Madara retirou a peça íntima de Mito, ansioso porque o clímax de aproximava. Ela, com os pés, arrastou a peça íntima dele até os tornozelos, e ele, ainda deitado, movimentou as pernas de modo a retirá-la por completo.
Deslizou os dedos pelo ventre da mulher em direção à sua intimidade, tocando-a suavemente, e Mito se encontrava cada vez mais excitada.
Razão era algo que, naquele momento, ela já não mais possuía.
- Madara... – ela dizia baixinho, de olhos fechados.
- Mito... – ele soprou contra seu pescoço.
E então, os dois amantes se fundiram.
Sentimentos contidos há anos eram agora consumados.
Mito gemeu, cravando as unhas nas costas de Madara, num gesto involuntário para tentar conter o prazer que lhe tomava enquanto ele se movia dentro dela.
Até que, após segundos que pareciam uma longa – e incrível – eternidade, chegaram ao ápice.
A sensação de plenitude era indescritível. E poder compartilhar tal sensação com a pessoa amada – mesmo que ambos não soubessem que eram amados – tornava tudo mais fantástico.
Porém, era um conto-de-fadas que eles sabiam que não teria final feliz.
Madara desabou sobre ela, ambos exaustos e ofegantes. Então, ele virou-se e ficou ao seu lado. Mito deitou sobre seu peito, e não esperava que ele fizesse qualquer movimento. Mas ele a abraçou, assustando-a. Ao fitá-lo, viu que ele a observava com um olhar enigmático. Parecia que estava e não estava ali.
- O que foi? – indagou, tentando parecer indiferente, mas sem sucesso.
- Nada...
- Como "nada"?! Esse seu olhar...
- Vá dormir.
- Vá você também.
Encararam-se, sérios.
- Eu... Não quero. – ele disse.
- Por quê?
- Porque esse talvez seja meu último momento bom.
- O... O que quer dizer?
Ele apenas acariciou sua cabeça, brincando com as mechas de seu cabelo.
- Madara... – as lágrimas começaram a brotar.
- Não adianta chorar. Agora é tarde demais. Fizemos nossas escolhas. Que, ironicamente, culminaram nessa noite.
- C-como?
- Você só queria me usar para conseguir informações, e eu, para me vingar do meu maior rival, Hashirama. Conseguimos o que queríamos. Amanhã veremos as conseqüências dessa loucura.
Mito sabia que aquilo era verdade.
Sabia desde o momento que resolveu seguir com esse plano.
Mas a verbalização de tudo doía mais do que apenas pensar.
Porque, enquanto apenas pensava, nada era confirmado.
"Talvez no fundo ele ainda me ame, assim como eu o amo...", era essa sua esperança, era isso que a faria se sentir menos imunda ao trair seu marido, pois pelo menos haveria sentimento envolvido.
Mas era algo unilateral? Era realmente unilateral?
- Você... Não me ama mais?
Aquilo o pegou de surpresa.
Amor?
Do que ela estava falando?
Não era apenas ELE que a amava ali?
Mas, também, de que adiantava confirmar alguma coisa agora?
No dia seguinte, eles iriam se separar para sempre, de uma forma ou de outra.
- Isso não importa.
- Mas é claro que impor-
- Amanhã eu vou atacar Konoha.
- O-O QUÊ? – ela exclamou, sentando-se subitamente.
- Não foi para isso que você veio? Amanhã vou atacar Konoha. E lutar contra Hashirama. Mas, mesmo se eu vencer, você não vai me apoiar, né? Não vai ficar comigo... Se não ficou antes, não é agora que ficará.
Ela tremia.
- Por que esse espanto? Você sabia que eu era assim. Sabia no que eu havia me tornado. Já previa que eu iria fazer isso, e só queria saber "quando" para avisar o maridinho e os preciosos habitantes da vila que só subestimam e manipulam os Uchiha. Então...!
- PÁRA! – ela gritou, tapando os ouvidos, as lágrimas vindo sem cessar.
Madara sentou-se e a agarrou pelos pulsos.
- Pare com isso! Você já sabia no que ia se meter! Então, por que veio, hein? Por que veio se sabia que iria sofrer? Por que não mandou uma vadia qualquer?
- Porque eu não queria!
- O que...?
- Eu... Não suportaria... Se fosse outra além de mim. – ela pegou seu quimono, cobrindo-se, tentando se esconder enquanto admitia o que não deveria admitir – Eu sei que você já teve outras, mas... Não queria te ajudar a ter uma... Além disso, era meu dever como primeira-dama correr o risco. Afinal, você poderia matá-la depois se desconfiasse de alguma coisa.
Ele voltou a agarrá-la pelos pulsos, dessa vez prendendo-a contra o chão.
- E você pensou que, pelo nosso passado, eu abriria uma exceção para você? – ele aproximou o rosto do dela, encostando a ponta de seus narizes – Quanta prepotência...
- Se é assim, mate-me. Morrerei com honra. Mesmo indo além do que o planejado, minha intenção era a melhor possível para minha vila.
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Então... Que assim seja.
A proximidade entre Mito e Madara aumentava a cada dia. A companhia um do outro havia se tornado uma necessidade.
Um dia, na volta de uma missão, Mito sugeriu que eles relaxassem.
- Mas como?
- Vamos procurar alguma clareira para deitar e ver as estrelas!
- ...que divertido. – ironizou.
- Não precisa ser tão divertido, apenas relaxante.
- Ou tedioso.
- Aiai... Vamos tentar, ok?
Deitaram-se no gramado. Mito respirou fundo, e fitou Madara. Ele a fitou de volta.
- Você veio me ver ou ver as estrelas?
- Engraçadinho... Só estou feliz por você ter vindo. - ela sorriu com as bochechas vermelhas.
- Você fica feliz com tão pouco...
- Pra mim não é pouco. – observou a expressão confusa dele, e prosseguiu – Eu... Eu me apaixonei por você, Madara.
- Q-quê?! – até ele acabou corando.
- Começou como uma brincadeira particular pra tentar entender seu jeito, mas... Mas desde a primeira vez que te vi, senti algo diferente dentro de mim... E isso foi crescendo com o tempo e... Ai, me desculpa, eu não devia estar falando disso! – ela rolou para o lado oposto ao dele, envergonhada por ter sido tão impulsiva.
De repente, sentiu sua mão sendo puxada. Voltou a olhar na direção de Madara.
Ele a segurava firmemente, parecendo que tinha medo que ela fosse embora a qualquer momento.
- Eu... Quando comecei a usar muito o Mangekyou Sharingan, fiquei cego. No desespero, arranquei os olhos do meu irmão, implantei em mim e despertei um Mangekyou Sharingan supremo. Mas, quando perguntaram ao meu irmão o que aconteceu, ele disse que me deu por livre e espontânea vontade para eu proteger o clã Uchiha. Alguns acreditaram, outros não. Depois, ele quis continuar trabalhando como ninja mesmo cego, e morreu em batalha.
Mito não sabia como reagir. Madara havia feito algo muito egoísta. No desespero, claro, mas ainda assim... E não parecia que ele sentia tanto remorso. O orgulho pelos olhos poderosos que adquiriu parecia falar mais alto que qualquer vestígio de culpa que pudesse existir.
- Você ainda pode dizer que me ama mesmo depois de conhecer meu lado mais podre?
Ela colocou a outra mão sobre a dele, e disse:
- Não vou fingir que não fiquei com medo, mas... Acho que todos nós cometemos erros... E temos o direito de recomeçar... Se seu irmão falou isso, é porque te perdoou. Então, posso perdoá-lo também.
O rapaz ficou chocado. Jurava que ela nunca mais iria querer saber dele. Que iria xingá-lo, condená-lo, julgá-lo.
Como ela podia ser assim?
E por que ele se sentiu tão aliviado?
Sentou-se, e ela resolveu seguir seu movimento. Ficaram frente a frente.
Com a mão livre, Madara segurou seu pescoço, usando o polegar para fazer carinho em sua face. Mito ficou surpresa e mais rubra do que já estava.
Foi quando sentiu os lábios dele sobre os seus. Beijando-a devagar e suave, provocando um calor que percorreu todo seu corpo.
E ele também sentiu esse calor, pois também nunca havia feito isso antes.
Mito beijou-o de volta. Meio desajeitada e insegura, mas havia química entre eles, então logo havia uma sincronia perfeita, e suas línguas se encontraram naquele beijo calmo e longo.
Desejaram que o tempo parasse ali mesmo.
Ai gente, que vontade de chorar quando revisei esse capítulo, é muito sofrimento... D': (sim, reclamo mas continuo escrevendo/lendo essas coisas rs)
