Disclaimer: Eu não possuo Harry Potter ou qualquer um dos personagens. Nem a história de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Tudo pertence à magnifica J. K. Rowling.
A / N: Os trechos originais do livro estão em negrito.
Eu não sei como agradecer todas essas reviews. Vocês são 10. Eu estou impressionada com o numero de pessoas elogiando a fic e colocando nos favoritos. Eu vou fazer o meu melhor para continuar postando um capitulo por dia como forma de agradecer a todos vocês. Quanto a todos que estão com pena do Snape. Bem eu acho que ele merece sofrer um pouquinho, *risada maníaca*. E quanto ao livro sete, vocês vão ter que esperar eu chegar lá para ver as reações. Mas eu já adianto que nem todos vão reagir da mesma maneira, assim como sobre a traição de Peter, a morte de Dumbledore e todas as cenas mais fortes. Eu sou má por deixar vocês ainda mais curiosos ;)
Respondendo as reviews:
Inaclara: Eu vou fazer os setes livros, na verdade eu tenho o epílogo final da historia pronto. Foi a primeira coisa que eu escrevi. ;)
Anônima: Eu sei que não foi uma pergunta, mas eu senti vontade de fazer um comentário. Snape honrou a sua casa sim. Como todo bom Sonserino ele sabe ficar quieto quando esta em desvantagem. Fazendo Salazar orgulhoso do seu aluno ;)
Andro-no-hana e Leticia Malfoy Potter: Eu pretendo demorar no máximo três dias para postar um novo capitulo, mas até agora eu tenho conseguido fazer um capitulo por dia. Os dois primeiros livros são menores e é mais fácil de escrever. Sobre horários, Não tenho um horário certo para postar, porque tipo. Eu começo a escrever o capitulo quando estou indo para a faculdade de manhã. (Eu fico quase duas horas no ônibus) e continuou quando estou voltando. Algumas vezes eu praticamente termino nesse tempo e outras vezes eu nem chego na metade. Mas estimando um prazo acho que entre 16h e 21h eu estarei postando. =]
Eu fico muito feliz que todos gostem dos meus personagens, eu admito que me divirto muito escrevendo a Alice. Mas se alguém achar que eu estou fugindo da personalidade deles não hesitem em comentar.
...
Lily sorriu. Ela tinha certeza que era James quem teria que pedir desculpas.
Remus abriu o livro na página certa e gemeu antes de ler o próximo titulo: Capítulo Oito – O Mestre das Poções.
...
— Tudo que eu mais queria na vida, um capitulo sobre Snape. — Disse Alice num falso tom animado, principalmente na ultima palavra.
— Pense pelo lado positivo. — consolou Sirius e James olhou como se o amigo estivesse louco. — Todas as vinganças que teremos durante o capitulo. — O sorriso de Sirius era cruel.
— Você não pode dar um voto de confiança. — pediu Lily.
— Seus pedidos só fazem efeito no Pontas. — respondeu Sirius. — Nada vai me convencer a azarar o Ranhoso se ele sequer olhar para Harry do jeito errado.
Lily cruzou os braços, bufando. E Remus suspirou. Tinha um péssimo pressentimento sobre o capitulo.
Severus segurou mais firmemente a varinha. Ele realmente esperava que sei eu futuro não fosse ruim com Harry, mas conhecendo seu eu presente isso seria altamente improvável.
— Ali, olha.
— Onde?
— Ao lado do garoto alto de cabelos vermelhos.
— De óculos?
— Você viu a cara dele?
— Você viu a cicatriz?
— Deixem Harry em paz. — reclamou Lily incomodada com toda atenção.
— Ele é o garoto que derrotou Voldemort. É normal sentir curiosidade. —Frank deu os ombros.
Os murmúrios acompanharam Harry desde a hora em que ele saiu do dormitório no dia seguinte. A garotada que fazia fila do lado de fora das salas de aula ficava nas pontas dos pés para dar uma espiada, ou ia e vinha nos corredores para vê-lo duas vezes.
— Meu filho não é uma atração de circo. — reclamou Lily.
Harry desejou que não fizessem isso, porque estava tentando se concentrar para encontrar o caminho para suas aulas.
Meu pobre menino, Pensou Lily.
Havia cento e quarenta e duas escadas em Hogwarts
— Na verdade existem centro e quarenta e seis. Tem quatro passagens com escadas. — contradisse James.
— Nem vou perguntar como você sabe disso. — disse Alice.
largas e imponentes, estreitas e precárias, umas que levavam a um lugar diferente às sextas-feiras, outras com um degrau no meio que desaparecia e a pessoa tinha que se lembrar de saltar por cima.
Os marotos trocaram sorrisos. Peter sempre esquecia de pular esse degrau.
Além disso, havia portas que não abriam a não ser que a pessoa pedisse, por favor, ou fizesse cócegas nelas no lugar certo e portas que não eram bem portas, mas paredes sólidas que fingiam ser portas. Era também muito difícil lembrar onde ficavam as coisas, porque tudo parecia mudar freqüentemente de lugar. As pessoas nos retratos saíam para se visitar e Harry tinha certeza de que os brasões andavam.
— Eles andam. Pontas e eu os convencemos a apostar corrida algumas vezes. — comentou Sirius
Os fantasmas também não ajudavam nada. Era sempre um choque horrível quando um deles atravessava de repente uma porta que a pessoa estava querendo abrir. Nick Quase Sem Cabeça ficava sempre feliz de apontar a direção certa para os alunos de Grifinória, mas Pirraça, o Poltergeist, representava duas portas fechadas e uma escada falsa se a pessoa o encontrasse quando estava atrasada para uma aula.
— Lidar com Pirraça é uma arte. — falou Remus.
— Que eu imagino que os marotos aperfeiçoaram ao longo dos anos. — Alice sorriu para Remus que retribuiu o sorriso.
Ele despejava cestas de papéis na cabeça das pessoas, puxava os tapetes de baixo de seus pés, acertava- as com pedacinhos de giz ou vinha sorrateiro por trás, invisível, e agarrava-as pelo nariz e guinchava: "PEGUEI-A PELA BICANA!"
James e Sirius riram.
Pior que o Poliergest, se é que era possível, era o zelador, Argos Filch. Harry e Rony conseguiram conquistar sua má vontade logo na primeira manhã, Filch encontrou-os tentando forçar caminho por uma porta que, por azar, era a entrada para o corredor proibido no terceiro andar.
— Filch não vai acreditar nisso. Ele jamais acreditou em nada que nós dizemos. — negou James.
— E alguma vez vocês falaram a verdade? — pediu Lily.
— Nós sempre falamos a verdade. — e ao olhar incrédulo de Lily, James continuou — de um modo distorcido e ligeiramente alterado.
Ele não quis acreditar que estavam perdidos, pois tinha certeza de que estavam tentando arrombá-la de propósito e ameaçava trancá-los nas masmorras, quando foram salvos pelo Professor Quirrell, que ia passando.
— O que o professor Quirrell estava fazendo na parte proibida do castelo? — perguntou Frank.
— Os professores devem precisar patrulhar aquela área para impedir alunos curiosos de tentar a sorte. — respondeu Remus.
Severus revirou os olhos, Era o tipo de coisa que os marotos fariam. Mas ele ia evitar comentar até o seu eu futuro aparecer no livro.
Filch tinha uma gata chamada Madame Nor-r-r-a, como quem ronrona, um bicho magro, cor de poeira, com olhos saltados como lâmpadas, iguais aos de Filch. Ela patrulhava os corredores sozinha, se alguém desobedecesse a uma regra em sua presença, pusesse o dedão do pé fora da linha, ela corria a buscar Filch, que aparecia, asmático, em dois segundos. Filch conhecia as passagens secretas da escola melhor do que ninguém (exceto talvez os gêmeos Weasley)
— Nós conhecemos melhor! — reclamou Sirius.
e podia surgir de repente como um fantasma. Os estudantes a detestavam e a ambição mais desejada de muitos era dar um bom pontapé em Madame Nor-r-ra.
Os marotos caíram na gargalhada.
— Vou supor que vocês fizeram isso. — comentou Lily chateada, mesmo a gata sendo chata não merecia ser machucada.
— Não isso, mas Sirius conjurou um cachorro imenso para correr atrás dela. — comentou James alterando o fato que Sirius era o cachorro em sua forma animaga.
— E James prendeu um sino e pompons de modo que era impossível a gata chegar sem fazer barulho. — continuou Remus.
— E Remus pos um feitiço de desilusão na gata e Filch passou dias procurando. — terminou Sirius.
Alice estava gargalhando desde o começo da historia. E Frank e Lily seguravam um sorriso, eles também não gostavam da gata e ela não tinha sido prejudicada.
Além disso, quando a pessoa conseguia encontrar o caminho das salas, havia as aulas em si. Mágica era muito mais do que sacudir a varinha e dizer meia dúzia de palavras engraçadas, como Harry logo descobriu.
Brilhante descoberta. Digna do pai. — pensou Severus.
Tinham de estudar o céu da noite pelo telescópio toda quarta-feira à meia-noite e aprender os nomes das diferentes estrelas e os movimentos dos planetas. Três vezes por semana iam para as estufas de plantas atrás do castelo para estudar herbologia, com uma bruxa baixa e gorda chamada Professora Sprout, com quem aprendiam como cuidar de todas as plantas e fungos estranhos e descobriam para que eram usados.
Alice sorriu, era sua matéria preferida.
Sem falar, a aula mais chata era a de História da Mágica,
— Todos concordamos com você. — apoiou Sirius
a única matéria ensinada por um fantasma. O Professor Bins era realmente muito velho quando adormeceu diante da lareira na sala dos professores e levantou na manhã seguinte para dar aulas, deixando o corpo para trás. Binns falava sem parar enquanto eles anotavam nomes e datas e acabavam confundindo Emerico, o Mau, com Urico, o Esquisitão.
— Fazendo até a guerra mais sanguinária parecer um discurso do ministério. — comentou James.
O Professor Flitwick, que ensinava Feitiços, era um bruxo miudinho que tinha de subir numa pilha de livros para enxergar por cima da mesa. No começo da primeira aula ele pegou a pauta e quando chegou ao nome de Harry soltou um gritinho excitado e caiu da pilha, desaparecendo de vista.
Lily sorriu. Flitwick era o professor preferido dela embora Slughorn reivindicasse o cargo.
Já a Professora Minerva era diferente. Harry estava certo quando pensou que ela não era professora para aluno nenhum aborrecer, severa e inteligente, fez um sermão no instante em que eles se sentaram para a primeira aula.
— Todo ano Minnie faz o mesmo discurso. — Comentou James carinhosamente pensando na sua professora favorita. Ele ainda não havia planejado a tradicional peça de volta as aulas que ele fazia todo em Transfiguração
— A Transfiguração é uma das mágicas mais complexas e perigosas que vão aprender em Hogwarts. Quem fizer bobagens na minha aula vai sair e não vai voltar mais.
— Isso não é verdade. — comentou Sirius — Fizemos altas bobagens na aula dela e estamos lá ate hoje.
— Isso porque vocês são os melhores alunos em transfiguração, e por algum motivo louco Profª Minnie gosta de vocês dois. — respondeu Remus.
Estão avisados. — Transformou, então, a mesa em porco e de volta em mesa.
— Sempre a mesma magia. — comentou James.
Todos ficaram muito impressionados e ansiosos para começar, mas logo perceberam que não iam transformar os móveis em animais ainda por muito tempo. Depois de fazerem anotações complicadas, receberam um fósforo e começaram a tentar transformá-lo em agulha. No fim da aula, somente Hermione Granger produzira algum efeito no fósforo, a Professora Minerva mostrou a classe como o fósforo ficara todo prateado e pontiagudo e deu um raro sorriso à aluna.
— Isso é um absurdo! Eu transformei o fosforo em uma agulha na primeira tentativa, e Sirius conseguiu na segunda e Minnie não nos deu um sorriso.
— Foi porque você usou a agulha para espetar Peter. — respondeu Remus. — E a agulha que Sirius transformou era a minha.
James bufou e cruzou os braços.
— Você não está realmente chateado por causa da agulha.— Pediu Lily em voz baixa. Ela queria voltar a conversar normalmente com James. Fazia apenas um dia que eles começaram a conversar como amigos, mas a ruiva já sentia falta?
— Eu meio que esperava que Harry herdasse meu talento para transfiguração. — confessou James.
— Tenho certeza que Harry vai herdar outro de seus talentos. — Lily respondeu ganhando o primeiro sorriso de James depois da briga.
A matéria que todos estavam realmente aguardando com ansiedade era a de Defesa Contra as Artes das Trevas, mas as aulas de Quirrell foram uma piada.
Frank e Remus se olharam desanimados. Era a matéria preferida deles.
Sua sala cheirava fortemente a alho que todos diziam que era para espantar um vampiro que ele encontrara na Romênia e temia que viesse atacá-lo a qualquer dia.
Um grande professor realmente. Pensou Severus revirando os olhos.
Seu turbante contou ele, fora presente de um príncipe africano como agradecimento por tê-lo livrado de um zumbi incômodo, mas os alunos não tinham muita certeza se acreditavam na historia. Primeiro porque, quando Simas Finnigan pediu ansioso para Quirrell contar como liquidara o zumbi, Quirrell ficou vermelho e começou a falar do tempo,
— Eu me pergunto por que o diretor Dumbledore contratou um professor que parece ter medo da própria matéria. — pediu Frank
— Provavelmente os professores continuam saindo ano após ano. Depois de um tempo deve ser difícil achar alguém. — Remus deu os ombros.
segundo porque eles repararam que havia um cheiro engraçado em volta do turbante, e os gêmeos Weasley insistiam que devia estar cheio de alho também, de modo que Quirrell estava protegido em qualquer lugar.
— Eu gostaria de ter aula com esse professor. — comentou Sirius atraindo todos os olhares. — Imagina todas as peças que poderíamos aprontar com esse turbante
Harry se sentiu aliviado ao descobrir que não estava muito atrasado com relação ao resto da turma. Muitos alunos tinham vindo de famílias de trouxas e, como ele, não faziam idéia de que eram bruxas e bruxos. Havia tanto para aprender que até gente como Rony não estava tão adiantada assim.
Isso por que Ron é realmente inteligente. — pensou Severus com sarcasmo. Mas estava decidido a não fazer nenhum comentário que causasse mais raivas aos grifinórios. Ele já tinha problemas sem isso.
Sexta-feira foi um dia importante para Harry e Rony, Eles finalmente conseguiram encontrar o caminho para o salão principal e tomar o café da manhã sem se perder nem uma vez.
Muito importante. — pensou Severus ainda se impedindo de comentar.
— O que temos hoje? — perguntou Harry a Rony enquanto punha açúcar no mingau de aveia.
— Poções duplas com o pessoal da Sonserina. Snape é diretor da Sonserina. Dizem que sempre os protege. Vamos ver se é verdade.
Sirius abriu um sorriso cruel, Ele mal podia esperar para azarar Snape. Alice deu outro olhar mortal. Severus por um momento lembrou-se de um basilísco. James tinha parado de bater a varinha na coxa e agora só a segurava contra a perna. Lily revirou os olhos para essas reações exageradas.
— Gostaria que Minerva nos protegesse. — A Professora Minerva era diretora da Grifinória, mas isso não a impedira de dar aos seus alunos uma montanha de dever de casa no dia anterior.
— Minnie é justa. Ela nós protegesse se estivermos com a razão. — James não pode deixar de defender sua professora preferida.
Naquele instante chegou o correio. Harry agora já se acostumara com isso, mas levara um susto na primeira manhã quando centenas de corujas entraram de repente no salão principal durante o café da manhã, circulando as mesas até verem seus donos e deixarem cair as cartas e pacotes no colo deles.
— Eu acho que deveria ser explicado aos nascidos-trouxas que algo assim aconteceria. — comentou Lily pensando em quão assustador essa visão seria para alguém que nunca tinha visto uma coruja.
Edwiges não trouxera nada para Harry até então. Às vezes entrava para beliscar sua orelha e comer um pedacinho de torrada antes de ir dormir no corujal com as outras corujas da escola.
— Seu filho tem uma coruja muito boa. — elogiou Frank. James sorriu pensado em como sua própria coruja costumava de anima-lo nas ferias
Esta manhã, porém, ela esvoaçou entre a geléia e o açucareiro e deixou cair um bilhete no prato de Harry. Ele o abriu imediatamente.
"Prezado Harry — dizia, numa letra muito garranchosa. — Sei que tem as tardes de sexta-feira livre, então será que não gostaria de vir tomar uma xícara de chá comigo por volta das três horas? Quero saber como foi a sua primeira semana. Mande-me uma resposta pela Edwiges... Hagrid".
James e Lily sorriram. Ambos gostavam de Hagrid e estavam felizes por ele se importar com Harry.
Harry pediu emprestada a pena de Rony e escreveu:
"Sim, gostaria, vejo você mais tarde" no verso do bilhete e despachou Edwiges outra vez.
Foi uma sorte que Harry tivesse o convite de Hagrid com que se alegrar, porque a aula de Poções foi a pior coisa que lhe acontecera até ali.
James se ajeitou no sofá. Sirius o imitou. Alice parecia procurar o melhor ângulo para o feitiço. Remus mordia os lábios nervosamente e Frank se preparava para recolher os restos que sobrassem de Snape.
Lily ficou desanimada, mas por um motivo diferente. Isso significava para ela que Harry era ruim em poções. Por isso tinha sido a pior aula.
Snape analisava mentalmente suas chances se as coisas saíssem errado.
No início do banquete de abertura do ano letivo, Harry tivera a impressão de que o Professor Snape não gostava dele. No final da primeira aula de Poções, ele viu que se enganara. Não era bem que Snape não gostava de Harry
— Viu James, eu tinha razão. Peça desculpas. — disse Lily animada.
— Acho que você deveria esperar Remus acabar de ler. — comentou Frank que tinha visto o olhar que o maroto de cabelos cor de areia dera a Snape.
— ele o odiava.
— Tenho certeza que foi um mal entendido. — falou Lily. Ela simplesmente não conseguia acreditar que o Sev que tinha sido amigo dela poderia fazer algo contra seu filho.
A aula de Poções foi em uma das masmorras. Era mais frio ali do que na parte social do castelo e teria dado arrepios mesmo sem os animais embalsamados flutuando em frascos de vidro nas paredes à volta.
— Ótimo gosto para decoração. — zombou Alice que tinha sentado no braço do sofá para obter um ângulo melhor.
Snape, como Flitwick, começou a aula fazendo a chamada e, como Flitwick, ele parou no nome de Harry.
— Ah, sim — disse baixinho. — Harry Potter. A nossa nova celebridade.
Lily mordeu os lábios. Ela não poderia ter se enganado com Sev novamente. Poderia?
Draco Malfoy e seus amigos Crabbe e Goyle deram risadinhas escondendo a boca com as mãos. Snape terminou a chamada e encarou a classe. Seus olhos eram negros como os de Hagrid, mas não tinham o calor dos de Hagrid. Eram frios e vazios e lembravam túneis escuros.
— Não compare Hagrid com este... este... — Sirius não terminou a frase, com se não conseguisse pensar em uma palavra ruim o suficiente.
— Vocês estão aqui para aprender a ciência sutil e a arte exata do preparo de poções — começou. Falava pouco acima de um sussurro, mas eles não perderam nenhuma palavra. Como a Professora Minerva, Snape tinha o dom de manter uma classe silenciosa sem esforço. — Como aqui não fazemos gestos tolos, muitos de vocês podem pensar que isto não é mágica.
Até aqui ele esta indo bem. Pensou Lily.
Não espero que vocês realmente entendam a beleza de um caldeirão cozinhando em fogo lento, com a fumaça a tremeluzir, o delicado poder dos líquidos que fluem pelas veias humanas e enfeitiçam a mente, confundem os sentidos... Posso ensinar-lhes a engarrafar fama, a cozinhar glórias, até a zumbificar se não forem o bando de cabeças-ocas que geralmente me mandam ensinar.
— Você não deveria ofender os seus alunos. — comentou Frank começando a entender a raiva da namorada.
Severus olhou para Lily que estava mordendo os lábios e não olhava para ele. Snape estremeceu. "Que não seja uma repetição do quinto ano" ele pensava.
Mais silêncio seguiu-se a esse pequeno discurso. Harry e Rony se entreolharam com as sobrancelhas erguidas Hermione Granger estava sentada na beiradinha da carteira e parecia desesperada para começar a provar que não era uma cabeça-oca.
Lily e Frank sentiram simpatia pela menina. Eles estariam tentariam a mesma coisa nessa situação.
— Potter! — disse Snape de repente.
Sirius rosnou.
— O que eu obteria se adicionasse raiz de asfódelo em pó a uma infusão de losna?
— Essa é uma pergunta do sexto ano. — comentou James com raiva. Assim como Alice ele sentara no braço do sofá e parecia estar tentado a enfeitiçar Snape por cima da cabeça de Lily.
"Raiz de quê em pó a um infusão do quê"? Harry olhou para Rony, que parecia tão embatucado quanto ele, a mão de Hermione se ergueu no ar.
— Não sei não senhor — disse Harry.
A boca de Snape se contorceu num riso de desdém.
-Tsk, tsk, a fama pelo visto não é tudo.
Lily estremeceu.
E não deu atenção a mão de Hermione.
Frank franziu o cenho. Isso não era justo com Hermione. Se a menina havia levantado a mão para responder uma pergunta dessas, qualquer professor ficaria maravilhado.
— Vamos tentar outra vez, Potter. Se eu lhe pedisse, onde você iria buscar bezoar?
— Eles não aprendem isso até depois do natal. — Alice voltou ao seu tom de voz alto e doce que nunca significava nada bom
Hermione esticava sua mão no ar o mais alto que pôde sem se levantar da carteira, mas Harry não tinha a menor idéia do que fosse bezoar. Tentou não olhar para
Malfoy, Crabbe e Goyle, que se sacudiam de tanto rir.
— Não sei não senhor.
— Achou que não precisava abrir os livros antes de vir, hein, Potter?
Harry fez força para continuar olhando diretamente para aqueles olhos frios. Folheara os livros na casa dos Dursley, mas será que Snape esperava que ele se lembrasse de tudo que vira em Mil ervas e fungos mágicos?
— Não, ele é apenas um imbecil. — comentou Sirius que parecia a ponto de se levantar do sofá.
Snape continuava a desprezar a mão trêmula de Hermione.
— Qual é a diferença Potter, entre acônito licoctono e acônito lapelo?
Lily fez um som estranho, como um soluço sufocado.
Ao ouvir isso Hermione se levantou, a mão esquerda em direção ao teto da masmorra.
Frank ficou impressionado com a menina por saber tudo isso em seu primeiro ano,
— Não sei — disse Harry em voz baixa. — Mas acho que Hermione sabe, porque o senhor não pergunta a ela?
Isso deve me acalmar, pensou Severus desesperado com seu eu futuro. Vai me lembrar de Lily e eu não farei nenhuma besteira. Ele arriscou um olhar para a garota que tinha abaixado a cabeça e não olhava para ninguém.
Alguns garotos riram, os olhos de Harry encontraram os de Simas e este deu uma piscadela. Snape, porem não gostou.
— Sente-se — disse com rispidez a Hermione. — Para sua informação Potter, asfódelo e losna produzem uma poção para adormecer tão forte que é conhecida como a Poção dos Mortos Vivos. O bezoar é uma pedra tirada do estômago da cabra e pode salvá-lo da maioria dos venenos. Quanto aos dois acônitos são plantas do mesmo gênero botânico. Então? Por que não estão copiando o que estou dizendo?
— Porque você não disse para fazer. — rosnou Sirius.
Ouviu-se um ruído repentino de gente apanhando penas e pergaminhos. E acima desse ruído a voz de Snape:
— E vou descontar um ponto da Grifinória por sua impertinência, Potter.
Severus se encolheu ao ver o olhar de todos na sala. Suas chances não eram boas.
James estava dividido entre azarar Snape pelo que ele estava fazendo com Harry e consolar Lily que ainda não tinha levantado a cabeça. Então trocou um olhar com Sirius. Sabia que seu amigo vingaria Harry e ele começou a pensar algo para consolar Lily.
As coisas não melhoraram para os alunos da Grifinória na continuação da aula de Poções. Snape separou-os aos pares e mandou-os misturar uma poção simples para curar furúnculos.
Caminhava imponente com sua longa capa negra, observando-os pesar urtigas secas e pilar presas de cobras, criticando quase todos, exceto Draco, de quem parecia gostar.
Porque eu gostaria de um garoto mimado. Perguntou-se Severus sem entender completamente o seu eu futuro.
Tinha acabado de dizer a todos que olhassem a maneira perfeita com que Draco cozinhara as lesmas quando um silvo alto e nuvens de fumaça ocre e verde invadiram a masmorra. Neville conseguira derreter o caldeirão de Simas transformando-o numa bolha retorcida e a poção dos dois estava vazando pelo chão de pedra, fazendo furos nos sapatos dos garotos.
Alice voltou para o seu lugar no sofá e apertou o braço de Frank.
Em segundos, a classe toda estava trepada nos banquinhos enquanto Neville, que se encharcara de poção quando o caldeirão derreteu, tinha os braços e as pernas cobertos de furúnculos vermelhos que o faziam gemer de dor.
— Meu pobre filho. Alice gemeu.
— Menino idiota! — vociferou Snape,
— Meu - filho – não – é – um – idiota. — disse Alice pontuando cada palavra com um feitiço fazendo uma mancha colorida por vez na pele de Snape. — Estamos entendidos? — Com um ultimo olhar mortal ela voltou para seu lugar.
limpando a poção derramada com um aceno de sua varinha. — Suponho que tenham adicionado as cerdas de porco-espinho antes de tirar o caldeirão do fogo?
Neville choramingou quando os furúnculos começaram a pipocar em seu nariz.
Alice mandou uma nova azaração de seu lugar no sofá. E mesmo Frank olhava feio para Snape agora.
— Levem-no para a ala do hospital — Snape ordenou a Simas.
Em seguida voltou-se zangado para Harry e Rony, que estavam trabalhando ao lado de Neville.
— Faça algo para Harry que eu farei pior com você! — rosnou Sirius.
— Você, Potter, por que não disse a ele para não adicionar as cerdas? Achou que você pareceria melhor se ele errasse, não foi? Mais um ponto que você perdeu para Grifinória.
Sirius lançou uma azaração para Snape cuja blusa agora dizia. "Sou um Ranhoso idiota que desconta a própria raiva em crianças inocentes".
A injustiça foi tão grande que Harry abriu a boca para argumentar, mas Rony deu-lhe um pontapé por trás do caldeirão.
— Não force a barra — cochichou. — Ouvi dizer que Snape pode ser muito indigesto.
Lily finalmente levantara a cabeça.
— Me desculpe James. Você tinha razão. Eu claramente estava errada. Novamente. — disse Lily sem olhar para Snape.
James nunca na sua vida desejou tanto estar errado quanto ele queria agora. Não só Lily seria triste toda vez que Snape fosse mencionado no livro. Isso também significava que Harry sofreria sete anos de inferno nas mãos do Ranhoso. Pontas não aguentaria ver Lily nesse estado durante sete livros, então mesmo a contra gosto ele decidiu fazer algo para ajudar. Ele se aproximou da ruiva colocando um braço em torno dos seus ombros e levantando seu rosto com a outra mão.
— Esse futuro ainda não aconteceu, Lily — começou James suavemente, seu coração partindo ao ver a tristeza que a ruiva parecia incapaz de esconder. — Nós podemos muda-lo. Talvez Snape esteja aqui para ver seus erros e corrigi-los. Não desista ainda.
— Você acredita nisso? — pediu Lily parecendo desesperada para se agarrar a qualquer esperança.
— Ele tem que está aqui por algum motivo. — James desconversou. Ele acreditava que Snape estava aqui por algum motivo além de servir de saco de pancadas. Só não era capaz de imaginar qual.
— Então eu vou me referir ao Sev do futuro como Snape. Por que aquele homem que maltratou meu filho não tem nada do meu amigo de infância dentro dele. — concedeu Lily precisando acreditar nisso.
James deu um beijo nos cabelos de Lily e olhou por cima da cabeça ruiva para Snape e deu um olhar que dizia com todas as letras. "Estou fazendo isso por ela."
Pontas olhou para Sirius pedindo silenciosamente para deixar isso por enquanto. Lily não merecia sofrer por ter sido amiga de um imbecil.
— Então eu posso usar todos os xingamentos possíveis no Snape futuro. — disse Sirius num tom que não admitia contradição.
Alice sorriu animada com a ideia. Frank pensou que James era brilhante por sugerir algo assim. Remus se animou por Pontas ter percebido que a felicidade de Lily era mais importante que rivalidades escolares.
Snape parecia que tinha tragado algo muito doloroso. A última coisa que ele queria era dever algo a Potter novamente. Principalmente em relação a Lily.
Quando subiam as escadas para sair da masmorra uma hora depois, os pensamentos se sucediam velozes na cabeça de Harry, que se sentia deprimido. Perdera dois pontos para Grifinória na primeira semana, por que Snape o odiava tanto?
— Porque ele é um imbecil que esta descontando a raiva do seu pai em você.
— Ânimo — disse Rony — Snape está sempre tirando pontos de Fred e Jorge. Posso ir com você a casa de Rúbeo?
Sirius sorriu aprovando a atitude do menino. Era um bom amigo.
As cinco para as três eles saíram do castelo e atravessaram a propriedade. Hagrid morava numa casinha de madeira na orla da floresta proibida. Um par de galochas estava à porta da casa.
Quando Harry bateu à porta eles ouviram uma correria frenética e latidos ferozes. Depois, a voz de Hagrid dizendo:
— Para trás, Canino para trás.
— Espero que não seja nada perigoso. — disse Lily preocupada.
A cara barbuda de Hagrid apareceu na fresta quando a porta se abriu.
— Espere aí. Para trás, Canino.
Ele os fez entrar, lutando para segurar com firmeza a coleira de um enorme cão de caçar javalis.
— É apenas um cão. — disse Alice acalmando a amiga.
Havia apenas um aposento na casa. Presuntos e faisões pendiam do teto, uma chaleira de cobre fervia ao fogão e a um canto havia uma cama maciça coberta com uma colcha de retalhos.
— Estejam à vontade — falou Hagrid, soltando Canino, que pulou imediatamente para cima de Rony e começou a lamber-lhe a orelha. Como Hagrid, parecia óbvio que Canino não era tão feroz quanto se esperava.
Todos que conheciam Hagrid sorriram ao comentário.
— Este é o Rony — Harry disse a Hagrid, que fora despejar água fervendo num grande bule de chá e arrumar biscoitos num prato.
— Mais um Weasley, hein? — exclamou Hagrid vendo as sardas de Rony — Passei metade da vida expulsando seus irmãos da floresta.
— E a outra metade expulsando os marotos. — sorriu Remus.
Os biscoitos quase quebraram os dentes deles,
— Não são tão ruins, você só precisa amolece-los no fogo antes. — comentou Sirius deixando todos surpresos com o que seu estomago aguentava.
mas Harry e Rony fingiram gostar e contaram a Hagrid como tinham sido as primeiras aulas. Canino descansou a cabeça no colo de Harry e cobriu as vestes dele de baba.
Harry e Rony ficaram contentes de ouvir Hagrid chamar Filch de guitarra velha.
— Madame No-r-ra é o única criatura que eu conheço que não gosta de Hagrid. — observou Alice. — imagino que é porque ela seja leal ao seu dono.
— Quanto àquela gata, Madame Nor-r-ra, às vezes eu tenho vontade de apresentar o Canino a ela.
— Faça isso. — aprovou Sirius
Sabe que todas as vezes que vou até a escola ela me segue por toda parte? Não consigo me livrar da gata. É Filch que a manda fazer isso.
Harry contou a Hagrid a aula de Snape. Hagrid, como Rony, disse a Harry que não se preocupasse, que Snape não gostava praticamente de nenhum aluno.
Severus franziu o cenho. Seu eu futuro não parecia feliz.
— Mas ele parecia que realmente me odiava.
— Bobagem! Por que o odiaria?
Agora foi James que franziu o cenho. Porque Hagrid não contaria que Snape e ele não se davam bem na escola.
Mas Harry não pôde deixar de pensar que Hagrid evitou encará-lo quando disse isso.
Pontas mordeu os lábios. Será que Hagrid achava que James era culpado por como Snape tratou Harry. Se ele próprio tivesse agido melhor teria feito a vida de Harry mais fácil com seu professor de poções? James nunca tinha considerado que azarar Snape teria consequências na vida de seu filho. Mas Snape nunca tinha o deixado em paz. James se perdeu nesses pensamentos.
— Como vai seu irmão Carlinhos? — perguntou Hagrid a Rony. — Eu gostava muito dele. Tinha muito jeito com animais.
— Hagrid sempre foi péssimo para desconversar. — comentou Remus.
Harry se perguntou se Hagrid teria mudado de assunto de propósito. Enquanto Rony contava tudo sobre o trabalho de Carlinhos com dragões, Harry apanhou um pedaço de papel que estava na mesa sob o abafador de chá. Era uma noticia recortada do Profeta Diário
O CASO GRINGOTES
Prosseguem as investigações sobre o arrombamento de Gringotes, ocorrido em 31 de julho, que se acredita ter sido trabalho de bruxos e bruxas das Trevas desconhecido.
Os duendes de Gringotes insistiam hoje que nada foi roubado.
O cofre aberto na realidade fora esvaziado mais cedo naquele dia.
"Mas não vamos dizer o que havia dentro, para que ninguém se meta, se tiver juízo", disse um porta-voz esta tarde.
— Duendes não são nada simpáticos. — resmungou Lily
Harry lembrou-se que Rony lhe contata no trem que alguém tentara roubar Gringotes, mas não mencionara a data.
— Rúbeo! — exclamou Harry. — Aquele arrombamento de Gringotes aconteceu no dia do meu aniversário! Talvez estivesse acontecendo enquanto a gente estava lá!
— Será que o cofre roubado foi o mesmo que Hagrid visitou? — perguntou Frank.
— Ele disse que era assunto de Hogwarts. Deve ter sido algo muito importante para arriscarem roubar Gringotes. — respondeu Remus,
Não havia a menor dúvida, desta vez, Hagrid decididamente evitara encarar Harry. Resmungou alguma coisa e lhe ofereceu mais um biscoito.
— Então com certeza era o mesmo cofre. — sorriu Sirius.
Harry releu a notícia "O cofre aberto na realidade fora esvaziado mais cedo naquele dia". Hagrid esvaziara o cofre setecentos e treze, se é que se podia chamar esvaziar alguém levar aquele pacotinho encalombado. Seria aquilo que os ladrões estavam procurando?
— Parece que Harry herdou o raciocínio e a curiosidade dos pais. — comentou Alice.
Quando Harry e Rony voltaram ao castelo para jantar, tinham os bolsos pesados com os biscoitos que a educação os impedira de recusar.
Todos os amigos de Hagrid na sala sorriram, eles também fizeram isso mais de uma vez.
Harry pensou que nenhuma das aulas a que assistira até ali tinha lhe dado tanto o que pensar quanto o chá com Rúbeo Hagrid. Será que Hagrid tinha apanhado o pacote bem na hora?
— Também gostaria de saber. — comentou Frank.
Onde estava o pacote agora? Será que ele sabia alguma coisa de Snape que não queria contar a Harry?
Antes que alguém pudesse fazer qualquer comentário Lily levantou-se:
— Eu preciso de um pouco d'agua.
Snape não querendo ficar perto dos marotos e Alice depois do que tinha feito com Harry murmurou precisar de agua também e levantou.
— Então. — começou Sirius num tom conspiratório. — O que faremos com o Seboso?
Alice se inclinou no sofá, interessada.
— Eu não sei, Almofadinhas. — começou James tentando por em palavras como ele se sentia agora. — Talvez se não tivéssemos aprontado tanto com Snape, ele não estaria descontando toda sua raiva no Harry.
— Isso é besteira, Pontas, e você sabe. — contradisse Sirius. — Ranhoso nunca nos deixou em paz. Nunca perdeu uma chance.
James concordou com a cabeça, mas ele ainda se sentia responsável de alguma forma pela maneira com que Harry era tratado.
— E eu nunca fiz nada de mal para Snape. — comentou Alice. — Não por falta de vontade, mas porque Lily ficaria chateada. E ele esta descontando no meu filho.
— E a menina chamada Hermione também não fez nada. E Snape a ignorou. — Frank opinou. Ele não estava feliz com a atitude de Snape em relação a Neville.
— Ele é um péssimo professor — disse Remus — Isso é impossível negar, mas como James disse antes. Nada disso aconteceu ainda.
Todos olharam para James como se a decisão final correspondesse a ele.
— Eu não posso impedir ninguém de azarar o Ranhoso. — Alice e Sirius trocaram sorrisos. — Eu só... — James olhou na direção de onde Lily parecia estar discutindo novamente com Snape e seus olhares se encontraram. Ele podia ver a tristeza dela embaixo da raiva. — Eu só não vejo como isso resolve as coisas.
Sirius que tinha visto a direção do olhar do amigo comentou:
— Você esta apenas com medo da reação de Lily.
James balançou a cabeça. Como explicar algo que ele mesmo tinha problemas pra entender?
— Não é isso. Eu só posso imaginar como é difícil para ela ver alguém que considerava um amigo maltratando o seu filho. — James levou a mão aos óculos, tirando-os para limpar na barra da blusa. — Eu admito que quero fazer Snape pagar pro tudo que ele fez e provavelmente fará com Harry. Apenas não consigo fazer isso se fizer Lily sofrer.
— Isso nunca te impediu de azarar o Ranhoso antes. — comentou Sirius ainda sem entender porque o amigo parecia relutante em fazer algo contra alguém que tinha feito tanto contra eles.
Remus, Frank e Alice assistiam a conversa como se fosse uma partida de ping-pong. Era raro ver James e Sirius discordando em algo.
— Eu não sei como te explicar, Almofadinhas. — como se explica o amor para alguém que nunca teve esteve apaixonado? Pensou James. — Se ele fizer algo realmente horrível para Harry, ou qualquer dano físico eu não vou hesitar em revidar. Mas fora isso, só não acho que valha a pena enfeitiça-lo por algo que ainda não aconteceu. — concluiu James pensando em Lily.
— É um acordo justo. — disse Remus aliviado que não tinha precisado intervir. O lobisomem nunca tinha sido bom em parar seus amigos de cometerem loucuras.
— Eu concordo com esse ponto de vista. — Frank resolveu participar da conversa. — Eu também acho que não vou conseguir ficar parado se Snape ferir Neville mesmo não tendo acontecido ainda.
Sirius não estava muito satisfeito com a decisão do amigo. E desde quando eles precisavam de um bom motivo para azarar o Ranhoso. Se ele pensasse um pouco com certeza acharia algo que Snape tinha feito para eles e não fora vingado ainda. Lily realmente afetada Pontas de uma forma que não era saudável.
Alice que entendia melhor o ponto de vista de James, na verdade ela estava feliz por ele se preocupar tanto com a amiga. E tinha certeza que entre ela e Sirius eles poderiam se vingar de qualquer coisa que Snape fizesse.
— Bem Sirius, acho que seremos eu e você. — disse Alice sorrindo maliciosamente. Ela poderia entender porque Snape estava descontando sua raiva em Harry, mas Neville e os outros alunos não mereciam nada disso.
— Certamente minha cara Alice, atos contra Harry e Neville não saíram impunes. — Sirius se recostou preguiçosamente no sofá, como se tivesse tido um tempo muito bom. E Remus quase se lamentou por Snape. Ele iria esperar para se lamentar realmente depois de ver como Snape trataria o Harry dali em diante.
Sem saber que os outros estavam planejando contra seu futuro. Severus tentou falar com Lily novamente. Aproveitando a oportunidade para falar a sós. Ele se colocou na frente dela para chamar a atenção
— Lily...
Mas Lily não ouviu. A ruiva olhou para o garoto na frente dela se perguntando se James tinha razão, o futuro poderia ser mudado, ou se já era tarde demais. Ela já tinha dado tantas chances para Snape e parecia que sempre se voltavam contra ela.
— O que meu filho te fez, Sev? O que uma criança inocente te fez para merecer tamanho ódio? Harry merece ser punido por ter cometido o imperdoável erro de ser filho de James? — o tom de Lily era sarcástico. — Ele ser meu filho não conta para nada, certo? Eu realmente quero acreditar que isso pode ser mudado, mas me diga Sev, me diga que neste momento você não tem nenhum prejuízo contra Harry por ser filho de James.
Severus olhou para Lily sem conseguir responder. Nunca havia conseguindo mentir para aqueles olhos verdes. O incomodava muito Harry ser filho de James, Lily merecia muito mais. Como a ruiva não poderia entender isso. Severus só queria o melhor para ela. E ela podia fazer muito melhor que um garoto mimado como Potter.
— Você não pode negar, não é. — Lily desviou os olhos por um momento se encontrando com o olhar avelã de James que não mostrava nada mais que preocupação. — Eu realmente quero meu amigo de infância novamente Sev, quero acreditar que o menino que me ensinou sobre magia ainda está em algum lugar ai dentro. Só que parece cada vez mais inalcançável.
Severus abriu a boca e fechou novamente sem dizer nada. Como explicar para Lily que aquele menino precisava ir embora, ele era uma fraqueza, e Snape não podia ter fraquezas. Pessoas poderosas não tinham fraquezas. Elas sempre seriam usadas contra você. Mas ao ver o olhar de Lily, uma parte dele queria ser aquele menino novamente, o menino que fazia os olhos verdes brilharem de alegria e não de raiva. Mas o menino era fraco, e os fracos sempre perdiam e eram humilhados. E Severus se esforçava ao máximo por não estar no lado perdedor novamente.
Ambos se olharam em silencio por alguns momentos.
— Eu quero meu amigo de volta, Sev. Realmente sinto falta dele. — Lily suspirou. — Mas esse outro você... — Lily perdeu as palavras por um momento. — Eu só espero que você esteja feliz com esse outro você. Eu sempre vou manter a porta aberta para a amizade do Sev que eu conhecia.
E com um sorriso triste Lily se afastou.
Severus se encostou na parede confuso. Ele queria ser poderoso para Lily. E a ruiva queria o menino fraco de volta. Lily não conseguia entender o quanto Snape odiava aquele menino fraco? Incapaz de proteger a mãe, sendo alvo de todos os insultos. Snape estava trabalhando para ser alguém poderoso. Alguém que Lily teria orgulho. Só que como sempre tudo que ele fazia pela ruiva parecia dar completamente errado.
Andando devagar em direção ao sofá Snape viu Potter perguntar algo e Lily acenar que sim com a cabeça e responder com um sorriso muito mais feliz que o anterior. Potter era popular, rico, respeitado por grande parte dos alunos. Snape sempre teve medo por isso. Potter podia oferecer mais que Snape no momento. E era por isso que Severus se esforçava tanto para ser o melhor. Até mesmo Lily que afirmava nunca ter ligado para essas coisas parecia estar caindo para Potter. Ela não poderia ver que Snape estava se esforçando para ser poderoso o suficiente? Perdido nesses pensamentos ele se sentou no sofá sem perceber o sorriso malicioso que Sirius e Alice estavam lhe dando.
Lily, após acalmar James dizendo que ela estava bem, sem conseguir conter um sorriso com a preocupação do moreno. Disse para Sirius recomeçar a leitura já que todos estavam reunidos.
Ainda sorrindo maliciosamente, pensando em todas as vinganças possíveis. Sirius abriu o livro e leu o próximo titulo: Capítulo Nove – O Duelo à Meia-Noite.
