Disclaimer: Eu não possuo Harry Potter ou qualquer um dos personagens. Nem a história de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Tudo pertence à magnifica J. K. Rowling.

A / N: Os trechos originais do livro estão em negrito.

Ufa, deu tempo de postar o capitulo. Já estava preocupada com as tentativas de assassinato e tortura contra a minha pessoa. Peço desculpas pela demora, mas eu sofro de enxaqueca e hoje foi um dia particularmente ruim. Se tiver mais erros que de costumem me perdoem. Eu vou rever com calma depois cada capitulo para corrigi-los. Fico cada vez mais feliz com o numero de reviews, é gratificante saber que tanta gente gosta da fic, me motiva a continuar.

Respondendo as reviews.

M. Alice Lovegood: James é minha grande paixão, desde que ele apareceu em Ordem da Fenix bagunçando os cabelos eu não consigo esquece-lo. *suspira* Sirius é maravilhoso para tirar uma casquinha de vez em quando, mas Prongs é o dono do meu coração *.* Eu faço faculdade de Ciência da Computação, a uns anos atrás eu pensei que isso seria uma grande ideia *ri*Agora não tenho tanta certeza =p Muita matemática. Espero que você goste da reação de James nesse capitulo.

Anneribeiro: Como eu respondi acima, Ciência da Computação. Mas não me pergunte porque eu escolhi isso que eu já não tenho mais certeza do motivo ;)

C.L. Hashehoff: O Severus não vai deixar os feitiços por isso mesmo, mas ele precisa escolher bem o momento de agir já que ele esta em minoria esmagadora. Como um bom sonserino ele esta esperando uma boa oportunidade.

Leticia Malfoy Potter: Eu não posso te contar se Lily e James se beijam nessa fic, mas eu prometo que eles ficam juntos antes do final do sétimo livro. *corre pra se esconder embaixo da cama.*. Serio, eu prometo muitos momentos fofos entre eles nesse livros... o beijo voê terá que ler e descobrir ;)

Anny Monique: Vai ter capitulo novo hoje sim, são exatamente 21h aqui e eu estou fazendo o upload desse capitulo nesse exato momento para acabar com seu sofrimento.


...


Ainda sorrindo maliciosamente, pensando em todas as vinganças possíveis. Sirius abriu o livro e leu o próximo titulo: Capítulo Nove – O Duelo à Meia-Noite.


...


Lily pestanejou.

— Eu espero que isso não signifique o que eu estou pensando.

— Se você está pensando que Harry vai entrar num confronto de varinhas quando o relógio estiver com ambos os ponteiros no doze. Então é isso. — respondeu Sirius brincando sem se dar conta do olhar assassino da ruiva.

Harry jamais acreditara que fosse encontrar um garoto que ele detestasse mais do que Duda, mas isto foi antes de conhecer Draco.

— É uma escolha difícil decidir qual dos dois é mais detestável. — concordou James.

Os alunos do primeiro ano da Grifinória, porém, só tinham uma aula com os da Sonserina, a de Poções, por isso não precisavam aturar Draco muito tempo.

— Ao menos um pequeno consolo. — admitiu Remus.

Ou pelo menos, não precisavam até ver um aviso pregado no salão comunal de Grifinória que fez todos gemerem. As aulas de vôo começariam na quinta-feira e os alunos das duas casas aprenderiam juntos.

— Mas isso é maravilhoso, Harry. Com alguma sorte você pode derrubar Draco da vassoura e fazer parecer um acidente. — comentou Sirius.

— Sirius Black! Eu te proíbo de dar esse tipo de ideia para meu filho. — gritou Lily.

— Você percebe que Harry ainda nem nasceu e não pode ouvir meus conselhos. — respondeu Sirius sorrindo.

— Eu já estou proibindo desde agora. E não só para Harry, vale para todos os filhos que James e eu viermos a ter.

James abriu um sorriso imenso.

— Quando filhos vamos ter? — pediu o moreno.

— Eu sempre quis ter ao menos um casal. — respondeu Lily inocentemente até ver o resto dos marotos, Alice e Frank sorrindo para ela. — O que foi?

— Você percebe que acaba de planejar seu futuro com James? — perguntou Alice sorrindo ao ver como Lily tinha se aproximado de James sem perceber.

— Não é isso que eu quis dizer... Eu só pensei... Bem, não importa... — concluiu Lily corando ligeiramente. Lendo o livro parecia tão natural ter casado com James que ela esquecia que eles não estavam juntos nesse momento.

Severus estava profundamente deprimido. Ele começara a pensar que talvez Lily estivesse realmente feliz com a ideia de um futuro com Potter. E se eles realmente ficassem juntos nesse tempo. Snape não saberia o que fazer.

— Típico — disse Harry desanimado. — É o que eu sempre quis, fazer papel de palhaço montado numa vassoura na frente do Draco.

— Você não vai fazer papel de palhaço, Harry. Você é um natural. — animou James.

Ele estivera ansioso para aprender a voar, mais do que qualquer outra coisa.

— Nós entendemos o sentimento. — comentou Alice.

— Você não sabe se vai fazer papel de palhaço — disse Rony sensato — Em todo o caso, sei que Draco vive falando que é bom em Quadribol, mas aposto que é conversa fiada.

— Eu imagino que ele saiba jogar algo. — contradisse Sirius — Lucius é capaz de montar um campo de quadribol no quintal e pagar jogadores profissionais para treinar Draco se isso for fazer o filho se destacar. Mas aposto que ele esta super valorizando o quanto ele realmente sabe.

Draco sem dúvida falava muito de vôos. Queixava-se em voz alta que os alunos do primeiro ano nunca entravam para o time de Quadribol e se gabava em longas histórias, que sempre pareciam terminar com ele escapando por um triz dos trouxas de helicóptero.

— Isso é mentira. — comentou Frank. — Se ele voar tão alto numa área trouxa. Até mesmo sendo fuilho de Lucius ele teria que comparecer ao ministério por violação ao Estatuto de Sigilo.

Mas ele não era o único pelo que Simas Finnigan contava, ele passara a maior parte da infância voando pelo campo montado numa vassoura.

— Isso é mais crível. — comentou Alice. — a maioria dos que nascem em família bruxa fazem isso durante a infância.

Até Rony contava para quem quisesse ouvir sobre a vez em que ele quase batera numa asa delta montado na velha vassoura de Carlinhos.

— Acho que Ron também esta enfeitando a historia. — sorriu Remus.

Todos os garotos de famílias de bruxos falavam o tempo todo de Quadribol.

— Porque é o melhor esporte que existe. — comentou James sorrindo. Ele mal podia esperar para ouvir sobre seu filho voando.

Rony já tivera uma grande discussão sobre futebol com Dino Thomas, que também usava o dormitório deles. Rony não via nada excitante em um jogo em que ninguém podia voar e só tinha uma bola.

James concordou entusiasticamente com a cabeça.

Harry surpreendera Rony cutucando o pôster em que Dino aparecia com o time de futebol de West Ham, tentando fazer os jogadores se mexerem.

Todos sorriram ao imaginar a cena.

Neville nunca andara de vassoura na vida, porque a avó nunca o deixara chegar perto de uma.

— Por que sua mão não deixa meu filho chegar perto de uma vassoura? — perguntou Alice perigosamente.

No fundo, Harry achava que ela estava certíssima, porque Neville conseguira sofrer um número impressionante de acidentes mesmo com os dois pés no chão.

— Eu sofro alguns acidentes, mas eu posso voar bem. — reclamou Alice.

Sirius começou uma risada que foi transformada em tose ao ver o olhar da menina.

— Eu voo bem sim! James, não é verdade que eu voo bem? — pediu Alice.

— Você voa bem. — concedeu James fazendo Alice — O único problema é que ninguém mais pode voar por perto. — Ao ver o olhar de confusão no rosto de Sirius, Remus e Lily ele explicou. — Alice pode voar muito bem sozinha porque ela esquece coisas triviais como pessoas e obstáculos e passa por cima de qualquer coisa que esteja no caminho.

— Não é bem assim. — respondeu Alice fazendo bico.

— Não lembra quando tivemos aquele jogo amistoso com alguns de seus amigos e os do Frank? — recordou James. — Você jogou de apanhadora. E no caminho para o pomo você derrubou o goleiro do seu próprio time da vassoura além de arremessar a goles longe porque ela estava no caminho.

— Mas eu peguei o pomo! Minha tarefa era pegar o pomo e eu peguei. Não tenho culpa se o goleiro não saiu do meu caminho. — reclamou Alice.

— Mas apanhadores não devem tocar na goles. — rebateu James

Alice fez bico em resposta arrancando gargalhadas da maior parte da sala.

Hermione Granger estava quase tão nervosa quanto Neville com a idéia de voar.

Sirius sorriu maliciosamente.

Isto não era coisa que se aprendesse de cor em um livro,

Severus cruzou os braços. Ele tinha tentado aprender a voar lendo livros e era a prova viva que isso não funcionava.

não que ela não tivesse tentado.

— Claro que tentou. — Zombou Sirius.

No café da manhã de quinta-feira, deu um cansaço neles falando sobre macetes de vôo que lera em um livro da biblioteca chamado Quadribol através dos séculos.

— Eu realmente amo esse livro. — comentou James.

Neville praticamente se pendurava em cada palavra que ela dizia, desesperado para aprender qualquer coisa que o ajudasse a se segurar na vassoura mais tarde,

Alice se lamentou por não estar lá para seu filho e o ajudar com o voo.

mas todos os outros ficaram muito felizes quando a conferência de Hermione foi interrompida pela chegada do correio.

Harry não recebera nenhuma carta desde o bilhete de Hagrid, uma coisa que Draco não demorara nada a notar, é claro. A coruja de Draco estava sempre lhe trazendo de casa pacotes de doces, que ele abria fazendo farol na mesa da Sonserina.

— Isso não é motivo para esfregar isso na cara de Harry. —reclamou James.

— Como se você não recebesse uma carta de casa por dia. — cuspiu Snape.

— Mas eu nunca me exibi com isso para ninguém. Nem mesmo para você — se defendeu James. Cruzando os braços.

Lily apoiou a mão no braço de James para acabar com a briga. Dessa vez o moreno tinha razão. James se exibia com seus próprios feitos, sendo um bom jogador de quadribol, tendo notas excelentes e sendo um dos garotos mais populares da escola. Ela nunca tinha visto James se gabar por ser rico, ou pelas suas relações familiares.

Uma coruja de curral trouxe para Neville um pacotinho da avó.

Ele o abriu excitado e mostrou a todos uma bolinha de vidro do tamanho de uma bola de gude grande, que parecia cheia de fumaça branca.

— É um lembrol. — esclareceu Frank que havia recebido vários — Eu só não entendo porque mamãe existe em manda-los se eles servem apenas para lembrar que algo foi esquecido, mas não o que foi esquecido.

— É um Lembrol! — explicou ele. — Vovó sabe que sou esquecido. Isto serve para avisar que a gente esqueceu de fazer alguma coisa. Olhe, aperte assim e ele fica vermelho, ah... — E ficou sem graça, porque o Lembrol de repente emitiu uma luz escarlate.

— ... Você esqueceu alguma coisa...

Neville estava tentando se lembrar do que esquecera quando Draco, que ia passando pela mesa da Grifinória, arrancou o Lembrol de sua mão.

— Não se meta com meu filho ou vai se arrepender. — ameaçou Alice.

— Você percebe que esta ameaçando um garoto que ainda não nasceu? — pediu Frank.

— Mas eu posso encontrar Lucius e garantir que ele seja incapaz de ter filhos. — rebateu Alice.

Harry e Rony puseram-se imediatamente de pé. Andavam querendo um motivo para brigar com Draco, mas a Professora Minerva, que era capaz de identificar uma confusão mais depressa do que qualquer outro professor da escola, num segundo estava lá.

— Esse é o único defeito de Minnie, ela sempre acaba com a diversão. — lamentou=se Sirius.

— Que é que está acontecendo?

— Draco tirou o meu Lembrol, professora.

Mal-humorado, Draco mais do que depressa largou o Lembrol na mesa.

Alice sorriu satisfeita.

— Só estava olhando — falou, e saiu de fininho com Crabbe e Goyle na esteira.

— Isso, corra para longe da malvada Minnie. — disse James.

Às três e meia, aquela tarde, Harry, Rony e os outros garotos da Grifinória desceram correndo as escadas que levavam para fora do castelo para a primeira aula de vôo.

James mal conseguia continuar sentado, tamanha era sua animação.

Era um dia claro, com uma brisa fresca e a grama ondeava pelas encostas sob seus pés ao caminharem em direção a um gramado plano que havia do lado oposto à floresta proibida, cujas árvores balançavam sinistramente a distância.

— Um dia maravilhoso para voar. — disse com a voz sonhadora, passando a mão pelos cabelos imaginando a brisa sentida de cima de uma vassoura, no ar.

Os garotos da Sonserina já estavam lá, bem como as vinte vassouras arrumadas em fileiras no chão. Harry ouvira Fred e Jorge Weasley se queixarem das vassouras da escola, dizendo que havia umas que começavam a vibrar quando voavam muito alto, ou sempre repuxavam ligeiramente para a esquerda.

— As vassouras da escola são realmente terríveis. — comentou Sirius lembrando da que ele tinha usado em sua primeira aula de voo.

A professora, Madame Hooch, chegou. Tinhas cabelos curtos e grisalhos e olhos amarelos como os de um falcão.

— Vamos, o que é que estão esperando? — perguntou com rispidez. — Cada um ao lado de uma vassoura. Vamos, andem logo.

— Ela poderia ser mais educada com os alunos. — comentou Frank.

James fez um gesto com a mão descartando a ideia. Tudo que ele queria era ouvir sobre seu filho voando.

Harry olhou para a vassoura. Era velha e tinha algumas palhas espetadas para fora em ângulos estranhos.

James vez uma careta, parecia uma vassoura terrível.

— Estiquem a mão direita sobre a vassoura — mandou Madame Hooch diante deles — e digam "Em pé!".

— Em pé! — repetiram James e Sirius fazendo o resto da sala revirar os olhos.

— EM PÉ! — gritaram todos.

A vassoura de Harry pulou imediatamente para sua mão, mas foi uma das poucas que fez isso.

James tinha um sorriso tão largo que Lily duvidou que seu rosto voltasse completamente ao normal algum dia.

A de Hermione Granger simplesmente se virou no chão e a de Neville nem se mexeu.

— É porque a ordem é transmitida para a vassoura através do pensamento e não da fala. Não adianta gritar em pé e não pensar nisso com determinação. — explicou James

Talvez as vassouras como os cavalos, percebessem quando a pessoa estava com medo, pensou Harry, havia um tremor na voz de Neville, que dizia com demasiada clareza que ele queria manter os pés no chão.

— Harry entendeu a essência. — aprovou Sirius.

Madame Hooch, em seguida, mostrou-lhes como montar as vassouras sem escorregar pela outra extremidade, e passou pelas fileiras de alunos corrigindo a maneira de segurá-la. Harry e Rony ficaram contentes quando ela disse a Draco que ele segurava a vassoura errado havia anos.

Todos na sala também estavam contentes.

— Agora, quando eu apitar, dêem um impulso forte com os pés — disse a professora. — Mantenham as vassouras firmes, saiam alguns centímetros do chão e voltem a descer curvando o corpo um pouco para frente. Quando eu apitar... Três... Dois..

Sirius estava lendo propositalmente devagar vendo como James parecia que ia explodir de ansiedade em breve.

Mas Neville, nervoso, assustado, e com medo que a vassoura o largasse no chão, deu um impulso forte antes mesmo de o apito tocar os lábios de Madame Hooch.

— Cuidado Neville! — gritou Alice.

Snape revirou os olhos para a mania irritante de todos falarem com o livro. Ele odiava o tema desse capitulo embora fosse melhor que ouvir sobre ele mesmo, ao menos não havia motivo para Lily se irritar com ele.

— Volte, menino! — gritou ela, mas Neville subiu como uma rolha que sai sob pressão da garrafa, quatro metros, seis metros.

Alice apertou fortemente a mão de Frank.

Harry viu a cara de Neville branca de medo espiando para o chão enquanto ganhava altura, viu-o exclamar, escorregar de lado para fora da vassoura e...

Sirius fez uma pausa e Alice apertou ainda mais fortemente a mão de Frank.

— BUM!

Almofadinhas berrou a ultima palavra fazendo todos pularem de susto. Um instante depois Alice levantou a varinha transformando as vestes de Sirius em rosa chiclete.

— Eu fico lindo de qualquer maneira. — disse Sirius após olhar para as suas vestes e voltou a ler.

— um baque surdo, um ruído de fratura e Neville caindo de borco na grama, estatelado. Sua vassoura continuou a subir cada vez mais alto e começou a flutuar sem pressa em direção à floresta proibida e desapareceu de vista.

Madame Hooch se debruçou sobre Neville, o rosto tão branco quanto o dele.

— Eu espero que ele esteja bem — comentou Alice preocupada.

— Vai dar tudo certo. —tranquilizou Frank. — James foi machucado de formas muito piores e remendaram ele todas as vezes.

— Pulso quebrado — Harry ouviu-a murmurar

Alice suspirou aliviada.

— Vamos, menino, levante-se. Virou-se para o restante da classe.

— Nenhum de vocês vai se mexer enquanto levo este menino ao hospital! Deixem as vassouras onde estão ou vão ser expulsos de Hogwarts antes de poderem dizer "Quadribol". Vamos, querido.

— É uma pena que nós não tivemos uma oportunidade dessa para nos divertimos. — lamentou Sirius.

Neville, o rosto manchado de lagrimas, segurando o pulso, saiu mancando em companhia de Madame Hooch, que o abraçava pelos ombros.

Alice mordeu os lábios, desejanto estar lá para seu filho. Frank a abraçou.

Assim que se distanciaram e ficaram fora do campo de audição da classe, Draco caiu na gargalhada.

— Vocês viram a cara dele, o panaca?

— Quando você for "conversar" com Lucius, eu vou te ajudar. — comentou Frank que estava começando a odiar Draco também.

Os outros alunos da Sonserina fizeram coro.

— Cala a boca, Draco — retrucou Parvati Patil.

— Uuuu, defendendo o Neville? — disse Pansy Parkinson, uma aluna da Sonserina de feições dura — Nunca pensei que você gostasse de manteiguinhas derretidas, Parvati.

— Vou colocar Parkinson na lista de pessoas que eu preciso azarar quando sairmos daqui. — comentou Alice.

— Olhe! — disse Draco, atirando-se para frente e recolhendo alguma coisa na grama. — É aquela porcaria que a avó do Neville mandou.

O Lembrol cintilou ao sol quando o garoto o ergueu.

— Me dá isso aqui, Draco — falou Harry em voz baixa.

— Mostre a ele, filho. — incentivou James. Lily não pode reclamar visto que ela teria feito algo parecido por um amigo.

Todos pararam de conversar para espiar, Draco soltou uma risadinha malvada.

— Acho que vou deixá-la em algum lugar para Neville apanhar, que tal em cima de uma árvore?

— Me dá isso aqui — berrou Harry, mas Draco montara na vassoura e saíra voando. Ele não mentira, sabia voar bem,

— Você pode voar melhor. — James continuou incentivando.

e planando ao nível dos ramos mais altos de um carvalho desafiou:

— Venha buscar, Potter! Harry agarrou a vassoura.

Pontas parecia alguém cujo natal tinha chegado mais cedo.

— Não! — gritou Hermione Granger — Madame Hooch disse para a gente não se mexer Vocês vão nos meter numa enrascada.

— Como se alguém realmente se importasse com isso. — Sirius resmungou.

Snape revirou os olhos, como se um filho de Potter fosse se importar com as regras.

Harry não lhe deu atenção. O sangue palpitava em suas orelhas. Ele montou a vassoura, deu um impulso com força e subiu, subiu alto, o ar passou veloz pelo seu cabelo e suas vestes se agitaram com força para trás e numa onda de feroz alegria ele percebeu que encontrara alguma coisa que era capaz de fazer sem ninguém lhe ensinar. Isto era fácil, era maravilhoso.

Todos os amigos de James na sala tiveram que sorrir da expressão do moreno. Era a mistura de pura felicidade e orgulho, nem mesmo quando ganhara a final de quadribol com um jogador a menos James sorrira tanto. A emoção era tanta que ele nem conseguia falar. Ele nunca se sentiu tão ligado ao filho como naquele momento, como se eles compartilhassem algo que o resto do mundo não entendia.

Lily não pode deixar de sorrir olhando para o rapaz, James parecia tão verdadeiramente orgulhoso do seu filho. A ruiva nunca tinha essa mostra de emoção crua no rosto do maroto. James era absurdamente feliz e não estava escondendo nada.

Severus se afundou mais no sofá, claro que o filho herdara o talento do pai. Podia apostar que seria arrogando como o pai, Harry já havia mostrado não ter respeito as regras. Mas sabia que qualquer comentário depreciativo a cerca de Harry faria sua amizade com Lily, já frágil, terminar de vez.

Sirius estava radiante, ele nunca tinha visto o amigo tão feliz. Mas do que nunca ele quis mudar esse futuro para que James estivesse lá quando Harry voasse pela primeira vez.

Puxou a vassoura para o alto para subir ainda mais e ouviu gritos e exclamações das garotas lá no chão e um viva de admiração do Rony. Virou a vassoura com um gesto brusco ficando de frente para Draco, que planava no ar. O garoto estava abobalhado.

— Ele deve saber que Harry vivia com trouxas e por isso era improvável ter viado antes. — comentou Remus.

— Me dá isso aqui — mandou Harry — ou vou derrubar você dessa vassoura!

— Derrube ele! — gritaram Alice e Sirius. James continuava sorrindo feliz demais para falar.

— Ah é? — retrucou Draco, tentando caçoar, mas parecendo preocupado.

Alice e Sirius sorriram maliciosamente,

Harry de alguma maneira sabia o que fazer. Curvou-se para frente, segurou a vassoura com firmeza com as duas mãos e ela disparou na direção de Draco como uma lança.

James mal conseguia ficar quieto tomado por tamanha animação.

Draco só conseguiu escapar por um triz. Harry fez uma curva fechada e manteve a vassoura firme. Algumas pessoas no chão aplaudiam.

Alice, Sirius e James aplaudiram também.

— Aqui não tem Crabbe nem Goyle para salvarem sua pele, Draco — berrou Harry.

O mesmo pensamento parecia ter ocorrido a Draco.

— Apanhe se puder, então! — gritou, e atirou a bolinha de cristal no ar e voltou para o chão.

— Não faça isso, você pode se machucar. — disse Lily preocupada. James pegou a sua mão e acenou com a cabeça dizendo que tudo ficaria bem. Ele ainda se sentia demasiado feliz para falar.

Harry viu, como se fosse em câmara lenta, a bolinha subir no ar e começar a cair. Ele se curvou para frente e apontou o cabo da vassoura para baixo, no instante seguinte estava ganhando velocidade num mergulho quase vertical, apostando corrida com a bolinha. O vento assobiava em suas orelhas, misturado aos gritos das pessoas que olhavam, ele esticou a mão a uns trinta centímetros do solo agarrou-a, bem em tempo de levar a vassoura à posição vertical, e caiu suavemente na grama com o Lembrol salvo e seguro na mão.

A respiração de James estava acelerada como se ele tivesse sido o único a sair de um mergulho com a sua vassoura. Não era apenas que Harry voasse bem, mas as sensações descritas eram as mesmas que James se sentia quando voava. Era como uma prova definitiva que Harry era seu filho. Uma ligação entre eles. Lily apenas sorria feliz em ver James feliz com o filho de ambos. Era o tipo de felicidade contagiante. Ela nunca teria imaginado o moreno tão ligado ao seu filho.

Alice e Frank olharam para James sorrindo, eles podiam imaginar como o moreno estava se sentindo ao ver ele mesmo no talento do filho. Sirius se sentia animado com o talento de seu afilhado na vassoura, Ele podia ver a semelhança com seu melhor amigo e imaginar como isso faria James feliz.

Remus estava surpreso como James tinha aceitado essa criança que ainda não nascera, e como parecia orgulhoso dela. Ele sempre pensou que dos quatro James era o mais provável de construir família, mas presenciar James brilhando de orgulho do próprio filho era uma experiência emocionante.

Severus precisava se conter para não revirar os olhos. Tudo que o moleque tinha feito era subir numa vassoura. Grande coisa. Apenas Potter podia sentir tamanha emoção por algo trivial como quadribol. Mas o que realmente o incomodava era que Lily parecia quase tão feliz como James. Realmente animada por essa criança que não havia nascido. Cada vez mais parecia a Snape que todos os seus sonhos eram inalcançáveis. Ele pensava que uma criança que ainda não tinha nascido estava mudando tudo e não percebia que era somente Lily dando-se uma oportunidade para conhecer James melhor.

.

— HARRY POTTER!

Ele perdeu a animação mais depressa do que quando mergulhara. A Professora Minerva vinha correndo em direção à turma.

— Isso é mal. — comentou Lily preocupada.

Ele se levantou tremendo.

— Nunca... Em todo o tempo que estou em Hogwarts...

— Não exagere Minnie, você viu James fazer coisas mais loucas com a vassoura. — comentou Sirius.

— A Professora Minerva quase perdeu a fala de espanto e seus óculos cintilavam sem parar. —... Como é que você se atreve... Podia ter partido o pescoço...

— Ela me deu um discurso igualzinho antes de me arrastar para fazer o teste para o time. — comentou James, se lamentando que os alunos do primeiro ano não podiam fazer os testes.

— Não foi culpa dele, professora...

— Calada, Srta. Patil..

Estranho, pensou Remus, não era típico de Minerva não ouvir explicações.

— Mas Draco...

— Chega, Sr. Weasley, Potter me acompanhe, agora.

— Você acha que ela será muito severa com ele? — perguntou Lily

James negou com a cabeça, mas não entendia porque Minnie estava levando Harry com ela. A professora costumava dizer seu castigo na hora. A não ser que... Mas era impossível Harry ainda estava no primeiro ano...

Harry viu as caras vitoriosas de Draco, Crabbe e Goyle ao sair acompanhando, espantado, a Professora Minerva, que seguiu para o castelo. Ia ser expulso, sabia. Queria dizer alguma coisa para se defender, mas parecia ter acontecido alguma coisa com a sua voz.

— Acho que ele aprendeu a arte do drama com a sua irmã. — comentou Sirius conseguindo um olhar mortal da ruiva como resposta. — Ser expulso apenas por isso, nós fizemos muito pior e ainda estamos aqui.

— Porque isso é realmente algo para se orgulhar — deixou escapar Severus com sarcasmo, mas viu que era uma má ideia porque todos exceto Lily olhavam para ele com mais ódio que de costume.

A Professora Minerva caminhava decidida, sem nem olhar para trás ele tinha que correr para acompanhar seu passo. Agora se enrascara.

Não tinha durado nem duas semanas. Estaria fazendo as malas dali a dez minutos. Que iriam dizer os Dursley quando ele aparecesse à porta da casa?

— Por Merlin! Tenha alguma fé menino. — exclamou Sirius chocado com o pessimismo do rapaz.

Com um movimento da varinha de Lily os cabelos de Sirius ficaram rosas.

— Para combinar com as vestes. — a ruiva comentou — Agora pare de pegar no pé do meu filho!

Snape sufocou uma risada, era tão bom ver outra pessoa sendo vitima da raiva de Lily.

Subiram os degraus da entrada, subiram a escadaria de mármore, e a Professora Minerva continuava a não dizer nada.

James se sentia cada vez mais confuso, o que Minnie pretendia fazer.

Escancarava portas e marchava pelos corredores com Harry trotando infeliz atrás dela. Talvez ela o levasse a Dumbledore.

— Ela só leva ao Dumbledore quando é algo realmente grave, ou quando ela acha que precisamos de um discurso sobre comportamento. — comentou Remus. Ele tinha alguma experiência na sala do diretor, não tanta como Almofadinhas e Pontas.

Pensou em Hagrid, aluno expulso a quem tinham permitido continuar na escola como guarda-caça. Talvez virasse assistente de Hagrid. Seu estômago revirava só de pensar, observando Rony e os outros se tornarem bruxos enquanto ele andava pela propriedade carregando a bolsa de Hagrid.

Sirius abriu a boca para comentar sobre a imaginação de Harry novamente, mas desistiu ao ver que a ruiva ainda segurava a varinha.

A Professora Minerva parou à porta de uma sala de aula. Abriu a porta e meteu a cabeça para dentro.

— Com licença, Professor Flitwick, posso pedir o Wood emprestado por um instante?

— Pelas meias furadas de Merlin! Eu não acredito. — disse James sorrindo impossivelmente mais amplo. E quando todos olharam pedindo explicações ele fez um gesto para Sirius continuar lendo.

"Wood?" pensou Harry, intrigado, Wood seria alguma coisa que ela ia usar para castigá-lo?

— Eu tenho que concordar com Sirius, Harry tende a exagerar. — comentou Alice ganhando um olhar feio da ruiva.

Mas Wood afinal era uma pessoa, um menino forte do quinto ano, que saiu da sala de Flitwick parecendo confuso.

Os sorrisos de Alice, Frank, Sirius e Remus também aumentaram. Isso só podia significar uma coisa...

— Vocês dois me sigam — disse a Professora Minerva, e continuaram todos pelo corredor, Wood examinando Harry com curiosidade.

— Entrem.

A Professora Minerva indicou uma sala de aula que estava vazia exceto por Pirraça, que se ocupava em escrever palavrões no quadro-negro.

Lily mordeu os lábios, levemente apreensiva, mas o sorriso de todos indicava algo muito bom.

— Fora, Pirraça! — ordenou ela. Pirraça atirou o giz em uma cesta, produzindo um eco metálico e alto e saiu xingando. A Professora Minerva bateu a porta atrás dele e virou-se para encarar os dois garotos.

— Harry Potter, este é Olívio Wood. Olívio... Encontrei um apanhador para você.

James soltou uma sonora risada, isso era brilhante, incrível, inimaginável. Seu filho que nunca montara numa vassoura antes era o jogador mais novo do século. Ele sentiu um pequeno pesar ao imaginar que não estaria lá para mostrar o quão orgulhoso estava. Seu filho sequer sabia que o pai era jogador de quabribol.

Todos ficaram surpresos pela súbita mudança de humor de James. Sirius conhecendo o amigo tinha uma ideia do que o incomodara.

— Vamos mudar isso, você vai estar lá para se orgulhar dele quando isso acontecer.

Lily entendendo o que chateara o moreno apertou sua mão mais forte. Todos os momentos importantes da vida de Harry tinham acontecido sem a presença deles, nesse futuro eles nunca puderam falar quão orgulhosos estavam do filho.

— Nós vamos ter certeza que Harry saiba o quão orgulhosos dele nós estamos, foi um dos motivos pelos quais recebemos o livro. — disse Lily para James.

Severus revirou os olhos Potter Jr tinha sido recompensado pela sua desobediência entrando para o time. Harry estava seguindo os passos do pai e terminaria por se tornar tão insuportável quanto o próprio.

A expressão de Olívio mudou de confusão para prazer.

— Está falando sério, professora?

— Seríssimo — resumiu a Professora Minerva. — O menino tem um talento natural. Nunca vi nada parecido. Foi a primeira vez que montou numa vassoura, Harry?

James voltou a sorrir orgulhosamente.

Harry confirmou com a cabeça. Não tinha a menor idéia do que estava acontecendo, mas parecia que não estava sendo expulso, e começou a recuperar um pouco da sensibilidade nas pernas.

— Raciocínio lento. — resmungou Snape mas dessa vez não foi baixo o suficiente para ser ouvido.

E antes que James, Sirius ou Alice pudessem fazer algo Lily disse:

— Se você não quer ter o mesmo futuro que Sirius, sugiro que pense antes de falar do meu filho.

Snape se encolheu. Harry era um tema sensível para Lily.

— Ele apanhou aquela coisa com a mão depois de um mergulho de mais de 15 metros — a Professora Minerva contou a Wood.

— Não sofreu um único arranhão. Nem Carlinhos Weasley seria capaz de fazer

igual.

— Porque meu filho é o melhor. — disse James arrogantemente.

Olívio parecia agora alguém cujos sonhos tinham virado realidade, todos ao mesmo tempo.

— Você já assistiu a um jogo de Quadribol, Potter? — perguntou excitado.

— Wood é o capitão do time da Grifinória — explicou a Professora Minerva.

— E tem o físico perfeito para um apanhador — acrescentou Olívio agora andando a volta de Harry, examinando-o. — Leve, veloz, vamos ter de arranjar uma vassoura decente para ele, professora, uma Nimbus 2000 ou uma Cleansweep-7, na minha opinião.

— Nimbus 2000. — gritaram os fãs de quadribol na sala.

— Vou conversar com o professor Dumbledore e ver se podemos contornar o regulamento para o primeiro ano.

— Seu filho fez em um dia algo que você passou um ano tentando. — brincou Remus.

James apenas sorriu. Ele se sentia que ia explodir de orgulho a qualquer momento.

Deus sabe que precisamos de um time melhor do que o do ano passado. Esmagado naquele último jogo contra os sonserinos.

Os grifinórios deixaram escapar um gemido.

Mal consegui encarar Severo Snape no rosto durante semanas...

Severus sorriu levemente.

A Professora Minerva espiou Harry com severidade por cima dos óculos.

— Quero ouvir falar que você está treinando com vontade, Potter, ou posso mudar de idéia quanto ao castigo que merece.

— Harry realmente deve levar essa ameaça a serio. Profª Minnie é tão louca por quadribol como James. — comentou Remus.

Então, inesperadamente, ela sorriu.

— Seu pai teria ficado orgulhoso. Era um excelente jogador de Quadribol.

James parecia a ponto de estourar.

— A primeira coisa que farei quando sair daqui é beijar Minnie. — o moreno nunca tinha sentido tanta afeição pela professora na vida. Ela tinha contado para Harry, sabendo o amor de James pelo jogo. Pontas achava que nunca seria capaz de agradecer o suficiente a professora por esse momento. Por contar a Harry algo que ele compartilhava com o pai.

— Profª McGonagall realmente gosta de você — comentou Lily, ela também se sentia grata à professora por compartilhar isso com seu filho, sabendo o quão pouco Harry sabia sobre seus pais. Lily percebeu o quão mal ela havia jugado os meninos todos esses anos. Eles conseguiram conquistar até a severa professora. Lily agradecia ter tido a chance de mudar isso.

— Você está brincando.

Era hora do jantar. Harry acabara de contar a Rony o que acontecera quando deixara os jardins da propriedade com a Professora Minerva. Rony tinha um pedaço de bife e pastelão de rins a meio caminho da boca, mas esqueceu o que estava fazendo.

— Deve ter sido uma visão encantadora. — resmungou Severus que quanto mais frustado se sentia mais sarcástico ele era.

Apanhador? — exclamou. — Mas os alunos do primeiro ano nunca, você vai ser o jogador da casa mais novo do último...

— Século. — disse James sorrindo orgulhoso.

— Século completou Harry, enfiando o pastelão na boca. Sentia-se particularmente faminto depois da agitação da tarde.

— Olívio me disse.

Rony estava tão admirado, tão impressionado, que ficou ali sentado de boca aberta para Harry.

— Vou começar a treinar na próxima semana — anunciou Harry.— Só não conte a ninguém, Olívio quer fazer segredo.

— É impossível manter um segredo em Hogwarts. — comentou Frank. Fazendo os três marotos se olharem sorrindo e Severus bufar revoltado por eles esconderem um lobisomem no castelo.

Fred e Jorge Weasley entraram nesse momento no salão, viram Harry e foram depressa falar com ele.

— Grande lance — falou Jorge em voz baixa. — Olívio nos contou. — Estamos no time também... Batedores.

— Cada vez eu gosto mais deles. — comentou Sirius.

— Sabe de uma coisa, tenho certeza de que vamos ganhar a taça de Quadribol deste ano — disse Fred. — Não ganhamos desde que Carlinhos terminou a escola, mas o time deste ano vai ser brilhante. Você deve ser bom, Harry, Olívio estava quase dando pulinhos quando nos contou.

James entendia a euforia do garoto, como capitão ele também ficaria animado se achasse um jogador tão incrível como seu filho.

— Em todo o caso, temos de ir, Lino Jordan acha que encontrou uma nova passagem secreta para sair da escola.

— Existem passagem para a fora da escola? — pediu Frank e os marotos apenas sorriram em resposta.

Fred e Jorge mal tinham desaparecido quando alguém menos bem-vindo apareceu: Draco, ladeado por Crabbe e Goyle.

— Comendo a última refeição, Harry? Quando vai pegar o trem de volta para a terra dos trouxas?

— Imagino a cara de Malfoy quando souber que Harry se tornou apanhador graças a ele. — comentou Alice maliciosamente.

— Você está bem mais corajoso agora que voltou ao chão e está acompanhado por seus amiguinhos — disse Harry tranqüilo. Não havia nada "inho" em Crabbe nem em Goyle, mas como a mesa principal estava repleta de professores, os garotos só podiam estalar as juntas e fazer cara feia.

— Eu posso ver Lily nitidamente em algum dos comentários de Harry. — comentou Remus ganhando um sorriso da ruiva.

Snape ouviu as palavras incrédulo. Ele se negava a ver semelhanças entre sua Lily e o filho do Potter.

— Enfrento você a qualquer hora sozinho — disse Draco. — Hoje à noite, se você quiser. Duelo de bruxos. Só varinhas, sem contato. Que foi? Nunca ouviu falar de duelo de bruxos, suponho?

— Não de ouvidos a ele. — pediu Lily.

— Claro que já — respondeu Rony virando-se. Vou ser o padrinho dele, quem vai ser o seu?

Draco mirou Crabbe e Goyle medindo-os.

— Crabbe, meia-noite está bem? Nos encontramos na sala de troféus, está sempre destrancada.

Todos os marotos se entreolharam.

— Eu não gosto do som disso. — começou Remus.

— Eu também não. É um horário horrível para um duelo visto que qualquer barulho tarde da noite atrairia a atenção de todos os professores. — completou James.

— E vindo de um sonserino isso provavelmente é uma armadilha. — terminou Sirius.

Severus levantou a sobrancelha. Os marotos podiam pensar. Era quase impressionante.

Quando Draco foi embora, Rony e Harry se entreolharam.

— O que é um duelo de bruxos? — perguntou Harry. — E o que você quis dizer quando se ofereceu para ser meu padrinho?

— Bom, o padrinho fica lá para tomar o seu lugar se você morrer — disse Rony com displicência,

— Nada para se preocupar. — brincou Alice.

começando finalmente a comer o pastelão frio. Surpreendido com a expressão no rosto de Harry, acrescentou bem depressa:

— Mas as pessoas só morrem em duelos de verdade, sabe, com bruxos de verdade. O máximo que você e Draco conseguirão fazer será atirar fagulhas um no outro. Nenhum dos dois conhece magia suficiente para fazer estragos.

Lily mordeu os lábios, preocupada. Os marotos e Sev foram capazes de fazer estragos uns nos outros mesmo no começo do primeiro ano.

Mas aposto que ele esperava que você recusasse.

— E se eu agitar minha varinha e nada acontecer?

— Enfie a varinha com força no olho dele. — sugeriu Sirius. Lily lhe deu um olhar mortal.

— Jogue a varinha fora e meta-lhe um soco na cara — sugeriu Rony.

— Isso também funciona. — concordou Remus.

Lily olhou para eles chocada. Merlin a ajudasse com três marotos aconselhando seu filho.

— Com licença.

Os dois ergueram os olhos. Era Hermione Granger.

— Intrometida. — resmungou Sirius.

— Será que a pessoa não pode comer sossegada neste lugar? — exclamou Rony. Hermione não ligou para ele e se dirigiu a Harry.

— Não pude deixar de ouvir o que você e Draco estavam dizendo...

— Aposto que poderia. — murmurou Sirius.

— Aposto que podia — resmungou Rony.

— E você não deve andar pela escola à noite, pense nos pontos que vai perder para a Grifinória se for pego, vai ser muito egoísmo da sua parte.

— Eu gostaria que Harry a ouvisse. — comentou Lily. — Ele e Ron parecem tão imprudentes quanto vocês dois. Mas ao menos Remus tem algum juízo no grupo.

— Eu acho difícil eles serem amigos se ela continuar agindo assim. — comentou James, mas ele gostaria que Harry tivesse mais amigos.

— É, para falar a verdade, não é da sua conta — respondeu Harry.

— E em alguns momentos, eu vejo James nitidamente em Harry. — disse Remus brincando ganhando uma travesseirada do amigo.

— Tchau — disse Rony.

Em todo o caso, não era o que se poderia chamar de um final perfeito para o dia, pensou Harry, muito mais tarde, deitado na cama sem dormir, percebendo Dino e Simas adormecerem. (Neville não voltara do hospital).

— Mas ele só quebrou o pulso. — disse Alice preocupada.

— Ele deve estar explorando o castelo. — comentou Frank tentando acalmar a namorada.

Rony passou a noite toda lhe dando conselhos do tipo "Se ele tentar lançar um feitiço, é melhor você tirar o corpo fora, porque não consigo me lembrar como se fecha o corpo".

— Parece o tipo de conselho que Almofadinhas daria. — comentou James ganhando um olhar indignado do amigo.

Havia uma boa chance de serem pegos por Filch ou por Madame Nor-r-ra, e Harry sentiu que estava abusando da sorte, desrespeitando mais um regulamento da escola no mesmo dia.

— Mas onde esta a graça de seguir os regulamentos. — pediu Sirius. Fazendo todos que não fossem os marotos revirarem os olhos.

Por outro lado, a cara de deboche de Draco não parava de lhe aparecer no escuro. Essa era sua grande oportunidade de vencer Draco cara a cara. Não podia perdê-la.

Lily levantou a sobrancelha para James, como se dissesse isso é culpa sua. James fez o seu melhor para parecer inocente.

— Onze e trinta — Rony cochichou finalmente, é melhor irmos.

Eles vestiram os robes, apanharam as varinhas e atravessaram sorrateiros o quarto da torre, desceram a escada em espiral e entraram na sala comunal da Grifinória. Algumas brasas ainda rutilavam na lareira, transformando todas as poltronas em sombras corcundas. Tinham quase chegado à abertura no retrato quando uma voz falou da poltrona mais próxima.

— Não posso acreditar que você vai fazer isso, Harry.

Uma lâmpada se acendeu. Era Hermione Granger, de robe cor-de-rosa e cara fechada.

— Arrume uma vida própria. — comentou Sirius furioso.

Vo! — exclamou Rony furioso. — Volte para a cama!

Quase contei ao seu irmão retorquiu Hermione. — Percy, ele é monitor, ia acabar com essa história.

— Pobre menina, ela realmente não tem jeito para fazer amigos. — disse Alice.

Harry não conseguiu acreditar que alguém pudesse ser tão metido.

— Vamos — chamou Rony. Afastou o retrato da Mulher Gorda com um empurrão e passou pela abertura.

Hermione não ia desistir com tanta facilidade. Seguiu Rony pela abertura do retrato, sibilando para os dois como um ganso raivoso.

— Vocês não se importam com a Grifinória, vocês se importam com vocês mesmos, eu não quero que a Sonserina ganhe a Taça da Casa e vocês vão perder todos os pontos que ganhei com a Professora Minerva por saber a Troca de Feitiços.

— Hermione esta usando os argumentos errados. — comentou Remus sentindo pena da garota.

— Vai embora.

— Tudo bem, mas eu preveni vocês, lembrem-se do que eu disse quando estiverem amanhã no trem voltando para casa, vocês são tão...

Mas o que eram, eles não chegaram saber. Hermione se virara para o retrato da Mulher Gorda para tornar a entrar e se viu diante de um quadro vazio. A Mulher Gorda tinha saído para fazer uma visita noturna e Hermione ficou trancada do lado de fora da torre da Grifinória.

— Quem sabe isso te ensine a não meter o nariz no que não te diz respeito. — resmungou Sirius que realmente não gostara da garota.

— Agora o que é que eu vou fazer? — perguntou com a voz esganiçada.

— Isso é um problema seu. — resmungou Sirius.

— Deixe a pobre menina em paz. — pediu Lily.

— O problema é seu — disse Rony. — Nós temos de ir, se não vamos nos atrasar.

Nem tinham chegado ao fim do corredor quando Hermione os alcançou.

— Vou com vocês.

Sirius negou com a cabeça.

— Não vai, não.

— Vocês acham que vou ficar parada aqui, esperando o Filch me pegar? Se ele

encontrar os três, conto a verdade, que eu estava tentando impedir vocês de saírem e vocês podem confirmar.

— Eu gosto de como ela pensa. — comentou James rindo. — É muita coragem dizer isso para eles.

Sirius revirou os olhos. James tinha um gosto estranho sobre garotas.

— Mas que cara-de-pau — disse Rony bem alto.

— Calem a boca, vocês dois — disse Harry bruscamente. — Ouvi uma coisa. Era como se alguém estivesse farejando.

— Harry tem bons instintos. — elogiu Remus.

— Madame Nor-r-ra? — murmurou Rony, apertando os olhos para enxergar no escuro.

Não era Madame Nor-r-ra. Era Neville. Estava enroscado no chão, dormindo a sono solto,

— Porque meu filho esta dormindo no chão? — perguntou Alice revoltada.

mas acordou repentinamente assustado quando eles se aproximaram.

— Graças a Deus que vocês me encontraram! Estou aqui há horas, não consegui me lembrar da nova senha para entrar no quarto.

— Meu pobre menino.

— Fale baixo, Neville. A senha é "focinho de porco", mas não vai lhe adiantar nada agora, a Mulher Gorda saiu.

— Como está o braço? — perguntou Harry.

— Ótimo — disse Neville mostrando. — Madame Pomfrey consertou-o na hora.

Frank e Alice sorriram tendo a confirmação que seu filho estava bem.

— Que bom, olhe, Neville, temos que estar em um lugar, vemos você depois.

— Não me deixem aqui! — pediu Neville pondo-se de pé. — Não quero ficar sozinho, o barão Sangrento já passou por aqui duas vezes.

O moleque tem medo de fantasma. Zombou Severus em pensamento. Mas achou inteligente não falar em voz alta e provocar novamente a fúria de Alice.

Rony consultou o relógio e em seguida fez uma cara furiosa para Hermione e Neville.

— Se formos pegos por causa de vocês, não vou sossegar até aprender aquela Poção do Morto-Vivo que Quirrell falou e vou usá-la contra vocês.

Hermione abriu a boca, talvez para dizer a Rony exatamente como usar o Feitiço do Morto-Vivo,

Todos riram desse comentário.

mas Harry mandou-a ficar quieta e fez sinal para prosseguirem.

Passaram quase voando pelos corredores listrados pelo luar que entrava pelas grades das janelas altas. A cada curva Harry esperava topar com Filch ou com Madame Nor-r-ra, mas tiveram sorte.

Lily recomeçara a apertar a mão de James, ficando apreensiva novamente.

Subiram correndo uma escada até o terceiro andar e, nas pontas dos pés, dirigiu- se à sala dos troféus.

Draco e Crabbe ainda não tinham chegado.

— Porque eles não pretendem ir. — disse Severus revirando os olhos. Ele ainda não tinha certeza porque estava aqui escutando sobre o filho de Potter.

As vitrines de cristal onde estavam guardados os troféus refulgiam quando tocadas pelo luar. Taças, escudos, pratos e estátuas piscavam no escuro com lampejos prateados e dourados. Eles caminharam rente às paredes, mantendo os olhos nas portas de cada lado da sala.

Harry tirou a varinha da caixa para o caso de Draco aparecer de repente e coeçar a duelar.

— É uma boa ideia, mas ele não vai aparecer. — falou James.

Os minutos passaram vagarosos.

— Ele está atrasado, quem sabe se acovardou — Rony sussurrou. Então uma batida na sala ao lado os sobressaltou, acabara de erguer a varinha quando ouviram alguém falar e não era Draco.

Mesmo sabendo que o garoto não pretendia aparecer, os marotos xingaram com a confirmação,

— Vá farejando, minha querida, eles podem estar escondidos em algum canto. Era Filch falando com Madame Nor-r-ra. Horrorizado, Harry fez sinais frenéticos para os outros três o seguirem o mais depressa possível, e fugiram silenciosos em direção à porta mais distante da voz de Filch. As vestes de Neville mal tinham acabado de passar a curva quando ouviram Filch entrar na sala dos troféus.

Alice e Lily deixaram escapar um suspiro.

— Eles estão por aqui — ouviram-no resmungar —, provavelmente escondidos.

— Por aqui! — disse Harry, apenas mexendo a boca, para os outros e, petrificados, eles começaram a descer uma longa galeria cheia de armaduras. Podiam ouvir Filch se aproximando. Neville de repente, soltou um guincho assustado e saiu correndo.

Alice mordeu os lábios.

Tropeçou, agarrou Rony pela cintura e os dois desabaram em cima de uma armadura. A queda e o estrépito foram suficientes para acordar o castelo inteiro.

— Corram! — ordenou James como se os garotos pudessem ouvi-lo;

— CORRAM! — gritou Harry e os quatro desembestaram pela galeria, sem virar a cabeça para ver se Filch os seguia. Fizeram a curva firmando-se no alisar da porta e saíram galopando por um corredor atrás do outro, Harry na liderança, sem a menor idéia de onde estavam nem que direção tomava. Atravessaram uma tapeçaria, rasgando-a e encontraram uma passagem secreta, precipitaram-se por ela e foram sair perto da sala de aula de Feitiços, que sabiam estar a quilômetros da sala dos troféus.

— A sala de feitiços fica no terceiro andar — comentou Remus apreensivo e todos arregalaram os olhos quando entenderam a implicação.

Lily apertou fortemente a mão de James e Alice fez o mesmo apertando a perna de Frank.

— Acho que o despistamos — ofegou Harry, apoiando-se na parede fria e enxugando a testa. Neville estava dobrado em dois, chiava e falava desconexamente.

— Eu... Disse... A vocês — Hermione falou sem fôlego, agarrando o bordado no peito. — Eu... Disse... A vocês.

— Essa não é a hora. — reprendeu Remus. — Agora vocês devem se preocupar em voltar para a torre da Grifinória. A bronca pode esperar até lá.

— Temos de voltar à torre de Grifinória — lembrou Rony —, o mais rápido possível.

— Draco enganou você — disse Hermione a Harry. — Já percebeu isso, não? Não ia enfrentar você. Filch sabia que alguém ia estar na sala dos troféus. Draco deve ter contado a ele.

— Tenho certeza que até eles perceberiam isso até agora. — comentou Severus ganhando alguns olhares.

Harry achou que ela provavelmente tinha razão, mas não ia dar o braço a torcer.

Lily suspirou, seu filho tinha a quem puxar no quesito teimosia.

— Vamos.

Não ia ser tão simples Não tinham caminhado nem dez passos quando ouviram o barulho de uma maçaneta e alguma coisa disparou da sala de aula à frente deles.

Era Pirraça. Avistou os garotos e soltou um guincho de prazer.

— Cale a boca, Pirraça, por favor, você vai fazer a gente ser expulso. Pirraça soltou uma gargalhada.

— Isso era a pior coisa que você poderia ter falado. — disse James — Você deveria dizer que estava jogando bombas de bosta ou algo assim na sala de Filch e Pirraça teria deixado vocês irem embora.

Lily se perguntou se ele saberia isso por experiência própria.

— Passeando por aí à meia-noite, aluninhos? Tsk, tsk. Que feinhos, vão ser apanhadinhos.

— Não, se você não nos denunciar, Pirraça, por favor.

— Mantenha Pirraça entretido que talvez ele deixem vocês em paz. — aconselhou Remus.

— Devia contar ao Filch, devia — disse Pirraça bem comportado, mas seus olhos cintilaram de maldade. — É para o seu próprio bem, sabem?

— Saia da frente — disse Rony com rispidez, baixando o braço em Pirraça. Foi um grande erro.

— Agora ele vai denunciar vocês. — Sirius se lamentou.

— ALUNOS FORA DÁ CAMA! — berrou Pirraça. — ALUNOS FORA DA CAMA NO CORREDOR DO FEITIÇO!

Passando por baixo de Pirraça eles saíram desembalados até o final do corredor onde depararam com uma porta... Fechada.

Não abram essa porta. Pediu Lily em pensamento. Ela tinha um mau pressentimento sobre isso.

— Acabou-se! — gemeu Rony, empurrando inutilmente a porta — Estamos ferrados! É o fim!

Ouviram passos, Filch correndo a toda em direção aos gritos de Pirraça.

— Ah, sai da frente — Hermione resmungou aborrecida. Agarrando a varinha de Harry, bateu na fechadura e murmurou:

Alorromora!

— Porque eu sinto que era melhor que ela não soubesse esse feitiço. — perguntou Alice e todos se olharam com o mesmo sentimento de algo ruim por vir.

A fechadura deu um estalo e a porta se abriu, eles se atropelaram por ela, fecharam-na e apuraram os ouvidos, à escuta.

— Para que lado eles foram, Pirraça? — era Filch perguntando. — Depressa, m ediga.

— Peça "por favor".

— Bem eles estão livres de Pirraça por enquanto. — comentou Sirius.

— Se tem algo que deixa Pirraça mais feliz que importunar os alunos, é importunar Filch.

— Não me enrole, Pirraça, vamos, para que lado eles foram?

— Não digo nada se você não pedir "por favor" — disse Pirraça na cantilena irritante com que falava.

— Está bem, "por favor".

— NADA! Nada haaa! Eu disse a você que não dizia nada se você não pedisse por favor! Ha ha! Haaaaaa! — E ouviram Pirraça voar rápido para longe e Filch xingar com raiva.

James e Sirius sorriram. Eles tinham ensinado isso a pirraça.

— Ele acha que a porta está trancada! — Harry falou. — Acho que escapamos. Sai para lá, Neville! — Neville puxava a manga do robe de Harry fazia um minuto. — Que foi?

Harry se virou e viu, muito claramente, o que foi. Por um instante teve a certeza de que entrara num pesadelo, era demais depois de tudo o que já acontecera.

Lily chegou ainda mais perto de James, como se protegendo de algo ruim que estava por vir. Alice apertava a perna de Frank com tanta força que o rapaz tinha certeza que ficariam marcas lá quando ela finalmente soltasse sua perna. Sirius estava ansioso pelo resto da historia e Remus preocupado se algo aconteceria com o filho do seu amigo. Até mesmo Severus estava querendo saber o que acontecera.

Não estavam numa sala, conforme ele supusera. Achavam-se num corredor O corredor proibido do terceiro andar E agora sabiam por que era proibido.

Estavam encarando os olhos de um cachorro monstruoso, um cachorro que ocupava todo o espaço entre o teto e o piso.

A respiração de Alice acelerou.

Tinha três cabeças. Três pares de olhos que giravam enlouquecidos. Três narizes, que franziam e estremeciam farejando-os. Três bocas babosas, a saliva escorrendo em cordões viscosos das presas amarelas.

Lily fechou os olhos se encostando ainda mais a James como se precisasse de apoio.

Estava muito firme, os olhos a observá-los, e Harry sabia que a única razão por que ainda estavam vivos era que o seu repentino aparecimento apanhara o cachorro de surpresa, mas ele já estava se recuperando e depressa, não havia dúvida quanto ao significado daqueles rosnados de ensurdecer.

— Saia dai filho, saia já dai. — pediu James.

Harry tateou a procura da maçaneta. Entre Filch e a morte, ficava com o Filch.

— Bom saber que meu afilhado tem as prioridades corretas. — disse Sirius tentando aliviar o clima.

Retrocederam. Harry bateu a porta e eles correram, quase voaram pelo corredor, Filch devia ter tido pressa para procurá-los em outro lugar porque não o viram em parte alguma, mas nem se importaram. A única coisa que queriam era abrir a maior distância possível entre eles e o monstro.

Todos concordaram com a cabeça.

Não pararam de correr até chegarem ao retrato da Mulher Gorda no sétimo andar.

— Onde foi que vocês andaram? — perguntou ela, olhando para os robes que caiam soltos dos ombros e os rostos vermelhos e suados.

— Não interessa. Focinho de porco, focinho de porco — ofegou Harry, e o quadro girou para frente. Eles entraram de qualquer jeito na sala comunal e desmontaram, trêmulos, nas poltronas.

Alice suspirou aliviada, aliviando o aperto na perna de Frank, o rapaz esticou a perna para medir o estrago. Remus relaxou no sofá feliz que o perigo tinha passado. Sirius voltou a sua posse casual no sofá, parecendo pronto para a próxima aventura. Lily aliviou o aperto na mão de James, sem solta-la e sem se mover para longe. Severus suspirou tristemente ao olhar para Lily, mas ele estava sentindo algo, talvez alivio, por Harry se encontar fora de perigo

Levou algum tempo até um deles falar alguma coisa. Neville, então, parecia qu3 nunca mais voltaria a falar.

— Que é que vocês acham que eles estão querendo, com uma coisa daquelas trancada numa escola? — perguntou Rony finalmente. — Se existe um cachorro que precisa de exercícios é aquele.

— Hagrid provavelmente ficaria feliz em leva-lo para passear. — brincou Sirius aliviando o clima na sala.

Hermione tinha recuperado tanto o fôlego quanto o mau humor.

— Vocês não usam os olhos, vocês todos, usam? — perguntou com rispidez. — Vocês não viram em cima do que ele estava?

— Eu acho difícil olhar para o chão quando tem três cabeças querendo comer você. — comentou James.

— No chão? — arriscou Harry. — Eu não fiquei olhando para as patas, estava ocupado demais com as cabeças.

— Não, não estou falando do chão. Ele estava em cima de um alçapão. É claro que está guardando alguma coisa.

— Essa menina é incrível. — comentou Frank.

— Eu deveria sentir ciúmes? — perguntou Alice brincando.

— Claro que não. — disse Frank se inclinando para beijar a namorada. Sirius revirou os olhos e voltou a ler.

Ela se levantou olhando feio para ele.

— Espero que estejam satisfeitos com o que fizeram. Podíamos ter sido mortos, ou pior, expulsos.

— Diferente de Harry, essa menina tem as prioridades trocadas. — resmungou Sirius.

Agora, se vocês não se importam, eu vou me deitar.

— Ninguém se importa se você sair. — comentou Sirius.

Rony ficou olhando para ela, de boca aberta.

— Não, não nos importamos. Qualquer um pensaria que nós a arrastamos conosco, não é mesmo.

Mas Hermione tinha dado a Harry algo em que pensar quando voltou para a cama. O cachorro estava guardando alguma coisa...

Que era que Hagrid tinha dito? Gringotes era o lugar mais seguro do mundo quando se queria esconder alguma coisa, com exceção talvez de Hogwarts.

Parecia que Harry descobrira onde o pacotinho encalombado do cofre setecentos e treze tinha ido parar.

Todos concordaram.

— Então o que vocês acham que tem no pacotinho? — pediu Alice.

— Algo muito perigoso ou poderoso. — respondeu Sirius.

— Provavelmente os dois. — disse James. — E algo que Dumbledore quer vigiar de perto já que esta em Hogwarts.

— Levando em conta o titulo desse livro. É algo relacionado com a pedra filosofal. Talvez a própria pedra. — ponderou Remus.

— A única pedra existente pertence a Nicolau Flameu. — comentou Lily, eles haviam aprendido isso em Historia da Magia. — Produz o elixir da vida eterna, que torna imortal quem beber.

— Dumbledore é amigo de Flamel — falou Frank — Está escrito no cartão dos Sapos de Chocolate. Então faz sentido que Dumbledore esteja guardando a pedra.

Todos ficaram em silencio por um momento pensando sobre isso.

— Você pode participar da conversa. — disse Lily para Severus.

Ele realmente não queria participar das conversas nessa sala, embora ele admitia que seria chato passar os sete livros sem comentar nada. E Snape não conseguia dizer não para um pedido de Lily.

— Porque Dumbledore resolveria proteger a pedra agora, de todos os momentos. Ele deve estar desconfiado que alguém esta tentando rouba-la. — acrescentou Severus.

Todos tiveram um calafrio ao pensar em quem poderia querer a pedra, e como seria ruim que isso acontecesse.

James se apressou a abrir o livro para afastar esses pensamentos, e se animou ao ler o titulo do próximo capitulo: Capítulo Dez – O Dia das Bruxas.