Título: You're all I have
Autora: Kaline Bogard
Fandon: Thor
Casal: Thor x Loki
Classificação: +18
Gênero: romance, aventura, yaoi, mitologia
Direitos Autorais: Thor não me pertence. Usarei elementos da mitologia, dos quadrinhos; mas, sobretudo, do filme. Por que aquele Loki me ganhou facinho, facinho.
Observação: não vou me ater a detalhes, apenas ao fato de que rolou tanta química entre esses dois que eles merecem uma fanfic. Ou melhor: muitas!
Aviso: Contem yaoi. Ou seja: homem catando homem, sacas? Não gosta, não leia. Simples assim.
You're all I have
Kaline Bogard
Capítulo 10
Decisão
Loki respirou fundo, relutante em acordar. Mesmo preso pelo marasmo gostoso quando não se despertou totalmente, podia sentir o contato quente contra seu corpo, o peito forte colado em suas costas, a mão grande descansando em sua cintura.
Quis rir de felicidade. Só não o fez pra não acordar o loiro.
Era difícil controlar a alegria ao ter tudo o que sonhara finalmente se realizando. Coisas que povoavam seus sonhos secretos e ali permaneciam.
Quem diria. Quem diria que Thor também o correspondia?
Foi impossível segurar o novo suspiro.
– Que idiota – o deus-mago resmungou baixinho – Igual àquelas garotinhas apaixonadas de Midgard...
– Eu acho fofo.
A voz divertida do loiro o surpreendeu.
– Está acordado, irmão?
– Não – Thor riu. – Eu falo dormindo, não sabia?
– Idiota.
A brincadeira varreu o bom humor de Loki pra longe. Porque seu irmão mais velho tinha que ser tão irritante? Tentou afastar-se e levantar, mas Thor o impediu, mantendo a mão em sua cintura.
– Adoro ver você todo irritado, irmãozinho. É difícil perder o hábito – e depositou um beijo de leve na curva do pescoço alvo. Foi o melhor pedido de desculpas que Thor podia formular.
Ficaram quietos alguns segundos. Talvez por que o silêncio cúmplice estava agradável demais. Ambos desejaram aquilo por tanto tempo que tinham medo de perder a qualquer segundo.
– Se tudo for um sonho não quero acordar.
Thor riu ao ouvir a frase temerosa dita em tom baixo.
– Acho melhor levantarmos.
– Ah, – o caçula reclamou – não seria bom? Ficar assim pra sempre?
O loiro meneou a cabeça.
– Não podemos ficar aqui. Temos que voltar pra casa.
– Ora, Thor, você esqueceu o que Sinmore me propôs? Podemos ficar aqui em Muspelheim pelo tempo que quisermos. Eles...
O loiro ergueu-se fazendo o lençol que o cobria escorregar. Tornou-se muito sério.
– Não vamos ficar aqui, irmão. Não pode estar levando isso a sério.
– Mas... – o moreno estivera sim, considerando firmemente a possibilidade de permanecer algum tempo no reino de fogo. O que poderia ser melhor do que ter Thor ao seu lado e serem tratados como soberanos em Muspelheim?
– Temos responsabilidades em Asgard. Eu sai de lá a mais de um ano para resgatá-lo. O pai e a mãe devem estar preocupados.
Ao invés de responder o deus-mago analisou a face do mais velho que o mirava de cima. Estar com Thor era infinitamente melhor do que pensar em ficar por ali. Estivera ao lado dele por toda a sua vida e só desistira de tudo porque as conseqüências de seus atos eram graves e porque não queria alimentar esperanças de ter uma relação diferente da fraternal como a que possuíam até então.
Por isso fugira a primeira vez, lançando-se no cosmos. E por isso queria fugir novamente. Tinha medo de voltar e encarar seus pais.
Precisava voltar para Asgard. Era hora de aceitar a responsabilidade por tudo de ruim que fizera.
– Está bem, – cedeu – vamos juntos pra casa.
– Não tenho dúvidas disso. Nem se eu precisasse carregá-lo nos ombros ou arrastá-lo o caminho todo, irmãozinho.
– Bruto.
Thor abriu um sorrisão pronto para rebater a ofensa quando batidas discretas na porta o interromperam. Os irmãos se entreolharam. A voz de Lifthrasir, serva de Sinmore, se fez ouvir clara e fluente direto na mente dos irmãos.
– Peço desculpas pela intromissão. Apenas aviso que as vestes de Loki Odinson e Thor Odinson foram limpas e estão aqui a porta. Com licença.
Thor ergueu uma sobrancelha.
– Esses demônios são mesmo eficientes. Serviço completo!
Enquanto o loiro ria divertido Loki enrugou a testa olhando em direção a porta que ligava o quarto a sala de banhos.
– Mas... que horas eles entraram aqui pra pegar as roupas?
O mais velho parou de rir ao perceber que não fazia idéia da resposta.
oOo
Devidamente vestidos, Loki se enrolara no lençol e descobrira que as roupas de ambos estavam limpas e dobradas num cesto do lado de fora do quarto, resolveram encarar o dia.
O palácio já não era mais completamente desconhecido. Foi fácil atravessar os corredores de cristal até chegar ao salão principal. Sinmore estava sentada em uma das janelas, numa pose pouco comum para alguém tão nobre, com as pernas balançando do lado de fora.
– Sinmore – Loki cumprimentou.
– Ah, Loki Odinson, mil perdões por minha distração. Imaginei que gostariam de descansar até mais tarde – a cabeça envolta em chamas inclinou-se um pouco. Os visitantes tiveram a impressão de que ela sorria – Percebo que não veste mais o exuberante traje de Midgard.
– Sim – Loki respondeu um tanto sem jeito – Meu irmão encontrou a solução.
– Gostaríamos de agradecer a hospitalidade – o loiro juntou-se à conversa – e informar que desejamos partir ainda hoje.
Sinmore balançou a cabeça.
– Vou acompanhá-los no desjejum. Lifthrasir, por gentileza, providencie nossa refeição.
Mal terminou de dizer isso e a demônio de fogo saltitou para dentro do castelo. Seguiu em frente a grande mesa onde iguarias de Muspelheim iam surgindo magicamente.
Sinmore sentou-se a cabeceira, tendo Thor e Loki sentados ao seu lado, um de frente para o outro. Ela ergueu uma taça com suco de tâmaras e brindou.
– Que o regresso dos filhos de Odin a Asgard seja rápido e seguro.
Os homens a acompanharam no brinde.
– Existe alguma passagem ao estilo de Bifrost que ligue Muspelheim a Asgard?
A Muspel voltou o rosto em direção a Loki.
– Não, deus do fogo. Bifrost era uma via de duas mãos, abria caminho de Asgard para Muspelheim e de Muspelheim para Asgard. Por que meu marido tinha um acordo de paz com Odin, o pai de todos.
– Isso significa que...?
Dessa vez Sinmore voltou-se para Thor ao responder-lhe a pergunta.
– Muspelheim está isolada. Somos um povo em extinção e nosso reino também se finda. Posso emprestar-lhe nossos garanhões que os levarão em segurança a última fronteira que ainda nos liga ao mundo lá fora.
– A única saída desse lugar? – Loki sussurrou.
– Exato. É através do reino dos Trolls.
– Por isso Karnilla cortou caminhou por aqui – o moreno ficou pensativo.
Sinmore apoiou o cotovelo na mesa e descansou o rosto na mão espalmada.
– Isso me lembra que estão dando uma festa por lá. Algum tipo de jantar.
As vasilhas vazias desapareceram da mesa, dando lugar a pratos cheios de suculentas sobremesas. Os asgardianos se serviram novamente, antes que Loki continuasse a conversa.
– Ainda? Karnilla comentou que foi convidada a cinqüenta anos atrás.
– Essas festas não costumam acabar rápido. Ouvi rumores de que alguns gigantes também estariam presentes.
Thor e Loki se entreolharam. Nenhum dos dois era muito bem visto depois daquela história de Thor perdendo o martelo e acertando cabeças de gigantes de modo indiscriminado. Também não gostavam de Loki, já que ele fora autor da peça que enganara a todos.
– Não tem outro caminho? – o moreno soou desanimado. Também tinha certa rixa com os Trolls e o passado com os gigantes não era uma boa lembrança.
– Não que eu saiba – a Muspel acabou servindo-se com um pouco das iguarias – Nosso reino perdeu muito desde que começamos a enfraquecer. Bifrost era a ligação mais poderosa. Fazemos fronteira fisicamente com os Trolls. É a única forma atualmente de entrar e sair de Muspelheim. Talvez dure mais algumas décadas, quem sabe?
Thor coçou o cavanhaque de forma preguiçosa.
– Não temos escolha.
– Será mais conveniente seguir durante a noite. Podemos passar despercebidos.
– Concordo, irmãozinho. Não que me preocupe em evitar confusão, mas quanto antes chegarmos a Asgard melhor.
– Os Muspel oferecem sua hospitalidade pelo tempo que desejarem. Caso seja vontade de Loki Odinson e Thor Odinson.
– Então partiremos ao anoitecer – Thor decidiu terminando de esvaziar o copo em um único gole.
O deus-mago observou seu irmão mais velho, subitamente dominado por um mau pressentimento, no entanto guardou a sensação ruim para si próprio.
Continua
Well, leitores gatos, vamos lá às explicações. Eu morri depois daquele lemon maravilhoso e estou escrevendo isso do inferno.
o.o
Mentira, não levem a sério.
Mas coisas aconteceram, eu me casei lindamente, arrumei uma madrinha gata, recebi uma seqüência de flame que me desanimou pacas a continuar essa fanfic, a faculdade voltou... coisinhas assim.
Foi tudo muito legal, menos a parte do flame, claro. Então por partes:
1- Me casei com a Agnostic coisa mais fofa da Kalininha apertar e abusar. Eu seria doida se deixasse ela escapar, não concordam? #piscadinha safada# Estamos a planejar a lua-de-mel, então aguardem novidades ThorxLoki por aqui.
2- Nossa madrinha é a Nieryka. E está fechada a tríade do mal. Medo da gente... o.o" Mas pelo que eu tenho falado com ela em PVT, acho que vem um presentão pra gente aí. Não conto mais pra não estragar a surpresa. Mas se vocês lerem a fic dela "Sangue e Gelo" terão uma boa dica... kikiki
3- "Odeio esse casal e espero que volte para o inferno, beach!" Brincadeira, nem foi isso que eu recebi, mas passou perto. Pessoas, eu não ganho nada escrevendo isso além de uns poucos reviews e a possibilidade de novas amizades. Se não gosta de incest, não leia. Mas por favor, não perca seu tempo dizendo o quanto achou desprezível ou o quanto é terrível fazer dois irmãos se amarem assim. Paz!
4- Aulas voltaram, com elas tem dois estágios, duas supervisões e a morte lenta e dolorosa dessa autora que vos escreve. Não sei se consigo postar fielmente toda segunda, mas vou tentar. Eu prometo.
O animo está voltando aos poucos. Desculpem o capítulo estranho e pouco desenvolvido. Já resolvi tudo com a pessoa, e estamos de boa agora, mas também sou humana e fiquei baqueada. Se Odin me der forças volto com força total no próximo capítulo!
Agradeço a paciência e o apoio, principalmente de quem chegou até aqui lendo esse monte de mimimi. Vocês são muito gatos!
Menos os haters. Haters não são nem um pouco gatos ¬¬
Chega! Até a próxima!
