Disclaimer: Eu não possuo Harry Potter ou qualquer um dos personagens. Nem a história de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Tudo pertence à magnifica J. K. Rowling.

A / N: Os trechos originais do livro estão em negrito.

Vou me esconder embaixo dos cobertores enquanto os fãs de Snape leem esse capítulo. Apenas lembre-se que se vocês fizerem boneco de voodoo para me torturar eu não vou estar em condições de continuar escrevendo =p E o próximo capitulo é um dos meus preferidos no primeiro livro, então, por favor, não me matem agora.

Queria aproveitar pra agradecer ao povo que recomenda minha fic aos novos leitores, é tão legal imaginar alguém falando "Li uma fic que gostei, você deveria ler também" xD. Agradecer também os comentários, vocês não tem ideia de como eles me divertem.

Respondendo as reviews:

"a pessoa que postou o comentário numero centro e dezenove e não deixou o nome": Eu não pretendo trazer ninguém do futuro para ler. Primeiro porque eu acho que qualquer pessoa significante (Harry, Hermione, Ron, Ginny, Neville) Não conseguiria esconder as reações aos fatos importantes e entregaria pistas. (Só o fato deles aparecerem já mostraria que eles sobreviveriam aos livros). E Segundo porque eu já escrevi parcialmente o epilogo do ultimo livro, foi a primeira coisa que eu escrevi e eu não vou mudar ;) Eu pensei em trazer o Regulus porque ele também se sacrificou pelo futuro, mas ele realmente não se encaixa nos primeiros livros. Antes de começar a escrever eu ia por a McGonagall junto pra por "ordem na casa", mas eu acho que os adolescentes teriam as reações melhores sem um adulto por perto. E Dumbledore é completamente descartado. Eu tenho uma opinião muito particular dele, assim como de Snape. Mas eu não conseguiria ser neutra escrevendo sobre ele.

Comentem e façam uma autora carente feliz ;)


...


Lily que havia pego o livro para ler o próximo capitulo disse sorrindo.

— Acho que vamos ter que esperar o próximo para comer ou James vai morrer de ansiedade. Vendo o olhar de todos continuou. — O próximo capitulo se chama: Capitulo Onze: Quadribol.


...


— Quadribol! — exclamou James feliz. — Nós temos que ler esse capítulo agora, por favor. — ele pediu com seu melhor olhar de Bambi abandonado na floresta.

— Comece a ler logo, Lily. — comentou Remus. — antes que Pontas morra de ansiedade.

Lily ainda sorrindo pela expressão de James, começou a ler:

Quando entrou novembro o tempo esfriou muito. As serras em torno da escola viraram cinza-gelo e o lago parecia metal congelado. Toda a manhã o chão se cobria de geada. Hagrid era visto das janelas dos andares superiores do castelo degelando vassouras no campo de Quadribol enrolado num casacão de pele de toupeira, com luvas de coelho e enormes botas de castor.

— O bom e velho Hagrid sempre presente nos momentos memoráveis. — comentou Alice.

Começara a temporada de Quadribol.

James parecia ter o sorriso grudado no rosto pelo feitiço de adesivo permanente.

No sábado, Harry estaria jogando sua primeira partida depois de semanas de tratamento: Grifinória contra Sonserina.

— Um excelente jeito de começar a temporada. Exterminando cobras. — implicou Sirius.

Se Grifinória ganhasse, subiria para o segundo lugar no campeonato das casas.

Pontas e Almofadinhas explodiram em aplausos e gritos de incentivo. Aluado sorriu feliz com a chance de a Grifinória subir na classificação. Alice e Frank sorriam da animação dos meninos. Severus se perguntava se todos esses capítulos sobre Quadribol eram uma espécie de tortura requintada.

Quase ninguém vira Harry jogar porque Olívio decidira que, sendo uma arma secreta, a participação de Harry deveria ser mantida em segredo. Mas de alguma forma a noticia de que jogaria como apanhador vazara

— É impossível manter um segredo em Hogwarts. — comentou Alice e os marotos trocaram olhares, eles mantiam vários segredos no colégio.

e Harry não sabia o que era pior se as pessoas dizerem que ele seria brilhante ou dizerem que iriam ficar correndo embaixo dele com um colchão.

— É uma escolha realmente difícil, mas eu ficaria com a segunda opção como pior. — comentou Severus no seu habitual tom sarcástico.

Era realmente uma sorte que Harry agora tivesse Herminione como amiga.

Sirius gemeu.

Não sabia como poderia ter dado conta dos deveres de casa sem ela,

— Os deveres não valem tanto. — resmungou Sirius ganhando um olhar feio de Lily.

— Pois eu fico feliz que Harry se preocupe com os estudos. — respondeu a ruiva.

— E se as notas de Harry forem baixas, ou se ele não entregar os deveres. Harry terá que sair do time de Quadribol. — comentou James.

— Agora eu entendo porque você mantem as notas altas. — brincou Alice e James deu a língua.

diante dos treinos de Quadribol convocados por Olívio à última hora. Ela também lhe emprestara o livro Quadribol através dos séculos, que acabara rendendo uma leitura muito interessante.

— É um dos meus livros preferidos, principalmente a pagina vinte e oito, paragrafo dois que conta a mudança de regra... — James não pode continuar porque foi silenciado por Remus.

— Vou tirar o feitiço, e você vai se comportar com uma pessoa normal, sem descrições prolongadas sobre quadribol. De acordo? — pediu Remus. James fez beicinho mas concordou com a cabeça.

— Você realmente sabe o que está em cada pagina do livro. — perguntou Lily.

Severus gemeu sem acreditar que a ruiva estava incentivando Potter a fala sobre o esporte.

James assentiu com a cabeça.

— O que está escrito na página vinte e nove, linha dezesseis? — Alice perguntou.

— "A goles pode ser roubada das mãos de outro jogador, mas em circunstância" e continuando na próxima linha "alguma um jogador poderá tocar em qualquer parte da anatomia do outro." — James citou palavra por palavra do livro.

— Impressionante. — elogiou Lily fazendo Snape franzir o cenho. A ruiva continuou lendo.

Harry aprendera que havia setecentas maneiras de cometer faltas no Quadribol e que todas haviam ocorrido durante a copa mundial de 1473,

— Eu adoraria ter visto esse jogo. — comentou Sirius e James acenou concordando.

que os apanhadores eram em geral os jogadores menores e mais velozes e que a maioria dos acidentes graves no Quadribol parecia acontecer com eles,

Lily gemeu. Seu filho tinha que escolher jogar na posição mais perigosa.

que embora a pessoas raramente morressem jogando Quadribol, havia juízes que tinham desaparecido e reaparecido meses depois no deserto do Saara.

— Eu me pergunto o que leva alguém a ser juiz de quadribol — perguntou Frank.

— Provavelmente alguém que ama o esporte, mas joga mal. — James deu os ombros.

Hermione tornara-se menos tensa com relação às inflações ao regulamento desde que Harry e Rony a tinham salvado do trasgo montanhês e se tornara uma pessoa mais simpática.

— Parece que os meninos corromperam a Hermione. — riu Alice.

Na véspera da primeira partida de Quadribol de Harry, os três foram até a quadra congelada durante o intervalo das aulas, e ela fizera aparecer para eles um fogo azulado muito vivo que podia ser levado para toda parte em um frasco de geléia.

— Esse é um feitiço impressionante para uma menina do primeiro ano. — comentou Lily impressionada.

Achavam-se parados de costas para o fogo, se esquentando, quando Snape atravessou o pátio. Harry reparou logo que Snape estava mancando.

— Me diga o que causou isso e eu lhe mandarei flores. — disse Sirius que ia aproveitar qualquer oportunidade para perturbar o Snape do futuro já que não havia represálias.

Harry, Rony e Hermione se aproximaram mais para esconder o fogo com o corpo, tinham certeza de que era proibido.

— Não o fogo em si, mas fazer magia nos arredores do castelo é proibido. — explicou Remus olhando para Pontas e Almofadinhas que sorriram inocentemente em resposta.

Infelizmente alguma coisa em suas caras culpadas atraiu a atenção de Snape. Ele veio mancando até onde eles estavam. Não vira o fogo, mas parecia estar procurando uma razão para ralhar com eles.

Alice estreitou os olhos para Severus e ele suspirou. Seria mais um capítulo falando do seu eu futuro fazendo Lily voltar a ter raiva dele e os outros conspirarem formas de tortura nas suas costas.

— Que é que você tem aí, Potter?

Era O Quadribol através dos séculos. Harry mostrou-o.

— Os livros da biblioteca não podem ser levados para fora da escola — falou Snape. — Me dê aqui. Menos cinco pontos para Grifinória.

— Isso não é uma regra! — reclamou Lily magoada com a forma que seu amigo trataria seu filho no futuro.

Severus se encolheu. Ele não tinha controle sobre as ações do seu eu furuto.

— Ele acabou de inventar essa regra — murmurou Harry com raiva, enquanto Snape se afastava — Que será que houve com a perna dele?

— Espero que seja realmente venenoso o que quer que tenha sido. — murmurou Sirius e James concordou com a cabeça. Pontas tinha prometido tentar não fazer nada com o Snape do presente. Mas essa cortesia não se estendia ao Snape futuro.

— Não sei, mas espero que esteja realmente doendo — falou Rony com azedume.

— Obrigado, me sinto realmente feliz por seus bons desejos. — zombou Snape.

— Ele não devia falar assim de um professor. — Lily tentou defender o amigo que parecia ser odiado por todos.

A sala comunal da Grifinória estava muito barulhenta aquela noite.

— E eu que pensava que todo o barulho da Sala Comunal vinha dos marotos. — brincou Lily.

Harry, Rony e Hermione sentaram-se junto a uma janela.

Hermione verificava os deveres de Harry e Rony para a aula de Feitiços. Ela nunca os deixava copiar ("Como é que vocês vão aprender?'), mas ao lhe pedirem para ler os trabalhos, eles recebiam as respostas certas do mesmo jeito.

— Harry! Você precisa fazer seus próprios deveres. Como é que você vai aprender. — Lily reclamou.

— Nós nunca tentamos essa tática com Aluado. — comentou Sirius. Fazendo Remus revirar os olhos.

Harry sentia-se inquieto. Queria de volta Quadribol através dos séculos, para se distrair do nervosismo que a partida do dia seguinte estava lhe provocando. Por que deveria ter medo de Snape?

— Porque ele poderia espirrar em você, e isso seria nojento. — respondeu Sirius. — Estou me referindo ao Snape do futuro, claro.

Alice gargalhou.

— Eu tenho que dar razão ao Harry, ele não deve ter medo do Snape, nem de qualquer outro professor. — disse James para tirar a atenção de Lily que olhava feio para Sirius.

Severus cruzou os braços, seriam sete livros de provocações ao seu Eu futuro, o que era provavelmente melhor que as dirigidas ao seu eu presente.

Levantou-se e disse a Rony e Hermione que ia pedir a Snape para lhe devolver o livro.

— Antes você do que eu — responderam eles juntos,

— Crianças encantadoras. — Severus se refugiou atrás do sarcasmo novamente.

mas Harry tinha a impressão que Snape não iria recusar se houvesse outros professores ouvindo.

— Eu acho que você está errado quanto a isso. — comentou Remus.

Ele foi à sala dos professores e bateu à porta. Não obteve resposta. Bateu outra vez. Nada.

Talvez Snape tivesse deixado o livro na sala? Valia a pena tentar.

— E a curiosidade dos pais ataca novamente. — brincou Frank.

Entreabriu a porta e espiou para dentro e deparou com uma cena horrível.

Lily apertou o braço de James com a mão esquerda enquanto segurava o livro no colo e passava as paginas com a mão direita.

Snape e Filch estavam lá dentro sozinhos.

— Essa é realmente uma imagem horrível. — disse James fazendo cara de nojo. — Saia daí, Harry, antes que fique traumatizado para sempre.

Lily franziu o cenho, mas continuou lendo.

Snape segurava as vestes acima do joelho.

— Essa é uma imagem mental que nenhum de nós precisava. — zombou Alice. E até mesmo Frank e Remus estavam rindo. Sirius estava gargalhando desde o comentário de James.

Severus maldisse quem escreveu o livro por dar essa oportunidade para tirarem sarro dele.

Uma das pernas sangrava, lacerada.

— Agora as coisas estão melhorando. — comentou Sirius fazendo Lily lhe dar um olhar indignado antes de voltar a ler.

Filch entregava ataduras a Snape.

— Droga — dizia Snape. — Como é que se pode ficar de olho em três cabeças ao mesmo tempo?

— E porque exatamente você iria querer ficar de olho nas três cabeças. — preguntou Sirius com raiva, sem mais nenhum traço de brincadeira na voz.

Harry tentou fechar a porta sem fazer barulho, mas...

— Potter!

— Deixei meu filho em paz, ou vai se arrepender. — ameaçou James.

Lily suspirou, era complicado defender o futuro Snape, ele não parecia nada com seu amigo de infância.

O rosto de Snape contorceu-se de fúria ao mesmo tempo em que ele largava as vestes para esconder a perna. Harry engoliu em seco.

O olhar de James era ameaçador.

— Eu vim saber se o senhor poderia devolver o meu livro..

— SAIA! SAIA!

— Não desconte sua raiva em Harry. — rosnou Sirius. Alice estava girando a varinha entre os dedos de uma forma ameaçadora.

Harry saiu, antes que Snape pudesse descontar algum ponto de Grifinória. E voltou correndo para baixo.

— Sorte sua. — comentou Alice guardando a varinha,

— Conseguiu? — perguntou Rony quando Harry se reuniu a eles.

— Que aconteceu?

Num murmúrio, Harry lhes contou o que vira.

— Sabe o que isso significa? — terminou sem fôlego. — Ele tentou passar pelo cachorro de três cabeças no Dia das Bruxas! Era para lá que estava indo quando o vimos. Ele quer a coisa que o cachorro está guardando! E aposto a minha vassoura como ele deixou aquele trasgo entrar, para distrair a atenção de todos!

— É claro que o Ranhosão do futuro quer a pedra, ele quer ser rico. — comentou Sirius. Alice assentiu.

— Não sabemos por que ele estava ali, é cedo para julgar. — opinou Frank e Remus concordou com ele.

— Ele poderia estar ali para proteger a pedra. — defendeu Lily. Severus agradeceu a fé que a ruiva demostrava nele, só esperava que seu futuro eu merecesse.

James preferiu guardar sua opinião para si mesmo, por enquanto. Se ele acusasse Snape e ele fosse inocente, poderia causar uma briga entre ele e Lily.

Os olhos de Hermione estavam arregalados.

— Não. Ele não faria isso. Sei que ele não é muito simpático, mas não tentaria roubar uma coisa que Dumbledore estivesse guardando a sete chaves.

— Ela tem um ponto ai. — comentou James achando um ponto seguro. — Eu não acho que Snape seria tão imbecil a ponto de roubar algo embaixo no nariz de Dumbledore.

Lily sorriu para James, agradecendo o apoio. Severus se perguntou se isso poderia ser encarado como elogio.

— Nunca duvide de quão imbecil Snape pode ser. — contradisse Sirius.

Lily voltou a ler irritada.

— Sinceramente, Hermione, você pensa que todos os professores são santos ou coisa parecida — disse-lhe Rony com rispidez. — Concordo com Harry, acho que Snape faria qualquer coisa. Mas o que é que ele está procurando? O que é que o cachorro está guardando?

— Apenas uma pedra que concede riqueza e imortalidade. — respondeu Remus.

Harry foi se deitar com a cabeça zunindo com aquela pergunta.

Neville roncava alto

Frank e Alice sorriram a menção do filho.

e Harry não conseguia dormir. Tentou esvaziar a cabeça, precisava dormir, tinha de dormir, ia jogar sua primeira partida de Quadribol dentro de algumas horas,

— É verdade, você não quer jogar com sono, atrapalha a localização do pomo. — comentou James.

mas a expressão no rosto de Snape quando Harry vira sua perna era difícil de esquecer.

— Mas pensar nisso antes de dormir te dará pesadelos. — disse Alice em um falso som doce.

O dia seguinte amanheceu muito claro e frio.

"Ao menos não esta chovendo". Pensou James.

O salão principal estava impregnado com o cheiro delicioso de salsichas

O estômago de Sirius roncou.

e com a conversa animada de todos que aguardavam ansiosos uma boa partida de Quadribol.

— É realmente contagiante o bom humor de uma partida de quadribol. — concordou Remus.

— Você tem que comer alguma coisa.

— Não quero nada.

— É um crime não tomar café da manhã. — resmungou Sirius,

— Só um pedacinho de torrada — tentou persuadi-lo Hermione.

— Não estou com fome.

— Você deveria comer alguma coisa, não quer sentir tontura em cima de uma vassoura. — disse James, fazendo Lily apertar seu braço com a imagem mental.

Harry se sentia péssimo. Dentro de uma hora estava entrando na quadra.

— Harry, você precisa de energia — disse Simas Finnigan — Os apanhadores são sempre os que acabam aleijados pelo outro time.

— Tenho certeza que Harry vai apreciar essa fonte de consolo. — desdenhou Snape.

— Obrigado Simas — respondeu Harry, observando Simas amontoar ketchup sobre as salsichas.

Sirius gemeu, não paravam de falar de comida e ele estava com fome.

Aí pelas onze horas a escola inteira parecia estar nas arquibancadas que cercavam o campo de Quadribol. Muitos estudantes tinham levado binóculos. Os lugares ficavam no alto, mas às vezes, ainda assim era difícil ver o que acontecia.

James estava sentindo a animação do quadribol tomar conta dele, como se ele mesmo estivesse prestes a jogar.

Rony e Hermione se reuniram a Neville, Simas e Dino, o fã do time de segunda divisão na fileira do alto.

— Ótimos lugares. — elogiou Frank.

Como uma surpresa para Harry eles tinham pintado uma grande bandeira em um dos lençóis que Perebas roera. Dizia: "Potter para Presidente" e Dino, que era bom em desenho, tinha pintado o grande leão de Grifinória embaixo. Depois Hermione apelara para um feiticinho para fazer a tinta brilhar multicolorida.

— É realmente bom da parte deles fazerem isso para animar Harry. — aprovou Lily.

Entrementes, nos vestiários, Harry e o restante do time estavam vestindo as roupas vermelhas de Quadribol (Sonserina iria jogar de verde).

Olívio pigarreou pedindo silêncio.

— Muito bem, rapazes.

— E moças — acrescentou a artilheira Angelina Johnson.

— E moças — concordou Olívio. — Está na hora.

— O jogaço — disse Fred.

— O jogaço que estávamos esperando — explicou Jorge.

— Já conhecemos o discurso de Olívio de cor — comentou Fred para Harry. — Fizemos parte do time no ano passado.

— Eles deviam deixar o capitão fazer o discurso. Ajuda a motivar os jogadores. — reclamou James ganhando um olhar incrédulo de Lily.

— Pontas leva o quadribol realmente a sério. — explicou Remus.

"Porque é verdadeiramente importante jogar bolas em aros". Pensou Severus com sarcasmo.

— Calem a boca, vocês dois — mandou Olívio. — Este é o melhor time que Grifinória já teve nos últimos anos. Vamos vencer. Sei que vamos — e encarou os jogadores como se dissesse "Ou vão ver".

— Ele poderia ter feito um discurso melhor. — comentou James — mencionar os pontos fortes da equipe e o quão duro eles treinaram. E alguns elogios individuais não fariam mal. Principalmente no caso de Harry, que é o primeiro jogo que ele joga.

— Você está certo. — respondeu Frank meio surpreso sobre o quão serio James levava quadribol, ele sabia disso. Mas era diferente ouvindo do próprio James.

Lily também estava surpresa. Ela sempre pensou que James jogava para aparecer. Mas ele parecia realmente se preocupar com o time.

— Certo. Está na hora. Boa sorte para todos.

Harry acompanhou Fred e Jorge na saída do vestiário e, esperando que seus joelhos não cedessem, entrou na quadra debaixo de vivas.

James sorriu. Ele adorava esse momento.

Madame Hooch era a juíza. Estava parada no meio da quadra esperando os dois times, de vassoura na mão.

— Quero ver um jogo limpo meninos — disse quando estavam todos reunidos à sua volta.

— Contra Sonserina? — bufou Sirius. — Ranhoso do futuro vai lavar os cabelos antes disso acontecer.

Harry reparou que ela parecia estar falando particularmente para o capitão de Sonserina, Marcos Flint um aluno do quinto ano. Harry achou que Flint tinha sangue de trasgo.

A maioria da sala não conseguiu segurar uma risada.

Pelo canto do olho viu a bandeira, que piscava "Potter para Presidente" tremulando sobre as cabeças dos espectadores. Seu coração perdeu um compasso. Ele se sentiu mais corajoso.

Mesmo Lily, que não jogava, se sentia contagiada pela atmosfera do jogo ao ler os pensamentos do filho. Ela poderia começar a entender porque James amava tanto voar.

— Montem nas vassouras, por favor — Harry subiu na sua Nimbus 2000. Madame Hooch puxou um silvo forte no seu apito de prata.

Quinze vassouras se ergueram no ar. Fora dada a partida.

James fez sinal para Lily parar de ler. E com vários movimentos complicados de varinha ele fez uma miniatura muito boa do campo. Com catorze bonecos montando as vassouras. O boneco Harry era facilmente distinguível pelo cabelo preto bagunçado. Após conjurar todas as bolas do jogo em miniatura. James explicou. — Eles vão se mover conforme a narração. Assim todos poderemos ver o jogo. E colocou a miniatura entre os sofás.

Todos olharam admirados, até Snape tinha que admitir a contra gosto que tinha sido uma magia impressionante. Inútil, mas impressionante.

E a goles foi de pronto rebatida por Angelina Johnson de Grifinória que ótima artilheira é essa menina, e bonita, também.

— Eu gosto dessa narração. — comentou Sirius vendo os bonecos da miniatura começarem a se mexer para acompanhar a partida.

— Mas eu duvido que a McGonagall vá gostar. — disse Frank.

— JORDAN!

Frank sorriu.

— Desculpe professora.

O amigo dos gêmeos Weasley, Lino Jordan, estava irradiando a partida, vigiado de perto pela Professora Minerva.

— É amigo dos gêmeos. Isso explica tudo. — comentou James sorrindo.

Ela está realmente jogando com força total, um passe lindo para Alicia Spinnet, um bom achado de Olívio Wood, no ano passado ficou no time de reserva, de volta a Johnson e..

Todos olhavam admirados os bonecos se mexerem como se estivessem vendo o jogo real.

Não, Sonserina tomou a goles, o capitão de Sonserina rouba a goles e sai correndo.

— Alguém mande um balaço nele. — gemeu James.

Marcos está voando como uma águia lá no alto, ele vai mar.. Não, foi impedido por uma excelente intervenção do goleiro de Grifinória, Olívio,

Os grifinórios suspiraram aliviados.

e Grifinória fica com a goles, no lance a artilheira Cátia Bell de Grifinória, dá um belo mergulho em volta de Marcos e sobe pelo campo e...

Os marotos se animaram no sofá.

AI, essa deve ter doído, ela levou um balaço na nuca, perdeu a goles para Sonserina.

James gemeu.

Agora Adriano Pucey corre na direção do gol, mas é bloqueado por um segundo balaço arremessado por Fred ou Jorge Weasley, é difícil dizer qual dos dois em todo o caso uma boa jogada do batedor de Grifinória,

James levantou os polegares aprovando. E Lily riu da empolgação do maroto antes de voltar a ler.

e Johnson tem outra vez aposse da goles, o caminho está livre à sua frente e lá vai ela, realmente voando, desvia-se de um balaço veloz, as balizas estão à sua frente... Vamos agora, Angelina... O goleiro Bletchley mergulha, não chega a tempo... PONTO PARA GRIFINÓRIA!

Os grifinórios aplaudiram e James socou o ar em comemoração fazendo Snape revirar os olhos.

A torcida de Grifinória enche de berros o ar frio, e a torcida de Sonserina, de lamentos.

— Cheguem para lá, vamos.

— Rúbeo!

Rony e Hermione se apertaram para abrir espaço para Hagrid se sentar com eles.

— Estive assistindo da minha casa — disse Hagrid, indicando um grande binóculo pendurado ao pescoço. Mas não é a mesma coisa que assistir no meio da multidão. Nem sinal do pomo ainda, não é?

— Fico feliz que ele tenha vindo apoiar Harry. — comentou Lily sorrindo. Ela estava grata pelo meio-gigante mostrar tanto carinho para seu filho.

— Não — respondeu Rony. — Harry ainda não teve muito que fazer.

— Pelo menos não se machucou, já é alguma coisa — disse Hagrid, levantando o binóculo e espiando o pontinho que era Harry lá no céu.

Lily apertou novamente o braço de James pela lembrança que Harry poderia se machucar.

Muito acima deles, Harry sobrevoava o jogo, procurando um sinal do pomo. Isto fazia parte da estratégia montada por ele e Olívio.

"Fique fora do caminho até avistar o pomo dissera Olívio. Não queremos que você seja atacado sem necessidade".

— Mas isso pode dar uma vantagem ao apanhador da Sonserina, se o pomo aparecer no meio do campo. — disse James emburrado com essa tática. Harry quase não participaria do jogo.

— Pegar o pomo é mais importante que a segurança de Harry? — perguntou Lily meio brava. Severus sorriu, quadribol certamente faria Potter agir como um idiota.

— Não Lily, mas há mais chance dele ser atingindo por um balaço estando longe do jogo e portanto longe dos batedores. — explicou James — E tenho certeza que Harry seria incrivelmente feliz se ele pegasse o pomo em seu primeiro jogo.

Lily sorriu se desculpando e Snape revirou os olhos. Quem era esse e o que havia feito com Potter.

Quando Angelina marcou, Harry tinha feito um loops para extravasar a emoção. Agora voltara a procurar o pomo. Uma vez avistou um lampejo dourado,

James se animou. Mas murchou ao ouvir a continuação

mas era apenas outro reflexo do relógio de um dos gêmeos e outra vez um balaço resolveu disparar em sua direção e mais parecia uma bala de canhão,

Lily continuou lendo enquanto apertava o braço de James

mas Harry se esquivou e Fred veio atrás dela.

— Tudo bem ai, Harry? — Ele tivera tempo de gritar ao rebater o balaço com fúria na direção de Marcos Flint.

Sirius sorriu animado.

Sonserina de posse da goles — Lino Jordan continua narrando. — O artilheiro Pucey se desvia de dois balaços, dos dois Weasley, da artilheira Bell e voa para, esperem aí, será o pomo?

James se esticou completamente no sofá, incapaz de conter a animação.

Correu um murmúrio pelas torcidas quando viram Adriano Pucey deixar cair a goles, ocupado demais em espiar por cima do ombro o lampejo dourado que passara por sua orelha esquerda.

— Isso foi muita idiotice do artilheiro da Sonserina, além de alertar todos sobre o paradeiro do pomo. — comentou Sirius, James parecia animado demais para falar.

Harry a viu. Tomado de grande agitação, mergulhou em direção ao rastro dourado. O apanhador de Sonserina, Terêncio Higgs, vira o pomo também.

— Vai Harry, vai. — murmurava James alucinado.

Cabeça a cabeça, eles se precipitaram em direção ao pomo, todos os artilheiros pareciam ter esquecido o que deveriam fazer, pararam no ar, para observar.

— Não se distraiam por causa do pomo, isso é trabalho do apanhador. — gemeu James ao ver seis bonecos parados no ar.

Harry foi mais rápido que Terêncio, estava vendo a bolinha redonda, as asas batendo, disparando para o alto, imprimiu mais velocidade...

James tinha se levantando e estava murmurando coisas para o boneco que representava Harry. Snape revirou aos olhos a esse comportamento.

— Ohhh! — Um rugido de raiva saiu da torcida de Grifinória em baixo. Marcos Flint tinha bloqueado Harry de propósito e a vassoura de Harry perdeu o rumo, Harry segurou-se para não cair.

Como James havia levantando, Lily apertou a mão na própria coxa tentando controlar a preocupação. Alice e Frank estavam de mãos dadas olhando para a miniatura preocupados. Sirius estava xingando o capitão da Sonserina de nomes que fariam um marinheiro corar.

— Falta! — gritou James. — Esse é um comportamento depressível! Ele poderia ter derrubado Harry da vassoura! James voltou a sentar, mas continuava agitado.

— Falta! — gritou a torcida de Grifinória.

Madame Hooch dirigiu-se aborrecida a Marcos e em seguida deu a Grifinória um lance livre diante das balizas. Mas na confusão, é claro, o pomo de ouro desaparecera de vista outra vez.

— Que era a intenção desse trapaceiro. — reclamou Sirius.

Nas arquibancadas, Dino Thomas berrava.

— Fora com ele, juíza! Cartão vermelho!

— Isto não é futebol, Dino — lembrou Rony — Você não pode expulsar jogador de campo no Quadribol, e o que é um cartão vermelho?

— Se é assim que os jogares se comportam, deviam mudar as regras. — Lily ainda estava indignada por terem tentando derrubar Harry da varroura.

Mas Hagrid ficou do lado de Dino.

— Deviam mudar as regras, Marcos podia ter derrubado Harry no ar. Lino Jordan estava achando difícil se manter neutro.

Então, depois dessa desonestidade óbvia e repugnante.

Todos concordaram com a cabeça, menos Snape que torcia pro jogo acabar logo. Ele não aguentava mais ouvir sobre quadribol.

— Jordan! — ralhou a Professora Minerva.

— Ele disse a verdade! — reclamou Sirius.

Quero dizer, depois dessa falta clara e revoltante.

— Ele tem coragem, desafiando assim a Profª Minnie. — comentou Remus.

Jordan, estou lhe avisando...

Muito bem, muito bem. Marcos quase matou o apanhador da Grifinória, o que pode acontecer com qualquer um, tenho certeza,

Mesmo Severus teve dificuldade em não apreciar o sarcasmo do rapaz;

portanto uma penalidade a favor de Grifinória, Spinnet bate, para fora, sem problema, e continuamos o jogo, Grifinória ainda com a posse da bola.

James passava a mão pelos cabelos, agitado.

Foi quando Harry se desviou de mais um balaço, que passou com perigoso efeito ao lado de sua cabeça, que a coisa aconteceu.

Sua vassoura deu uma perigosa e repentina guinada. Por uma fração de segundo ele achou que ia cair. Segurou a vassoura com firmeza com as duas mãos e os joelhos. Nunca sentira nada parecido antes.

— Mas o que infernos está acontecendo? — perguntou James e fez sinal para Lily continuar lendo. Ele nunca tinha ouvido nada parecido.

Aconteceu outra vez. Era como se a vassoura estivesse tentando derrubá-lo.

Lily mordeu os lábios, procurando a mão de James enquanto lia. Porque tudo de perigoso parecia acontecer com seu filho.

Mas uma Nimbus 2000 não decidia de repente derrubar seu cavaleiro.

— Pouse Harry! — gemia James.

Harry tentou voltar em direção às balizas de Grifinória, tencionava avisar Olívio para pedir tempo, e então percebeu que a vassoura se descontrolara. Não conseguia virá-la. Mas conseguia dirigi-la.

Todos na sala ficavam cada vez mais preocupados, e Lily lia rapidamente querendo ouvir que seu filho estava em segurança.

Ela ziguezagueava pelo ar e de vez em quando fazia movimentos bruscos que quase o desequilibravam.

Lily apertou mais fortemente a mão de James.

Lino ainda comentava.

Sonserina ainda com a posse, Marcos com a goles, passa por Spinnet, por Bell... Atingido no rosto com força por um balaço, espero que tenha quebrado o nariz,

Todos estavam preocupados demais para rir.

é brincadeira, professora, Sonserina marca. Ah, não!

James estava tão concentrado em Harry que esquecera de reclamar do gol adversário.

A torcida da Sonserina vibrava. Ninguém parecia ter notado que a vassoura de Harry estava se comportando de maneira estranha. Carregava-o lentamente cada vez mais alto, afastando-se do jogo, dando guinadas e corcoveando pelo caminho.

— Como ninguém reparou um comportamento desses? — perguntou Alice indignada. Ela também estava preocupada pela segurança de Harry.

— Não sei o que Harry acha que está fazendo — resmungou Hagrid. E espiou pelo binóculo. — Se eu não entendesse da coisa, eu diria que perdeu o controle da vassoura... Mas não pode ser...

— Alguma coisa esta interferindo com a vassoura. — disse James em voz baixa e apressada. — Mas eu não consigo pensar em nada que fizesse uma vassoura agir assim.

De repente, as pessoas em todas as arquibancadas estavam apontando para Harry no alto. Sua vassoura começara a jogar para um lado e para o outro, e ele mal conseguia se segurar.

— Alguém ajude meu filho. — pediu Lily desesperada.

Snape estava se sentindo mal ao ver o estado de nervosismo da ruiva.

Então a multidão gritou. A vassoura dera uma guinada violenta e Harry desmontara. Estava agora pendurado, agüentando-se apenas com uma mão.

Lily parou de ler por um minuto e enterrou o rosto no ombro de James. Ela tinha medo de ler sobre seu filho machucado. James perguntou baixinho se queria que ele terminasse o capitulo. Ele também estava preocupado, mas queria ouvir de uma vez. Lily negou e fazendo gala da coragem grifinória, voltou a ler.

— Será que aconteceu alguma coisa à vassoura quando Marcos o bloqueou? — cochichou Simas.

— É impossível. Um aluno não conseguiria amaldiçoar uma vassoura. — respondeu Sirius, vendo que James parecia nervoso demais para falar. — Os encantos protetores são muito fortes.

— Não pode ser — respondeu Hagrid, a voz trêmula. — Nada pode interferir com uma vassoura a não ser uma magia negra muito poderosa,

Sirius estreitou os olhos para Snape.

nenhum garoto poderia fazer isso com uma Nimbus 2000.

— Mas se não é um garoto, quem faria isso com Harry. — comentou Lily olhando para o livro e perdendo os olhares mortais na direção de Severus.

Snape não acreditava que seu eu futuro amaldiçoaria um garoto num campo cheio de gente, para a sua segurança no presente ele acreditava que não.

Ao ouvir isso, Hermione agarrou o binóculo de Hagrid, mas ao invés de olhar para Harry no alto, começou a espiar agitadíssima para a multidão.

— Que é que você está fazendo? — gemeu Rony, o rosto branco.

— Eu sabia! — exclamou Hermione. — Snape. Olhe.

— Se meu filho sofrer um arranhão por sua causa. — ameaçou James se levantando e apostando a varinha diretamente para o rosto de Snape — Eu vou garantir que você sinta cem vezes a mesma dor. Estamos entendidos?

Severus engoliu a resposta ao ver o rosto de Potter transbordando raiva. Em todos os seus anos de rixa Snape nunca sentiu medo de Potter antes, mas estava escrito em cada linha do seu rosto que se Harry sofresse algo, Severus sofreria pior, Potter se encarregaria disso.

— James! Não sabemos se foi ele. — implorou Lily. Ela nunca tinha visto tamanha raiva ou decisão no rosto de James.

— Eu não disse que foi ele, disse que se tiver sido ele vou garantir que ele lamente. — respondeu James. — Ou você deixaria ele machucar seu próprio filho e sair impune?

— Se Sev realmente estiver azarando Harry eu não vou interromper sua vingança, na verdade eu vou te ajudar. — comentou Lily e ela não parecia a menina doce de sempre, determinação brilhava no rosto dela. — Mas precisamos de provas concretas que não sejam a opinião de um adolescente.

James sorriu, mas não foi um sorriso agradável.

— Trato feito.

Severus realmente se preocupou com as ações do seu eu futuro, ele sabia que Lily jamais o perdoaria se ele machucasse o garoto que o livro dizia ser seu filho.

Remus ficou admirado com o autocontrole de James, Lily certamente era uma boa influencia no rapaz. Mas no caso de Snape se provar culpado. Ele não sentiria nenhuma pena pelo Sonserino.

Alice e Sirius estavam em estados iguais de raiva, ambos pareciam estar esperando o menor sinal para saltar. Frank teve certeza que se Snape fizesse alguma coisa a Harry, não existiria promessa que impedisse a maioria da sala de deixar apenas os caquinhos de Snape para trás.

Rony agarrou o binóculo, Snape estava no centro das arquibancadas do lado oposto. Tinha os olhos fixos em Harry e movia os lábios sem parar.

— É uma maldita azaração, você esta azarando a vassoura de Harry. — Sirius havia se levantado furioso, faíscas saiam da sua varinha. — Deixe meu afilhado em paz! — e com um movimento de varinha ele derrubou Snape do sofá.

Severus ergueu a própria varinha sabendo que suas chances eram quase nulas. No momento que ele azarasse Black, Potter e Fawcett se juntariam a briga, se ele atingisse Fawcett, Longbotton e até mesmo Lily entrariam para defende-la. Mas ele não iria ficar parado enquanto Black o enfeitiçava.

— Sirius! Ele pode estar fazendo um contra feitiço! — pediu Lily desesperada.

— E quem mais você conhece no castelo que odeia Harry? — perguntou Sirius sarcástico.

— Sev não odeia meu filho! — gritou Lily.

— Ele não se importa se Harry é seu filho ou não! Tudo que ele vê é James! E se você acha que seu querido amigo não deseja a morte de James, pergunte a ele! — gritou Sirius.

Lily virou para Sev e ele viu que ela lutava contra as lagrimas. E de repente Snape teve muito medo que ela fizesse essa pergunta. A ruiva o tinha defendido bravamente e ele se odiava por desaponta-la.

Alice se levantou.

— Responda Snape! Diga que é mentira! Que você não odeia Harry como odeia o pai dele. Que pouco importa se ele é filho de Lily!

Remus e Frank se olharam perguntando o que fazer. A situação tinha saído completamente de controle.

Severus não conseguia mais olhar para Lily, ela estava tremendo e parecia que ia chorar a qualquer minuto, ela tinha dado a cara à tapa por ele. E Severus não poderia fazer nada para evitar o tapa que ela tomaria.

— Eu não desejo Harry morto. — Snape respondeu com toda verdade que ele poderia. Ele desejava que o menino não nascesse, mas não podia deseja-lo morto vendo o sofrimento que isso causaria em Lily.

Lily tentou dar um sorriso como resposta, mas era mais parecido com uma careta. Sev não disse que não odiava Harry, ou negou desejar a morte de James. Ela duvidava que James mesmo odiando Sev desejaria a morte dele. De acordo com uma conversa que ela ouvira James havia inclusive salvado a vida de Snape. Ela amava seu amigo de infância, mas ele tinha uma noção distorcida de certo ou errado. Ela não via como a amizade sobreviveria assim.

James levantou e puxou Lily para o sofá, ele se perguntava se a ruiva sequer percebia que estava chorando. James verdadeiramente odiou Snape nesse momento, por todas as tristezas que ele causara a Lily. Pontas sentia um pedaço do seu coração quebrar a cada lagrima da ruiva. Esse não era o momento para odiar Snape. Era o momento para se preocupar com Lily e Harry. Enquanto os dois estivessem seguros e felizes o resto podia esperar.

— Continue lendo, tenho certeza que as coisas se esclarecerão se continuarmos lendo. — disse James baixinho passando o braço pelos ombros da ruiva. Lily estava tão triste com isso tudo, que ela se encostou em James sem perceber. Aceitando seu apoio. Ela teria uma ultima conversa com Sev sobre a amizades deles. Só esperava que terminasse melhor que a ultima. Esperando que todos estivessem errados sobre ele, Lily voltou a ler.

— Ele está fazendo alguma coisa, ele está azarando a vassoura. — disse Hermione.

Sirius rosnou.

— Que vamos fazer?

— Deixem comigo.

Antes que Rony pudesse dizer mais nada, Hermione desapareceu. Rony tornou a apontar o binóculo para Harry. A vassoura vibrava com tanta força, que era quase impossível Harry se aguentar por muito mais tempo.

James usou apertou o abraço sobre os ombros de Lily. Alice tinha enterrado a cabeça no peito de Frank, ainda tremendo de raiva e preocupação. E o rapaz murmurava algo em voz baixa, tentando acalmar a namorada. Remus olhava para Sirius que parecia prestes a saltar a qualquer segundo.

Severus estava deprimido. Todos na sala o odiavam. Exceto Lily e tudo que ele causava nela era sofrimento. Era a única pessoa que se importava com ele no mundo e isso era tudo que ele conseguia retribuir. Pela primeira vez o fugaz pensamento que talvez ele não merecesse Lily passou pela sua mente.

A multidão se levantara, acompanhara com os olhos, aterrorizada, os gêmeos Weasley voaram para tentar transferir Harry a salvo para uma de suas vassouras, mas não adiantou, toda vez que se aproximavam dele, a vassoura subia mais alto.

James tinha os punhos tão apertados que as veias se destacavam na pele.

Mantiveram-se em um nível mais baixo fazendo círculos sob Harry, obviamente na esperança de apará-lo se caísse...

A voz de Lily vacilou, ela não queria pensar nisso. Respirando fundo voltou a ler.

Marcos Flint apoderou-se da goles e marcou cinco vezes sem ninguém reparar.

Sirius se levantou e destruiu o boneco que representava Flint ate reduzi-lo a pó. James pensou vagamente que ele nunca se importou menos com o placar desde que Harry estivesse a salvo.

— Anda logo, Hermione — murmurou Rony desesperado.

Hermione abrira caminho até a arquibancada onde estava Snape e agora corria pela fileira atrás dele, nem parou para pedir desculpas quando derrubou o Professor Quirrell de cabeça na fileira da frente

Algo estranho para o livro comentar. — pensou Frank. Que parecia ser o mais atento na sala. Todos os outros pareciam consumidos pela raiva ou por seus próprios pensamentos.

Ao chegar perto de Snape, ela se agachou puxou a varinha e disse algumas palavras bem escolhidas. Chamas vivas e azuladas saíram de sua varinha para a barra das vestes de Snape.

— Eu sabia que gostava dessa menina por alguma razão. — comentou Alice num tom de voz cruel que não parecia o dela. Ela poderia aceitar que Snape não estava tentando matar Harry, mas não poderia perdoa-lo por fazer Lily sofrer uma e outra vez.

Levou talvez uns trinta segundos para Snape perceber que estava em chamas. Um grito súbito confirmou que Hermione conseguira o seu intento. Recolhendo o fogo num frasquinho que trazia no bolso ela retrocedeu depressa pela mesma fileira. Snape nunca saberia o que acontecera.

Snape franziu o cenho sobre isso.

Foi o suficiente. No alto, Harry conseguiu de repente voltar a montar a vassoura.

— E ainda querem negar que foi o Ranhoso! — cuspiu Sirius. — Como se isso não fosse prova suficiente!

— Hermione esbarrou em Quirrel enquanto corria, talvez tenha sido ele. Ou alguém que não foi mencionado. — argumentou Frank. Se os marotos se convencessem que foi Snape sem sombra de duvidas. O inferno explodiria na sala.

— E porque Quirrel ou qualquer outro tentaria matar Harry! — Sirius mal conseguia controlar a sua raiva.

— Pense Sirius, porque Snape tentaria matar Harry no jogo de quadribol em frente a toda escola. — tentou Frank novamente.

— Porque Ranhoso sempre teve ciúmes do talento de James, aposto que ele pensou que seria uma ótima ironia seu filho morrer no campo. — rosnou Sirius em resposta.

Remus começou a se preocupar se ele teria que enfeitiçar Sirius antes que o moreno cometesse alguma loucura. Alice olhava preocupada para Lily que parecia soluçar a cada comentário.

Severus nem tentou se defender, seria inútil. E a única opinião com quem ele se importava era a de Lily. E tudo que ela tinha feito foi se estremecer a cada acusação. A ruiva realmente o acharia capaz disso? Seu eu futuro seria tão armagurado a esse ponto?

James que sentia cada estremecimento e soluço da ruiva contra si próprio resolveu acabar com a discursão. A única coisa que sairia dali seria uma Lily machucada.

— Eu não acho que Snape seria imbecil o suficiente de fazer isso em frente a toda escola e terminar em Azkaban por mais que ele me odeie.

Todos na sala ficaram em silencio.

Lily agradeceu internamente por James acabar com a discursão. Apenas a possibilidade que seu amigo de infância fizesse essas coisas, machucava demais. Depois de varias respirações fundas ela voltou a ler.

— Neville, pode olhar! — disse Rony. Neville passara os últimos cinco minutos soluçando no casaco de Hagrid.

Alice e Frank sorriram pro comportamento do seu filho.

Harry estava voando rápido de volta ao chão quando a multidão o viu levar a mão à boca como se fosse vomitar, ele pousou no campo de gatas, tossiu e uma coisa dourada caiu em sua mão.

— Ele apanhou o pomo com a boca! — James tentou ignorar todo o problema anterior e se permitiu ser feliz por seu filho ter pego o pomo em seu primeiro jogo.

— Apanhei o pomo! — gritou, mostrando-o no alto, e o jogo terminou na mais completa confusão.

— Eu imagino, a maioria dos apanhadores prefere usar as mãos. — disse Frank tentando melhorar o clima na sala.

Ele não agarrou o pomo, ele quase o engoliu — continuava a esbravejar Flint vinte minutos depois,

— Não vai fazer diferença, não está escrito em nenhuma regra que o pomo não pode ser pego com a boca. — falou Sirius finalmente desviando seu olhar de Severus.

mas não fez diferença, Harry não infringira nenhuma regra e Lino Jordan continuava a gritar alegremente o resultado, Grifinória ganhara por cento e setenta pontos a sessenta. Harry, porém não ouvia nada disso.

James se sentiu mais animado por seu filho ganhar o primeiro jogo, mas ele ainda sentia falta de estar lá para parabeniza-lo em pessoa.

Hagrid lhe preparava no casebre uma xícara de chá forte, em companhia de Rony e Hermione.

— Foi Snape — explicou Rony — Hermione e eu vimos. Ele estava azarando a sua vassoura, murmurando, não despregava os olhos de você.

Sirius concordou vigorosamente com a cabeça, voltando seu olhar de cão raivoso para Snape.

— Bobagens — disse Hagrid, que não ouvira uma única palavra do que se passara ao seu lado nas arquibancadas. — Por que Snape faria uma coisa dessas?

— Posso fazer uma lista. — ofereceu Sirius.

Harry, Rony e Hermione se entreolharam, imaginando o que lhe contar Harry decidiu contar a verdade.

— Descobri uma coisa — falou a Hagrid. — Ele tentou passar pelo cachorro de três cabeças no Dia das Bruxas. Levou uma mordida. Achamos que estava tentando roubar o que o cachorro está guardando.

Alice concordou nesse ponto. Ela poderia imaginar Snape querendo a pedra.

Hagrid deixou cair o bule de chá.

— Como é que vocês sabem da existência do Fofo?

Isso finalmente amenizou o clima na sala Apenas Hagrid poderia nomear um cão monstruoso de três cabeças de Fofo.

— Fofo?

— É... É meu... Comprei-o de um grego que conheci num bar no ano passado. Emprestei-o a Dumbledore para guardar o...

— Hagrid realmente precisa tomar mais cuidado com o que fala na frente das crianças. — Remus negou com a cabeça;

— O quê? — perguntou Harry ansioso.

— Não me pergunte mais nada — retrucou Hagrid com impaciência. — É segredo.

— E isso só os deixará mais curiosos. — comentou Frank.

— Mas Snape está tentando roubá-lo.

— Bobagens — repetiu Hagrid. — Snape é professor de Hogwarts, não faria uma coisa dessas.

Sirius fez um muxoxo alto.

— Então por que ele tentou matar Harry? — perguntou Hermione.

Os acontecimentos daquela tarde sem dúvida tinham mudado a opinião dela sobre Snape.

Todos parecem odiar meu eu futuro. Pensou Snape desanimado. Seu futuro não parecia nada feliz.

— Eu conheço uma azaração quando vejo uma, Rúbeo, já li tudo sobre o assunto! A pessoa precisa manter contato visual e Snape nem ao menos piscava, eu vi!

— Para fazer uma contra-azaração também. — disse Frank sendo justo e Sirius apenas lhe deu um olhar incrédulo.

— Estou dizendo que vocês estão enganados! — falou Hagrid com veemência.

— Não sei por que a vassoura de Harry estava agindo daquela forma, mas Snape não iria tentar matar um aluno!

Lily suspirou, ao menos Hagrid concordava com ela. Isso a animou um pouco.

Agora, escutem bem os três: vocês estão se metendo em coisas que não são de sua conta. Isto é perigoso. Esqueçam aquele cachorro e esqueçam o que ele está guardando, isto é coisa do Professor Dumbledore com o Nicolau Flamel...

— Você apenas lhe deu um começo para procurar. — disse Alice divertida com o descuido de Hagrid.

— Ah-ah! — exclamou Harry, — Então tem alguém chamado Nicolau Flamel metido na jogada, é?

Hagrid parecia furioso consigo mesmo.

Lily fechou o livro, indicando que o capitulo acabara. Mas não fez menção de passa-lo para Snape.

— Acho que deveríamos comer. — comentou Frank pensando que todos na sala precisavam de uma pausa.

Todos se dirigiram a mesa em silencio. O clima entre os presentes na sala não era dos melhores.

Frank e Alice eram os únicos a desfrutar do almoço, eles se sentaram um ao lado do outro e passaram o tempo todo discutindo sobre seu filho, o que ele estaria fazendo. Qual matérias ele seria bom e outras coisas.

Sirius pontuava cada colherada com um olhar mortal para Snape. Remus prestava atenção a cada movimento de Almofadinhas caso o garoto tentasse alguma loucura. James não sentia muito apetite ao olhar para a ruiva que parecia perdida em pensamentos. Severus estava desanimado demais com o rumo que as coisas estavam tomando. Parecia que ele perderia novamente a amizade de Lily.

A ruiva em questão havia comido muito pouco quando parecia ter tomado alguma espécie de decisão. Surpreendendo a todos ela levantou da mesa e disse a Severus:

— Eu gostaria de ter uma palavra com você.

E se afastou para um canto de forma que não fossem ouvidos.

Sem entender Snape se levantou e seguiu a ruiva. Ela esperou ele chegar ao seu lado para começar.

— Eu não quero perder a sua amizade. — e antes que Severus pudesse ficar feliz ela continuou. — Mas eu não posso ser a única a lutar por ela. Eu não posso ser a única a dar a cara a tapa o tempo todo. Eu não posso ser amiga de alguém que odeia meu filho e deseja a morte das pessoas que eu me importo.

— E comigo? Você não se importa comigo. — perguntou Severus magoado. Isso parecia um ultimato.

— Eu me importo, mas existem outras pessoas na minha vida com as quais eu me importo também.

— Como Potter. — cuspiu Snape.

— Sim como James. Como Alice, Frank, Remus e Sirius. — concordou Lily.

— E se você tiver que escolher entre eles e eu, eu perco. Entendi.

— Você não entendeu nada, isso não é uma competição. Uma coisa não anula a outra. — Lily tentou explicar.

Claro que era uma competição, sempre tinha sido entre ele e Potter. Lily apenas não percebera isso. Mas isso não ajudaria seu caso nesse momento. Severus não sabia o que fazer. Ele não entendia o que Lily queria dele. — Eu não entendo. — Ele confessou.

— Eu te disse antes. Eu não posso ser amiga de alguém que escolheu o lado das Trevas. Esse livro é uma nova chance para você, e eu gostaria que você tentasse aproveita-la. Veja o seu eu futuro e me diga se é o futuro que você gostaria.

Severus abriu a boca novamente para falar apenas para ser cortado por Lily.

— Você não precisa me responder isso agora, apenas pense e aja de acordo.

Lily começou a se afastar mas virou e disse uma ultima frase.

— Eu ainda não desisti de você, me ajude não desistindo de si mesmo.

E caminhou em direção ao sofá onde os marotos já estavam sentados.

— Eu não sei por que você ainda se importa. — comentou Sirius olhando para a ruiva que caminhava para seu lugar.

— Você desistiria de alguém com quem você se importa por uma escolha errada. — pediu Lily.

— Ser um comensal da morte é mais que uma maldita escolha errada! É uma decisão pra vida toda. — disse Sirius amargurado e James tinha certeza que ele pensava em Regulus, não Snape quando respondeu.

— Eu quero impedir um amigo de estragar sua vida inteira como você disse. — Lily deu os ombros. Ela estava cansada dessa conversa.

— Então eu espero que você esteja preparada para ter seu coração partido quando não conseguir. — respondeu Sirius sentindo pena da ruiva, ela realmente acreditava que as pessoas poderiam se salvar.

— Se isso acontecer eu tenho excelentes amigos para me ajudar. — Lily sorriu para Sirius que ficou sem resposta. Era a ultima coisa que ele esperaria ouvir de Lily. Amigos.

Remus deu um sorriso para Lily, dizendo que entendia o que ela estava tentando fazer. Ele também achava perda de tempo, mas entendia.

Lily se virou para James no momento que Frank e Alice voltavam para seus lugares, ainda falando sobre seu filho.

— Eu queria te agradecer. — comentou a ruiva. — Por tudo, mas principalmente porque você tem tentado fazer as coisas mais fáceis para mim e eu aprecio isso.

— Eu apenas não quero que você se machuque. — respondeu James e ela sabia que estava se referindo a Snape.

Lily deu os ombros. Achava que era muito tarde para impedi-la de se machucar.

— Eu me considero avisada, mas agradeço a preocupação. — Lily sorriu e fez algo inesperado. Deu um abraço no moreno enquanto falava: — Embaixo dessa arrogância e todas as brincadeiras você é uma boa pessoa. E eu fico feliz que possa ter visto esse lado.

Ela voltou ao seu lugar, mais perto de James que realmente o meio do sofá.

— Eu fico feliz que tenhamos começado a ler esse livro, não só por ler o futuro. Embora seja maravilhoso. Mas por mostrar mais de nós mesmos dos que deixamos ver todos os dias. E nos unir de uma forma que não estávamos antes.

Lily concluindo olhando para James e ele pensou ter visto algo lá que não se referia apenas a amizade. Mas ele não queria empurrar a ruiva. Demorou tanto para chegar até aqui. E agora eles eram amigos. Ele podia consola-la quando estava triste, ou compartilhar com ela sua alegria. Ele poderia esperar por um tempo antes do próximo passo.

Snape finalmente se juntou aos outros, ainda pensando nas palavras da ruiva "não desista de si mesmo." O que ela queria dizer com isso? Que ele desistira de si mesmo na busca pelo poder. E se isso fosse verdade o futuro mostrado no livro era tudo que o esperava? Snape afastou esses pensamentos abrindo um livro e procurando o próximo capitulo cujo titulo era: Capítulo Doze: O Espelho de Ojesed.