Disclaimer: Essa fanfiction não tem fins lucrativos. Made by fan to fans


N/A: Atenção! Capítulo com classificação M!

N/C:

Inu: cachorro.

Hahaue: mamãe; honrada mãe; mais formal.

Yukata: kimono mais simples, fino e leve; 'kimono de verão'.

Anou: Hum; hã; er.

Ikuzou: vamos lá!

Houshi: Monge budista; refere-se ao Miroku.

Haha: mãe.

Iie: não.

Kodomo: criança; menino.

Futon: colchão de dormir japonês.

Inu no taisho: significa 'Líder dos Cães'; NÃO é o nome do pai do Sesshoumaru/Inu Yasha; é um título. O nome dele era Touga.

O que está entre parênteses é pensamento.

-chan: sufixo de amizade; exemplo: "Kagomezinha".

-san: sufixo de respeito, mas não tão formal como -sama; exemplo: "Dona Sango"; "Seu Miroku".

-sama: sufixo do mais alto respeito e veneração; exemplo: "Senhor Sesshoumaru".


Capítulo 2: Na Floresta de Cerejeiras


Um magnífico inu daiyoukai de olhos dourados e cabelos prateados se encontrava num dos vastos jardins do gigantesco shirou que governava as terras do oeste.

Esse horto, em particular, era longe do castelo. Escondido. Denso. Selvagem. E cheio de árvores. Na maior parte cerejeiras, que não estavam em flor, pois era verão.

Um lugar especial. Uma parte que se tornou a favorita de Rin. Ela mesma confessou: 'Porque podemos ficar às sós'.

Sim. No shirou não existiam muitos ambientes onde eles poderiam ficar sozinhos. Em todos os cômodos haviam empregados, guardas, generais, arautos, Jaken, a corte e sua hahaue.

Alguns dias Rin vinha e suplicava para que ele passasse um tempo com ela. Na maioria das vezes, a jovem escolhia essa floresta. Principalmente quando tinha flores. Era o local mais afastado. E era o menos cuidado pelos jardineiros.

Eles ficavam por lá durante algumas horas. Da manhã ou da tarde. Haviam ocasiões em que assistiam o pôr-do-sol.

A garota sempre dizia como era feliz por estar com seu mestre e como o tempo estava tranqüilo.

Mas, hoje, na escuridão de uma noite sem Lua e sem estrelas, Sesshoumaru enfrentava o maior tormento de sua vida.

Até agora.


O nobre gemia e urrava baixo.

Estava ofegante. Mal conseguia respirar.

Seus olhos, vermelhos. Suas marcas, deformadas. Suas presas e garras, maiores.

Vestia uma yukata leve, branca. Tinha acabado de sair de sua alcova, onde tentou dormir.

Com violência, ajoelhou-se na terra e apoiou-se numa das mãos. Cerrou os olhos. A outra mão foi, com máxima urgência, no seu membro masculino extremamente enrijecido. Apertou com força e começou o vai-e-vem, acariciando toda a extensão do seu pênis. Puxava o prepúcio com ferocidade e se machucava de forma leve.

Mas ele não se importou.

Sequer sentiu dor.

Só pensava nela.

- (Deliciosa...).

Sua imaginação corria solta.

Visualizava a humana embaixo dele e acelerou as 'estocadas'. Seus quadris mexeram-se um pouco, como se ali realmente existisse uma fêmea.

Sua Rin...

O príncipe inu não conteve a saliva que saía de sua boca. Rangeu os dentes pela força da mordida.

- (Minha... minha... minha...) - fantasiava.

Chegou ao cume e despejou sua semente no solo, na yukata e em sua mão.

Sussurrou: - "Rin...".

O aristocrata encerrou os movimentos e ficou parado enquanto se recuperava.

Riu internamente e sentou-se: - (Quando foi que isso começou? Quando foi que o corpo deste Sesshoumaru tornou-se tão fraco?).

Lembrou quando sentiu o cheiro do cio da garota pela primeira vez: - (Sim... foi naquele dia... há quase três anos atrás...).


- "Está decidido! Iremos para as terras do oeste. Para o meu shirou".

A menina o encarava. Lágrimas tinham deixado seus olhos e bochechas brilhantes.

As mãos dela cobriram seu próprio rosto e a jovem chorou baixinho. A cabeça foi curvada no máximo.

A cena produziu-lhe uma pontada no peito. Já sabia que não gostava de ver Rin chorar. O daiyoukai já tinha presenciado a órfã desse jeito outras vezes, quando ela tinha pesadelos. E, sobretudo, quando o inu a deixou na aldeia. Mas Kaede estava lá para cuidar da criança.

Agora, ele não sabia o que fazer...

- (Tão... frágil...).

Flexionou uma perna e ajoelhou a outra.

- "Rin...".

Seu kimono sujo de lama fazia com que a jovem parecesse ainda mais desamparada. Sentiu vontade de protegê-la. De abraçá-la. A garota sempre teve esse efeito sobre ele.

Ela enfrentou o nobre com os olhos vermelhos. Ele tocou seu rosto.

- "Vamos embora daqui".

- "H-hai".

- "Troque de quimono e descarte esse que está usando. Este Sesshoumaru lhe dará outros".

Hesitante, a humana assentiu.

Os dois voltaram para o acampamento e a menina correu para obedecer ao seu mestre.

- "Oh! O que aconteceu, Ssessshoumaru-ssama? Porque Rin está ssuja?".

- "Jaken. Nós voltaremos para as terras do oeste. Para o meu shirou".

- "Ssessshoumaru-ssama desseja ver a honrada matriarca novamente?".

- "Não. Nós permaneceremos no castelo por algum tempo".

- "Hã? M-mass...".

- "Vá à frente com Ah-Un e encontre um lugar, no caminho para o oeste, onde Rin possa banhar-se. Confortavelmente. Depois volte para nos informar".

- "Hai! Ssessshoumaru-ssama!".

O pequeno servo partiu alegre por receber uma missão.

- (Que esstranho... Ssessshoumaru-ssama havia dito que dessejava aprimorar ssua esspada viajando pelo mundo e lutando contra youkaiss poderososs, antess de asssumir o trono. Então sseu reinado sseria forte e dominaria ssobre tudo... E ele também dissse que ssua hahaue é irritante... Porque issso agora?).

A órfã voltou rapidamente vestindo um kimono azul claro com borboletas e flores rosa.

O inu branco percebeu e chamou: - "Ikuzou" - E começou a andar.

Ainda abalada, a jovem perguntou: - "Hã? Cadê o Jaken-sama?" - A criança partiu atrás de seu mestre.

- "Jaken foi à frente".

- "Oh!".

O príncipe parou e a humana fez o mesmo.

- "Rin".

A menina falava num tom baixo: - "Hai. Sesshoumaru-sama".

- "Caminhe ao lado deste Sesshoumaru".

- "Hai".

Assim que a garota fez o que lhe foi ordenado, o aristocrata perguntou: - "Porque está com medo?" - Ele olhava o tempo todo para o horizonte.

- "Hã?".

- "Este Sesshoumaru pode sentir o cheiro do seu medo. Porque está com medo? Este Sesshoumaru matou aquele youkai".

Ela curvou a cabeça: - "Anou... Sabe Sesshoumaru-sama... quando Rin estava na aldeia, Kaede-sama, Kagome-chan e Sango-san conversaram com Rin sobre uma coisa..." - A órfã corou um pouco, mas ainda havia tristeza na sua voz - "Elas disseram que existem homens que são hentai. Elas chamam de 'homens' e não de 'machos'...".

O guerreiro inu repetiu lentamente: "Hentai...".

- "E-ele disse q-que ia colocar filhotes em Rin..." - Ela ficou com um nó na garganta.

O daiyoukai fechou a mão em punho. Sua raiva crescia novamente.

- "Depois que ele disse isso, Rin sabia que ele era um hentai... Rin sabia o que ele queria fazer... Elas contaram..." - A menina respirou fundo para não chorar de novo, no entanto seus olhos se encheram de lágrimas - "Rin ficou com muito medo. Rin está com medo até agora... Elas contaram... Isso... se chama 'estupro', não é Sesshoumaru-sama?".

- "Sim".

A jovem respirou forte novamente.

- "É normal que as fêmeas tenham medo, Rin".

- "Sesshoumaru-sama não tem medo?".

Nesse momento, um pouco surpreso, ele olhou de lado para a pré-adolescente, enquanto andavam: - "Não. Este Sesshoumaru é macho, Rin. Um macho não ataca outro macho para esse tipo de finalidade".

A garota corou: - "Hã? R-Rin s-sabe! É que uma vez o Houshi-sama falou que o Inu Yasha-sama quase foi atacado por outro macho. E que ele ficou com medo".

- "O meu irmão é um imbecil e esse houshi é um devasso. Nunca mais escute uma palavra sequer vinda desses dois".

- "H-hai".

O príncipe já sabia que a criança não pararia por ali.

- "Anou... E se fosse uma fêmea que atacasse Sesshoumaru-sama?".

- "É impossível uma fêmea atacar um macho".

- "Hã? Por quê?".

- "Rin" - chamou.

- "Hai. Sesshoumaru-sama".

- "Sobre esse assunto... Apenas converse com outras fêmeas. Em segredo. Nunca fale com os machos sobre isso" - Ele estranhava que, apesar da humana ter recebido instrução sobre acasalamento, ela ainda tivesse certo grau de ingenuidade. E temia que outros se aproveitassem dela.

- "Nem com o Sesshoumaru-sama?".

- "Sim. Entretanto, somente quando houver nós dois. Sozinhos. E o faça de forma discreta".

- "Tá bom".

Pelo resto do tempo eles permaneceram em silêncio. Depois de algumas horas Jaken apareceu. O servo havia encontrado uma terma e a órfã ficou muito grata por isso.

A despeito dos protestos de sua protegida, pois a jovem ficaria com um só kimono, o daiyoukai ordenou que ela também jogasse fora aquele que estava usando. Todavia, o príncipe lhe prometeu novas e mais bonitas vestimentas.

A verdade é que o inu não queria que existisse um só resquício daquele verme. Não havia o fedor daquele animal, mas havia o cheiro de medo dela, impregnado no tecido.


- "Huh!" - (Aconteceram muitas coisas depois disso. Ela não tem aquela falta de pudor que tinha antes. Agora está sempre tímida. Sempre escondendo algo deste Sesshoumaru...).

Olhou para o céu escuro e levantou-se.

- (Sim...) - Pensou com malícia.

Ajeitou a 'yukata'.

- (Ela mudou. E como mudou...).


O poderoso inu daiyoukai de cabelos prateados voava lentamente, aguardando seu 'sangue esfriar', enquanto retornava ao castelo. Lembrou-se de quando voltou a morar com sua mãe, no grande clã dos cachorros. Mas, desta vez, num caso inédito, trouxe uma humana junto com ele.


- "Veio visitar sua haha novamente, Sesshoumaru?".

- "Iie. Este Sesshoumaru passará algum tempo em sua casa".

Jaken e Rin observavam em silêncio absoluto, assim como seu líder havia comandado.

A pré-adolescente ainda estava com sua única veste que havia sobrado desde o ataque do kappa. Era um kimono verde claro com linhas amarelas na barra e nas mangas.

- "Oh! Finalmente vai assumir suas responsabilidades, kodomo?".

Ignorando as provocações de sua mãe, o daiyoukai disse: - "Ordene que os empregados preparem a minha ala. Este Sesshoumaru também deseja oferecer um quarto para a menina. E um para seu servo".

Por um segundo, a matriarca olhou hesitante para seu filhote.

Inexpressivo, o príncipe perguntou: - "Algum problema?".

Um fino sorriso passou pelos lábios dela.

- "Não".

A fêmea inu admirou suas próprias unhas sem interesse antes de voltar a falar.

- "Hunf... Você pareceu tão apegado a essa humana que eu já havia imaginado que você a traria para viver em nosso shirou. Na verdade, eu esperava que isso acontecesse mais cedo".

- "Irrelevante...".

- "Imagino que você não vai querer deixá-los no estábulo junto com sua montaria, não é mesmo?".

O jovem cerrou as sobrancelhas em desgosto. Já a conhecia e sabia que ela tentaria pertubá-lo. Fazia parte de sua personalidade. Ainda assim o incomodava.

No entanto, a progenitora de olhos dourados divertia-se: - "Vou ordenar que os empregados preparem dois quartos na ala dos hóspedes".

- "Iie. Eles se hospedarão na ala oeste. Na ala que pertence a este Sesshoumaru" - Com mais autoridade, o nobre continuou - "É imprescindível que a menina fique alojada na alcova mais próxima à minha".

- "Oh! Porque tanto cuidado? Está com medo que aconteça algo à humana? Eu deixarei claro à todos que ela não é comida".

A matriarca mirou Rin e analisou-a. Então, sua expressão mudou, da arrogância para um semblante sério.

Sesshoumaru percebeu.

A fêmea youkai levantou a cabeça e respirou fundo. Depois olhou fixamente para a garota, deixando-a curiosa.

- "Criança. Está usando perfume ou esse cheiro é seu mesmo?".

- "Cheiro?".

- (Eu nunca tinha visto algo assim... Impensável... E numa simples humana...) - "É por isso que a trouxe? O que vai fazer com ela?".

- "Isso não é assunto seu. Rin é minha protegida. Exponha esse fato à todos. Este Sesshoumaru não quer ter aborrecimentos".

A mãe suspirou.

- "Está bem. Vou ordenar que o chefe dos empregados se encontre com você na sala de jantar".

O daiyoukai virou-se para seus companheiros e comandou: - "Entrem e sigam pelo corredor até o saguão. Esperem este Sesshoumaru nesse lugar".

Eles foram rapidamente.

Quando o nobre começou a caminhar em outra direção para se encontrar com os empregados, sua hahaue perguntou: - "Vai fazer dela sua... concubina, Sesshoumaru?".

O príncipe oscilou, mas não respondeu. E continuou andando.

- (Uma fêmea com um aroma desses... É impossível que ele não tenha interesse algum... Impossível para qualquer macho... É por isso que a trouxe para nossas terras, Sesshoumaru? Para protegê-la dos outros machos?).


Chegou reflexivo em seu espaçoso quarto.

Toda a ala oeste pertencia unicamente a ele. O cômodo que pertencia à Rin ficava próximo ao seu. O de Jaken era um pouco mais afastado. A maior, a ala norte, pertencia a sua mãe e foi de seu falecido pai. No futuro, seria sua. Teoricamente, já deveria ser, pois Sesshoumaru era o atual inu no taisho. Todavia, não tirou sua haha de suas costumeiras acomodações. Não se importava. Seria dele de qualquer jeito.

Tirou a yukata maculada pela semente e jogou-a no fogo da lareira acesa. Não deixaria para os empregados lavarem.

Ultimamente tinha queimado algumas...

Sentou-se nu, no seu enorme futon, com as pernas abertas e esticadas. Encostou-se na parede. Seus braços ficaram soltos em cada lado do corpo.

Quem pudesse ver aquela cena, encontraria um soberbo inu daiyoukai com ares de um deus.

O corpo era perfeitamente trabalhado e magro. A pele era alva, lisa e sem manchas. O peitoral e o abdômen eram definidos. O seu sexo era vultoso. As pernas e os braços eram poderosos. As mãos e os pés eram másculos. E o rosto possuía feições delicadas sem perder a virilidade.

Olhava para o fogo.

Estava cansado.

Não pela sua atividade anterior. Poderia fazê-la muitas vezes seguidas sem cansar-se.

E, sim, porque aquela tortura estava perdurando por muito tempo.

Lembrou-se do tormento pelo qual passava até alguns meses atrás. Teve muitas dúvidas. Os pensamentos que lhe angustiaram numa das vezes que deu prazer a si mesmo, por causa da humana, vieram-lhe à mente.


Era começo de inverno. Poucos flocos de neve caiam. As árvores estavam secas. Sem folhas. Estava frio. A noite era cinzenta. No jardim, ainda sentado no solo, o senhor das terras do oeste refletia, após um 'momento tempestuoso'. Ponderava sobre as palavras de sua mãe e sobre tudo o que havia se passado. Não conseguia chegar a uma conclusão.

- ('Concubina'... Foi isso o que minha haha disse naquele dia...) - Sentiu um aperto no peito - (Seria tão fácil... Este Sesshoumaru ficaria saciado e ela não seria sua esposa e nem teria seus filhotes... Mas... eu não posso fazer isso... Ela acredita tanto na nobreza deste Sesshoumaru... Este Sesshoumaru não pode desapontar sua Rin... Ela seria apenas... uma serva de cama... uma escrava... uma... prostituta de luxo... Eu não posso...).

Suspirou profundamente.

- (Não posso tê-la, mas não posso dá-la a outro. Não posso vê-la envelhecer e morrer, mas não posso 'compartilhar' a minha vida com ela... Eu... não sei o que fazer...).


No seu quarto, distraia-se olhando para as chamas que ardiam na imensa lareira. Entretanto, sua mente viajava. O quê tinha acontecido durante o jantar, daquele mesmo dia, o deixou louco à ponto dele ir para o jardim e fazer o que fez.

Mais uma vez.

O cheiro dela o seduzia. O corpo perfeito, a voz doce e a inocência também. O carinho, os olhos brilhantes, o coração quente... tudo!

Apesar do atual 'cansaço emocional', causado pelas inúmeras tentações que Rin produzia sem querer, aquele 'grande peso em suas costas' havia sido retirado.

Já tinha tomado sua decisão a algum tempo.


Gostaram?

Eu sei que naquela época, para os japoneses, concubinas não eram 'prostitutas' ou 'escravas', assim como as gueixas. Existia todo aquele conceito de honra, servidão, de colocar-se no seu devido lugar etc. Mas eu nunca poderei pensar assim. Sinto muito se estou incomodando alguém.

De qualquer forma, espero que tenham gostado.