Quando ele soube que ela iria para Porto Real com a irmã e o pai, esperou, sinceramente, que tudo desse errado.

Desejava fervorosamente que todos naquela maldita cidade a esnobassem, que fizessem pouco de suas palavras e de seus gestos, que mostrassem que as canções de amor com finais felizes e cavaleiros brilhantes eram tão falsas quanto uma rameira donzela. Desejava que Sansa Stark chorasse, ajoelhada no Septo de Baelor, por todas as coisas ruins que aconteceriam dali em diante; queria vê-la no chão, sem qualquer tipo de esperança ou força para continuar.

Sim, Theon Greyjoy desejava todas essas coisas e muito mais, mas ansiava, acima de tudo, que não estivesse em Porto Real para presenciar tal espetáculo, pois a terrível verdade - que não admitia nem para si mesmo - é que assim que Sansa chegasse ao chão, ele seria o primeiro a estender-lhe a mão em socorro.

E doía ser tão fraco assim por ela.