Olá, meninas!

Errata #1: No capítulo 10, eu escrevi "Ela deixara Hogwarts aos 15 anos de idade, ano em que Amy nasceu. Haveria sido por isso?", mas não foi o que quis dizer. Eu estava com isso na cabeça, mas era pra eu ter escrito "Ano em que ela provavelmente teria engravidado".

Errata #2: Na carta para Helena, que ele comunica sobre os documentos que eram de Eileen, não era pra ter mencionado o nome da mãe, já que ela só veio a saber quem era a "sogra" (hehe) no capítulo 11. Falha minha. Eu sou minha "auto-beta" e essa é minha primeira fic, vai levar tempo pra eu pegar a manha. Paciência comigo! rs

Desculpem-me por não ter deixado nenhuma resposta às reviews de vocês. Só deu tempo de eu entrar, postar e sair. Mas lá vai:

Neglle Snape: Muito obrigada! Fico muito feliz que esteja gostando! A aceitação de vocês é o que me anima a escrever! Porque vou te contar, que coisa mais difícil é começar, terminar e atualizar uma fic, heinhô! rs

Madame Anita Azevedo: Te empolgou, é? Só te digo uma coisa: Snape não é mole, não! AHAHA! #HumorPrivado. Seus anseios serão respondidos no próximo capítulo, minha linda! E como sempre, suas reviews são um doce! Não se preocupe com a demora em fazê-las. Entendo que você dá o melhor de si para poder tirar um tempinho aqui no FFnet.

Catherine3: Menina, até ontem nem eu sabia onde isso ia parar. Mas agora já tenho tudo delineado. Acho que vocês vão gostar.

Amanda Laís: Calma! rs - Os mistérios vão cair logo, com os últimos capítulos a fic tá tomando outro rumo...

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Sofia pediu para ser levada para o quarto logo após o jantar, alegando que estava muito cansada. Helena e Snape ficaram a sós. Sempre que ela tentava ir embora, ele colocava algum empecilho. Isto sem contar no fato de que ela estava furiosa com ele por ter sustentado a ideia de que ambos namoravam. Ele colocava mais vinho na taça dela, enquanto dizia:

- Helena, eu gostaria sinceramente que você ao menos considerasse a possibilidade de me vender a mansão.

- Não vejo por que vendê-la.

- Não acha que deu um passo maior do que a perna? – perguntou, pausadamente.

Helena oscilou. Queria negar o comentário dele e perguntar de onde ele tinha tirado esta informação, mas o orgulho não deixou.

- Trata-se de um pequeno problema temporário. Tive muitos déficits com a reforma, mas hei de recuperar o dinheiro investido em breve. Sem contar que eu jamais te venderia a mansão. – declarou em tom de desafio.

O imenso desdém e a profunda desconfiança que inicialmente a pessoa dele lhe inspirava tomou o pensamento de Helena sem pedir licença. Teria ele lhe beijado e tratado sensualmente apenas para convencê-la a vender a mansão?

- Vai ter de vender a mansão, Helena. Senão você perde tudo.

- Isso eu não faço de jeito nenhum – disse teimosa. – Agora se me dá licença, preciso ir para casa.

Helena estava se levantando quando um patrono irrompeu pela sala, trazendo a voz de uma Minerva McGonaghall angustiada e que desconhecia a presença de Helena:

- Severo. Amy Mitchel fugiu da escola. Não podemos afirmar com exatidão quando ela sumiu, mas calculamos que foi logo depois do jantar. Vasculhamos o castelo inteiro antes de lhe encaminhar o caso. Conversei com as colegas de quarto, mas nenhuma sabe de nada e se sabe, não quer me contar. Achei por bem te avisar, pois precisamos acionar o Ministério. Ela ainda tem o rastreador.

Snape deu algumas orientações à Minerva e prontamente se dirigiu à Helena, que estava em choque.

- Helena, vou te levar para casa e em seguida vou para Hogwarts. Espero que tente ficar calma. Eu vou lhe deixar a par de tudo.

- NÃO! Eu quero ir junto com você.

- Mas...

- Quero ir junto, Severo! É minha filha! E se fosse com Sofia, como você iria se comportar?

Diante da colocação irrefutável, Snape avisou a Sra. Maisy que iria se ausentar e ambos foram para Hogwarts juntos. Ao saírem direto da lareira no escritório da direção, deram de cara com Minerva e alguns professores aflitos.

- Oh, Srta. Mitchel! Me desculpe não tê-la avisado logo, é que... – interpelou Minerva, um tanto sem graça.

- Tudo bem, Minerva. Helena estava comigo. – encerrou o assunto. – Podem ir se recolher. Eu cuido disso.

Snape acomodou Helena nos aposentos de diretor que quase nunca usava, lhe deu uma poção calmante e partiu, assegurando que traria Amy de volta. Acionou o ministério e uma hora depois encontrou a garota, que perambulava pelo subúrbio de Londres, consternada. "Só uma cabeça muito idiota para achar que fugiria sem ser encontrada antes de fazer 17 anos", pensava ele, enquanto a trazia de volta à Hogwarts. Amy, por sua vez, sentia-se envergonhada. A garota - de cabelos escuros tão distintos das madeixas de sua mãe, mas com olhos azuis que tinham sido herdados dela - andava de cabeça baixa. Havia sido duramente repreendida por Snape, que a deixou no salão comunal da Grifinória.

- E trate de se comportar como uma moça, Srta. Mitchel! Sua mãe estava em prantos quando saí para lhe procurar. Deixe de ser tão egoísta e pense mais na sua mãe, que te ama; e no quanto ela sofre com a sua irresponsabilidade!

Voltou para os aposentos de diretor. Não pretendia acordar Helena, que finalmente tinha conseguido dormir depois de tanto chorar. Por que diabos ela não saciava a revolta da própria filha contando a verdade? Ela deveria ter um bom motivo, ele entendia. Mas o que haveria acontecido para que, omitindo a verdade de Amy, Helena deixasse as coisas chegarem aonde chegaram?

Tirou as vestes pesadas e os sapatos, ficando só com a calça e a camisa. Sentou-se na cama, ao lado dela, observando-a. Ela acordou.

- Severo?

- Sim...

- A Amy, onde ela está? – perguntou com a voz chorosa e o rosto inchado de tanto chorar. Ergueu-se na cama.

- Helena, está tudo bem. Amy voltou. A deixei no dormitório, pois não queria te acordar.

Ela desabou em um choro de alívio. Ele a abraçou. Ela não conseguia parar de tremer. Com uma das mãos ele acariciava os cabelos dela.

- Eu preciso ver a Amy...

- Shh. Não agora. Vocês estão muito perturbadas...

- Por que ela faz isso comigo? Por quê?

- Helena... – ele a soltou do abraço com delicadeza. – Nós precisamos conversar.

Ela se acomodou melhor na cama. Snape prosseguiu:

- Falei muito com a Amy antes de trazê-la de volta. Ela está convencida de que eu sou o pai dela.

O chão parecia ter sumido para Helena. Não conseguiria descrever, nem se quisesse, certo pânico que a colocação dele havia causado.

- COMO ASSIM? De onde ela tirou isso! ?

Vendo que ela não conseguia articular nenhuma palavra, prosseguiu, mantendo o mesmo tom plácido com que havia iniciado a conversa:

- Você não deve dar crédito para isso, mas Amy procurou uma cartomante qualquer na Travessa do Tranco e foi isso o que ela lhe disse. Eu tive certo trabalho, mas consegui convencê-la de que era pura bobagem.

- Meu Merlin, eu não acredito... – Helena ainda estava atônita.

- Olha... Não é da minha conta. Mas acho que você tem de contar a verdade para a sua filha. E se algo de ruim tivesse acontecido?

- Não posso, você sabe! – falou, recomeçando a chorar, inconsolável.

Ele a abraçou de novo.

- Está tudo bem, Helena. Tudo bem. Tente se acalmar.

Ele deixou que ela chorasse até que suas lágrimas se exaurissem. Quase meia hora depois de ela ter parado de chorar – mas ainda nos braços dele – de súbito, Snape perguntou, com a voz pausada, como se estivesse pensando, formulando e considerando a pergunta naquele exato momento:

- Tenho uma proposta a lhe fazer... – hesitou – Talvez não seja a hora oportuna...

- Se é sobre a...

- Shhh! – Ele a interrompeu. – Não tem nada a ver com a mansão. O que tenho em mente, Helena, é que nós dois nos casemos...

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Nota da Madi: Me xinguem. Me batam. HAHA! Mas eu só vou conseguir escrever o resto hoje (31/08) à noite! Mwahahaha! A Anita que especialmente vai gostar do capítulo 14. *_*