Teste

Ela chegou ao curso já cansada e ver todos os bruxos ao redor dela felizes não ajudou nada, apenas deu vontade de estuporar todos eles até que eles ficassem como ela.

Arrastou-se até um dos bancos e tentou arrancar o mal-humor com pensamentos felizes, como ela fazia quando estava mal. Por mais infantil que parecesse àsvezes funcionava e, se funcionava, ela não tinha do que reclamar.

Bem, ela estava fazendo um curso para virar curandeira, aquilo devia ser um ponto positivo, certo? Ela estava correndo atrás da profissão que sempre quis e conseguiu uma das vagas limitadas no curso. Daqui a só mais um ano ela poderia estar em um hospital ajudando as pessoas. É, com certeza esse era um pensamento feliz.

Porém, antes que pudesse impedir, o pensamento de que, se ela não estivesse fazendo esse curso poderia estar viajando com seus pais e irmão, e assim não teria sido vítima (ou quase isso) da maldição dos Potters brotou na sua mente como uma erva-daninha que precisava ser retirada.

Bufou e procurou outro pensamento feliz.

Pensou então em como ontem tinha sido um dia bom. Sempre era um dia bom quando ela saia com Scorpius e Albus, eles se divertiram andando por Londres, tomando sorvete e café. Foi divertido!

Mas ela tinha sido uma covarde e não falou que tinha dormido com James. Ficou remoendo o problema na maior parte do passeio e deu sorrisos falsos para os dois.

Podia ter sido pior, ela se obrigou a pensar. James podia ser feio e enrugado, ela podia ser virgem e... E aquilo era patético. A vida dela não estava na melhor. Tudo bem. Primeiro ela tinha que aceitar isso.

- Minha vida está uma merda. - sussurrou para si mesma.

- Oh, não fique assim, só ficamos afastados um final de semana, doçura! - um braço forte a puxou pelo ombro e Rose bateu contra o peito do seu amigo.

Pelo menos ela tinha um bom amigo pra ajudá-la.

- O que seria de mim sem você, Charlie? - abraçou-o de volta.

- Ok, sem ficar muito grudenta. - ele a afastou e a ruiva apenas sorriu falsamente. - Puta merda, você ta triste mesmo? Foi mal, Ro, achei que era só drama que quando eu aparecesse fosse sumir, mas pra você ta mostrando o que sente a coisa deve ta feia, hein?

- Vai olhar a bunda de algum garoto e não enche meu saco. - ela resmungou.


Fodidamente gelado, ele pensou irritado enquanto se encolhia mais na cama. Por algum motivo ele parecia estar deitado em gelo, mesmo que seu cobertor felpudo o envolvesse e que a casa tivesse um sistema de aquecimento mágico. O pensamento impróprio de que, se ele tivesse companhia a cama não estaria tão gelada atravessou sua mente, mas ele o expulsou já que a certa companhia tinha nome e era ruiva.

Resmungou e rolou de um lado para o outro, tentando se aquecer inutilmente. Ouviu batidas leves na porta e parou de rolar, pretendendo fingir que estava dormindo.

- Jay? James, querido? - sua mãe chamou - Saia dessa cama e venha tomar o café ou você só vai almoçar e aviso logo que vai demorar.

- Já vou mãe. - ele resmungou. Não se brincava com comida.

Sentiu-se novamente com treze anos quando sua mãe lhe acordava sempre que estava em casa. Só que ele não tinha mais treze anos, ele tinha vinte e um e, ao contrário de quando era criança, ele não gostava de quando a mãe agia assim. É claro que era bom ter comida pronta, roupa lavada e as compras do mês feitas, mas James já estava pensando seriamente em arrumar seu próprio lugar.

Ele ouviu a mãe descendo as escadas e só assim permitiu-se sair da cama. Pôs-se de pé e se espreguiçou, bocejando em um som alto e ouvindo alguns ossos estalarem.

Era segunda então a maioria da casa devia estar trabalhando, menos ele que estava de férias e Lily que também estava de férias da escola, mas sempre ficava ou trancada no quarto ou saia para qualquer lugar que ele não sabia. Abençoem as férias. Trocou de roupa e desceu, sentindo o cheiro da comida o que fez seu estômago roncar.

Sua mãe não estava na cozinha, mas como a mesa estava posta ele comeu sem se preocupar com isso.

Tinha pensado muitas coisas antes de dormir, a maioria ligadas a maldição, e resolveu que iria fazer um teste hoje. E dependendo do resultado desse teste ele estaria ou extremamente fodido ou não tão ruim quanto agora. Ter que gostar de uma ruiva não era algo que James gostava, mas se fosse qualquer ruiva as coisas poderiam se tornar um pouco menos pior.

Terminou o café e teve que usar Melva, que lhe deixou com o dedão sangrando, já que Voss estava tratando de assuntos mais importantes. Xingou a coruja enquanto ela voava e soltava um pio alto. Por um momento James pensou que a coruja estivesse xingando ele de volta, mas esse pensamento era ridículo, Melva era uma coruja burra.

Foi até o seu quarto e se arrumou colocando um jeans escuro, blusa verde escuro com gola V e manga até os cotovelos e um tênis surrado. Ele ficava ótimo de qualquer maneira. Foi até o banheiro e lavou o rosto, aproveitando a mão molhada bagunçou os cabelos escuros. Ele sabia que as garotas gostavam quando o cabelo dele estava bagunçado.

Alguns minutos depois Melva voltou e ele recebeu a mensagem que queria ler. Meio caminho andado.

- Mãe, to saindo. - gritou enquanto ia até o escritório, o único lugar da casa que permitia aparatação.

Não esperou a resposta, porém. Assim que pisou no cômodo foi até o local marcado com um sorriso no rosto.


- Podemos, hoje em dia, agradecer a Gunhilda de Gorsemoor, curandeira famosa por nos ter fornecido a única cura conhecida para a Varíola de Dragão, uma doença que já matou milhares de bruxos...

Ela queria prestar atenção no que seu professor estava falando, mas estava com tantos problemas que a Varíola de Dragão não era sua prioridade no momento.

Sempre foi conhecida como uma aluna tão exemplar quanto sua mãe e determinada quando decidia fazer alguma coisa. Concentrada, participativa, inteligente e vários outros adjetivos que, naquele momento, ela não se sentia. Na verdade ela sentia sono. Sono e fome.

Levou uma cotovelada de Charlie e ofegou. Seu amigo podia ser gay, mas nem isso o fazia delicado. Olhou para ele com a cara mais ameaçadora que podia e recebeu em troca um olhar reprovador. Ele sabia que ela não estava bem, mas mesmo assim queria que ela prestasse atenção na aula. A culpa não era dele, então Rose só tinha que agradecer por ele se preocupar tanto com ela, só que não sentia vontade nenhuma de fazer isso.

Continuava com aquela história entalada na garganta, sentia-se presa por ela e queria falar com alguém sobre isso, mas era humilhante. E Rose Weasley não era humilhada nunca.

Ainda sem prestar atenção apenas acompanhou meio alheia quando os alunos saíram da sala e foram liberados para o horário de almoço. Nossa, já tinha se passado tanto tempo? Foi puxada por Charles, que não tinha uma cara nada feliz.

- Qual é o seu problema hoje, Rosie? - ele resmungou enquanto eles andavam a procura de um restaurante para almoçar - Às vezes eu até percebo você distraída, isso quase nunca, mas hoje está pior do que nunca.

- Charlie eu estou com alguns proble-

- Problemas? Você vai ter problemas se você não prestar atenção na aula do Miller. Dizem que os exames finais dele são os mais difíceis e que ele bota coisas que você aprendeu na primeira semana de aula. É absurdo! - a voz dele ficou mais aguda na última frase e, tirando isso, ele não parecia nem um pouco gay.

- Mas Char, você não entende, eu-

- Rose Weasley, não me venha com essa baboseira de mas você não entende! - ele falou tentando imitar a voz dela - É você, querida, que não entende. Você é a garota de ouro, filha da bruxa mais inteligente da sua geração e filha de dois heróis de guerra, amigos íntimos de Harry Potter. Você é a união de dois terços do trio de ouro!

- Charles! Isso não tem nada haver com minha reputação e, pra sua informação, eu estou assim porque eu dormi com o meu primo, feliz? - ela falou jogando os braços para cima, cansada da falação do seu amigo gay.

Ele parou de andar e as pessoas apressadas que andavam atrás deles xingaram ambos. Charles a puxou para o canto da calçada, saindo do caminho e se abaixou pra tentar ficar na mesma altura que ela.

- Você dormiu com Albus? - ele murmurou - Eu não acredito nisso. Você sempre falou que vocês eram só ami-

- Não foi com Albus. - ela cortou.

Os olhos dele se arregalaram e a boca se abriu. Quase sentiu-se orgulhosa de fazer Char perder a fala e ficar em choque, mas ao lembrar o motivo que o fez ficar assim Rose apenas sentiu um gosto amargo na boca.


Não foi difícil achá-la ali, com seus cabelos vermelhos virados para a entrada do pequeno restaurante. James esperou o puxão no estômago e o aperto no peito que sentia quando viu Rose na noite em que invadiu seu quarto, mas ele sentia-se normal. Bem, talvez essa coisa de maldição demorasse pra fazer efeito.

Andou lentamente e tocou seu ombro quando chegou perto. Ele sorriu ao ver o rosto bochechudo de Molly II, sua prima filha de Percy. Ela tinha a mesma idade que ele e quando se levantou para abraça-lo percebeu que quase a mesma altura também. Rose é pequena, chega no meu ombro por sorte. Tirou os pensamentos impróprios da cabeça, aquilo não era sobre Rose, aquilo era sobre Molly, sua prima que tinha dado em cima dele como o inferno quando ele estava em Hogwarts e sempre pareceu disposta a abrir as pernas longas para ele.

- Jay, que surpresa ao receber sua coruja. - ela falou sorrindo e voltou a se sentar.

As bochechas proeminentes dela eram coberta de sardas escuras e seus olhos eram verdes, mas não como os de Harry ou Albus, eles eram mais escuro, algo como a cor da sua camisa. Ela deu um sorriso e os dentes dela eram alinhados, grandes e brancos.

As sardas da Rose são mais claras, mas ela tem mais. Os olhos eram azul escuros, como o céu assim que o sol se põe. Os dentes eram pequenos, mas eram perfeitamente alinhados e também brancos.

Merda! Ele não ia parar com aquilo? Sua cabeça ia dar tilt se ele continuasse a comparar as duas assim, sem controle de seus próprios pensamentos.

- É, já era hora de rever velhos amigos. - ele falou dando seu melhor sorriso malicioso.

Molly apenas sorriu o máximo que suas super bochechas deixavam e tocou a mão dele, que estava em cima da mesa. Uma garçonete aparecer e James pediu peixe empanado com fritas para os dois já que ele tinha acabado de tomar café.

- Então, qual foi seu súbito interesse em me chamar para almoçar com você, Jay? - ela falou tentando parecer casual, mas estavam bem claras as intenções da sua prima.

Rose não seria tão vulgar. James quase sentiu vontade de se dar um soco na cara. Tinha que parar com aquilo. Agora.

- Já disse, Molly, era hora de rever os velhos amigos. E que lugar melhor pra começar do que seus próprios primos? Afinal, somos tão íntimos. - ela deu um sorriso e ficou de perfil para ver alguma coisa na mesa do lado.

O nariz dela era reto e longo, bastante sexy na opinião de James. Rose tem o nariz que faz uma volta suave pra dentro e é arrebitado na ponta. Sua companhia virou o rosto assutada quando James bateu na mesa.

- Mosca. - resmungou. Quem dera ele pudesse tirar Rose dos seus pensamentos como quem se livra de uma mosca.

A moça apenas sorriu e voltou a se insinuar, o que parecia ser a única coisa que ela sabia falar e fazer. Inclinada sobre a mesa a blusa dela, que já era bastante decotada e expunha muita pele, ficava ainda mais indecente. Ele devia ficar excitado pela visão, ou pelo menos sentir alguma coisa, mas ele olhava para a curva de seus seios sem muito interesse, por mais que tentasse fingir que sentia algum.

Ela não parecia notar, pois continuava com o mesmo sorriso preguiçoso no rosto. Ele continuava recostado na cadeira, não deixando ela fazer nenhum contato que não fosse o da perna dela, que roçava como a dele. Aquilo era pra ser excitante! Merda, ele estava virando um maricas.

De repente, enquanto ele olhava para os lábios dela se mexendo sem parar sem ouvir absolutamente nenhuma palavra ele sentiu. O peito dele apertou e sua respiração ficou mais ofegante. Era isso! Ele até sorriu e se inclinou mais na direção dela, querendo ver se as sensações pioravam. E pioraram.

Ele sentiu-se absurdamente quente e podia sentir seu corpo formigar. James quase deu uma gargalhada, mas não queria interromper a garota, não agora que a maldição parecia ter algum tipo de interesse nela. Mesmo que ela não fosse um terço tão interessante quanto Rose. Nesse momento ele nem se importou com o pensamento, porque estava funcionando.

Até que tudo foi estragado pelas palavras que saíram da boca de Molly.

- Rose! Priminha, quanto tempo! Jay também chamou vocês? Não sabia que ia ser um almoço em família.

Ah, não. Aquilo era patético. O corpo dele parecia ter sentido a presença dela ali e reagiu antes mesmo dele vê-la, não era Molly que fez aquelas reações elétricas no corpo dele, mesmo que ela fosse a ruiva mais perto. Aquilo era doentio e ele com certeza ia querer cortar sua própria garganta se ele não estivesse tão relaxado por ter Rose do lado dele. Merda infinita. Ele não conseguiu impedir e olhou para sua prima mais nova, em pé, com um homem do lado dela. E os braços dele estavam no ombro dela.

- Não, o querido Jay não nos chamou, - o homem que a abraçava pelo ombro falou. James não gostou de como ele enfatizou o nome dele - mas nós estávamos mesmo procurando um lugar pra almoçarmos juntos, então minha querida Rose viu o primo. Eu, como um bom amigo, resolvi que seria divertido almoçar em grupo. - James quase se levantou indignado.

Juntos? Querida? Amigo? Até parece. Ele queria fazer alguma coisa, mas ao mesmo tempo só queria ficar observando, sem fazer nada que pudesse fuder suas chances com Molly ou com Rose.

- É. - sua ruiva concordou e sentou-se ao seu lado porque o amigo dela botou uma cadeira bem ali e quase a obrigou a sentar-se.

O homem deu a volta na mesa e sentou-se ao lado de Molly, que ainda mantinha o mesmo sorriso depravado no rosto, como se ter alguma plateia fizesse as coisas ainda mais divertidas.

- Mas então, já pediram alguma coisa? - o amigo de Rose voltou a falar e por um momento James achou que já conhecia ele antes. Talvez eles tivessem sido apresentados.

- Jay pediu peixe. - Molly falou sorrindo - Até parece que ele sabia que era meu preferido. Infelizmente não sei se vem o suficiente pra nós quatro.

- Rose pode comer minha parte, eu acabei de tomar café. - antes que pudesse impedir ele falou. Merda.

- Oh, Rose não gosta de peixe. - Charles mentiu sem saber ao certo porque.

Ele estava irritado e precisava descontar sua raiva discordando de todos.

Quando Rose contou o que aconteceu (tudo, até mesmo falou sobre a maldição) e pediu pra ele não ficar irritado foi como pedir a um touro que não atacasse o toureiro depois de ser instigado. Era impossível. Aquele Potter não ia fazer sua menininha de ouro de sua vadia particular, não quando ela já tinha uma vida perfeita.

- Mas eu como sem problemas. - ela falou olhando pra ele claramente irritada.

- Certeza, querida? - perguntou sem se importar com os olhares que James lhe lançava cada vez que falava alguma coisa em um tom insinuante para Rose.

Tinha certeza que era o único a notar, já que sua amiga olhava mais para o próprio colo do que para cima e a senhorita vadia estava ocupada demais exibindo os peitos para o moreno em frente a ela.

- Absoluta, Charles. - ela murmurou e desviou o olhar para mesa.

Com um suspiro ele apenas sorriu e olhou para as duas pessoas sentadas na sua frente. Rose era miúda com cabelos cheios, ondulados e de um ruivo brilhante quase fogo. Seu rosto estava vermelho e ela tentava olhar para qualquer lado, menos o seu direito que era onde James, com seus cabelos negros bagunçados e cara emburrada estava.

Ele não podia negar que eram um casal bonito, por mais que ele não gostasse do moreno. E isso lhe deu uma ideia.

Inclinou-se para a senhora vadia e chegou perto do seu ouvido. Ela encolheu os ombros e deu uma risadinha com a proximidade dele. Como se ele fosse querer alguma coisa com alguém que não tinha um falo no meio das pernas.

- São um casal adorável esses dois, não acha? - perguntou e sentiu toda a excitação da garota com a proximidade dele ir pro inferno.

Ela deu uma risada e chegou perto do ouvido dele.

- Casal? Jay e Rosie? Não. Ela é muito careta.

- Careta? Não foi o que James disse.

- James falou sobre ela com você? Por que ele faria isso, vocês não parecem se dar bem!

- Ah, isso porque eu fui um dos que apoiou quando Rosie deu um pé na bunda do idiota.

- Pé na bunda? Do James? Rosie? Está falando sério?

Eles continuaram murmurando e Rose tinha certeza de que tinha ouvido seu nome no meio, mas apenas ignorou Charles. Ela estava irritada por ele ter arrastado ela pra dentro do restaurante assim que viu James com Molly. Como se ela ligasse! Se ele achasse outra maldita ruiva ela podia ficar em paz, esquecer que alguma vez eles tinham transado e viver feliz para sempre.

- Quem é esse cara? - quase pulou da cadeira quando ouviu James falar perto do seu ouvido.

Sentiu seu rosto esquentar e respirou fundo antes de se virar para ele e perceber que a proximidade não era segura. Afastou seu rosto um pouco do dele.

- Charlie, não lembra dele? - ela perguntou sem dar muita importância - O que vivia comigo em Hogwarts? O gay?

James sorriu e ela não entendeu muito bem o porquê, já que parecia tão emburrado no segundo anterior.

- Ele ta diferente. - comentou tentando não mostrar a festa interna que acontecia naquele momento.

- Pintou o cabelo. - ela murmurou de volta e deu um sorriso.

Aquele cara não era nada da Rose! Ele era só o amigo gay que tinha pintado o cabelo, e por isso parecida tão diferente, e por isso não era nenhum tipo de amea- Ok, ele tinha que parar com aquilo. Aquela maldição ia deixar ele louco.

Mesmo que estivesse claro que o sorriso não era pra ele, James não evitou e também sorriu.

Do outro lado da mesa Molly observava a cena, como Charles a instigou, mostrando que James ainda gostava de Rose. Também falou que Rose mandou ele procurar sexo barato com a primeira rameira que aparecesse pra ver se esquecia ela, e também comentou que isso foi ontem.

- Só estou falando isso porque você é prima de Rose e ela se sentiu um lixo quando viu vocês dois aqui juntos. Tive que impedir ela de partir a cara de James no meio do restaurante por ele ter feito isso com você. - murmurou o grand finale.

Em um pulo Molly se pôs de pé. Mas é claro que era por isso que James estava fazendo aquilo com ela. Só porque ela sempre gostou dele em Hogwarts ele achava que era assim? O que mais ela devia esperar de um convite inesperado de almoço? É óbvio que ele devia estar procurando sexo.

Ok, ela ia dar sexo pra ele, mas ela não queria que ele tivesse essa expectativa.

Não só com o cabelo, mas também com o temperamento irritado dos Weasleys, Molly saiu do restaurante lançando olhares irritados para James, tentando parecer superior, mas falhando já que estava se sentindo uma imbecil. Vários outros clientes olharam a cena da garota e voltavam seus olhares para a mesa em que duas pessoas estavam surpresas e uma sorridente.

- Mas o qu-

- Vamos, Ro. - Charles falou - Acho que essa é a nossa deixa pra ir embora.

- O que você falou com ela, Charles? - a ruiva perguntou irritada sem se mover.

- A verdade. Que ele só queria sexo com ela. E mais algumas coisas que eram além da verdade, mas não muito além. - ele resmungou.

O olhar de Rose mostrava que ela não estava feliz com essas coisas não muito além da verdade. A ruiva bufou irritada e se afastou quando Charles tentou tocá-la por cima da mesa.

- Temos que ir logo, daqui a pouco o nosso horário de almoço acaba. - o amigo falou meio magoado por ela ficar assim com ele.

Ele só queria o melhor pra ela! Mesmo que isso fosse se vingar do seu primo sem que ela tenha pedido sua ajuda.

- Eu embora e vou almoçar, já que você desperdiçou nosso tempo fazendo algum joguinho estúpido. - ela reclamou e se levantou da mesa - Te vejo no curso, Charles. - ela também se levantou e saiu do restaurante.

Ótimo, ela não fazia a menor ideia do que ele disse pra Molly, mas se essas coisas não muito além da verdade fossem o 'envolvimento' dela com James jurou que ia matar seu melhor amigo com os feitiços de magia negra mais terríveis que conhecia. Bufou e sentiu vontade de quebrar alguma coisa na cabeça do seu amigo.

Será que ele não entendia que se Molly soubesse de alguma coisa todos os outros Weasleys saberiam e assim ela não teria paz até o fim da sua infeliz vida? Continuou andando rápido até que alguém a puxou pelo pulso e antes que ela pudesse gritar com Charles ela percebeu que não era Charles.

O olhar de surpresa que ela mandou na direção dele foi adorável e ele se odiou por pensar na palavra adorável. James sorriu quando sentiu ela relaxando ao perceber que não era o amigo dela.

- Desculpe por Charles. - ela resmungou fechando os olhos, como se sentisse alguma dor, mas a única coisa que ele conseguia pensar era se ela ia bater nele se ele se abaixasse e lhe roubasse um beijo.

Menos maricas, James, controle-se homem!

- Ah, tudo bem, Molly não é uma companhia muito agradável, de qualquer maneira. - ele se obrigou a parar antes que se dissesse que ela era uma bem melhor.

Estava tudo bem (até um certo ponto) para ele se não conseguisse controlar seus pensamentos sobre Rose, mas falar pra ela o que pensava era algo bem diferente que ele não pretendia fazer.

Ela lhe sorriu e ele sentiu-se patético por sentir seu coração bater mais rápido. Imbecil, estúpido.

- Deixe eu adivinhar o que você estava fazendo com ela. - ela falou e voltou a andar e ele a seguiu como um cachorrinho - Queria ver se a maldição se estendia para outras ruivas também?

- Pois é. - ele murmurou e se sentiu idiota quando a pergunta saiu da boca dela.

- E funcionou, certo?

- Não.

- Eu bem achava isso. - ela falou e parecia meio arrogante.

- Por que achava que a maldição não se estendia? - ele perguntou achando engraçado o ego inflado dela só porque a maldição só fazia efeito com ela.

- Você está me seguindo, não está? - ela falou sorrindo.


N/A.: Sério, esse capítulo é meio sem noção, mas eu gosto dele kkkk

anyway, não sei se esse vai ser o último post até depois do carnaval ou não, então não pensem que eu esqueci da fic, eu só vou viajar e se não concluir o próximo até sexta, postarei só depois do carnaval :3