Disclaimer: Eu não possuo Harry Potter ou qualquer um dos personagens. Nem a história de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Tudo pertence à magnifica J. K. Rowling.

A / N: Os trechos originais do livro estão em negrito.

Eu acabei de perceber que esse já é o capitulo treze do livro e só faltam quatro para acabar o livro um. Foi rápido, mal percebi que já tinha escrito tanto.

Obrigada a todas as reviews e as pessoas que colocaram nos favoritos. Vocês fazem uma autora feliz xD E eu não queria fazer ninguém chorar. Estava brincando quanto ao lenço, mas acho que me empolgo nos momentos tristes ;)

Respondendo as reviews:

MariaMaria6: Sim, eu farei todos os capítulos de todos os livros e talvez alguns adicionais. Loucura, eu sei. E minha meta era postar um capitulo a cada três dias, mas por enquanto tem sido possível postar todos os dias.

NanaTorres: Eu sei que não foi uma pergunta mas eu preciso comentar. Como você pode querer que Sirius exploda? Desperdiçar um rosto maravilhoso daqueles. Se não está feliz com ele apenas o transforme numa estatua ou coisa parecida. E eu prometo que o Snape chegará vivo e razoavelmente são até o final do sétimo livro.

Mylle Malfoy P.W: É bem mais difícil postar aos finais de semana, porque eu não tenho uma rotina e nunca sei quando vou ter tempo de digitar, acabo fazendo tudo aos pedacinhos. Fora que tem festa na casa do vizinho e eu realmente não consigo me concentrar =/ Dias de semana é tudo mais bem planejado.


...


Frank pegou o livro, pensando em como apenas um livro tinha revelado tanto sobre eles mesmos. A leitura de sete livros assim seria um desafio. E disposto a acreditar que esse seria um capitulo mais alegre, leu o titulo: Capítulo Treze: Nicolau Flamel.


...


— Eles finalmente descobrirão quem é Flamel — comentou Alice — Me perguntou o que farão com essa informação.

— Eu realmente espero que eles usem a informação apenas para satisfazer a curiosidade. — respondeu Lily preocupada.

Dumbledore convencera Harry a não tornar a procurar o Espelho de Ojesed,

— E todos agradecemos por isso. — disse Remus.

e durante o resto das férias de Natal a capa da invisibilidade permaneceu guardada no fundo do baú.

James fez bico.

— Você ainda pode usar a capa para passear no castelo, ir à cozinha...

— Assustar o Draco. — Sirius interrompeu. E o garoto era tão impopular entre todos da sala que Lily se absteve de comentar que isso não era certo.

Harry gostaria de poder esquecer o que vira no espelho com a mesma facilidade, mas não conseguiu. Começou a ter pesadelos. Sonhava repetidamente com os pais desaparecendo em um relâmpago de luz verde enquanto uma voz esganiçada gargalhava.

James apertou a mão de Lily, que estava entrelaçada a sua. Como se seu filho precisasse desse tipo de pesadelos para acrescentar a tudo que ele sofrido.

— Está vendo? Dumbledore tinha razão, aquele espelho podia deixar você maluco — disse Rony, quando Harry lhe contou os sonhos.

— E de maluquice Dumby entende. — comentou Sirius num falso tom sério.

Hermione, que voltou um dia antes do período letivo começar, viu as coisas de outro modo. Estava dilacerada entre o horror de pensar em Harry fora da cama, perambulando pela escola três noites seguidas ("E se Filch tivesse te apanhado!")

— E é exatamente ai que está a graça — Almofadinhas resmungou — Se não tivesse o perigo de ser pego não teria nenhuma emoção em andar pelo castelo à noite.

e o desapontamento que ele não tivesse ao menos descoberto quem era Nicolau Flamel.

— Então se Harry tivesse sido pego pro Filch, mas descoberto quem era Flamel estaria tudo certo? — pediu Frank sorrindo.

Quase perdera as esperanças de encontrar Flamel em um livro da biblioteca, embora Harry tivesse certeza de que lera o nome em algum lugar.

— Tenho certeza que isso mudará em breve. — brincou Alice.

Severus revirou os olhos, isso era obvio devido ao título do capítulo.

Quando o novo período letivo começou, eles voltaram a folhear os livros durante os dez minutos de intervalo entre as aulas. Harry tinha ainda menos tempo do que os outros dois, porque o treino de Quadribol recomeçara.

James imediatamente se animou a menção de quadribol.

Olívio estava puxando pelo time como nunca fizera antes. Até mesmo as chuvas intermináveis que substituíram as nevadas não conseguiam esmorecer a sua animação.

— Ele parece quase tão louco como James. — comentou Remus — Profª Minnie deve escolher os capitães por seu fanatismo.

James fez bico.

Os Weasley reclamavam que Olívio estava se tornando fanático, mas Harry o apoiava.

— E aparentemente é genético. — brincou Alice.

Se ganhassem a próxima partida, contra Lufa-Lufa, passariam a frente da Sonserina no campeonato das casas pela primeira vez em sete anos.

Todos os grifinórios suspiraram com isso, sete anos sem ganhar a taça, enquanto no tempo deles a Grifinória tinha ganho todos os anos

Além do desejo de ganhar, Harry descobriu que tinha menos pesadelos quando voltava exausto dos treinos.

— Nada como dormir depois de um bom treino. — disse James saudoso.

Então, durante um treino particularmente chuvoso e enlameado, Olívio deu uma notícia ruim ao time. Acabara de se enfurecer com os Weasley, que davam mergulhos violentos um sobre o outro e fingiam cair das vassouras.

— Treino não é lugar para brincadeiras. — disse James num tom sério.

Todos olharam para ele. Era estranho ver James serio.

— Vocês querem parar de se comportar feito bobos! — berrou. — Isso é o tipo de atitude que vai fazer a gente perder o jogo! Snape vai apitar dessa vez e vai procurar qualquer desculpa para tirar pontos da Grifinória!

Até mesmo Frank fez uma pausa na leitura após ler isso.

— Por que diabos Snape vai apitar? Ele não sabe nada de quadribol. Eu sequer sabia que ele poderia montar uma vassoura. — disse James revoltado.

Snape abriu a boca para responder. Ele sabia as regras de Quadribol, mas não sabia voar. E não poderia entender essa vontade de apitar o jogo.

— É obvio! — respondeu Sirius. — Snape quer azarar Harry de novo, e quer ter certeza que ninguém vai atrapalha-lo dessa vez.

— Ele pode estar lá para defender Harry! — gritou Lily em resposta fazendo Sirius revirar os olhos.

Snape não sabia se seu eu futuro defenderia Harry, mas ele não era burro o suficiente para ser juiz de um jogo para azarar um aluno debaixo do nariz de Dumbledore.

— É uma posição estranha para azarar alguém. — Frank continuou lendo:

Jorge Weasley realmente caiu da vassoura ao ouvir isso.

— Ninguém pode culpa-lo. — comentou James que teria o bom senso de dar uma noticia dessa quando todos seus jogadores estivessem no chão.

— Snape vai apitar o jogo? — perguntou embolando as palavras com a boca cheia de lama. — Quando foi na vida que ele apitou um jogo de Quadribol? Ele não vai ser imparcial se tivermos chance de passar à frente de Sonserina.

— É assim que a Sonserina ganhou o campeonato das casas por sete anos? — disse Alice indignada — Porque Snape mexe os pauzinhos quando alguma outra casa ameaça passar a Sonserina?

Severus não respondeu. Ele podia se imaginar fazendo exatamente isso.

O resto do time pousou ao lado de Jorge para reclamar também.

— A culpa não é minha — disse Olívio. — Nós é que vamos ter de nos cuidar e jogar uma partida limpa, para não dar a Snape desculpa para implicar conosco.

— Ele nunca precisou de uma desculpa antes. — murmurou Sirius irritado.

Estava tudo muito bem, pensou Harry, mas ele tinha outra razão para não querer Snape por perto quando estivesse jogando Quadribol.

Sirius olhou com raiva para Snape.

Os outros jogadores se demoraram conversando no final do treino como sempre faziam, mas Harry rumou direto para a sala comunal de Grifinória, onde encontrou Rony e Hermione jogando xadrez. Xadrez era a única coisa em que Hermione perdia, uma experiência que Rony e Harry achavam que lhe fazia muito bem.

— Eu tenho que concordar com isso. — falou Remus — Perder em algo é uma boa experiência. — E olhou diretamente para Sirius e James.

— Não fale comigo agora — pediu Rony quando Harry se sentou ao seu lado.

— Preciso me concentrar. – Ai, viu a cara do Harry.

— Que aconteceu com você? Está com uma cara horrível.

— Ron realmente tem jeito com as palavras. — disse Snape com a voz pingando sarcasmo.

Falando baixinho para ninguém mais ouvir, Harry contou aos dois o desejo sinistro e súbito de Snape de ser juiz de Quadribol.

— Não jogue — disse Hermione na mesma hora.

— Sendo filho de James, eu acho isso impossível. — comentou Alice.

— Diga que está doente — aconselhou Rony.

— Harry teria que estar muito doente para Minnie não arrasta-lo para o campo. Ela é fanática por quadribol. — falou James num tom de voz que deixava claro que ele concordava com a atitude da professora.

— Finja que quebrou a perna — sugeriu Hermione.

— Madame Pomfrey arrumaria em segundos. — negou Sirius.

— Quebre a perna de verdade — insistiu Rony.

— Esse menino é incrivelmente estupido. — murmurou Snape.

— Não posso — respondeu Harry — Não temos apanhador de reserva. Se eu fujo, Grifinória não vai poder jogar.

— Porque Quadribol é tudo que importa. — disse Severus em sua voz normal cheia de sarcasmo.

Naquele momento, Neville entrou aos tombos na sala comunal.

— O que aconteceu com meu filho? — pediu Alice com a voz cheia de preocupação. E Frank leu mais depressa para descobrir.

Como conseguira passar pelo buraco do retrato ninguém sabia, porque tinha as pernas grudadas pelo que eles imediatamente reconheceram ser o Feitiço da Perna Presa. Devia ter precisado andar aos pulos como um coelho até a torre de Grifinória.

Alice começou a girar a varinha entre os dedos. Como se o culpado fosse aparecer a qualquer momento na sala.

Todo o mundo caiu na gargalhada

— Vou dar um real motivo para todos rirem. — ameaçava Alice em voz baixa.

menos Hermione, que ficou em pé de um salto e fez o contra-feitiço.

Frank agradeceu mentalmente a menina antes de continuar lendo.

As pernas de Neville se separaram e ele se endireitou, tremendo.

— Que aconteceu? — perguntou Hermione, levando-o para se sentar com Harry e Rony.

— Ela é uma ótima amiga. — comentou Alice fazendo Sirius revirar os olhos.

— Malfoy — disse Neville com a voz trêmula. — Encontrei-o na saída da biblioteca. Ele disse que estava procurando alguém em quem praticar o feitiço.

— Vou encontrar Lucius e lhe devolver o favor. — resmungava Alice com raiva de Draco. O garoto teria muita sorte se nunca cruzasse o caminho dela.

— Vá procurar a Professora Minerva! — insistiu Hermione. — Dê parte dele! Neville sacudiu a cabeça.

— Não quero mais confusão — murmurou.

— Você não deve deixar por isso mesmo. Além de ser errado só vai encoraja-lo a continuar. — disse Frank, ele não gostava dessa falta de autoconfiança do seu filho.

— Você tem de enfrentá-lo, Neville! — disse Rony. — Ele está acostumado a pisar nas pessoas, mas não há razão pata você se deitar aos pés dele para facilitar.

— Isso pode ser tomado de um modo muito errado. — comentou Remus.

— Não precisa me dizer que não sou bastante corajoso para pertencer a Grifinória. Draco já fez isso — disse Neville engasgado.

— Não foi isso que ele quis dizer, mas concordo que ele poderia ter se expressado melhor. — continuou Remus.

Harry apalpou o bolso de suas vestes e tirou um sapo de chocolate, o último da caixa que Hermione lhe dera no Natal. Deu-o a Neville, que estava com cara de quem ia chorar.

— Você vale doze Dracos — disse Harry. — O Chapéu Seletor escolheu você para Grifinória, não foi? E onde está Draco? Naquela Sonserina nojenta.

Severus revirou os olhos para a ofensa a Sonserina. Grifinórios pareciam pensar que tudo de ruim vinha da sua casa.

— Eu realmente posso ver os genes de Lily trabalhando nesse momento. — Alice sorriu agradecida a amiga.

— Ei, James também faria isso. — Sirius se intrometeu. Ele sabia que James faria qualquer coisa pelos amigos.

— Provavelmente. — concedeu Remus — meio segundo antes de ir atrás de Draco Malfoy e enfeitiça-lo ate que ele tenha medo de levantar a varinha novamente.

James sorriu de lado. Parecia algo com que ele faria.

— Eu também gosto dessa ideia. — disse Alice sorrindo maliciosamente.

A boca de Neville se contraiu num sorrisinho enquanto desembrulhava o sapo.

Alice sorriu agradecida mais uma vez.

— Obrigado, Harry. Acho que vou para a cama... Você quer o cartão, você coleciona, não é?

Quando Neville se afastou, Harry olhou para o cartão de Bruxo Famoso.

— Dumbledore outra vez. Ele foi o primeiro que...

E soltou uma exclamação. Olhou para o verso do cartão. Em seguida olhou para Rony e Hermione.

— E Harry finalmente acha Flamel. — comentou Remus animado.

— Encontrei!— murmurou — Encontrei Flamel! Eu disse a vocês que tinha lido o nome dele em algum lugar. Li-o no trem a caminho daqui. Escutem só isso:

O Professor Dumbledore é particularmente famoso por ter derrotado Grindelwald, o bruxo das Trevas, em 1945, e ter descoberto os doze usos do sangue de dragão, e por desenvolver um trabalho de alquimia em parceria com Nicolau Flamel.

Hermione ficou em pé de um salto. Não parecia tão animada desde que eles tinham recebido as notas do primeiro dever de casa.

Severus esboçou um sorriso mínimo. Isso o lembrara de Lily no primeiro ano.

— Não saiam daqui! — disse e saiu escada acima em direção aos dormitórios das meninas. Harry e Rony mal tiveram tempo de trocar um olhar intrigado e ela já estava correndo de volta, com um enorme livro velho nos braços.

— Nunca pensei em olhar aqui — falou excitada. — Tirei-o da biblioteca há semanas para me distrair um pouco.

— O único jeito de um livro desse tamanho ser uma distração é se estiver sendo usado para bater na cabeça de alguém. — resmungou Sirius,

— Distrair? — admirou-se Rony, mas Hermione mandou-o ficar quieto, enquanto procurava alguma coisa e começou a folhear as páginas do livro, ansiosa, resmungando para si mesma.

Finalmente encontrou o que procurava.

— Eu sabia! Eu sabia!

— Então deveria ter compartilhado antes. — murmurou Sirius.

— Já podemos falar? — perguntou Rony de mau humor. Hermione não lhe deu resposta.

— Nicolau Flamel — sussurrou ela teatralmente — é, ao que se sabe, a única pessoa que produziu a Pedra Filosofal.

A frase não teve bem o efeito que ela esperava.

— Era meio obvio que nenhum dos dois soubesse disso, já que eles não sabiam quem era Flamel. —comentou Frank.

— A o quê? — exclamaram Harry e Rony.

— Ah, francamente, vocês dois não lêem? Olhem, leiam isso aqui. Ela empurrou o livro para os dois, que leram:

O antigo estudo da alquimia preocupava-se com a produção da Pedra Filosofal, uma substancia lendária com poderes fantásticos. A pedra pode transformar qualquer metal em ouro puro. Produz também o Elixir da Vida, que torna quem o bebe imortal.

Falou-se muito da Pedra Filosofal durante séculos, mas a única Pedra que existe presentemente pertence ao Sr. Nicolau Flamel o famoso alquimista e amante da opera. O Sr. Flamel que comemorou o seu sexcentésimo sexagésimo quinto aniversário no ano passado, leva uma vida tranqüila em Devon, com sua mulher, Perenelle (seiscentos e cinqüenta e oito anos).

— Eu me pergunto se eles ainda fazem...

— Sirius! — cortou Lily vendo o sorriso malicioso do rapaz.

— Eu já disse, eles podem até tentar, mas só existi um Sirius. — concluiu Sirius ainda sorrindo.

— Porque um é ruim o suficiente. — murmurou Severus e Frank achou melhor voltar a ler.

— Viram? — disse Hermione, quando Harry e Rony terminaram. — O cachorro deve estar guardando a Pedra Filosofal de Flamel! Aposto que ele pediu a Dumbledore que a guardasse em segurança, porque são amigos e ele sabia que alguém andava atrás dela, esse é o motivo por que Dumbledore quis transferir a pedra de Gringotes.

— Faz sentido. — concordou Remus.

— Uma pedra que produz ouro e não deixa a gente morrer! — exclamou Harry.

— Não admira que Snape ande atrás dela! Qualquer um andaria.

— Eu não acho que Dumbledore pensaria que Snape tem capacidade suficiente para assaltar Gringotes. — comentou James.

Severus levantou a sobrancelha, porque Potter parecia sempre parecia ofende-lo quando supostamente o defendia.

— Dumby pode não saber que é Snape, apenas que alguém esta atrás da pedra. — contestou Sirius.

James deu os ombros e Lily revirou os olhos.

— E não admira que não conseguíssemos encontrar Flamel em Estudos aos avanços recentes em magia — disse Rony — Ele não é bem recente, se já fez seiscentos e sessenta e cinco anos, não é mesmo?

Na manhã seguinte, na sala de Defesa Contra a Magia Negra, enquanto copiavam as diferentes maneiras de tratar mordidas de lobisomem,

Remus reprimiu um calafrio a palavra lobisomem e Severus olhou para ele como se quisesse lembrar que conhecia seu segredo. Como se Remus pudesse esquecer.

Harry e Rony continuavam a discutir o que fariam com uma Pedra Filosofal se tivessem uma. Somente quando Rony disse que compraria o próprio time de Quadribol

— Eu me pergunto o que ele faria com um time de quadribol — riu Alice.

foi que Harry se lembrou de Snape e da partida que se aproximava.

— Eu vou jogar — disse a Rony e Hermione. — Se não fizer isso, o pessoal de Sonserina vai pensar que tenho medo de encarar Snape. Vou mostrar a eles... Vamos tirar aquele sorriso da cara deles se vencermos.

Os marotos sorriram. James por estar orgulhoso de seu filho. E os outros dois por verem as semelhanças entre pai e filho.

— Desde que a gente não acabe tirando você da quadra — disse Hermione.

Lily suprimiu um arrepio de preocupação.

À medida que a partida se aproximava, porém, Harry foi ficando cada vez mais nervoso, mesmo que negasse isso para Rony e Hermione.

James bagunçou o cabelo. Ele também não gostava de admitir que estava nervoso.

O resto do time também não estava tão calmo assim. A idéia de passar à frente de Sonserina no campeonato das casas era maravilhosa, ninguém fazia isso havia quase sete anos, mas será que conseguiriam, com um juiz tão parcial?

Todos na sala olharam para Snape.

— Eu não sei o que meu eu futuro fez. — Severus disse emburrado. Era normal que ele não conseguisse pensar como seu eu futuro pensava?

Harry não sabia se estava ou não imaginando, mas parecia estar sempre encontrando Snape por todo lugar em que ia.

Alice lhe deu outro olhar mortal. Snape revirou os olhos. Seu eu futuro conseguia ser mais odiado que seu eu presente. E isso realmente não era uma boa perspectiva.

Às vezes, ele até se perguntava se Snape não o estava seguindo, tentando apanhá-lo sozinho.

Sirius rosnou. Severus pediu mentalmente para o livro parar de falar do seu futuro.

As aulas de Poções estavam se transformando numa espécie de tortura semanal. De tão ruim que Snape era com Harry.

Potter lhe deu um olhar de advertência. Dizendo claramente que se ele cruzasse a linha iria se arrepender. Lily lhe deu o olhar triste que sempre dava quando o livro comentava como ele tratava Harry.

Severus se mexeu em seu lugar, incomodado. As coisas em sua cabeça nunca pareceram tão confusas. Ele queria fazer Lily feliz, queria ser poderoso para protegê-la. Ele queria não ser humilhado, ser reconhecido. Só que de alguma forma tudo se voltara contra ele magoando Lily.

Seria possível que Snape tivesse descoberto que os meninos haviam lido sobre a Pedra Filosofal? Harry não imaginava como, no entanto, por vezes tinha uma horrível sensação de que Snape podia ler pensamentos.

Frank parou de ler para perguntar:

— Você pode? —

Severus ficou tão surpreso por ouvir uma pergunta diretamente a ele que não era de Lily que demorou uns segundos para responder:

— Neste momento, não. Mas acho um tema interessante e meu eu futuro pode ter aprendido.

Os marotos e Alice se entreolharam com o mesmo pensamento que isso seria algo horrível.

Harry sabia que, quando lhe desejassem boa sorte à porta do vestiário na tarde seguinte, Rony e Hermione estariam se perguntando se o veriam vivo outra vez.

— Pensamento encantador. — murmurou Severus sarcástico.

Isto não era o que se poderia chamar de consolo. Harry mal ouviu uma palavra da conversa de Olívio para animar os jogadores enquanto vestia o uniforme de Quadribol e apanhava sua Nimbus 2000.

James suspirou, seu filho devia ouvir o capitão.

Entrementes, Rony e Hermione tinham encontrado um lugar nas arquibancadas junto a Neville, que não conseguia entender por que eles estavam tão sérios e tampouco por que haviam trazido as varinhas para o jogo.

— Eles deveriam carregar a varinha para qualquer lugar. — repreendeu Sirius.

— A época deles é diferente, sem guerra, mas eu concordo que prudência nunca é demais. — comentou Frank antes de voltar a ler.

Mal sabia Harry que Rony e Hermione tinham andado praticando secretamente o Feitiço das Pernas Presas. Tinham tido essa idéia ao verem Draco usá-lo contra Neville e estavam preparados para usá-lo contra Snape se ele desse o menor sinal de querer machucar Harry.

— É uma boa ideia. — disse Alice olhando para Snape como se estivesse imaginando como ele ficaria com o feitiço.

— Agora não esqueça, é Locomotor Mortis — cochichou Hermione enquanto Rony escondia a varinha na manga.

— Eu sei Rony respondeu com maus modos. — Não chateia.

Sirius acenou com a cabeça concordando com a atitude de Ron.

Mas no vestiário, Olívio puxara Harry para um lado.

— Não quero pressioná-lo, Potter, mas se há um dia em que precisamos agarrar o pomo logo de saída é hoje. Termine o jogo antes que Snape possa favorecer Lufa-Lufa demais.

— Realente, nenhuma pressão. — resmungava James, como se Harry precisasse ser lembrado disso.

— A escola inteira está lá fora! — disse Fred Weasley, espiando para fora da porta. — Até mesmo, putz, Dumbledore veio assistir!

Lily suspirou aliviada.

— Ninguém fará mal ao Harry com Dumbledore assistindo.

O coração de Harry deu um salto.

— Dumbledore? — disse, correndo até a porta para se certificar se Fred tinha razão. Não havia como confundir aquela barba prateada.

Harry poderia ter dado uma grande gargalhada de alívio. Estava seguro. Simplesmente não havia jeito de Snape ousar machucá-lo se Dumbledore estivesse assistindo.

Sirius e Alice olharam para Snape triunfantes, como se tivessem frustrados os planos dele.

James olhou para Snape também. Ele ainda não tinha certeza se Snape machucaria Harry ou não. Mas se Snape quisesse fazer isso, provavelmente seria de uma forma mais discreta. Que não pudesse ser ligada a ele.

Talvez fosse por isso que Snape estava com a cara tão zangada na hora em que os times entraram em campo, uma coisa em que Rony também reparou.

— Nunca vi Snape com uma cara tão feia — disse a Hermione.

— Deve ter sido pavorosa, se foi pior que o habitual. — Sirius comentou malicioso.

— Sirius! — ralhou Lily.

— Se foi pior que o habitual do futuro Snape. — disse Sirius num tom inocente que não convenceu ninguém.

— Olhe, começou. Ai!

Alguém cutucara Rony na cabeça. Era Draco.

— E quando você pensa que não podia piorar... — comentou Alice

— Ah, desculpe, Weasley, não vi você aí. — Draco deu um largo sorriso para Crabbe e Goyle. — Quanto tempo será que Potter vai se agüentar na vassoura desta vez? Alguém quer apostar? E você, Weasley?

James pensou que nunca teria tanta raiva de alguém como teve de Snape, mas Draco estava virando um concorrente duro.

Rony não respondeu, Snape acabara de achar uma penalidade na Grifinória porque Jorge Weasley mandara um balaço nele.

— Alguém deveria dar um premio para esse menino. — disse Sirius aplaudindo.

— É contra as regras? — perguntou Frank curioso.

— O juiz pode punir se alguém jogador tentar prejudica-lo propositalmente. — James respondeu.

Hermione, que mantinha todos os dedos cruzados no colo, apertava os olhos fixos em Harry, que circulava sobre os jogadores como um falcão, à procura do pomo.

— Sabe como eu acho que eles escolhem jogadores para o time da Grifinória?

— disse Draco bem alto alguns minutos depois, quando Snape aplicou nova penalidade em Grifinória sem a menor razão.

James deu um olhar muito feio para Snape. Ele realmente levava quadribol a sério.

— Escolhem as pessoas que dão pena. Vê só, o Potter, que não tem pais,

Os marotos, Lily e Snape olharam feio para o livro.

depois os Weasley, que não tem dinheiro. Você também devia estar no time, Longbottom, você não tem miolos.

— Eu juro que vou impedir que Lucius possa ter filhos! — gritou Alice com raiva.

Neville ficou muito vermelho, mas se virou para encarar Draco.

— Eu valho doze Dracos, Malfoy — gaguejou ele.

— Vale muito mais! — Alice tinha se levantado a andava por trás do sofá que Frank estava sentado lendo.

Draco, Crabbe e Goyle rolaram de rir, mas Rony, que continuava sem coragem de despregar os olhos do jogo, disse:

— Isso mesmo, responda a ele, Neville.

Alice andava de um lado para o outro segurando a varinha e murmurando coisas incompreensíveis.

— Longbottom, se miolos fossem ouro, você seria mais pobre do que Weasley e isso já é muita coisa.

— Lave sua boa antes de falar do meu filho, filhote de macaco albino! — gritou Alice antes de voltar a murmurar.

Os nervos de Rony já estavam esticados ao máximo de tanta preocupação como Harry.

— Estou lhe avisando, Draco... Mais uma palavra...

— Rony! — disse Hermione de repente. — Harry!

Lily mordeu os lábios esperando que nada tivesse acontecido com seu filho dessa vez.

— Quê? Onde?

Harry inesperadamente dera um mergulho espetacular, que provocou exclamações e vivas da torcida.

James aplaudiu.

Hermione se levantou, os dedos cruzados na boca, enquanto Harry voava para o chão como uma bala.

— Você consegue, vamos Harry. — James berrava seu incentivo como se Harry pudesse ouvi-lo.

— Você está com sorte, Weasley, Potter com certeza localizou dinheiro no chão! — disse Draco.

Rony reagiu. Antes que Draco soubesse o que estava acontecendo, Rony partiu para cima dele e o derrubou no chão.

Sirius e Alice aplaudiram. James ainda estava pensando em Harry e o pomo.

— Quebre o nariz dele! — aconselhou Sirius.

Neville hesitou, depois pulou o encosto da cadeira para ajudar.

— Boa garoto! — aprovou Alice.

— Neville não devia brigar. — negou Frank.

— Draco merece. — a menina respondeu.

Frank deu os ombros e continuou lendo.

— Vamos, Harry! — Hermione gritou, pulando em cima da cadeira para observar Harry se precipitar na direção de Snape, ela nem sequer reparou que Draco e Rony estavam embolados em baixo de sua cadeira, nem nos pés arrastados e gritos que saiam do redemoinho de socos que era Neville, Crabbe e Goyle.

Remus gargalhou alto de repente.

— Isso parece algo que James faria durante um jogo. — ele explicou ainda entre risadas.

No alto, Snape virou na vassoura bem em tempo de ver uma coisa vermelha passar veloz por ele, deixando de atingi-lo por centímetros, e no segundo seguinte, Harry saia do mergulho, o braço erguido em triunfo, o pomo seguro na mão.

James explodiu em palmas. Os marotos se juntaram.

— Seria melhor se ele tivesse acertado Snape antes de pegar o pomo. — Sirius murmurara, mas no meio dos aplausos Lily não ouvira.

As arquibancadas explodiram, tinha que ser um recorde, ninguém era capaz de lembrar do pomo ter sido agarrado tão depressa.

James aumentou os aplausos.

Snape estava tentado a levar as mãos aos ouvidos. Tudo isso por causa de uma bolinha estupida.

— Rony! Rony! Cadê você? A partida terminou! Harry ganhou! Nós ganhamos! Grifinória está na frente! — gritava Hermione, dançando da cadeira para o chão e dali para a cadeira e se abraçando com Parvati na fileira da frente.

Até mesmo Lily tinha um grande sorriso. Grifinória estava a frente.

Harry saltou da vassoura antes de chegar ao solo. Não conseguia acreditar. Agarrara. O jogo terminou, nem chegara a durar cinco minutos.

— Impressionante. — Frank concordou e James sorriu orgulhoso como se o elogio tivesse sido para ele e não para Harry.

Quando Grifinória invadiu o campo, ele viu Snape pousar ali perto, a cara branca e os lábios contraídos,

Sirius sorriu satisfeito;

depois Harry sentiu uma mão no seu ombro, ergueu a cabeça e deparou como rosto sorridente de Dumbledore.

— Muito bem — disse Dumbledore baixinho, de modo que somente Harry pudesse ouvir. — Que bom ver que você não ficou pensando naquele espelho... Manteve-se ocupado... Excelente...

— Porque ele tem que lembrar Harry do espelho? — reclamou Lily.

Snape cuspiu com amargura no chão.

— Não seja um mal perdedor. — disse Alice numa falsa voz doce voltando a se sentar.

Severus achou melhor não morder a isca.

Harry deixou o vestiário sozinho algum tempo depois, para levar sua Nimbus 2000 de volta à garagem.

— Você nunca deve ficar sozinho depois de um jogo de quadribol, existem jogadores que não sabem perder e podem querer se vingar. — disse James num tom que indicava que falara por experiência própria.

Não se lembrava de ter se sentido mais feliz. Realmente fizera agora uma coisa de que poderia se orgulhar, ninguém poderia mais dizer que ele era apenas um nome famoso.

Sirius, Remus, Alice e Frank caíram na gargalhada.

— Apenas um filho de James poderia comparar derrotar Voldemort a vender no quadribol. — Sirius falava entre risos. Lily também sorriu. As semelhanças entre pai e filho eram impressionantes.

Severus lutou muito contra os comentários que pensava em fazer. Ele não via a graça em Harry ter herdado a idiotice do pai.

O ar da noite nunca lhe parecera mais gostoso. Caminhou pela grama úmida, revivendo mentalmente a última hora, que era um borrão de felicidade: Grifinória correndo para erguê-lo nos ombros,

James sorriu como se estivesse saboreando o momento junto com Harry.

Rony e Hermione a distância, pulando de alegria, Rony dando vivas como nariz escorrendo sangue.

Mais gargalhadas foram ouvidas.

Harry chegara à garagem. Recostou-se na porta de madeira e contemplou Hogwarts, com suas janelas avermelhadas pelo sol poente. Grifinória na liderança. Ele conseguira, mostrara a Snape...

Lily lutou contra um suspiro, quadribol não era a única coisa que Harry havia herdado de James

E por falar em Snape...

Sirius estreitou os olhos.

Uma figura encapuzada descia rapidamente os degraus de entrada do castelo. Sem dúvida não queria ser vista, andava o mais depressa que podia em direção à floresta proibida. A vitória de Harry se apagou de sua mente enquanto o observava. Reconheceu o andar predador da figura. Snape, escapulindo até a floresta enquanto todos jantavam, que estava acontecendo?

Snape revirou os olhos quando sentiu os olhares nele. Ele teria que lembrar todas as vezes que não era responsável pela ações do seu eu futuro.

Harry tornou a montar a Nimbus 2000 e levantou vôo.

Planando silenciosamente sobre o castelo, viu Snape entrar na floresta correndo. Seguiu-o.

— Claro que você iria segui-lo. — murmurou Lily olhando para James como se ele fosse culpado desse fato.

As árvores eram tão juntas que ele não conseguia ver aonde fora Snape. Voou em círculos cada vez mais baixos, roçando a copa das árvores até que ouviu vozes. Planou em direção a elas e pousou, sem ruído, em uma alta bétula.

Subiu com cuidado em um dos ramos, segurando-se firme na vassoura, tentando espiar por entre as folhas.

— O verdadeiro espirito maroto. — Sirius sorriu.

Embaixo, na clareira sombria, estava Snape, mas não estava sozinho. Quirrell estava com ele. Harry não conseguiu distinguir a expressão no seu rosto, mas a gagueira estava pior que nunca.

Harry apurou o ouvido para entender o que conversavam.

— ... Não sei por que você quis se encontrar logo aqui, Severo...

— Ah, quis manter o encontro sigiloso — disse Snape, a voz gélida. — Afinal os alunos não devem saber sobre a Pedra Filosofal.

Severus não precisou levantar os olhos para saber que os olhares estavam nele novamente.

— Então você sabe sobre a pedra. — comentou Sirius num tom maldoso.

— Deixe Frank ler e vamos saber o que ele sabe. — cortou Remus.

Harry se curvou para frente. Quirrell balbuciou alguma coisa. Snape interrompeu-o.

— Você já descobriu como passar por aquela fera do Hagrid?

— E qual seria seu interesse nisso? —pediu Alice com a voz falsamente inocente.

— M... M... Mas, Severo, eu...

— Você não quer que eu seja seu inimigo, Quirrell — ameaçou Snape, dando um passo em direção a ele.

Lily mordeu os lábios e James estreitou os olhos. Era um comportamento suspeito, mas ele não ia fazer um comentário que sabia que iria ferir Lily.

Severus levantou a sobrancelha tentando entender o comportamento do seu eu futuro.

— N... N... Não seio que você...

— Você sabe perfeitamente o que quero dizer.

Uma coruja piou alto e Harry quase caiu da árvore. Firmou-se em tempo de ouvir Snape dizer:

— ... As suas mágicas de araque. Estou esperando.

O que Quirrel poderia saber que interessaria a ele. Snape pensava. Nada fazia muito sentido.

— M... Mas eu n... N... Não...

— Muito bem — interrompeu-o Snape. — Vamos ter outra conversinha em breve, quando você tiver tido tempo de pensar nas coisas e decidir com quem está a sua lealdade.

— Sev pode estar agindo sobre ordens de Dumbledore. — defendeu Lily antes que Alice e Sirius pudessem comentar.

E jogando a capa por cima da cabeça saiu da clareira. Estava quase escuro agora, mas Harry pôde discernir Quirrell, parado muito quieto como se estivesse petrificado.

— Harry, onde é que você esteve? — perguntou Hermione com a voz esganiçada.

— Vencemos! Você venceu! Nós vencemos! — gritou Rony, dando palmadas nas costas de Harry — E deixei o olho de Draco roxo e Neville tentou enfrentar Crabbe e Goyle sozinho! Ainda está desacordado, mas Madame Pomfrey diz que ele vai ficar bom.

Alice mordeu os lábios. Ela não gostara de ouvir sobre seu filho machucado. Mas achava que Neville estava certo em não se deixar ser pisoteado por Draco.

— Isso é que é mostrar a Sonserina! Todos estão esperando você na sala comunal, estamos dando uma festa, Fred e Jorge roubaram uns bolos e outras coisinhas nas cozinhas.

O estomago de Sirius roncou. Ele achava que estavam comendo pouco.

— Deixem isso para lá agora — disse Harry, sem fôlego. — Vamos procurar uma sala vazia, esperem ate ouvirem isso...

— Me deixem ler tudo e depois discutiremos. — disse Frank.

Ele verificou se Pirraça não estava na sala antes de fechar a porta, depois contou aos amigos o que vira e ouvira.

— Então tínhamos razão, é a Pedra Filosofal e Snape está tentando obrigar Quirrell a ajudá-lo a roubar. Ele perguntou se o outro sabia como passar por Fofo, e falou alguma coisa sobre as magiquinhas de Quirrell. Imagino que haja outras coisas protegendo a pedra além de Fofo, uma porção de feitiços, provavelmente, e Quirrell deve ter feito algum contra-feitiço de que Snape precisa para entrar...

— Você quer dizer que a Pedra só está segura enquanto Quirrell resistir a Snape? — perguntou Hermione alarmada.

— Terça-feira ela terá desaparecido — disse Rony.

— Ron tem razão. Quirrell não vai resistir por muito tempo. — comentou Alice.

— Snape pode estar apenas se certificando que a pedra esta bem guardada. — Frank deu os ombros. Algo nessa historia não encaixava.

— Eu acho que Snape quer a pedra. — Sirius cruzou os braços irredutível. E quer usar Quirrell para chegar a ela.

— Eu aposto que Sev está cumprindo ordens de Dumbledore. —Foi a vez de Lily cruzar os braços.

Ambos olharam para James como se ele tivesse que decidir a questão.

O moreno bagunçou os cabelos antes de responder e Snape revirou os olhos. Se dependesse da opinião de Potter para sua inocência então não havia nenhuma esperança.

— Eu concordo que o comportamento de Snape é suspeito. — disse James e Lily desviou os olhos e Snape deu um sorriso depreciativo. Justamente como ele imaginara.

— Mas eu não consigo imaginar que contra-feitiço Quirrel poderia saber que Snape não saberia, Snape sempre foi fascinado sobre Artes das Trevas. Não faz sentido. — concluiu James deixando claro o desprezo pelo fascínio de Severus pelas Artes das Trevas.

Sirius olhou para James mas não respondeu. Era um excelente ponto. O que Quirrell saberia que Snape não

Lily sorriu. James não tinha concordado que Sev era inocente, mas estava disposto a ver além do seu ódio e dizer que era uma possibilidade, a ruiva sabia que o melhor que ela conseguiria no momento.

Snape perdeu as palavras. Potter estava mesmo admitindo que ele pudesse ser inocente? Viu Potter olhando para Lily. "Era tudo por ela, claro". — Snape pensou desdenhoso. Potter estava fazendo tudo por ela. Um último pensamento cruzou sua mente antes de Lupin interromper. "Ele poderia realmente culpar Potter por fazer tudo por Lily?"

— Pontas tem razão, não sabemos todos os fatos então essa conversa não tem sentido. — disse Remus — Se quisermos o que aconteceu será melhor continuar lendo.

Entendendo o recado, Alice pegou o livro e leu o próximo título: Capítulo Catorze: Noberto, O Dragão Norueguês.