Aniversário

A Toca sempre estava cheia, afinal os Weasley eram uma família grande, mas naquele particular dia Rose a achou mais cheia do que nunca. Era seu aniversário, tudo bem, ela entendia que nem se quisesse muito não ia ter qualquer tipo de comemoração por ela estar ficando mais velha, mas tudo parecia cheio demais.

Não tinha só a família Weasley ali, parecia que alguns amigos nem tão próximos assim também foram chamados para compartilhar a alegria da família. Rose não ligava muito, mas aquela quantidade de gente desconhecida indo falar com ela como se a conhecessem desde que ela nasceu - alguns diziam a ter pegado no colo, não era como ela se lembrasse deles, de qualquer maneira - era um pouco incômoda.

- Ei, Rosie! - dessa vez quando se virou para ver quem era, sorriu por não ser um completo desconhecido a chamá-la - Olha só quem está ficando mais velha!

Albus a abraçou e ela correspondeu, o apertando até que ele reclamasse.

- Vai me quebrar algumas costelas assim. - ele resmungou quando se afastaram - E se você quebrar minhas costelas não vou te dar um presente de aniversário.

- Você comprou presente? - ela perguntou erguendo uma sobrancelha, incrédula.

- Ok, ok, não precisa me lançar esse olhar. É um presente da família Potter, se é isso que quer saber. - ele disse e deu de ombros.

Rose apenas sorriu para o primo.

- E cadê o presente da família Potter, então?

- Lá dentro, ora essas, junto com a pilha de presentes que você ganhou de todos os convidados aqui. - abriu os braços, tentando indicar todas as pessoas que zanzavam pelo quintal - Mas tenho certeza que você vai gostar mais do nosso.

- Tenho certeza que vou. - ela sorriu - Chegaram só agora?

- É, Lily demorou demais escolhendo uma roupa. - ele revirou os olhos - Acredito que ela deva ter ficado o dobro do tempo que você ficou se arrumando e, mesmo assim, não está tão bonita quanto você, Rosie. - ele sorriu.

Albus tinha um dom estranho de fazer elogios sem parecer nem um pouco constrangido com isso, o que só fazia com que Rose se sentisse constrangida pelos dois quando ele fazia isso.

- Claro, obrigada. - tentou sorrir sem parecer forçado.

- Tão engraçado ver você corada. - ele gargalhou - Vamos, me deram a missão de te achar e te levar para cumprimentar a minha família.

Com isso Albus agarrou a sua mão e a puxou pelo meio das pessoas. Ele conseguia guiar ela sem fazê-la bater em ninguém, o que era ótimo, então, em menos de cinco minutos, eles cruzaram o quintal e entraram na casa torta. Viu que sua avó estava na cozinha mesmo que eles tivessem contratado alguém para ficar lá, procurando dar mobilidade para ela atender os convidados.

- Não, não. - ela quase gritava com as pobres mulheres que estavam fazendo os aperitivos - Vocês tem que botar menos açúcar nisso, estão querendo fazer o quê? Matar todos os convidados da festa de diabetes? - ela ralhou.

- Oi, vovó. - os dois cumprimentaram enquanto passavam pelo cômodo, mas não ficaram tempo suficiente para ouvir uma resposta.

Albus guiou ela até a sala da Toca, onde sua família estava. A atenção dela assim que entrou na sala foi para um dos três sofás azul-marinho tinha uma pilha de presentes, caixas e caixas, tudo para Rose. A segunda coisa que lhe chamou a atenção foi a família para ali.

Harry estava com seus cabelos pretos e grisalhos bagunçados, uma blusa social e um jeans, o que o fazia parecer mais jovem. Assim que a viu ele a abraçou e lhe deu parabéns. Lily veio logo depois com um vestido amarelo florido e sapatilhas. O sorriso estava enorme e seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo meio frouxo. A mais nova a apertou tanto que Rose estranhou, sua prima e ela não eram tão amigas assim. Depois de lhe dar parabéns se afastou e a mãe dela foi a próxima a se aproximar e lhe abraçar.

Aquele abraço não era como os outros, calorosos e familiares. Parecia aquele tipo de abraço que você corresponde por pura educação, por exemplo quando alguém bêbado no meio de uma festa te abraça. Era completamente estranho, mesmo que ela fosse sua tia. Gina murmurou um parabéns e se afastou.

Só tinha sobrado James.


Assim que eles tinham chegado na Toca, James percebeu que ia ser bem difícil ter um momento sozinho com Rose. A sala estava vazia, mas o barulho que vinha do quintal e a pilha enorme de presentes no sofá deixava bem claro que a Toca estava lotada. Sendo a aniversariante, então, Rose deveria estar cheia de pessoas querendo um minuto com ela. James receava precisar de alguns minutos a mais, para o que tinha em mente.

Molly apareceu na sala para receber os visitantes depois de ouvir o barulho que a lareira tinha feito. Usava um vestido longo e florido, mas pouco da roupa aparecia, graças à um avental que tinha escrito "Vovó coruja".

- Gina! Harry! James, Lily e Albus! - ela exclamou feliz enquanto ia abraçar sua filha primeiramente, fazendo sua mãe resmungar, como se voltasse a ter apenas quatorze anos - Meus queridos, que bom que vieram!

- Tínhamos que vir, não é mesmo, Molly! - seu pai respondeu enquanto recebia o abraço de urso da matriarca Weasley - Afinal, é o dia especial da Rose.

- Sim, sim, claro. Que bom que estão aqui! Se quiserem eu vou chamá-la, deve estar lá fora aproveitando a festa.

- Nem precisa, vó! - Albus respondeu quando a senhora se aproximou dele, pronta para um abraço daqueles - Eu vou mais rápido! Já volto com Rose! Até mais! - ele falou enquanto se apressava para o quintal, louco para escapar da sua avó, que mal teve tempo de reclamar.

- Ora, o que deu nesse garoto? - Molly resmungou.

- Ele é o melhor amigo da Rose, né. - Lily respondeu. - Quer dizer, também tem Scorpius Malfoy, - ela frisou, olhando para seu irmão - mas dos primos Albus era o mais próximo dela, deve estar louco para dar os parabéns.

Sua avó não pareceu ter percebidos a insinuações ou o era que Lily botou no meio da frase, mas tanto ele como seus pais tinham notado as segundas intenções da frase. Sua mãe ficou vermelha, provavelmente queria brigar com sua irmã, mas não podia fazer isso na frente de Molly sem levantar suspeitas. Harry estava com um sorriso no rosto, provavelmente achando a situação engraçada e James não pode deixar de achar graça também.

Se todos os sonserinos tinham o senso de humor da sua irmã, ele se arrependia de não ser amigo de nenhum.

- É. Talvez seja isso mesmo. - sua avó respondeu, inocentemente.

- Mas então, - sua mãe mudou o assunto, parecendo incomodada - o que você estava fazendo na cozinha, mãe? Não deveria estar lá fora com o resto dos convidados?

- Só estava dando uma olhadinha no que o pessoal que Ron e Hermione contrataram estavam fazendo na minha cozinha. - a senhora disse, parecendo contrariada. - Até que o trabalho deles não é tão ruim assim.

Aquilo fez sua mãe e seu pai rirem.

- Bem, vou voltar para onde é o meu lugar! Eles estão começando a fazer mais doces, e eu tenho certeza que ninguém faz doces melhores do que o da vovó Weasley. É melhor eu supervisionar, até mais tarde, crianças.

Ela voltou para a cozinha.

- Tem coisas que nunca mudam. - seu pai disse, mas pareceu mais um pensamento alto do que algo que ele quisesse realmente compartilhar com eles.

Até mesmo sua mãe sorriu depois desse comentário e por um segundo eles pareceram se esquecer da hostilidade com que a conversa estava se desenrolando, isso tudo, é claro, até que Albus chegou com Rose.

James não percebeu que a expressão da sua mãe tinha ficado mais tensa e que seu pai tinha dado um sorriso genuíno para a aniversariante, a única coisa que ele olhava era Rose no seu vestido pêssego, com os cabelos cacheados soltos e com o rosto corado do sol que ardia no jardim da Toca.

Seu pai foi o primeiro a abraça-la, seguido pela sua irmã que a apertou tanto que Rose ficou sem graça e sua mãe. Provavelmente o abraço mais contido do dia.

Por último sobrou ele. Rose continuou parada enquanto ele se aproximava e passava os braços ao redor do seu tronco, abraçando-a. Pelo menos ela teve o bom senso de abraça-lo de volta, mesmo que pelo pescoço.

- Parabéns, Rosie. - ele sussurrou no ouvido da garota e se afastou, mesmo que não quisesse.

- Que festão, hein, prima, - Lily comentou sorridente.

- Valeu, Lily, mas você sabe que eu ia preferir se fosse algo mais família.

Sua irmã fez uma careta, descordando silenciosamente.

- Nós vamos para o jardim, ainda não cumprimentamos os outros. - Gina disse enquanto pegava a mão de Harry, o puxando para o jardim da Toca.

Lily foi logo atrás, acenando enquanto ia embora e mandando um beijo com a mão enquanto seu vestido rodado flutuava levemente. Albus, percebendo o jeito da irmã, foi logo atrás, resmungando algo sobre o vestido estar indecente e para ela nem pensar em ficar com alguém na festa.

Por fim, na sala, sobraram apenas Rose e James.

A ruiva olhou para ele, querendo dizer algo que fosse acabar com o incômodo silêncio instalado entre os dois, mas não soube o que falar naquela situação. James olhou para ela logo depois e flagrou o olhar que ela lhe lançou. Rose corou, como sempre.

- Você nunca vai parar de corar? - ele perguntou risonho para a prima.

- É de família. - ela respondeu ainda vermelha, olhando para qualquer canto que não fosse ele.

- De família assim como os cabelos ruivos. - Rose podia sentir os olhos dele cravados nela enquanto dizia essa frase.

Sentiu seu rosto ficar mais quente, mas mesmo assim foi obrigada a encara-lo. Ele a estava olhando daquela maneira, aquela maldita maneira que a fazia ficar corada e ao mesmo tempo vibrante, mesmo que eles estivessem na sala da Toca, que sua avó estivesse a um cômodo de distância e que seus pais estivessem a poucos metros deles. Ela era suja, por Merlin, tão suja quanto ele.

- James... - ela sussurrou.

- Eu sei, estou apenas brincando, Rosie. - e mesmo que dissesse isso a sombra nos olhos dele não ia embora.

Percebendo o rumo que estavam tomando, Rose respirou fundo e olhou para a porta da cozinha, pensando em uma maneira casual de atravessar o portal e ir para o jardim logo depois, fugindo de James, se tivesse sorte pela festa inteira. Percebendo a linha de pensamento dela, o moreno teve que pensar em uma maneira rápida de mante-la ali.

- Mas então, e o noivado de Scorpius? - ele perguntou casualmente.

No mesmo momento os olhos dela se arregalaram.

- Como você sabe que Scorpius vai se casar? - ela inquiriu saber, esquecendo-se momentaneamente da situação embaraçosa em que estavam há meio segundo. - Nem mesmo Albus sabe disso ainda.

- Tenho minhas fontes. - respondeu apenas - Empolgada?

- Um pouco. - ela torceu o nariz a sua pergunta e ele não gostou da reação, ela estava por acaso com ciúmes?

- Qual é o problema? Não gosta do seu amigo estar com outra garota?

- Cale a boca, James. - ela resmungou - Não é isso.

- Pois parece exatamente isso, Rose. - retrucou.

- Olhe aqui, eu não preciso ficar aqui, dando satisfação pra você como se isso fosse realmente necessário e eu tivesse que relatar tudo o que acontece comigo a você, ok?

Os olhos dele se estreitaram, não gostando da resposta que ela tinha lhe dado, e parecia seriamente que ele ia responder de uma maneira que ou deixaria Rose assustada ou de pernas bambas. Talvez ambas. Mas eles foram interrompidos.

- Ei, Rose? - era Victoire com um bebê de cabelos tão loiros quanto os dela no colo; seu pequeno filho, Ian.

- Oi, Victoire. - a ruiva respondeu, esquecendo-se momentaneamente de James.

- Ian dormiu. - ela disse sorridente - Será que tem como você me ajudar a botar ele lá em cima, em algum dos quartos?

Rose sorriu.

- Claro, venha.

Ela deixou James parado no meio da sala enquanto se movia para a escadaria, sendo seguida por Ian. Victoire apenas disse um 'olá' para James e acompanhou Rose escada acima.

- Cuidado com os degraus, com certeza não foram feitos para pessoas que não enxergam os próprios pés. - Rose alertou, enquanto sua prima apenas riu.

Ambas seguiram pelo corredor e Rose entrou no antigo quarto de Gina, que era o mais longe de qualquer burburinho que pudesse haver no andar debaixo. Victoire botou lentamente o menino na cama, acariciou a cabeça dele por alguns segundos em que ele pareceu que ia acordar, mas apenas voltou a dormir e ressonar baixinho.

- Pronto. - a loira disse quando as duas tinham saído do quarto - Obrigada, Rose.

Rose ia responder que não havia sido incômodo, até que vislumbrou James no corredor e quase engasgou com a própria saliva. Victoire não percebeu, mas se virou para ir embora e também o viu.

- Hey, James. - acenou - Vocês vão ficar aqui por cima mesmo?

- Temos que conversar. - ele respondeu.

- Oh, claro. - a loira disse - Só tentem não acordar o bebê.

Então ela desceu a escada saltitante, com os cabelos sedosos, loiros e lisos balançando a cada degrau.

- Esse papo de não acordar o bebê... Você acha que... - Rose não continuou a frase.

- Que ela acha que nós vamos transar? - ele perguntou e se aproximou - Com certeza.

Rose olhou para ele com uma expressão reprovadora.

- Se você acha que-

- Ei, você não corou a menção de sexo, o que está acontecendo com você? - ele perguntou agora mais perto, se ela esticasse um braço podia toca-lo.

Então ela corou, se amaldiçoando mentalmente por ele ter falado isso. James se limitou a rir.

- Bem melhor agora.

- Não faça isso, James, não me distraia. - ela ralhou e afastou uma mão dele que ia em direção a sua bochecha.

- Ei, não estou tentando te distrair. - fez cara de inocente.

- Está tentando me seduzir.

- E está dando certo? - perguntou enlaçando a cintura dela.

- Não. - orgulhou-se por ter soado firme, mesmo que por dentro ela estivesse bem menos determinada a afasta-lo.

Ele fez uma careta.

- Não acredito em você, Rosie, se eu não estou te seduzindo por que você não me empurrou e foi embora? - provocou - Ou por que não tirou minhas mãos de você?

- Para provar que eu posso e estou no controle. - ela respondeu - Simples assim.

Aquela mesma expressão escura que a deixava temerosa e ansiosa apareceu em seu rosto. Antes que pudesse se afastar ele puxou-a para mais perto e a botou de costas para a parede mais próxima.

- Você tem o controle disso, Rose? - perguntou enquanto juntava o corpo dele com o dela.

- James! - reclamou e tentou mover-se, mas ele estava também prendendo seus braços ao envolver sua cintura.

- Sh, vai acordar o bebê. - ele murmurou enquanto abaixava a boca até sua orelha.

- O bebê, James! Não podemos fazer isso aqui, vamos acordar o bebê. - ela falou ainda tentando sair do seu abraço.

Ele então a soltou, mas continuou pressionando seu corpo contra o dela, enquanto com a mão direita abria a porta do quarto ao lado. Segurou-a pela cintura novamente e andou com ela presa até o cômodo vazio.

- Bem, você disse que não podíamos fazer no corredor, agora estamos em um quarto.

- Não, eu disse que não podíamos fazer isso, já que vamos acordar o bebê. - ele deu risada do que ela disse.

- Rose, Rose, isso só depende do quão alto você gritar. - e a beijou.

Ele a empurrou contra a parede e passou a mão por todos os cantos do seu corpo. Rose, se empolgando com o contato, não ficou muito para trás e passava a mão pelo seu primo. Ela sorria no beijo por poder ter novamente a boca de James grudada na sua, suas línguas se tocando e o gosto dele em sua boca.

- James, James, James! - ela disse em tom reprovador enquanto ele estava pressionando-a contra a parede e abaixando seu vestido.

- Rose, vou gostar muito mais quando você falar isso enquanto eu esteja dentro de você. - respondeu e tirou o vestido até que ele caísse aos tornozelos dela, deixando uma Rose somente de calcinha na frente dele.

Ela suspirou quando ele voltou a beijá-la enquanto abria as próprias calças. As mãos dela foram para a blusa dele e fizeram força para tira-la, ele a auxiliou assim que desabotoou a calça. A respiração dela foi ficando cada vez mais forte enquanto ele descia os beijos para o seu pescoço.

Ela viu quando ele desceu a calça e junto a cueca, só para logo depois botar as mãos dentro da calcinha dela e a fazer fechar os olhos de prazer. A mão dela apertou o punho dele enquanto ele não tirava a última peça de roupa que lhe restava, mas ainda assim brincava com o que ela deveria proteger.

Ela foi então obrigada a descer sua própria calcinha enquanto ele continuava estimulando ela. A calcinha foi se juntar ao seu vestido, nos seus tornozelos, Rose chutou ambos para o lado.

James tirou a mão do meio das pernas dela, apenas para apoiar uma mão na cintura e com a outra puxar a perna dela para cima, criando o ângulo certo para impulsionar seu corpo para frente e, de uma vez por todas, entrar nela.

Rose encheu o pulmão de ar de uma vez e fechou os olhos, apoiando as mãos no ombro dele. A outra mão de James foi para sua perna de apoio, que logo depois também ficou ao redor da cintura dele. Cada vez que ele empurrava-se contra ela, Rose batia contra a parede, mas não se importou com aquilo naquele momento. Não se importou com o bebê no quarto ao lado e nem com sua família do jardim da casa.

Ela estava com James, apenas.


- Onde Rose se meteu? - Albus perguntou.

- Não sei, mas você bem que podia ir procurar ela e parar de me encher o saco. - Lily disse entediada.

Ela tinha andado pela festa tentando achar algum menino e tinha achado alguns bons partidos para não ficar ociosa na festa, mas seu irmão não desgrudou dela nem por um segundo.

- Ela chegou a sair da sala com a gente?

- Sei lá. - respondeu, mesmo sabendo exatamente.

Rose não chegou a sair da sala. Nem ela nem James. Lily percebeu isso e, ao contrário de ser como seu irmão que empatava a foda dos outros, resolveu ser uma alma caridosa e mandou Victoire, sua prima preferida, pedir ajuda para Rose para botar Ian adormecido em algum quarto. Rapidamente sua prima loira entendeu o sinal "estou ajudando alguém a se dar bem hoje" e foi em direção a casa.

Nesse momento, aqueles dois deviam estar fodendo enquanto ela tinha que ficar ali, com seu irmão lhe enchendo o saco.

- Albus, por que você não vai procurar uma menina?

- Eu estava procurando Rose. - ele disse.

Às vezes Lily sentia que seu irmão era gay ou não pensava em sexo.

- Alguém pra você trepar, seu imbecil. - respondeu.

- Lily! Você não pode falar trepar.

- Posso falar e fazer o que eu quiser. Se eu der sorte é exatamente o que eu vou fazer, você deveria procurar o mesmo, maninho. - se levantou do banco onde estavam sentados - Agora eu vou e você fica, se me seguir te estuporo. Ou você vai ver algo que não quer!


Era como naquela primeira vez, só que ele estava com o peito roçando contra as suas costas enquanto uma das mãos apertava o seu seio e a outra estava no meio das suas pernas. Rose tentava impulsionar seu corpo contra o dele, mas ter que apoiar ambos os pesos era difícil, por melhor que aquilo fosse, mesmo que ambos devessem estar parecendo dois animais.

Ela ouvia ele murmurar coisas baixas no ouvido dela enquanto continuava com o movimento repetitivo. As palavras dele, que ela mal podia distinguir, o barulho dos corpos se chocando e se seus ocasionais suspiros altos eram a melodia do quarto.

Quarto. Ela tinha olhado as paredes laranjas e sabia que estavam no antigo quarto do pai dela. Transando no antigo quarto do seu pai com um bebê no quarto ao lado, a que nível tinha descido?

O movimento de James era de baixo para cima, a fazendo quase se empinar para recebê-lo, a levanto para o alto e alto, em direção aos céus. Ele então tirou a mão do seu seio e desgrudou seu peito das costas dela, botando a outra mão na cintura. Agora que não tinha que sustentar o peso dele, Rose abaixou os braços e ficou de bruços, ainda recebendo-o, só que agora ele fazia a força para baixo, levando-a diretamente ao inferno.

Estava realmente quente como o inferno.

As reações cativadas nela finalmente a levaram a um orgasmo, sendo seguida por ele.

James apenas deitou de costas na cama. Rose virou-se para vê-lo e ele a chamou com a mão. Arrastou-se em direção a ele e deitou-se do seu lado, tocando seu seio ao peito dele levemente.

- Não podemos continuar transando. - quando ela falou sua voz estava rouca e ela nem tinha gritado tanto.

- Só transamos duas vezes. - ele retrucou enquanto acariciava o cabelo dela.

- Duas vezes e somos primos, James. - ela ralhou.

- A primeira vez não contou, eu estava sobre uma maldição. - ele respondeu, mesmo sobre o olhar rigoroso dela.

- E agora? Qual é a desculpa?

- Seu aniversário, é claro. - ele disse sorrindo - Tem coisa mais legal que fazer sexo no seu aniversário?

Ambos riram.

- Vai ter que melhorar o presente, então. - ela brincou.

- Ninguém nunca reclamou. - se fingiu de chateado.

- Sempre há uma primeira vez pra tudo.

- Não para isso, madame.

A mão dele foi para o meio das pernas dela, tocando-a. Rose arqueou o corpo levemente e olhou para ele com os olhos meio fechados e boca aberta. Ele sentou na cama e foi para baixo, em direção aonde estava tocando nela.

- Vamos ver se vai haver reclamações. - disse enquanto abria as pernas dela e descia, indo com a boca aonde seus dedos estavam.

Rose não estava realmente reclamado antes, mas depois se tornou bem mais difícil reclamar de verdade entre gritos.


N/A: Yo, niggas. Preciso de criatividade pra escrever cenas safadas, risos eternos pra mim, mas acontece. Enfim, depois de milênios, saporra ta pronta. Viva? '-'