Paixão de verão, amor de estações.

Capítulo 2 – final.

Apesar do nervosismo de Jared pelo que tinha acontecido anteriormente, o jantar com Jeffrey tinha sido bastante tranquilo. O empresário era, sem dúvida, um homem que marcava presença. Imponente, decidido, charmoso e, Jared poderia dizer, encantador.

Conversaram muito sobre negócios, sobre os planos que ele tinha para Jared, sobre o crescimento da empresa e sobre o quão promissor poderia ser aquele contrato.

Não passou despercebido por Jared os olhares que Jeffrey lançava sobre ele, mas não queria sequer cogitar a hipótese de Jensen estar certo.

Após o jantar, ambos se sentaram na sala e, depois de Ellen servi-los um delicioso licor e deixá-los a sós, Jeffrey mudou de lugar, sentando-se ao lado de Jared.

O homem mais velho começou a puxar assuntos mais íntimos, deixando Jared incomodado com o rumo que as coisas estavam tomando. A voz de Jensen martelando na sua cabeça, o lembrando do quanto tinha sido patético e inocente, acreditando que Jeffrey o queria ali somente a negócios.

Quando a mão do outro foi parar em sua coxa, Jared se levantou, passando a mão pelos cabelos, num gesto de nervosismo.

- Acho que... Eu já vou me recolher – Jared não sabia se ia para o quarto, ou se ia embora de vez daquela mansão.

- Jared... – Jeffrey se levantou e parou na sua frente, sorrindo. – Você pode ter um futuro promissor – O mais velho tocou em seus ombros, deslizando ambas as mãos pelos braços fortes. – Mas você deve saber que nada neste mundo é de graça, não é? – Jeffrey olhava dentro de seus olhos, esperando uma reação.

- O meu corpo não está à venda. – Jared respondeu sem desviar o olhar.

- Receio que tenha uma fila de candidatos esperando por esta vaga... Melhor você pensar bem antes de recusá-la.

- Eu vou pegar minhas coisas. Não tenho mais nada o que fazer aqui. – Jared saiu em direção ao quarto, juntou suas coisas e foi embora decepcionado, sem olhar para trás.

As lágrimas embaçavam seus olhos, quando parou o primeiro táxi que passou por ali.

Estava envergonhado e sentia-se humilhado demais para procurar por Jensen, então foi para um motel qualquer, onde passaria a noite.

Acordou próximo ao meio dia, e depois de uma noite de sono, já com a cabeça mais fresca, decidiu ir procurar por Jensen. Não podia ir embora sem ao menos tentar.

Ligou para a mansão e ficou desesperado quando Ellen lhe disse que Jensen tinha se demitido e ido embora da cidade naquela manhã.

Sentiu como se o chão saísse debaixo dos seus pés, tudo estava dando errado...

Dois meses depois...

Jensen acabara de dispensar um grupo de cinco crianças para quem estava dando aulas de surf. Ficou olhando para o mar, se sentindo realizado, pois os negócios estavam indo bem.

Tinha alugado um chalé na beira da praia, com uma garagem grande que utilizava para o trabalho de personalizar pranchas de surf, o que tinha bastante procura por ali. Também dava aulas de surf para adultos e crianças, algo que gostava muito de fazer. Era bastante comunicativo e já estava ficando conhecido por ali, o que era muito bom para os negócios.

Recolheu sua prancha da areia e, quando se virou na direção oposta, sentiu seu coração falhar uma batida. Não sabia se estava tendo uma miragem, se o seu cérebro estava lhe pregando uma peça, ou se era mesmo real.

Um homem alto, com os cabelos um pouco compridos e esvoaçantes se aproximava pela praia. Parou a uma certa distância, o olhando como se criasse coragem para dizer alguma coisa. Tinha apenas uma mochila nos ombros e a largou ao seu lado, passando a mão pelos cabelos e tentando inutilmente colocá-los no lugar.

Ficaram se encarando, sem dizer uma palavra, até que Jensen caiu em si e largou a prancha que carregava no chão, indo ao seu encontro. Jared também caminhou em sua direção e os dois se abraçaram no meio do caminho. O loiro quase não conseguia acreditar, ao se sentir envolvido por aqueles braços longos e fortes. Jared estava mesmo ali, não era uma miragem...

- Jay... – Jensen o olhou, emocionado, quando se soltaram do abraço.

- Eu... Será que podemos conversar? – Jared perguntou, sem saber exatamente o que dizer.

- Claro! Venha... – Jensen pegou a prancha, esperou que Jared apanhasse a sua mochila e caminharam até a varanda do chalé.

- Parece que você conseguiu realizar seu sonho... – Jared sorriu, um pouco sem graça.

- É, as coisas estão se saindo melhores do que eu esperava. – Jensen falou animado.

- Fico feliz por você – Jared falou com sinceridade.

- E você? Fazendo muito sucesso na revista? – O loiro se arrependeu de ter perguntado quando viu o outro olhar para o horizonte e sorrir triste.

- Você estava certo, Jen. Tudo o que ele queria era... Algo que eu não poderia oferecer. Eu saí da mansão naquela mesma noite.

- Sério? Eu achei que... Se eu soubesse, teria pelo menos te levado, eu...

- Eu peguei um taxi e saí de lá sem rumo. Estava envergonhado demais pra procurar por você aquela noite. E no outro dia, quando liguei para lá, você já não estava mais.

- Uau! E como você me encontrou aqui?

- Não foi fácil. Quando eu finalmente criei coragem e peguei seu endereço, fui até a casa dos seus pais e você também já não estava mais lá. Eles não quiseram me dar o seu endereço, então eu... Esta é a terceira praia em que eu te procuro... – Jared sorriu e Jensen deu risadas.

- Até que não foi tão difícil, então.

- Jensen, você... – Jared mordeu o lábio inferior, um pouco constrangido. – Você ainda precisa de um sócio?

- Você está falando sério? – O loiro quase não podia acreditar. – E a sua carreira de modelo?

- Eu nunca quis ser modelo, Jen. Você tinha razão. Eu fiquei com muita raiva dos meus pais porque eles não conseguiram aceitar o que eu era, e... Fiz isso tudo para provocá-los. Só não percebi é que eu estava jogando a minha vida fora, inclusive a faculdade para a qual eu tinha me dedicado tanto.

- Então você...?

- Eu me formei em biologia marinha, Jen. Mas perdi a vontade de exercer a profissão. Parecia ser um sonho que não me pertencia mais. Não sem você do meu lado. Ao contrário de você, eu abandonei todos os meus sonhos... Não tinha nenhuma esperança de te reencontrar algum dia.

- Engraçado... Seguir os meus sonhos fazia com que eu me sentisse mais próximo de você. Mesmo já tendo perdido a esperança de encontrá-lo.

- Nós somos tão diferentes, não é?

- Dizem que os opostos se atraem... Será que isso é mesmo verdade? – Jensen sorriu.

- É o que parece.

- Eu preciso muito de um sócio.

- Mesmo? – Jared sorriu abertamente. – Eu não tenho dinheiro guardado, mas o meu carro tem um bom valor e eu tenho um apartamento também. Só precisarei vendê-lo primeiro.

- Humm... Acho que nós precisaremos de um carro. Eu me desfiz do meu quando vim pra cá. E você não precisa vender nada por enquanto, não se preocupe. Tudo o que me importa é ter você aqui comigo. – O loiro falou com sinceridade.

- Eu te amo tanto Jen... Quase não posso acreditar que você está mesm... – Jared foi interrompido pela boca do loiro tomando a sua num beijo apaixonado.

- Shhh... você fala demais. – Jensen brincou quando se separaram do beijo. – Deveria agir mais e falar menos – O loiro o agarrou pela camisa e o puxou para dentro do chalé, onde o derrubou sobre a cama.

Depois de matarem a saudade um do outro e de inúmeras promessas de amor, o loiro descansava a cabeça sobre o peito do seu amado, sentindo o outro acariciar-lhe os cabelos curtos.

- Só tem uma coisa da qual eu sentirei falta.

- O que é? – Jensen apoiou o cotovelo na cama, para poder olhá-lo, preocupado.

- Aquele seu uniforme de motorista – Jared sorriu de um jeito safado. – Você ficava muito sexy nele.

- Você acha? – Jensen sorriu malicioso, tendo uma ideia que colocaria em prática em breve...

J2

Já faziam duas horas que Jensen havia saído, dizendo que voltaria logo e Jared estava ficando preocupado. Ligou para o seu celular, mas o loiro não atendia.

Ouviu uma buzina nos fundos do chalé, que dava para a servidão de uma rua e foi até lá conferir.

Quase não pode acreditar quando viu uma limousine parada ali em frente e um motorista loiro sair de dentro dela, vestindo um uniforme preto, quepe, e com um sorriso safado no rosto.

- Senhor Padalecki? Me concederia a honra de entrar em minha limousine, por favor? – Jensen piscou e sorriu de lado, contendo a vontade de rir da cara de espanto do moreno.

- Você é inacreditável, sabia? – Jared sorriu, mostrando as lindas covinhas em seu rosto.

- Eu sei. – O sorriso do loiro se alargou.

- Eu só preciso... trancar o chalé – Jared correu para trancar as portas e janelas, então voltou para fora, com a respiração ofegante.

Jensen lhe abriu a porta de trás do veículo, esperando que o moreno entrasse. Jared não se conteve e teve que dar risadas, adorando aquilo tudo. Parecia uma criança que acabara de ganhar um brinquedo novo.

O loiro dirigiu por algum tempo, então parou diante de uma pedreira, próximo a uma praia.

Quando abriu a porta traseira para que Jared saísse, o moreno lhe abraçou, emocionado.

Jensen segurou sua mão e os dois correram até a pedra maior, seu lugar favorito.

- Eu não acredito... Continua tudo exatamente igual – Jared sorria feito uma criança.

- Sim - Jensen olhou ao redor. – Eu me lembro como se fosse ontem... Você todo tímido, me perguntando o que tinha dentro daquelas conchas grudadas nas pedras.

- Mariscos... Você me fez provar e eu quase vomitei.

- Isso não foi muito romântico. – Os dois deram risadas, as lembranças ainda vivas em suas memórias.

- Não, não foi. Nem quando você me beijou a primeira vez e eu sai correndo... – Jared riu ainda mais.

- Mas você voltou na noite seguinte e, dias depois, a gente fez amor pela primeira vez em cima daquela pedra... – Jensen suspirou e Jared o puxou pela mão, para que fossem até a areia.

Era lua cheia, portanto a noite estava clara e tinha um lindo brilho sobre o mar.

- Eu já disse o quanto você fica sexy dentro desse uniforme? – Jared segurou a gravata do loiro, o puxando para perto.

Abriu os botões do terno preto e deslizou as mãos pelo peitoral de Jensen, por cima da camisa branca.

- Espera – O loiro segurou suas mãos, o fazendo parar. – Tenho uma surpresa pra você, fique aí sentado. – Jensen empurrou Jared de leve para que se sentasse sobre uma grande pedra lisa, então tirou seu Ipod do bolso do terno e o ligou, colocando-o ao lado do moreno.

Se afastou um pouco e começou a mover seu corpo no ritmo da música, passando as mãos pelo próprio corpo e iniciando um strip tease.

Jared sorria e o olhava, de boca aberta, quase não acreditando... Jensen sempre o surpreendia.

O loiro afrouxou a gravata e tirou o terno devagar, largando-o na areia. O jeito que ele se mexia, movendo o quadril, estava deixando Jared completamente duro. E apesar da vontade de arrancar logo aquela roupa e tocar seu corpo, Jared parecia hipnotizado, não conseguia desviar os olhos daquela perfeição.

Jensen passou a mão pelas bordas do quepe e foi descendo-a pelo pescoço até a lateral do seu corpo, num gesto sensual.

Quando o loiro abriu a camisa botão por botão e a retirou, junto com a camiseta, Jared passou a mão pela boca, para ter certeza que não estava babando. Seu membro completamente duro, pulsando dentro do jeans.

Jensen virou de costas e rebolou no ritmo da música, então foi abaixando a calça devagar, somente a boxer branca escondendo seu traseiro durinho e empinado, fazendo o moreno salivar em expectativa.

A calça, sapatos e meias foram largados na areia e Jensen continuava se movendo daquela maneira sensual, agora deslizando a mão pela frente da cueca, pelo contorno do seu membro duro feito pedra.

Fez sinal com o dedo para que Jared se aproximasse, o moreno parecia ter entrado em transe e quase não conseguiu sair do lugar.

Parou na frente de Jensen, que agora estava imóvel e deslizou as mãos pelo seu peito, o olhando nos olhos.

- Você é perfeito – Jensen não falou nada, somente sorriu, convencido.

Jared ajeitou o quepe que continuava na cabeça do loiro, tirou a gravata que já estava com o nó frouxo e se ajoelhou na areia.

Suas mãos percorreram as laterais do corpo do loiro, até chegarem na borda da cueca, a puxando muito lentamente para baixo e libertando seu pau, o abocanhando sem nenhuma cerimonia.

Jensen jogou sua cabeça para trás e gemeu alto ao sentir a língua e a boca do moreno trabalhando em seu membro, chupando, lambendo e o engolindo quase por inteiro.

Era melhor do que se lembrava e não conseguiu controlar seu tesão, segurando Jared pelos cabelos e fodendo sua boca com vontade. Só parou quando sentiu que estava prestes a gozar e não queria que fosse daquele jeito. Claro que adoraria gozar gostoso na boca de Jared, mas naquele momento, tudo o que mais queria era estar dentro dele. Queria fazê-lo gritar de prazer.

Retirou seu membro da boca do moreno que protestou, mas se levantou quando Jensen o puxou para cima e tomou seus lábios, num beijo de tirar o fôlego. O loiro ajuntou seu terno e o esticou sobre a pedra, despiu com pressa as roupas de Jared e o empurrou para que deitasse as costas sobre ele. O moreno obedecia seus comandos como se estivesse hipnotizado.

Jared sentiu a língua do loiro explorando seu corpo, aquela boca pecaminosa lhe chupando a pele, mordendo, lambendo, o marcando como seu.

Seu membro foi sugado com perícia, deixando-o ainda mais duro, se isso era possível.

Suas pernas foram dobradas para trás e um dedo lhe invadiu a intimidade sem aviso, o fazendo gemer alto.

- Sempre apertadinho... Você está parecendo virgem de tão estreito que é.

- Ninguém mais me tocou aí depois de você. – Jared admitiu, corando de vergonha.

- Eu compreendo. Depois de ser fodido pelo gostosão aqui, é difícil querer outra coisa – Jensen tinha um sorriso convencido no rosto.

- Eu amo essa sua modéstia – Jared rolou os olhos e gemeu, sentindo o segundo dedo de Jensen o penetrando, e o loiro deu risadas.

- Agora abra esse cuzinho pra mim, que eu quero te foder bem gostoso... – O loiro inclinou seu corpo e falou som a voz rouca em seu ouvido, fazendo Jared se arrepiar por inteiro.

Jensen usou o pré-gozo do moreno para lubrificar sua entrada, então posicionou seu membro na entrada do outro, que ofegava em expectativa.

- Anda, Jen! – Jared reclamou, vendo que o loiro estava demorando demais.

- Me diz o que você quer Jay... Quem sabe eu atenda o seu pedido.

- Jen... Me fode logo... Por favor? – Jared falou quase num sussurro e Jensen se enterrou de uma vez só, o fazendo gritar.

A dor que sentiu logo se transformou em puro prazer. Jared envolveu suas pernas ao redor da cintura do loiro, o puxando para si.

Jensen estocava com força, entrando bem fundo, fazendo Jared ter espasmos de prazer a cada nova investida.

O moreno se masturbava e os dois gemiam juntos. Alguns palavrões e palavras sem sentido podiam ser ouvidas, seus corpos suados se movendo num ritmo alucinante, até chegarem ao ápice.

O corpo de Jensen desabou sobre o moreno, que ainda se sentia entorpecido pelo orgasmo forte. Beijaram-se e começaram a rir sem nenhum motivo, apenas por estarem juntos, se sentindo completos mais uma vez.

Deitaram-se lado a lado sobre a pedra, ainda nus. A lua iluminava seus corpos fracamente, e as estrelas brilhavam, tornando aquela noite ainda mais especial.

- Você me faz ver estrelas, literalmente – Jared brincou.

- São todas pra você – Jensen o olhou de um jeito apaixonado, fazendo um carinho em seu rosto.

Suas bocas se encontraram novamente, cada beijo era único, como se fosse a primeira vez.

Jared pegou o quepe de motorista que se encontrava caído sobre a pedra e o colocou de volta na cabeça de Jensen.

- Ainda quero saber de onde você arranjou aquela limousine... – O moreno sorriu.

- Não posso revelar meus segredos – Jensen sorriu de volta e beijou seus lábios mais uma vez. – Eu correria o mundo atrás de uma, só pra poder realizar seus desejos.

- É mesmo? – Jared o olhou, desconfiado.

- Mas por sorte eu tenho um amigo que trabalha de motorista em uma empresa, então... – Jensen confessou, e ambos caíram na gargalhada.

FIM.