Disclaimer: Eu não possuo Harry Potter ou qualquer um dos personagens. Nem a história de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Tudo pertence à magnifica J. K. Rowling.

A / N: Os trechos originais do livro estão em negrito.

*Agita uma bandeira branca antes de começar* Mrs. Mandy Black, Leticia Malfoy Potter e Mylle Malfoy P.W adivinharam corretamente, aconteceu um imprevisto. Meu celular foi furtado na segunda-feira. O mesmo celular que eu usava para escrever os capítulos no ônibus, inclusive perdi esse capitulo praticamente todo. O que me fez ter muita raiva de ter que reescrever porque só conseguia pensar no meu cel. E a título de curiosidade, não aconteceu no ônibus enquanto eu escrevia as fics e sim quando eu fui ao médico fazer um exame de rotina. Eu estava na sala de espera com o celular no bolso. Ai fui fazer o exame, e quando falaram a data para pegar o resultado eu peguei o cel pra anotar, e cad ele? Corri para a sala de espera e não estava a mais lá. Uma senhora se ofereceu para ligar para o numero, mas só caiu na caixa postal. Enfim estou muito triste com isso, e não posso prometer postar todos os dias dessa semana porque estarei sem cel até domingo. Mas não me matem, eu pretendo demorar no máximo três dias. =/

Respondendo as reviews:

Luana Domingues: Eu vou reler essa historia e arrumar os possíveis erros de português ou algum detalhe errado antes de começar a Câmara Secreta. Imagino que terá um intervalo de um a três dias.

anônimo: Primeiramente, se ninguém mais está interessado em Harry Potter porque as pessoas estão lendo essa fic? ;) Segundo, eu não estou no sétimo livro, eu sequer terminei de escrever o primeiro. Eu achei que já tinha dito isso algumas vezes. E eu não consigo fazer dois capítulos todos os dias. Um já é difícil mesmo quando não ocorrem imprevistos.

Nina Potter: Eu vou escrever as consequências deles terem lidos os livros após eles terminarem de ler toda a saga.

Nenhum: Quando eu puder escreve-lo e postar. Como eu já disse antes. Meu prazo pessoal é não ficar mais de 72 horas sem capítulos novos.

Boa leitura! Embora eu ache que o capitulo que eu perdi tenha ficado melhor escrito =/


...


— Pontas tem razão, não sabemos todos os fatos então essa conversa não tem sentido. — disse Remus — Se quisermos o que aconteceu será melhor continuar lendo.

Entendendo o recado, Alice pegou o livro e leu o próximo título: Capítulo Catorze: Noberto, O Dragão Norueguês.


...


— Noberto, O Dragão Norueguês? — perguntou Lily lentamente. — O que isso significa?

— Que um dragão chamado Noberto vai aparecer na historia. — respondeu Sirius achando que a ruiva era louca por fazer uma pergunta tão obvia.

— Acho que Lily quer saber o que um dragão chamado Noberto está fazendo em Hogwarts. — esclareceu Frank. — E quem chamaria um dragão de Noberto.

— Hagrid. — responderam os três marotos.

Lily deu um largo suspiro sabendo que esse capítulo não seria bom e Alice começou a ler:

Quirrell, no entanto, deve ter sido muito mais corajoso do que eles pensaram.

— Eu realmente não acho que seja isso. — contradisse Remus.

Nas semanas seguintes ele pareceu estar ficando mais pálido e mais magro, mas não parecia ter cedido.

Sirius lançou um olhar triunfante para Snape como se falasse "Bem feito, não conseguiu o que queria".

Todas as vezes que os meninos passavam pelo corredor do terceiro andar,

— Todas as vezes? Quantas vezes eles passaram num corredor proibido. — pediu Lily olhando para James como se ele tivesse culpa ou pudesse impedir isso. O moreno simplesmente deu os ombros.

Harry, Rony e Hermione encostavam as orelhas na porta para verificar se Fofo continuava a rosnar lá dentro.

— Imagine o que aconteceria se um professor passasse nesse momento. — brincou Sirius e Lily lhe deu um olhar feio.

Snape levava a vida no seu habitual mau humor,

— Que é o único humor que ele tem. — zombou Sirius.

Severus levantou a sobrancelha. Ele adoraria que o livro lhe desse uma oportunidade para se vingar de Black.

o que com certeza significava que a Pedra continuava a salvo.

— Ou a pessoa descobriu um método de passar pelo Fofo, pegou a pedra e ninguém percebeu ainda. — comentou Severus.

— Você parece estar pensamento muito nisso. — disse Sirius olhando para Snape como se ele tivesse acabado de se declarar culpado.

— Visto que o nome do livro é Harry Potter e a Pedra Filosofal, acho que o normal é as pessoas nessa sala pensarem na pedra. — disse Lily antes que Snape pudesse responder e começar uma briga.

Sempre que Harry passava por Quirrell nesses últimos dias dava-lhe um sorriso como a encorajá-lo,

— Cuidado, ele pode achar que você o está paquerando ou algo do tipo. — brincou Sirius.

— Sirius, você não pode se abster de fazer comentários inúteis? — pediu Lily.

— Isso seria o mesmo que pedir para ficar em silencio pro resto da vida. — respondeu Severus com um sorriso de escarnio.

— Acho melhor deixar Alice continuar lendo. — interveio Remus antes que uma briga começasse.

e Rony começara a censurar as pessoas que riam da gagueira de Quirrell.

— Eu não entendo como isso vai ajuda-lo com Snape. — ponderou Frank.

Hermione, no entanto, tinha mais no que pensar do que na Pedra Filosofal. Começara a programar suas revisões e a marcar em cores suas anotações de aula para classificá-las.

— Que tipo de pessoa idiota faz isso? — perguntou Sirius.

Mas o olhar de Lily, Frank e Remus lhe disse que foi a coisa errada de se perguntar.

— Mais um comentário e vai se arrepender. — ameaçou Lily.

Harry e Rony não teriam se importado com isso, mas ela não parava de chateá-los para fazerem o mesmo.

— Remus nunca tentou nos convencer. — James sorriu para o amigo.

— Seria pura perda de tempo. — respondeu Remus — E eu sei que vocês se darão bem no exame mesmo estudando da véspera.

Todos os outros na sala olharam em direção dos dois marotos morenos, ninguém conseguia realmente entender como eles poderiam ter tão boas notas sem estudar quase nunca. Ou, ao menos, quase ninguém os havia visto estudando.

— Hermione, os exames estão a séculos de distância.

— Dez semanas — retorquiu Hermione. — Não são séculos, é como um segundo para Nicolau Flamel.

— E como todos nós temos seis séculos de vida, isso é um bom argumento. — contestou Sirius sarcástico.

— Mas nós não temos seiscentos anos — lembrou-lhe Rony. Em todo o caso, o que é que você está revisando se já sabe tudo?

— Ela quer garantir que não deixou passar nenhum ponto importante. — justificou Frank. Ele também revisava a matéria independente de saber ou não.

— Que é que estou revisando? Vocês ficaram malucos? Vocês já perceberam que precisamos passar nesses exames para chegar ao segundo ano? Eles são muito importantes, eu deveria ter começado a estudar a um mês, não sei o que deu em mim...

— Ela está sendo um pouco paranoica. — concedeu Alice.

— Existe uma pressão maior quando você é nascida trouxa, é o primeiro exame que você tem que fazer para mostrar o que aprendeu sobre o mundo mágico. É quase como se fosse uma prova para mostrar que você é tão bom quanto qualquer um. — explicou Lily.

Todos refletiram por um momento as palavras da ruiva. Entendendo um pouco melhor o nervosismo de Hermione. Menos Sirius que ainda a achava louca.

Infelizmente, os professores pareciam estar pensando da mesma maneira que Hermione.

— Os professores sempre agem como se não tivéssemos nada mais importante para fazer em Hogwarts do que se preocupar com exames.

Lily que já não aguentava mais as interrupções de Sirius, levantou a varinha e o cabelo do moreno foi arrumado em forma de maria-chiquinha com dois prendedores de borboletas lilás. Sirius que sentiu o feitiço ser lançado no seu cabelo, conjurou um espelho e se olhou por alguns segundos.

— Eu gosto, acho que destaca meus olhos.

Lily e Snape reviraram os olhos,

Passaram tantos deveres de casa que as férias da Páscoa não foram tão divertidas quanto as de Natal.

— Nunca são. — se lamentou James.

Ficou difícil se descontrair com Hermione ao lado, recitando os doze usos do sangue de dragão ou praticando movimentos com a varinha.

— Isso devia ser um sinal que vocês devem estudar. — comentou Frank.

Aos gemidos e bocejos, Harry e Rony passaram a maior parte do tempo livre com ela, na biblioteca, tentando dar conta de todos os deveres extras.

Sirius fingiu um alto suspiro de decepção.

— Eu nunca vou me lembrar disso — desabafou Rony uma tarde, largando a pena de escrever na mesa e olhando desejoso pela janela da biblioteca. Era na realidade o primeiro dia bonito que tinham em meses. O céu estava claro, azul-miosótis e havia uma expectativa de verão no ar.

Os olhos de James brilharam. Parecia um dia excelente para dar algumas voltas na sua vassoura.

Harry, que estava procurando o verbete "Ditamno" no livro de Cem ervas e fungos mágicos, não levantou os olhos até a hora em que ouviu Rony exclamar:

— Não distraíra meu filho do seu dever. — resmungou Lily.

— Rúbeo! Que é que você está fazendo na biblioteca?

— É uma boa pergunta. — comentou Alice antes de voltar a ler. Ninguem se lembrava de já ter visto Hagrid na biblioteca antes.

Hagrid veio arrastando os pés, escondendo alguma coisa às costas.

Lily estreitou os olhos. Era melhor não ser nada sobre dragões. Ela realmente não queria pensar em Harry perto de um dragão.

Parecia muito deslocado com o seu casaco de pêlo de toupeira.

— Só olhando — disse numa voz insegura que imediatamente despertou o interesse deles.

— Hagrid mente ainda pior que Harry. — comentou Sirius.

— É uma coisa boa que meu filho não saiba mentir! — defendeu Lily.

Sirius revirou os olhos em resposta.

— E o que é que vocês estão armando? — Ele pareceu repentinamente desconfiado. — Não continuam procurando o Nicolau Flamel, continuam?

— Não acho que seja inteligente comentar algo como isso numa biblioteca cheia de alunos curiosos. — murmurou Snape.

— Ah, já descobrimos quem ele é há séculos — disse Rony para impressionar. — E você sabe o que é que aquele cachorro está guardando, é a Pedra Filo...

Severus sorriu vitorioso, como se falasse: "Eu disse".

— Chhhhi! — Hagrid olhou à sua volta depressa para ver se alguém estava escutando. — Não saiam gritando isso por ai, que foi que deu em vocês?

— Mas foi você que trouxe o assusto em primeiro lugar. — censurou Frank.

— Mas, tem umas coisinhas que queríamos perguntar a você. — disse Harry — sobre as outras coisas que estão protegendo a Pedra além do Fofo...

— Harry realmente não devia fazer essa pergunta na biblioteca. — comentou Remus.

— Mas Hagrid vai marcar de falar com eles mais tarde apenas para sair dessa situação incomoda. — apontou James.

— CHHHHHI! — fez Hagrid de novo. — Escutem, venham me ver mais tarde, não estou prometendo que vou lhes dizer nada, vejam bem, mas não saiam dando com a língua nos dentes por ai, estudantes não devem saber disso. Vão achar que fui eu que contei a vocês...

— O que é verdade. — resmungou Snape.

— Vemos você mais tarde, então — concordou Harry. Hagrid saiu arrastando os pés.

— Que é que ele estava escondendo às costas? — perguntou Hermione pensativa.

— Acham que tinha alguma coisa a ver com a Pedra?

— Eu realmente não vejo Hagrid querendo saber mais sobre a pedra. — negou Alice.

— Vou ver em que seção ele estava — prontificou-se Rony, que já estava farto de trabalhar.

— Aposto que esse foi o único motivo pelo qual ele se voluntariou. — brincou Remus.

Voltou um minuto depois com uma braçada de livros e largou-os em cima da mesa.

— Dragões — cochichou — Rúbeo estava procurando coisas sobre dragões! Olhem só estes: Espécies de dragões da Grã-Bretanha e da Irlanda, Do ovo ao inferno, guia do guardador de dragões.

Lily esfregou as mãos nas têmporas. Ela realmente gostava de Hagrid, mas teria que ter uma palavrinha com ele sobre como era perigoso, para as outras pessoas, algumas de suas escolhas de mascote.

— Rúbeo sempre quis um dragão, ele me disse isso da primeira vez em que nos vimos — comentou Harry.

— Mas é contra as nossas leis — argumentou Rony. — Criar dragões foi proibido pela Convenção dos Bruxos de 1709, todo o mundo sabe disso.

— Todos sabem que é proibido, mas duvido que muitos saibam o ano da convenção. — negou Frank.

É difícil evitar que os trouxas reparem em nós se criarmos dragões no quintal.

— Você acha? — zombou Severus.

Em todo o caso, não se pode domesticar dragões, é perigoso. Vocês deviam ver as queimaduras que Carlinhos recebeu de dragões selvagens na Romênia.

— Mas não tem dragões selvagens na Grã-Bretanha? — perguntou Harry.

— Claro que tem — respondeu Rony — Os dragões verdes galeses e os negros das ilhas Hébridas. O Ministério da Magia tem um bocado de trabalho para mantê-los em segredo, posso lhe garantir. O nosso povo vive enfeitiçando trouxas que os viram, para fazê-los esquecer.

— O que não foi um trabalho tão bom, porque os trouxas sabem como é um dragão embora não acreditem na existência deles. — disse Remus sacudindo a cabeça em negação.

— Então o que será que Rúbeo anda armando? — perguntou Hermione.

Quando eles bateram á porta da cabana do guarda-caça uma hora mais tarde, ficaram surpresos de ver que todas as cortinas estavam fechadas. Hagrid perguntou "Quem é?" antes de deixá-los entrar e em seguida fechou depressa a porta assim que eles entraram.

Lily estreitou ainda mais os olhos, Hagrid não ia deixar um dragão perto de três crianças de onze anos. Ou iria?

Estava um calor sufocante no interior da cabana. E embora fosse um dia bem quente havia um fogaréu na lareira. Hagrid preparou chá para os meninos e lhes ofereceu sanduíches de carne de arminho, que eles recusaram.

— Porque será que eu tenho um mau pressentimento sobre isso? — perguntou James.

— Porque talvez tenha sobrado algum pedaço de cérebro dentro da sua cabeça grande. — respondeu Severus.

James abriu a boca para responder e por um instante pareceu que ele iria, mas então ele simplesmente pareceu ignorar o comentário deixando todos na sala boquiabertos.

— Você não deve provocar brigas. —Lily reclamou com Severus.

Snape estreitou os olhos. Então esse era o plano de Potter? Se comportar para que Severus merecesse o vilão da historia. Dois poderiam jogar esse jogo.

— Então, vocês queriam me perguntar uma coisa?

— Queríamos — disse Harry. Não havia sentido em perder tempo com rodeios. — Estivemos pensando se você poderia nos dizer o que mais está protegendo a Pedra Filosofal além de Fofo.

— Eu não acho que ele vá da essa informação a alguém, menos ainda a três alunos do primeiro ano. — comentou Frank.

Hagrid amarrou a cara.

— Claro que não posso dizer. Primeiro, eu mesmo não sei. Segundo vocês já sabem demais, de modo que eu não diria a vocês se soubesse. Aquela Pedra está aqui por uma boa razão. Quase foi roubada de Gringotes. Suponho que vocês já chegaram a essa conclusão. Fico até espantado que saibam da existência de Fofo.

— São todos bons argumentos. — concordou Remus — mas eu duvido que Harry e seus amigos vão deixar por isso mesmo.

— Ah, vamos Rúbeo, talvez você não queira nos dizer, mas você sabe tudo o que acontece por aqui — disse Hermione num tom caloroso e lisonjeiro.

— Essa garota é brilhante. — aprovou James sorrindo. — Vamos lá Almofadinhas, você sabe que isso vai trabalhar em Hagrid quase tão bem quanto embebedá-lo.

Sirius apenas cruzou os braços em resposta.

— Eu realmente não quero saber como você sabe que embebedá-lo é um bom modo de conseguir informação. — disse Lily meio divertida meio exasperada.

James apenas sorriu inocentemente em resposta fazendo Severus bufarl.

A barba de Hagrid mexeu e eles perceberam que estava sorrindo. — Só estávamos querendo saber realmente quem fez o feitiço de proteção — continuou Hermione. — Estávamos querendo saber em quem Dumbledore teria confiado o suficiente para ajudá- lo, além de você.

— Excelente jogada. — aprovou Remus. E ao ver o olhar de Lily continuou — Eu sou um maroto Lily, apenas não tão louco como eles dois.

O peito de Rúbeo se estufou ao ouvir essas palavras. Harry e Rony se abriram em sorrisos para Hermione.

Alice sorriu divertida ao ver o plano da menina funcionar.

— Bom, acho que não poderia fazer mal contar isso... Vamos ver.. Ele pediu Fofo emprestado a mim... Depois alguns professores fizeram os feitiços... A Professora Sprout.. O Professor Flitwick... A Professora Minerva... — ele foi contando nos dedos

— Era de se imaginar que os professores fizessem algo. — comentou Frank — Então ele não disse muita coisa.

— o Professor Quirrell... E o próprio Dumbledore também fez alguma coisa, é claro. Um momento esqueci alguém. Ah, sim, o Professor Snape.

— Aposto que Snape só ajudou para que pudesse descobri o que os outros professores estavam tramando. — disse Sirius.

— Mas como James disse antes, não faz sentido que seja o feitiço de Quirrell que ele está tentando quebrar. Minerva e o próprio Dumbledore seriam mais prováveis de Snape ir atrás. — comentou Remus.

Severus levantou uma sobrancelha. Era o mesmo que ele pensava.

— Snape?

— É, vocês não continuam insistindo naquela idéia, ou continuam? Olhem, Snape ajudou a proteger a Pedra, não está prestes a roubá-la.

Sirius fez um muxoxo desdenhoso.

Harry sabia que Rony e Hermione estavam pensando o mesmo que ele. Se Snape fora chamado para proteger a Pedra, devia ter sido fácil descobrir como os outros professores a tinham protegido.

— Eu tenho a impressão que mesmo sabendo as proteções, não seria tão fácil quebra-las. — comentou Frank. —

Ele provavelmente sabia de tudo, exceto, ao que parecia, o feitiço que Quirrell fizera e de que jeito passar por Fofo.

Remus, Frank, James, Lily e o próprio Snape não conseguiam entender o que Severus poderia querer com o feitiço de Quirrell.

— Você é o único que sabe como passar pelo Fofo, não e, Rúbeo? — Harry perguntou, ansioso. — E você não diria a ninguém, não é? Nem mesmo a um dos professores?

— Visto que ele disse a três alunos sobre a pedra, eu não acho que ele seja capaz de guardar segredo. — zombou Severus.

James, Alice e Sirius fizeram uma careta, eles queriam defender Hagrid, mas o gigante era realmente ruim para guardar segredos.

— Ninguém sabe a não ser eu e Dumbledore — disse Hagrid orgulhoso.

— Bom, isso já é alguma coisa — murmurou Harry para os outros. — Rúbeo, podemos abrir uma janela? Estou assando.

Todos tinham um péssimo pressentimento sobre o motivo do calor.

— Não pode, desculpe Harry — disse Hagrid. Harry notou que ele olhava para o fogo. Harry olhou também.

— Ele não seria louco o suficiente para chocar um ovo de dragão por si mesmo. — disse Frank.

Mas o silencio dos que conheciam Hagrid foi uma resposta suficientemente boa.

— Rúbeo, o que é isso?

Mas ele já sabia o que era. Bem no meio do fogo, debaixo da chaleira, havia um enorme ovo negro.

— Eu não acredito que Hagrid deixou meu filho e mais dois amigos perto de um maldito ovo de dragão. — Lily mordeu os lábios, preocupada.

James percebendo o nervosismo da ruiva, começou a fazer pequenos círculos nas costas dela com a mão, como se tentasse acalma-la.

Snape fez uma carranca, Potter não perdia a oportunidade de por as mãos em cima de Lily. E o que realmente o incomodava é que ela não estava reclamando.

— Ah — respondeu Hagrid, mexendo, nervoso, na barba. — É... Ah...

— Onde foi que você arranjou isso, Rúbeo? — perguntou Rony, abaixando-se para o fogo para olhar o ovo mais de perto. — Isso deve ter-lhe custado uma fortuna.

Severus desviou seus pensamentos do casal ao seu lado. Tinha algo realmente estranho nessa historia toda. Ele só não conseguia ver o que era.

— Ganhei. A noite passada. Eu estava na vila tomando uns tragos e entrei num joguinho de cartas com um estranho. Acho que ele ficou bem contente de se livrar do ovo, para ser sincero.

— Qual a chance de isso ser uma coincidência? — perguntou James — Ovos de dragões são ilegais. E um estranho decide apostar um num jogo de cartas contra uma pessoa que amaria ter um dragão.

Snape levantou as sobrancelhas, infelizmente Potter tinha um ótimo ponto.

— Ele devia querer algo de Hagrid em troca. Talvez ele saiba sobre a pedra e queria informações.. —racionalizou Remus.

— Mas Hagrid não trairia Dumbledore por um ovo. — argumentou Alice.

— Não de proposito. — concluiu Frank.

Todos ficaram aflitos sobre a procedência do ovo de dragão.

— Mas o que é que você vai fazer com ele, quando chocar? — perguntou Hermione.

— É ser otimista demais achar que ele deixará o dragão ir? — pediu Lily.

Todos que conheciam Hagrid desviaram o olhar.

— Bom, andei lendo um pouco — disse Hagrid, tirando um grande livro de baixo do travesseiro. — Apanhei este na biblioteca:

A criação de dragões como prazer e fonte de renda. É meio desatualizado, é claro, mas está tudo aqui.

— Vendo que criar dragões é ilegal, eu posso entender o porquê de estar desatualizado. — zombou Severus.

Mantenha o ovo no fogo porque as mães sopram fogo em cima deles, sabe, e quando chocar dê-lhe um balde de conhaque misturado com sangue de galinha a cada meia hora. E vejam aqui: como reconhecer os diferentes ovos, e este aqui é um dragão norueguês. São raros esses.

— E perigosos. — adicionou Frank ganhando um olhar mortal de James. Lily não precisava ficar mais preocupada do que já estava.

Ele parecia muito satisfeito consigo mesmo, mas Hermione não.

— Rúbeo, você mora numa cabana de madeira — lembrou-lhe.

— Acho que será preciso um argumento bem mais convincente para Hagrid se livrar do ovo. — disse Remus.

Mas Hagrid nem escutou. Estava cantarolando alegremente enquanto atiçava o fogo.

Então agora tinham mais uma coisa com que se preocupar: o que poderia acontecer a Hagrid se alguém descobrisse que estava escondendo um dragão ilegal em sua cabana.

— Depende que quem descubra, mas se for Dumbledore provavelmente Hagrid só precisaria se livrar do dragão. — respondeu Sirius.

— Como será ter uma vida tranqüila — suspirou Rony, pois noite após noite eles lutavam para dar conta de todos aqueles deveres de casa suplementares que estavam recebendo.

— Deveres de casa realmente tornam a vida um pesadelo. — zombou Severus.

Hermione agora começava a programar as revisões de Harry e Rony também.

— Intrometida. — resmungou Sirius e Lily lhe deu outro olhar feio.

Estava deixando os dois malucos.

— Somos três. — resmungou ainda mais baixo para que Lily não ouvisse dessa vez.

Então, certo dia ao café da manhã, Edwiges trouxe outro bilhete de Hagrid para Harry. Ele escrevera apenas duas palavras.

"Está furando".

— Eu sei que é uma experiência rara, mas Hagrid realmente não devia compartilha-la com alunos do primeiro ano. — falou Frank ficando preocupado pela segurança das crianças.

Rony queria faltar à Herbologia e ir direto à cabana. Hermione nem quis ouvir falar nisso.

— Além de intrometida é uma estraga-prazeres. — murmurou Sirius em voz baixa, com cuidado para que Lily não pudesse ouvi-lo.

— Hermione, quantas vezes na vida vamos ver um dragão saindo do ovo?

— Eu realmente espero que nenhuma. — respondeu Lily preocupada.

— Temos aulas, vamos nos meter em confusão, e isso não vai ser nada comparado à situação de Rúbeo quando descobrirem o que ele anda fazendo.

— Se você continuar falando, com certeza alguém descobrirá o que ele anda fazendo. — resmungou Sirius.

— Cala a boca! — cochichou Harry.

Malfoy estava a apenas alguns passos e parou instantaneamente para ouvir. Quanto teria ouvido? Harry não gostou nem um pouco da expressão que viu na cara de Malfoy.

— Se Malfoy está feliz, prevejo grandes problemas a vista. — comentou Frank.

Rony e Hermione discutiram todo o tempo a caminho da aula de Herbologia e,

Alice parou de ler porque Remus estava com um sorriso muito suspeito.

— O que aconteceu? — ela pediu.

— Nada, eles discutindo me lembra de outro par de grifinórios que conhecemos.

Alice sorriu, concordando e voltou a ler.

no final, Hermione concordou em dar uma corrida à casa de Hagrid com os dois no intervalo da manhã.

— Eu realmente preferia que ela não tivesse concordado. — Lily ainda não aceitara Harry ficar tão perto de um dragão.

Quando a sineta tocou no castelo anunciando o fim da aula, os três largaram as colheres de jardineiro e atravessaram a propriedade correndo em direção à orla da floresta. Hagrid cumprimentou-os parecendo vermelho e excitado.

— Está quase furando. — Conduziu-os para dentro.

Lily suspirou e Alice começou a ler mais rápido para não deixar amiga no suspense.

O ovo estava em cima da mesa. Tinha fundas rachaduras. Alguma coisa se mexia dentro dele, fazia um barulhinho engraçado.

Todos puxaram as cadeiras para junto da mesa e observaram com a respiração presa.

O mesmo acontecia na sala com os jovens leitores.

De repente ouviram um som arranhado e o ovo se abriu. O dragão-bebê caiu molemente em cima da mesa. Não era exatamente bonito, Harry achou que parecia um guarda-chuva preto amassado. As asas espinhosas eram enormes em contraste como corpo preto e magro, tinha um focinho longo com narinas largas, tocos de chifres e olhos esbugalhados cor de laranja.

— Como você pode duvidar que é bonito depois de uma descrição tão lisonjeira como essa? — James brincou.

Espirrou. Voaram fagulhas do seu focinho.

— É quase fofo. — comentou Alice e continuou lendo rapidamente ao ver o olhar de Lily.

— Ele não é lindo? — murmurou Hagrid. Esticou a mão para afagar a cabeça do dragão. O bicho tentou morder seus dedos, deixando à mostra presas pontiagudas.

— Adorável. — concordou Severus com sarcasmo.

— Deus o abençoe, olhe, ele conhece a mamãe! — exclamou Hagrid.

— Acho que Hagrid pirou de vez. — disse Sirius.

— Rúbeo — perguntou Hermione —, exatamente com que rapidez um dragão norueguês cresce?

— Rápido o suficiente pra você querer se livrar dele o quanto antes. — respondeu Remus.

Hagrid ia responder quando a cor subitamente desapareceu do seu rosto, ele deu um salto e correu à janela.

Todos se olharam preocupados.

— Que foi?

— Alguém estava espiando pela fresta nas cortinas, um garoto estava correndo de volta para a escola.

— Malfoy. — cuspiu Sirius — É melhor que ele não tente nada contra Hagrid.

— E quais as chances de isso acontecer? — perguntou Frank.

Sirius pegou um dos pergaminhos de vingança que eles usavam para os Dursley e começou a planejar contra Malfoy.

Harry se precipitou para a porta e espiou para fora. Mesmo a distância não havia como se enganar.

Malfoy vira o dragão.

— Conte para Dumbledore antes que Malfoy possa causar problemas. — aconselhou Remus.

Alguma coisa no sorriso que rondou a cara de Malfoy durante a semana seguinte deixou Harry, Rony e Hermione muito nervosos.

Sirius passou um pergaminho para James que começou a escrever suas próprias ideias de vingança.

Passaram a maior parte do tempo livre na cabana sombria de Hagrid, tentando argumentar com ele.

— Deixe o dragão ir embora — insistia Harry — Solte ele.

— Não posso — disse Hagrid. — Ele é muito pequeno. Morreria.

— É um predador natural, ele pode ser cuidar melhor que você. — comentou Alice exasperada.

Lily apenas pedia silenciosamente para Hagrid se livrar do dragão antes que alguma coisa ruim acontecesse. James ainda fazia círculos nas suas costas com uma mão enquanto a outra escrevia furiosamente no pergaminho. Sirius fazia a mesma coisa em seu próprio pergaminho com Remus dando alguns conselhos ocasionais. Severus queria ver o dragão ir embora porque não gostava de ver Lily nervosa. Frank pensava em como Hagrid estava louco por querer criar um dragão. Alice que estava chateada por Neville não aparecer mais na historia, se sentia aliviada que seu filho não presenciasse esse momento. Embora ainda estivesse preocupada pelas três crianças que estavam lá.

Eles olharam para o dragão. Aumentara três vezes de comprimento em uma semana. A fumaça não parava de sair de suas narinas.

Lily aumentou suas preces silenciosas para se livrarem do dragão antes que algo ruim acontecesse.

Hagrid não estava cumprindo suas tarefas de guarda-caça porque o dragão o mantinha muito ocupado. Havia garrafas vazias de conhaque e penas de galinha por todo o chão.

— Hagrid não pode pretender cria-lo por muito tempo, o dragão vai ficar maior que a cabana em breve. —comentou Frank. Lily ficou pálida.

— Decidi chamá-lo de Norberto — anunciou Hagrid, olhando para o dragão com olhos sonhadores. — Ele realmente sabe quem eu sou, olhem. Norberto! Norberto! Onde está a mamãe?

— Isso confirma Hagrid ter enlouquecido de vez. — disse Sirius sem parar de escrever.

— Ele pirou — cochichou Rony na orelha de Harry.

— Rúbeo — disse Harry em voz alta —, dê mais quinze dias e Norberto vai ficar do tamanho de sua casa. Malfoy pode procurar Dumbledore a qualquer momento.

— Se Malfoy falar apenas com Dumbledore estará fazendo um grande favor a todos. — comentou Remus. — Mas se a historia de Hagrid criar um dragão vazar para os pais de alunos. Ele pode até ser demitido. — concluiu o lobisomem.

Hagrid mordeu o lábio.

— Eu... Eu sei que não vou poder ficar com ele para sempre, mas também não posso largá-lo assim, não posso.

Lily gemeu. Hagrid era cego quando se tratava de seus bichos de estimação.

Harry de repente virou-se para Rony.

— Carlinhos — falou.

— Carlinhos é o irmão que trabalha com dragões, certo? — pediu Lily e quando confirmado, ela suspirou aliviada. — Ele pode levar Noberto embora.

Severus achava que não seria tão simples, mas não quis deixar a ruiva nervosa novamente.

— Você também — respondeu Rony. — Eu sou Rony, está lembrado?

— Acho que ele esquece visto que vocês dois não tem muito contato. — brincou Sirius.

— Não, Carlinhos... Seu irmão, Carlinhos. Na Romênia. Estudando dragões. Poderíamos mandar Norberto para ele. Carlinhos pode cuidar dele e depois devolvê-lo à floresta!

Todos concordaram com a cabeça.

— Brilhante! — exclamou Rony. — Que é que você acha Rúbeo?

E no fim, Hagrid concordou que podiam mandar uma coruja a Carlinhos para consultá-lo.

Lily finalmente aliviada encostou a cabeça no ombro de James que pôs a mão que estava acariciando as costas na cintura da ruiva e continuou escrevendo. Nenhum dois pareceu perceber o que tinham feito. Eles estavam se acostumando a buscar consolo e coragem um no outro no decorrer do livro. Parecia natural comemorar o alivio também.

Como ambos estavam nitidamente próximos desde o começo do livro, ninguém percebeu o movimento. A não ser Severus que sentia uma dor no peito cada vez que via esses gestos de carinho. Embora eles tenham sido amigos por muitos anos, nunca tiveram essa proximidade física. Snape sempre teve medo que a ruiva percebesse que seus sentimentos por ela eram mais que amizade e ele perdesse tudo. E agora parecia que ele perderia do mesmo jeito. Snape se perguntou se o pior acontecesse, se a amizade deles sobreviveria a Potter, e se ele conseguiria ser amigo de Lily vendo cenas assim todos os dias.

A semana seguinte se arrastou. A noite de quarta-feira encontrou Hermione e Harry sentados sozinhos na sala comunal, muito depois de todos terem ido se deitar.

— Hmm, o que eles estão fazendo sozinhos? — disse Sirius maldoso.

— Sirius eles tem onze! — contestou Alice antes de voltar a ler.

O relógio na parede acabara de bater meia-noite quando o buraco do retrato se abriu de repente. Rony se materializou ao tirar a capa da invisibilidade de Harry. Estivera na cabana de Hagrid, ajudando a alimentar Norberto, agora comendo caixotes de ratos mortos.

Os marotos empalideceram. Ratos mortos lembraram de Peter que podia ter sido comido por Noberto se fosse na época deles.

— Ele me mordeu! — disse ele mostrando a mão, que trazia enrolada em um lenço ensangüentado. — Não vou conseguir segurar a pena de escrever durante uma semana.

— Vai ser um pouco pior que isso, a mordida de um dragão norueguês é venenosa. — comentou Frank e a pouca calma que todos tinham recuperado ao saber que Noberto tinha uma chance de ir embora foi perdida.

Vou lhe contar, aquele dragão é o bicho mais horrível que conheci, mas quem ouve Rúbeo falar pensa que ele é um coelhinho fofo.

Os marotos não puderam evitar uma risadinha. Coelhinho lembrava o "pequeno problema peludo" de Remus. Por sorte ninguém fez perguntas.

Quando o dragão me mordeu, ele ralhou comigo por tê-lo assustado. E quando sai, estava cantando uma canção de ninar.

Agora foi a vez de Alice sufocar uma risada imaginando o quão ridículo devia ser Hagrid com um dragão no colo balançando de um lado para o outro.

Ouviu-se uma batida na janela escura.

— É a Edwiges! — disse Harry, correndo para deixá-la entrar — Deve estar trazendo a resposta de Carlinhos!

Todos olharam ansiosos para o livro.

Os três juntaram as cabeças para ler o bilhete.

Caro Rony,

Como vai? Obrigado pela carta, terei prazer em cuidar do dragão norueguês, mas não será fácil mandá-lo para mim. Acho que o melhor será mandá-lo por alguns amigos que estão vindo me visitar na próxima semana. O problema é que eles não podem ser vistos carregando um dragão ilegal.

Você poderia levar o dragão para a torre mais alta à meia-noite de sábado? Eles podem se encontrar com você lá e levá-lo enquanto ainda está escuro.

Mande-me uma resposta o mais breve possível. Afetuosamente,

Carlinhos.

— Isso não é ruim. — comentou James — Harry tem a minha capa, dois deles devem ser capazes de levar o dragão numa gaiola. Só ter cuidado para não aparecer os pés.

Remus concordou com a cabeça, aprovando o plano.

Eles se entreolharam.

— Temos a capa da invisibilidade — disse Harry — Não deve ser muito difícil. Acho que a capa é bastante grande para cobrir dois de nós e o Norberto.

Lily se mexeu de sua posição para dar um sorriso a James. Ás vezes a semelhança com Harry chegava a assustar. A Ruiva hesitou a voltar para a posição anterior, percebendo o quão próximo ela tinha ficado de James durante a leitura. Por um lado ela não queria que as coisas fossem rápido demais e estragassem o que eles tinham até o momento. Por outro ela se sentira extremamente confortável até agora e James não tinha feito nada. Decidindo um meio termo, Lily se recostou no sofá, mas segurou a mão de James no lugar.

Se James percebeu a mudança, ele não demostrou. Apenas sorriu parecendo estar feliz por está perto dela da forma que fosse. A ruiva se perguntou se James tinha mudado muito ou ela fora cega demais o tempo todo. O rapaz que estava feliz por apenas segurar a mão dela não parecia o mesmo que a perseguira todos os anos. Talvez ele apenas tivesse crescido e entendido que não era a forma certa de impressiona-la.

Alice capturou o olhar de Lily e sorriu, parecendo ler os pensamentos da ruiva. Acenou com a cabeça como se falasse "eu estava certa sobre isso o tempo todo". Lily apenas sorriu de volta. Não é como se ela e James estivessem realmente juntos, mas parecia natural pensar que isso aconteceria no futuro.

O fato de os outros dois concordarem indicava como a semana fora ruim, Qualquer coisa para se livrarem de Norberto e de Malfoy.

— Pena que Carlinhos não pode levar Malfoy também. — Sirius fingiu um suspiro pesaroso.

Mas houve um imprevisto. Na manhã seguinte, a mordida do dragão fizera a mão de Rony inchar, ficando duas vezes o seu tamanho normal. Ele não sabia se era seguro procurar Madame Pomfrey, será que ela reconheceria uma mordida de dragão?

— Com certeza, mas ela não faz muitas perguntas porque desencorajaria os alunos a procurar a enfermeira, e poderia causar muitos acidentes se eles tentassem se curar por eles mesmos. — explicou Remus.

À tarde, porém, não houve mais jeito. O corte adquirira uma feia cor verde. Dava a impressão de que as presas de Norberto eram venenosas.

— Que perspicaz. — murmurou Severus no seu habitual tom de zombaria.

Harry e Hermione correram para a ala do hospital no fim do dia e encontraram Rony acamado numa situação horrível.

— Não é só a minha mão — cochichou ele — embora ela pareça que vai cair. Malfoy disse à Madame Pomfrey que queria pedir emprestado um livro meu, para poder vir dar uma boa gargalhada. Ficou ameaçando contar a ela o que realmente me mordera.

— Visto que ela provavelmente já sabe não mudaria muita coisa, talvez ela falasse com Dumbledore o que nesse caso seria de grande ajuda. — comentou Alice antes de voltar a ler.

Eu disse que foi um cachorro,

— Cães não fazem essas coisas. — disse Sirius fazendo bico. Alice lhe deu um olhar estranho mas continuou lendo.

mas acho que ela não está acreditando.

— Me pergunto porque será. — desdenhou Severus.

Eu não devia ter batido nele no jogo de Quadribol, é por isso que ele está agindo assim.

— Ele agiria assim de qualquer maneira. Ele é um idiota. — comentou James e Severus abriu a boca para retrucar mas lembrou do plano de não parecer o vilão na frente de Lily e deixou passar.

Harry e Hermione tentaram acalmar Rony.

— Tudo vai terminar à meia-noite de sábado — disse Hermione, mas isso não acalmou Rony nem um pouquinho. Pelo contrário, ele se sentou muito empertigado e desatou a suar.

— Vou adivinhar, mais problemas. — disse Frank levando uma mão a testa para afastar os cabelos. Essas crianças pareciam atrair tudo que podia dar errado.

— Meia-noite de sábado! — disse com a voz rouca — Ah, não... Ah, não... Acabei de me lembrar, a carta de Carlinhos estava no livro que Malfoy levou, ele vai saber que vamos nos livrar de Norberto.

Lily gemeu.

— O que pior poderia acontecer do que Malfoy pegar essa carta? Não coloca só Hagrid e as crianças em maus lençóis como também prejudica Carlinhos e seus amigos. — comentou a ruiva fazendo todos ficarem ainda mais apreensivos.

Harry e Hermione não tiveram nem chance de responder. Madame Pomfrey apareceu naquele instante e fez os dois saírem, dizendo que Rony precisava dormir.

— Incrível como ela sempre faz isso na parte mais importante da conversa. — disse Sirius.

— Agora é tarde demais para mudarmos de plano. Não temos mais tempo para mandar outra coruja a Carlinhos e essa pode ser a nossa única oportunidade de nos livrarmos de Norberto. Teremos de arriscar. E temos a capa da invisibilidade, Malfoy não sabe disso.

Era um ponto a favor, mas James ainda estava preocupado. Eles ainda teriam que tirar a capa na hora de entregar o dragão para os amigos de Carlinhos. Fora que esses não teriam capas de invisibilidade.

Eles encontraram Canino, o cão de caçar javalis, sentado do lado de fora da cabana com a cauda enfaixada,

Sirius suspirou em solidariedade ao cão.

quando foram contar a Hagrid, que abriu a janela para falar com eles.

— Não vou deixar vocês entrarem — ofegou. — Norberto está passando uma fase difícil, nada que eu não possa cuidar sozinho.

— Realmente crível depois que você negou entrada a eles. — comentou Frank.

Quando lhe contaram sobre a carta de Carlinhos, seus olhos se encheram de lágrimas, embora isso talvez fosse porque Norberto acabara de mordê-lo na perna.

— Se tratando de Hagrid, um pouco de ambos. — brincou James tentando aliviar as preocupações.

— Aai! Tudo bem, ele só mordeu minha bota. Está brincando, afinal é um bebezinho.

Lily revirou os olhos para a palavra bebezinho.

O bebê bateu com o rabo na parede, fazendo as janelas estremecerem. Harry e Hermione voltaram para o castelo achando que o sábado talvez não chegasse bastante rápido.

"Não pensem assim." Pedia Lily em pensamento. Sua própria imaginação já via cenários horríveis sem precisar de ajuda.

Eles teriam sentido pena de Hagrid quando chegou a hora de dizer adeus a Norberto, se não estivessem tão preocupados com o que tinham de fazer.

— Completamente compreensível. — disse Alice antes de continuar lendo.

Era uma noite muito escura e anuviada e se atrasaram um pouco para chegar à cabana de Hagrid porque precisaram esperar Pirraça desimpedir o caminho para o saguão de Entrada, onde estivera jogando tênis contra a parede.

— Mas eles não estão sob a capa? — perguntou Sirius.

— Talvez não queiram arriscar fazer barulho ao abrir alguma porta. — respondeu Remus dando os ombros.

Hagrid aprontara Norberto embalando-o num grande caixote.

— Pus muitos ratos e um pouco de conhaque para a viagem — disse Hagrid com a voz abafada. — E embalei junto o ursinho de pelúcia para o caso de ele se sentir solitário.

— Tenho certeza que Noberto aprecia o gesto. — menosprezou Severus.

De dentro do caixote vinha um ruído de pano rasgado que pareceu a Harry ser o dragão arrancando a cabeça do ursinho.

— Até a vista, Norberto! — soluçou Hagrid, quando Harry e Hermione cobriram o caixote com a capa da invisibilidade e entraram debaixo dela. — Mamãe nunca vai esquecer você!

— Nem as crianças vão esquece-lo, embora por um motivo diferente. — disse Frank.

Como foi que conseguiu levar o caixote de volta ao castelo, eles nunca souberam. Aproximava-se a meia-noite e eles subiram com Norberto pela escadaria do saguão de entrada e pelos corredores escuros. Mais uma escada, mais outra, nem mesmo um dos atalhos de Harry facilitou muito o transporte.

— Ao menos ele sabe um atalho. — James pensou em quão útil seria se ele pudesse ter passado o mapa do maroto para Harry.

— Estamos quase lá! — Harry ofegou quando chegaram ao corredor sob a torre mais alta.

Então um movimento brusco à frente deles quase fez com que deixassem cair o caixote. Esquecendo que já estavam invisíveis, encolheram-se nas sombras, espiando os contornos escuros de duas pessoas que se debatiam a uns três metros. Uma lâmpada se acendeu.

Alice leu mais rapidamente, curiosa e preocupada.

A Professora Minerva, num robe de lã escocesa e rede no cabelo, segurava Malfoy pela orelha.

— Está detido — gritou. — E são vinte pontos a menos para Sonserina. Perambulando no meio da noite, como você se atreve...

Todos sorriram com isso. Ninguém gostava de Malfoy. Severus só não sorriu porque a Sonserina havia perdido pontos.

— A senhora não compreende, professora, Harry Potter está vindo aí, vem trazendo um dragão.

— Não existe a menor chance de Minnie acreditar num absurdo desses. — disse James entre risos. — Um aluno do primeiro ano trazendo um dragão!

Isso gerou novos sorrisos na sala.

— Que absurdo! Como você se atreve a contar tais mentiras! Vamos, vou conversar com o Professor Snape sobre você, Malfoy!

Severus abriu um sorriso desdenhoso. Seu eu futuro provavelmente odiaria ter um aluno repreendido pela diretora da Grifinória, o que significava que o castigo de Malfoy não seria nada bom.

A íngreme escada em espiral até o alto da torre pareceu a coisa mais fácil do mundo depois disto. Somente quando saíram para o ar frio da noite foi que se livraram da capa da invisibilidade, felizes de poderem respirar direito outra vez.

— Tenha cuidado com a capa. — pediu James, preocupado com a relíquia de família.

Hermione dançou uma espécie de jiga escocesa.

— Malfoy vai ficar detido! Eu seria capaz de cantar.

— Não cante! — gritou Sirius.

— Não cante — aconselhou Harry.

Rindo de Malfoy, eles esperaram, enquanto Norberto se debatia dentro do caixote. Passados uns dez minutos, quatro vassouras surgiram da escuridão mergulhando em direção à torre.

— Eu pensei que tinha encantos para impedir alguém de entrar escondido em Hogwarts dessa forma. — comentou Frank.

— Talvez Dumbledore saiba do dragão e permitiu a entrada deles. — respondeu Remus.

— E porque ele deixaria os alunos do primeiro ano levarem Noberto ao invés de ajudar? — perguntou Alice.

Ninguém soube responder essa pergunta.

Os amigos de Carlinhos formavam um grupo animado.

Lily se permitiu sentir alivio novamente. Noberto iria embora e com sorte nada pior aconteceria em breve.

Mostraram a Harry e a Hermione os arreios que tinham trazido de modo a poder suspender Norberto entre eles. Todos ajudaram a prender Norberto muito bem nos arreios e então Harry e Hermione apertaram as mãos de todos e lhes agradeceram muito.

Todos silenciosamente também agradeciam muito por Noberto ter ido embora.

Finamente Norberto estava indo... Indo... E finalmente se foi.

— Vá com Merlin, e não se preocupe em mandar lembranças. — Sirius agitou um lenço imaginário simulando uma despedida.

Eles desceram a escada espiral sem fazer barulho, os corações leves como as mãos, agora que Norberto fora tirado delas. Nada de dragão, Malfoy detido, o que poderia estragar essa felicidade?

— Porque eu tenho um pressentimento horrível sobre essa frase? — gemeu Remus e todos concordaram com ele.

A resposta à sua pergunta estava esperando ao pé da escada.

Lily apertou a mão de James, novamente nervosa.

Quando chegaram ao corredor, a cara de Filch assombrou-os, emergindo da escuridão.

— Ora, ora, ora — sussurrou —, estamos encrencados.

Tinham deixado a capa da invisibilidade no alto da torre.

James deu um suspiro minúsculo, preocupado em como Harry iria recuperar a capa.

— Como ele pode esquecer algo assim. — perguntou Sirius chateado por Harry não ter senso maroto.

— Não me importa como ele esqueceu, eu estou preocupada com o que acontecerá com Harry! — Lily aumentou a voz tomada pelo nervosismo.

Remus entendendo que devia começar a ler antes que irritasse ainda mais a ruiva, procurou rapidamente o próximo capitulo. Mordendo os lábios e preocupado com a reação de Lily leu: Capítulo Quinze: A Floresta Proibida.