Isenção de responsabilidade: Os personagens e o mundo de Harry Potter pertencem a JK Rowling.

Prólogo

Harry Potter é uma criança muito única. Esse era o consenso entre todos que moravam em Privet Drive, Little Whinging no condado de Surrey. O menino ficou órfão por meio de um acidente de carro que matou seus pais quando ele tinha apenas um ano de idade, foi isso que Petúnia Dursley falou para todos. Ninguém sabia ou conhecia nada sobre os pais do menino, a tia do menino, disse a todos que os pais do menino eram bêbados, drogados e sua mãe era uma prostituta. Ela também avisou a todos que o menino era um delinquente. Vê-lo com roupas todas as grandes que cabiam dois dele e parecendo todo desajustado o tempo todo apenas confirmado o que ela havia dito.

Mas isso era apenas uma grande mentira, ele era uma pessoa muito inteligente para sua idade de três anos, mas os Dursleys sempre o depreciava, menosprezava e o atormentavam. Harry sempre soube que ele era especial e diferente de todos os outros. O tempo que ele passou com seus tios foi o pior de toda sua curta vida, muitas vezes desejando estar morto para estar com seus pais ou que alguém o salvasse. Desde quando ele se lembra de quando morava com seus tios, eles discutem sobre suas "esquisitices", o que o confundiam frequentemente. Pela primeira vez ele perguntou sobre o assunto que eles estavam conversando, o que os deixou furiosos. Foi quando ele prometeu para si mesmo que nunca mais perguntaria nada para eles, seu tio Válter o espancou com o sinto e suas costas ficou com muitas marcas, algumas delas saindo sangue.

As coisas ficaram muito estranhas quando Harry começou a estudar. Coisas estranhas começaram a acontecer. Harry tinha uma boa memória ele, não lembrava de tudo que estudava e aprendia, mas com um pouco de esforço ele conseguia se lembrar perfeitamente, e isso costumava causar problemas quase todos os dias com seus tios. Seu primo, Dudley, que muitos pensavam ser um pequeno filhote de morsa, igual à morsa de seu pai, não conseguia nem o mínimo para se sair bem na escola. Isso os levou a punir Harry e acusá-lo de trapacear. Para sua tia e tio, não havia como ele ser melhor que seu pequeno "perfeito dudinha" Dudley.

Conforme ele crescia, as coisas só ficaram piores. Harry recebeu uma lista interminável de tarefas domésticas. Ele tinha que cozinhar, limpar, lavar a louça, cuidar do jardim, ele era praticamente um escravo de seus tios e primo. Ele recebeu os restos da comida, enquanto seu primo morsa podia comer tudo o que quisesse. As roupas que ele recebia eram as antigas de seu primo que eram grandes demais para ele e ele ainda foi forçado a dormir no pequeno armário em baixo das escadas. Ele não tinha permissão para expressar suas emoções, porque isso só resultaria em seus tios zombar dele ou ficarem com raiva, e isso só significava que dor e sofrimento viriam em seu caminho. Harry sempre sentiu, tudo menos felicidade e se alguma vez revelou estar feliz ele não se lembrava.

Harry realmente odiava os Dursleys. Mesmo quando era uma criança de três anos, ele nunca gostou deles. Com o passar do tempo, ele sentiu que coisas estranhas estavam acontecendo perto dele, quando ele estava com fortes emoções como raiva ou muito chateado. O cabelo do professor uma vez ficou azul no primeiro dia de aula porque ele não sabia o próprio nome; não é como se fosse realmente culpa dele! Como ele poderia saber seu nome se os Dursleys não o contassem? Aberração dificilmente poderia ser seu nome, ele era inteligente o suficiente para saber disso. No entanto, como as coisas estranhas, como esta, nunca pararam de acontecer.

Um dia sua tia Petúnia cortou seu cabelo o deixando quase careca, seu cabelo incrivelmente voltou ao tamanho antes de cortar na manhã seguinte, claro, sua tia Petúnia gritou e berro sobre suas esquisitices por alguns minutos e ele foi punido por isso, mas isso o deixou muito curioso, pois houve muitos outros casos semelhantes no ano seguinte. E então, hoje durante um dos jogos quase diários de seu primo, o caça a Harry, enquanto ele fugia de seu primo e sua gangue, ele desejou poder escapar de seus perseguidores e a próxima coisa que ele soube, ele estava em cima do telhado da escola.

Isso deixou as coisas muito complicadas para ele como nunca antes.

Harry tinha quatro anos agora. Ele estava com medo de voltar para casa, ele sabia o que iria acontecer. Ele não sabia como tinha conseguido aparecer no telhado da escola, mas foi uma grande cena, ruim o suficiente para a diretora aparecer. Não tinha escada para ir para o telhado, então os bombeiros tiveram que ser chamados para resgatá-lo. Harry sabia estar muito em apuros. Seu coração parecia ir sair pela boca enquanto ele pensava no que sentia. Ele tinha algum poder estranho como os heróis de quadrinhos? É assim que ele poderia fazer todas essas coisas? Seus ossos e suas contusões sempre se curavam no dia seguinte após cada espancamento. Normalmente, ele deveria passar alguns dias ou até meses para se curar dessas lesões, mas mesmo após sofrer várias lesões e ossos quebrados depois das surras, ele ainda estava bem na manhã seguinte.

Harry respirou fundo ele sabia o que aconteceria quando ele chegasse na casa de seus tios, ele estava tremendo, mas se acalmou. Ele sempre foi capaz de controlar suas emoções muito melhor do que qualquer outra pessoa que ele conhecia. Havia um foco no qual ele podia se basear que o ajudava a manter uma fachada inexpressiva quase o tempo todo. Ele não sabia o que era isso, mas talvez fosse esse poder misterioso que ele tinha? Ele certamente não iria reclamar. Talvez ele devesse tentar fazer alguma coisa com esse poder, como objetos flutuantes. Isso provaria sua teoria sobre esse poder mágico.

Se ele sobreviver ao espancamento desta noite ele quis dizer. Harry sabia que não havia para onde correr e escapar disso. Tia Petúnia havia sido chamada à escola pela diretora por causa do ocorrido.

Assim que ele entrou em casa, tudo o que queria fazer era terminar tarefas em silêncio e voltar para o armário o mais rápido possível. Ele podia ver sua tia Petúnia fervendo de raiva. Ele queria voltar para o armário antes que seu tio voltasse para casa. Talvez então ele pudesse evitar a surra que levaria, mas não era estúpido para esperar por isso. Assim que o jantar estava pronto, ele correu imediatamente para seu armário. Para ficar sozinho, apreciando o silêncio, ele fechou os olhos e começou a rezar pela sua mãe e seu pai, para Deus ou alguém que pudesse salvá-lo dessa casa.

Enquanto Harry estava rezando e aproveitando o silêncio na porta da frente, foi violentamente fechado e ele ouviu seu tio gritar.

"GAROTO VENHA AQUI AGORA"

Harry se retirou ao saber o que estava por vir, ele abriu lentamente a porta do armário, ele saiu e foi direto para a cozinha.

"Sim, tio Válter" ele perguntou em sua voz baixa que carecia de qualquer forma de emoção. Harry realmente não tinha amor pelos seus tios um, era uma morsa gigante a outra era uma mulher que mais parecia uma mistura de uma girafa pelo pescoço gigante e seu rosto de cavalo, quando ele olhou bem para o rosto de seu tio que estava roxo de tanta raiva.

Mas essa foi a última coisa que ele disse antes que a mão de seu tio o agarrasse pelo pescoço. "O que eu te disse sobre suas esquisitices, garoto" ele gritou. "Eu não vou ter suas bizarrice e loucura na minha casa, você me ouviu! Como você foi parar no telhado?"

Harry estava tentando fugir do aperto em seu pescoço, mas era muito forte. Quando ele estava prestes a desmaiar por falta de ar, seu tio o jogou contra a parede do outro lado da sala. Tossindo e ofegando por ar, ele respondeu. "Eu não sei, em um minuto eu estava correndo e no segundo seguinte, eu estava no telhado. Foi como mágica"

Essa foi a pior coisa que ele poderia ter falado, essa era a palavra temida. Os olhos de sua tinha se arregalaram de horror e raiva. Tio Valter deu um grito poderoso de raiva, seu rosto estava em um tom escuro de roxo de tanta raiva parecia que uma veia em sua testa iria explodir a qualquer momento.

O Sr. Dursley avançou e prendeu ele no chão, de bruços. Harry chorou quando o cinto acertou suas costas. 'Por que eles não podiam ter simplesmente deixado ele em paz' Harry pensou.

"NÃO EXISTE MAGIA" gritou Valter Dursley, com o rosto inchado de raiva. Ele havia prometido a si mesmo que acabaria com a aberração do menino quando o acolheu e era isso que ele iria fazer. Ele não teria essa aberração morando em sua casa. Se ele não pudesse se livrar do menino, ele se livraria da aberração no próprio menino. Depois dessa punição, talvez a aberração pensasse dez vezes antes de usar seus poderes mágicos em pessoas boas e trabalhadora como eles.

O Sr. Dursley pegou uma vara de ferro que estava ao lado da lareira. Os olhos de Harry se arregalaram em choque e medo, mas a próxima coisa que ele sabia, era que ele estava gritando até ficar rouco com lágrimas escorrendo pelo rosto quando a vara acertava sua costela quebrando-as. Petúnia gritou em pânico com o que viu, mas Válter não parou, sua raiva levando-o ao limite. Harry estava chorando e gritando, implorando ao tio para parar enquanto a vara ou atingia repetidamente, quebrando suas duas pernas. Harry desejou desesperadamente que alguém o ajudasse quando viu seu tio mirar a vara em seu peito. Assim que desceu e empalou, ele começou a oscilar entre consciente e inconsciente.

Lá fora começou a chover muito, estava caindo um temporal do nada, relâmpagos e trovões que estava ensurdecedor. Com um estrondo aconteceu que iluminou Surrey inteira, e podia se ouvir um grito de uma águia, que transmitia uma variedade de sentimentos, confusão, raiva a tristeza.

Quando Válter Dursley puxou uma vara de ferro para fora do menino, ele sentiu que tinha acabado de matar o menino. O Sr. Dursley não sendo o homem mais inteligente do próprio bairro e estando no estado que estava, ele pegou o menino e jogou para dentro do armário e o trancou lá.

Harry mal estava consciente o suficiente para entender o que havia experimentado, com seus últimos momentos de consciência ele murmurou: "Mãe, Pai me ajude, por favor"

Com um raio que abalou a casa um pássaro-trovão apareceu, arrancou a porta do armário onde Harry estava, olhou em seus olhos ainda abertos, se conectou com sua magia para saber onde levar a criança para ser salva. Com isso feito e com outro raio os dois sumiram.

(XXX)

Depois que o pássaro-trovão pegou Harry e levou pela viagem no raio para fora do armário, ele o levou para sua casa ancestral, o Castelo Potter. Foi lá que eles se depararam com alguns elfos domésticos que ficaram chocados com a sua chegada. Ninguém poderia aparatar ou qualquer outro meio de viagem poderia penetrar nas proteções do castelo sem permissão, então como uma criança e um pássaro conseguiram entrar?

Os elfos na sala reconheciam a magia que vinha do pássaro, eles sabiam que a espécie dele não era nativa da Europa e se tinha algum, na Europa era muito raro.

Sem perder tempo o pássaro-trovão olhou nos olhos do elfo mais perto dele e transmitiu o que aconteceu. O elfo doméstico então entrou em ação e falou com os outros sobre o ocorrido, e foram ajudar o menino, só que quando eles se aproximaram, seus olhos se arregalaram, eles sentiram um vínculo familiar entre mestre e servo.

"Mestre Harry," Todos os elfos presentes gritaram e imediatamente chamaram os outros para ajudar a curá-lo. Três outros elfos que apareceram transportaram Harry para a ala médica do castelo. Embora os elfos não fossem curandeiros, eles podiam usar sua magia para curar feridas enquanto também usavam poções preparadas por bruxos para complementar. Alguns dos elfos usaram sua magia para consertar os ossos quebrados e curar onde ele foi perfurado, enquanto os outros o alimentaram com poções de cura. No entanto, havia uma escuridão que os elfos não perceberam enquanto curavam Harry.

Enquanto eles cantavam usando sua marca de magia, um grito alto foi ouvido e uma sombra saiu da testa de Harry, com um grito e um raio o pássaro-trovão atingiu a sombra e ela foi destruída o raio também atingiu a testa de Harry, mas não o feriu. Harry começou a tremer e suar quando a sombra que saiu foi destruída. A cicatriz que estava sempre vermelha e inflamada, começou a cicatrizar enquanto os elfos cuidavam dela. Agora era apenas uma marca muito fina que mal dava para ver, com a forma de um raio. A Horcrux na cicatriz só foi destruída a consciência, que poderia ter possuído o hospedeiro, infeliz ou felizmente não foi um trabalho perfeito que os elfos e o pássaro-trovão construíram quando destruíram essa peça de magia grotesca.

Afinal esse tipo de magia nunca antes foi feito em um bruxo, o resíduo que ficou poderia ser considerado um tipo de ritual, só que Harry não sacrificou nada para obter todos os benefícios. Só o tempo dirá como e com o que esse ritual beneficiará Harry.

O pássaro-trovão vendo que a criança estava bem agora, desapareceu em um raio.

(XXX)

Harry Potter acordou e abriu os olhos lentamente, gemendo baixinho. Sua cabeça doía muito e ele se sentiu como se um caminhão tivesse passado por cima dele. Então ele sentiu que não estava em seu armário e arregalou os olhos em pânico quando viu que não sabia onde estava e isso o deixou em mais pânico ainda, olhando ao redor ele viu estar em uma sala branca com várias, cama com cortinas da mesma cor que as paredes. Ele estava em um hospital?

Harry se lembrava vagamente do que aconteceu, ele lembra que chegou em casa depois que ele apareceu no telhado da escola. Ele lembra que seu tio o estava espancando, isso o fez estremecer. Ele lembra de seu tio o perfurou no peito, então rapidamente ele olhou para onde era para ter uma ferida ou cicatriz, mas parecia que ele nunca sofreu nem um dano, ele olhou para todo o corpo e viu que todas as feridas e cicatriz que ele tinha durante toda sua vida sumiram, então ele colocou a mão onde estava sua cicatriz em forma de raio e sentiu que ela era bem menor do que era antes.

Sentindo vontade de ir ao banheiro ele aproveitaria e daria uma olhada em sua cicatriz, quando ele entrou no banheiro ele viu ser muito diferente, parecia ser maior por dentro. Quando ele olhou no espelho, ele levantou a franja e viu que a cicatriz em sua testa estava mais apagada, mas ainda estava lá. Ele aproveitou e fez tudo que queria, se aliviando e tomando um banho.

Quando ele saiu do banheiro ele ouviu um estalo e viu uma criatura, baixinha diferente de tudo que ele já tinha visto. Era baixinha e tinha olhos grandes de cores verdes e usava um vestido florido, tinha orelhas grandes e Harry não podia deixar de se assustar e pular para trás em estado de choque. Algo em sua mente dizia que ele sabia o que era essa criatura, mas não conseguiu encontrar respostas.

"Mestre Harry finalmente acordou! Como você está se sentindo, mestre? Missy deveria pegar alguma coisa para você? Você está com dor?" Missy guinchou a elfa estava muito entusiasmada por poder servir de novo a um mestre.

Harry lembrou o que era essa criatura, mas não sabia como, porque essa era a primeira vez que via e interagia com uma. Eles se chamavam de elfo doméstico. Uma espécie mágica que adorava servir. Harry estava confuso sobre como ele sabia disso. Ele sabia que não era por causa de sua boa memória, pois ele não conseguia se lembrar nada sobre elfos domésticos. Ele deixou isso de lado por enquanto.

"O-Olá para você Missy. Você pode me dizer onde é que eu estou?" Harry perguntou cautelosamente.

"Mestre Harry está na sua casa ancestral o Castelo Potter da família Potter. Como você está se sentindo? Missy e os outros elfos ficaram muito assustados e preocupados com o mestre" respondeu Missy.

Harry engoliu seu nervosismo e pensou. Castelo Potter? O que estava sentindo aqui? Ele respirou fundo e tentou se acalmar. Sua dor de cabeça não estava facilitando em nada, ele pensou. "Estou bem agora Missy, você pode me dizer o que aconteceu? Como vim parar aqui? E quanto tempo estou aqui? Você poderia trazer algum remédio para aliviar a dor por favor" Ele perguntou rapidamente a ela.

Missy estalou os dedos e um frasco de poção apareceu, era da cor branca a poção para aliviar dores. Ela entregou-lhe a poção.

Harry tinha Mil perguntas em sua mente de como ela fez esse frasco aparecer em sua mão, mas decidiu seguir as instruções. Assim que ele engoliu a mistura, ele suspirou de contentamento quando a dor diminuía.

Missy olhou para o chão enquanto fungava e lágrimas caiam de seus olhos. "Mestre Harry chego aqui a cinco dias. O amigo pássaro-trovão do Mestre o trouxe aqui. Você foi gravemente ferido mestre, perto da morte. Eu e os outros elfos usamos nossa magia para curar o jovem mestre. Você estava inconsciente desde então" disse ela em lágrimas.

Harry respirou fundo e pensou, amigo pássaro-trovão? Ele estava realmente muito confuso. "Por favor, agradeça a todos os elfos e o pássaro-trovão que salvaram minha vida, Missy" Harry falou agradecido.

Quando Harry terminou de falar outro elfo apareceu, esse parecia mais velho que Missy e era do sexo masculino ele usava um terno de mordomo com o mesmo brasão que tinha no vestido de Missy, o brasão no peito era dois grifos em pé se enfrentando com uma espada e uma varinha em cada pata se cruzando no ar, em baixo dos grifos tinha um caldeirão e saindo dele estava algumas vinhas que se enrolavam em todo o brasão, o brasão era nas cores preto e branco com um pouco de azul-escuro.

"Mestre Harry por favor me siga, é hora de você conhecer sua verdadeira família," Dakry o elfo doméstico que apareceu o conduziu para fora da ala médica e levou para a sala de estar.

Enquanto eles passavam pelo corredor, no caminho Harry foi saudado pelo resto dos elfos, eles estavam todos fungando de felicidade que ele estava bem.

Harry estava muito surpreso por esse tipo de saudação, pois ele não entendia porque eles estavam fazendo isso. Quando ele saiu de seus pensamentos, ele sentiu que tinha chegado onde o elfo estava o guiando.

"Chegamos mestre Harry, lá dentro você encontra sua família," Dakry falou enquanto se afastava da frente para Harry passar.

Ele abriu a porta para entrar, quando ele entrou, ele ficou chocado com o que viu. Dois retratos com duas pessoas estavam olhando para ele.

Harry caminhou na direção deles lentamente, até que esta estava na frente dos retratos. Uma mulher com cabelos negros e olhos cinza estava chorando baixinho. Ela foi para o retrato onde estava um homem com cabelos bagunçados, mas bem aparados e olhos castanhos que estava sorrindo para ele.

"Quem são vocês, o elfo que me trouxe aqui disse que eu encontraria minha família" Harry perguntou baixinho cheio de esperança em sua voz.

"Eu sou seu avô, me chamo Charlus Potter" ele disse sorrindo. "Essa que está chorando em meu ombro é sua avó Dorea Potter" Ele olhou para o lado de seu avô e viu sua avó sorrindo para ele com carinho.

Enquanto eles conversavam, Charlus se lembrou de algo muito importante que precisaria fazer urgentemente. "Dakry!" o homem chamou.

Com um estalo baixinho o elfo que o trouxe aqui apareceu, "O que Dakry pode fazer pelo Mestre Charlus?" o elfo perguntou.

"Leve meu neto ao escritório do Lorde", Charlus falou para o elfo doméstico. Dakry segurou o braço de Harry e com um estalo foram direto para o escritório.

Dorea olhou para seu marido e se os olhos dela podiam matar ele estava morto. "Não poderia ter esperado mais um pouco" Dorea perguntou chateada.

"Já conversamos sobre isso Dorea já se passou cinco dias se demoramos mais e alguém tiver o sangue dele, poderiam o rastrear" Charlus falou acalmando ela.

(XXX)

Quando Harry chegou ele estava meio tonto, "Oque foi isso?" Harry perguntou segurando o estômago para não vomitar. "Isso se chama aparatar, só que os dos elfos domésticos difere dos bruxos, eu estou surpreso de que você não vomitou, na minha primeira vez eu vomitei" Charlus deu uma risada.

Harry olhou ao redor e ficou surpreso com o quão grande e incrível era aquele lugar. Era ricamente decorado as paredes era em um tom de branco creme, com detalhes dourados, o tapete era gigante que cobria todo o escritório era da cor azul com branco, com imagens que ele acreditava ser de algum animal. Tinha muitas estantes cheias de livros, uma linda escrivaninha e uma lareira acessa e as janelas que dava uma visão incrível para os jardins e o lago, olhando além ele poderia ver uma floresta e montanhas. Ele ficou deslumbrado com tamanha beleza dos terrenos fora do castelo.

"Venha aqui e coloque sua mão em baixo da mesa você verá um símbolo, coloque sua mão nele" Charlus o oriento.

Harry que estava olhando para todos os lados, voltou para a realidade e foi fazer o que seu avô mandou. Assim que ele colocou sua pequena mão na runa, ele sentiu que ela grudou em cima da runa. Ele sentiu uma pequena dor na mão, que foi para a runa colher uma amostra de seu sangue. Quando ele tirou a mão, em cima da mesa apareceu um disco metálico cheio de símbolos estranhos.

"Agora ouça minhas instruções com cuidado Harry, faça exatamente tudo que eu falo, você entendeu?" Charlus falou com firmeza.

"Sim, vovô" Harry murmurou nervosamente. Nos minutos seguintes, Harry tocou nas runas necessárias no disco, seguindo cuidadosamente as instruções de seu avô. Teria levado menos tempo para um adulto, mas Harry era apenas uma criança de quatro anos, mas ele fez exatamente como foi instruído.

"Agora, quero que você pressione a sua mão no meio do disco, feche seus olhos e sinta as proteções, quando estiver pronto, fale "Selamento".

Harry pressionou sua mão no circuito de runas conforme orientado e fechado os olhos. De repente, ele pode sentir algo se conectando em sua mente. O castelo parecia vibrar com ele. Foram sensações que ele nunca havia experimentado antes e ele estava muito animado.

"SELAMENTO"

De repente, o castelo parecia zumbir enquanto as proteções de guerra eram ativadas pelas linhas leys em baixo do castelo, todo o castelo e os arredores que ficavam sobre as proteções de guerra começaram a brilhar. Vários golens e armaduras saíram das paredes por toda a propriedade, alguns com espadas, lanças entre outras armas. A magia dentro e fora do castelo parecia mais carregada, quando Harry abriu os olhos ele podia ver o castelo brilhando intensamente ele precisou fechar os olhos para não ficar cego e quando abriu novamente viu que o castelo estava brilhando, mas não era tão intenso, quanto as proteções estavam entrando em ação, o brilhou foi sumindo até que Harry não conseguiu mais ver.

"Pronto, está feito" disse Charlus com satisfação. "Mesmo que alguém use magia de sangue não poderá achar esse lugar, ninguém será capaz de localizá-lo. As proteções lhe darão a melhor segurança possível agora. Por enquanto, isso é o suficiente."

(XXX)

Então Charlus e Dorea começaram a contar a Harry tudo sobre seus pais. Seus nomes, seu status na sociedade e sobre a família Potter em geral. Dorea que até agora estava falando sobre a infância de James de repente lembrou do relatório médico que Missy passou para ela e Charlus e lembrou que não tinha nada sobre Harry ter tomado as poções contra as doenças mágicas.

"Missy" Dorea chamou a elfa doméstica.

Com um pop Missy apareceu. "O que Missy pode fazer para Lady Dorea?"

"Missy você poderia levar meu neto para a ala médica dar-lhe as poções para doenças mágicas" Dorea falou preocupada, afinal ela morreu com a doença de varíola de dragão.

Missy se aproximou de Harry e seu braço com outro pop eles desapareçam do escritório do Lorde e estavam na ala hospitalar. Missy entregou-lhe uma poção para combater a desnutrição e as poções para prevenir as doenças mágicas, algumas delas sendo dragonpox, spattergroit, scrufungulus.

Depois disso eles foram para a sala de estar. "Missy deu todas as poções para prevenir as doenças e a poção para combater a desnutrição, com algumas semanas tomando a poção ele não estará mais sofrendo com desnutrição".

"Obrigado Missy pode ir, Harry vamos continua de onde paramos." Dorea falou e assim continuaram.

Eles conversaram sobre seus pais como ele era parecido com seu pai quando tinha a idade dele, só que com os olhos de Lily sua mãe, eles falaram que seu pai era muito brincalhão e aprontava muito.

"Ele pegou isso de Dorea eles dois pregavam peças um no outro sempre que podiam, e às vezes se juntavam para pregar peças em mim" Charlus riu lembrando dos momentos que tiveram.

Eles falaram também que seu pai era um gênio em transfiguração e runas, e mesmo ele sendo um brincalhão na escola ele sempre tirava notas muito altas. Eles passaram a falar de sua mãe Lily Potter nascida Evans, que era uma ruiva de olhos verdes que era muito inteligente e era muito boa em feitiços,poções runas e aritmância e também era uma das melhores da escola.

"No início, quando James falou que se casaria com uma bruxa de primeira geração, eu não gostei muito da ideia e não aceitei isso, mas Charlus e James me convenceram de dar uma chance e a conhecer, e percebi que ela não era como os outros de primeira geração que, quando entrava em nosso mundo tentou mudá-lo para parecer como os não mágicos" Dorea falou.

"Sua mãe quando veio para o nosso mundo ela se interessou em aprender sobre nossos costumes e cultura, mesmo ela não gostando de algumas coisas, ela respeitou" Charlus disse.

Então Harry falou sobre o sonho que sempre o atormentava, um homem mandando a mulher ruiva de olhos verdes que agora ele sabia ser sua mãe, subir e fugir ou se esconder com ele e só depois de muito barulho ele viu uma luz verde iluminar de onde eles correram, quando o homem que matou seu pai subiu, sua mãe ficou na sua frente gritando com o homem de olhos vermelhos para não fazer isso e deixá-lo em paz, e o homem usou a mesma luz verde para acabar com a vida de sua mãe depois ele usou nele e ele acordava do sonho.

Charlus olhou para Dorea que estava com a mão na boca e chorando e acenou. "Esse homem e mulher que foram atingidos pela luz verde é seus pais Harry" Charlus falou com tristeza, nem uma criança merecia ficar vivenciando a morte de seus pais.

Harry mesmo não lembrando de sua mãe e pai além desse sonho começou a chorar pela perda, como se algo fizesse finalmente sentido e um peso foi tirado dele, ele desabou chorando pela perda de seus pais, finalmente ele soube que eles não eram um bêbado e nem uma prostituta.

Depois de um momento e todos tendo recuperado a compostura ele perguntou quem era o homem. "Quem era esse homem que matou mamãe e papai e por quê?" Harry perguntou com raiva e tristeza, seu cabelo mudou de cor por um momento ficando azul, seus olhos ficaram em um tom de verde mais escuro e intensos, e em seus dedos tinha alguns raios e estava se formando um pequeno redemoinho junto com os raios, mas foi momentâneo.

Isso surpreendeu Dorea que tinha se recuperado, isso era metamorfomagia que tinha na linhagem da sua família os Black, e os raios que só poderiam significar que Harry também tinha os poderes da linhagem dos Potter.

Charlus chamou Missy e pediu uma poção calmante, para Harry depois que ele bebeu a poção. Charlus começou a explicar quem era o homem que matou seus pais e por quê.

"Ele é era um dos piores Senhores das Trevas que já andou na Grã-Bretanha Mágica, o nome que ele se chamava era Lorde Voldemort, e ele foi atrás de você por causa de uma profecia, mas veja bem Harry Profecia não são imutáveis, essa só aconteceu por causa dele que acreditou, acredito que ele temia um bebê, e não, não foi sua culpa que isso aconteceu, não foi por você ter nascido poderia ser qualquer outro, mas ele escolheu nossa família, porque devia ter escutado sobre nossa família no tempo da guerra de Grindelwald, mas ele morreu naquele ataque que ocorreu na morte de seus pais" Charlus finalizou, tranquilizando os pensamentos da criança, e isso Charlus e Dorea só sabia porque mandavam os elfos domésticos para fora do castelo atrás de informações do que estava acontecendo tanto no mundo bruxo quanto no não mágico.

Quando Harry estava mais calmo, Charlus e Dorea continuaram a explicar a história da família Potter e esses poderes que Harry acabou de demonstrar tanto metaformagia quanto magia elemental, sendo que magia elemental poderia ser aprendida mesmo não nascendo com ela, mas quem nasceu com ela tem mais facilidade de usá-la, metamorfomagia só poderia ter se tivesse ela em si mesmo era um traço mágico único não poderia ser aprendido.

"A família Potter é uma das famílias mais antigas da Europa Mágica", disse Charlus. "Em um ponto no tempo, nossa família era muito grande. Era grande o suficiente para criar nosso próprio exército privado se a situação exigisse. Nunca nos importamos muito com política no Wizengamot nosso corpo governante, mas em vez disso, focamos mais em ser guerreiros e protetores, sendo o lema de nossa família. Tínhamos elementais, magos de batalha, quebradores de maldições, jogadores de quadribol, curandeiros, duelistas, pocionistas, homens de negócios, entre outros. Éramos temidos, pois, nossas habilidades em batalha eram inigualáveis, no comércio internacional éramos inigualáveis por qualquer pessoa na Europa. Nós nos considerávamos invencíveis, aumentando nossa fortuna por meio de táticas de negócios e investimentos que foram planejados meticulosamente. No entanto, as coisas não permaneceram boas por muito tempo." Charlus respirou fundo, pensando se ia falar com ele sobre isso na sua tenra idade, e decidiu que sim.

"Então veio a guerra, nossa família lutou na guerra contra Grindelwald e seu exército de bruxos e bruxas das trevas. Mesmo antes, de Grindelwald nascer, a nossa família lutou contra Lordes e Ladys das trevas e sempre mantivemos firmes. Mas com o passar do tempo, isso começou a cobrar um preço, começou a perder membros de nossa família por enfrentá-los. A guerra com Grindelwald que envolveu toda a Europa e o Governo do MACUSA na América do Norte, quase acabou conosco, mas sobrevivemos."

"Você é muito jovem para perceber o que aconteceu durante uma guerra, então não entrei em detalhes, vamos deixar por isso mesmo por enquanto"

Harry apenas aceno com a cabeça, pensando que seria melhor não levar o assunto ainda mais adiante. Principalmente dando como os rostos de seus avós estavam quando falaram sobre as perdas na guerra. Ele podia ser jovem, mas sabia quando interrompe uma conversa. Mas ele queria saber o que era um mago de batalha, pois parecia algo legal.

"O que é um mago de batalha vovô?", perguntou ele baixinho

"Em nossa família temos afinidade com magias de batalha, magos de batalha são pessoas com afinidade com magias destrutivas, essas magias variam, como elementais de batalha, runas, transfiguração entre outros, eles são magias feitas especificamente e usadas em guerras ou em combates de vida, ou morte, elas são magias proibidas em duelos pelo estrago que elas causas, afinal os duelos são mais uma competição esportiva do que uma luta" Charlus explicou a Harry.

Depois de um longo silêncio, seu avô falou para quebrá-lo "O que eu gostaria de saber é onde você morou nos últimos anos?"

Harry respirou fundo e começou a contar a história de onde ele morava, como ele foi tratado como um escravo pelos seus tios, das surras que ele levou, sobre como os seus tios falaram que seus pais eram bêbados drogados e sua mãe uma prostituta, e sobre a última surra que o fez chegar aqui sendo que ele não sabia onde o pássaro-trovão que o trouxe estava. Depois que ele terminou de contar tudo, seus avós ficaram furiosos. Sua vó chorava silenciosamente enquanto amaldiçoava baixinho a pessoa que o deixou la. Seu vô estava tentando desesperadamente manter uma raiva sob controle, mas estava falhando miseravelmente. Eles juraram que se tivessem vivos, faria eles pagarem pelo que fizeram a ele. Eles também explicaram sobre o pássaro-trovão, que ele após ver ele estava bem sumiu, eles falaram sobre o qual raro era ver um pássaro-trovão e sobre seus poderes, de criar tempestade, controlar raios, viajar pelo raio, e que eles poderiam encolher de tamanho se eles quisessem.

"Se for para ser, um dia ele aparecerá novamente para você, afinal ele deve saber como o encontrar" Dorea falou

Depois de muita discussão Harry estava quase dormindo no sofá que estava deitado, seus avós vendo o estado de sonolência que ele estava, chamaram Missy para levá-lo para o quarto que estava preparado para ele, após se despedir de seus avós, Missy o pegou pelo braço e com um pop sumiram.