Para quem comentou, obrigada. Como eu havia dito antes, a fic seria pequena e teria 3 capítulos e um epílogo. Bem, esse é o terceiro. Vamos a ele.

Rachel sonhou com Quinn. A loira beijava e chupava seu pescoço, deixando-a muito excitada. As mãos dela passeavam por todo seu corpo, ora acariciando, ora trazendo-a para mais junto. Sua boca era tão quente! Ela aplicava beijos molhados em toda parte, até que chegou à sua intimidade e chupou-a.

- Quinnnnn...

Ela acordou. Estava muito suada e sua calcinha molhada. Ela levou sua mão por dentro dela. Precisa aliviar o aperto que sentia entre as pernas. Ela se tocou, sentindo a própria umidade escorregar entre seus dedos. Chegou ao seu ponto mais sensível, massageando-o. Soltou um gemido. Sua outra mão foi ao seu seio, acariciando o mamilo rígido. Seus dedos então deslizaram para dentro dela própria, movimentando-se devagar, enquanto a extremidade de sua palma permanecia friccionando e friccionando e... ela deu um gemido longo, terminando aquilo o que não conseguira no sonho. O tempo todo era em Quinn que pensava. Quando seu coração voltou a bater normalmente, ela levantou e foi tomar banho. Ficou um tempo encostada na parede do Box, sentindo a água fria escorrer pelo seu corpo. Sua mente fixada em Quinn. Puta que pariu! Muda o pensamento! Você está precisando de férias! Vai fazer uma viagem e esquece ela!

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Quinn estava ressonando no sofá do escritório do pub, quando Finn chegou, abrindo a porta.

- Você dormiu aqui?

Ela abriu os olhos e levantou devagar.

- Que horas são?

- Mais de 11h00!

- Nossa!

- Nossa mesmo! Dá um pulo lá na frente! O telefone não para de tocar! Você botou o número do telefone do F&Q no anúncio? Caraca, Quinn!

- Ela ligou? – perguntou esperançosa.

- Se ela ligou, eu não sei, mas dezenas de Rachels estão ligando para cá. Berrys ou não! Algumas até com voz de homem.

- Droga! Eu deveria ter feito de outra forma.

- E você disse que os anúncios vão sair por três dias? Isso é loucura!

- Ok, desculpe. Eu vou pedir para não colocarem mais. Vai ficar só hoje mesmo.

- Ótimo!

- Quem está atendendo os telefonemas?

- Artie e Mike.

Quinn foi falar com eles.

- Vocês estão anotando todos os números? Não façam isso, por favor. Quando uma dessas moças ligar, perguntem o nome do drink que eu fiz para ela. Se elas disserem um nome, aí anotem o telefone. Eu vou saber se a verdadeira Rachel ligou.

Ao final do dia, como Quinn desconfiava, ela não tinha ligado. Nem perderia tempo ligando para as outras, que eles haviam atendido antes. A loira duvidava que ela ligasse de qualquer forma.

- Quinn! – Artie chamou-a – No meio dessa enxurrada de ligações, algumas nada tinham a ver com o anúncio. Várias pessoas ligaram para perguntar o contato da Rachel, porque querem contratá-la para cantar em outros lugares, ou perguntar se vendemos o CD dela aqui, etc. Ah, e o baterista da Mercedes, o Luke, ligou também!

- Ok, Artie. Obrigada! Amanhã eu ligarei para ele.

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Passou-se uma semana e nada.

- Como você tem certeza que era ela naquela noite? Só porque a Santana achou que fosse? Estava escuro e ela não a conhece. – disse Finn à Quinn.

- Eu não sei mais nada, Finn! – disse amuada.

- Quinn, escuta. Você não pode ficar assim! Você não está nem trabalhando direito. Eu não estou te conhecendo mais.

- Me deixa, Finn!

- Não! Olha, por que você não continua procurando ela? Pelo menos enquanto você procurava, você estava mais animadinha.

- E você tem alguma outra sugestão? Só se eu contratar um detetive.

- Não é uma má idéia, mas eu tenho outra. Eu vi um filme uma vez, que o cara pagou por um outdoor para dizer que amava uma garota. Você pode colocar um enorme no Soho, que tal?

- É... pode ser... ok! Vai ser minha última cartada. Se não der certo, fim!

- Então mãos à obra!

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Rachel precisava dar um tempo! Precisava esquecer a loira! Então, conforme havia pensado antes, ela pediu férias e viajou para casa dos pais, na Flórida. Quinze dias a fariam bem.

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- Caraca, Quinn! Ficou 10! Dessa vez vai dar certo! Não tem jeito da Rachel não ver isso. Está na avenida principal!

- Estou cruzando os dedos, Finn! – disse a ele, mirando o enorme outdoor.

"RACHEL, ME PROCURA, POR FAVOR! EU PRECISO DE VOCÊ! QUINN"

- Por quanto tempo você alugou este espaço aí?

- Uma semana. Não é possível que ela não veja isso!

Mas Rachel não viu. Ela estava em Miami.

Quinn passou a semana inteira esperando e nada aconteceu. Ela então desistiu. Definitivamente Rachel não estava interessada. Procurou se concentrar só no trabalho para tentar esquecê-la, mas qualquer morena que entrava no pub, ela achava que era Rachel, até que se aproximava do bar, acabando totalmente com as esperanças da loira.

Finn tentava animá-la como podia.

- O que vai fazer no feriado de Thanksgiving? Vai passar com seus pais?

- Eles vão sair em um cruzeiro. Vou ficar por aqui mesmo.

- Por que não vem passar com a gente? Minha mãe cozinha super bem.

- Não vou atrapalhar, Finn?

- Nem vou responder a uma besteira dessas! 19h00 lá em casa!

E assim foi. Enquanto Quinn jantava com a família de Finn e Kurt, Rachel jantava com os pais em Miami.

Após o jantar, Burt chamou Finn em um canto.

- O que houve com a Quinn? Ela parece entristecida.

Então Finn contou toda a história.

- Você disse que essa moça morena do Soho cantou no lugar da Mercedes Jones?

- Sim!

- Como ela era, Finn?

E Finn descreveu-a.

- Chame a Quinn, Finn!

- Por quê?

- Porque eu acho que eu posso ajudar.

Quinn se aproximou.

- Sr. Hummel, o Finn disse que o senhor quer falar comigo.

- Quinn, sente-se, por favor – ela sentou – Eu perguntei ao Finn porque você estava triste e ele me contou sua história. Não fique zangada com ele. – ele respirou fundo – Pois bem, no dia em que a Mercedes Jones ia cantar no F&Q, eu peguei uma passageira, no Soho, com a descrição exata da moça que você procura.

Quinn sentiu seu coração acelerar.

- Eu não sou de ficar reparando muito em roupas e tal – ele continuou – mas me chamou a atenção o vestido dela, porque tinha uma enorme abertura nas costas.

Os olhos de Quinn se encheram de lágrimas.

- Por favor, Sr. Hummel. Diga que lembra exatamente onde a pegou.

- Eu lembro, porque foi bem em frente a uma galeria de arte que a mãe do Finn adora.

Quinn abriu um sorriso.

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Rachel despediu-se dos pais e tomou o avião, retornando a Nova York. Continuava pensando e sonhando com Quinn. Decidiu que iria procurá-la novamente. Se a loira não a quisesse, ela tocaria sua vida, mas não podia mais ficar com medo. Tinha que tentar. Decidiu que iria ao pub logo depois do feriado prolongado. Segunda-feira o F&Q vai estar bem mais vazio, então a gente vai poder conversar melhor. Pensou ela.

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Segunda-feira

Quinn desceu do carro de Finn em frente a tal galeria. Olhou o relógio: 20h15. Tomara que ela esteja lá! Pensou. Ela virou-se para o sócio.

- Tem certeza que pode ficar sem mim?

- Hoje é segunda, Quinn! O pub fica bem tranqüilo. E quantas vezes você faltou em um ano? – ele perguntou e respondeu – Nunca! Vai lá e volta com um sorriso!

Ela respirou fundo...

- Deseje-me sorte, Finn! Se eu não voltar em 15 minutos, pode ir embora. Eu me viro.

- Muitíssima boa sorte! – ele deu um beijo na bochecha dela.

Quinn olhou em volta. Havia dois prédios comerciais e dois residenciais. Um deles em cima da própria galeria. Decidiu tentar este primeiro. Chegou à portaria e o porteiro a recebeu com um sorriso, olhando-a de cima a baixo.

- Com licença!

- Pois não, senhorita.

- Ah... uma prima minha mora aqui e faz tempo que eu não a vejo, então acabei esquecendo o número do apartamento dela. Que cabeça a minha, não é? O nome dela é Rachel Berry.

O porteiro demorou alguns segundos para responder, encarando o decote dela. Quinn revirou os olhos.

- Na verdade, eu não sei bem os nomes dos moradores. – ele disse.

- Ela é morena, mais ou menos dessa altura... – ela mostrou com a mão.

- Ah, moça... tem tantas morenas no prédio..., por exemplo, tem uma aqui no 2B. – ele apontou a direção do apartamento – Fica bem em cima do meu quartinho. Minha mulher a adora, principalmente na hora do banho.

Quinn franziu a testa.

- A moça gosta de cantar na hora do banho. Ela tem uma voz muito bonita. Minha mulher fica na janela para ouvi-la.

Quinn abriu um sorriso.

- Deve ser ela! Minha prima adora cantar!

- Ok, moça, qual é o seu nome? – disse ele indo em direção ao interfone.

- Ah, como faz muito tempo que eu não a vejo, eu gostaria de fazer uma surpresa! – ela disse apoiando-se no balcão, dando ao porteiro uma melhor visão do seu decote.

- Eu... ah... assim...

- Por favor... me deixa fazer uma surpresa para ela... – ela pediu docemente, inclinando o tronco um pouco mais.

- Ok! O d-dela é o... 2... 2...

- B?

- É esse! – disse ofegando.

- Obrigada... Anthony. – ela disse, lendo no crachá dele.

Ele sorriu.

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Rachel estava no seu quarto, decidindo o que vestir para ir ao pub, quando ouviu sua campainha...

Quinn tocou a campainha insegura. Nem sabia se estava no local certo, mas ficou imaginando qual seria a reação da morena, depois de quase um mês. Rachel sabia onde achá-la, mas não a procurou. Talvez eu tenha me iludido de que ela tenha gostado, pensou a loira. Rachel, até onde sabia, não era gay. Ela namorava, ou achava que estava namorando, aquele cara. Mas havia sido a morena quem havia a beijado e, se o instinto da loira não a abandonara, Rachel Berry estava flertando com ela naquele bar.

Ainda absorta em pensamentos, ela ouviu um barulho na porta. Rachel abriu apenas uma fresta, com a porta segura numa pequena corrente. Ela fez uma expressão surpresa.

- Oi. – disse a loira com um sorriso – Posso falar com você?

Meu Deus! Ela está aqui! Quinn está aqui! Pensou Rachel surpresa e, ao mesmo tempo, extasiada. A morena encostou a porta o suficiente para retirar a corrente e abriu-a.

- Oi. – disse tímida – Entre, Quinn.

- Bem, pelo menos você não esqueceu meu nome. – disse ela brincando e entrando no apartamento.

Rachel deu um pequeno sorriso.

- Não, Quinn Fabray. Eu não me esqueci do seu nome. - "E nem de você", completou em pensamento.

A loira ficou em pé, no meio da sala, apenas encarando Rachel, fazendo a morena enrubescer um pouco. Rachel usava apenas uma blusa de botões e um short curto. Quinn mirava suas pernas sem cerimônia.

- Senta! – a morena disse, apontando para o sofá – Você bebe alguma coisa? – perguntou.

Quinn fez que não com a cabeça, e sentou, sem tirar o olhar dela.

- Você disse que queria falar comigo? – perguntou.

Quinn tentou achar alguma coisa no olhar de Rachel. Algum indício de que ela sabia o que a loira queria, mas não achou. Ou além de cantora, ela também era uma ótima atriz, ou, como Quinn desconfiava desde o início, Rachel não lembrava direito do que acontecera naquela noite, afinal, ela tinha bebido um bocado.

- Você... bem... você saiu do pub naquele dia um pouco apressada e acabou não levando o dinheiro do cachê, que eu havia prometido a você.

- Ah... é verdade. – ela esperava outra coisa e seu olhar baixou. Ficou decepcionada.

- Então... eu trouxe para você. – Quinn abriu a bolsa, pegou um envelope com o logo do F&Q e entregou a ela.

- Obrigada. Eu, ah... eu disse que não havia feito por dinheiro.

- Eu sei. E eu disse que eu daria a você de qualquer jeito, porque você merecia.

Rachel permanecia de pé e isto estava incomodando a loira. Sentindo que estava atrapalhando algo, Quinn começou a levantar.

- Como você me achou? – perguntou Rachel, de repente, vendo a loira de pé.

- É uma longa história Rachel. Eu sinto que você deve estar ocupada com alguma coisa. Eu não quero atrapalhar nada. Quem sabe você não aparece lá no F&Q qualquer dia, aí eu conto a você. – disse pegando a bolsa e se encaminhando para a porta.

- Você já vai? – a morena quis saber – Eu, eu não estou ocupada, mas é que eu... desculpe... é que eu não esperava ver você... assim... aqui. – ela apontou novamente para o sofá – Senta, vamos conversar!

Quinn sentou-se novamente. Rachel sentou no mesmo sofá, mas na outra ponta.

- Tem visto o cara do moicano?

Rachel arregalou os olhos para ela, intrigada com a pergunta.

- Sim, a gente se vê sempre. No trabalho. Ele trabalha no escritório comigo.

- Mas... só no trabalho?

- Sim, só no trabalho. Lembra aquela ruiva? – Quinn assentiu – Ela está grávida dele.

Quinn arregalou os olhos e balançou a cabeça.

- Bem, ao que parece, o tal do "Big Puck" fez o serviço dele.

Rachel deu um sorriso.

- É verdade! – ela então decidiu mudar de assunto – E aí, tem feito muitos Rachel Berry's? – perguntou.

- Não fiz mais nenhum. – respondeu Quinn.

O sorriso de Rachel se apagou. Ela respirou fundo e tentou brincar.

- Viu? Eu não disse que você esqueceria os ingredientes da bebida rapidamente?

- Eu não esqueci. Não mesmo! Rachel Berry ficou gravada aqui. – ela apontou para o cérebro. – E aqui. – ela acrescentou, botando a mão no peito.

Rachel se levantou de repente, esfregando as mãos. Então não era só ela que...

- Rach...

- Eu vou buscar uma coisa. – e ela deixou a sala.

Quinn se levantou e foi à janela. Estava olhando a rua quando Rachel voltou. Então Quinn viu sua bandana colorida nas mãos da morena e sorriu.

Rachel sorriu timidamente de volta.

- E eu que andei procurando essa bendita bandana por aquele escritório. Quem diria que eu ia achar ela no SoHo?

Rachel se aproximou.

- Eu, bem, naquela noite, antes de sair do quarto, eu abaixei para pegar a minha bolsa e ela estava caída lá, bem ao lado. Eu... não... bem, eu decidi trazê-la, porque... porque eu não sabia... não sabia se... se veria você de novo. – e estendeu a mão para ela com a bandana.

- Pode ficar com ela!

- É sua, Quinn!

- Eu tenho um monte delas. Essa aí é sua agora.

Rachel então segurou firme a bandana contra o peito.

- Você me achou e veio aqui... assim... apenas para me trazer o dinheiro?

- O que você acha?

- Eu...

- Rachel – Quinn se aproximou dela, colocou uma mecha de cabelos atrás de sua orelha e ficou com a mão no seu rosto. – Naquela noite, você disse que queria uma outra opinião sobre seu beijo, lembra?

A morena baixou um pouco a cabeça, envergonhada, mas Quinn levantou-a delicadamente pelo queixo.

- Pois é, mas você saiu correndo sem ouvir a minha opinião.

Rachel fez uma expressão interrogativa, quando se tem receio da resposta.

- E?

- Escreva aí: O seu ex é um otário! O seu beijo foi a melhor coisa que eu já provei na vida. Se você, bêbada, beija daquele jeito! Imagina sóbria?

Rachel abriu um sorriso, encheu-se coragem e disse:

- Eu... bem... eu estou bem sóbria agora!

Quinn sorriu e não hesitou. Segurou o rosto de Rachel e a beijou. A morena imediatamente abriu os lábios, dando boas vindas à língua da loira, que se sentiu em casa. Rachel se perguntou como pôde ficar sem isso, com Quinn tão perto, no Village. Ela era realmente uma idiota! Não havia dúvidas que Quinn a desejava, tanto quanto ela desejava a loira.

Suas línguas dançavam juntas, explorando a boca uma da outra, se reconhecendo, se acariciando e praticamente fazendo amor uma com a outra. Rachel agarrou a cintura de Quinn e deixou que a loira andasse com ela, até que a parte de trás de seus joelhos encostou no sofá. Sem desgrudar a boca da morena, Quinn fez Rachel se sentar e ela se ajoelhou na frente dela, no tapete da sala. Rachel afastou as pernas o suficiente para encaixar a loira entre elas. Quinn desceu as mãos pelas costas dela e a puxou, grudando seus corpos de vez. Rachel, então, soltou sua boca e começou a aplicar beijos molhados no seu pescoço, alternando com pequenos chupões. Neste percurso, ela chegou à orelha de Quinn, afastou rapidamente os cabelos dela e lambeu-a, para depois morder o lóbulo.

- Humm, Rach... – gemeu Quinn.

Enquanto Rachel beijava seu pescoço, uma das mãos da loira foi aos botões da blusa da morena e começou a abri-los, um a um. Então ela segurou a frente da blusa e levou-a para trás, puxando para baixo, pelos braços de Rachel. Novamente elas voltaram a se beijar. Com muito menos obstáculos pela frente, Quinn encaixou um dos seios de Rachel na mão, sentindo o mamilo rígido por sob o soutien. Rodeou-o com o polegar por sobre o tecido fino. Ela, então, largou a boca da morena, levou seus lábios mais embaixo e lambeu o vale entre seus seios, arrancando um gemido de Rachel.

Rachel se sentia extremamente quente. Ela precisava de um contato direto, então colocou as mãos para trás e abriu seu soutien, enquanto via com satisfação, que Quinn tirava sua própria blusa, a sua frente. Ao contrário dela, Quinn não estava usando nada por baixo. Com os olhos brilhando de tesão, a loira levou a boca a um dos mamilos de Rachel e sugou-o delicadamente, enquanto trazia o quadril dela de encontro ao seu tronco.

- Ahnn, Quinn, p-por f-favor..., eu p-preciso de você...

- Onde... o-onde é o seu q-quarto? – perguntou a loira ofegante.

Elas levantaram e Rachel puxou Quinn pela mão até o quarto dela. Ainda na porta, Rachel virou e buscou o seu seio. Circundou o mamilo com a língua, para depois chupá-lo com vontade. Quinn então encostou-a no portal e atacou sua boca em mais um beijo esfomeado e cheio de desejo. Sem soltarem a boca uma da outra, elas chegaram à cama.

- Quinn, eu nunca... estive... assim... com uma mulher... – começou Rachel.

- Shhh...não se preocupe! – disse Quinn ofegante – Não tenha medo, Rachel. Eu não vou fazer sexo com você.

- Não v-vai? – perguntou Rachel sem ar.

- Eu vou fazer amor com você, Rach. E vai ser a coisa mais linda e certa desse mundo.

Dizendo isso, Quinn se colocou por cima da morena. Tirou delicadamente alguns fios de cabelo da sua testa suada. Rachel estava de olhos cerrados e Quinn beijou-lhe as duas pálpebras. Desceu com a língua pelo seu nariz e, chegando aos lábios, começou a beijá-la, bem devagar, saboreando cada milímetro da sua boca. Ela então desceu, beijando seu queixo e sua mandíbula. Rachel gemeu e jogou a cabeça para trás, dando à Quinn acesso total ao seu pescoço. A loira dava pequenas mordidas no pescoço dela e depois lambia. E assim, ela baixou mais um pouco e beijou os seios de Rachel. Primeiro um, depois o outro. Rachel sentia seu corpo responder como nunca. A loira veio descendo pela sua barriga.

- Você... é... maravilhosa, Rachel Berry.

Beijou todo seu ventre e pegou o elástico do short que ela usava. Olhou brevemente para cima, pedindo permissão à sua dona. Rachel assentiu e Quinn puxou o short para baixo, trazendo a calcinha junto. Então começou a aplicar beijos suaves no sexo dela. Rachel arqueou o corpo e flexionou os joelhos, gemendo alto seu nome. A loira afastou as coxas da morena e beijou-as na parte interna, lambendo toda a excitação dela. Rachel sentia o corpo tremer e seu sexo latejar, ansioso.

Quinn levantou o quadril da morena e passou os braços por baixo, apoiando-o nos seus ombros. Ela baixou a cabeça e provou de Rachel definitivamente. Lambeu toda entrada dela e subiu ao seu clitóris, duro e pulsante. Sugou-o e circulou-o com a língua, ouvindo coisas sem nexo vindas dos lábios de Rachel. Suas mãos foram aos seios da morena e ficaram brincando com eles, enquanto ela voltou com a língua na entrada de Rachel e foi escorregando-a devagar para dentro dela, fazendo o corpo de Rachel sacudir forte e obrigando Quinn a segurar firme o quadril dela.

Meu Deus! Se isso é o céu, eu não quero voltar ao mundo! Pensava Rachel. A língua de Quinn entrava e saía dela e rodopiava nas paredes da sua intimidade. Aquilo era uma coisa muito além do que ela entendia por relação sexual, por prazer ou fazer amor. Aquilo era o ápice da existência dela. Era... simplesmente... tudo. A morena sentia que seu momento estava se aproximando. Seu corpo estava tendo espasmos incontroláveis. De repente a língua de Quinn saiu dela e foi imediatamente substituída por dois dedos.

A loira subiu e encontrou Rachel de olhos fechados. Ela foi ao seu ouvido e sussurrou:

- Rach, olha para mim! Eu quero ver seus olhos.

Ela abriu-os.

- Você é linda, minha Rachel! – então ela beijou-a profundamente, enquanto seus dedos continuavam dentro do sexo da morena.

- Q-quinn... e-eu acho... eu v-vou...

- Goza para mim Rach... só para mim.

Quinn sentiu as contrações contínuas em volta de seus dedos, como que sugando deliciosamente eles para dentro da morena, então Rachel arqueou seu corpo e estremeceu, chegando a um forte e maravilhoso orgasmo.

A loira não retirou logo seus dedos. Continuou mexendo-os bem suavemente dentro de Rachel e voltou ao ouvido dela.

- Rach... você é a coisa mais maravilhosa que aconteceu para mim. Eu estou amando você.

- Q-Quinn...

- Shhh, não fale... só ouça... e sinta... – disse ela, dando suaves beijos no pescoço dela, abaixo da orelha – Eu amo você, Rachel Berry.

E ela, sentindo que o corpo de Rachel havia se acalmado um pouco, retirou seus dedos e encarou a morena. Levou seus dedos à boca e lambeu-os.

- Eu disse que seu beijo havia sido a melhor coisa que eu havia provado na vida, mas parece que agora eu achei uma concorrência forte. – disse sorrindo.

Rachel então segurou sua mão e levou-a a sua própria boca, chupando os dedos da loira, sentindo seu próprio gosto novamente. Então ergueu um pouco a cabeça e capturou os lábios de Quinn. Sua língua buscando todos os cantos da boca da loira.

Quinn dissera que a amava e ela ia provar-lhe que a amava também, com a mesma intensidade.

Rachel saiu debaixo da loira, trocando de lugar com ela. Fez Quinn se virar, ficando de bruços. Rachel então retirou as mechas loiras que caíam sobre o pescoço de Quinn e começou a beijar sua nuca e seus ombros. A loira se arrepiou na mesma hora. Rachel tinha a boca e a língua absurdamente quentes e macias. Ela passou seus braços por sob a loira e encaixou seus seios em suas mãos, enquanto descia a língua pela sua coluna, chegando ao cós da suas calças.

- Você ainda está usando isso? Muito pano, Quinn Fabray, muito pano!

Quinn, mesmo de bruços, desabotoou a calça e Rachel puxou tudo para baixo, revelando toda a anatomia da loira.

- E eu que sou linda... aham...

Novamente Rachel voltou ao seu pescoço, mordendo devagar.

- R-Rach...

Quinn levantou um pouco a cabeça e virou, o suficiente para Rachel buscá-la para mais um beijo. A morena afastou as pernas de Quinn com as suas. Desceu um pouco o tronco, voltando a beijar e lamber as costas da loira. Neste momento, Rachel encaixou sua perna entre as coxas de Quinn e forçou de leve seu joelho na intimidade da loira, ouvindo um gemido de apreciação.

- Você gosta disso? – perguntou ela rouca, no ouvido de Quinn, forçando de novo o joelho.

Um novo gemido foi a resposta que queria. Rachel continuou forçando o joelho e a coxa no sexo da loira, que estava encharcado de tesão. Mas ela não estava satisfeita, então puxou os quadris da loira para o alto, fazendo-a ficar de quatro. Ela se abaixou e lambeu o sexo de Quinn, de cima a baixo. Com os dedos, começou a circular a entrada da loira, testando-a. Quinn estava muito molhada.

- Rach... isso é t-tortura...

- É isso que você quer? – então ela enterrou dois dedos em Quinn, fazendo o corpo da loira fraquejar.

Rachel a segurou e continuou bombeando os dedos dentro dela. Subiu um pouco e segurou um dos mamilos da loira, apertando-o e ouvindo Quinn suspirar. Um terceiro dedo se juntou aos dois primeiros.

- Ahnn Deus!

- Obrigada, mas meu nome é Rachel. Só Rachel! – disse ofegando, bem perto do seu ouvido.

Rachel continuou percorrendo a boca e língua pelas costas de Quinn, enquanto seus dedos faziam maravilhas mais embaixo. Quando a morena sentiu que Quinn ia gozar, ela desceu com a boca e chupou seu clitóris, não tirando nenhum dedo de dentro dela.

- Racheeel! – Quinn gritou, gozando longamente.

- Eu também te amo! – Rachel disse no ouvido dela, antes de abraçá-la forte.

A noite das duas foi recheada de gemidos, sussurros, promessas, tesão e muito amor. Até que elas adormeceram com os corpos encaixados.

Já era de manhã, quando Rachel acordou. Sentia-se tão aquecida, tão confortável. Quinn tinha o braço em sua cintura e o nariz no seu pescoço. As pernas entrelaçadas. Ela olhou rapidamente o relógio na cabeceira. Rachel não queria acordar Quinn, então, bem devagar, ela tentou levantar.

- Ei, ei. Onde é que você vai, moça? – disse Quinn, segurando forte a cintura dela, para que ela não saísse do abraço.

Rachel sorriu, voltando ao lugar.

- Quinn...

- Não me deixa sozinha aqui não, por favor. – disse Quinn acariciando o pescoço de Rachel com seu nariz – Eu tenho medo do bicho papão. – ela brincou e aplicou um beijo leve embaixo da sua orelha.

Rachel deu um sorriso.

- Eu ia fazer café para gente.

- Mas... eu... não... quero... café... – Quinn continuava beijando seu pescoço, bem devagar – Eu quero você! – sussurrou dentro do seu ouvido, fazendo Rachel se arrepiar.

- Eu devo estar horrível! – disse a morena.

- Nunca! Você... é... linda...– Quinn disse, não deixando de acariciar e beijar o pescoço e nuca de Rachel.

A morena então virou o corpo, ficando de frente para a loira, que a recebeu com um sorriso, aproximando a boca da dela.

- Uau! – exclamou Rachel.

Quinn se afastou um pouco, olhando para ela.

- O quê? O que foi?

- Você... É assim que você é ao acordar? Meu Deus! Quinn, você é... uau... linda demais!

Quinn deu um sorriso.

- Então tá! Eu sou linda! – ela beijou-a de leve - Você é linda! – mais um beijinho – O mundo é lindo!

Rachel riu. Quando ela foi dar outro beijo na morena, ela se afastou.

- Eu não lavei minha boca. – disse Rachel, tapando sua boca com a mão.

- E daí? Nem eu. Eu não estou nem aí. Você liga para isso?

- Eu não! Mas você acredita que o Noah ligava? Ele...

Quinn botou dois dedos sobre seus lábios.

- Shhhh... nada de papo sobre Noah por aqui. Nem sobre Noah – um beijo – nem sobre moicanos – outro – nem sobre homens – mais um – nem sobre pênis.

- Quinn! – Rachel disse rindo.

- Vamos ficar o dia todo na cama. Que tal?

- Mas a gente vai precisar comer. – disse a morena fazendo menção de levantar.

- Rachel... vem cá... eu não quero levantar. – ela segurou Rachel mais uma vez.

- Você está muito preguiçosa, Srta. Quinn Fabray.

- Eu acho que estou em uma espécie de torpor pós-orgásmico. – disse ela, afundando o nariz no pescoço da morena.

- Quinn – riu Rachel – nós dormimos umas duas horas depois da nossa última transa.

Ela encarou a morena com um sorriso.

- Mas você me fez ter vários orgasmos, então o somatório de todos me levou quase à letargia. – ela brincou – Mas... espera aí! – fez cara de séria - Você disse que tem duas horas que a gente não..., duas horas? É tempo demais, Rach. Vem cá!

Então ela colocou seu corpo por cima e beijou-a longa e profundamente. Quando suas bocas desgrudaram, Rachel disse rindo:

- Letargia, hein?

- Você é a minha injeção de adrenalina, Rachel Berry! – Quinn disse sorrindo e beijou seu pescoço.

Rachel segurou o rosto de Quinn e beijou-o todo. Lambeu-lhe a boca e começou a dar-lhe selinhos, enquanto perguntava a ela:

- Que... tal... a... gente... trocar... o... cenário?

- Para onde?

- O chuveiro!

- Apoiadíssimo! – disse Quinn e levantou com a morena.

Depois de um banho para lá de prazeroso, Rachel fez o café da manhã para elas.

Enquanto tomavam o café, sentadas lado a lado, elas trocavam leves carinhos na mão ou no rosto uma da outra. Rachel sentou no colo de Quinn e começou a dar do seu iogurte para ela, na sua colher. Por sua vez, a loira colocava pedaços de frutas entre os lábios de Rachel, ou entre os seus, para que uma ou outra os buscassem com a boca. O que era motivo para beijos leves, ou super apaixonados.

- Você vai me acostumar mal, Rachel. – disse Quinn, dando um gole no café.

- Tomara! – disse a morena dando um beijo leve, abaixo do ouvido dela.

- Humm... – suspirou Quinn ao sentir a língua de Rachel na sua orelha.

Neste momento o celular da loira tocou na sua bolsa.

- Rachel, é melhor eu atender. Espera um pouco.

Quinn foi à sala e pegou o celular.

- Alô! – atendeu ela, voltando à cozinha e sentando ao lado da morena.- Oi Luke! Sim, claro! – ela olhou para Rachel – Finalmente eu a encontrei... Aham... Sério?

- O quê? – quis saber Rachel.

Quinn fez um sinal com a mão, para ela aguardar.

- Uau! Claro! Quando? Sei... Lógico, eu dou um jeito! Puxa, cara, você não sabe como eu fico feliz. – ela sorriu – Ela vai arrebentar, eu não tenho dúvidas... Aham... beleza então. Você vai estar lá também, certo? - ela balançou a cabeça - Ótimo, a gente se vê por lá. Grande beijo! Tchau!

- Quem é Luke? – perguntou Rachel, tomando o resto do seu suco.

- O baixista da Mercedes. Você deve se lembrar dele.

- Ah, o loiro?

- Esse mesmo. Você sabe o que ele queria?

- O quê?

- Você está preparada? Está bem sentadinha aí? – perguntou Quinn, dando uma boa sacada na bunda da morena.

Rachel deu um sorriso, mas estreitou os olhos.

- O que você quer contar? Você está me assustando Quinn.

- Bem, vamos do princípio. Depois daquela noite, em que você cantou lá no pub, choveram ligações de pessoas querendo conhecer você, saber de você, contratar você para cantar em outros bares.

Rachel arregalou os olhos sorrindo.

- Pois é, mas a senhorita saiu sem deixar nenhum contato, nada!

- Eu tive medo.

- Rachel, você não imagina o que eu fiz para te achar. Eu precisava te achar porque... bem... porque havia me apaixonado por você. – disse revirando os olhos com um sorriso bobo.

Rachel deu um selinho nela.

- E aí?

- Bem, eu pedi ajuda ao Finn e a todos os nossos funcionários para encontrar você. Eu me senti naquela série do FBI que achava pessoas desaparecidas. – ela riu – Então, primeiro te procuramos no catálogo de telefones.

- Eu andei recebendo uns trotes malucos, então troquei de número e tirei meu nome da lista. – disse ela.

- Pois é. Aí o Artie, o cadeirante que fica no nosso caixa, lembrou que você tinha pago em cheque. Quando achamos seu cheque, vi decepcionada que você não tinha colocado o telefone atrás.

- Ah, droga! Ele não pediu, então achei que não precisasse.

- Bem, então o Finn lembrou que a ex dele trabalhava na Agência Downtown 2, exatamente a sua agência. Eu passei um dobrado para convencer a Santana, a ex, a soltar a informação para mim. Ela odeia o Finn e quase não me perdoou por ter ficado sócia dele.

- É, bem, eu ouvi um pouco do papo de vocês naquele dia, quando você tentava convencer ele a me deixar cantar. - ela sorriu.

- Para me dar mais trabalho, o endereço que ela me passou era comercial.

- Você foi àquele escritório? – perguntou ela.

- Eu e Finn. Mas você...

- Nossa! Eu já não trabalho lá há mais de um ano. – ela suspirou – Puxa, Quinn, se eu soubesse... assim... tivesse certeza que você... eu fui ao pub na noite seguinte. – ela disse sem graça.

- Então era você mesmo?

- Você me viu?

- Eu não! A Santana!

- A ex do Finn? Mas ela não me conhecia.

- Eu havia dito a ela como você era.

- Caramba, ela conseguiu me conhecer só por uma descrição?

- Acredite, Rachel, ela é boa nisso. Te digo que ela te reconheceu pela bunda. Afinal eu a descrevi muito bem. – ela disse rindo, mostrando o tamanho com as mãos.

Rachel riu com ela.

- Você entrou no mesmo táxi que ela chegou. – Quinn completou.

- Ah... uma latina.

- A própria. Mas afinal, por que você não foi falar comigo?

- Eu pedi uma bebida e fiquei tomando coragem. Quando eu resolvi, você estava abraçando uma loira lá no balcão.

Quinn franziu a testa.

- Aí eu fui embora. Achei que você tinha partido para outra.

- Nunca, Rachel! Você deve ter visto a Brittany, a namorada da Santana. As duas são minhas amigas.

- Eu sou uma idiota mesmo! – ela disse, recebendo um abraço da loira, seguida de um beijo molhado.

Quinn voltou à história.

- Você era quem podia me achar e não me procurava, mas mesmo assim eu não desisti. Coloquei um anúncio em quatro jornais diferentes para você me ligar.

- Puxa... eu não leio jornal de papel, só pela internet.

- Pois é, mocinha. Eu te procurei no facebook, twitter, em tudo.

- Meu nome nas Redes Sociais é ShiningStar.

- Eu devia ter desconfiado. – ela suspirou – E você não viu o enorme outdoor que eu coloquei aqui na rua de trás?

- Outdoor? Nossa! Quando? – ela perguntou arregalando os olhos.

- Tem quase duas semanas.

- Caramba, eu estava em Miami, na casa dos meus pais. – ela sorriu e acariciou o rosto da loira – Você colocou um outdoor só para mim?

Quinn mexeu no celular e mostrou a foto para ela.

- Awnn... vem cá! – Rachel disse e beijou a loira apaixonadamente.

Quando elas se separaram, Rachel perguntou:

- Mas como você me achou, afinal?

- Um dia o Finn comentou essa história toda com o padastro dele, que é taxista. Aí ele se lembrou de haver pego uma pequena morena, vestindo preto, naquele dia. Nós desconfiamos que fosse você. Ele se lembrou de ter apanhado você por aqui.

- Eu me lembro deste taxista. Foi ele que me indicou o pub. Ele comentou que o enteado era sócio.

- Então eu tenho que me lembrar de agradecer a ele duplamente. Primeiro por ter levado você lá. Segundo por ter me informado o endereço certo. Ou quase certo. – ela sorriu.

- E então você veio ontem.

- O Finn me trouxe. Eu disse a ele: fique me esperando por 15min. Se eu não descer, pode ir embora.

Rachel sorriu.

- Ainda bem que você veio ao prédio certo, senão você perderia a carona.

- E eu ainda tive que perguntar por uma morena ao cara da portaria. Joguei um papo nele. Ele disse que morava uma morena neste apartamento. Ele não sabia o nome, mas que ouvia de lá de baixo quando você soltava sua voz no chuveiro. – sorriu a loira.

- Caramba, então tenho que me controlar, porque eu me empolgo no chuveiro.

- Eu percebi isso há cerca de uma hora atrás, mas eu adorei sua empolgação. – Quinn piscou para ela com um sorriso.

Rachel riu e deu um tapa leve no braço dela.

- Não me deixa curiosa, por favor. O que tem o baixista da Mercedes? – ela perguntou.

- Bem, uns 2 dias depois que você se apresentou com eles, o Luke me ligou. Disse que ele e os outros ficaram tão surpreendidos com a sua voz, que ele falou de você para o empresário da Mercedes.

Rachel arregalou os olhos e abriu um sorriso.

- Sério? E aí, Quinn? E aí? – perguntou quase que sacudindo a loira.

- O empresário é o Jesse Saint-James.

- Já ouvi falar, na indústria da música as pessoas o conhecem só por JS.

- Pois é. O JS queria ver você naquela semana mesmo, mas onde estava Rachel Berry? Como achar Rachel Berry?

- Caramba, Quinn. Eu fui tão... tão covarde. Poderia ter ido ao F&Q novamente, mas faltou coragem. Até ontem. Antes de você chegar, eu estava no quarto escolhendo uma roupa para ir lá. Eu ia jogar tudo para o alto e dizer que amava você

- Rach... – Quinn fez um carinho nela – O importante é que nós estamos juntas aqui e agora.

Rachel sorriu e se aproximou para um beijo. Aí lembrou:

- Espera! E o JS?

Quinn riu e continuou:

- Eu implorei ao Luke que convencesse o JS a esperar mais um pouco, porque ele não queria. O Luke foi um fofo. Ele achou que você merecia o sacrifício de ele ter que ouvir a bronca do chefe. – Quinn sorriu – Ele quer te ver hoje!

- Eu... hoje? Mas eu... você me pegou de surpresa... eu...

- Rachel Berry! Nem pense em dizer não!

- Mas, Quinn...

- Rachel, você não tem que trabalhar hoje, porque ainda está de férias, então nem tem conversa! – ela disse – Por mais que eu queira ficar aqui o dia todo fazendo amor com você, essa é a oportunidade que você queria, meu amor. Não desperdice, por favor! O JS não é de dar segunda chance e ele está te dando.

Quarenta e cinco minutos depois, Rachel estava pronta. Entrou na cozinha e viu Quinn, também já arrumada, com um copo na mão. A loira entregou o copo a ela.

- Aposto que não é um Rachel Berry! – ela brincou.

- Bem, eu não faço só drinks. Eu posso misturar outros ingredientes também. – ela sorriu – Água morna e limão. Não é isso?

Rachel sorriu.

- Eu bem que preferia o Rachel Berry, mas...

- É senhorita, mas você nem tem todos os ingredientes dele aqui. Vamos logo! – disse a conduzindo para o banheiro – Aquece essa garganta que você vai precisar dela.

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Rachel e Quinn tomaram um táxi para o escritório de Jesse Saint-James. Ao chegarem, foram logo levadas à presença do próprio.

- Bem, qual das duas é a cantora?

- É ela, JS! – disse Quinn apontando Rachel com a cabeça.

- Ora, ora, então você é a tão falada Rachel Berry! – ele disse estendendo a mão para ela.

- Prazer! – ela cumprimentou-o um pouco tímida.

- Então você deve ser Quinn Fabray, do F&Q. – disse ele, virando-se para Quinn.

- Sim, sou eu. Como vai? – ela cumprimentou-o também.

- Bem, bem! – ele virou-se novamente para Rachel – Então Rachel Berry, nem vou convidar você e a Quinn para sentarem. Aqui no andar de cima tem um pequeno estúdio. O Luke está lá com a banda. Vamos comigo!

Quinn deu a mão à Rachel e subiu com ela. A mão da morena estava gelada. Quinn fez um carinho com o polegar no dorso da mão dela e a olhou, dizendo com os olhos: "Vai dar tudo certo! Confie em você!"

Ao chegarem ao estúdio, Rachel e Quinn acenaram para a banda de Mercedes Jones, que já estava do outro lado do vidro.

- Ok, Rachel! – disse JS – Encante-me! – completou, apontando para a porta que levava ao outro lado.

Ela virou-se para Quinn e deu um sorriso tímido.

- Obrigada. – ela disse.

- Não me agradeça, eu não fiz nada. Você fez.

- Obrigada por você existir. – ela sorriu.

Quinn sorriu com os olhos marejados. Ela segurou o rosto da morena entre as mãos e disse:

- Vai lá e arrebenta! Você é maravilhosa! – e deu um beijo leve em seus lábios.

Rachel respirou fundo e entrou na sala onde a banda já a aguardava. Eles se cumprimentaram. Do outro lado do vidro, JS, Quinn e o operador de som viam a interação. Rachel foi ao microfone e bateu dois dedos nele, testando-o.

- Ok, Mr. Saint-James. Alguma preferência?

Ele ligou o som da pequena sala para que Rachel e a banda pudessem ouvi-lo.

- Apenas JS, por favor. Bem, pelo que eu soube, você arrasou no rock e no pop, então eu vou propor um desafio maior. Você conhece Barbra Streisand?

Rachel abriu um sorriso imenso. Do outro lado, Quinn sorriu para ela. Naquele momento ela teve a certeza que sua vida havia virado 360º. Havia achado seu amor, seu porto, seu tudo: Quinn. E sua carreira iria dar certo. A felicidade havia batido na sua porta e ela a deixara entrar. Agora ela não sairia nunca mais.