Gina puxou as duas metades rasgadas da sua camisa e se encolheu contra a porta do carro, pela primeira vez em sua vida ela sentiu medo dele que estava olhando para ela como se estivesse querendo matar alguém, ela só esperava que esse alguém não fosse ela. Harry olhava fixamente para as partes descobertas do seu corpo, as manchas roxa e azuladas que faziam com que ela sentisse dor e vergonha, não queria que Harry sentisse pena dela, aquilo seria pior e muito mais doloroso do que as surras que ela levara.

- Não olha pra mim assim Harry – Ela disse antes de cair em um choro desesperado e copioso.

Ele não soube o que fazer ficou parado por um tempo apenas olhando para ela, sentindo uma dor insuportável no peito, então simplesmente a abraçou carinhosa e cuidadosamente. Sempre achara Gina muito forte e raras vezes tinha visto a ruiva chorar e nessas vezes sempre quis matar o causador daquele choro, bom daquela vez não era muito diferente, ele apenas queria arrancar os olhos do sujeito daquela vez. Gina deitou a cabeça no peito dele.

- Você não vai me bater vai? – Gina perguntou com uma voz embargada pelo choro e abafada pela sua camisa.

Harry sentiu algo que não soube como explicar, porque ela achava que ele seria capas de levantar a mão para ela? Indignado pelo o medo dela ele a afastou dele empurrando-a pelos ombros delicadamente.

- Como eu bateria em você e conseguiria viver comigo depois? – Harry deu um pequeno sorriso e limpou as lagrimas dela, por algum motivo que ele não soube identificar um pensamento horrível lhe veio à cabeça, não queria, mas achou que perguntar hesitou um pouco, mas tinha que fazer aquilo afinal – Ele...bem...ele – Harry deu um pigarro – ele machucou você...em...bem, você...sabe...outro lugar?

Gina olhou para ele meio confusa e ao mesmo tempo sentindo uma nada conveniente vontade de rir da carinha dele, Harry era mesmo um fofo, mesmo sabendo que os dois tinham total intimidade morria de medo de fazer uma pergunta tão simples, mas a situação não era engraçada, apenas o embaraço dele era engraçado o resto não, era trágico e ela tinha que responder então simplesmente balançou a cabeça confirmando. Ele deu um suspiro pesado, não estava respirando até que ela respondesse, enfim ele confirmara suas suspeitas, e realmente ele, não queria estar certo daquela vez.

- Porque ainda esta com ele? Não pense em me dizer que é porque o ama, depois desse beijo sua afirmação ao vai ter nenhum credito, nem mesmo pra você – Ele estava cada vez mais confuso em relação aquele casamento estranho, primeiro eles não tinham tido uma lua-de-mel, pra isso só havia duas opções ou o Riddle era muito burro, pra não querer ficar alguns dias com a ruiva longe de tudo e de todos ou a empresa estava com sérios problemas tantos que ele não pudesse sair para uma lua-de-mel, mas Harry sabia que a empresa estava ótima e sem contar que uma lua-de-mel era o sonho de Gina, havia também o fato dela sair pra uma viagem de quinze dias com um ex-namorado e agora Harry descobrira que ela era espancada e estuprada pelo próprio marido, conhecia Gina sabia que ela jamais se submeteria a casamento onde sofria daquele modo, ela era muito independente para isso.

Havia algo errado, Harry só não sabia ainda o que era, mas esperava descobrir, logo de preferência.

- É uma longa história, podemos conversar sobre isso quando chegarmos? Por favor. – Ela estava vermelha de vergonha e não sabia onde enfiar a cara e Harry continuava olhando para a ela como se ela fosse um E.T. que havia caído do céu e dito que a terra era na realidade um prisma não uma bola – Por favor – Ela repetiu para o caso dele não ter entendido da ultima vez, afinal ela era um E.T. e E.T.'s não falam a mesma língua dos humanos, certo?

- Tudo bem – Ela não era um E.T. afinal, Harry tirou a jaqueta que estava usando e deu para ela que aceitou e vestiu – Vamos.

Harry se posicionou no banco e deu a partida no carro, agora ele queria mais do que nunca chegar no chalé.


Helen andava de um lado para o outro na sala de seu pequeno apartamento, Draco estava atrasado e não era pouco não eram duas horas, se ele achava que ela seria igual à ex dele estava muito, muitíssimo enganado, ela não aceitaria qualquer desculpa que para que Draco chegasse a hora que quisesse em casa, não ficaria ligando para ele também como a ex dele sempre fazia atrapalhando os dois, não era uma mulher desesperada por atenção, ele tinha que entender que ela não era a ex dele. Onde ele estaria afinal?

Depois de um tempo aquela raiva se transformou em preocupação, tinha algo errado não tinha? Tinha que ter certo? Por qual outro motivo ele a deixaria preocupada daquela maneira por nada?

Draco era um advogado obcecado por horários e pontualidade e ela estava muito, muito, muito preocupada e estressada, ele não costumava atrasar mais de dez minutos e quando isso acontecia ele avisava, sem falta. Exceto com a ex, mas isso não contava, ela não precisava de satisfações como Helen, afinal era para ela que ele ligava primeiro quando tinha que viajar, avisar sobre algum compromisso importante, para pedir conselhos e ajuda, quando se sentia sozinho, a esposa sempre ficara em segundo plano e Helen achava que só ela não percebia isso, mas com Helen era diferente, principalmente agora que Draco e a mulher estavam divorciados há três meses. Desde então ele ficara boa parte do seu tempo com Helen, exceto quando teve que fazer uma viajem e os dois também não estavam morando juntos, os dois acharam melhor que ele ficasse em um hotel, se acostumar com a ideia de que não estava mais casado, tinha marcado para que ele fosse jantar com ela naquele dia, mas até agora Helen só estava esperando que resolvesse aparecer. Cansada de andar a morena finalmente sentou-se no sofá da sala.

Era bom Draco ter uma ótima desculpa para estar tão atrasado assim ou os dois teriam que conversar seriamente sobre aquilo.

Droga!

Ele tinha que avisar, telefonar, mandar mensagem, e-mail, telegrama, telepatia, corujas, pombos correios, mensageiro, motoboy, fazer sinal de fumaça, qualquer coisa, mas o tempo tava passando e nada, o jantar ia esfriar e Draco iria se ferrar.

Meia hora depois a porta do apartamento dela foi destrancada e abriu, A morena pulou em cima dele que soltou as malas que segurava para poder segura-la e levanta-la do chão enquanto a beijava, ele a prensou contra a parede ao lado da porta, se separam lentamente em seguida o loiro começou a beijar o pescoço dela, ela amoleceu completamente nos seus braços e agradeceu por estar imprensada entre ele a parede, certamente teria caído.

Pronto!

A fera que Draco esperava encontrar estava domada e não lhe passaria um sermão por ter se atrasado tanto, bem não fora exatamente culpa dele, então ela não brigaria com ele, certo?

Errado!

Muito por sinal, do nada ela começou a bater com força no ombro dele, era uma garota muito forte para o seu tamanho, pelo menos nas mãos, Draco não se importava com isso quando aquelas mãos deixavam marcas de unhas nas suas costas e ombros, mas definitivamente não gostava de levar tapas daquelas mãos, não eram exatamente o que se espera de alguns tapas de mulherzinha, mas Helena não era uma mulherzinha qualquer e suas mão certamente não eram tão delicadas e foi por isso que ele começou a resmungar.

- Ai – Ele não quis se defender, vai que ela ficava irritada?

Depois de algumas tapas ela parou.

- O que eu fiz morena? – Achou que o apelido carinhoso acalmaria a namora, bem estava errado. (N.A.: De novo).

- Está quase três horas atrasadoseu imbecil – ela se livrou do abraço dele e cruzou os braços na frente do peito o encarando como se fosse ser a responsável por esses serem seus últimos momentos de vida, bom se ele não arranjasse uma logo uma bela justificativa provavelmente ela seria.

- Eu posso explicar. – Ele disse levantando as mãos

- Frase errada Malfoy, muito errada. – Ela disse enquanto seus olhos se transformavam em duas frestas azuis.

- Eu estava fazendo o check-out e o sistema caiu demorou um pouco pra voltar e eu também tive que arrumar as minhas malas – ele apontou pra as três malas grandes de viajem que estavam no corredor – eu vim ficar com você e nem pense que vai me expulsar daqui eu não tenho pra onde ir – ele disse e caprichou na carinha de cachorro chutado pra fora de casa pelos donos.

Ela abriu um sorriso que fez com que ele quisesse tirar uma foto pra nunca mais deixar de vê-lo e então ela voltou a beija-lo, foi um beijo rápido.

- Venha vamos arrumar as malas ela puxou uma das malas com dificuldade até o quarto do outro lado da sala –não esquece de fechar a porta amor.

- Tudo bem – ele pegou as malas e empurrou a porta com o quadril para que fechasse então caminhou até o quarto. – Onde eu coloco?

- Aqui – Ela estava perto da cama com uma das malas já aberta em cima da cama, estava tirando as roupas de dentro e empilhando-as em uma ordem que Draco preferiu não tentar descobrir, ele não entendia nada sobre aquilo mesmo, apenas obedeceu a patroa e colocou as duas malas em cima da cama – você pendura as camisas no guarda roupa, vou ver se ainda dá pra jantar aquilo ou vamos ter pedir pizza, você demorou e a comida esfriou, não sei de vai prestar pra esquentar – ela caminhou rapidamente para fora do quarto mais ele a interceptou a segurando pela cintura quando ela passou por ele.

- Não vamos discutir sobre o aluguel? – Ele perguntou aquilo tão serio que se não fosse por um pequeno brilho de algo que ela não identificou no olhar dele, ela realmente acreditaria que ele queria pagar o aluguel para ficar no apartamento dela, ou seria apartamento deles? Ela esta confusa com relação a isso, ainda, mas logo tiraria as suas duvidas.

- Aluguel – Onde aquilo os levaria, poderia ser bem interessante.

- Claro, eu não vou ter que pagar, digamos, uma taxa pra ficar na sua casa? – Ela finalmente pôde identificar o brilho nos olhos dele, era malicia, não acreditou que quase caiu na brincadeirinha dele, bem se vingaria.

- Tudo bem, uma vez por dia e a gente não sai da cama durante os finais de semana, a não ser é claro que um de nós tenha um compromisso inadiável – Ela o abraçou pelo pescoço enquanto falava.

- Hummmmmmmmm – ele deu mais um beijinho no pescoço dela – Defina compromisso inadiável Evy.

- Reunião no hotel, compras, finais de semana fora, trabalho, essas coisinha – Pronto se vingara, reunião no hotel era um infeliz codinome entre eles para...

- Reunião de família? – Ele olhou para ela preocupada – Eles me odeiam Evy, vão me massacrar assim que tiverem chance, e vocÊ sabe é um hotel muuuuuito grande eles vão ter muitas e ninguém , eu disse ninguém vai ficar sabendo – Ele disse aquilo como uma criança explicando para o pai a sua teoria do motivo de dizer que sua professora era a bruxa das historias infantis, completamente fofo.

- Eles não vão ter chances meu amor, relaxa, e nem te odeiam tanto assim, estamos juntos agora e é oficial, você não tem mais esposa pra te perturbar, eles não tem motivos pra te odiar têm?

- Você duvida que eles conseguem arranjar um? E tem mais ele nem precisão de motivo pra me matar, podem fazer só pelo prazer de ler o meu obituário. – Ele disse serio, e ela estava rindo, rindo! Aquilo não era engraçado, ele não estava fazendo uma piada. – Eu tenho mesmo que ir? – Ele fez biquinho e ela apertou as bochechas dele até deixa-la vermelhas.

- Claro que tem eu já disse que eles não vão fazer nada com você, e tem mais você faz parte da família agora. – Helen o largou e foi para cozinha – Vou ajeitar o jantar.

Draco suspirou frustrado, ele realmente achava que iria conseguir escapar da grande família, mas ao que parecia Helena não iria deixar aquilo passar, mas ele a amava, fazer o que? Não havia nada que ela não lhe pedisse chorando que ele não fizesse sorrindo, pensando nisso ele começou a fazer o que ela mandara.


Lílian Potter estava irritada, muito irritada, e ninguém gostava daquilo. Depois de anos de casada esperava que Tiago tivesse um pouquinho mais de consideração por ela, como ele ousava dizer que ela estava paranóica?

Pois bem, ela não estava, estava preocupada era completamente diferente e qualquer um poderia ver.

Revoltada a ruiva entrou como um furacão na sala do marido pela segunda vez me meia hora, ele lhe devia satisfações, saíra para não correr o risco de matar o marido embora tivesse que a admitir que estava começando a reconsidera a ideia enquanto ele olhava pra ela como se não fizesse a mínima ideia do porque dela estar daquele jeito.

- O que foi meu lírio? – Tiago perguntou assustado com a entrada "discreta" da esposa.

- Eu preciso falar com a minha filha senhor Potter – decidida, caminhou com passos firmes até a mesa do marido – Onde está a Mariah?

- Eu não sei – Ele tentou mentir, mas estava suando pacas e não era seu dom exatamente, seu filho também herdara essa falta de dom, mas sua filha não, sabia mentir como ninguém, ou melhor, como a mãe dela, mas lutaria pela filha.

- Você mente mal, Tiago muito mal – Ela disse enquanto sentava e cruzava suas pernas e se inclinada pra frente – Eu não vou atrás dela, nem vou mata-la por ela ser uma irresponsável e não avisar a mãe pra onde foi, ou qualquer coisa do tipo, só quero saber onde ela está. – A expressão dela era lamentável, preocupada com os filhos ela não dormia direito a dias, seu marido sabia disso e estava começando a se preocupar com ela, gostaria de pegar os filhos e lhes da umas boas palmadas por deixarem a mãe naquele estado, não que ele fosse admitir isso para a esposa, seria o fim da liberdade dos filhos. – São os meus filhos, e seus também, não tenho noticias deles a meses, eu só quero saber como eles estão, o Harry é fácil de se localizar, ele não se afasta do hotel por muito tempo, mas a Mariah eu não faço a mínima ideia. Só me fala onde ela ta, só isso.

Vencido pelo cansaço Tiago deu um suspiro e Lílian deu um sorriso triunfante, conseguira.

- Ela está em Bucareste. – Ele olhou para a esposa com medo de sua filha e temeroso pela reação da mulher – Satisfeita? – Perguntou mesmo já sabendo da resposta.

- Obrigado, relaxe não vou tentar encontra-la – a ruiva levantou da cadeira e andou até o marido parando de frente para ele – Foi tão difícil assim?

- Não tanto quanto eu pensava que seria amor. – Ele expirou pesadamente como se não tivesse estivesse respirando entes daquele momento. – Não vou ter que dormir em um dos quartos de hospedes do hotel vou? – Ele perguntou preocupado para a ruiva.

- Não, pode dormir no nosso quarto, eu deixo. – ela falou como uma criança implicante e se encaminhou até a porta da sala – Até o jantar amor, não se atrase. – ela disse antes de sair da sala do marido e fechar a porta com um sorriso triunfante.

Tiago sentiu um bolo lhe descer garganta a baixo

Estava ferrada.

A filha o mataria, com toda certeza. Pegou o telefone e discou número que a sua filha lhe dera.

Um toque...

Dois toques...

Três toques...

- Fala pai – Mariah disse quando atendeu com uma voz bastante animada.

- Oi filha, é que...bem...eu – ele pigarreou – eu tenho...u-uma – Nossa, era tão difícil decepcionar a filha? Mas e a esposa? O bolo iria entupir a sua garganta. – novidade...er...não tão boa, meu benzinho.

- Você contou pra mamãe não é? – Como ela sabia?

- É – Ele disse sem graça – Está com raiva?

- Não pai, porque estaria? Olha pai eu sei que a mamãe sabe quais botões apertar com qualquer pessoa que ela conheça a mais de dez dias, então você ta perdoado. – disse com uma voz descontraída.

- Ufa – ele deu um suspiro pesado – esta tudo bem então?

- Está, olha pai eu realmente gostaria de passar mais um tempo conversando, mas não posso, tenho que ir.

- Tudo bem, tchau. – ela desligou o telefone e Tiago sorriu aliviado, agora que já resolvera o problema com a mulher e com a filha era hora de pensar no seu outro problema, Harry, quer dizer Lílian estava mal por causa de Harry, preocupada, dissera que tinha algo errado com o seu bebê, tudo bem que ele não era mais um bebê, mas se sua ruiva dizia que tinha algo errado, era porque tinha, e ela também dissera que ele tinha que dar um jeito afinal era o pai dele também.

Lílian era exagerada de vez em quando, mas raramente estava errada, sempre fora muito ligada aos seus filhos e sempre os protegera, mas havia algo de especial naquela proteção, não era exagerada como na maioria das mães, ela os protegia muito, mas ao mesmo tempo os deixava livres, se ela pudesse falar com eles, saber que não estavam mutilados nem presos e saber onde eles estavam então estava tudo bem, para todos. Ela dissera que Tiago também tinha que dá um jeito.

Mas como? E que jeito? Ele não sabia qual era o problema do seu filho ao que lhe parecia estava tudo bem com ele, afinal noticia ruim chega rápido, mas sua mulher continuava insistindo de que tinha alguma coisa errada e Tiago estava começando a ficar com medo, sua esposa não era muito impulsiva, mas quando se tratava dos filhos ela não pensava muito quando o assunto era o bem deles, mas se Harry tivesse aprontado alguma com todo certeza levaria umas boas palmadas dele por deixar a sua mãe preocupada e Lílian não iria exitar em lhe dar uns belos puxões de orelha.

E foi pensando em como poderia resolver o problema do seu filho que ele desligou o computador e saiu do seu escritório.


Gina sentou na cama de um dos quartos do chalé e tirou os sapatos. Ela quase beijara o chão quando chegara no chalé, a tenção dentro do carro aumentava a cada segundo e tudo que Gina queria era sair daquele buraco apertado.

Agora que tudo já estava organizado sabia que Harry logo viria para conversar com ela e gostaria de estar vestindo mais do que uma camisa rasgada que havia sido danificada por ele em um momento tão intimo, por isso levantou da cama para trocar de camisa mas Harry chegou antes que pudesse pegar outra roupa e ficou parado no quarto olhando para ela com uma intensidade que a deixou sem graça.

- Porque deixa ele fazer isso com você? – Ele perguntou enquanto se sentava na cama e puxava Gina pelo pulso para se sentar ao lado dele.

- Você é meio imbecil né? – Harry se sentiu um tanto ofendido e olhou espantado para ela – Acha mesmo que eu deixo ele fazer isso comigo? – Ela perguntou com calma.

- Pergunta idiota certo? – Ele perguntou virando a cabeça de lado, do jeito que ela achava muito fofo.

- Sim. É uma história longa Harry, muito longa, mas eu vou contar, mas antes quero que me prometa que não vai fazer nada sem falar comigo antes, nada de fazer merda. Ta tudo bem? – Ela perguntou calma, era uma habilidade que estava aprendendo com aquele casamento dos infernos.

- Está. – Harry disse contrariado – Mas e se for muito grave? Eu posso tortura-lo? Só um pouquinho? – Ele perguntou

- Você é um fofo, mas Harry é grave sim, não você não vai e nem pode tortura-lo.

- Tudo bem, estava pronto. – Harry engoliu em seco e se mexeu um pouco desconfortável na cama.

- Acredite em mim Harry, você não esta – Ela disse antes de abaixar a cabeça levemente e morder seu lábio inferior, geralmente Harry teria se derretido completamente quando visse aquilo se estivessem em uma situação normal o que não era o caso, tudo o que Gina pensava era que seria difícil, muito difícil...

Harry estava atordoado com toda a história, Gina não merecia aquilo e ele tinha de fazer alguma coisa, mas não poderia, tinha dado a sua palavra a sua ruiva e a cumpriria.

- Harry, você está bem? – Perguntou Gina se aproximando – Esta pálido.

- Eu? – perguntou Harry indignado – Você esta perguntando se eu estou bem? Não acha que eu deveria fazer esta pergunta a você? – Gina rolou os olhos vai começar ela pensou – Precisa de alguma coisa? Sente dor em algum lugar? Mas que pergunta é claro que esta sentindo. Nem pense em sair da cama esta me ouvindo? Quer que eu...

Gina interrompeu o falatório de Harry o beijando e o deixando sem chão, ela não aprofundou o beijo, foi apenas um contato longo entre os lábios dos dois, ele achou que havia sido apenas para calar a boca dele, bem havia sido e ela alcançara seu objetivo. Eles se separaram lentamente e sorrindo.

- Tenho tudo o que preciso bem aqui – ela disse enquanto colocava as pernas sobre as pernas dele e as cruzando e logo depois o abraçando pelo pescoço.

- Hã? – Ele havia ficado meio "perdido na rotação" na conversa e com muito esforço conseguira se lembra do ponto onde haviam parado – se você dis que não precisa então tuuuuuudo bem.

Pronto, fera domada pensou Gina enquanto abraçava Harry. Estava com tanta saudade dele que doía fisicamente. Saudade do calor dele, do corpo dele, do carinho, do cuidado, dos beijos, abraços, de tudo principalmente do sexo com ele, mesmo que esse ultimo ela soubesse que teria que esperar um pouco mais para matar a saudade.

Maldito Riddle.

- Me beija – Ela disse no ouvido dele antes de mordiscar seu lóbulo o deixando arrepiado.

E ele parou de pensar, de questionar, de tudo e a obedeceu, com carinho ele invadiu a boca dela com a sua língua afoita e delicada e a explorou como se nunca fosse poder fazer aquilo, como se fosse a primeira vez, delicadamente ele deu pequenas mordidas nos lábios dela, os sugou levemente e voltou a explora-la com a língua com muito mais cuidado e suavidade do que normalmente dedicava quando os dois se beijavam, sentindo as mãos pequenas em seus ombros largos Harry se sentiu vivo como a muito tempo não sentia-se, estavam quentes como a boca dela, como ela e ele. Mas Gina não só recebeu aquele carinho, ela também deu, ela deu fogo, muito fogo, o atiçando com sua língua macia, acariciando-o, fazendo com que Harry perdesse o controle de vez. E quando o ar faltou Harry partiu para o pescoço dela.

- Sonho – Ele sussurrou no seu ouvido enquanto se afastava do pescoço dela.

- Harry, faz séculos que não me chamam de Sonho – disse Gina sorrindo para ele enquanto encostava a cabeça no ombro dele. –Eu amo você.

- Só eu chamo você de Sonho e também amo você. – Ele disse acariciando os cabelos cor de fogo dela.

- Podemos ficar sentados na cama vendo filme e comendo pipoca? – Gina perguntou aquilo ao pé do ouvido dele e deu uma mordida no seu lóbulo dele fazendo com que Harry se sentisse os cabelos da nuca se arrepiassem.

- Se você quiser... – Tudo que ela lhe propunha daquele jeito lhe parecia ter sentido e ser a única coisa certa a se fazer.

- Então esta tudo bem – Ela tentou se levantar, mas Harry a impediu.

- Fica na cama, esta machucada, vai ser mimada até depois de dizer você dizer basta. – Ele a deitou na cama e ignorou o rolar de olhos dela enquanto saia do quarto, se ela achava que ele iria deixar que ela fizesse qualquer coisa a mais do que ir ao banheiro ou sair da cama, estava muito, mas muito enganada mesmo.


Dez minutos depois Harry estava deitado na cama com Gina usando seu peito como travesseiro e assistindo um filme que eles já haviam assistido mais de mil vezes e comendo pipoca.

Pela primeira vez em três meses Gina se sentiu humana e amada, Harry tinha esse poder, de faze-la se sentir viva, inteira, mesmo que estivesse se sentindo que o seu pedaço que estava faltando fosse muito grande e estivesse a muito tempo longe dela, era uma sensação magnífica e ela adorava senti-la.

- No que está pensando? – Ele perguntou enquanto acariciava os cabelos dela.

- "Eu quero você, eu preciso de você, oh baby, oh baby" – ela sorriu enquanto repetia a fala do filme.

- Quantas vezes já assistiu esse filme? – Harry perguntou rindo com ela.

- Umas mil vezes apenas – Ela disse antes de colocar uma pipoca na sua boca.

- Como consegue? – Ele perguntou

- Como consegue assistir "Uma loja muito louca" ? – Gina perguntou irônica.

- É um bom filme ta legal? – Ele falou aborrecido com ela

- Fala serio Harry o filme foi gravado em dois dias, é uma história sem nexo e muito, muito retardada. – Ela disse o provocando, era muito comum entre eles a discussão entre eles quanto aos seus filmes favoritos. – E então para de discutir comigo. – Ela o abraçou, estava louca de saudade dele.

- Tuuuuuuuudo bem Sonho. – Harry voltou a fazer um cafuné nela. – Esta bom assim.

- Unhum – Gina respondeu o abraçando pelo peito e voltando sua atenção para o filme.

Os dois pareciam ter esquecido que o mundo lá fora existisse, haviam trancado todos os problemas em uma caixinha de Pandora que eles só abririam quando os quinze dias acabassem. E assim a vida deles continuaria até que a bomba da realidade estourasse sobre as cabeças deles, para que tudo aquilo acabasse. Que o mundo parasse!

Mas o mundo lá fora não pararia, nem por causa deles nem por causa de ninguém e mesmo os dois tendo consciência de que isso não aconteceria eles estavam tentando serem felizes, eles sabiam que saber disso não deixa que eles se sentissem inteiros, mas dariam um jeito.


Riddle estava satisfeito com o que a tela do seu computador lhe mostrava, a esposa não estava mentindo e não estava com ninguém, fora direto para o chalé e fizera apenas três paradas, uma em um posto de gasolina, completamente compreensível, depois parara em uma cidade pequena, talvez para comprar algumas coisas para a casa e outra no meio da estrada provavelmente para se localizar, mas agora estava no chalé, ele confirmara toda a historia que ela lhe dera e era verdadeira, sim ela realmente havia ganhado uma casa a algum tempo, e a casa realmente estava alugada, mas fora desocupada, então não havia com o que se preocupar ele pensava. Tinha que admitir que ela precisava de uma folguinha dele, a esposa era mais forte do que ele pensara, não chorava na frente dele e não gritava quando apanhava ou estava o satisfazendo, mas justamente por isso ele estava começando a se cansar dela, mas não a chutaria, seria dar um gostinho demais a ela e era sempre bom ter uma mulher disposta a satisfaze-lo na cama afinal, principalmente uma tão bonita, mas ela não era nada dócil com ele, muito pelo contrario. Era justamente porque ela não reagia as suas atividades obrigatórias na cama gritando que ele estava com aquela ruiva na cama.

Ruivas.

Sua obsessão.

A ruiva que estava em sua cama agora era bem mais receptiva do que a sua esposa, não era nada silenciosa e ele não precisava força-la a fazer nada, mas era apenas uma prostituta, uma vadia para passar o tempo, não era a sua esposa, nem ruiva de verdade, nem tão bonita quanto ela, nem sua esposa era tão bonita quanto ela.

Cansado das caricias da prostituta ele levantou da mesa do computador entrou no banheiro.

Como sentia falta dela, da sua ruiva, sua mulher, sabia que um sai conseguiria esquece-la, mas não agora. Sua esposa morrera quando dera a luz a o filho deles, revoltado com a perda de sua esposa e com o fato de que a criança havia sido ingrata o suficiente para matar a mãe quando ela lhe deu a vida ele apertou o pescoço do bebê até que ele sufocasse e se sentiu vingado, mas não estava inteiro,sua esposa estava morta. Sua mulher...

- Liny – Ele murmurou baixinho no banheiro, Gina havia sido a mulher mais parecida com a sua esposa que já tivera, havia tido varias mulheres, mas nenhuma chegara tão perto de sua Liny quanto Gina e quando soube que ela estava para voltar para sua casa precisou dar seu jeito para que ela ficasse perto dele, conseguira afinal.

Mas Gina não era Liny, sua esposa gritava na hora do sexo...Gina não, sua mulher gozava com ele...Gina não, sua esposa engravidara dele...Gina não poderia, ele amava a sua esposa...mas não a Gina, ela era doce como Liny, mas ele não sabia se a boca de Gina tinha o mesmo gosto, ela não permitia que ele a beijasse...sua esposa permitia.

Eram tantas diferenças, o que ele poderia fazer? Sabia que gina não era Liny e queria que ela pegasse por ser tão parecida com sua esposa, por tentar engana-lo.

Enfurecido com a atual esposa ele saiu do banheiro e jogou a prostituta na cama, se Gina pensava que continuaria o enganando fingindo ser a sua esposa, ela estava muito, muito enganada...


Gina estava com frio, muito frio, por isso se aproximou mais ainda de Harry na cama, ele estava tão quentinho, a intenção não haviam sido de dormirem juntos, mas Gina acabara dormindo na cama e Harry não quis sair dali. O frio estava tão grande, ela não entendia porque que Harry estava descoberto e suando.

Será que ele estava com febre?

Ela colocou a mão na testa dele.

Não, só estava um pouco quentinho, mas não era febre. Talvez fosse um sonho estranho, ela puxou o lençol, mas o frio não passava, ela estava muito cansada e por isso voltou a dormir.


Harry sentiu um calor bem vindo ao lado dele quando acordou. Gina. Aquilo ela perfeito, ele a abraçou, ela estava quente, bom...

Mas ela estava muito quente, quente demais. Filho de médica e criado por tias que também eram médicas Harry aprendera desde criança sabia identificar alguns sintomas que indicavam algum tipo de doença e sabia que todo aquele calor no corpo dela era febre e das altas.

Despertou desesperado, Gina estava tremendo e quando colocou a mão na testa dela teve a sensação de que a mão queimaria, quente, muito quente, os cabelos dela estavam grudados na testa e no rosto dela. Correu para o banheira e pegou o termômetro na farmácia e depois correu até ela e colocou o termômetro debaixo da axila dela e enquanto esperava o resultado ligou para a mãe.

- Mãe – Harry disse assim que a mãe o atendeu com a voz sonolenta – preciso que pegue a tia Lene e venha até o chalé da Gina, é muito urgente, tragam as maletas medicas por favor – Harry deu uma pausa enquanto ouvia a mãe – Ela está com muita febre mãe – Harry tentou respirar, mas parecia difícil - Quanto? Espera – Ele tirou o termômetro de debaixo do braço dela e quase caiu para trás antes de abraça-la – Qua-quarenta graus mãe.

N.A.: Oi, é eu sei, me matem, demorou, mas eu andei sem tempo, mas os próximos dois capítulos já estão prontos, só faltam ser digitados por isso acho que os próximos viram mais rápido.

Beijossss, Revils?