Cap5. Sala do diretor.

Notas: Mais uma vez tenho que agradecer à minha beta lindona MarianaThamiris!

Valeu fofa!

Harry pov.

Era tarde da noite, os corredores assim como as demais salas do castelo permaneciam vazios, iluminados parcialmente pelas luzes dos archotes.

O silêncio permitia que o som rítmico dos seus passos ecoassem em meio as sombras, entre as paredes de pedra além dos uivos suaves do vento noturno atravessando as janelas triangulares do corredor.

Impaciente, olhei para os lados novamente, ignorando o movimento de alguns retratos ao final do corredor, já se passara muito do horário previsto no toque de recolher, apesar de ser quem sou, um encontro surpresa com Filch seria péssimo.

Ele sabia que precisava ser discreto e por isso seguiu sorrateiramente até o andar seguinte.

O que será que meu pai quer comigo numa hora dessas?

Era o que me perguntava enquanto caminhava para a sala do diretor. Não era comum meu pai me intimar no meio da noite a sua sala, com toda certeza, não teria boas notícias a dar, já que não poderia esperar até a manhã seguinte.

Isso tomou meus pensamentos, mas só por um breve instante, no outro, já estava perdido nas lembranças desta manhã, era inevitável, comecei a relembrar do beijo que troquei com Hermione mais cedo.

Eu não sei o que dera em mim!

Num momento eu não a suportava noutro eu estou beijando-a e sendo correspondido!

Era loucura!

Mas, esta não era uma boa hora pra pensar nisso.

Tinha que tirar tais pensamentos da minha cabeça, mudar de foco rapidamente, antes que meu pai notasse minha distração e furtivamente entrasse na minha mente... ele era mestre nisso e confesso que já descobriu muitas coisas que fiz dessa forma, e me arrependia seriamente de tê-las feito logo depois.

Mas, o caso com a Granger era diferente. Ele não entenderia, nem mesmo eu o entendo, ainda mas se de algo tinha certeza, é que meu pai iria ter um troço se descobrisse! Mas, por um lado, eu cheguei a pensar, o que meu pai verdadeiro, aquele que eu não conheci, diria sobre isso? Como reagiria?

Ele parecia pensar como a mamãe, pelo o quê ela me contou sobre ele. Sorri pensando na possibilidade de conhece-lo, mas o pensamento tão rápido como veio logo desapareceu. Apertando os olhos obriguei-me a mudar de foco, mais uma vez. Como minha mãe casou-se com um homem aparentemente tão diferente do meu pai biológico?

Balancei a cabeça no intuito de tirar aqueles pensamentos da minha cabeça antes que Snape os visse. Definitivamente não seria sábio encontra-lo com tais ideias na cabeça.

Caminhando mais apressadamente cheguei à gárgula.

- Lílian. – eu proferi firme, o segredo não estava em saber a senha, mas, no modo como você a pronunciasse, não podia ser de qualquer jeito, e sim direto, como o próprio diretor faria.

A gárgula moveu-se abrindo passagem e me encaminhei até a sala do meu pai.

Bati três vezes e ela se abriu. – pai?

Chamei formalmente.

- Aproxime-se Harry.

Respondeu ele com o mesmo tom de voz impassível de sempre.

- Deve ser importante pra me chamar numa hora dessas!

Murmurei agora mais curioso enquanto seguia para a cadeira em frente à sua mesa.

- Sim é. – Falou ele sem rodeios, breve e direto, como disse antes, às vezes esse tom me irritava, por parecer sempre tão despreocupado e um pouco arrogante demais.

- E do quê se trata?

Tentei sondá-lo mais uma vez.

- É uma ordem, do Lorde das Trevas, Harry, ele solicitou uma tarefa a você e Draco Malfoy.

Disse com uma expressão neutra, mas podia perceber seus olhos estudando a minha reação.

- Então por que só eu estou aqui?

Inquiri ainda em dúvida, ele ainda não revelara o que o Lorde das trevas esperava de mim.

- Draco é responsabilidade de Lúcio! Mas, talvez mais tarde ele venha a precisar da sua ajuda... para entender o quão grandes são os planos do Lorde.

Respondeu ele severamente e não pude deixar de me preocupar.

- Tudo bem, diga.

Disse ansiando para descobrir o que deveria fazer.

- Harry, não é segredo para nós que em questões de audácia e poderio mágico, o Lorde tem uma preferência muito especial por você! Esta noite ele conseguiu certas informações e com elas, engenhou um plano para nos ajudar a tomar o poder máximo no mundo bruxo!

Anuncia Snape sem desviar seus olhos do alvo, no caso, o alvo sou eu.

- E o que eu tenho haver com isso? – inquiri ficando a cada palavra, mais curioso ainda.

- Você tem que se aproximar dos Grifinórios. – quando ele proferiu aquilo, não pude conter a riso, era certo que eu e Hermione estávamos "ficando", mas isso era diferente, para que diabos me aproximar dos outros grifinórios estúpido? E afinal, que tipo de piada era aquela?

Era quase impossível acreditar, esse seria o plano do Lorde das trevas? Me envolver com aqueles perdedores?

- Pelo que percebi com a Granger não será tão difícil não é? – ele inquiriu levantando uma sobrancelha e eu sabia, ele tinha visto o que eu pensava, deixei-me distrair um único segundo e ele descobriu meu deslize.

- Não quer dizer que somos melhores amigos!

Defendi-me estreitando os olhos.

- E o que tenho que fazer mesmo?

Questionei desejando mudar o rumo dos pensamentos do meu pai.

- Deve se aproximar dos irmãos Weasleys e da garota Granger, principalmente dela, isso é essencial Harry! – eu senti algum tom de... não sabia explicar, era estranho, mas posso sentir que aquilo não era nada bom.

- Tudo bem. – disse seriamente, depois de pensar um pouco, mas não era como se eu tivesse escolha. Uma ordem do Lorde não se pode recusar!

- Ótimo.

Respondeu satisfeito antes de recomendar-me:

- Agora volte ao seu dormitório e lembre-se... não toque no assunto com Draco. Lúcius deve falar com ele primeiro, e quando isso acontecer, com certeza você saberá. – ele disse referindo-se ao fato de Draco vir falar comigo sobre isso, afinal éramos amigos e não seria a primeira missão que faríamos juntos.

- Boa noite então. – eu falei formalmente, saindo dali, com um pressentimento muito ruim crescendo dentro do peito.

Notas: Mais uma vez pequeno, mas PROMETO que no próximo tem mais Harmony!