Uma palavra poderia definir a vida dela naquele momento: Inferno, cada vez que ela sentia o odor daquele home, ouvia sua voz, sentia sua presença e seu toque tudo o que ela sentia era asco, nojo e acima de tudo medo. Ele só a tocara uma vez, ela agradecia pela experiência não ter se repetido, mas sabia que não era por delicadeza ou porque não se agradara dela e sim por falta de tempo tanto dela quanto dele, as fabricas e empresas estavam com vários problemas e ele também estava procurando um novo secretário, homem de preferência, isso era complicado de se encontrar, mas era, como ele dissera, uma questão de tempo, enquanto ele não achasse ninguém para substituí-la ela continuaria onde estava, na sala mais próxima possível do marido, convivendo com ele praticamente vinte e quatro horas por dia, sentindo ele a rondar, a olhar com desejo e prazer.

Não achara que o casamento seria fácil, o modo como aquilo começara provava mais ainda sua teoria, mas não imaginava que seria tão difícil, que a aliança em sua mão esquerda pesaria tanto. Agora sentada em sua sala ela observava com carinho outra jóia em seu corpo, um colar simples e delicado, tinha um pingente de madeira feito a mão em forma de uma fadinha, a pessoa que dera aquele colar sim a Mara de verdade, seu primeiro namorado e único, a única pessoa a quem ela amara, Harry Potter, a vida os haviam separado, mas ela sabia alguma coisa sobre ele, sabia que ele tinha continuado no hotel da família , era o sonho dele e ela admirava aquilo nele, os pais dele não insistiam para que ele ficasse, mas ainda assim ele queria continuar com os negócios da família.

Tudo o que ela podia pensar naquele momento era que gostaria de não ter entrado na faculdade e se afastado dele, depois que se formara sua vida a levara para caminhos diferentes, para longe dele. Agora estava ali, longe dele, e louca para ficar longe de Tom.

- Helena sua louca – Harry sussurrou para sua prima enquanto saia do elevador atrás da prima.

- Harry eu estou lhe ajudando, você que me pediu para 'começar de baixo' - ele sorriu para a recepcionista e se aproximou da mesa dela – O Sr. Riddle está nos esperando

- Só um instante – A loirinha de olhos pretos deu um pequeno sorriso insinuante para Harry e pegou o fone do telefone – podem sentar ali – ela apontou para as poltronas pretas do outro lado da sala enquanto discava o número do telefone.

Harry e Helen se sentaram em um pequeno sofá preto do lado direito da sala.

- Helen não precisava exagerar né? Uma empresa grande desta Helen? O que vai dizer a ele?

- A verdade meu bem – Ela olhou para ele piscando graciosamente – ele vai acreditar em mim não vai? – ela inclinou a cabeça de lado – ou não?

- Fica quieta peste

- E ele precisa de alguém, casou com a antiga secretaria a uma semana, agora ele exige um secretário homem, Harry você precisa desse emprego esta bem, vai ter um colapso nervoso se continuar no hotel, sua mãe já te proibiu de entrar lá, foi rejeitado por varias empresas, talvez o possa te ajudar. Ele pode aceitar você.

- Onde você o conheceu? – perguntou ele curioso, ela tinha embromado até agora em como conhecia o cara, mas agora ela não escapava

- É amigo do Draco – disse ela delicadamente, embora soubesse que provavelmente ouviria um sermão por causa disso – ou melhor, do pai do Draco.

- Você ainda dorme com este cara? Ele é casado Helen – O tom de Harry não era de repreensão ou de brincadeira, era de preocupação como sempre quando o assunto era Draco.

- Não falo com o Draco há um ano, fui apresentada antes disso – Era mentira, mas não tava a fim de discutir e depois levantou quando a recepcionista gesticulou que eles poderiam entrar – vamos

- Há um ano ele não era casado, Helena, era noivo – Harry levantou também e a seguiu enquanto ela caminhava até a sala indicada

- Harry não é à hora, não é o local – A morena parou em frente a uma porta escura onde tinha uma placada dourada com o nome: 'Tom Riddle' pregada no alto da porta e deu duas batidinhas na porta e depois logo a abriu assim que ouviu um 'entre' feminino ver abafado do outro lado da porta – Vamos, não é a forca.

- Algo me diz que vai ser algo bem parecido – murmurou enquanto entrava na sala logo atrás de Helena que revirava os olhos.

Aquilo não era vida, Gina pensou enquanto retirava algumas pastas do alto de uma das instantes da sua sala, Tom teria uma entrevista em alguns minutos, ela esperava que ele aceitasse o rapaz, era muito para ela ter que agüentá-lo em casa, no trabalho também era muito pra ela. Precisava salvar seus pais afinal. Desceu das escadas segurando as pastas e logo depois as colocou em cima da mesa para analisá-los, abriu as pastas uma por uma às descartando em seguida.

- Não esta aqui – ela pegou as pastas para colocá-las de volta no lugar quando o telefone tocou e ela atendeu – Pronto... Pode mandar entrar – Ela desligou o telefone e caminhou até a porta de Tom e bateu nela.

- Pode entrar – a voz abafada de dele respondeu

Gina abriu a porta um pouco – O próximo candidato está vindo – ela fechou a porta logo depois – Porco

Ela voltou às pastas e subiu as escadas novamente, estava tirando novas pastas quando bateram na porta

- entre – alguma coisa dizia a ela que ela jamais deveria ter proferido tais palavras, pelo menos naquele momento.

Harry não sabia o que esperava encontrar naquela sala, mas com toda certeza não era sua única namorada dentro de uma roupa justa, uma saia curta que deixava as pernas que quando eles eram adolescentes adorava ter ao redor da sua cintura, agora aquelas pernas estavam encima de uma escada, ele ficou estático em frente à porta, em um pequeno transe quando os olhos azuis dela focaram-se nos deles, passaram alguns segundos, ou anos, daquele jeito, o pigarreio 'discreto' de Helena os tirou do tal estado.

- Harry se importa de fechar a porta – Disse Helen pisando no pé do primo

- Como? – ele olhou um pouco confuso para a porta depois para Helena e novamente para porta a fechando logo depois.

- Vocês já podem entrar – Gina havia descido da escada e estava agora sentada na cadeira atrás da escrivaninha, Harry achou os olhos dela tão tristes, ele nunca gostava de velos assim, nunca.

- Obrigada Gina – Helen disse enquanto puxava Harry em direção a porta – Vamos Harry, vamos

- Ta bem Helen, calma – ele se soltou dela para que pudesse entrar na sala com um pouco de dignidade que fosse.

E só quando a porta foi fechada foi que Gina pode finalmente respirar.

- Ela esta linda, não acha Helen? – Harry estava no restaurante da pequena cidade de Claretow, onde ele trabalharia por um tempo, conseguira o emprego, por mais incrível que pudesse parecer, fora aceito.

- Harry, sim ela esta linda, linda e casada – Helen revirou os olhos – e casada com seu chefe ainda por cima, o chefe que achou maravilhoso o fato de que uma pessoa experiente como você esta trabalhando para ele, então por favor não perca o emprego pensando com a cabeça de baixo, esta bem?

- Obrigada por me lembra disso, minha priminha querida – ele quase tivera um ataque nervos quando souber que era com Gina, sua Gina, que seu chefe havia casado, há algumas semanas – Podemos ir agora Helen?

- Você é um apressado Harry – Helen estaca preocupada com o primo, por mais que ele tentasse esconder que estava abalado por reencontrar Gina e mais ainda por descobrir que ela era fruto proibido agora, ela não sabia se o primo agüentaria a pressão de não
tê-la pra si – Harry você tem certeza que quer continuar com isso?

- odeio quando você é adorável, fica difícil te odiar e da à resposta que fica engasgada na garganta, eu e ela somo passado Helen, relaxa. Agora moçinha vamos falar de você, ainda mantém contato com ele, não é?

- Posso ir? Harry eu tenho um compromisso – Helena se levantou pegou a bolsa, e deu um beijo na face do primo

- Claro pode fugir do assunto, de novo

- Foda-se Harry – Helen saiu voando do restaurante deixando para traz um Harry preocupado com ela.

Era um tanto demais ser exigente daquele jeito afinal, ela pedira por aquilo, aceitara, mas agora tendo que dividi-lo com esposa dele, Helen se sentia esquecida e pior ainda traída, ela não tinha o mínimo direito de se sentir traída, pelo menos não por ele.

Os cabelos negros, longos e ondulados dela estavam esparramados sobre o travesseiro branco, seus olhos azuis cobalto estavam semicerrados, a pele branca úmida por causa do banho recente, Helena não se sentia mal, apenas cansada de viver naquela agonia, sua vida parecia ótima por fora, mas a verdade é que ela não tinha uma vida nem de longe boa, vivia em intensa agitação esperando o telefone tocar no meio da noite, em plena manhã de trabalho agitado na empresa, as vezes nas tarde de descanso, apenas para esquecer qualquer compromisso e correr para os braços dele. Aceitara de bom grado o papel de amante de Draco, mas aquilo a estava matando por dentro, estava virando uma enorme tortura.

Ao por os olhos no relógio percebeu que já passava de nove horas da noite, era hora que de ir pra cama, ela se acomodou melhor na cama, apagou as luzes do abajur e dormiu. Estava exausta, mas antes de fechar os olhos e relaxar ainda não tinha se dado conta daquilo, mas agora sentia o cansaço atacá-la com em uma batalha que ela não fazia questão alguma de lutar quanto mais de ganhar.

O barulho insistente do celular tocando a fez acordar um pouco zangada e zonza, Helen se remexeu na cama um pouco cansada, despertou totalmente logo depois e começou a procura o celular pelo quarto, quando o achou atendeu

- Alô - fez questão de atender com voz bem sonolenta pra mostrar ao imbecil, filho-da–puta que ele a acordara

- Pode abrir a porta? – era Draco? A voz era bem parecida

- Draco? É você? – Helen perguntou confusa levantando da cama

- Quem mais ligaria pra você há esta hora pedindo pra que você abrisse aporta? – Perguntou ele brincalhão – Logo antes que eu acorde os vizinhos

- Esta bem- Ela desligou o telefone, estava acostumada com aquilo, era meia noite e ela gostaria realmente de saber qual desculpa Draco havia dado pra esposa para sir de casa àquela hora. Caminhou até a porta e a destrancou a abrindo logo em seguida apenas para ser atacada pelo loiro, ele a abraçou forte enquanto sua língua audaciosa pedia passagem, que foi concedida, ela pode ouvir o farfalhar de alguma coisa sendo colocada em cima de algum lugar e depois a porta sendo fechada, Draco a prensou contra a porta aumentando a pressão do beijo a fazendo gemer e apertar as unhas grandes e marrons nos ombros musculosos dele, depois da pequena explosão os dois se acalmaram e se separam.

- Oi – disse ele sorrindo e afastando uma mecha do cabelo dela do rosto da mesma

- Oi, porque não me disse que viria – perguntou Helen enquanto beijava o pescoço dele

- Hummmm, quis fazer surpresa Evy – ele geme um pouco e apertou um pouco mais contra a parede, Helen levantou a cabeça e encontrou um envelope em cima da mesa da sala

- O que tem no envelope? – perguntou curiosa fazendo um carinho com as unhas no pescoço dele

- Uma surpresa – Ele beijou e mordeu o pescoço dela – quarto?

- Sala, cozinha, banheiro, onde você quiser – disse ela marota

- Vamos – ainda abraçado com ela e dessa vez a beijando ele caminhou com ala até o quarto tirando os sapatos no caminho – tava com saudade de você

- Somos dois – Helen colocou a mão debaixo da camisa escura dele e arranhou o peito dele o fazendo sentir arrepios por todo o corpo

Quando chegaram ao quarto, o que pareceu ter levado uma eternidade incontável, ele a jogou delicadamente sobre a cama para depois tirar as meias e a camisa, os panos em excesso não era necessário para os dois, depois de se livra do incomodo ele deitou-se sobre ela voltando a beijá-la com ardor e paixão, ela pensou que havia algo diferente, mas não por muito tempo, em alguns segundos tudo o que eu podia pensar era em como ele era gostoso. Ele a livrou da camisola incomoda e voltou a beijá-la desta vez no pescoço, ali ele se divertiu enquanto a torturava, beijou por um tempo, mas logo depois começar a dar pequenas lambidas e chupões leves e delicados por toda extensão do pescoço fino e delicado dela, depois da diversão ali ele foi para o colo dela, não perdeu mito tempo beijando aquele lugar partiu logo para os seios dela, ali ele brincou delicadamente com um mamilo dentro da boca e depois com as mãos repetindo o mesmo processo com o outro só parou quando Helen estava a ponto de acordar os visinhos com os gritos.

Ela estava suada e apertava os lençóis com força, quase os furando, mas Draco não parava, ele continuou descendo, descendo e descendo, beijando cada pedacinho de pele encontrada no caminho, quando chegou ao insignificante pedaço de pano que o separava da visão completa do corpo dela ele olhou para ela malicioso, os olhos cinza brilhando.

- Vai me fazer implora? – ela perguntou sorrindo

Ele apenas balançou a cabeça em negativa e retirou a calcinha dela rapidamente parando para observar a feminilidade dela a qual ele massageou com a língua atrevida e beijou fazendo com que Helen alcance o céu mais rápido do que achava que fosse possível, logo depois ele acabou de retirar as próprias roupas e a beijou deitando por cima dela e a penetrando devagar, sentindo o corpo quente dela o acolher de forma reconfortante e amorosa, depois do beijo ele não se mexeu apenas ficou parado olhando pra ela a deixando um tanto impaciente

- Amor, você tem que se mexer pra funcionar sabia? – Perguntou ela em um tom um tanto pervertido

- Tudo bem – Disse Draco fazendo exatamente o que lhe fora pedido, se movimentando de forma lenta e firme a fazendo delirar, talvez não devesse ter o provocado.

Foi intenso, delicado e forte, como nunca havia sido antes, nem com ele nem com nenhum outro, havia algo diferente daquela vez, era como se ele tivesse querendo provar algo, ela se deu conta disso quando teve o terceiro orgasmo da noite e sentiu a tensão nos ombros dele e o suor escorrer das costas dele, quando achou que ele não fosse mais agüentar ele finalmente se derramou dentro dela, caindo sobre ela cansado, exausto pra ser mais exato.

- o que tem no envelope? – Perguntou ela depois de um tempo, quando já podia raciocinar com clareza.

- Veja você mesma – disse ele fechando os olhos

E foi o que ela fez, levantou da cama as duas da manhã e pegou o envelope e quando leu seu conteúdo entendeu o motivo de Draco esta querendo provar alguma coisa a ela, estava querendo provar que podia ficar com ela, ser apenas dela, era uma confirmação do divorcio.

- Confirmação de divorcio – sussurrou ela sentando na cama

- Do meu divorcio – disse Draco a abraçando por traz – E Astoria ficou com a casa, estou sem teto amor.

- Pode ficar aqui – ela o abraçou fortemente o beijando em seguida

- Tem certeza? – Draco parecia preocupado com este assunto

- Acho que isso vai calar a boca dos meus pais, do Harry, Da Mariah e também da tia Lilian, a casa é sua Draco – disse ela guardando os papeis na gaveta da cômoda – Agora eu to com sono, vamos dormir.

- É uma ótima idéia, sabe? – disse ele a alinhando em seus braços e fechando os olhos.

Dormir era a ultima coisa que passava ela cabeça de Harry naquele momento, ele estava confuso a principio cm o fato de ela estar casada com outra pessoa, tinha que admitir, estava morrendo de ciúmes, algo dizia a ele que aquela experiência não daria certo, então ele pensara em desistir, que idéia maluca ele tivera, porque ele achava que aquilo daria certo? Estava disposto a desistir daquela loucura, mas quando a viu naquela sala viu também algum tipo de sofrimento em seu olhos e soube que precisava a ajudar e faria aquilo custasse o que custasse a ele e a todos.