Chegada

O curso tinha acabado e a única coisa que Rose sabia era que ela não iria para a casa dos Potters tão cedo, se dependesse dela. Saiu da sala e esperou Charlie, que estava tirando uma dúvida com o professor. Hoje seus pais e irmão vão chegar e é claro que ela devia estar feliz, saltitando de alegria, em puro êxtase, afinal, seus pais iam voltar hoje de viagem! Mas ela estava mais nervosa do que feliz. Ela estava com medo do que seus pais iam dizer quando soubessem o que aconteceu. E é óbvio que eles teriam que saber o que aconteceu, não é? Por um momento ela cogitou não contar, mas lembrou que não era só ela que decidia isso.

Charlie andava ao lado dela no corredor, em silêncio. Ele sabia o que estava acontecendo, todo o drama da volta dos pais dela e de James, então ficou quieto, temeroso de que acabasse fazendo algo como o que fez da última vez. Já tinha se desculpado um milhão de vezes e Rose tinha aceitado todas elas, mas não queria dar mais problema para a amiga.

- Quer ir tomar alguma coisa? - ela perguntou enquanto eles saiam do prédio para a barulhenta Londres.

Gostava mais do ambiente do que iria admitir.

- Não posso, tenho que voltar pra casa. - ele falou em tom pesaroso - Vou me arrumar, eu e Duncan vamos sair. - ao ver a expressão da amiga repensou - Bem, mas dá para a gente sair amanhã também. Posso ir tomar um café com você e falar com ele que não vai dar, aposto que ele não vai se importar de ficar lá em casa no sofá vendo alguns filmes comigo.

Ela negou com a cabeça, Duncan era namorado recente, não devia entender muito bem porquê Char trocou ele para ficar com a amiga.

- Tem certeza? - ele perguntou.

- Absoluta, eu posso tomar conta de mim mesma, não me importo de ficar sozinha. - sorriu.

Não era só porque estava sozinha que ia voltar para casa, podia ir tomar um chá e comer um bolo antes de voltar para casa.

- Sozinha? Posso mudar seus planos? - ela ouviu uma voz atrás dela e se virou.

Sorriu e pulou para abraçar Scorpius. Ele na mesma hora a envolveu em seus braços e beijou o topo da sua cabeça. Aos poucos ele a botou novamente no chão e Rose não acreditou que ele estava ali.

- Como você está aqui? - perguntou sabendo que ele ficava a semana toda em um tipo de internato de estudos, no norte da Inglaterra e só voltava nos finais de semana. Era sexta-feira, ele deveria ainda estar lá pelo horário.

- Meu professor que dava os últimos tempos de aula está doente, então deixaram a gente vir mais cedo para o final de semana. - falou sorrindo - Fui ver Albus, mas ele estava trabalhando e mandou eu vir aqui ver se você já tinha saído.

Agradeceu a Albus, mesmo que ele não soubesse da situação ainda sim a ajudou.

- Bem, parece que seu problema foi resolvido. - Charles falou rindo e deu um aceno de cabeça, cumprimentando Scorpius - Vou para casa, então, e não volte tarde para a sua, mocinha! Tome conta dela, Malfoy.

- Com certeza. - ele falou mexendo no cabelo. Charles voltou para dentro do prédio do curso, indo até o ponto de aparatação que tinha lá - Vamos?

Rose concordou e pegou a mão dele, sabendo exatamente onde queria ir com ele. Ela o puxou por Londres, sem deixar que ele falasse nada, não demorou muito para ela parar em frente ao café que queria ir. Sentaram-se em uma mesa no canto, cada um com uma bebida. Scorpius observava a rua pela vitrine da loja, não acostumado com isso.

- Deve ser estranho pra você ver tanto movimento depois de ficar a semana toda com uma dúzia de pessoas. - ela falou sorrindo - Isso deve ser mesmo o que você quer, imagino eu.

- Com certeza. - ele respondeu olhando para a ruiva na frente dele - Esse sacrifício de ficar longe de todos é pequeno comparado ao futuro que pretendo ter, Rosie. Sem dúvida nenhuma isso é o que eu sempre quis.

Ela sorriu, feliz pelo seu amigo, sentia-se da mesma maneira com sua escolha de curso.

- Muito pesado o curso de auror? Tirando o isolamento, é claro.

- Absurdamente, mas isso só faz as coisas mais divertidas. - falou e ambos trocaram risadas - É pesado, o treinamento, mas não devo morrer tão fácil graças a ele.

- Não fale merda, Malfoy. - retrucou.

- Então vamos mudar de assunto. - falou rindo da reação dela ao falar em morte - Como anda o seu curso, senhorita? - ele perguntou enquanto tomava um gole do seu frappuccino.

- Ótimo, era exatamente o que eu queria... Já devo acabar ano que vem. - falou aliviada.

- Devo presumir que é a melhor aluna, como sempre foi. - falou em tom brincalhão.

- Alguma dúvida, Malfoy?


Bufou e voltou a tentar prestar atenção no livro que estava lendo.

Infelizmente, desde que tinha começado ela não tinha saído do capítulo, que devia ter apenas mais três páginas sobrando. Ela tinha que ler esse livro para o curso de curandeira, mas seus pensamentos sempre eram puxados para seus pais e seu irmão que chegariam em... Quarenta minutos, segundo seu relógio de cabeceira.

Olhou mais uma vez para as páginas amareladas do volume e tentou se concentrar apenas nelas. As letras eram pequenas e algumas estavam mais claras pelo livro ser uma edição velha, mas ao menos bem completa para o que ela queria. O espaçamento era também pequeno e às vezes as palavras pareciam uma só, deixando o trabalho de ler o livro mais cansativo do que deveria ser.

Suas costas estavam doendo já que estava na mesma posição por tanto tempo e seu cabelo estava grudando em sua nuca, era verão e estava abafado no quarto, mesmo que a janela estivesse aberta.

Não demorou muito e alguém bateu na sua porta. Bufando Rose mandou a pessoa entrar. James entrou e ela sentou-se na cama, subitamente mais interessada na visita. Não nesse sentido, obviamente, mas ela e o primo andaram conversando, principalmente sobre a maldição, então James não era uma companhia ruim, ao contrário do que ela chegou a pensar um dia.

Ele entrou parecendo um intruso no quarto e fechou a porta levemente. Estava usando uma blusa branca sem mangas e um bermudão que o deixavam despojado e bagunçado, mas aquilo, na opinião de Rose, combinava bem com ele e seu cabelo. A ruiva pegou o marcador do livro e o fechou, tirando-o do seu colo e o deixando ao lado do seu relógio.

- Nervosa? - perguntou sentando-se na ponta da cama dela.

Era engraçado como ele sabia como ela estava, mas talvez agora fosse óbvio demais para dar algum crédito a ele. Apesar de suas palavras ele parecia tão ansioso quanto ela, então não soube se ele estava ali para consolar ou ser consolado. Talvez uma mistura dos dois.

- Muito.

- Eu também. - confessou sorrindo - Seus pais vão chegar e minha mãe já disse que nós vamos ter uma conversinha, todos juntos.

- Assim que eles chegarem? - perguntou fazendo uma careta.

Esperava ao menos que eles deixasse isso para amanhã, quando Hermione e Ron estivessem descansados e talvez com mais vontade de ter uma conversa dessa importância.

- Minha mãe disse que sim. - James suspirou - E você sabe como ela é quando está irritada, não adiantaria nada se nós tentássemos mudar a opinião dela, mesmo assim ela ainda ia falar com seus pais.

Pelo visto não ia ter como mudar isso, Rose constatou derrotada. James olhou ao redor do quarto, notando que o armário continuava cheio com as roupas dela e não havia nenhuma mala em nenhum canto do cômodo.

- Não fez as malas ainda?

Rose a princípio estranhou a pergunta, não era como se ela fosse a algum lugar... Mas então lembrou-se de que seus pais estariam chegando e, com isso, ela iria sair da casa dos Potters e voltar para a sua casa, ela não morava ali, estava apenas porque Harry tinha insistido em acomodá-la. Algo dentro dela formigou quando ela lembrou-se do seu quarto e de como ele era diferente do quarto impessoal de hóspedes da casa em que estava. Lembrou-se dos corredores e dos cheiros que sua casa tinha, sentindo uma nostalgia.

Queria voltar para casa, só então percebeu. Não tinha reparado de que ia voltar hoje e a porção de felicidade dela aumentou quando lembrou disso. Não era como se não gostasse da casa dos seus tios, ao contrário. Era maior que a sua e sempre estava aconchegante, mas ela sempre iria preferir a sua, não importava o quão melhor qualquer casa fosse.

- Não. - deu uma risada seca - Na verdade, até esqueci de que eu ia voltar para casa, estava preocupada demais com a conversa e com as reações, nem lembrei de que eu ia embora.

James deu um sorriso triste e, graças a maldição, uma dose desse sentimento foi injetada em suas veias, fazendo com que ele sentisse a garganta apertada demais para falar, então apenas concordou com a cabeça.

Ela iria embora, não estaria mais ao alcance de suas mãos ou de seus olhos e ele não podia fazer nada, só assistir enquanto os pais dela chegavam e se informavam da novidade. Provavelmente Ronald ia querer matar ele e então Rose seria proibida de vê-lo, assim como ele seria ameaçado pelo seu tio, já conseguia até imaginar o que Ron diria.

Suspirou e observou a jovem levantar da cama e seguir até o guarda-roupa, abrindo-o e mexendo em algumas roupas, sem interesse aparente em nenhuma. Então ela pegou vários cabides de uma vez e atravessou o quarto novamente até ele, jogando as roupas penduradas na cama e voltou para pegar mais e continuar esvaziando o móvel.

Em quase cinco viagens ela limpou o armário e logo depois foi pegar a mala que tinha trazido, a deitando no chão e abrindo-a. Era tão grande que se fosse um pouco menor a ruiva podia até caber nela. James observou enquanto ela calmamente tirava as roupas dos cabides e dobrava-as, arrumando a mala como se ela não fosse ser desfeita minutos mais tarde.

Não estava prestando muita atenção, mas quando percebeu ela tinha terminado de dobrar as roupas e botava os cabides de volta no guarda-roupas. Logo depois abriu duas gavetas e esvaziou em menos de dez minuto as duas. Finalmente fechou a mala, com um suspiro.

- Não está esquecendo de nada? - James apontou para alguns livros empilhados ao lado da cama. Livros que ela usava no curso e teve que trazer.

- Você podia ser mais cavalheiro e me ajudar. - resmungou.

- Mas assim ia demorar menos pra você arrumar tudo. - 'e ir embora', James completou na sua mente, mas ela tinha entendido isso pelo olhar que lhe deu, quase como se quisesse abraçá-lo.

Sentiu-se fraco por demonstrar aquilo, mas era bem mais forte do que ele. Não queria sentir-se assim, ela era apenas Rose, não devia se sentir assim, porém a maldição aconteceu e tudo mudou de uma hora para a outra.

Desviou os olhos dela quando ela se dirigiu a pilha de livros e observou a mala que jazia no chão. A única coisa que pensava é na partida dela e aquilo só deixava ele mais confuso. Rose voltou para o lado dele, sentando-se na cama com as pernas dobradas contra seu peito e com a cabeça nos joelhos.

- Agora é só esperar... - olhou para o relógio mais uma vez - Dezessete minutos.

Esses minutos deveriam passar lentamente, fazendo Rose sentir agonia tanto por eles demorarem quanto por eles se passarem, sinceramente, ela não sabia o que era pior; a espera ou o que vinha logo depois dela. Porém, ela não sentiu agonia e nem sequer olhou o relógio enquanto os minutos passavam, nem ao menos teve a chance.

Olhou para o objeto redondo até faltarem quatorze minutos, depois disso foi pega desprevenida e jogada na cama com James logo acima dela, parecendo tão impaciente quanto ela. Rose sabia o que ia acontecer e, na verdade, vinha acontecendo com frequência demais. Como sempre, não teve chance de protestar, ele a beijou.

Depois dele ter lhe dado a carta eles se beijaram e agora, apenas dois dias depois ele voltou a juntar seus lábios. Não que ela estivesse em condições de reclamar, é claro. Estava tensa e, talvez pela maldição que a afetava bem pouco, relaxava com ele ali.

James então mal conseguia pensar. Ou melhor, conseguia, mas apenas na sua vontade de que esses minutos fossem um par de horas, que ele com certeza saberia apreciar naquela cama com ela.

Uma coisa que o preocupava também era sua vontade de tê-la novamente. Antes tinha apenas sonhos referentes a noite em que entrou em seu quarto e outras eram apenas fantasias, mas ontem tinha acordado no meio da noite com o pensamento nela. Achou que a história ia se repetir e que no dia seguinte ele iria acordar no quarto dela, porém, graças a Merlin, a maldição não fez ele se levantar e ir atrás da sua prima.

Na verdade, a maldição estava sempre presente, mas a voz que ouviu na primeira noite não ouviu mais. Por um lado gostava disso, a voz feminina parecia comandá-lo e James obedecia como um cachorro adestrado, era assustador. Talvez devesse enviar Voss novamente para Bernard e perguntar sobre a voz, tinha quase certeza de que o homem não devia saber o que era, mas valia a pena perguntar.

Agora ele rumava os beijos para o pescoço dela, seu lado amaldiçoado quase o dominando, ele tinha consciência. Restava apenas um último fio que o prendia ao homem que ele era e não ao amaldiçoado.

Rose passou a mão pelos cabelos dele, suspirando pelos beijos no pescoço e quando foi perceber já estava com as pernas abertas. Corou quando percebeu, mas James nem viu, ocupado com a calça dela. Objetivo.

Uma mão dele conseguiu abrir o botão e desceu seu ziper enquanto a outra desceu o tecido apenas o suficiente para ele a tocar. James olhou para o relógio e percebeu que tinha pouco tempo, nem perto do suficiente, mas precisava de algum contato, qualquer contato com ela.

Uma mão adentrou a calcinha e a acariciou, fazendo Rose gemer, surpresa por ele estar mesmo fazendo aquilo naquele momento. Não demorou também e um dedo dele entrou nela, desesperado. Ele não estava sendo gentil, estava apenas tocando-a e aquilo satisfazia uma parte da maldição. Explorou também por baixo de sua blusa e seu sutiã, tocando seus seios diretamente e o apertando.

Ele aproximou seu rosto do dela e a beijou, calando o gemido que Rose soltou quando um dedo acompanhou os outros dois dentro dela. A mão dele saiu do seu seio e prendeu-se no seu cabelo, esmagando suas bocas.

- Você também é vermelha lá embaixo, Rose? - ele perguntou com a voz rouca quando separou seus lábios.

Os olhos dela se fecharam e ela se contorceu sobre o efeito do toque e das palavras dele. Felizmente, de algum lugar desconhecido, ela ainda conseguiu palavras para responder.

- Só tem um jeito de descobrir. - murmurou agarrando os cabelos dele e empurrando a cabeça dele para baixo.

James não fez objeção e seguiu seu caminho. E Rose teria tido o que queria se eles não fossem interrompidos.

- Rose? - ela ouviu a voz do seu tio e logo depois algumas batidas na porta.

Na mesma hora James se afastou dela, fazendo a calcinha dela estalar contra sua pele, um barulho que preencheu o quarto. Rose só torcia para que Harry não tivesse ouvido. Ela estava ofegante, vermelha e seminua na cama, também não tinha nenhuma vontade de se mover ou se cobrir, mas James, com destreza, fechou a calça dela e foi em direção a porta tão abalado quanto ela.

- Rose?

- Sim, tio? - falou quando recuperou o fôlego.

Passou a mão pelos cabelos, esperando que eles não estivessem muito bagunçados e ajeitou seu sutiã e blusa. Conseguiu também arrumar sua calcinha e calça.

- Seus pais já chegaram. - aquilo fez Rose se levantar da cama em um pulo e apontar para James ficar do lado da porta.

- Já vou. - respondeu.

Ouviu passos do seu tio saírem pelo corredor e esperou até que pudesse falar.

- Vou descer primeiro, você vem depois. - falou já com a mão na maçaneta.

James apenas concordou com a cabeça. A ruiva saiu do quarto e foi em direção a sala mesmo que ainda estivesse com desejo entre suas pernas. Não estava saciada e aquilo só a deixava irritadiça com James por ter começado e não terminado. Porém outra parte dela estava quase satisfeita que não tivessem feito sexo.

Desceu as escadas já ouvindo a voz dos seus pais e assim que chegou na sala foi abraçada por sua mãe.

- Rose! - estava quase sem ar pelo abraço - Oh, minha filha, como senti saudades!

- Oi, mãe. - respondeu abraçando Hermione.

Assim que sua mãe a soltou foi a vez do seu pai, que a levantou do chão como sempre fazia quando ela era mais nova, e logo depois seu irmão que tinha ficado quase do tamanho do pai deles.

- E aí, nani? - perguntou abraçando ela.

Nani era uma forma curta do apelido nanica, que ele tinha lhe dado assim que ficou maior do que ela. Rose não podia culpar o irmão, já que quando ele era menor que ela, a garota vivia implicando com ele por isso. Aquela era apenas a vingança dele.

- Tudo ótimo, seu ogro. - respondeu animada em ver sua família.

O medo, porém, a invadiu assim que ela ouviu passos descendo a escada. Obviamente era James. Sua tia, seu tio e seus outros dois primos estavam na sala, então só podia ser ele.

- James! - sua mãe confirmou - Como você está? - perguntou indo em direção a ele.

Seu pai também se aproximou com um sorriso no rosto, assim como Hugo. A ruiva se perguntou se sua família o receberia com tanta animação se soubessem o que eles estavam fazendo a menos de dez minutos atrás. Aquilo fez ela corar, por sorte todos os olhos estavam na recepção que James recebia.

- Trouxemos presentes! - Hermione falava animada - Todos vão ganhar uma lembrancinha.

- É! - Ron concordou animado - Tivemos que comprar uma coisa de cada lugar, Hermione não conseguia se controlar, viva dizendo: 'Oh, isso vai ficar tão bonito na casa deles' ou 'Harry e Gina tem que ter isso'.

- Ei. - sua mãe retrucou, arrancando risadas de seus tios.

- Mas é verdade, amor, você não parava de comprar.

A morena apenas resmungou.

- Albus, você não queria mostrar alguma coisa no seu vídeo-game para Hugo? - Gina perguntou e aquilo fez Rose gelar.

Ela estava dispensando Hugo e Albus, provavelmente Lily viria depois e eles teriam a conversa. Sentiu-se nauseada.

- Ah, tinha. Consegui passar da fase que você ficou reclamando tanto. - o moreno falou enquanto subia as escadas, Hugo logo atrás dele.

- E Lily, querida, você não vai se arrumar pra sair com a Serena?

A garota confirmou, parecendo aliviada por sair da reunião familiar, e subiu as escadas. Era agora.

Seus pais nem pareceram ligar para o sumiço dos três outros integrantes da família, apenas sentaram no sofá ainda falando com James, que sentou no sofá em frente ao deles. Harry sentou na poltrona e Gina ficou em pé, assim como Rose, que não sabia onde sentar naquele momento.

- Hermione, Ron, nós temos que conversar algo com vocês. - Gina começou, interrompendo sua mãe no que ela estava falando.

Os dois dirigiram a atenção para a mulher.

- Sim, o que houve Gina? - seu pai perguntou - Rose fez alguma coisa de errado enquanto nós não estávamos aqui? - deduziu ao ver o olhar apreensivo da irmã.

- Não, não, Rose foi ótima, Ron. - Harry respondeu.

Ainda bem que foi seu tio quem respondeu, Rose não queria ouvir a opinião da sua tia, ela provavelmente achava que ela tinha feito algo de errado. Talvez ela tivesse, mas não foi sua intenção.

- Bem, então por que vocês quatro ficaram tão tensos assim que começaram com o assunto? - sua mãe perguntou, sempre atenta.

- É uma longa história, mas é urgente. - Gina voltou a falar. - E nós vamos resolver isso agora.


N/A.: Era pra isso ter sido postado séculos atrás, mas eu tive vários problemas pessoas (coisas raras, devo admitir) que não me deixavam pensar em mais nada e nem fazer mais nada. Apesar de eu ter que estudar como uma corna, aqui está o capítulo.