Capítulo XXIII
Agora são três
- Vamos lá Gina, você já passou por isso duas vezes, sei que é capaz de uma terceira – falou Harry mais alto do que os gritos da esposa ao seu lado que segurava sua mão.
Gina estava novamente naquela sala branca do St. Mungus. Dois anos depois de ter Alvo, Gina engravidou de novo, mas dessa vez o casal não quis saber o sexo do bebê, queriam ter uma surpresa quando a criança nasce-se, mas rezavam internamente para que fosse uma menina.
Estavam no Beco Diagonal quando as contrações começaram. Compravam alguma coisa para o bebê, e de repente com a maior calma do mundo Gina cutucou o braço de Harry que andava tranquilamente e disse:
- Harry, eu acho que vamos ter o bebê agora – disse Gina naturalmente andando pelas ruas de pedras do Beco.
Harry estacou de no meio da rua, totalmente pálido.
- Harry – chamou Gina – Harry você está bem?
- Como assim você acha que vamos ter o bebê agora? – perguntou Harry com o olhar vago.
- Como todas às vezes, primeiro vem às contrações e depois a bolsa rompe. Você é pai de dois meninos, acho que já deve saber como é. Agora meu amor se não for pedir muito, você poderia me levar para o St. Mungus, as contrações estão ficando mais fortes.
E agora Gina estava tendo o seu terceiro filho na mesma sala de anos atrás, ou talvez uma menina, sabe-se lá porque, mas no fundo Gina sabia que era uma menininha dentro de si.
- Vamos Gi, mais força, o nosso filho esta vindo – falou Harry.
Harry pensava que seria um menino pelo fato de já ter dois garotos, mas ele queria uma menina tanto quanto ela própria.
- Vamos Sra. Potter, só mais um pouco eu já estou vendo o seu filho – falou o medibruxo.
- AHHH! – gritou Gina fazendo mais força.
O choro de bebê foi ouvido na sala de partes do St Mungus, Gina sabia que para uma mãe esse era o melhor som que se pode ouvir na vida, o choro de seu filho. É como se fosse uma grave melodia que soa pelo ambiente e a emoção que invade é uma das melhores que se pode ter.
De repente Gina sentiu algo quente e pequeno em seus braços. O seu bebê. Seu pequeno bebê. E então poder reparar que...
- Harry, é uma menina – disse Gina deixando lágrimas correrem pelo seu rosto pálido e suado – Eu finalmente pude te dar uma garotinha.
- É meu amor, uma linda menina – concordou Harry emocionado.
- A nossa menininha. Tão linda. Minha filha – falou Gina acariciando a pequena bochechinha gordinha da filha.
E então a garotinha abriu os olhos quando ouviu a voz da mãe, suas Iris eram de um castanho âmbar com os da mãe e os poucos fios de cabelo eram de um ruivo vivo como os de Gina. A menina parou de chorar e olhou fixamente para a mulher descabelada e suada que a segurava, certamente sabia quem era, porque a pequenina abriu o maior dos sorrisos mostrando a gengiva sem dentes, mas para Gina esse era um dos sorrisos mais lindos que já virá.
- Gina – chamou Harry – Você está bem?
- Claro, porque não estaria? – perguntou Gina desviando o olhar para Harry.
- Bem... É que você esta com uma cara muito esquisita – falou Harry com uma expressão divertida.
- Ah, não é nada, é que eu estou emocionada, só isso.
- Sr. Potter – chamou a enfermeira.
- Sim – respondeu Harry.
- É que p seu cunhado esta na recepção fazendo o maior escândalo. Se ele não se comportar teremos que o colocar para fora – falou a mulher.
- Oh me desculpe, o meu cunhado tem um distúrbio impulsivo, mas vou resolver isso, muito obrigado por avisar – agradeceu Harry.
A enfermeira deixou a sala não muito feliz.
- Distúrbio impulsivo? Rony tem distúrbio impulsivo? – perguntou Gina com um falso tom de raiva.
- Era isso ou seu irmão ser expulso do hospital a ponta pé. O que você prefere? – perguntou Harry sério.
- Hum... Acho que prefiro pensar que meu irmão tem distúrbio impulsivo – falou Gina rindo.
- Acho que vou ver como Rony está e dar a notícia de que temos uma linda Weasley na família agora. Devem estar subindo pelas paredes para saber se é uma menina ou um menino. Acho que sua mãe vai pular de alegria – falou Harry.
- Esta bem – concordou Gina.
- Amo vocês duas. As mulheres da minha vida – falou Harry beijando a esposa e a filha.
- Também te amo Harry – disse Gina.
Harry se despediu e saiu.
- Rony da para parar de gritar? Todos estão olhando – falou Hermione olhando para os lados – Que exemplo está dando a sua filha Ronald?
Rosinha Weasley estava sentada no colo de Hermione. A garota folheava distraidamente um livro de histórias infantis, que a mãe havia lhe dado de presente e estava alheia a toda a barulheira do pai. Rony dizia que Rosinha tinha puxado o lado estudioso e sabe-tudo de Hermione, e esta respondia que a filha apenas gostava das cores das figuras em movimento, mas sempre com um enorme sorriso de satisfação e orgulho no rosto.
- Não enche Hermione, faz horas que Gina entrou naquela sala – falou o ruivo andando de um lado para o outro bufando de raiva.
- Não Rony, faz apenas uma hora que Gina entrou lá e não horas – falou Hermione.
- Que se dane! – bufou Rony quase gritando.
- RONALD! – repreendeu Hermione nervosa tampando os ouvidos de Rosinha que aparentemente não estava nem ai para a discussão dos pais.
- Mas Hermi...
- Mais nada Ronald, Gina esta bem, o bebê esta bem. Harry está lá, não vai deixar que nada aconteça. Você já foi chamado atenção, se isso acontecer de novo vai se preparando para dormir no quarto de hospedes – falou Hermione com raiva.
Rony se sentou ao lado da esposa totalmente emburrado, cruzando os braços a frente do peito. Mas mal teve tempo de responder alguma coisa a Hermione, Harry chegou pelo mesmo corredor já conhecido tantas vezes.
Harry chegou totalmente calado, toda a família Weasley o olhava esperando alguma reação que não vinha. A Sra. Weasley foi primeira a se manifestar ante ao silencio do genro.
- Harry aconteceu alguma coisa? Gina e o bebê estão bem? – perguntou ela já com sinais de preocupação.
- Harry, por favor, se aconteceu alguma coisa, não exite em nos contar – disse Artur Weasley.
- Harry desembuche logo – quase gritou Jorge lá de trás.
- Pelo amor de Merlin Harry, diga logo. Rony esta perdendo o ar aqui – falou Hermione olhando para o marido que agora havia adquirido um tom púrpura.
- Fiquem calmos, esta tudo bem com Gina e a pequena Weasley – falou Harry com um sorriso radiante.
- Pequena Weasley – sussurraram todos.
Mas a primeira a cair à ficha foi Hermione que entregou Rosinha para Rony que ainda estava com cara de bobo e correu até o amigo e o abraçou.
- Oh Harry, uma menina. Finalmente uma menininha.
Em seguida todos os Weasleys foram felicitar Harry.
- Harry querido, eu e Arthur podemos ir ver Gina e a bebê? – perguntou Molly.
- Claro Sra. Weasley, acho que Gina já deve estar no quarto – falou.
- Obrigado querido – agradeceu Molly piscando para o Harry.
Ele sabia que a Sra. Weasley não o havia agradecido por ter avisado que Gina estava no quarto, e sim por ter dado a ela uma netinha.
- Harry – chamou Hermione – E Gina como esta?
- Ela está ótima, bem emocionada, acho que ela queria muito uma menininha – disse Harry.
Gui se levantou e foi até Harry.
- Harry, acho que já vou. Fleur esta me esperando em casa, provavelmente querendo saber das novidades. Amanhã eu volto para ver Gina – falou ele.
- Tudo bem – disse o moreno.
- Diga a ela que mandei um beijo – pediu Gui.
- Claro. Direi sim.
Gui deu as costas a Harry e aparatou a alguns metros dali.
Momentos depois Sr. E a Sra. Weasley voltaram com sorrisos radiantes idênticos.
- Ela é linda – disse Arthur aos outros.
- Gina pediu que vocês três entrassem – falou Molly olhando para o trio com lágrimas nos olhos.
- Mas e a... – começou Hermione, mas foi interrompida.
- Pode deixar que eu cuido de Rosinha querida. Vá – disse Molly.
- Obrigado Sra. Weasley.
Hermione entregou Rose à avó e seguiu Rony e Harry.
Gina estava deitada numa cama, com a pequena Weasley nos braços. Esta estava envolvida em uma manta branca. A ruiva sorriu assim que viu os três entrem no quarto.
- Oi Gina, como está? – perguntou Hermione se precipitando até a amiga.
- Melhor do que nunca – falou Gina – Então Rony, fiquei sabendo que você estava tendo um ataque de histeria no saguão. Harry disse para a enfermeira que você tinha distúrbio impulsivo.
- Eu tenho o que? – perguntou Rony confuso.
- Distúrbio impulsivo.
- Você disse que eu tenho distúrbio impulsivo? – perguntou o ruivo olhando para Harry.
- Bem... Era isso ou você ser expulso daqui a ponta pé – disse ele.
- Então nesse caso, acho que prefiro fingir que tenho distúrbio impulsivo – falou Rony rindo.
- Então eu posso ver a... Bem... Vocês decidiram o nome da filha de vocês, não é? – perguntou Hermione.
- Pra falar a verdade não, andamos vendo uma possibilidade de nomes femininos se fosse uma menina, mas não havíamos decidido nada. E agora pensando melhor, eu queria colocar o nome de Lilian – falou Gina.
- Lilian? Tem certeza Gi? Já fizemos uma homenagem ao meu pai com o Tiago – falou Harry indo até a esposa.
- Claro que eu tenho certeza, eu...
Mas ninguém soube o que Gina ia dizer. A porta se abriu e uma cabeça com longos cabelos loiros que tinham a aparência de sujos se precipitou para dentro do quarto.
- Posso entrar? – perguntou Luna Lovegood com um enorme sorriso.
- LUNA – falou Gina surpresa – Claro, entre. Como soube que eu estava aqui?
- Acabei de voltar de uma excursão do Norte com o meu namorado...
- Espera ai, você está namorando? – perguntaram Gina e Hermione estupefatas.
-Ah sim. Estou. Esqueci de contar a vocês. Mas jurava que tinha contado. Talvez eu tenha contado pra alguém e imaginei que eram vocês – falou Luna com o mesmo olhar sonhador de sempre.
Harry e Rony riram do jeito atrapalhado da amiga. Aquela era Luna Lovegood, não poderia ser diferente, nem depois de tantos anos.
- E quem é? – perguntou Harry.
- Rolf Scamander, é neto de um famoso naturalista. Mas como eu ia dizendo, acabei de voltar do Norte, Rolf lutou com uma salamandra de fogo, mas acabou sendo acertado e isso causa uma queimadura horrível. Tivemos que voltar para Londres para cuidar disso, o machucado estava começando a ficar com um tom esquisito de verde. Ai quando ia passando eu vi o Sr. e a Sra. Weasley, pensei que Harry tinha sofrido alguma coisa, por ele ser auror, mas a Sra. Weasley me disse que você tinha acabado de ter uma menininha. Ai vim até aqui para ver a pequena Weasley – falou Luna.
Todos ainda estavam chocados por Luna Lovegood estar namorando. Eles sabiam que a amiga havia mudado um pouco desde os tempos de Hogwarts, mas ainda continuava a mesma Luna avoada de sempre.
- Bem, cadê a... Qual é o nome da criança? Seus pais disseram que vocês não tinham decidido ainda, me lembro de uma matéria que meu pai fez para o Pasquim uma vez, sobre deixar para dar nomes a bebês de ultima hora, traz mal... – começou Luna a falar sem parar, mas Gina a interrompeu.
- Lilian - disse Gina, não queria saber o que poderia acontecer com a sua filha mesmo sabem que as constatações do Sr. Lovegood não eram muito confiáveis.
- Ah sim. Cadê a pequena Lilian? – perguntou Luna pegando-a dos braços de Gina.
Uma hora depois...
- Então todos foram embora? – perguntou Gina se acomodando mais nos travesseiros.
- Foram sim, sua mãe disse que estaria aqui amanhã cedo e Hermione vai passar aqui antes de ir para o Ministério. Ah e Gui também virá amanhã, provavelmente com Fleur, então se prepare – falou Harry sentando-se ao lado de Gina na cama e a esposa fez uma cara feia ao mencionar o nome da esposa de seu irmão.
Harry se lembrou da gravidez de Tiago e Alvo, Fleur quase fizera Gina pular em seu pescoço depois de colocar milhares de defeitos em seus filhos, principalmente em Tiago. Ela vivia dizendo que Tiago devia ter puxado mais o lado de Harry, que pelo menos ele não teria aqueles "olhos cor de lama" que a mãe tinha e sim os "lindos olhos verdes esmerados" que Harry possuía.
Gina ficou calada por alguns minutos e Harry acabou quebrando o silencio.
- O que está pensando? – perguntou ele.
- Estou pensando qual defeito que a "Fleuma" vai colocar na minha filha, porque para mim ela parece perfeita – falou Gina olhando para a filha que dormia no berço ao lado.
- Mesmo Fleur sendo metade vella, acho que Victoire tem um nariz bem maior que o normal, você não acha? – falou Harry tentando fazer com que a esposa se sentisse melhor.
- Pensei que era só eu que tinha notado isso – falou Gina.
Ela e Harry riram.
- Obrigado por tentar me fazer sentir melhor – agradeceu Gina e o beijou. – Bom a Luna ter aparecido, mas nunca imaginei que...
- É nem eu, achei que seria um pouco difícil a Luna achar alguém... hum... Como vou dizer... Alguém que a aceite do jeito que ela é – falou Harry - Todos nós sabemos que Luna não e meio certa da cabeça, ela com todos aqueles brincos de rabanetes e zonzóbulos, tudo isso é meio sem noção, e achar alguém que entenda tudo isso é meio difícil, mas Luna tem um bom coração e é uma boa pessoa, com certeza arranjaria alguém – falou Harry.
- é até que você tem razão – concordou Gina.
Ficaram alguns minutos calados, perdidos em pensamentos. Lilian dormia a sono solto no berço ao lado, seu pequeno corpo subia e descia com a respiração calma.
- Gin – chamou Harry.
- Sim – respondeu Gina virando o pescoço para olhá-lo.
- O que você acha de aumentar o nome da nossa filha? – perguntou.
- Eu não compreendo Harry – falou Gina sem entender.
- Eu tava pensando se o nome da nossa filha poderia ser Lilian Luna, sabe a Luna sempre esteve do nosso lado, apesar de tudo, mesmo os comensais terem ido atrás do pai dela e exigido que me entregasse ela não fez isso. E Luna foi umas das únicas pessoas que acreditaram em mim quando me acusaram de mentir sobre a voltar de Voldemort e eu sou muito grato a ela por isso. E eu queria retribuir isso de alguma forma.
- É lindo Harry. Lilian Luna. Como não pensei nisso antes – falou Gina olhando para a filha – Luna é minha amiga, ela e Hermione são as minhas melhores amigas. Hermione sempre esteve ao nosso lado, no seu principalmente Harry, mas Luna apareceu tão de repente que eu nem sei quando foi isso. Será que ela aceitaria ser madrinha da nossa filha? Vou perguntar a ela assim que eu sair daqui. É claro se isso estiver tudo bem pra você, meu amor.
- Claro Gi, acho que Luna vai adorar. Hum... talvez devêssemos chamar Neville para ser o padrinho – disse Harry.
- Sim, sim claro.
- Gin você precisa dormir. Deve estar cansada. E eu sei "Vá para casa Harry..." – disse Harry imitando a voz da esposa.
- Meu maridinho me conhece, era exatamente isso o que eu ia dizer – falou Gina rindo.
- Nem precisa conhecer, ouvi isso nos últimos cinco anos e também aprendi nesses anos que te conheço que é impossível discutir com você, e pior ainda, você é uma Weasley, então eu já vou – falou Harry levantando-se.
- Bom rapaz – disse Gina rindo.
- Tem certeza de que não quer que eu fique...
- Onde foi parar aquela parte em que você disse que é impossível discutir com uma Weasley? – perguntou Gina com a mesma expressão que a Sra. Weasley usava com Fred e Jorge.
- Não importa quanto tempo passe, eu vou continuar sendo pai e marido que se preocupa, meu amor – falou Harry.
- Nós duas vamos ficar bem, vá para casa, descanse, amanhã você volta com os garotos (Harry teve que deixá-los a casa da Sra. Tonks) – disse Gina – Eles vão adorar ter uma irmãzinha.
- Esta bem, mas amanhã cedinho eu estarei aqui – falou Harry – Eu te amo.
- Eu também te amo.
E o beijou, um beijo cheio de alegria, ambos queriam tanto uma menina e veio uma garotinha linda, uma pequena miniatura de Gina.
Eles se separaram, Harry foi até a filha e depositou de leve um beijo em sua testa para não acordá-la, mas antes de sair ele se virou com uma mão na maçaneta e voltou a encarar Gina.
- Eu poderia dormir no sofá, ele é bem macio e...
- Vai Harry, vá antes que eu te estupore – falou Gina num tom baixo, mas mesmo assim fez com que obedecesse.
Harry saiu rindo, sabia que era impossível discutir com Gina, talvez seja os genes Weasley entrando em ebulição. Deu boa noite a todos que passava com um enorme sorriso, amava sua mulher, tinha dois filhos e uma nova pequenininha, isso era um grande motivo para sorrir como um bobo pelo resto de sua vida.
enfermeira.
chamou ada, ssita - falou trando a gengiva sem dentes, mas para Gina esse era um dos melhores sorriso que jrque a
