Capitulo XV

Eu sempre vou te amar

Gina Weasley estava em pleno ar, num importante jogo contra os Tornados de Tutshill, na semana seguinte começaria o campeonato de quadribol e esse era os jogos de classificação, e queria dar tudo de si. Mas naquele dia Gina não estava se sentindo muito bem, desde que acordará, sentia se coração pesado, como se estivesse para acontecer uma coisa muito ruim, mas era muito frustrante não saber o que.

- GINA, PRESTA ATENÇÃO NO JOGO, VOCÊ VAI ACABAR LEVANDO UM BALAÇO NA CABEÇA! – gritou sua colega de equipe do outro lado do campo.

Gina se desviou de um balaço que passou a centímetros de seu braço. A garota balançou a cabeça para que voltasse a realidade e subiu alguns metros para cima e foi atrás da goles depois de muito custo conseguiu pegar a bola vermelho vinho, inclinou o corpo para frente e disparou contra os três aros mas foi bloqueada pelos batedores fazendo-a perder a posse de bola.

- PRESTE ATENÇÃO WEASLEY! – gritou Hestia Jones a capitã do time.

Nesse momento Gina sentiu uma pontada forte no coração, colocou a mão sobre o peito, batia descontroladamente, não deu muita importância e foi novamente atrás da goles que agora estava na posse de bola de seu time.

A ruiva pegou novamente a goles e disparará em direção dos aros. Mas sentiu a pontada mais forte no peito, e uma sensação de mal estar invadiu-lhe o corpo. Sentiu a pontada de novo, mais forte a cada vez, e então parará no meio do campo, suspensa no ar, a goles ainda em suas mãos, todos pararam para olha-lá e o estádio todo se silenciou.

De repente uma dor terrível lhe tomou o peito, fazendo-a despencar da vassoura, e a única coisa que viu antes de desmaiar, foi um flash de luz, em que pode ver Harry caído num chão completamente banhado de sangue.

- Harry. – sussurrou Gina e desmaiou.


Sua cabeça estava para explodir, seu corpo doía, sentia uma forte pressão no peito, aquela horrível sensação não passará.

Gina abriu os olhos lentamente deixando-os cerrados para se acostumar com a claridade do lugar, percebeu que estava no hospital St. Mungus para doenças e acidentes mágicos, tentou se levantar, mas todo o seu corpo gritava em protesto, percebeu que havia um casal mais a frente, não era seus pais, pareciam ser...

- Rony? Hermione? – sussurrou Gina.

Rony se levantou num salto da cadeira que estava sentado com Hermione ao seu lado.

- Oi maninha, finalmente acordou.

- Por quanto tempo eu dormi? – perguntou Gina um pouco atordoada.

- Por dois dias, os medibruxos lhe deram uma poção de sono para que você dormisse, falaram que você estava muito abalada com alguma coisa, precisava descansar. Você cairá 20 metros da vassoura, sorte sua foi à capitã do seu time ter conjurado um colchão enorme do meio da sua queda, porque senão o estrago teria sido bem maior. – falou Rony com um leve sorriso triste.

Gina então se lembrou de tudo, se lembrará das fortes pontadas no coração, da sensação de mal estar, e também do flash de luz e de Harry caído no chão todo ensangüentado.

- RONY, eu preciso sair daqui, precisamos salvar o Harry, eu vi, antes de sair, o Harry estava... ele estava caído... cheio de sangue! – falou Gina eufórica tentando se levantar da cama.

- Gina se acalma. – pediu Hermione empurrando Gina de volta para os travesseiros.

- Você não entende Hermione, o Harry precisa de mim, O MEU HARRY, HERMIONE, O MEU HARRY ESTÁ MORRENDO! – gritou Gina fazendo menção de se levantar novamente.

Hermione a empurrou cuidadosamente de volta a cama, a morena olhou para o ruivo a seu lado, um olhar triste como se pedisse ajuda.

- Hermione, que olhar é esse? Tem alguma coisa errada? Porque estão com essas caras? Dá para os dois idiotas me explicarem o que está acontecendo? Aconteceu alguma coisa, não foi? Aconteceu alguma coisa com o Harry? – perguntou Gina ofegante e assustada.

- Gina... nós não devíamos lhe contar isso, não até você sair daqui, porque sabíamos que agiria assim... – falou Hermione com a voz tremula.

- Hermione, por favor... – falou Gina chorosa.

- Há três dias, o Harry estava em uma missão perigosa, ele e outros aurores invadiram a sede... – falou Hermione, mas começou a soluçar e esconder o rosto no peito do namorado.

- Então o Harry enfrentou o Lord dos comensais, e ele acabou usando um feitiço muito poderoso que consumiu todo o poder mágico dele, e agora Harry está em estado terminal, ele está em coma temporário Gina. – continuou Rony que abraçava uma soluçante Hermione.

Gina olhava para o irmão, não conseguia acreditar, não podia acreditar o Harry, o seu Harry estava morrendo. Toda essa informação lutava para entrar em seu cérebro mais não queria guarda – lá, porque não era verdade. Gina sentiu uma lágrima quente desce-lhe o rosto e adentrar os seus lábios entreabertos.

Olhou novamente para o irmão, sua expressão ainda era séria, mas sabia que lá dentro, ele estava péssimo, o se melhor amigo estava entre a vida e a morte e não podia fazer nada.

- Onde ele está? – perguntou Gina finalmente.

- Ele foi transferido anteontem de madrugada para cá, está no andar de cima.

Gina colocou uma perna para fora da cama e já iria colocar a outra quando Rony a parou.

- Aonde pensa que vai? – perguntou ele a segurando.

- Aonde eu vou? Eu vou ver o Harry, ele está aqui, não está? Então eu vou ver ele. – falou Gina fazendo força para se soltar de Rony.

- Você não vai a lugar algum, você nem deveria saber disso, exatamente por isso os medibruxos e os nossos pais fizeram nos prometer que não contaríamos nada, porque sabiam que iria querer ver o Harry imediatamente, você precisa descansar, eu sei que há dias você não come direto e muito menos dorme Gina. Agora deita nessa cama e pelo menos fingi que não sabe de nada. – falou Rony um pouco alterado.

- É fácil falar, não é Ronald, porque não é o amor da sua vida que está quase morrendo, não é Hermione que você está vendo morrer. – falou Gina quase gritando.

- É Ginevra, eu tenho muita sorte com isso, você tem razão, não é o amor da minha vida que está morrendo no andar de cima, mas é o meu melhor amigo, meu único melhor amigo. – falou Rony calmamente.

O ruivo deu as costas para a irmã e se encaminhou a passos longos até a porta, a abriu, mas antes de sair, falou:

- Você realmente acha que é a única que sofre aqui.

Rony fechou a porta com violência atrás de si. A ruiva ficou olhando para a porta, incrédula.

- Hermione, eu... – falou Gina se recompondo do estado de choque que o irmão a deixou, mas Hermione logo a interrompeu.

- Gina dá um crédito ao Rony, ele realmente está abalado com tudo isso, eu posso dizer que seu irmão é o que está agüentando mais, sua mãe não para de chorar a três dias, seu pai não fala absolutamente nada, só fica ao lado da Sra. Weasley, e seus outros irmãos... bem, você sabe, e eu já nem sei mais o que fazer. Quando Rony soube que Harry estava no St. Mungus, em coma, ele ficou completamente desnorteado, ai logo depois, ele fica sabendo que você havia caído 20 metros da vassoura e estava completamente inconsciente, você sabe quanta dor isso causou a ele? Não, você não sabe Gina. Ele esta sofrendo muito, eu não sei se você percebeu mal ele pode perder o único melhor amigo que ele já teve. E antes de virmos para cá, ele desabafou comigo, e em todos esses anos que conheço o Rony eu nunca o vi chorar, e chorava como uma criança de cinco anos, ele esta com medo de perder o melhor amigo. Rony pode parecer um trasgo ás vezes, mas ele tem sentimentos, como qualquer outro. – falou Hermione seriamente.

- Me desculpe Hermione, eu perdi a cabeça, sei que não deveria ter falado assim com ele, mas eu não posso perdê-lo Hermione, eu o amo muito, eu não posso. – falou Gina chorando.

A ruiva abraçou a amiga que também chorava.

- Quanto tempo eu vou ter que ficar aqui? – perguntou Gina se afastando de Hermione.

- Dois dias.

- DOIS DIAS? Como querem que eu fique deitada aqui, com o Harry morrendo no andar de cima. – falou Gina indignada.

- Calma Gi, me pediram para lhe dar essa poção de sono assim que acordasse.

- Mas eu não quero dormi de novo. – falou a ruiva cruzando os braços sobre o peito.

- Mas você vai sim, toma. – falou Hermione empurrando a poção a Gina.

A ruiva bebeu a poção, colocou o copo ao lado da cama, e voltou a deitar, e imediatamente voltou a dormi.

Dois longos dias depois...

Durante os dois dias que se passaram Gina já estava deixando todos loucos, nunca ficava deitada e sempre andava de um lado para o outro. Já tentará fugir até o quarto de Harry no meio da noite, mas foi pega por Rony, assim que saiu do quarto. Os Weasley's e Hermione se revezavam para ficar de olho em Gina e Harry, mas isso estava sendo impossível com a ruiva.

Gina iria ter alta naquela manhã de quarta-feira, só esperava o medibruxo para que pudesse finalmente ir até o quarto de Harry.

- Gina se acalma você vai acabar abrindo um buraco no chão senão parar de andar de um lado pro outro. Já estou ficando tonto. – falou Rony acompanhando os passos da ruiva que estava vermelha de raiva.

Gina parou bruscamente e olhou para o irmão que se encolheu um pouco na cadeira.

- Ronald Weasley, CALA A BOCA. E não me enche o saco, eu já estou a meia hora esperando a merda do medibruxo que não chega, EU QUERO VER O HARRY CARAMBA! – gritou Gina passando a mão nervosamente pelos cabelos.

- Gina se acalma, nós... – falou Hermione, mas foi bruscamente interrompida.

- Calma Hermione? Como você quer que eu tenha calma? O Harry está a poucos metros de mim e eu não posso vê-lo, isso é extremamente frustrante! – exclamou Gina encarando a amiga que esperava ser estupurada a qualquer momento.

De repente a porta do quarto se abriu e entraram o Sr. Herrera o medibruxo e seus pais.

- Como está se sentindo, Srta. Weasley? – perguntou Herrera com um sorriso bondoso.

Gina se virou bruscamente para o homem que se assustou com o rosto completamente vermelho da ruiva.

- Srta. Weasley, você está se sentindo bem? O seu rosto está muito avermelhado, está com febre? – perguntou se aproximando de Gina, mas se afastou rapidamente com o olhar que a garota lhe deu.

- É doutor, eu estou queimando, mas não é de febre, não, eu estou queimando é de RAIVA. – gritou Gina sarcasticamente.

- Srta. Weasley, você está delirando.

- Eu? Delirando? – falou dando um sorriso de deboche. – Eu não estou delirando. Estou a dois dias nesse maldito quarto, sem contar os que eu passei inconsciente, e o Harry está aqui. Doutor, o Harry precisa de mim, eu sei disso mais do que ninguém. E não vai ter nada que me segure, eu vou vê-lo agora, com ou sem a sua maldita alta medica. – falou Gina alterando a voz a cada palavra.

A garota se encaminhou rapidamente até a porta e a abriu.

- E não quero que ninguém tente me seguir, eu estou avisando.

Fechou a porta estrondosamente e aparatou no andar superior, andou em um corredor enorme e parou numa porta, o quarto 230, colocou a mão na maçaneta, mas não a girou, ficou um tempo parada, pensando, deu um longo suspiro e abriu a porta lentamente.

Entrou e fechou cuidadosamente, suspirou novamente, não sabia se estava pronta para vê-lo naquele estado, mas tinha que ser forte, andou decididamente até a cama postada no centro do quarto, se aproximou e viu o rosto de Harry, estava todo cheio de arranhões e cortes, sua perna estava completamente imobilizada com bandagens.

Gina sentou na beirada da cama e acariciou os cabelos ainda rebeldes de Harry. Fechou os olhos e sentiu uma lágrima quente e salgada, molhar os seus lábios entreabertos.

- Não me deixe Harry, por favor! – sussurrou Gina próxima ao ouvido do garoto.

A ruiva beijou-lhe de leve os lábios e o abraçou cuidadosamente, não queria soltá-lo, não podia soltá-lo, uma estranha sensação de que se solta-se, ela o perderia para sempre.

O silêncio do quarto fazia com que Gina refletisse sobre tudo nos últimos dias, não soube quanto tempo ficou deitada no peito de Harry, cinco minutos talvez, não sabia.

- Gi...

Gina ouviu distante alguém chama – lá, mas não deu muita importância, nada era importante naquele momento, ninguém poderia tira - lá dali.

- Gin...

Ouviu novamente alguém chama - lá, agora mais nitidamente.

- Gina...

Ela conhecia aquela voz, conhecia aquele sussurro, conhecia aquele jeito de falar o seu nome. Gina se afastou Harry e olhou ao redor do quarto, não havia ninguém, além dela e de Harry, mas será impossível que...

- Gina...

Escutou novamente, só que dessa vez reconheceu a voz que a chamava com um sussurro fraco. Gina se virou rapidamente e voltou a olhar Harry, o garoto mantinha os olhos verdes cerrados, tentando ver a ruiva a sua frente, mas a claridade ofuscava a sua imagem, seus lábios estavam entreabertos sussurrando o seu nome.

- O meu Merlin, é um milagre! – exclamou Gina chorando.

Harry a olhou e deu um sorriso fraco.

- Eu não vou ter deixar Gi, nunca mais. – falou Harry sorrindo fracamente para a garota.

Gina o abraçou fortemente.

- Ai! – reclamou Harry.

- Desculpe. Me esqueci. Mas como aconteceu? Faz quatro dias que entrou em coma, e agora você acorda assim, de repente. – falou Gina.

- Você me fez voltar. – falou Harry a encarando.

Gina sorriu e o abraçou mais uma vez.

- Depois que lancei aquele feitiço no Lord Sutch, eu esgotei os meus poderes mágicos, comecei a sentir meu corpo todo doer e estremecer, ai eu só me lembro de um flash de luz branca, e um vislumbre de um ruiva caindo de uma vassoura, o que eu presumo que seja a senhorita, e isso pra mim foi o fim, foi como se meu mundo tivesse caído junto com você, e logo em seguida senti uma dor enorme em toda a minha perna e acho que já sei porque – e olhou para a perna imóvel. – E depois desmaiei. Agora Srta. Weasley dá pra me explicar porque eu tive um vislumbre de você caindo de uma vassoura? – perguntou Harry olhando para um corte do rosto de Gina.

- Eu estava num jogo de quadribol, voce não sabe, mas eu entrei para o time das Harpias de Holyhead, e no meio do jogo eu comecei a sentir uma sensação ruim como se tivesse acontecendo alguma coisa com alguém, mas não liguei para isso, continuei jogando, mas ai veio às pontadas no meu coração, me deu uma tontura e desmaiei e isso fez com que eu caísse da vassoura, mas antes de desmaiar eu também vi um flash de luz e um vislumbre de você caído num chão escuro e cheio de sangue. – explicou Gina que tremeu no final.

- Eu acho que mesmo a quilômetros de distancia nós ainda podemos sentir um ao outro, nós temos uma ligação mesmo não estando... – falou Harry, mas parou.

- Harry, sobre isso, eu...

O que Gina iria dizer Harry não soube, porque a porta se abriu e Rony e Hermione adentraram no quarto. Gina pulou da cama, fazendo Harry se assustar.

- Gina, nós... – falou Rony, mas parou assim que viu o amigo encostado nos travesseiros, completamente acordado.

Hermione deu um grito histérico e se debulhou em lágrimas, correu até o amigo e o abraçou.

- Oh Harry, graças a Merlin, você está bem, nós tivemos medo que você... Oh Harry! – falou uma soluçante Hermione.

- Até você Rony? – perguntou Harry á Rony com um leve sorriso sarcástico.

- Eu? Não, claro que não. Eu sabia que você não iria se deixar abater tão fácil cara. – falou Rony todo convencido.

Todos olharam para Rony, deixando-o com as orelhas completamente vermelhas.

- Ta bem, sinceramente eu morri de medo, num momento meu melhor amigo entra em coma temporário, com a possibilidade de morrer e no outro eu recebo a notícia de que minha irmã despencou 20 metros da vassoura, e vocês acham que eu deveria estar sorrindo? – perguntou Rony.

- Não Rony, claro que não. – falaram em uníssono.

- Mas então Harry, como você acordou assim de repente? Há dias os medibruxos da França e de Londres estão tentando te tirar do coma e de uma hora pra outra você acorda. – falou Hermione já sabendo a resposta.

- Eu acho que alguma coisa dentro de mim acordou, e me deu uma razão para viver, Mione. – falou Harry sorrindo para a amiga.

A porta se abriu novamente e a Sra. Weasley entrou completamente apressada.

- Vocês não estão incomodando o Harry, né? Ele está em coma e a enfermeira disse para não incomodá-lo... – falou Molly, mas parou assim que viu o sorriso de Harry mais a frente - Oh meu Merlin – e colocou as mãos sobre a boca, certamente para esconder o espanto – ARTHUR CORRE AQUI! – gritou a mulher colocando a cabeça para fora do quarto.

O homem de aparência cansada adentrou o quarto euforicamente preocupado.

- O que foi Molly? Aconteceu alguma coisa com o Harry? – perguntou o Sr. Weasley.

- Não Sr. Weasley, eu estou bem, nunca estive melhor. – falou Harry sorrindo.

- Que bom que você está bem Har... – falou Sr. Weasley aliviado, mas parou bruscamente ao ouvir a voz do garoto. – O meu Merlin.

- Oh Harry querido, nós ficamos tão preocupados com o seu estado. Principalmente a Gina, ela não ficava quieta um segundo, mesmo tendo caído de 20 metros. – falou Molly abraçando Harry.

Harry sorriu para Sra. Weasley e lançou um olhar de reprovação a Gina.

- Depois a gente conversa. – sussurrou Harry de um jeito que só Gina o ouvi-se.