NOTA DA AUTORA:
Oi Pessoal, como vão vocês? Sei que muitos devem estar querendo me matar agora, por demorar tanto para postar o último capítulo da minha fanfic (foi quase um ano). Esse ano foi muito corrido e não tive tempo para absolutamente nada, 1° ano de Ensino Médio não é nada fácil, escola nova, pessoas novas, tudo é um pouco assustador, mas agora está tudo bem, adoro minha nova escola e meus novos amigos. Mas agora finalmente terminei, e devo dedicar essa história a minha irmã, prima, amiga e salvadora da patria (sério mesmo, se não fosse ela minhas notas na escola seriam horriveis, ela é nerd), Ana Flávia. Provelmente se não fosse por ela eu nunca teria terminado essa fanfic, mas como ela é totalmente fissurada em fanfics agora (admito foi culpa minha tê-la viciado), resolvi terminar. Obrigado mesmo Ana, amo você.
Mas agora vamos ao ultimo capítulo, mas em breve estarei fazendo outra fanfic. Beijos e espero que gostem.
Capitulo XXIV
Não é o fim
- Pai – chamou Alvo.
- Hum – respondeu Harry que lia o Profeta Diário matinal.
- Tenho uma dúvida. Tiago falou...
- Seja lá o que seu irmão falou, não é verdade – respondeu Harry virando a página.
Harry sabia como seu filho mais velho era, parecia tanto com Fred e Jorge que ás vezes Fred havia reencarnado em Tiago, mas eram apenas os genes dos gêmeos Weasley que haviam perdurado em seu filho.
- Mas ele disse que o Chapéu Seletor vai acabar me mandando para a Sonserina, e eu não quero ir para a Sonserina pai – choramingou Alvo.
- Olha Al, não ligue para o que seu irmão, você sabe que ele só fala isso para te implicar – falou Harry – Agora vá brincar e se seu irmão te encher de novo você me fala.
Cinco minutos depois...
- Pai, o Tiago...
- TIAGO SIRIUS POTTER, DEÇA AQUI AGORA! – gritou Harry.
Tiago desceu as escadas correndo, com a típica cara de santo que sempre dava certo com os pais, principalmente com Harry.
- Sim pai – falou o garoto.
- Pare de dizer ao seu irmão que ele vai para a Sonserina, ele já está nervoso com tudo isso, não o assuste mais – falou Harry.
- Eu só estava dizendo ao Al que seja provável que ele vá para a Sonserina...
- Chega Tiago...
- Mais que gritaria é essa? – perguntou Gina que entrava pela porta da frente com Lílian em seu encalço.
- Tiago está implicando Al – falou Harry.
- Sobre Hogwarts? – perguntou Gina.
- É mamãe – respondeu Alvo.
Gina se virou para olhar para o filho mais velho, e o garoto deu um passo para trás. Já sabia o que vinha a seguir.
- Não faça isso com seu irmão Tiago. Você devia o incentivar. Não quero mais saber que o senhor está tocando nesse assunto com o Al, se eu souber que está assustando o seu irmão de novo, nós vamos ter uma conversinha, e sem contar que sua vassoura estará confiscada até o natal. Você me entendeu Tiago? – falou Gina com as mãos na cintura.
Tiago abaixou a cabeça e disse:
- Está bem.
- Agora peça desculpas ao seu irmão.
- Desculpa Al – falou Tiago.
- Deixa para lá. Vamos, o Hugo e a Rose vão chegar a qualquer momento – falou Alvo.
Ele e o irmão saíram correndo escada acima para esperar os primos.
- Vá brincar também pequena – falou Harry para a filha.
- Tudo bem papai – ela deu um beijo no pai e subiu as escadas, indo atrás dos irmãos.
- Você não acha que foi dura demais com Tiago? – falou Harry puxando Gina para se sentar ao seu lado.
- Querido, passei minha vida inteira vendo mamãe lidar com Fred e Jorge, e não é segredo pra ninguém que possivelmente Fred reencarnou no nosso filho, e Tiago acha que tudo é brincadeira, e Al está verdadeiramente assustado com a escola e tudo, até parece você no primeiro ano – falou Gina.
- Como você sabe que eu estava assustado? – perguntou Harry passando o braço ao redor do corpo da esposa e a puxando mais para perto de si.
- Rony me contou. Quando ele voltou de Hogwarts e disse que era o melhor amigo de Harry Potter, pedi que me contasse tudo sobre você.
- Será que é errado casar com fãs? – perguntou Harry fingindo pensar.
- Você está em dúvida sobre o nosso casamento Potter? – indagou Gina se afastando do marido.
- Não, claro que não. Mesmo se fosse proibido casa com fãs obcecadas... Que se dane eu nunca segui as regras mesmo – falou Harry a puxando de volta para seus braços.
-Eu não era obcecada, eu apenas te admirava.
- Ah, por favor, Gina, se eu fosse uma daquelas celebridades que gostasse da fama que tem, que desse entrevistas e tudo, você teria pôsteres pregados na parede de seu quarto – falou Harry.
- Harry Tiago Potter, você esta me chamando de louca? – perguntou Gina.
- Não. Estou te chamando de obcecada. E não reclama, não é todo dia que fãs se casam com seus ídolos – falou Harry fazendo força para não rir da expressão de indignação da esposa.
- Potter eu vou te matar. Eu não fui obcecada por você...
- Ah não? Então o que é aquele caderno cheio de recortes de reportagens sobre mim no sótão que eu achei semana passada? – perguntou Harry.
- Que caderno? Eu não sei do que você está falando – disse Gina desentendida.
- Ah pelo amor de Merlin Gina, você sabe muito bem do que eu estou falando.
- Ta, tudo bem. Eu era obcecada por você, eu te adorava. Parecia o típico herói que toda garota sonhava, e eu não era diferente.
- Okay, eu só queria ouvir isso – falou Harry cruzando os braços atrás da cabeça.
- Só isso? Você fez eu me abrir para dizer só isso?
- Sim, só queria uma comprovação do quanto fui idiota por não ter a notado antes – falou Harry – Você praticamente esfregava na minha cara que gostava de mim, mas eu fui bastante idiota para não perceber.
- Harry nós já estamos casados e temos três filhos, não precisa ficar se martirizando por isso – disse Gina.
- A questão não é essa, eu poderia muito bem ter sido feliz durante todos aqueles anos, mas não... eu me fechei num mundo que poucos tinham acesso, onde só tinha um único objetivo.
- Chega Harry, pare com isso. Eu não gosto quando você lembra do passado dessa forma. Sempre fui apaixonada por você e sempre serei, mas isso não significa que você tinha que se apaixonar por mim assim que nos vimos. E talvez se as coisas tivessem acontecido antes, não estaríamos assim hoje. Estamos casados e temos três lindos filhos. Eu não poderia ser mais feliz Potter – falou Gina.
- Acho que você tem razão. Eu te amo.
- Eu também te amo seu bobo. Agora vamos, Rony e Hermione vão chegar e você ainda está de pijamas.
Harry se levantou e subiu com Gina para o andar de cima.
Minutos depois a campainha tocou na casa dos Potters.
- EU ATENDO – gritou Alvo abrindo a porta.
- Oi tio Rony – falou o garota dando um abraço no ruivo – Entra, papai já está vindo.
- Olá Al – disse Rony com um enorme sorriso.
- Oi tia Mione – falou Alvo dando um beijo na mulher mais velha.
- Oi Al, onde está sua mãe?
- Está descendo – falou Alvo levando a pequena família para dentro.
- Rose e Hugo porque não vão brincar com seus primos – falou Rony.
A menina com os cabelos castanhos e lisos se precipitou para frente. Tinha a mesma idade de Alvo e segurava o seu novo exemplar de Hogwarts – Uma História, versão nova.
- Vamos Al, tenho umas histórias sobre Hogwarts para te contar – falou Rose que saiu puxando o primo.
Lílian Luna desceu as escadas animadamente com Harry e Gina em seu encalço.
- Olá tio Rony e tia Mione – falou a garota com um enorme sorriso.
- Oi pequena, como vai? – perguntou Rony a pegando no colo.
- To bem tio Rony e o senhor?
- Melhor agora que estou com a minha sobrinha linda – falou Rony fazendo cócegas na menina.
O ruivo a colocou no chão e ela foi logo puxando Hugo, um menino de cabelos ruivos e com sardas, filho caçula de Rony e Hermione e que tinha a mesma idade de Lílian.
- Vamos Hugo, quero te mostrar uns brinquedos novos que papai me deu – falou Lily até que desapareceram escada acima.
Os dois casais se olharam e de repente começaram a rir.
- Crianças, a cada dia nos surpreendem mais – falou Gina se sentando ao lado do marido.
- É, mas então, Al está animado para ir para Hogwarts amanhã? – perguntou Hermione que também se sentará.
- Acho que sim, tirando o fato que Tiago está o infernizando com a possibilidade de Al ir para a Sonserina, ele está apavorado com isso – falou Harry.
- Claro que ele não vai para a Sonserina, todos da família são da Grifinória, tanto do lado Weasley quanto dos Potter, está no sangue ele ser um grifinório - falou Rony como se tudo fosse obvio.
- Nem sempre Rony. Não vê o Sirius? Todos os Black eram da Sonserina, mas o Sirius acabou na Grifinória, pode acontecer com Al – falou Hermione.
- A Hermione tem razão – disse Harry – Eu realmente não me importo de ele for para a Sonserina.
- Como assim não se importa? – quase gritou Rony – Alvo é totalmente grifinório, não há razão alguma dele ir parar naquele ninho de cobras.
- Rony Weasley – repreendeu Hermione – O Alvo é filho do Harry, não seu. E você sabe que o Harry tem motivos de sobra para não se importar com isso.
- Mas Hermione, ele também é meu sobrinho e um Weasley...
- Ronald Abilio Weasley – falou Hermione.
Harry e Gina os olhavam tentando segurar o riso, as brigas eram tão comuns e estavam tão acostumados com isso que já virará motivo de graça.
- Aposto que a Gina quer que o filho vá para a Grifinória para continuar com a tradição dos Weasleys – falou Rony olhando para a irmã.
- Na verdade Rony, eu fui à primeira mulher a nascer em gerações da família Weasley e isso já estava virando tradição. Acho que não sou muito de seguir tradições, e seria bem interessante se Al fosse para a Sonserina, acho que ele faria uma ótima diferença naquela casa – falou Gina.
Rony olhou feio para a irmã, fechou a cara e não falou uma palavra sequer durante os próximos minutos.
Algum tempo depois Gina e Hermione se levantaram e foram para a cozinha preparar o almoço, enquanto Harry encarava um Rony emburrado. Cansado desse silencio todo, Harry resolveu puxar assunto:
- Então... Eu vi no Profeta Diário que o Cuddles Cannons ganhou o último jogo.
- Hum, foi – disse Rony e voltou para sua posição de encarar a parede atrás de Harry.
Vários minutos depois...
- CHEGA RONY – gritou Harry e Rony o olhou assustado – Sei que quer que o Alvo vá para a Grifinória, mas eu realmente não me importo se ele for para a Sonserina, uma das pessoas mais corajosas que conheci veio de lá, e acho que Gina e eu educamos muito bem ele muito bem para que saiba o que é certo ou errado, e eu confio no meu filho.
- Eu sei cara, me desculpe – falou Rony.
- Sério? Assim tão fácil? – perguntou Harry.
- Quando você passa anos com Hermione, você aprende a saber quando está errado – falou Rony sorrindo.
- Posso imaginar – concordou Harry rindo junto com o amigo.
Minutos depois...
- O almoço está pronto – chamou Gina – Algum de vocês dois sobe lá em cima e chame as crianças.
- Pode deixar que eu vou Harry – disse Rony já se levantando.
Rony subiu as escadas indo diretamente até a uma porta branca onde se lia em uma plaquinha "Lílian Luna", bateu na porta e logo em seguida a abriu.
- Crianças o almoço está... – mas antes mesmo de completar a frase percebeu que não havia ninguém no quarto.
Percorreu todo o quarto com os olhos e fechou a porta. Caminhou para a porta ao lado e a abriu, era o quarto de Alvo e mais uma vez não havia ninguém. Arqueou as sobrancelhas. Onde foram parar esses meninos?
Aproximou-se da porta do quarto de Tiago, mas antes de abri-la encostou o ouvido na porta, havia várias vozes sussurrando e pareciam totalmente animadas. Isso era estranho. Eles nunca ficavam juntos, normalmente os pares eram Lílian com Hugo, Alvo com Rose, e Tiago com Ted, mas quando o afilhado de Harry não estava presente, ele aparecia na maioria das vezes para pregar peças ou fazer graça com os irmãos e os primos.
Deu uma pequena batida na porta e a abriu, e tudo aconteceu muito rápido. Em um momento parecia que as cinco crianças tentavam esconder algo e no momento seguinte o olhavam tentando disfarçar a cara assustada com sorrisos idênticos.
- Hum... O que vocês estão fazendo? – perguntou Rony.
- Erm... Nada tio Rony – falou Lily.
- Verdade pai, não estávamos fazendo nada – falou Rose – Eu estava apenas mostrando a eles Hogwarts – Uma História.
Rony olhou para as carinhas sorridentes que o encarava e sorriu, provavelmente eles não estavam fazendo nada demais, e sua filha sempre teve o poder de prender a atenção de todos, mesmo com aquele livro chato que Hermione sempre o forçou a ler.
- Okay, tudo bem. O almoço está pronto, estou esperando vocês lá em baixo, em dois minutos.
O ruivo olhou mais uma vez para as crianças e saiu fechando a porta.
Assim que não ouviram mais os passos de Rony, puderam respirar aliviados.
- Eu disse que fazer isso era errado Tiago – repreendeu Rose de um jeito muito parecido com o da mãe.
- Relaxa prima – disse o garoto com um sorriso maroto – Eles não vão saber, papai nem lembra mais disso. Achei semana passada no sótão.
- Tiago guarde isso, coloque de volta onde você achou. Papai sempre disse para não mexer nos objetos mágicos dele – falou Alvo.
- Papai sempre disse que não era para mexer nos objetos mágicos DO TRABALHO, e isso eu nunca o vi usar.
Tiago tirou de trás das costas um pergaminho já bastante antigo, totalmente branco, sem nenhuma escrita visível.
- Não acho que ele seja apenas um pergaminho qualquer, papai não ia guardar isso se não tivesse algum valor. Acho que pode ser alguma coisa mágica, é pó isso que mostrei a vocês, queria que Rose desse uma olhada nele – falou Tiago.
- Eu? Porque eu?
- Porque você é a mais inteligente de nós. Lily e Hugo são muito novos, Alvo não é inteligente e nunca se interessou em abrir algum dos livros da escola que papai comprou há duas semanas. Então só sobrou você que graças a Merlin puxou a inteligência da tia Mione.
- Mas Tiago...
- Você conhece tudo sobre Hogwarts e feitiços antes mesmo de entrar na escola, você deve conhecer algum jeito – disse Tiago.
- Bem... Provavelmente deve haver alguma palavra mágica ou algo assim, mas a um feitiço que revela qualquer coisa que esteja oculto.
- Mas ninguém aqui pode usar magia – falou Alvo.
- Bem... Tem um jeito, mas eu não tenho tanta certeza.
- Qual? – perguntaram todos.
- Er... Na verdade isso sobre usar magia fora da escola não é totalmente verdade. O ministério não vigia tão rigorosamente assim, aqui existem dois bruxos adultos se fizermos magia eles vão pensar que são o tio Harry ou a tia Gina que estão fazendo, não á como saber quem fez. E Lily mora aqui, ela é muito nova, sua magia ainda não está totalmente controlada – falou Rose.
Todos olharam para Rose como se todo esse tempo ela estivesse falando em algum outro tipo de linguagem. A garota deu um suspiro cansado e disse:
- Isso quer dizer que não vai dar em nada se fizerem magia.
- A okay, entendi – falou Tiago. O garoto correu até sua cama e pegou sua varinha debaixo do travesseiro – Então vamos fazer isso? Você sabe qual é o feitiço Rose?
- Hum... Acho que é Revelium.
- Okay, eu vou tentar – falou Tiago.
O garoto apontou a varinha para o pergaminho e disse:
- Revelium.
Todos olharam para o pergaminho velho e encardido, esperando que algo acontecesse.
- Hum... acho que não deu certo – falou Alvo já se virando para a porta para sair do quarto do irmão.
- Espere, tem algo aparecendo aqui – disse Tiago com entusiasmo.
Segundos depois linhas de tinta começam a delinear as seguintes palavras:
"Os Srs. Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas
Tem a honra de apresentar o
MAPA DO MAROTO"
- Mapa do Maroto o que é isso? – perguntou Hugo.
- Eu não sei – falou Tiago – Rose?
- Eu também eu não faço idéia, nunca ouvi falar – falou a garota.
Tiago abriu o pergaminho e viu linhas e pequenos pontinhos pretos em forma de pegadas se movendo, e tudo parecia tão familiar, mas rapidamente o garoto se deu conta do que era.
- Isso é o mapa de Hogwarts, aqui está mostrando todos os lugares dentro e fora do castelo – disse Tiago olhando todo entusiasmado para os irmãos e os primos – E também a localização das pessoas – e mostrou um pontinho escrito Minerva McGonagall que se movia dentro de sua sala.
- Isso é demais – disse Alvo.
- Totalmente – concordou Hugo.
- Isso é muito interessante mesmo, mas você tem que devolve-lo Tiago, seu pai vai descobrir e você e Al vão estar muito encrencados – falou Rose com aquele tom sério, igual ao da mãe.
- Mas Rose, isso...
- Você sabe que é verdade Tiago.
- Okay, tudo bem. Eu vou devolver – falou Tiago emburrado.
- Agora vamos que nossos pais estão esperando – falou Rose saindo do quarto com Lily em seu encalço.
- Você não vai devolver isso, não é? – perguntou Alvo já sabendo a resposta do irmão.
- Claro que não, vou levar para Hogwarts comigo, vai me ajudar muito quando eu estiver fugindo de Fitch – falou Tiago guardando o mapa em seu malão da escola.
- E você Hugo, não é para contar nada a sua irmã – disse Tiago se virando para o primo.
- Eu não vou contar nada, prometo – disse Hugo.
- Okay, vamos almoçar estou morrendo de fome – falou Tiago saindo do quarto.
Os garotos desceram correndo as escadas até a sala de jantar, onde todos já se preparavam para almoçar.
- Os três – disse Gina apontando para os filhos e o sobrinho – Vão lavar as mãos, o almoço já está na mesa.
Momentos depois todos estavam comendo animadamente até que Tiago disse:
- O que é Os Marotos? – perguntou ele no jeito mais inocente possível. Todos pararam de conversar e nada mais se ouvia na mesa. Rose olhou para o primo e abaixou a cabeça, esse menino realmente não tinha jeito.
Harry, Gina, Rony e Hermione se entreolharam.
- Onde você ouviu isso meu filho? – perguntou Harry.
- Er... Foi na escola, uma vez ouvi alguns dos alunos mais velhos falarem sobre isso... Então o que é? – respondeu Tiago.
- Bem... – disse Harry olhando para a esposa e os amigos, ele não gostava muito de falar sobre o seu passado para os filhos, e sabia que Rony e Hermione também não – Quando seu avô estudava em Hogwarts, ele tinha mais três amigos.
- Quem eram eles? Eu conheço? – perguntou Tiago animado.
- Não meu filho, todos eles morreram, assim como seu avô – Harry esperou alguma reação de Tiago, quando viu que não haveria nenhuma ele continuou – Sirius Black, Peter Pettigrew e Remo Lupin eram os amigos do seu avô...
- Remo Lupin? Esse não é o nome do pai do Ted? – perguntou Tiago.
- É sim, ele era amigo do seu avô. Então na época de escola deles eram conhecidos como Os Marotos e cada um tinha um apelido. Seu avô era chamado de Pontas, Sirius era Almofadinhas, Lupin era conhecido como Aluado e Peter era Rabicho. Mas o que eu esses garotos falavam exatamente sobre Os Marotos?
- Erm... Acho que eles falavam sobre os pais deles terem falado sobre Os Marotos e como eles eram famosos em Hogwarts, não deu para escutar muito bem – disse Tiago.
- Então Al, animado para ir para Hogwarts amanhã? – perguntou Hermione tentando mudar de assunto.
No dia seguinte... (parte retirada do livro Harry Potter e as Relíquias da Morte)
...Gina deu um beijo de despedida em Alvo.
- Vejo você no natal.
- Tchau, Al - disse Harry enquanto o abraçava - Não esqueça que Hagrid convidou você para o chá na próxima sexta-feira. Não faça bagunça com
Peeves. Não duele com ninguém até que você tenha aprendido como. E não deixe Tiago enrolar você.
- O que faço se eu for para a Sonserina?
O sussurro foi apenas para o pai, e Harry sabia que somente o momento da partida forçaria Alvo a revelar quão grande e sincero esse seu medo era. Harry se agachou e a face de Alvo ficou só levemente acima da sua. Dos três filhos de Harry, Alvo foi o único a herdar os olhos da avó, Lílian.
- Alvo Severo - Harry disse calmamente, de modo que ninguém além de Gina pudesse ouvir, e ela foi delicada o bastante para fingir acenar para Rose, que estava à bordo do trem agora. - Você recebeu o nome de dois diretores de Hogwarts. Um deles foi Sonserino, e o outro, provavelmente o homem mais magnífico que já conheci.
- Mas apenas diz...
-... então, a Sonserina ganharia um excelente aluno, não? Não importa para nós, Al. Mas se importa para você, você será capaz de escolher entre Grifinória ou Sonserina. O Chapéu Seletor considerará sua escolha.
- Sério?
- Foi assim comigo - disse Harry.
Ele nunca contara algo do tipo a nenhum de seus filhos antes, e ele viu a admiração no rosto de Alvo quando o contou. Mas como as portas estavam batendo ao longo de todo o trem escarlate, e os contornos obscuros dos pais se aglomerando adiante pelos beijos de despedida e últimas recomendações, Alvo subiu ao vagão e Gina fechou a porta logo após ele entrar. Os alunos se dependuravam as janelas mais próximas. Um grande número de rostos, tanto no trem como fora dele, pareciam se voltarem para Harry.
- Por que todos eles estão olhando? - perguntou Alvo enquanto ele e Rose estendiam os pescoços para olhar os outros alunos.
- Não se preocupe com isso - disse Rony - Sou eu, eu sou extremamente famoso.
Alvo, Rosa, Hugo e Lílian riram. O trem começou a se mover, e Harry andava ao longo dele, observando o rosto magro de seu filho, já inflamado de excitação.
Harry permaneceu sorrindo e acenando, mesmo sendo uma pequena perda e por pouco tempo, observando seu filho deslizar para longe dele...
O último rastro de névoa evaporou no ar do outono. O trem dobrou a esquina. A mão de Harry ainda levantada num gesto de adeus.
- Ele ficará bem - murmurou Gina.
Harry olhou para Gina e, então, ele baixou sua mão distraidamente e tocou a cicatriz em formato de raio em sua testa.
- Eu sei que ficará.
A cicatriz não doía há dezenove anos. Tudo estava bem.
Mais tarde naquele mesmo dia...
Gina estava parada perto da janela, vendo Henri levantar voou, havia acabado de enviar um artigo esportivo para o Profeta Diário para o dia seguinte, subiu as escadas e encontrou Harry sentado na cama, já preparado para dormir.
- Harry?
A ruiva se aproximou para encarar melhor o marido, o corpo cansado pedindo para se recuperar daquele longo e um tanto triste dia. A casa estava silenciosa e calma sem os seus pestinhas. Lily havia ficado para dormir na casa de Rony e Hermione para que Hugo não se sentisse tão sozinho sem a irmã.
Ela suspirou e deu um sorriso triste sentando-se na cama. Ela sabia por Harry ficara quieto o dia todo. Gina sabia que seus filhos eram o total orgulho para o marido. Harry era o maior pai coruja que Gina já havia visto, ele sempre estava presente em qualquer coisa que estivesse relacionada aos filhos. Ele ensinou Tiago e Al a voar (mesmo Gina ter feito um total escândalo quando viu seus filhinhos a uns 4 metros de altura), nunca havia deixado de ler pequenos contos para os filhos antes de dormir e ainda fazia isso para Lily. Ela podia ver o amor e o orgulho nos olhos de Harry toda vez que olhava ou pensava nos filhos.
Olhou mais atentamente para o marido e viu que Harry olhava para um enorme álbum de fotos que Gina não conseguia reconhecer.
Harry não disse nada quando viu a esposa sentar-se ao seu lado, apenas virou o rosto e a olhou. Segundos depois ele tentou sussurrar alguma coisa, mas algo em sua garganta o impedia e por fim apenas sorriu levemente. Gina reconheceu aquele álbum de fotos, era o álbum que Hagrid havia dado a Harry no final de seu primeiro ano. Estava aberto em uma fotografia de um casal, o garoto abraçava uma garota com uma expressão surpresa por traz e ambos sorriam para a câmera e Gina reconheceu os jovens, era Harry e ela em alguma parte dos terrenos de Hogwarts na época em que eles começaram namorar. Ela se lembrava daquele momento, Colin Creevey havia tirado aquela foto, Harry havia a pegado de surpresa e apenas deu tempo dela se virar para a câmera e sorrir antes de sentir o flash em seu olho.
Harry não havia parado de olha-lá em momento algum, e aqueles olhos verdes brilhavam de uma forma tão intensa que ela mal conseguia se mover. E por alguns momentos foi como se ela estivesse em Hogwarts novamente e apenas olhar para Harry fazia seu coração se desvanecer em alguns segundos. E dezenove anos depois, ela ainda sentia o mesmo. Não disseram nada, mas não era necessário, não precisavam das palavras para explicar o que sentiam, eles se compreendiam de uma forma muito além daquilo.
Gina se levantou, pegou o álbum das mãos de Harry e o colocou no criado-mudo ao lado da cama, afastou os lençóis e fez com que o marido se deitasse o cobrindo logo em seguida, tirou-lhe os óculos e os colocou em cima do álbum, aproximou-se do marido que ainda a olhava sem dizer nada e deu-lhe um leve beijo nos lábios e finalmente pode ir para o seu lado da cama. Deitou-se e apagou as luzes, sentiu os braços fortes de Harry puxando-lhe, aconchegou-se no peito do marido e logo em seguida já estava em um sono profundo.
Harry antes de finalmente se render aos sonhos, olhou para a pequena estante no quarto. Havia três retratos iluminados pela luz do luar que entrava pela janela. Um dos retratos era de toda a família Weasley, a segunda era um foto da família Potter e a terceira era uma foto de Lílian e Tiago Potter, seus pais. Sentiu uma pequena lágrima escorrer-lhe pelo rosto e sorriu.
- Eu amo vocês – sussurrou Harry para o silêncio do quarto – Amo todos vocês.
E finalmente pode se render ao mundo de sonhos.
