Madara a colocou no chão, e ela o segurou pelos ombros. Foi à sua orelha, a qual mordiscou, e o Uchiha fechou os olhos para aproveitar a sensação. Ela seguiu para seu pescoço, sugando-o quase como uma vampira e deixando marcas. O homem arfava.
Ao se afastar, puxou a blusa de Madara para cima, jogando num canto qualquer daquele lugar. E o corpo atlético foi revelado. Músculos, peitoral, abdômen... Mito queria tocar em tudo. Sentir tudo. Cada centímetro.
Empurrou-o com delicadeza, fazendo com que sentasse, e inclinou-se sobre ele para induzi-lo a deitar. Beijava o canto de seus lábios enquanto acariciava as partes do corpo expostas, deixando rastros de calor.
Então ela levantou, permitindo que o resto do quimono caísse, deixando-a apenas com a roupa íntima inferior. Jogou-o para trás, com os pés, e Madara já sentia sua excitação literalmente tomar forma.
Mito agachou-se e, lentamente, tirou a calça do Uchiha. Engatinhou sobre ele e, ao inclinar-se para beijá-lo, sentiu duas mãos firmes em suas coxas, que ora apertavam, ora deslizavam sobre as mesmas. Até que pularam para sua cintura, e Madara a virou, sendo ele agora a ficar por cima.
"Ela só está me usando para conseguir informações...", pensava, enquanto sentia uma mão delicada acariciando seu rosto. "Até parece que ela voltou a se aproximar de mim só pelos velhos tempos..."
- Madara... Eu te amo. – disse em tom sedutor, com aqueles lábios convidativos.
"Mentirosa. Nunca me amou de verdade. Se me amasse, não teria escolhido Hashirama."
- Eu também sempre esperei por esse dia.
"Para me apunhalar pelas costas? Quanta gentileza."
Ela depositou leves beijos em seu colo, demonstrando um carinho que Madara não acreditava ainda existir da parte dela.
Não mais.
"Sou um tolo. Já podia ter atacado Konoha há muito tempo. Mas fiquei adiando o ataque por causa..."
Mito abraçou-o pelo pescoço e sua língua passou pelo lábio inferior de Madara, lentamente adentrando sua boca para um beijo avassalador.
"...dela."
Tateava as curvas daquele corpo esguio, o maior contato com a pele provocando arrepios em ambos. O suor já percorria seus corpos.
"Eu não queria usá-la desse jeito... Mas ela não me deixa outra escolha."
Separaram-se, buscando ar, e os corações acelerados podiam ser ouvidos. Fitaram-se, e naquele instante uma vontade de desistir abateu ambos.
Se continuassem, seria um caminho sem volta.
Iriam macular o laço até então imaculado que tinham.
O renegado e a primeira-dama de Konoha.
Como o destino pôde ser tão cruel?
Eles se amaram. Se amavam. Se amariam para sempre. Então, por quê?
POR QUÊ?
Ficaram imóveis, apenas se encarando. E Madara, num gesto surpreendentemente carinhoso, beijou a testa de Mito.
Ela era a única que conseguia acender uma faísca de humanidade no meio daquele fogo de ódio que o consumia.
Um dia, apenas Madara e Mito saíram em missão, pois os ninjas estavam em falta. O País do Redemoinho vinha sofrendo inúmeros ataques, e vários morreram. Os outros deveriam ficar para ajudar.
- Enfim sós. – a ruiva brincou.
- O que quer dizer?
- Quero dizer que finalmente poderei conhecê-lo melhor.
- Por que?
- Nunca nos falamos muito nas missões, mas eu fui percebendo, Madara... – ele a fitava com olhar interrogativo, e ela continuou – Você confia em mim, não é?
- Como?!
- Você foi sutil, mas eu percebi. Sempre preferia agir em dupla comigo, havia táticas que você só falava pra mim, e quanto sentávamos em volta da fogueira pra descansar, sempre prestava atenção no que eu dizia e ignorava os outros. Cheguei a te ver sorrindo de canto algumas vezes pras besteiras que eu falava. – ela riu.
- Sorria por achar idiota demais.
- Ok, ok, pode ficar se fingindo de forte o quanto quiser...
- Fingindo? Olha quantas missões perigosas eu já fiz e...!
- Não falo de força física, Madara. – ela parou de andar, e pôs a mão sobre o peito dele – Falo de força emocional.
- ...emocional?
- Sim. A sua frieza é uma armadura contra o mundo. Você não quer se envolver com ninguém porque já foi muito ferido, então tenta se proteger de criar laços. Mas às vezes isso é inevitável, né? Pois todos nós precisamos de laços. Precisamos de pessoas em que a gente confie a ponto de conseguir abrir nosso coração, e fraquejar.
- Tsc... Você não sabe de nada!
- Eu sei o que pude observar. O resto eu só saberia se você me contasse.
- Você não tem que saber...
- Saber o que?
- Nada! – ele se exaltou, caminhando raivosamente para frente – Não se meta na minha vida!
- É sobre seu irmão?
Ele ficou estático. Mas não olhou para trás.
Ouviu os passos daquela intrometida cada vez mais próximos, até que ela parou. Estava às suas costas.
- O que está insinuando?
- Eu também percebi aquele dia que você falou com meu pai. A morte dele não foi exatamente um acidente, não é?
De repente, ele se virou e, de maneira brusca, segurou-a pela gola da roupa de modo que só a ponta dos pés tocava o chão.
Mito não mostrou medo.
- Está querendo dizer que EU matei meu irmão? É isso?
- Não. Mas, de alguma forma, você se considera culpado por isso, não considera? – sentiu o braço dele tremer enquanto a segurava – Por que? O que você fez que te atormenta tanto?
Devagar, ele a pôs de volta ao chão.
- Que diferença faz você saber?
- Estarei ajudando a tirar um peso das suas costas.
- E o que você ganha com isso?
- Nada. Mas quero te ajudar mesmo assim.
- Por que? Por que se importa tanto comigo?
O rosto dela ganhou um tom escarlate.
- O-o que tem de errado em m-me importar? – vociferou.
- Hunf...
Ele, então, voltou a caminhar.
- Ei! Onde pensa que v-
- Um dia.
- Quê?
- Um dia... – ele a encara – Eu conto. Até lá, prove se merece mesmo ser digna dessa minha suposta confiança em você.
Ela sorriu. Sabia que havia conseguido mexer com ele de alguma forma.
O que era bom, pois ele mexia com ela desde aquele primeiro encontro.
Não conseguia parar de pensar nele. Estava sempre ansiosa pela próxima missão juntos. Gostava de, aos poucos, descobrir coisas sobre aquele rapaz tão misterioso, distante e mau-humorado.
No começo ele a ignorava, ou se irritava, mas com o tempo foi cedendo. Talvez por achar que, respondida uma pergunta, ela logo desistiria de outra. Mas logo vinha a próxima. Quando caía em si, já estavam travando um diálogo. Até que algum Uzumaki falava com Mito, e Madara bufava. Não queria interagir com eles.
Não com eles.
Só com ela.
Pois ela parecia realmente interessada nele como pessoa, não como um perigo em potencial por causa da rivalidade Senju x Uchiha.
E aí, gente? Gostaram de conhecer ~o outro lado~ de Madara? Ele também está sofrendo ):
