pais. Agora ME DEIXEM LER. — gritou Alice.

A porta abriu-se de chofre. E apareceu uma bruxa alta de cabelos negros e veste verde-esmeralda. Tinha o rosto muito severo e o primeiro pensamento de Harry foi que era uma pessoa a quem não se devia aborrecer.

— Pena que esses dois não pensaram isso. — brincou Frank. Apontado para os marotos morenos.

— Esse rosto de Minnie é só fachada. — comentou James — no fundo ela é uma bruxa carinhosa e gentil.

— Estamos falando da mesma Profª McGonagall que te deu um mês de detenção, organizando os livros da biblioteca, por transfigurar a sala dela na Casa de Chá Madame Puddifoot no dia dos namorados no terceiro ano? E mandar um berrador declarando sua eterna afeição pela professora? — indagou Lily incrédula.

— Sim, e desde então ela me manda uma caixa de biscoitos escoceses todos os anos. — piscou James.

Lily, Alice e Frank ficaram de boca aberta.

— Prof.ª McGonagall tem um fraquinho por esses dois, principalmente por Pontas. — comentou Remus. — Acho que eles passaram tanto tempo na sala dela que estabeleceram uma espécie de amizade.

— Mas vocês perdem pontos todos os dias. — negou Lily que não queria acreditar que os alunos mais bagunceiros do ano eram os preferidos da professora mais rígida.

— Nós recuperamos todos os pontos que perdemos. — Sirius se gabou — Nós mantemos uma tabela para ter certeza. E desde que James entrou na equipe nós nunca perdemos a taça.

— Faz sentido de uma maneira estranha. — concedeu Frank.

Severus bufou com raiva, os meninos de ouro da Grifinória, protegidos por todos os professores, Potter e Black tinham uma vida muito fácil.

— Alunos do primeiro ano, Professora Minerva McGonagall — informou Hagrid.

— Obrigada Hagrid. Eu cuido deles daqui em diante.

Ela escancarou a porta. O saguão era tão grande que teria cabido à casa dos Dursley inteira dentro. As paredes de pedra estavam iluminadas com archotes flamejantes como os de Gringotes, o teto era alto demais para se ver, e um a um subiram a imponente escada de mármore em frente que levava aos andares superiores.

Eles acompanharam a Professora Minerva pelo piso de lajotas de pedra. Harry ouviu o murmúrio de centenas de vozes que vinham de uma porta á direita, o restante da escola já devia estar reunido.

Mas a Professora Minerva levou os alunos da primeira série a uma sala vazia ao lado do saguão. Eles se agruparam lá dentro, um pouco mais apertados do que o normal, olhando, nervosos, para os lados.

— Merlin bendiga os pirralhos. — zombou Sirius.

Alice lhe deu um olhar muito feio e continuou lendo.

— Bem-vindos a Hogwarts — disse a Professora Minerva. — O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem às mesas, vocês serão selecionados por casas. A seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui sua casa será uma espécie de família em Hogwarts.

Os marotos assentiram com a cabeça solenemente.

Vocês assistirão a aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão o tempo livre na sala comunal. As quatro casas chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Cornival e Sonserina. Cada casa tem sua história honrosa

James e Sirius bufaram. A historia da Sonserina não tinha nada de honrosa.

e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior numero de pontos receberá a Taça da Casa, uma grande honra.

Os grifinórios na sala sorriram, tendo ganho a taça em todos os seus anos em Hogwarts.

Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa a qual vier a pertencer. A Cerimônia de Seleção vai se realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. Sugiro que vocês se arrumem o melhor que puderem enquanto esperam.

O olhar dela se demorou por um instante na capa de Neville, que estava afivelada debaixo da orelha esquerda, e no nariz sujo de Rony, Harry nervoso, tentou achatar os cabelos.

— Minnie sabe que isso é impossível depois de passar sete anos comigo. — disse James.

— Voltarei quando estivermos prontos para receber vocês — disse a Professora Minerva. — Por favor, aguardem em silêncio.

— Ninguém cumpre essa ordem, não sei porque ela perde tempo falando. — comentou Sirius.

E se retirou da sala. Harry engoliu em seco.

— Mas como é que eles selecionam a gente para as casas? — Harry perguntou a Rony.

— Devem fazer uma espécie de teste, acho. Fred diz que dói à cabeça, mas acho que estava brincando.

— Esse menino não é muito brilhante, se ele ainda confia nos irmãos. — comentou Severus.

O coração de Harry deu um pulo terrível. Um teste? Na frente da escola toda? Mas ele ainda nem conhecia mágica nenhuma, que diabo teria que fazer? Não previra nada do gênero assim logo na chegada. Olhou à volta, ansioso, e viu que os outros também pareciam apavorados. Ninguém falava muito a não ser Hermione, que cochichava muito depressa todos os feitiços que aprendera, sem saber o que precisaria mostrar.

— Garota insuportável. — resmungou Sirius.

Harry fez força para não escutar o que ela dizia. Nunca se sentira tão nervoso, nunca, nem mesmo quando tivera que levar um boletim escolar para os Dursley dizendo que, não sabiam como, ele fizera a peruca do professor ficar azul.

Os marotos bateram palmas.

— Tenho tanto orgulho do meu filho — comentou James enxugando lagrimas imaginárias.

— Patético. — resmungou Snape muito baixo para ser ouvido.

Lily olhou para James. Esperava que continuasse assim caso Harry não fosse para a Grifinória.

Ele manteve os olhos grudados na porta. A qualquer segundo agora a Professora Minerva voltaria e o conduziria ao seu triste fim.

— Pela fivela do cinturão de Merlin. — exclamou Sirius — custa ter um pensamento positivo?

Os olhos de Lily se estreitaram, mas um comentário desses e padrinho ou não Sirius iria se arrepender.

Então aconteceu uma coisa que o fez pular bem uns trinta centímetros no ar, várias pessoas atrás dele gritaram.

— Que di...

Ele ofegou. E as pessoas à sua volta também. Uns vinte fantasmas passaram pela parede dos fundos. Brancos-pérola e ligeiramente transparentes, eles deslizaram pela sala conversando e entre si, mal vendo os alunos do primeiro ano. Pareciam estar discutindo. O que lembrava um fradinho gorducho ia dizendo:

— Perdoar e esquecer eu diria, vamos dar a ele uma segunda chance...

— Você pensaria que depois de anos, eles teriam algo mais interessante para discutir. — comentou Frank. — Todos os anos é exatamente a mesma conversa.

— Meu caro Frei, já não demos a Pirraça todas as chances que ele merecia? Ele mancha a nossa reputação e, você sabe, ele nem ao menos é um fantasma. Nossa, o que é que essa garotada está fazendo aqui?

— Esperando a seleção, algo que costuma acontecer todos os anos. — Severus revirou os olhos.

Um fantasma, que usava uma gola de rufos engomados e meiões, de repente reparou nos alunos do primeiro ano.

Ninguém respondeu.

— Alunos novos! — disse o frei Gorducho, sorrindo para eles.

— Que perceptivo. — Severus resmungou de todo, estava dando vazão a sua frustação em forma de sarcasmo.

— Estão esperando para ser selecionados, imagino? Alguns garotos confirmaram com a cabeça, mudos.

— Espero ver vocês na Lufa-Lufa! — falou o frei. — A minha casa antiga, sabe?

Alice sorriu.

— Vamos andando agora — disse uma voz enérgica. — A Cerimônia de Seleção vai começar.

A Professora Minerva voltara e um a um os fantasmas saíram voando pela parede oposta.

— Agora façam fila e me sigam.

Sentindo-se pouco à vontade como se suas pernas tivessem virado chumbo, Harry entrou na fila atrás de um garoto de cabelos cor de palha e na frente de Rony, e todos saíram da sala, tornaram a atravessar o saguão e as portas duplas que levavam ao Grande Salão.

James estava se remexendo no sofá de excitação. Ele queria ver logo seu filho na Grifinória. Sirius no outro sofá fazia a mesma coisa.

Harry jamais imaginara um lugar tão diferente e esplêndido era iluminado por milhares de velas que flutuavam no ar sobre quatro mesas compridas, onde os demais estudantes já se encontravam sentados. As mesas estavam postas com pratos e taças douradas. No outro extremo do salão havia mais uma mesa comprida em que se sentavam os professores. A Professora Minerva levou os alunos de primeiro ano até ali, de modo que eles pararam enfileirados diante dos outros, tendo os professores às suas costas.

As centenas de rostos que os contemplavam pareciam lanternas fracas à luz trêmula das velas. Misturados aqui e ali aos estudantes, os fantasmas brilhavam como prata envolta em névoa.

Principalmente para evitar os olhares fixos neles, Harry olhou para cima e viu um teto aveludado e negro salpicado de estrelas. Ouviu Hermione cochichar:

— É enfeitiçado para parecer o céu lá fora li em Hogwarts, uma história.

— Claro que leu. — resmungou Sirius.

— Todos nós lemos esse livro. — lembrou Remus. Estava ficando incomodado com a implicância de Sirius em relação à garota.

— Mas não no primeiro ano. — James defendeu o amigo. — E foi por uma boa razão.

— E qual razão seria uma boa razão para os marotos lerem um livro? — perguntou Alice.

— Conhecer mais sobre o castelo. — respondeu James piscando para Sirius e os três marotos riram da piada interna.

Eles poderiam ser mais idiotas? Perguntava-se Severus mentalmente.

Era difícil acreditar que havia um teto ali e que o Salão Principal simplesmente não se abria para o infinito.

— É uma magia impressionante. — concordou Frank.

Harry baixou depressa os olhos quando a Professora Minerva silenciosamente colocou um banquinho de quatro pernas diante dos alunos do primeiro ano. Em cima do banquinho ela pôs um chapéu pontudo de bruxo. O chapéu era remendado esfiapado e sujíssimo. Tia Petúnia não teria permitido que um objeto nessas condições entrasse em casa.

Lily teve dificuldades em segurar uma gargalhada ao imaginar Tuney com o chapéu seletor em casa, principalmente quando ele começasse a falar.

Talvez tivessem que tentar tirar um coelho de dentro dele, Harry pensou delirando, parecia apropriado,

— Por que isso seria apropriado — perguntou Frank sem entender.

— É algo que os trouxas fazem com algum truque e chamam de magia — respondeu James. — Ei, eu tive um "O" em Estudo dos Trouxas. — justificou ao ver o olhar surpreso de Lily.

reparando que todos no salão agora olhavam para o chapéu, ele olhou também. Por alguns segundos fez-se um silêncio total. Então o chapéu se mexeu. Um rasgo junto à aba se abriu como uma boca e o chapéu começou a cantar:

Alice limpou a garganta e se pôs e cantou.

Ah, você podem me achar pouco atraente,

Mas não me julguem só pela aparência

Engulo a mim mesmo se puderem encontrar

Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui.

Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,

Suas cartolas altas de cetim brilhoso

Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts.

E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.

Não há nada escondido em sua cabeça

Que o Chapéu Seletor não consiga ver,

Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer

Em que casa de Hogwarts deverão ficar

Quem sabe sua morada é a Grifinória,

Sirius e James bateram palmas, Lily e Remus apenas sorriram.

Casa onde habitam os corações indômitos.

Ousadia e sangue-frio e nobreza

Destacam os alunos da Grifinória dos demais,

Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,

Alice sorriu e continuou cantando.

Onde seus moradores são justos e leais

Pacientes, sinceros, sem medo da dor,

Ou será a velha e sábia Corvinal

Frank acenou com a cabeça.

A casa dos que têm a mente sempre alerta,

Onde os homens de grande espírito e saber

Sempre encontrarão companheiros seus iguais,

Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa

Severus não fez nenhum movimento. Ele gostava da Sonserina, embora isso tenha o separado de Lily.

E ali estejam seus verdadeiros amigos,

Amigos verdadeiros? Essa é boa — pensou James. — mais como companheiros de negócios que não perderiam a chance de te apunhalar pelas costas.

Homens de astúcia que usam quaisquer meios

Para atingir os fins que antes colimaram.

Como se isso fosse algo para se orgulhar. — pensou Sirius.

Vamos, me experimentem! Não devem temer!

Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!

(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)

Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!

— Essa canção é muito mais alegre todas que ouvimos juntas. — comentou Remus.

— Eles não estão em tempos de guerra, o chapéu não sente necessidade de dar avisos sombrios. — respondeu Frank.

O salão inteiro prorrompeu em aplausos quando o chapéu acabou de cantar. Ele fez uma reverência para cada uma das quatro mesas e em seguida ficou muito quieto outra vez.

— Então só precisamos experimentar o chapéu! — cochichou Rony a Harry.— Vou matar o Fred, ele não parou de falar numa luta contra um trasgo.

— Teria sido muito mais divertido lutar com um trasgo. — Sirius se lamentou.

Harry deu um sorriso sem graça. É, experimentar um chapéu era bem melhor do que precisar fazer um feitiço, mas desejou que pudessem ter experimentado o chapéu sem toda aquela gente olhando. O chapéu parecia estar pedindo muito, Harry não se sentia corajoso nem inteligente nem qualquer outra coisa naquele momento. Se ao menos o chapéu tivesse mencionado uma casa para gente que se sentia meio nervosa, quem sabe teria sido a sua casa.

— Seria a casa de noventa e nove por cento dos alunos. — concordou Lily, ela também havia se sentido assim.

A Professora Minerva então se adiantou segurando um longo rolo de pergaminho.

— Quando eu chamar seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção. Ana Abbott!

Uma garota de rosto rosado e marias-chiquinhas louras saiu aos tropeços da fila, pôs o chapéu, que lhe afundou direto até os olhos, e se sentou. Uma pausa momentânea...

— LUFA-LUFA! — anunciou o chapéu.

Alice aplaudiu.

A mesa à direita deu vivas e bateu palmas quando Ana foi se sentar à mesa da Lufa-Lufa. Harry viu o fantasma do fradinho Gorducho acenar alegremente para ela.

— Susana Bones!

— LUFA-LUFA! — anunciou o chapéu outra vez, e Susana saiu depressa e foi se sentar ao lado de Ana.

Alice aplaudiu novamente.

— Teo Boor!

CORVINAL!

Foi a vez de Frank aplaudir.

Desta vez foi a segunda mesa à esquerda que aplaudiu, vários alunos da Corvinal se levantaram para apertar a mão de Teo quando o menino se reuniu a eles.

Mádi Brocklehurst foi para a Corvinal também,

Mais aplausos.

mas Lilá Brown foi a primeira a ser escolhida para a Grifinória e a mesa na extrema esquerda explodiu em vivas, Harry viu os irmãos gêmeos de Rony assobiarem.

James e Sirius faziam a mesma coisa. Remus e Lily batiam palmas sorrindo.

Mila Bulstrode se tornou uma Sonserina.

Alice fez uma pausa esperando Snape bater palmas. Ele não fez e ela continuou lendo.

Talvez fosse a imaginação de Harry, mas depois de tudo que ouvira sobre a Sonserina, achou que eles formavam um grupo de aparência desagradável.

— Não é sua imaginação. — negou Sirius — Todos os sonserinos são desagradáveis.

— Você não deve generalizar. — reclamou Remus.

— Todos os sonserino que eu conheço são desagradáveis. — corrigiu Sirius.

Lily revirou os olhos. Era impossível para ele entender o ódio dos meninos contra a Sonserina.

Estava começando a se sentir decididamente mal agora.

Lembrou-se da seleção para os times, nas aulas de esporte de sua velha escola. Sempre fora o último a ser escolhido, não porque não fosse bom, mas porque ninguém queria que Duda pensasse que gostavam dele.

James deu um suspiro triste a lembrança da vida de seu filho com os Dursley.

— Justino Finch-Fletchlev!

— LUFA-LUFA!

Aplausos.

Às vezes, Harry reparou, o chapéu anunciava logo o nome da casa, mas outras levava um tempo para se decidir.

Simas Finnigan, o menino de cabelos cor de palha ao lado de Harry na fila, passou sentado no banquinho quase um minuto, antes de o chapéu anunciar que iria para a Grifinória.

— Hermione Granger!

Hermione saiu quase correndo até o banquinho e enfiou o chapéu, ansiosa.

— Corvinal. — disse Sirius.

— GRIFINÓRIA! — anunciou o chapéu.

— O que? Mas como? — Sirius parecia ter sido atordoado. — Ela não pode ser da Grifinória.

— Aparentemente o chapéu discorda de você. — brincou Alice.

Rony gemeu.

Um pensamento horrível ocorreu a Harry, como fazem os pensamentos horríveis quando a pessoa está nervosa. E se ele não fosse escolhido? E se ficasse ali sentado com o chapéu na cabeça cobrindo seus olhos durante um tempão, até a Professora Minerva arrancá-lo de sua cabeça e dizer que obviamente houvera um engano e era melhor ele pegar trem de volta?

— Esse pessimismo foi todo herdado de Lily. Pontas é o maior exemplo de otimismo que eu conheço. — comentou Sirius.

— E porque você acha uma coisa dessas? — perguntou Lily surpresa. Ela não se considerava pessimista.

— Porque se James fosse pessimista ele teria desistido na segunda vez que você disse não. — respondeu Sirius.

— Ou na décima. — continuou Remus.

— Ou na centésima. — acrescentou Alice.

Lily esperou James dizer alguma coisa em sua defesa, mas ele parecia decidido a fingir que não era com ele. A ruiva se perguntou quantas vezes ele tinha sido alvo desse tipo de brincadeiras por causa dela.

Severus revirou os olhos. Isso não era otimismo, era a incapacidade de Potter de aceitar um não.

Quando Neville

Alice alargou os olhos ao ler a próxima palavra. Deixou cair o livro. Puxou Frank pela blusa e deu um baita beijo na boca.

Sirius assobiou alto interrompendo o beijo.

— A que devemos a demonstração de carinho?

Alice pegou o livro de volta e recomeçou a ler sorrindo.

Longbottom,

Agora foi Frank que interrompeu a namorada para beija-la.

Snape cruzou os braços. Agora era obrigado a assistir ridículas demonstrações de afeto.

— Neville e Harry são do mesmo ano, espero que eles sejam amigos. — comentou Lily animada.

Alice sorriu em resposta. Ela achara que estava aqui por causa de Harry, mas agora seu próprio filho havia entrado na historia ela sentia algo diferente. Uma ligação com o filho que não havia nascido ainda. Era uma sensação boa, mas um pouco confusa. E ela só poderia imaginar como era para Lily. Ao menos ela namorava com Frank, eles haviam conversado sobre ter uma grande família. Lily sempre havia falado com James aos gritos, apenas para repreendê-lo. Embora Alice não lembrasse de Lily gritando com Sirius, e ele aprontava tanto ou até mais que James. Alice guardou essa informação para discutir com Frank mais tarde.

Frank estava maravilhado. Ele e Alice iriam gerar uma nova vida. Seria essa a sensação que um homem tinha quando a mulher que amava dizia estar grávida? Ele queria beijar Alice e agradecer, e comentar como era maravilhoso que eles tivessem um filho juntos. Mas esse não era o momento. Sentiu uma onda de simpatia por James que não poderia demostrar nenhuma dessas emoções no momento.

Os marotos sorriram felizes em direção ao casal. Alice e Frank namoravam desde meados do quinto ano. E era o tipo de casal que você conseguia ver juntos por toda a vida, era ótimo que tivessem tido uma criança juntos.

O livro fica cada vez melhor, pensou Severus com sarcasmo, um filho de Potter e um filho da Fawcett no mesmo ano, ele quase sentia pena dos professores.

o menino que não parava de perder o sapo, foi chamado, levou um tombo a caminho do banquinho.

Sirius começou uma risada que se transformou em tosse ao ver Alice segurando a varinha.

O chapéu demorou muito tempo para se decidir sobre Neville. Quando finalmente anunciou "GRIFINÓRIA",

Todos menos Severus bateram palmas.

— Não te incomoda que eles tenham ido para a Grifinória? — pediu Sirius surpreso. Alice e Frank tinham aplaudido até mesmo mais que ele próprio.

— Eu tenho ótimos amigos na Grifinória — respondeu Alice e Frank acenou com a cabeça concordando. — É uma ótima casa e eu tenho orgulho do meu filho estar nela.

— Mas você é uma Lufa-Lufa e Frank é um Corvinal. — continuou Sirius sem entender.

— E justamente por isso nós entendemos, — Frank tentou explicar —esse tipo de orgulho é uma característica Grifinória. A casa reflete o que a pessoa é. Se meu filho se destaca por sua coragem, ousadia e nobreza...

— E teimosa. — interrompeu Alice ganhando olhares dos grifinórios da sala.

— Então eu fico feliz por ter um filho grifinório. — concluiu Frank.

Lily encarava James durante toda a conversa como se esperasse ele questionar.

Neville saiu correndo com o chapéu na cabeça, e teve de voltar em meio a uma avalanche de risadas para entregá-lo a Morag MacDougal.

Sirius mal tinha começado a rir quando Alice erguera a varinha e atingiu o moreno com um feitiço silencioso.

O animago rapidamente levou a mão aos cabelos segurando uma mecha em frente aos olhos. Depois levou as mãos ao rosto apalpando para checar se tudo estava onde deveria estar. Até mesmo se levantou e olhou as costas, mas nada estar diferente.

— O feitiço falhou — começou Sirius se interrompendo rapidamente. Sua voz soava alta e enjoativa, como as das meninas que costumavam gritar o nome de James durante os jogos de Quadribol.

James e Remus caíram na gargalhada ao ouvir a voz do amigo, era simplesmente ridículo. Até mesmo Severus tinha um sorriso no rosto. Era ótimo ver Black sendo humilhado para variar.

— O feitiço vai durar dez minutos, e se ativará automaticamente se você rir de Neville novamente.

James fez uma nota mental para nunca ofender o filho da amiga. E Lily olhou encantada, era uma grande ideia.

Malfoy se adiantou, gingando, quando chamaram seu nome e teve seu desejo realizado imediatamente, o chapéu mal tocara sua cabeça quando anunciou:

— SONSERINA!

— Grande surpresa. — zombou James

Faltava pouca gente agora.

Moon..., Nott..., Parkinson..., depois duas gêmeas, Patil e Patil..., depois Perks, Sara... E então, finalmente...

— Harry Potter!

James se inclinou para a frente no sofá. Lily não tinha visto ele animado dessa forma nem em final de quadribol. Ela esperava, para o bem dele, que mantivesse essa animação independente da casa que o filho fosse. Embora ela também esperava que Harry fosse para a Grifinória, claro.

Quando Harry se adiantou, correu um burburinho por todo o salão como um fogo de rastilho.

Potter, foi o que ela disse?

— O Harry Potter?

James tinha se inclinado tanto em direção ao livro que mais um movimento ele cairia do sofá.

A última coisa que Harry viu antes de o chapéu lhe cair sobre os olhos foi um salão cheio de gente se espichando para lhe dar uma boa olhada. Em seguida só viu a escuridão dentro do chapéu.

— Difícil. Muito difícil.

Não é difícil, ele é um grifinório, pensava James freneticamente.

Bastante coragem vejo.

James assentiu, isso era bom.

Uma mente nada má. Há talento, há, minha nossa, uma sede razoável de se provar.

Não vá por esse caminho. Pediu James desesperado. Ele tinha uma má lembrança sobre a conversa com o chapéu.

Ora isso é interessante... Então onde vou colocá-lo?

— Grifinória. — pensava James quase desesperado.

Harry apertou as bordas do banquinho e pensou "Sonserina não, Sonserina, não".

Sirius suspirou aliviado. — Agora o chapéu não vai coloca-lo na Grifinória. — e vendo olhares confusos, acrescentou. — o Chapéu leva em conta a sua escolha.

— Leva? — perguntou Frank chocado. Ele nunca lera nada sobre isso. — Você tem certeza?

— O chapéu começou me dizendo que toda minha família tinha sido da Sonserina e eu teria sido grande lá. — Sirius lutou para manter a voz neutra — E eu disse queria estar em qualquer lugar menos na Sonserina. O Chapéu respondeu que eu tinha coragem desafiando minha família dessa forma e me pôs na grifinória.

Severus franziu o cenho durante essa explicação. Poderia o chapéu levar em conta a escolha da pessoa? Ele não tinha sequer pensando em pedir ao chapéu para coloca-lo na mesma casa de Lily. O sonho dele sempre tinha sido ir para a Sonserina. Se ele tivesse pedido, o chapéu teria atendido? As coisas teriam sido diferentes entre Lily e ele? Snape sentiu um verdadeiro mal estar, como se estivesse fisicamente doente. Ele sempre pensara que Lily deveria ter ido para a mesma casa que ele. Nunca havia ocorrido pensar que ele deveria ter tentado ir para a mesma casa que Lily.

James acenava com a cabeça distraidamente, ele queria saber logo qual a casa do filho.

— O Chapéu te deu uma escolha também? — perguntou Lily estreitando os olhos para James.

James pensou seriamente em mentir, mas era Lily. E ele se odiara por mentir para Lily, mas ele nunca havia mencionado nada nem mesmo para os marotos. James mordeu os lábios, nervoso.

— Eu prometo de responder o que o chapéu me disse, mas podemos ouvir para onde Harry foi primeiro? — James pediu, ele queria ter certeza para onde o filho foi e prolongar ao máximo o tempo que restava antes do momento humilhante.

— Sonserina não, hein? — disse a vozinha. — Tem certeza? Você poderia ser grande, sabe, está tudo aqui na sua cabeça, e a Sonserina lhe ajudaria a alcançar essa grandeza, sem dúvida nenhuma, não?

— Não, não, não. — James se repetia mentalmente.

Bem, se você tem certeza, ficará melhor na GRIFINÓRIA!

Os marotos e Lily explodiram em palmas, e James que tinha ido cada vez para a frente no sofá caiu no chão.

Lily cruzou os braços e olhou para James indicando que ele deveria começar a historia.

James se sentou no chão, dobrou os joelhos, abraçando-os com as mãos. E começou a contar fixando seu olhar em algum ponto do sofá a frente.

— Quando eu coloquei o chapéu. Ele disse via em minha mente uma ligação com a Corvinal. Mas não era a casa certa para mim. Também via uma ligação com a Lufa-Lufa, mas também não era a casa certa para mim. — o tom de voz que James usava seria apropriado para o enterro de um ente querido. — que... que... — a voz era mínima agora — podia ver uma ligação com a Sonserina — foi preciso quase leitura labial para entender a ultima palavra. — Então eu pensei Grifinória, por favor. E o chapéu respondeu certamente e me mandou para a Grifinória. — James parecia ter confessado ter convidado Voldemort para irem afogar gatinhos juntos.

Todos olhavam para James chocados, sem entender o comportamento do rapaz. Lily não podia acreditar que era apenas pela Sonserina, e Snape estava se divertindo em ver Potter aflito

— Eu posso entender o que ele viu da Corvinal em você, a inteligência. — começou Alice com uma voz baixa, como se falasse com um animal muito assustado. — E na Lufa-Lufa foi a lealdade aos amigos. — Alice deu um pequeno sorriso que James não retornou, ele ainda olhava para o sofá sem mirar a ninguém na sala. — E bem, o desprezo que você tem pelas regras é uma característica normalmente ligada a Sonserina.

James respirou fundo e voltou a falar no mesmo tom de voz morto.

— Eu também pensei que era isso. Nem me incomodou na época. Mas então tivemos os NOMs e... e... — Pontas afundou a cabeça nos joelhos e sua voz saiu abafada. — Lily me disse... coisas... coisas ruins... sobre mim. E eu comecei a pensar que o chapéu talvez... que o chapéu tinha visto isso... e eu poderia estar na casa errada. E então Harry poderia ter herdado isso... e a Sonserina... seria minha culpa. — James parecia incapaz de proferir mais uma palavra.

Todos se olharam em silêncio. Severus queria rir, gargalhar, Potter não poderia ter pensando nem por um momento que ele poderia ir para a Sonserina. Era engraçado demais. Sonserinos usavam sutileza e astucia para alcançar seus objetivos. E Potter era sutil como um trasgo dançando balé. Um Sonserino não bancava o herói, fugiria para lutar num momento apropriado, quando tivesse maior vantagem. Era absurda demais a ideia de Potter na Sonserina. Hilário realmente.

Enquanto isso Sirius trocara um olhar com Remus e se ajoelhara no chão na frente de Pontas. Ele sabia que o amigo nunca seria um sonserino, mas como ele diria isso de forma a penetrar em uma cabeça tão dura?

— James, isso é...

— A maior besteira que eu já ouvi na vida — terminou Lily no lugar fazendo Sirius lhe dar um olhar raivoso e James finalmente levantar a cabeça parecendo chocado. — Eu não acredito que você sequer tenha considerado isso — A ruiva estava em choque por saber que o rapaz tinha levado a serio suas palavras, a ponto de se culpar caso o filho... ela nem conseguia terminar de pensar no absurdo da situação.

— James, — Lily começou novamente num tom de voz muito mais doce fazendo a alegria que Snape sentia sumir completamente — A ideia de você na Sonserina é um absurdo. — Snape franziu o cenho. Isso seria uma ofensa velada de Lily? — Você pertence completamente a Grifinória, se não tivesse interrompido o chapéu tenho certeza que o mesmo te diria isso.

James olhou para seus amigos como se esperasse uma sentença de morte, mas todos sorriram pra ele de volta. Seu olhar demorou em Remus que acenou com a cabeça encorajando. E em Sirius que levantou os polegares para cima. E finalmente voltou para Lily como se ela tivesse a ultima palavra.

Lily mordeu os lábios observando o comportamento de James, ela sempre tinha reclamado que como ele se sentia o máximo. Mas vendo James inseguro a fez se sentir mal, e ela tinha uma certa culpa nisso. Não que ela se arrependesse das palavras. Era verdade na época. Mas ela tinha descontado em James a decepção que Severus causado com suas palavras. Ela não queria ver James assim.

Num gesto que surpreendeu a todos, Lily levantou a mão aos cabelos de James bagunçando-os levemente. — E eu que pensei que você fosse inteligente, Potter. Você na Sonserina, francamente. — e sorriu voltando para o sofá.

O comentário de Lily havia aliviado o clima na sala. E James voltou para o sofá parecendo mais animado. Sirius deu um olhar para Lily como se estivesse vendo algo que não esperava estar ali.

Apenas Severus estava mais desanimado que antes. Ele nunca tinha questionado estar na Sonserina. Até agora.

Alice decidiu que era melhor voltar a ler.

Harry ouviu o chapéu anunciar a última palavra para todo o salão. Tirou o chapéu e se encaminhou trêmulo para a mesa de Grifinória. Sentia tanto alívio por ter sido selecionado e ter escapado de Sonserina, que nem reparou que estava recebendo a maior ovação da cerimônia.

— Porque gritos e aplausos de 1/4 do salão é algo silencioso, quase uma canção de ninar. — brincou Sirius. Dessa vez Lily deixou passar. Sabia que o moreno fazia isso para acabar com o clima ruim na sala.

Percy, o Monitor, se levantou e apertou sua mão com energia, enquanto os gêmeos Weasley gritavam "Ganhamos Potter! Ganhamos Potter!"

James sorriu a isso e o restante de seus amigos suspiraram aliviados.

Harry sentou-se defronte do fantasma com a gola de rufos que vira antes da cerimônia. O fantasma lhe deu uma palmadinha no braço, produzindo em Harry a sensação horrível e repentina de que acabara de mergulhar num balde de água gelada.

— É realmente horrível quando isso acontece. Estremeceu Alice.

Agora ele via bem a Mesa Principal. Na extremidade mais próxima sentava-se Rúbeo Hagrid, cujo olhar encontrou o seu e lhe fez um sinal de aprovação. Harry retribuiu o seu sorriso. E ali, no centro da Mesa Principal, em um cadeirão dourado, encontrava-se Alvo Dumbledore. Harry o reconheceu imediatamente pela figurinha que tirara no sapo de chocolate comprado no trem. Os cabelos prateados de Dumbledore eram a única coisa no salão inteiro que brilhava tanto quanto os fantasmas. Harry viu o Professor Quirrell também, o rapaz nervoso do Caldeirão Furado. Parecia muito extravagante num grande turbante púrpura.

— Deve ser O turbante — comentou Alice — para parecer extravagante ao lado de Dumbledore.

Todos riram acabando de vez com o clima ruim que estava na sala.

E agora só faltavam três pessoas para serem selecionadas. Lisa Turpin virou uma Corvinal e depois foi a vez de Rony. A essa altura ele estava branco-esverdeado. Harry cruzou os dedos sob a mesa para dar sorte e um segundo depois o chapéu anunciou GRIFINÓRIA!

Os marotos explodiram em aplausos novamente e Lily estava feliz por ver James se juntar a eles.

Harry bateu palmas bem alto como os demais quando Rony se largou numa cadeira a seu lado.

— Muito bem, Rony excelente — disse Percy Weasley pomposamente por cima de Harry na mesma hora em que Blás Zabini era mandado para a Sonserina. A Professora Minerva enrolou o pergaminho e recolheu o Chapéu Seletor.

Harry baixou os olhos para o prato dourado e vazio diante dele.

Acabara de perceber como estava faminto. As tortinhas de abóbora pareciam ter sido comidas havia anos.

Sirius lambeu os lábios, conhecendo essa sensação. Ele costumava sentir cinco minutos após qualquer refeição.

Alvo Dumbledore se levantara. Sorria radiante para os estudantes, os braços bem abertos, como se nada no mundo pudesse ter-lhe agradado mais do que vê-los todos reunidos ali.

— Nós também te amamos Diretor Dumby. — falou James como se Dumbledore estivesse ali.

— Alguma vez vocês o chamaram por esse nome na frente dele? — pediu Frank curioso.

— E qual seria a graça caso contrario? — rebateu Sirius.

— Qual foi a reação dele? — Alice estava curiosa também.

— Enquanto não o chamássemos de Diretor Dorezinho estava tudo bem. — respondeu Remus para o espanto da ruiva. — Eu também sou um maroto.

— Sejam bem-vindos! — disse. — Sejam bem-vindos para um novo ano em Hogwarts! Antes de começarmos nosso banquete, eu gostaria de dizer umas palavrinhas: Pateta! Chorão! Desbocado! Beliscão! Obrigado.

— O melhor discurso de sempre.

E sentou-se. Todos bateram palmas e deram vivas. Harry não sabia se ria ou não.

— Ele é... Um pouquinho maluco? — perguntou incerto, a Percy.

— Definitivamente. Mas também é um gênio — respondeu James.

— Maluco? — disse Percy despreocupado. — ele é um gênio! O melhor bruxo do mundo! Mas é um pouquinho maluco, sim.

— Batatas, Harry?

O queixo de Harry caiu. Os pratos diante dele agora estavam cheios de comida. Ele nunca vira tantas coisas que gostava de comer em uma mesa só: rosbife, galinha assada, costeletas de porco e de carneiro, pudim de carne, ervilhas, cenouras, molho, ketchup e, por alguma estranha razão, docinhos de hortelã.

— Eu gosto dos docinhos de hortelã. — comentou Sirius. — São de comer. — concluiu como se isso resumisse tudo.

Não é que os Dursley tivessem deixado Harry com fome,

Graças a Merlin por isso. Agradeceu Lily.

mas nunca lhe permitiram comer tanto quanto quisesse. Duda sempre tirava tudo que Harry realmente queria, mesmo que acabasse doente. Harry encheu o prato com um pouco de cada coisa exceto os docinhos e começou a comer. Estava tudo uma delícia.

— Isto está com uma cara ótima — disse o fantasma de gola de rufos observando, tristemente, Harry cortar o rosbife.

— O senhor não pode...?

— Eu nunca entendi porque os fantasmas se sentam a mesa durante as refeições se não podem comer. — comentou Sirius — Parece um tipo de tortura.

— Não como há quase quatrocentos anos — explicou o fantasma.

O moreno de olhos cinzas engoliu em seco. Essa era uma boa razão para nunca voltar como fantasma.

— Não preciso, é claro, mas a pessoa sente falta. Acho que ainda não me apresentei? Cavalheiro Nicholas de Mimsy-Porpington às suas ordens. Fantasma residente da torre da Grifinória.

— Eu sei quem o senhor é! — disse Rony inesperadamente. — Meus irmãos me falaram do senhor. O senhor é, o Nick Quase Sem Cabeça.

— Ele não vai gostar disso. — comentou James lembrando que James tinha feito um comentário parecido.

— Eu prefiro que você me chame de cavalheiro Nicholas de Mimsy. O fantasma começou muito formal, mas o louro Simas Finnigan o interrompeu.

— Quase Sem Cabeça? Como é que alguém pode ser quase sem cabeça?

— Eu odeio quando alguém pergunta isso. — disse Lily amaldiçoando a curiosidade Grifinória.

Sir Nicholas parecia muitíssimo aborrecido, como se aquela conversinha não estivesse tomando o rumo que ele queria.

— Você pensaria que depois de séculos a pessoa esta acima desses aborrecimentos triviais. — comentou Frank.

— Assim disse com irritação. E agarrou a orelha esquerda e puxou. A cabeça toda girou para fora do pescoço e caiu por cima do ombro como se estivesse presa por uma dobradiça. Era óbvio que alguém tentara decapitá-lo, mas não fizera o serviço direito.

Lily estremeceu.

Satisfeito com a cara de espanto dos garotos, Nick Quase Sem Cabeça empurrou a cabeça de volta ao pescoço, tossiu e disse:

— Então, novos moradores da Grifinória! Espero que nos ajudem a ganhar o campeonato das casas este ano! Grifinória nunca passou tanto tempo sem ganhar a taça. Sonserina tem ganhado nos últimos seis anos!

— Não! — gritou Sirius como se tivesse recebido um ferimento mortal. — Não! Esse futuro precisa ser mudado! É terrível! Tenebroso!

— Por que isso foi o pior que foi mencionado até agora. Bom saber que Sirius tem as prioridades no lugar certo. — brincou Alice.

O barão Sangrento está ficando quase insuportável. Ele é o fantasma da Sonserina.

— Ele sempre foi insuportável. — contradisse James.

Harry deu uma olhada na mesa de Sonserina e viu um fantasma horroroso sentado lá, os olhos vidrados, uma cara muito magra e vestes sujas de sangue prateado. Estava ao lado de Malfoy, que, Harry ficou contente de ver, não parecia muito satisfeito com a distribuição dos lugares.

Sirius, Tiago e Alice sorriram maliciosamente.

— Como foi que ele ficou coberto de sangue? — perguntou Simas muito interessado.

— Nunca perguntei — respondeu Nick Quase Sem Cabeça, educadamente.

— Nós perguntamos varias vezes. — disse James apontando para si mesmo e Sirius — A melhor resposta que ele nós disse foi que o amor podia fazer sangrar. — James deu os ombros.

Depois que todos comeram tudo o que podiam, as sobras desapareceram dos pratos deixando-os limpinhos como no início.

Logo depois surgiram as sobremesas. Tijolos de sorvete de todos os sabores que se possa imaginar, tortas de maças, tortinhas de caramelo, bombas de chocolate, roscas fritas com geléia, bolos de frutas com calda de vinho, morangos, gelatinas pudim de arroz...

Sirius estava de boca aberta, com a língua para fora. Parecendo muito com sua contraparte animaga.

Quando Harry se serviu das tortinhas de caramelo, a conversa se voltou para as famílias.

— Eu sou meio a meio — disse Simas. — Papai é trouxa. Mamãe não contou a ele que era bruxa até depois de casarem. Teve um choque horrível. Os outros riram.

Lily mordeu os lábios e olhou para Severus que parecia ainda mais pálido. Algo parecido tinha acontecido na sua família. Só que mãe dele só contara ao pai que era bruxa após a primeira magia acidental de Severus.

— E você, Neville? — perguntou Rony.

— Bom, minha avó me criou e ela é bruxa,

— Por que infernos minha mão criaria meu filho? — perguntou Frank indignado sabendo como sua mãe era excessivamente rígida às vezes.

— Alguma coisa deve ter acontecido com nós — disse Alice em voz baixa. Ela não queria dizer que achava que eles tinham morrido. Mas Frank entendeu o pensamento.

— Eu realmente lamento não estar lá para o nosso filho. — respondeu Frank olhando nos olhos da namorada. — Mas acredito que é importante lutar pelo que se acredita.

— Eu também — respondeu Alice com a voz muito mais forte.

Como James e Lily antes, eles se sentiam triste por não criar o filho. Mas se a morte deles criasse um mundo melhor para seu filho. Então eles lutariam de cabeça erguida.

Os marotos e Lily tinham o mesmo sorriso mesclando tristeza e determinação. Cada um deles estava disposto a morrer lutando pelo que acreditava.

Severus se impediu de bater na própria testa. Ele esperava esse tipo de bravura suicida dos grifinórios, até entendia a Fawcett sendo Lufa-Lufa morrer por lealdade ao lado que acreditava. Mas Longbottom era um Corvinal, e supostamente devia ser inteligente. Onde estava a inteligência em se sacrificar por algo? Você não ganha nada estando morto.

Alice voltou a ler com a esperança de conhecer algo mais sobre o filho.

mas a família achou durante anos que eu era completamente trouxa. Meu tio-avô Algi vivia tentando me pegar desprevenido e me forçar a recorrer à magia. Ele me empurrou pela borda de um cais uma vez, eu quase me afoguei.

— Eu gostaria de ter uma conversa com seu tio. — disse Alice num tom de voz muito doce, que Frank sabia que significa problemas.

Mas nada aconteceu até eu completar oito anos. Meu tio Algi veio tomar chá conosco e tinha me pendurado pelos calcanhares para fora de uma janela do primeiro andar, quando a minha tia-avó Enid lhe ofereceu um merengue e ele sem querer me deixou cair.

— Ambos vamos ter uma longa conversa com meu tio. — disse Frank num falso tom de calma. Era um absurdo alguém de sua família tratar seu filho assim. Nem sua mãe era tão louca.

Mas eu desci flutuando até o jardim e a estrada. Todos ficaram realmente satisfeitos. Minha avó chorou de tanta felicidade.

Frank revirou os olhos. Amava a própria mãe, mas ela tinha tendência ao exagero.

E vocês deviam ter visto a cara deles quando entrei para Hogwarts. Achavam que eu não era bastante mágico para entrar, entendem.

— Aposto que isso fez maravilhas a autoestima do Neville. — disse Alice com tanta raiva que faíscas voaram da sua varinha.

Meu tio Algi ficou tão contente que me comprou um sapo.

— Ao menos ele fez uma coisa boa. — disse James tentando animar a amiga.

Alice assentiu, ela adorava sapos e ficava feliz de ter algo em comum com o filho.

Do outro lado de Harry, Percy e Hermione conversavam sobre as aulas.

— Espero que elas comecem logo, tem tanta coisa para a gente aprender, estou muito interessada em Transfiguração, sabe, transformar uma coisa em outra, claro, dizem que é muito difícil, a pessoa começa aos poucos, fósforos em agulhas e coisas pequenas assim.

— Eu gosto dela. — James se animou — É inteligente e gosta de transfiguração.

Sirius olhou como se Pontas tivesse dito que seria o melhor amigo do Ranhoso. Fazendo Remus sorrir. Sirius era extremamente agradável quando gostava de alguém. Mas essa era uma lista pequena e muito difícil de entrar. Principalmente quando Almofadinhas tinha uma impressão inicial negativa.

Harry, que estava começando a se sentir aquecido e cheio de sono, olhou outra vez para a Mesa Principal. Hagrid tomava um grande gole de sua taça. A Professora Minerva conversava com o Professor Dumbledore. O Professor Quirrell, com aquele turbante ridículo, conversava com um

Alice ficou branca e parou de ler.

— Alice com quem meu filho conversava? Alguém ruim? Perigoso? — Pediu James nervoso.

Alice lançou um olhar muito feio na direção de Snape antes de voltar a ler.

professor de cabelos negros e oleosos,

— Não. — James gemeu.

nariz de gancho e pele macilenta.

— SNAPE NÃO PODE SER PROFESSOR DO MEU FILHO. — James gritou se levantando. Ele tinha prometido ser justo e deixar Severus em paz. Mas sabia que Harry seria extremamente infeliz nas mãos de Snape, principalmente por se parecer com James.

— Qual o problema? É meu amigo que vai dar aula pro meu filho. — Lily se levantou também amentando a voz no processo. — O que você tem contra isso?

— Você realmente acha que esse... Snape vai tratar Harry com justiça? Ele é meu filho. — comentou James indignado andando em círculos pelo espaço entre os sofás e desarrumando ainda mais os cabelos.

— Pelas barbas de Merlin, James! Sev é um adulto. Você acha que ele vai descontar a raiva em uma criança inocente, que é meu filho também. — Lily deu ênfase ao "meu" — Você acha que o conhece melhor do que eu?

James ignorou Lily e foi direto para Severus.

— Faça algo contra o meu filho e te juro que vou fazer você sentir na pele a mesma coisa. — Pontas ameaçou. — E não reclame, Evans. Se você acha que Snape não fará nada com Harry não precisa se preocupar. Caso contrario, — James sorriu malicioso — será apenas justiça.

James se sentou o mais longe de Lily possível no sofá. Ele estava com muita raiva. Lily não poderia ser ingênua a tal ponto. Ele se prometeu que se estivesse errado pediria desculpas a Snape. Mas caso contrario...

— Eu só preciso de um motivo. — Sirius mexeu a boca para formar as palavras na direção de Snape. — Apenas um motivo. — e segurou a varinha discretamente na mão direita.

Remus e Frank olhavam para ele com expressões de aviso silencioso. E o olhar de Alice era tão bom quanto a ameaça de Sirius. Apenas um motivo e os dois cairiam nele. Potter batia a varinha contra a coxa sem olhar na direção dele, parecia que era a única coisa que o impedia de enfeitiça-lo. Mas o pior era Lily sorrindo animada. Ela estava feliz por Sev ser professor do seu filho.

Snape engoliu em seco. Se ele tratasse Harry bem, Lily seria agradecida e o defenderia de Potter, o que causaria uma briga entre os dois. Senão... era melhor nem pensar nisso.

Aconteceu muito de repente. O olhar do professor de nariz de gancho passou pelo turbante de Quirrell e se fixou nos olhos de Harry, e uma pontada aguda e quente correu pela testa de Harry.

— Ai! — Harry levou a mão à testa.

Faíscas voaram da varinha de James. — Eu realmente espero que você não encoste um dedo em Harry. — o senão ficou subtendido.

— Que foi? — perguntou Percy.

— N-nada.

A dor se foi com a mesma rapidez com que viera. Mais difícil foi se livrar da sensação que Harry teve sob o olhar do professor. Uma sensação de que ele não gostava nada de Harry.

Sirius rosnou. Ele, James e Alice seguravam a varinha. Snape tinha a mão sobre a dele dentro das vestes. Assim como Remus. Frank olhava preocupado imaginando como controlar a situação. Apenas Lily parecia não sentir a tensão da sala. Ela tinha certeza que seu velho amigo não varia nada contra seu filho.

— Quem é aquele professor que está conversando com o Professor Quirrell? — perguntou a Percy.

— Ah, você já conhece Quirrell é? Não admira que ele pareça tão nervoso, aquele é o Professor Snape.

Sirius fingiu vomitar, sendo imitado por James.

Ele ensina Poções, mas não é o que ele queria. Todo o mundo sabe que está cobiçando o cargo de Quirrell. Conhece um bocado as Artes das Trevas, o Snape.

— Isso é dizer o mínimo. — comentou Sirius deixando claro que não era um elogio.

James acenou enfático. Lily não poderia entender como o garoto que tinha confessado desanimado pensar ter merecido a Sonserina tinha revertido a um tão humor mortal contra Snape. Ela entendia que James estava preocupado com Harry. Mas ele não percebia que ela conhecia Sev melhor que todos eles. E que ele não faria nada de ruim contra seu filho.

Harry observou o professor por algum tempo, mas Snape não voltou a olhar em sua direção.

— Sorte sua. — silabou Sirius.

Finalmente, as sobremesas também desapareceram, e o Profofessor Dumbledore ficou de pé mais uma vez. O salão silenciou.

— Hum... Só mais umas palavrinhas agora que já comemos e bebemos. Tenho alguns avisos de início de ano letivo para vocês. Os alunos do primeiro ano devem observar que é proibido andar na floresta da propriedade. E alguns dos nossos estudantes mais antigos fariam bem em se lembrar dessa proibição.

James, Sirius e Remus sorriram. Apenas se Dumbledore soubesse o quão bem eles conheciam a floresta proibida.

Os olhos cintilantes de Dumbledore faiscaram na direção dos gêmeos Weasley.

— O Sr. Filch o zelador, me pediu para lembrar a todos que não devem fazer mágicas no corredor durante os intervalos das aulas.

— Como se alguém obedecesse. — zombou Sirius.

Os testes de Quadribol serão realizados na segunda semana de aulas. Quem estiver interessado em entrar para o time de sua casa deverá procurar Madame Hooch. E, por último, é preciso avisar que, este ano, o corredor do terceiro andar do lado direito está proibido a todos que não quiserem ter uma morte muito dolorosa.

Harry riu, mas foi um dos poucos que fez isso.

— Não é engraçado. — contradisse Remus. — Só é estranho Dumbledore não explicar o motivo.

— Ele não está falando sério! — cochichou a Percy.

— Deve estar — respondeu Percy franzindo a testa para Dumbledore. — E estranho porque em geral ele sempre nos diz a razão porque somos proibidos de ir a algum lugar A floresta está cheia de animais selvagens, todo o mundo sabe disso. Acho que poderia ter dito aos monitores, pelo menos.

Frank e Remus franziram o cenho ao comentário. Os outros estavam perdidos demais no problema de Snape ser um professor para notar.

— E agora, antes de irmos para a cama, vamos cantar o hino da escola! — exclamou Dumbledore. Harry reparou que os sorrisos dos outros professores tinham amarelado.

Remus, James e Sirius se levantaram e limparam a garganta. Alice sorrindo se levantou também.

Dumbledore fez um pequeno aceno com a varinha como se estivesse tentando espantar uma mosca na ponta e surgiu no ar uma longa fita dourada, que esvoaçou para o alto das mesas e se enroscou como uma serpente formando palavras.

— Cada um escolha sua música preferida — convidou Dumbledore — e lá vamos nós!

E a escola entoou em altos brados:

Hogwarts, Hogwarts, Hogwarts, Hogwarts,

Nos ensine algo por favor,

Quer sejamos velhos e calvos

Quer moços de pernas raladas,

Temos às cabeças precisadas

De idéias interessantes.

Pois estão ocas e cheias de ar,

Moscas mortas e fios de cotão.

Nos ensine o que vale a pena.

Faça o melhor, faremos o resto,

Estudaremos até o cérebro se desmanchar.

Alice terminou primeiro num tom de voz melodioso, prolongando as ultimas silabas. Sendo seguida por Remus cantando como se fosse uma valsa, fazendo passos de dança com uma companheira imaginaria. Sirius foi o penúltimo a terminar, cantando como se fosse Heavy Metal e simulando tocar guitarra. James foi o ultimo a terminar, imitando um cantor de opera e prolongando o final de por tanto tempo que Lily se perguntou como ele não ficara sem ar.

Frank e Lily bateram palmas.

— Onde você aprendeu a cantar assim? — pediu Lily querendo começar uma conversa. Ela notara que James tinha usado seu sobrenome e agora estava sentado no canto mais distante do sofá. A ruiva não queria estar com raiva de James. E vice-versa, mesmo após da discursão aos gritos. Ela só queria que James e os outros entendesse que Severus era uma boa pessoa e não faria mal ao filho dela.

James olhou para Lily tanto tempo que por um momento ela pensou que James iria ignora-la, o que seria uma mudança extraordinária na relação de ambos. Mas ele finalmente respondeu.

— Fui educado em casa antes de vir para Hogwarts, a maioria dos bruxos — Lily entendeu que os bruxos em questão eram os puros-sangues ricos — Tem aulas de etiqueta, música, dança e outras coisas que se considera necessário. — o tom de voz de Pontas indicava que ele não achava nada disso necessário.

Sirius, Alice e Frank assentiram com a cabeça. Embora Sirius fizesse de forma automática, sua mãe tinha uma lista muito pior do que se consideraria necessário para a educação de uma criança.

Todos terminaram a música em tempos diferentes. E por fim só restaram os gêmeos Weasley cantando sozinhos, ao som de uma lenta marcha fúnebre.

— Nunca tentamos assim. — reclamou Sirius.

Dumbledore regeu os últimos versos com sua varinha e, quando eles terminaram, foi um dos que aplaudiram mais alto.

— Ah, a música — disse secando os olhos. — Uma mágica que transcende todas que trazemos aqui! E agora hora de dormir.

— Andando!

Os novos alunos de Grifinória seguiram Percy por entre os grupos que conversavam, saíram do salão principal e subiram a escadaria de mármore. As pernas de Harry pareceram chumbo outra vez, mas só porque estava muito cansado e saciado. Estava cansado demais até para se surpreender que as pessoas nos retratos ao longo dos corredores murmurassem e apontassem quando eles passavam, ou que duas vezes Percy os tivesse conduzido por portais escondidos atrás de painéis corrediços e tapeçarias penduradas. Subiram outras tantas escadas bocejando e arrastando os pés, e Harry começou a se perguntar quanto ainda faltava para chegar quando de repente pararam.

— E é por isso que é um inferno chegar no primeira aula no dia seguinte. Você está tão cansado que é incapaz de lembrar o caminho. — comentou Frank.

Um feixe de bengalas flutuava no ar à frente deles, e quando Percy avançou um passo em sua direção, começaram a assaltá-lo.

— Isso deve ser a ideia de Pirraça de boas vindas. — comentou Remus.

— Pirraça — cochichou Percy para os alunos do primeiro ano. — Um Poltergeist. E falou em voz alta — Pirraça, calma.

— Porque pedir educadamente faz muito efeito em Pirraça. — desdenhou Sirius.

Um som alto e grosseiro, como o ar escapando de um balão respondeu.

— Quer que eu vá procurar o barão Sangrento?

— Isso não vai para-lo. — disse James. Os marotos tinham muita experiência com Pirraça.

Ouviram um estalo e um homenzinho com olhos escuros e maus e a boca escancarada apareceu, flutuando de pernas cruzadas no ar, segurando as bengalas.

— Oooooooooh! — disse com uma risada malvada. — Calourinhos! Que divertido!

E mergulhou repentinamente contra eles. Todos se abaixaram.

— Vá embora, Pirraça, ou vou contar ao barão, e estou falando sério! — ameaçou Percy.

Pirraça estirou a língua e desapareceu, largando as bengalas na cabeça de Neville.

— Eu vou matar Pirraça! — ameaçou Alice. E ela parecia tão feroz que ninguém comentou que era impossível matar um Poltergeist.

Eles o ouviram partir zunindo, fazendo retinir os escudos de metal ao passar.

— Vocês tenham cuidado como Pirraça — recomendou Percy, quando retomaram a caminhada. — O barão Sangrento é o único que consegue controlá-lo, ele não dá confiança aos monitores.

— Ele dá. Se o monitor for um maroto. — comentou Remus sorrindo.

Chegamos.

No finzinho do corredor havia um retrato de uma mulher muito gorda vestida de rosa.

— Senha? — pediu ela.

Cabeça de Dragão — disse Percy e o retrato se inclinou para frente revelando um buraco redondo na parede.

Frank pensou que ele preferia a entrada da Corvinal, com o método de responder perguntas.

Todos passaram pelo buraco. Neville precisou de um calço. E se viram na sala comunal da Grifinória, um aposento redondo cheio de poltronas fofas.

Percy indicou às garotas a porta do seu dormitório e, aos meninos, a porta do deles. No alto de uma escada em caracol era óbvio que estavam em uma das torres encontraram finalmente suas camas, cinco camas com reposteiros de veludo vermelho-escuro.

— Apenas cinco camas? — perguntou Remus admirado. — Nós tivemos doze no primeiro ano. Era preciso dois quartos.

— Claro que no segundo ano ficamos só nós quatro em um quarto, já que ninguém achava seguro dividir um dormitório com os marotos. — respondeu Sirius para evitar o pensamento que ninguém queria ter, sobre como a guerra tinha diminuído o numero de crianças;

As malas já haviam sido trazidas. Cansados demais para falar muito, eles enfiaram os pijamas e caíram na cama.

— Comida de primeira, não foi? — comentou Rony para Harry pelos reposteiros. — Se manda, Perebas! Ele está roendo os meus lençóis.

Os marotos sorriram a isso se lembrando do amigo Peter.

Harry ia perguntar a Rony se ele provara as tortinhas de caramelo, mas adormeceu quase imediatamente.

Talvez Harry tivesse comido demais, porque teve um sonho muito estranho. Estava usando o turbante do Professor Quirrell, que não parava de conversar com ele, dizendo que devia se mudar para Sonserina imediatamente, porque era seu destino. Harry disse ao turbante que não queria ir para Sonserina, o turbante foi ficando cada vez mais pesado, Harry tentou tirá-lo, mas ele começou a apertar sua cabeça até doer e aí Malfoy apareceu, rindo do esforço dele. Depois Malfoy se transformou no professor de nariz de gancho, Snape, cuja gargalhada ecoou alta e fria, houve um clarão verde e Harry acordou, suado e trêmulo.

James voltou a bater a varinha na coxa.

Mudou de posição e voltou a dormir, e quando acordou no dia seguinte, nem se lembrou que tinha sonhado.

Alice passou o livro para Remus. Que perguntou se poderia começar a ler imediatamente.

Lily queria pedir uma pausa, não gostando do clima ruim entre ela e James. E dos olhares que Sirius e Alice disparavam em direção a Snape. Mas James falou antes:

— Acho que o melhor é começar a ler. — respondeu James — Tenho certeza que todas as nossas preocupações serão esclarecidas no próximo capitulo. — e virando para Lily continuou. — Eu vou pedir desculpas caso esteja errado, e espero que você faça o mesmo.

Lily sorriu. Ela tinha certeza que era James quem teria que pedir desculpas.

Remus abriu o livro na página certa e gemeu antes de ler o próximo titulo: Capítulo Oito – O Mestre das Poções.