Meninas, meninas, meninas.

Sei que sou uma "imperdoável", mas minha vida estava de pernas para o ar.

Agora vou poder atualizar a fic, pois as minhas aulas na faculdade estão acabando.

Espero que me perdoem, mas não esqueci de vocês em nenhum momento.

Reduzi a fic, estamos na reta final. Acho que uns quatro ou cinco capítulos e só...

Espero que gostem!

Beijos da Madi.

-o-o-o-o-o-

Com um suspiro de desânimo, Helena acordou. Estava sozinha. Imaginou, mesmo que a contragosto, onde estaria Snape. Onde estaria ele? Não que isso fizesse alguma di ferença. Contudo, esperara acordar de manhã e poder dizer-lhe quanto se ressentia pelo que ele lhe fizera. Agora sentia certa relutância em vê-lo.

Na verdade, não poderia apresentar suas queixas sem correr o risco de ouvi-lo repetir que ela, no fim, entregara-se de boa vontade. Aonde teria ido ele? Não acreditava que Snape possuísse sensibilidade suficien te para compreender seu estado de espírito nessa ma nhã e por isso a tivesse deixado sozinha para o próprio benefício. Teria o desejo dele se extinguido tão depres sa? Helena mordeu o lábio. Buscando descontrair a tensão, vestiu uma roupa leve e foi caminhar pelos vastos vinhedos da redondeza. Ficou fora durante todo o dia, sem o mínimo de preocupação em avisar Snape. Voltou para o quarto deles na pousada quando já era noite e ele ainda não estava lá. Ela não conseguia negar, queria saber onde ele estava e o fato de não saber a irritava. Tentando ignorar a "preocupação", preparou um banho e relaxou o corpo na banheira. Os aromas de rosa e lavanda envolviam o ambiente e Helena o aspirava com prazer. Quase uma hora depois os sais de banho que havia utilizado des manchavam os nós logo abaixo dos ombros e Helena sen tiu o corpo leve como se flutuasse no ar. Mas era hora de sair...

Enrolou-se apenas na toalha. Tratou de arrumar algumas de suas roupas nas gavetas da cômoda rústica que se encontrava no aposento, quando Snape irrompeu pelo quarto.

- QUEM VOCÊ PENSA QUE É, SUA INSOLENTE?

Helena virou-se, um misto de indignação e confusão.

- Do que você está falando?

- Eu te procurei o dia todo, por toda a parte!

- Ah, ora essa! Me poupe! Eu fui caminhar pelos vinhedos! Tenho de te pedir autorização agora!

Tudo aconteceu rápido demais. Num impulso Snape fechou a porta com estrondo e avançou na direção de Helena. A ergueu com facilidade, forçando-a a sentar na superfície de cômoda, as pernas levemente abertas, acomodando-o em seu meio. Ela não conseguia se mover, tamanha a surpresa.

- Qual é o seu problema? – ele murmurou.

Ela tentou se soltar, mas foi em vão.

— Você está com um perfume tão bom. O que andou fazendo?

— Vai me agarrar a força de novo, Snape? – disse ela, entredentes.

Ignorando-a, ele passou a acaricia-la intimamente, enquanto percorria uma trilha de beijos molhados no pescoço. As pernas dela cederam ante a sensação agra dável que tomava forma dentro de si.

— Ora, ora, mas que mudança!

O resquício de sarcasmo a fez abrir os olhos novamente.

— Seu calhorda...

— Você gosta, admita.

Snape a observava com atenção. Abaixou a cabeça em sua direção. Gotas de água do cabelo dela caíram sobre os seios, provocando-lhe um arrepio na pele. Ela fechou os olhos ao sentir o corpo inerte ao seu comando e obediente ao de Snape. Com um murmúrio de prazer, ele apanhou com a boca uma das gotas de água que brilhava em sua pele.

— Você está com sabor de rosa e lavanda. Sabia? — murmurou Snape ao mesmo tempo em que a fitava com intensidade e lhe acariciava a pele sedosa.

Ao toque das mãos dele nos seus seios, Helena sentiu o desabrochar do desejo intenso. "Com certeza os sais de banho tinham poder afrodisíaco". Ou isso, ou então Snape possuía a capacidade e hipnotizar seus sentidos. De qualquer for ma, tratava-se de uma emoção poderosa que subjugava todas as outras e que a levava a um mundo diferente onde existia apenas sua sensualidade desperta.

Sabia ainda que essa força poderosa e avassaladora que tomava vulto em suas entranhas era comparti lhada por Snape e isso a excitava ainda mais. O co ração batia agitado e os seios se intumesciam sob suas carícias deliberadas. Ele circulou um dos bicos com o polegar e viu o mamilo assanhar-se.

— Lindo! — murmurou ele.

Helena curvou a cabeça para trás e ergueu o busto numa súplica muda de contatos mais firmes. Snape atendeu-a e tomou um dos mamilos na boca enquanto pressionava o outro entre o polegar e o indicador.

A sua ansiedade cresceu e a fez enlaçar Snape pelo pescoço e puxá-lo de encontro ao corpo. Com a mão, acariciou-o na abertura da calça e colocando a mão por dentro da camisa, sentiu na palma a textura firme dos músculos. No mesmo instante, teve uma vontade louca de tocá-lo por inteiro e admirar o que explorava. Forçou o cinto e, depois de várias tentativas desajeitadas, conseguiu soltá-lo.

Snape ficou imóvel, porém, ela não se deu conta dis so. Helena afastou o cinto, puxou a camisa pra fora e abriu a braguilha da calça. Percorreu-lhe o corpo com o olhar ávido e as mãos tremulas num desejo ardente de absorver com todos os sentidos cada detalhe. A satisfação dessa necessidade produziu uma onda intensa de calor e deixou-a com a respiração ofegante e o coração descompassado. Snape agora a beijava nos seios, Helena, porém, que ria mais do que as carícias delicadas, desejava sentir os impulsos poderosos dele em seu âmago. Estendeu a mão e tocou-lhe o sexo. Snape gemeu baixinho e num impulso, ergueu sua "esposa insolente" no colo e a depositou, muito suave, na cama. Ela aquiesceu disposta a en tregar-se à vontade dele desde que tudo terminasse com a posse de seu corpo.

Snape terminou de se despir e se ajoelhou entre as pernas dela e, com as mãos em sua cintura, curvou-se para beijá-la. Bem devagar, os lábios e a língua tocaram seus olhos, as faces, o pescoço e pararam um pouco mais nos seios. Ao mesmo tempo, Helena o afagava e o sentia fremir sob as mãos. Snape continuou a beijá-la por todo o corpo até que o desejo, como uma lava incandescente, a inundou por completo. Fechou os olhos na expectativa da união plena e ficou desesperada quando ela não se deu de imediato. Sem esperar, sentiu então o contato dos lábios e da língua de Snape em sua parte mais íntima. Eles a circulavam, massageavam e apertavam, levando-a numa escalada crescente que terminou numa convulsão louca do corpo que a fez gritar num misto de angústia e êxtase.

Sem dar muita trégua, ele voltou a lhe percorrer o corpo numa subida mo rosa de carícias e beijos, provocando-lhe um tormento tão angustiante que Helena mal conseguia suportar, mas que morreria se o visse findar. Ela não precisou de mais encorajamento algum para se entregar e suspirou de prazer ao sentir o primeiro impulso provocante. Igualou-o na exigência e a in tensidade dos movimentos e juntos percorreram o ca minho delicioso da paixão e da sensualidade.

A explosão foi delirante. A boca de Snape na sua absorveu-lhe os gritos de prazer, que ele também soltou logo depois do encontro à curva de seu pescoço. Entregues a um cansaço gratificante, continuaram deitados, mas imóveis. Helena sentia a pele úmida de transpiração, o corpo dominado por uma letargia de liciosa e a mente desligada de tudo. A realidade a surpreendeu quando Snape ergueu um pouco a cabeça e perguntou com voz preguiçosa:

— Posso contar com esse tratamento todas as noites?

Os sentimentos ambivalentes alimentados por Helena retornaram violentos e aumentados pelo fato de em nenhum momento, Snape ter lhe forçado coisa al guma. Na verdade, ela havia desejado e o instigado a lhe fazer amor. Dominada pelo desgosto e náusea, em purrou-o e exclamou ríspida:

— Fique longe de mim! Eu o odeio!

Por um segundo, Snape a fitou com raiva e depois sorriu com sarcasmo e comentou:

— Vejo que me odeia, mas ama meu corpo. Você adora que lhe faça amor, não é?

Helena corou até a raiz dos cabelos e não conseguiu esconder a humilhação sentida.

— Jamais vou perdoá-lo por isso — declarou furiosa enquanto se levantava e apanhava as roupas dele. — Não quero nunca mais que toque em mim!

A expressão de Snape tornou-se rígida. Estendeu a mão e segurou Helena por um dos pulsos para impedi-la de se afastar.

— Espere um pouco — pediu ele com mansidão en ganadora. — Ontem à noite, eu compreendi seu abor recimento comigo, mas agora não. O que acabamos de fazer foi uma manifestação de desejo e prazer mútuos. Não sei o que existe em sua cabeça que a faz sentir tanta vergonha da satisfação sexual e, a menos que me explique, não vou poder adivinhar. De uma coisa tenho certeza: você apreciou muitíssimo essa união perfeita. Agora vem me dizer que não quer ser tocada por mim! Pois muito bem, moça, o que você tem nas mãos é uma faca de dois gumes. Tome cuidado para não se cortar com ela. E mais uma coisa: nenhum homem gosta de ser rechaçado como fui agora por você, Helena, e muito menos, de ser tratado como objeto sexual. Portanto, minha cara esposa, pode ficar descansada que não lhe forçarei mais minhas atenções indesejáveis. Da qui por diante, será você quem tomará a iniciativa, e aposto como vai fazê-lo, não importa o que pensa agora.

A verdade encerrada nas palavras dele feriu seu orgulho e a magoou profundamente, que revidou furiosa:

— Talvez, mas prefiro vê-lo no inferno a lhe pedir que me faça amor.

— Acha isso mesmo depois do que acaba de experimentar? Você ainda vai implorar, Helena.