3 meses depois...
A casa verde de subúrbio parecia tranqüila do lado de fora, mas lá dentro os ânimos estavam bem alterados. O dia mal começara e o casal já estava brigando, era um dia que poderia ser considerado normal para os dois, pelo menos até agora...
- Você não devia ter feito aquilo – Hermione sentou na cama para colocar a meia-calça.
- Mas eu não fiz nada Mione – Rony tentou se defender das acusações, embora não soubesse exatamente quais eram daquela vez, enquanto atacava os botões da camisa. ERRO!
- Não fez nada? – Ela ergueu a cabeça para olhá-lo melhor, ele tremeu – Como tem a ousadia de me dizer que não fez nada? Está dizendo que eu estou mentindo Ronald?
- Não – Ele engoliu em seco – estou dizendo que não sei do que você está falando
- Não foi isso que você falou você disse que não tinha feito nada – ela colocou o sapato preto – esta começando a se contradizer, isso significa que está mentindo – ela calçou o outro sapato e entrou no banheiro da suíte deixando ruivo no quarto sozinho.
- Hermione ou você fala o que eu fiz pra que eu possa me defender – ele pegou um par de sapatos ao lado do guarda roupa e sentou-se em uma cadeira para calçá-los – ou vamos ficar discutindo assim pelo resto do dia e eu tenho que ir trabalhar e você também, diga-se de passagem.
- Não há defesa para o que você fez Rony
- Ótimo então problema resolvido
- O que? – ela saiu do banheiro com os cabelos presos em um rabo de cavalo no alto a cabeça – Não pense que eu não vi aquelazinha pra cima de você ontem quando cheguei ao seu trabalho.
- Do que você ta falando? – Ele olhou pra ela confuso
- daquela vadia que trabalha com vocês lá no hotel. Eu vi muito bem ela se jogando pra cima de você. E quanto a você Ronald Weasley, só sorrisos para ela. Eu vi muito bem a mão dela encima da sua, aquele decote bem a vista na sua cara, nem quero imaginar o que teria acontecido se eu não tivesse chegado a tempo, você nem teria voltado pra casa ontem, né Rony?
- E-eu... não tenho culpa da Lilá está dando em cima de mim, está bem? – As orelhas dele estavam tão vermelhas quanto seu cabelo. Será que Hermione não via que ele não tinha culpa?
- Não disse que você tinha culpa disse? – ela olhou para ele confiante.
- Não, não disse, mas...
- Então não coloque palavras na minha boca Ronald, isso pode complicar a sua situação. Não tem culpa dela esta dando em cima de você, mas também não faz nada pra afastar a vagabunda. Ra mim só mostra que gosta da situação em que está uma em casa e outra no trabalho é Rony? Acho melhor você se decidir, porque aquela vadia pode não se importar com o fato de que tem alguém lhe esperando em casa, mas eu me importo com o fato de que tem alguém lhe esperando no trabalho. – Quando terminou de falar Hermione estava muito corada, e saiu do quarto com Ronald em seu encalço
- Mas amor eu não tenho um caso ou qualquer outra coisa com ela, está bem? Ela dá em cima de mim, mas eu não faço nada – ' não faria nem que quisesse' ele pensou, sabia que se ousasse pensar em fazer alguma coisa seria um homem castrado, espancado, quebrado e morto, exatamente nesta ordem- Me desculpe está bem? – Sabia que não havia feito nada, mas conhecia muito bem a noiva – Me desculpe.
- Estou magoada Rony – Ela falou manhosa fazendo bico enquanto se apoiava nas costas do sofá, você vai ter que afastá-la esta bem? Ou vamos ter problemas, está bem?
- Tudo bem – ele a abraçou e afundou a cabeça no pescoço dela – não gosto de brigar com você - ele começou a traçar uma trilha de beijos molhados do pescoço até o queixo dela.
- Hummm. Mas não parece – Ela levantou a cabeça dele e tomou seus lábios de uma forma sedenta, o apertou com força contra si enquanto amassava a camisa dele com as unhas em seu ombro largo querendo senti-lo mais e mais...
Era uma pena que não tivessem tempo para uma "reconciliação", então tentaram aproveitar ao máximo o beijo, a línguas foram de encontro uma a outra em um ataque voraz e alucinante, eles queriam fazer aquilo, mas o tempo não permitia, depois de consumirem todo o ar que podiam tiveram que parar e se parar para recobrarem o controle sobre os próprios corpos, coisa que naquele momento era importante para o emprego dos dois.
- Temos que ir – Ronald estava relutante em tirar as mãos das dela.
- É nós temos mesmo. – Ela deu um selinho demorado nele e se afastou mais, caminhou a te a porta pegando a bolsa no sofá no percurso e virou para ele com a mão na maçaneta – Vamos?
- Porque temos que ir? – O ruivo andou até ela e a prensou contra a porta afundando o rosto no pescoço dela.
- Por que temos contas pra pagar – Hermione deu um chupão no pescoço dele deixando uma marca na pele branca – Agora está marcado como se deve – Ela se desvencilhou dele e abriu a porta – Vai ficar ai?
Hermione saiu da casa e caminho a te o seu carro e entrou nele, estava preocupada também e não era só com o a vadia da Lilá, ao que sabia Harry não estaca muito bem, falara com ele a há duas semanas e depois disso nenhuma noticia, ele não parecia esta tão bem quanto dizia estar, sabia a que a culpa era de Gina, embora Harry não admitisse, Hermione tinha total conhecimento sobre os efeitos que a ruiva podia causar sobre o amigo,ele havia dito que não à tinha visto desde que começara a trabalhar e isso também a preocupava, não por Harry, mas por Gina, ela não era do tipo que não apareceria no trabalho do marido, muito menos do tipo que deixaria o marido trabalhar integralmente nas primeiras semana do casamento e pelo que soubera por Harry, não havia o mínimo sinal de que o chefe a ex tinha tido qualquer lua-de-mel, e havia também o fato de que ela ainda não tinha conseguido falar com Gina, o telefone da amiga caia na caixa postal toda vez que ela tentava, seu instinto e intuição feminina lhe diziam que havia alguma coisa errada, e que não era nada bom.
Com a cabeça em um turbilhão de pensamentos extremamente preocupantes sobre o que estaria acontecendo com a amiga e o que aconteceria com o amigo ela deu partida no carro e deu tchau com a mão para o noivo que entrava no carro dele, deu ré com o carro e manobrou para ir para a rua e seguiu para o trabalho...
Gina saiu do banho se enrolando em uma toalha felpuda, as dores no corpo impediam que ela andasse muito rápido, ou em seu ritmo normal, Tom era um grosso, um homem das cavernas e fazia questão mostrar isso a ela, mas embora Tom fosse um bruto era tremendamente esperto, apenas bati em locais que não apareceriam publicamente a não ser que ela usasse um biquíni, nada de marcas roxas no rosto ou nos braços e pernas, o que fazia com o tronco dela levasse todo o impacto dos ataques dele, e causava também mais problemas, como os espancamento eram diários, as surras não cicatrizavam apenas doíam mais sempre que ele batia nela, fazendo com que as marcas ficasse sobrepostas e muito mais dolorosa, o resto do corpo estava em perfeita ordem, bem não tudo, ele era um marido extremamente ortodoxo e fazia questão de cobrar seu "direitos como marido", mesmo que ela não quisesse deitar com ele, o que era sempre, ele era tão violento na cama como quando estava fora dela. O corpo de Gina logo entraria em colapso ela não conseguia sentar sem se sentir desconfortável, cruzar as penas então, nem em sonhos, era um milagre conseguir urinar e andar e estava grata por eles, Tom consegui destruir toda a sua feminilidade, ela se sentia um objeto sexual e de diversão perversa, bem como sua intimidade, ela sabia que aquele era o preço de amar a família, não que estivesse arrependida do que havia feito, mas uma mulher no estado dela tinha todo o direito ser um poço egoísta e precisava se sentir um pouco livre, precisava de uma folga daquelas torturas, por isso estava agradecendo o Deus pelo fato de que Tom passaria 15 dias viajando e melhor ainda a deixara viajar sozinha.
Iria para uma casa que tinha comprado há alguns anos nas montanhas não muito longe, de carro, não iria sozinha, estava disposta a receber um não, mas chamaria Harry, sabia que era arriscado, mas queria se dá ao luxo de ter um amigo junto de si.
Depois de arrumar a mala e se vestir ela pegou o celular que estava escondido em sua gaveta, ela praticamente contrabandeara o celular para dentro da casa e Tom não sabia da sua existência e não queria saber as consequências do que aconteceria se ele sonhasse que o aparelho existia, e consegui o telefone de Harry também fora um risco, mexer nas coisas do marido era algo arriscado, mas para ela fora um risco necessário. Ela discou o número e ligou.
- Alô – A voz rouca, sonolenta e sexy de Harry a deixou com a boca seca
- Peça folga a ele – Gina disse em um fôlego a coragem não era lá essas coisas naquele momento.
- Gi? – Ela ouviu o farfalhar dos lençóis ao fundo enquanto ele dizia seu apelido de namoro e algumas lembrança nada decentes vieram a sua mente.
- Sim sou eu, eu sei que são cinco da manhã de um sábado, mas ligue para ele e peça uma folga de 15 dias e venha comigo, ele não vai precisar de você, eu você e ele sabemos disso. – ela sentou na cama, suas mãos estavam geladas – Vem, por favor.
-Pra onde Gi? – Ela ouviu o barulho de alguma coisas caindo no chão do outro lado da linha.
-Minha casa nas montanha, você lembra dela, é aqui perto uma quatro horas e meia de viajem no máximo, preciso que vá comigo, isto é se quiser. Vai estar quente lá nesta época, por favor.
- Vou dar uma desculpa, mas não dá pra ligar agora ta muito cedo...
- Ele saiu daqui a duas horas, dá sim – ela o cortou. – diz que sim, vaaaaai.
- De que horas saímos? – Ele parecia animado, ela quase podia ver o sorriso, as bochechas ficando vermelhas, os olhos verdes brilhando...
- Nos encontramos em duas horas na cidade vizinha, tem um posto de gasolina na estrada principal, eu dirijo, me ligue e me avise se for.
- Tudo bem ruivinha
Ela desligou o telefone e ficou parada por um tempo, não fazia a mínima idéia do que se passara pela sua cabeça quando o chamou para ir com ela para as montanhas, mas agora que havia feito aquilo ela se perguntou como esconderia os machucados dele por 15 dias, poderia com facilidade esconder os machucados de qualquer outro homem, mas duvidava que ele conseguisse manter as mãos longe dela por mais de três dias, não que achasse aquilo ruim, estava completamente ciente disto quando o chamara, pelo que vira no dia em que ele fora para a entrevista de emprego, o desejo dele continuava o mesmo de quando eram adolescentes, ela conhecia acima de tudo o senso de responsabilidade, honra e heroísmo do ex-namorado, não queria imaginar o que tipo de loucura ele faia ao vê os machucados em seu corpo...
Uma hora depois o telefone de Gina estava tocando, ela atendeu mais ansiosa do que esperava estar.
- Alô – Ela atendeu um pouco desesperada.
- Parece nervosa ruiva – Ele falou em um tom brincalhão enquanto ela ouvia ao fundo um barulho de um zíper fechando, ele iria...ou não? Afinal havia vários motivo pra uma pessoa fechar um zíper não? Ela preferiu se apegar ao fato de que ele iria – Pego um taxi em dez minutos.
- Tudo bem, te vejo em breve – ela desligou o telefone finalmente respirando.
Ela saiu do quarto com a mala e desceu as escadas com bastante dificuldade por causa dos hematomas, tudo bem Harry não demoraria tanto pra perceber os machucados se ela continuasse andando daquele jeito. Quinze minutos depois ela estava entrando em seu carro, depois de colocar a mala no chão do banco do passageiro, bem que ela tentara colocar a mala no porta-malas, mas a dor nas costas não deixou, ela já estava com medo de que as surras tivessem causado algum tipo de problema interno, esperava que não, duvidava que Tom fosse se arriscar a levá-la a um médico por causa de problemas causados por ele. Harry seria gentil e colocaria a mala em seu devido lugar. Respirou fundo e deu um leve beliscão no braço para ter a certeza de que não estava sonhado, doeu então ela decidiu que poderia ir, deu partida no carro e saiu da casa em direção a cidade vizinha.
Uma hora e meia depois ela estava parando o carro no posto de gasolina, Harry estava encostado em uma pilastra de concreto do posto com as mãos no bolso e uma mochila de viagem no chão ao seu lado. Ela buzinou e ele olho para o carro dela, pegou a mochila e caminhou até o carro, abriu a porta do passageiro e olhou para mala de Gina e depois para ela e depois para a mala novamente, então finalmente virou a cabeça de lado de um jeito completamente fofo que fez com que Gina revirasse os olhos e depois fez um biquinho engraçado, até que finalmente se manifestou.
- Poxa ruivinha, deixa eu ficar na frente
- Coloca no porta-malas por favor – ela disse enquanto destravava o porta-malas e dava um sorrisinho.
- Tudo bem – ele puxou a mala dela e tirou do carro sem demonstrar nem um pouco de dificuldade – Como você colocou esta mala aqui? Tem quase uma tonelada – Harry levou a mala dela até o porta-malas e voltou logo depois ainda carregando a sua mochila, entrou no carro, fechou a porta e colocou o cinto de segurança – Podemos ir.
Gina olhou para a mochila e para ele, não era exatamente uma mochila pequena e era a vez dela não entender o motivo dele ter deixado a mochila na frente.
- O que ela faz aqui? – Ela perguntou arrancando com o carro
- Eu conheço minha acompanhante de viajem – ele falou isso enquanto abri um dos vários bolsos da mochila antiga e tirava de dentro dele algumas barras de chocolate e outras guloseimas – e sei que você fica com fome quando viaja.
- Você é um doce sabia? – Ela disse sorrindo enquanto ele arrumava as guloseimas no seu colo e no porta-luvas que ele deixou aberto.
- É eu sei que eu sou o melhor - ele gracejou enquanto abria a barra de chocolates favorita dela.
- Obrigada por ter vindo, e nem pense que vai comer isso agora, porque eu não vou comer e você não vai ficar me torturando.
- Tudo bem – Não era bom desobedecê-la e ele guardou o chocolate – Porque pediu para que eu viesse? – Ele realmente estava tentando controlar a curiosidade, mas tinha de ser perdoado, afinal queria saber porque uma recém-casada que não havia tido lua-de-mel estava viajando sozinha enquanto o marido estava viajando para outro lugar, alas estava curioso de porque não havia tido lua-de-mel, era muita burrice da parte do seu chefe não ter levado aquela ruiva para passar pelo menos uma semana a sós em um quarto de hotel em qualquer lugar do mundo, mas acima de tudo esta curioso com o motivo dela ter o chamado para viajar e não uma amiga.
-Queria companhia – ela respondeu dando os ombros.
Harry acreditou como sempre, sabia que Gina tinha o dom natural de mentir e mesmo assim quando ela mentia ele nunca desconfiava, por isso acreditou nela.
- A minha companhia? – ele resolveu que podia se aprofundar um pouco enquanto o mar não estivesse agitado, afinal ele conhecia aquelas águas, não?
- Sim a sua companhia, algo contra? – Ela perguntou sorrindo, já se sentia mais relaxada, a presença dele a deixava feliz, o perfume dele fazia com que ela esquecesse da existência de Tom completamente e tivesse vontade de parar o carro e atacá-lo, embora não tenha feito isso.
- Não, quanto tempo de viajem?
- Vamos chegar na cidade as doze, depois compramos mantimentos, comemos alguma coisa e de pois mais uma hora de viajem até a casa, por tanto tire o sapatos, ainda são sete horas.
Ele deu um sorrisinho e a obedeceu, a convivência dos dois era extremamente intima e isso fazia com que Gina soubesse das coisas mais sem importância, como que Harry gostava de viajar de carro descalço, principalmente em viagens longas.
- O que disse para ele? – Sabia que Harry mentia muito mal e esperava que ele não tivesse dado bandeira, ou estaria morta.
- A verdade, que iria viajar com uma ex-namorada por uns dias, mas relaxe não falei quem era a namora, a não ser que você tenha dito ele nem sabe que nós nos conhecemos. – Ele percebeu que ela relaxou um pouco com o que ele dissera, por mais que ela tentasse disfarçar ele sabia que a havia uma coisa muito errada com aquele casamento, decidiu que poderia perguntar, afinal nunca ouve segredos na relação dos dois – Como vai, bem você sabe...
- O que? – Era impressão dela ou ele estava desconfortável?
- Você sabe, o casamento. – Algo dentro dele queria que ela dissesse que estava uma porcaria e que ela se arrependia de ter terminado o namoro com ele para ir pra faculdade, mas bem ele queria que ela estivesse feliz. Mas que de preferência fosse feliz com ele, não com Tom.
- Se você esta esperando que eu responda: exatamente como eu esperava, não vai se decepcionar – Ela fez um pequena pausa, ponderando se deveria contar o que estava acontecendo em sua vida agora, mas decidiu que não contaria tudo de uma vez – Péssimo.
- Por que? Pensei que recém-casados fosse felizes – Tudo bem era horrível se sentir feliz, mas não pode controlar o sorriso, sua mãe o mataria se soubesse que estava rindo porque os outros estavam tristes ou infelizes, mas foi inevitável.
- Sim, claro quando as pessoas querem casar elas são recém-casados felizes, e pode tirar este sorriso do rosto mocinho, que coisa mais feia Sr. Potter.
- Desculpe, mas me disse realmente que não queria casar?
- Disse. – Ela respondeu simplesmente.
- Então em nome de Deus mulher, porque casou?
- Não vamos falar sobre isso agora está bem? – Ele não a deixaria em paz, mas tinha que tomar coragem pra falar e ainda não tinha tomado suficiente, naquele momento ela queria que coragem fosse uma bebida disponível em qualquer loja de conveniência, que expurgava as coisas que estavam presas em sua garganta sem vergonha, mas se lembrou que o nome disso era bebida alcoólica, mas ela preferia um meio que não a fizesse sentir um ressaca filha-da-puta no dia seguinte e vomitar – Assunto encerrado Harry.
- Não é justo você sempre encerrar as discussões – Ele fez bico, cruzou os braços e se jogou contra o banco como um pirralho que não ganhou o brinquedo que queria – não mesmo.
- É sim, e me dá um chocolate. – Ela apertou a bochecha dele sorrindo e depois voltou sua atenção para a estrada a sua frente.
As doze e quarenta Harry havia ganhado a discussão sobre quem iria dirigir até a casa nas montanhas e se sentou feliz no banco do motorista, lembrava do caminho por tanto estaria tudo bem, durante o resto do passeio a conversa dos dois foram apenas futilidades sobre anos em que eu não se viram, mas Gina sempre escapava quando o assunto era o seu casamento ou sua vida intima, tanto que em certa parte da conversa ele já havia desistido de tentar arrancar alguma coisa dela, agora tudo o que ele sabia era que o casamento dela estava um porcaria como ela mesma dissera e ele perversamente pretendia se aproveitar desta situação, passara três horas dentro do carro com ela com o perfume dela o deixando louco e com a saia do vestido caindo até o inicio das coxas deixando as pernas dela completamente a amostra, deveria ganhar um premio por auto-controle por não ter a atacado durante a viajem, agora que estava no volante teria outras coisas para se preocupar como não bater o carro.
Dez minutos depois que haviam novamente pegado a estrada, Harry já estava no que ele considerava ser o seu limite então parou o carro no acostamento.
- Harry, acho que ainda tem pelo menos meia hora de estrada, o que foi? – Gina olhou para ele confusa.
- É que, bem... – Harry virou para ela e a encarou
- O que?
- Eu preciso muito, muito mesmo fazer uma coisa que talvez você não goste.
- E você pretende fazer? – Perguntou Gina estranhando a conversa e se afastando um pouco.
- Eu só quero pedir que não chute nenhuma parte sensível esta bem?
- Se com isso você quer dizer que eu posso te espancar, esmurrar, esfaquear, ou trucidar, mas que eu tenho que deixar as suas bolas em paz, tuuuudo bem. Pode fazer.
- É mais ou menos isso, mas me faz o favor de não exagerar tanto ta bem? – Ele soltou o próprio cinto e desligou o carro.
- Harry tem certeza de que esta bem, é que eu estou começando a ficar preocupada com você – Ela também desafivelou o cinto e tocou levemente no ombro dele.
Harry olhou para a mão dela e depois para o rosto dela, estava tão perto, era uma judiação, e ele não iria resistir.
- Eu não devia ta fazendo isso – Ela não teve muito tempo pra pensar no que ele disse estava ocupada demais correspondendo ao beijo dele, nossa estava melhor do que ela se lembrava, ele aprofundou um pouco mais e a encostou no banco dela, finalmente pôde enterrar suas mão nos cabelos dela que jogou levemente a cabeça pra trás afastando as bocas, Harry fez seu caminho até as sardas no colo dela enquanto as mãos dela procuravam desesperadamente uma brecha na camisa dele, a mão de Harry havia saído do cabelo dela e agora tentavam a todo custo rasgar a camisa de malha dela, ele voltou a boca dela, não que as mãos tivesse parado de trabalhar com a camisa dela e quando elas finalmente conseguiram. – GINA QUE DIABOS ELE FEZ COM VOCÊ?
(N/A): Gente mil desculpas pela demora, mas to cheia de problemas, o universo parece que estava sem muita coisa pra fazer e resolveu conspirar a favor da minha infelicidade, mas bem, vocês não têm nada a ver com isso, né? Por tanto mais um capítulo pra vocês. Reviews?
Bjs
MLynx.
