Stalker

James nunca tinha sido muito fã de James Bond, por mais que eles compartilhassem o nome e, segundo algumas pessoas, a arrogância. Não gostava nem um pouco do jeito que aquele cara dizia "Bond, James Bond" nos filmes com um sorriso que se parecia com algum anuncio de creme dental e um olhar que fazia todas as moças do recinto ficarem com pernas bambas como gelatina.

Bem, talvez eles tivessem mais em comum do que gostava de pensar.

Mesmo não sendo fã do homem considerado o maior espião de todos, ele estava se sentindo o próprio enquanto andava pela Londres trouxa. Mesmo sem óculos escuros, um bigode falso e um sobretudo, até agora ele não tinha sido notado. Provavelmente pela grande quantidade de pessoas na rua ou porque não precisava se aproximar muito do alvo, considerando que aqueles cabelos vermelhos lanzudos eram bem singulares no meio da cinza cidade.

Depois da conversa com Eddie, logo depois mesmo, ele estava totalmente motivado a levantar a bunda do sofá e ir atrás de Rose, fazer um discurso que Nicholas Sparks teria escrito e terminar dando um beijo nela. Seu peito parecia cheio de vontade e esperança, era como se sentisse mais leve depois da conversa, como um balão de hélio que tinha acabado de ser enchido.

O problema foi maior aconteceu assim que aparatou em casa. Todo o seu gás hélio se foi, como se alguém tivesse aberto o bucal do seu balão ou uma agulha o furasse, fazendo com que voltasse à sua realidade.

Ele não podia chegar e fazer isso com ela. Não sabia porquê - ou até soubesse -, mas não ia chegar simplesmente para Rose, jurando seu amor eterno e falando que era a única mulher com quem ele sonhava e a única com quem ele tinha um futuro, por mais que tudo aquilo fosse verdade, infelizmente.

Mas ele também não podia se trancar no seu quarto e tentar ignorar a existência dela. Nem mesmo pensando em outras garotas, vendo fotos de garotas maravilhosas, relembrando das garotas com quem já esteve ou até vendo pornô (pelo amor de Merlin, ele tinha mesmo feito isso). Nenhuma dessas coisas fazia Rose sair da sua cabeça. Só não tentou um obliviate porque ele não era bom o suficiente com esse feitiço para apagar só ela da sua memória. Se tentasse, era capaz que ele acabasse no St. Mungus louco, como o professor que do seu pai que eles foram visitar certa vez. Biruta das ideias, aquele cara.

Não querendo se declarar para ela e nem podendo esquecer ela completamente, ele decidiu que a melhor coisa a se fazer era ficar perto dela, mesmo que ela não soubesse ou precisasse saber disso. Foi realmente a melhor solução, ela não ficava pressionada ou assustada e ele sentia-se bem melhor quando podia vê-la, mesmo que de longe.

Ela, por incrível que pareça, não estava com seu amiguinho gay, Charlie. Era bem pior do que ele podia lidar, na verdade. Ela estava com Scorpius Malfoy. Não que James odiasse o cara, não. Ele nunca tinha falado com ele. O problema era que ele era um cara que não gostava de caras e vivia grudado em Rose, aquilo naturalmente fazia seu sangue ferver, ainda mais quando ele pegava na mão dela, como agora, parecendo tão íntimo e a puxando em uma direção qualquer.

Teve que quase trombar em um casal para continuar com Rose na sua mira, mas não perdeu a ruiva de vista. Não fazia a menor ideia do que eles estavam fazendo, mas já estava seguindo aqueles dois por, pelo menos, duas horas. Pelo menos nesse meio tempo, eles não chegaram - muito - mais perto do que o necessário para amigos e sempre que ele a puxava pela mão, logo depois eles se separavam. Era um alívio.

De início, tinha pensado que eles estavam em algo como um encontro romântico, considerando que Albus não estava com eles, mas como não houve qualquer contato que ele julgasse inapropriado, descartou a suspeita. Imaginou, então, que fosse apenas um encontro de amigos, mas eles não tinham parado de andar desde que se encontraram, nem que fosse para comprar uma água, na verdade, eles caminhavam como se tivessem pressa, só que não pareciam que iam chegar a lugar algum. Era a terceira vez que eles passavam por aquela rua.

Os dois entraram e um shopping e James foi logo atrás, agradecido de sair das ruas frias.


- Não vamos encontrar nada. - Rose falou com o tom que usava sempre, o tom de quem tinha razão - Por que você é tão teimoso, Scorpius? Não ouviu o que eu disse? Está surdo, por acaso?

- Quem me dera se eu estivesse surdo e não precisasse ouvir você resmungando no meu ouvido. - ele falou sarcasticamente, mesmo que no seu rosto um sorriso lindo estivesse estampado. - Ora, Rosie, só estou lhe fazendo um favor.

- Eu já disse, - ela falou enquanto apertava o passo, tentando acompanhar ele e suas longas pernas - se quiser me comprar algo de aniversário, me dê um livro. É o que eu quero.

- É o que você sempre quer, esse é o problema. - ele revirou os olhos - Vamos lá, só quero te dar uma blusa, uma maquiagem ou algo que seja digno de uma menina.

- Me dê uma pena, então. A minha de repetição rápida parece defeituosa e eu preciso usar ela quando os professores estão dando aula, gosto de anotar as coisas importantes que eles falam.

- Você anota tudo o que eles falam, até parece que eu não sei disso. É por isso que sua pena está defeituosa, elas não são feitas para serem usadas toda hora. - ele revirou os olhos e passou o braço por cima do ombro dela - Ah, Rosie, uma pena de repetição rápida também não é nada feminino.

- Bem, que tal um pena rosa? - ela perguntou dando seu melhor sorriso.

Aquilo fez ele rir.

- Ridícula, mas vou te dar uns pontos por tentar. - bagunçou o cabelo dela - Vamos continuar andando, senhorita Weasley.

Ela apenas bufou, mas seguiu ele pelo shopping. Em todas as vitrines que eles passavam Scorpius a fazia olhar e sugeria algo que era ou curto demais, ou indecente demais, ou chamativo demais. Por vezes os três. Aquilo estava começando a irritar ela, ele sabia que aquele tipo de coisa não era seu jeito.

- Você só pode estar brincando comigo, Scorpius. - ela falou empurrando ele com o ombro, sempre se sentia menos feminina do lado dele, era como se o loiro fosse um irmão mais velho irritante - Pare com essa palhaçada.

Ele deu uma risada.

- Não estou brincando contigo, Weasley. Falo sério, essa blusa ia ficar ótima em você. - ela não gostou nem um pouco do tom de voz dele.

- Idiota. - chiou enquanto lhe dava um soco no ombro.

- Ouch! - ele reclamou, passando a mão pelo local - Não é nada feminino agredir seu amiguinho, Weasley.

- Se seu amiguinho fosse um babaca completo tenho certeza que você também bateria nele, Scorpius. - ela sorriu inocentemente - Ok, mas falando sério. Quer me dar algo feminino? Que tal uma bolsa?

Vendo que a tortura já tinha chegado no limite máximo ele apenas sorriu e passou mais uma vez o braço pelos ombros dela, afastando-a da vitrine da loja.

- Fechado, ruiva.

Eles continuaram andando por mais algum tempo, até Rose passar por uma vitrine e encontrar uma bolsa rosa e resolver entrar na loja para comprar. Depois de ver o preço da bolsa transversal, Rose quis desistir de pedir aquilo de aniversário para Scorpius, mas ele insistiu e, se não bastasse ele normal, ele insistindo em algo era insuportavelmente convincente.

Não era uma bolsa bem feminina, mas ela ia poder usar para carregar os livros do curso se precisasse e os bottons que vieram presos nela eram extremamente adoráveis.

- Obrigada, Scorpius. - ela falou sorridente quando eles saíram da loja e se pendurou em seu pescoço par lhe dar um beijo na bochecha.

- Nada, ruiva. - ele sorriu confiante, mas seu rosto estava vermelho depois da demonstração de carinho.

Então, ali, Rose achou que tinha visto algo pelo canto de olho. Mal percebeu que continuava com os braços ao redor do pescoço do amigo, tudo pareceu ser muito lento, naquele momento. Virou a cabeça rápido, mas só viu o corredor cheio de pessoas desconhecidas, mas, por um momento, pareceu que ela tinha visto alguém que ela conhecia... Alguém...

- Rose? - Scorpius perguntou.

- Sim? - olhou para o amigo.

- Que houve? - ele ficou na ponta dos pés, mesmo que tivesse mais de um metro e oitenta, e olhou para as pessoas que passavam por ali - Viu alguém conhecido?

- Não... Quer dizer, achei que tinha visto, mas... Bem, deve ter sido uma impressão, apenas.

Scorpius franziu a testa, não muito crédulo nisso, mas apenas deu de ombros. Ambos seguiram em direção a saída do shopping, então, já que a missão havia sido cumprida.

Desde que tinha saído com Scorpius, mais cedo naquele dia, sentiu-se observada algumas vezes, mas nada sério, talvez fosse apenas alguém da rua a olhando. Não que ela se achasse particularmente linda, mas uma ruiva chamava a atenção no centro de Londres. Agora, porém, estava pensando de outra maneira. Alguém podia estar mesmo seguindo ela e, se estivesse mesmo a seguindo, Rose não tinha a menor ideia de quem poderia ser.

Nunca tinha se sentido tão paranoica antes, de qualquer maneira, não tirou a ideia estúpida de que tinha alguém observando ela, mesmo que não fizesse a menor ideia do porquê. Ela era uma jovem que estava se formando para ser curandeira. Não se metia em encrencas, não devia dinheiro, por que raios alguém iria perseguir ela?

Talvez estivessem atrás de Scorpius, mas isso não explicaria a sensação de estar sendo observada inclusive durante a semana. Não tinha passado a semana toda com Scorpius, ele só estava ali porque era final de semana.

Nesse caminho, Rose começou a ficar mais atenta ao seu redor. Essa semana, ela tinha se sentido como se tivesse sendo observada algumas vezes, mas não comentou nada com ninguém, com medo de a chamarem de louca. Talvez ela achasse que estava louca antes, mas depois de ter visto algo pelo canto de olho que lhe chamou a atenção, recusava-se a acreditar que estava perdendo o juízo.

- Rose? Ei, Rose! - olhou para seu amigo - Ah, qual é, você não ouviu nada do que eu disse. - ele bufou.

- Foi mal, Scorps. - resmungou e deu uma olhada por cima do ombro, só para ter certeza de que não via nenhum rosto conhecido na multidão - Pode falar, o que foi?

Ele revirou os olhos, mas mesmo assim falou.

- Estava perguntando se você queria que eu te levasse em casa. - murmurou como uma criança contrariada.

Rose percebeu que não era aquilo, mesmo assim deu um desconto para ele, já que não ouviu da primeira vez.

- Ah, claro. - ela sorriu. - Vamos.

Eles saíram do shopping e logo que conseguiram um lugar sem trouxas, aparataram para a casa de Rose. A ruiva agradeceu por isso e esperava estar deixando seu perseguidor para trás.


Quando viu os dois aparatando não foi logo atrás deles. Seu coração estava quase saindo pela boca e sentia que estava suando frio. Ele quase foi visto por Rose, quase mesmo, se ela virasse o rosto um segundo antes, com toda certeza teria visto que era ele quem estava atrás dela e aquilo com certeza não a faria ficar mais propensa a ficar com ele.

Quando eles aparataram o feitiço que fez para ouvir o que eles falavam se se desfez, mas graças a ele sabia que eles tinham ido para a casa de Rose. Esperava que os pais ou o irmão dela estivessem lá. Esperava mesmo, mas, no caso deles estarem na Toca, James ia lá para ver se estava tudo sob controle.

Aparatou no jardim de Rose.

A casa podia até ter dois andares, mas era envolta de árvores, o que fazia o trabalho de observá-la bem mais fácil. Ele já tinha até experimentado isso algumas vezes. Sabia que não podia ir em uma das árvores porque tinha um esquilo lá, que ficou guinchando para ele certa vez, o que vez Rose abrir a janela para ver o que estava acontecendo. Por sorte tinha levado a capa de invisibilidade do pai.

Mas tinha uma árvore, a duas de distância da árvore do esquilo, que quando você olhava não dava nada pela visão que ela tinha, mas, na verdade, ela era ótima. Dava para ver a cama no canto da parede e o espelho que ficada do lado do pé da cama, que refletia quase o resto todo do quarto. Uma ótima árvore.

Foi em direção a ela e subiu rápido, esperando ver os dois em alguma pose constrangedora para que pudesse separá-los e deixar bem claro que Rose não era do Malfoy. O quarto, porém, estava com a luz apagada.

Talvez estivessem na sala.

James desceu da árvore e deu a volta na casa, tomando cuidado sempre que passava por uma janela. Procurava também ser silencioso, a última coisa que precisava era que eles saíssem da casa e o achassem.

Olhou rapidamente pela janela da sala e viu os dois, mas logo sentou-se embaixo da janela. Não podia ficar com o rosto ali, por Merlin, era óbvio que eles iam vê-lo uma hora.

Ao invés disso ele levantou a varinha até a janela e lançou o feitiço para que conseguisse ouvi-los. Não ia conseguir ver, então que tivesse alguma maneira de monitorar o que estava acontecendo naquela maldita sala.

- Assunto sério? - a voz de Rose preencheu seus ouvidos - O quão sério?

- Um assunto sério, Rose. - agora tinha sido a voz arrastada de Malfoy no seu ouvido.

- Se é tão sério assim, será que você poderia me falar sobre o que se trata?

Ambos ficaram calados por um momento e James temeu que eles estivessem ocupando as bocas com outras coisas, mas estava silencioso demais, até mesmo para isso. E Rose sempre deixava um suspiro sair quando ele a beijava. Bem, pelo menos quando ele a beijava, talvez não fizesse isso com todo mundo.

- Noivado. - aquela palavras fez James quase engasgar com a saliva, mas o som que Rose fez de surpresa provavelmente encobriu o seu barulho enquanto engasgava.

- Noivado? - a voz dela estava bem mais aguda do que o normal - Como assim noivado, Scorpius? Você quer se casar?

O loiro apenas deu uma risada.

- Ai, Rosie, é isso que noivar significa. Que, uma hora, eu vou me casar.

- M-mas... - ela suspirou - Você e a Myra só estão namorando faz... Sete meses!

- Eu sei, mas eu quero me casar com ela.

- Mas Scorpius...

- Não vim discutir isso com você, só queria te avisar que não vai ser algo grande, já que nem eu nem ela temos tempo para organizar ou participar de uma cerimônia muito grande. E, tendo o título de melhor amiga, queria que você fosse. Só isso.

James não entendeu de cara o que era o barulho que estava ouvindo, mas depois entendeu que era Rose chorando. Ele ouviu Scorpius murmurar um 'shh'.

- V-você é tão legal, Scorps. - ela fungou e soluçou um pouco - Ah, eu lembro quando tínhamos dezesseis anos e dizíamos que nunca íamos nos casar. Aí então você começa a namorar uma alemã e quebra nossa promessa. E ainda consegue me fazer chorar de felicidade por quebrar a promessa. - mais uma vez ela fungou e Scorpius riu - Mas é claro que eu vou no seu casamento, seu imbecil.

- Sabia que iria. - ele disse e pelo som que ouviu, parecia que ele tinha dado um beijo nela - Fico feliz que você está do meu lado.

- Ah, você vai casar. - ela resmungou mais uma vez - Parece que foi ontem que você mergulhou meu cabelo em uma poção, ou que nós dois ficávamos disputando para ver quem lia mais livros em um ano, ou saíamos para patinar no lago quando conseguíamos escapar dos professores...

James não resistiu e olhou pela janela. Como ele suspeitava, eles estavam tendo um momento tão deles que nem o viram. Rose estava aninhada nos braços dele, o rosto vermelho de choro, e Malfoy a abraçava e descansava o queixo em cima da cabeça dela. Pareciam um só enrolado de pessoa.

- Posso ser madrinha? - perguntou.

- Posso ver com Myra, mas acredito que por ela vá estar tudo bem. - ele passou a mão pela bochecha dela - Ainda vou falar com Albus, mas acho que ele também vai aceitar. Vou enviar a data para vocês dois talvez mês que vem, ok?

- Vou ficar esperando. - ela sorriu e se aproximou do rosto dele para lhe dar um beijo na bochecha.

Por um momento James acho que ela ia beijar ele mesmo, então soltou um barulho involuntário que o fez se esconder novamente embaixo da janela e fez ambos se levantarem do sofá.

- O que foi isso? - Rose perguntou.

- Não sei... Acho que veio da janela.

Mas antes que o loiro pudesse abrir a janela James já tinha aparatado.


James mal sabia que Scorpius estava namorando, quanto mais por sete meses, então quando ele tinha falado de noivado, por um segundo, pensou que era com Rose. Um erro estúpido, mas ele estava tão louco obsessivo (ele estava seguindo ela, por Merlin! Isso já explica bastante coisa) que não pensou no erro.

Tinha aparatado no escritório de casa e ouviu que sua mãe e seu pai estavam em casa. Era sábado, afinal de contas. Saiu do cômodo e pretendia ir para o quarto, só que Lily o interrompeu.

- Onde você esteve o dia inteiro? - perguntou.

Ele olhou para sua pequena irmã ruiva nada parecida com Rose. Lily era menor, com o cabelo mais liso e não tinha os olhos safira da sua ruiva. Além de Rose não ter aquela personalidade irritante da irmã.

- Com Eddie.

- Mentiroso. - ela rebateu - Você anda sumindo todos os dias dessa semana e só segunda foi ver Eddie, já que levou seu equipamento de quadribol. - os olhos dela ficaram serrados - Se mamãe descobrir que você está fazendo algo de errado, ela te mata, Jay.

- Não me chame de Jay. - ele falou - E não estou fazendo nada de errado. - seguir a sua prima para ver se ela está segura não é errado, certo?

- Se não estava fazendo nada de errado, o que você estava fazendo?

- Em um encontro.

O sorriso da sua irmã se alargou.

- Mentiroso. Você nunca iria num encontro assim. - apontou para a roupa desleixada dele - E você não pode ter ido num encontro todos os dias dessa semana, Jay.

- Ai, Lily, alguém já te avisou que você é chata para caralho?

- Bem, já que eu sou chata para caralho, acredito que você não vá ser surpresa nenhuma se eu, por acaso, no jantar, puxar o assunto do seus sumiços semanais...

Ele mordeu a língua, mas teve uma vontade absurda de xingar a irmã. Ela era uma cobrinha.

- Qual é o seu problema? Por que está se metendo na minha vida agora?

- Nada, só quero a verdade. Pode dizer que você estava com a Rose, não tem problema.

Ele arregalou os olhos, sem conseguir esconder a surpresa.

- Ah, fala sério que você acho que eu sou tonta como o Albus. - ela revirou os olhos - Por favor, James, eu sou da Sonserina.

- E daí que eu estava com Rose? - ele perguntou.

- Nada, mas acho que mamãe não ia gostar de saber disso. - ela falou como se não fosse nada.

- O que você quer, pentelha? - ele revirou os olhos.

- Nada demais, só queria que você visse com seu treinador se tem como me botar para dentro do time ano que vem, quando eu sair de Hogwarts! - ela falou sorridente. - Ah, vamos lá, Jay! - ela resmungou ao ver a expressão dele. - Você sabe que eu sou boa. Até mais do que boa.

- Em Hogwarts. Eu era um dos melhores em Hogwarts e o que eu consegui foi uma vaga reserva.

- É, mas todo mundo sabe que Evanne Olph vai sair ano que vem do time e você vai ser titular. - ela revirou os olhos - Só quero que você fale de mim, assim, por acaso!

Ele deu um sorriso.

- Ok, Lily, posso fazer esse favor por você.

Ela correu até ele, lhe abraçou e encheu seu rosto de beijos.

- Obrigada, Jay! Sabia que podia contar com você. - ela disse ao se afastar - Mamãe não vai saber de nada. E eu até gosto de você e da Rose juntos. Dois chatos.

Com isso ela virou-se e entrou no quarto. Parecia até que Lily estava esperando por ele. Ignorou isso e foi para o seu quarto, só que, antes de conseguir entrar, sua mãe gritou, chamando todos para o jantar.

Desceu então as escadas, sendo seguido logo depois por Lily e Albus. Sua mãe e seu pai já estavam sentados, esperando por eles. Cada um sentou-se em seu lugar e os elfos finalmente serviram a refeição. Todos começaram a comer em silêncio, até o furacão ruivo interromper a paz.

- Mãe, - Lily começou - semana que vem Jean me chamou para dormir na casa dela, já que é quando ela vai voltar da França, tudo bem se eu for?

Gina torceu o rosto a pergunta, algo que não era do feitio dela. Harry interviu.

- Ah, Lily, gostaríamos muito que fosse, mas semana que vem é o aniversário da sua prima, se lembra? Vai ter uma festa n'Toca e tudo para comemorar.

James parou por um segundo e olhou para seus pais. Aniversário de Rose. É, eles estavam certos. Um sorriso brotou em seus lábios, ele ia dar um presente bem melhor do que uma bolsa estúpida para ela.


N/A.: Coé, povão. Como foi tenso terminar esse capítulo... Uffa! Devo postar daqui a uns 10 dias, antes de eu viajar, com toda a certeza! Pois é, Londres me espera nessas férias! HAHAHAHA

Espero que algum de vocês consiga ver a bela bandeirinha do Reino Unido no meu profile quando eu postar o capítulo depois do próximo ;)

Anyway, me atrasei, mas a culpa é claro não foi minha! E se tiver algum erro a culpa também não é minha! :)) HAHAHA

Até o próximo, vocês que leem.