Disclaimer: O Sesshoumaru-sama e a Rin não me pertencem. Mas estão no meu coração para a eternidade.


N/A: Fic com classificação M de mature ;) = violência e palavras de baixo calão.


N/C:

Bakusaiga: a espada do Sesshoumaru-sama. Ela derrete o inimigo com ácido.

Katana: a espada japonesa

Arigatou: obrigado (informal)

Shirou: castelo/mansão japonesa

-hime: princesa

Anou: Hã; Er; Hum

Sensei: mestre; professor; doutor

Gomen nasai: desculpa (formal)


Capítulo 12: A Última Lembrança


Sem hesitar, Akai passou pelo rombo na parede e correu, com toda sua velocidade youkai, seguindo uma meta desesperada: - (Vou marcá-la. Depois fugirei. Depois eu volto para te buscar...) - O seu corpo encheu-se de adrenalina.

Os guardas correram atrás dele. O imperador fez o mesmo. Inicialmente, pensaram que o general estava fugindo de sua condenação.

- (Era tão óbvio... Mas... porque ele ainda não o fez?).

Mais um soldado atacou: - "Está louco, Akai?" - Porém o criminoso acertou-lhe um corte profundo numa das pernas.

A corrida continuava rápida. O daiyoukai já ultrapassava seus vassalos.

Quando o criminoso chegou à área adjacente aos jardins da ala oeste, com espanto, todos entenderam: - (Ele está atrás da princesa!).

O nobre rosnou alto: - (FILHO DA PUTA!) - Desembanhou sua Bakusaiga.

Sentindo o coração bater freneticamente no peito, o comandante arriscava a vida.

No momento em que o aristocrata percebeu as intenções de seu general, encontrou-se cego pela cólera. Sobrevoando todos os guardas, ele saltou à frente do traidor.

O subordinado viu apenas mais um vulto e, sob o efeito do desespero, cortou aquela sombra sem hesitar, antes mesmo de sua visão distingüir a inconfundível cor branca da escuridão da noite.

No segundo em que o comandante raciocinou, ele viu no oponente uma ferida horizontal sobre a armadura na região do peito, que começava a sangrar. Arregalou os olhos: - "Sesshoumaru-sama!" - Logo em seguida ouviu o tilintar do aço junto com uma dor aguda no coração.

Frontalmente, o príncipe o havia perfurado. Obedecendo aos sentimentos do seu mestre, de imediato Bakusaiga disferiu seu veneno ácido.

Gemendo de dor, o general deu um passo atrás, deixando sua espada cair. A katana do senhor das terras do oeste tinha transpassado seu corpo e ele soltou um silvo de agonia.

O daiyoukai rosnou baixo e retirou sua espada com violência.

Em vão, o subordinado tentou segurar o sangue com as mãos e caiu com as costas no chão.

O rosto em fúria de Sesshoumaru voltou à frieza de sempre. Os guardas circularam a cena. Era apenas uma questão de tempo... Akai já estava morto...

Sentindo o ácido corroer-lhe, o general ergueu levemente a cabeça para mirar o rosto do nobre que estava de pé e permanecia quieto à sua frente: - "P-Porque j-já não o f-fez?".

Ponderando, o aristocrata levou alguns segundos para responder: - "Por sua lealdade a este feudo. Por... seu companheirismo, durante a infância deste Sesshoumaru".

Imagens semelhantes vieram à mente de ambos: a amizade na idade tenra, livre de pretensões, brincadeiras de lutas, de guerras e de heroísmo... Os dois machos tinham quase a mesma idade e foram amigos por um tempo breve durante seus primeiros anos.

Entretanto, o senso de hierarquia falou mais alto quando o príncipe herdeiro ganhou professores particulares que lhe ensinariam sobre a nobreza, comando, guerra, artes marciais, etiqueta, auto-controle, disciplina, administração, honra, matemática, física, astronomia, orgulho, história, química, entre outros. Enquanto que Akai iria treinar numa academia para ser condicionado às normas de obediência e fidelidade, além de aprender à lutar. Como se destacou entre os outros, ganhou uma tropa para comandar e obteve mais educação para exercer a liderança.

Nenhum deles se preocupou em manter a amizade, no entanto. Foi para isso que nasceram. Deram o melhor de si, superaram desafios, lutaram com garra, porém, mantiveram-se dentro de seus destinos.

Akai sorriu: - "Huh!" - Falou enquanto deitava a cabeça - "N-Não foi isso q-que eu p-perguntei... Mas..." - Sussurrou - "Arigatou, Sesshoumaru-sama".

O daiyoukai não perguntou o que o comandante quis dizer. A lembrança de Tenseiga localizada no seu quadril passou-lhe pela mente. A 'Espada da Vida' o curaria facilmente, antes mesmo dele morrer, todavia, não poderia usá-la. Como inu no taisho, ele tinha que ser inflexível. Esse era o seu papel. Perdoar Akai seria insensato. Só demonstraria que o imperador volta atrás em suas decisões, dando brecha aos outros para fazerem o que quiserem.

O príncipe não havia compreendido o verdadeiro significado da pergunta que o general havia feito. O senhor das terras do oeste pensou que seu subordinado se referia ao por quê dele não tê-lo executado de imediato.

Contudo, Akai referia-se a Rin.

Antes de morrer, seus últimos pensamentos foram para ela.

A chegada da criança havia assustado aos inu youkais. Ainda mais sendo trazida pelo próprio senhor do castelo, que sempre odiou os humanos. Entretanto, o seu carisma logo cativou à todos.

Lembrou da primeira vez que teve contato direto com a garota. Ela estava ajudando a decorar o shirou e pediu-lhe para carregar um vaso extremamente exagerado e pesado de flores.


- "Humana. Por acaso acha que sou um serviçal?".

A jovem riu e disse que estava enfeitando o castelo com flores para que ele ficasse cheiroso para todos os inu youkais.

- "Inclusive para Akai-sama" - Corou - (E para Sesshoumaru-sama).

Diante do sorriso tímido da adolescente e de seus olhos brilhantes, o general ordenou que um dos soldados carregasse o vaso. Acabou que ele tornou-se um belo adorno para o hall de entrada do shirou e, mesmo quando não estava florido, a planta tinha um cheiro agradável.


Muitos momentos em que a menina ria por pequenas coisas vieram à memória. Lembrou-se de quando ela, sorrindo, dizia o nome dele com voz meiga: - "Akai-sama..." - Foi a primeira vez que um nobre referiu-se a ele como '-sama'. Poderia-se dizer que ela o chamava assim pela educação refinada que recebeu. Mas não era... Era algo mais! Os outros aristocratas nunca falaram com ele desse jeito. Respeitoso. Educado. Gentil. Doce... muito doce.


- "Será que o sabor dela é tão doce quanto o cheiro?" - Um macho inu youkai iniciou a conversa maliciosa.

O general de olhos vermelhos acastanhados estremeceu interiormente pelo ciúme que lhe aflingiu: - (Ainda tão cedo e já começaram a falar dela de novo!).

- "Chupá-la deve ser o paraíso".

Os comandantes se reuniam no salão do principal forte do feudo assim que amanhecia, para planejarem o treinamento que seria dado aos soldados durante a semana e os turnos dos guardas.

- "Meter nela é que deve ser o paraíso!".

- "A princesa não é como as outras. Ela é inocente!" - O guerreiro defendeu, tentando esconder a raiva.

- "Nós sabemos disso, Akai. É por isso que todos os machos a querem".

- "E um dia ela vai se acoplar, não é? Ele vai ter que escolher um macho e entregá-la".

- "Ela estava linda com aquele kimono amarelo" - Outro comentou.

- "Linda seria vê-la sem kimono nenhum. Não dá para ver nada do corpo com aquilo!".

- "Todas as nobres usam isso. O que você acha, Akai? Você andou conversando com ela".

- "Acho o quê?".

- "Como ela é sem roupa?".

Suspirou irritado, porém respondeu devagar, imaginando a cena com prazer: - "Delicada. Magra. Cintura fina. Seios pequenos..." - Muitas vezes havia fantasiado possuir a jovem.

- "E você viu?" - Perguntou com sarcasmo.

- "Não. Mas...".

- "Nããoo. Ela deve cheinha. Quem mora no castelo come bem" - Interrompeu.

- "Ela treina com as mestras dela. Ela deve ser magra" - Outro rebateu.

Esse assunto sempre se estendia por algum tempo... No entanto os machos nunca citavam nomes para não serem pegos.


Recordou-se dela treinando canto junto à tutora. Nessa época descobriu que a amava. Foi uma grande supresa. Achava-se muito jovem para se acoplar. Suas experiências anteriores eram de cortesãs e criadas. Flertou com as escravas da princesa para que pudesse chegar mais perto dela. Todavia, aparentemente, Sesshoumaru-sama ordenou que se mantivessem puras. O senhor das terras do oeste não queria fêmeas vulgares servindo sua protegida. Depois disso, assistia as aulas de canto da oujou-sama todos os dias. No entanto, outros machos também haviam tido essa idéia.


Por bom senso e boa conduta, os youkais não podiam adentrar o salão onde Rin treinava. Contudo, este permanecia de portas abertas. Então eles acompanhavam as sessões ou do jardim lateral, ou da sala vizinha.

- "Né, Rin-chan. Não está incomodada com tantos olhares?" - Saori cochichou como se a audição sobrenatural dos inu youkais não decifrasse aquelas palavras.

A órfã corou e riu timidamente: - "Acho que eles vieram presenciar o desastre que Rin é cantando".

- "Não diga isso criança! Rin-hime é a minha melhor aluna" - A professora falou - "Mas esse cheiro... O tempo todo!".

- "Cheiro?" - A garota perguntou, curiosa.

As servas deram um risinho e Tori disse: - "Rin-chan não tem um nariz muito bom, né? Esses machos estão fedendo!" - Riram discretamente.

Aoi completou: - "É melhor assim. Rin-chan é muito inocente e ia ficar muito envergonhada. Mais do que já está!" - Riram de novo - "É melhor não falarmos desse assunto ou Sesshoumaru-sama vai ficar furioso e nos castigar".

- "Vocês nunca contam nada! Rin queria sentir todos esses cheiros..." - Argumentou, um pouco triste.

- "Mas isso é um incômodo" - A mestra reclamou - "Sesshoumaru-sama me disse que Rin-hime iria se apresentar formalmente. E eles estão estragando a surpresa!".

- "Rin-sama".

- "Hã?" - A jovem virou-se para ver que era o general quem a chamava, sentado na outra sala - "Ah! Akai-sama!".

- "Rin-sama poderia nos contar como conheceu Sesshoumaru-sama, por favor?".

- "Anou...".

- "Rin-hime. Deseja responder a essa pergunta?" - A tutora interrogou, um pouco preocupada.

- "H-Hai, sensei-sama. É uma pergunta simples" - Dirigiu-se ao comandante novamente - "Hã... Gomen nasai, Akai-sama. Sesshoumaru-sama ordenou Rin não contar para ninguém. Nem Jaken-sama pode saber".

- "Porquê? Se posso perguntar tal coisa..." - Já sabia que estava passando dos limites, contudo, desejava conhecer a verdadeira história. Tinha uma pontada de ciúmes pelo senhor do feudo tê-la encontrado primeiro.

- "Hum... Rin não sabe. Sesshoumaru-sama disse que essa é a ordem dele e... ".

- "Sesshoumaru-sama" - A professora interrompeu, frizando bem o '-sama' - "Não deve explicações a ninguém".

A garota ficou sem graça: - "Anou... Rin acha que é isso mesmo... Sesshoumaru-sama não quer dar explicações".

Depois que o boato de 'concubina humana do senhor das terras do oeste' se desvaneceu, o boato era que ela era uma princesa que o nobre roubou de um feudo humano apenas por vingança ou maldade. Ou que ela era uma princesa que foi dada pelo próprio pai em troca do aristocrata não matá-lo por alguma dívida ou guerra. E muitas outras variações parecidas... Porém, em todas, a adolescente era uma princesa.

- (Se eles soubesse que na verdade Rin é uma simples camponesa e órfã que teve a sorte de encontrar Sesshoumaru-sama ferido...).


Nesse momento fechou os olhos enquanto seu corpo derretia.

Riu em sua mente.

Quando o príncipe ordenou que 'ninguém a tocasse', todos pensaram que era porque ele não queria que o sangue inu se contaminasse. E se, de repente, todos os cachorros resolvessem acoplar-se com humanos e o império ficasse cheio de hanyous? Mas a verdade é que o nobre a queria somente para si.

- (Pelo menos ela pertencerá a um inu youkai e não a um humano desprezível...).

A cena da menina sorrindo foi a última imagem que o cérebro conseguiu processar.

- (Eu te amo Rin...).


E aí? O que acharam?


Nathi Duarte: O Sesshoumaru-sama matou ele, he he. Sim, eu adoro o Sesshy-sama ciumento ;)

Eu também não gosto de Sess&Kagura. Mesmo quando tinha pintado um clima entre eles no mangá/anime eu não gostava. Vou dizer o porque: porque me apaixonei por Sess&Rin quando li a fic "In a Different Light" da autora "TheMaven". Essa fic está sendo traduzida pela "Shampoo-chan" aqui no FFNET. Pra ficar mais fácil, ela está salva no meu "Favorite Stories". A fic original, em inglês, está no site MediaMiner. Tem hentai. É Romance.

Vou aproveitar e recomendar outras pra você:

"Paper Dragons" da autora "Angrybee": uma história realmente linda e romântica. É uma fic antiga. Classificação livre. É emocionante! Em inglês, mas, se você tiver só um inglês básico como eu, usa o tradutor do google. Também tem no meu favoritos aqui do FFNET.

"UNICAMENTE MIA" do autor "CaritoAC": o Sesshy-sama mais ciumento que eu já vi! Tem ciúme até da própria sombra! Tem hentai muito leve. Em espanhol. Dá para entender a maior parte, mas usa o google também com as palavras diferentes. Também tem no meu favoritos aqui do FFNET.

As fics "Preocupação" e "Com você quero ficar" da autora "MEGAWINSONE": fics muito divertidas e românticas. Classificação livre. Em português. Aqui no FFNET.

Bem... acho que não vou ler essa fic que você falou. Não gosto de angst. Eu fico com depressão.

Eu quero o contrário do que você quer! Eu NÃO quero que a Rumiko-sensei continue a história. Porque eu tenho certeza (certeza absoluta!) de que ela vai fazer uma história triste. Muitas pessoas repararam nisso: os três hanyous que apareceram no mangá/animê têm histórias de vida muito tristes. Todos os papais youkais morreram! Eu prefiro que outro autor (eu, por exemplo he he) escreva a história. E um filme de computação gráfica seja feito (tipo Avatar). Já imaginou ver o Inu Yasha-sama e o Sesshoumaru-sama como eles seriam na vida real. Lindooo! Sim. Eu já imaginei todos os detalhes. Eu sonho muito...


Yuuki-chan s2: Que bom que você gostou/quase surtou. Fiquei muito feliz! Akai morreu! O Sesshoumaru-sama acabou com ele! Acabou que a Rin nem precisou usar os poderes dela. Mas talvez eu mostre isso depois. Adivinha em quem ela vai usar os poderes dela he he Mais um cap: Esse tem emoções fortes, mas não tem hentai. Espero que tenha gostado.


Anny Taishou: Bom... Akai mereceu mesmo... Ele teve a ousadia de correr para tentar pegar a Rin! Não canso de dizer que adoro o Sesshy-sama ciumento. É óbvio que a Rin vai ficar com o Sesshy e vai ter hentai dos dois, mas espero causar muitas surpresas até lá. Espero conseguir escrever tudo o que estou imaginando. Obrigada pela review!


Individua do mal: o Nyah! Está com problemas técnicos e, só para garantir, comecei a postar aqui no FFNET também. Mas vou manter os dois no mesmo nível de updates. É. Todos vão se espantar quando perceberem que o Sesshy também quer ela. E é claro que é ele quem ficará com ela. Hum... eu não consegui postar um cap novo no exato momento que você pediu porque eu não consigo simplesmente sentar e escrever. Eu tenho que agonizar até a morte para um cap sair do meu cérebro. Do que adianta ter tanta imaginação se eu não consigo escrever Chuinf! Por incrível que pareça, quando eu posto um cap novo eu não tenho outro cap guardado. Eu escrevo um pouquinho por dia. Obrigada pelas reviews nos dois sites.


Finalmente Akai morreu. Espero que eu tenha conseguido fazer dele mais do que um simples tarado. Mas tirar a primeira impressão da que ficou é meio difícil. Desde o começo era para ele morrer, mas eu queria que ele fosse mais do que aparentava ser. Era para ser surpreendente. Alguém me diz se eu consegui, por favor?

Quanto ao cap passado, definitivamente não escrevo mais daquele jeito: cheio de pensamentos no meio do diálogo. Me perdoem. Eu estava com o cérebro travado.

Alguém se assustou com a conversa dos machos? Eu estudo numa sala que tem 20 homens e duas meninas (eu e outra). E no meu departamento do meu trabalho são oito homens e só eu de mulher. Sinceramente, não participo das conversas. Não é porque eu escrevo hentais que eu saio fazendo isso, não é mesmo? Mas é cada coisa que eu escuto... E ninguém fala da pureza de ninguém como os youkais falaram da Rin...

Ah! Eu vou explicar isso melhor mais tarde, mas os youkais cachorros tem o paladar diferente dos humanos. ^^ Por isso eles vão gostar de coisas diferentes.

Chega de conversa! Até o próximo cap!