Capitulo dedicado a minha One-san por ter feito o uni-duni-té para escolher quem era quem.

Lembranças de uma Escuridão Eterna

Prólogo

O General Malfoy

-Harry, vamos lá! Um comensal não vai esperar você levantar para te matar! –gritou um homem, a frente de um jovem que estava estatelado no chão, com uma varinha nas mãos. Ambos se encontravam no que parecia um bosque.

- Eu sei, eu sei... –Harry então se levantou num pulo, suas vestes estavam sujas de terra, igualmente como sua face, tinha agora 18 anos, era quase um homem. Músculos definidos, traços rústicos, e livrara-se das lentes, porém coisas continuavam igual, os cabelos revoltos, a cicatriz, e seu jeito trapalhão. – Sirius não pega pesado comigo...

-E um comensal vai pegar leve... –disse um homem num tom de deboche. Ele era alto, com cabelos cacheados que lhe caiam pelos ombros e costas, trajava uma roupa no estilo militar, o que era incomum no mundo bruxo, calça camuflada, camisa negra e botas de fuzileiro.

Era Sirius Black, padrinho de Harry, fora para Azkaban acusado da morte de Lilith e James Potter, e inocentado por Draco, o mesmo disse que ele seria parte integrante do Exercito da Fênix, por isso o Ministério parou de prossegui-lo. Ele também tinha uma varinha, mas essa se encontrava no bolso de trás da calça, evidente que não a usara contra o menor.

-Quando Draco me pediu para te treinar, pensei que estava brincando... – reclamou.

-Relaxa, daqui a 15 dias eu entro no Exercito, acredite em mim! –retrucou Harry.

-Todos dizem isso no primeiro dia de treinamento... – Black deu um suspiro pesado, coçou a cabeça, logo resmungou – Vamos ver sua resistência... 100 flexões. –viu a face incrédula de Harry e disse num tom mais elevado. - Anda! Não temos o dia inteiro!

O menino não teve outra escolha, guardou a varinha no bolso da calça, e pôs-se de gatinhas.

x.x.x

Draco se encontrava numa trincheira, estava de costas para o campo de batalha, havia sido atingido da coxa, e seu fêmur se projetava para fora através de um horrendo rasgo, em sua calça e pele, que pingava seu sangue.

-Merda... –xingou Draco. Num puxão simples, colocou o osso de volta no lugar, seu grunhido foi abafado pelos gritos de feitiços e Maldições, que acertavam ou não os soldados de ambos os lados.

Seu osso estava no lugar, mas a hemorragia o mataria se continuasse. Rasgou um pedaço da camisa, e tentou fazer um torniquete, porém suas mãos estavam empapadas de sangue, e ele não conseguiria fazer um nó firme. Então mãos levemente bronzeadas tiraram o pano de suas mãos e o torniquete foi feito.

- Você está bem? –perguntou um homem cujos cabelos castanhos lembravam o mais puro dos chocolates, e seus olhos uma colméia cheia do mais doce mel. Era Vincent Owen, seu Coronel, seu braço direito.

Draco não respondeu, pois com a perda de sangue ficou fraco, desmaiou nos braços de Vincent. O castanho sorriu de leve e acariciou os cabelos pálidos de Draco.

-Senhor! –gritou um cadete. – Estão batendo em retirada!

- Recolham os feridos, e levem para as tentas imediatamente, os que estiverem em condições ficarão para cremar os mortos! –declarou Vincent.

-Senhor, sim senhor! –entoou o coral de soldados.

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-Temos de ser rápidos, Owen. – disse um jovem loiro, que não aparentava ter mais de 16 anos. Seu nome era Draco Malfoy, e ele estava desesperado para conseguir poder, para chamar a atenção do Ministério, então se passar por um comensal junto com alguém que nunca vira na vida não seria uma das piores coisas.

-Eu sei Malfoy, e lembre-se que a poção dura uma hora... –disse num tom de deboche. Ambos estavam terminando de se vestir e dando os retoques finais em seu plano de invasão. – Pretendemos ficar por muito tempo?

-Não, só ouvir o que achamos que é importante... –disse por fim, pegando uma máscara em formato de caveira. Estremeceu ao lembrar que seu pai tinha uma idêntica, que ficava exposta em seu escritório.

Ambos pegaram dois vidros, um com um liquido cinzento e outro mais fino com um fio de cabelo dentro, e dourado e outro negro. Como estavam no Campo de Aparatação, longe das terras protegidas magicamente de Hogwarts, depositaram os cabelos nas poções, que ferveram, depois tomaram num gole só.

Imediatamente, logo após do gosto ruim ter passado, uma dor desconfortável invadiu os corpos de ambos os meninos. Sentiram a desconfortável sensação de terem seus corpo remoldados, eles viraram a ampuleta não tinham tempo a perder.

Draco se transfigurou num Comensal da Morte chamado Dustin Schimit, um homem alto, se comparado a ele mesmo, com cabelos negros e olhos num assassino tom ametista, e também era um homem musculoso, mais musculoso que ele. A sensação não era nada agradável, porém o que reconfortava Draco era que Vincent tinha mudanças quase tão drásticas quanto. Seus cabelos castanhos passaram para dourado, e seus olhos cor de mel para castanho. O Comensal que pegara eu um baixinho, se comparado a ele, e franzinho, cujo nome era Cole Colton.

Com a transformação finalizada, aparataram no campo inimigo, e se infiltraram facilmente. Embrenharam-se no mar de comensais sem nunca tirar se separar ou ficarem muito longe um o outro. Voldemort estava organizando o seu Exercito, pois sabia que o Ministério estava em suas mãos, e que não tinham nenhuma força para combater a sua.

Se encontravam num castelo cuja arquitetura gótica impressionava, teto alto, e em arcos, um salão amplo, com a capacidade de mais de 500 pessoas, na extremidade de frente para a gigantesca porta de carvalho, havia um palanque, e algumas poltronas. E lá estava Voldemort, sendo acompanhado por alguns de seus comensais de maior confiança.

Quando adentrou o Salão, Draco sentiu uma irritação imensa em seu olho direito, e ao ver Voldemort, veio a dor. Reconheceu de relance os cabelos alvos do pai, sentindo algo borbulhar dentro de si, almejando por vingança, mas reteve-se. Juntamente com Vincent esconderam sua aura mágica, para não haver suspeitas quanto aos dois.

-Meus Comensais! –o Lorde das Trevas iniciou seu discurso – Como já é de conhecimento a todos, declararemos Guerra aos resistentes e também aos Trouxas. –o silêncio prevaleceu. – E como já sabemos os resistentes não tem forças para nos combater nossas tropas... – os comensais comemoram, ao ver a mão de Voldemort erguida calaram-se.

Venceremos essa Guerra. Agora irei apresentar-lhes meu estrategista Theodoros Alceu –o homem grisalho ao lado esquerdo de Voldemort levantou-se - E o líder do Exicercito dos Puros, Lucius Malfoy – Lucius se levantou. –Que comandara junto com Severus Snape. –e o homem com cabelos sebosos que se sentava ao lado de Lucius se levantou. – Estão agora sob as ordens de Theodoros.

Essa foi a deixa para Voldemort se retirar. O homem grisalhio jogou um olhar feroz sobre os comensais, e ordenou:

- Quero que a ala Sul se encarregue dos mantimentos, ala Norte aparelhagem mágica, Oeste trenamento dos novos Soldados, e Leste, pesquisa.

O que os dois infiltrados não sabiam era que, a divisão de tarefas era feita por alojamento, e desavisados seguiram a onda até o campo de treinamento dos novos soldados.

-Já temos o que queremos temos que nos esgueirar para voltar... – resmungou Vincent, como se acompanhasse os outros supervisores.

-A quando tempo estamos aqui? –sussurrou Draco de volta. Vincent discretamente olhou para o relógio, levou um tempo para responder.

-50 minutos.

Estavam ainda com as mascaras, o que dificultaria na indetificação dos dois, mas estavam enganados.

-Schimit, Colton! Que fazem aqui? Não deveriam estar na Ala de pesquisas? –perguntou o supervisor- geral.

-É mas, eu queria um pouco de ar fresco. –disse Vincent. O Comensal estreitou os olhos pelas fendas da mascara de caveira, e sacou a varinha.

-Muito Obrigado... –disse Draco. Logo uma roda de comensais se formou em volta dos dois.

-Infiltrados! Avisem ao Lorde e aos Generais! –berrou um Comensal.

Então Vincent e Draco encostaram as costas, para que um cobrisse retaguarda do outro. O primeiro Comensal a conjurar um feitiço teve o mesmo bloqueando, outro jogou uma maldição e Vincent fez o uso de um Imperus em outro comensal usando-o de escudo. Ganhariam se tivessem em maior numero, mas 2 contra 20, teriam sorte se saíssem com vida. Vincent olhou para o relógio de pulso.

-Time's up... –disse para Draco. E o desconforto voltou, o que seria até engraçado se suas vidas não correcem risco. O alto ficou baixo e alto baixo, as mascaras não se moldavam aos rostos de ambos por isso caíram, revelando a identidade dos garotos.

-Estamos mortos... –disse Draco enquanto conjurava um Deprimo sobre um Comensal.

-Ainda não... –e foi força a olhar para trás, pois Vincent descolara suas costas. E não viu um homem e sim um lobo. Mas não um lobo do tamanho normal, tinha 1,60m sobre as quatro patas. Era um lupino belíssimo com o pelo brilhante e castanho, e olhos dourados.

-Você é um Animago? –perguntou Draco. Como era de se esperar o lobo não respondeu, mas atacou os Comensais com as presas e as garras com mais eficiência que os feitiços. Num movimento brusco colocou-se entre as pernas de Draco, e este deslizou até seu dorso meio desorientado. –Pare..! –e o licantropo bateu em retirada, desviando de feitiços.

A uma distancia segura, aparataram. Mas não direto para a Base, pois os comensais poderiam segui-los, então foram para uma floresta isolada. Lá Vincent voltou a sua forma humana, e Draco, que vestia uma capa larga demais, a cedeu para Vincent se vestir.

- Obrigado... –disse o loiro- Você salvou minha vida...

-Por nada...

-Não. Eu vou te recompensar. Me diga o que você quer? –perguntou Draco sério, e Vincent soube que não era hora para fazer piadas de duplo sentido.

- Chutar as bundas desses Comensais. –respondeu.

-Então vamos fazer um Exercito, vou te dar poder...- disse draco sonhador.

-O que você quer dizer com isso?

-Você conhecia Dumbledore? –o moreno fez que sim. –Ele me incumbiu o poder sobre Hogwarts.

Vincent entendeu o que Draco queria dizer depois de uma breve explicação, e aceitou colaborar com ele, porém sob uma condição.

-Levar minha irmã junto.

x.x.x

-Vall! Dá um jeito na perna desse menino aqui? –perguntou com um sorriso maroto Vincent a uma menina de cabelos compridos e negros, amarrados num rabo de cavalo, olhos azuis tão profundos que lembravam o céu sem nenhuma nuvem e tez pálida. Era Vallquiria sua irmã. Draco esta inconsciente nos braços do castanho.

- Draco! Meu Deus do Céu! –pegou um vidro do avental que vestia e pingou algumas gotas no ferimento da perna dele, depois outra poção, mais avermelhada, na boca do menino. E ele retomou a cor natural. – Deixe ele repousar, e não o faça mecher a perna, ouviu?

-Ouvi maninha, pode deixar... –respondeu Vincent tranqüilo.

Depois de algumas horas Draco cordou em sua tenta, um lugar simples, três colções no chão e uma mesa de metal dobrável com pilhas e pilhas de papéis e mapas. O loiro acordou, mas não levantou imediatamente, apalpou a coxa, e viu que o torniquete havia sido retirado e seu osso estava colado.

Será suficiente... –pensou.

-General. Está se sentindo bem? –perguntou um cadete que lhe trazia a ração do dia, uma sopa rala de cebola, com um pão e água. Só porque se é general não significa que receberá tratamento e refeições exclusivas.

- Melhor. Obrigado cadete. –e apanhou a bandeja oferecida pelo soldado.

Mal começou a comer e outra pessoa lhe interrompeu, ou melhor, veio lhe "encher o saco".

- O que você quer Erik? - perguntou depois de um pesado suspiro.

-Nada... Só saber se meu anjinho estava bem... – disse o homem num tom meloso.

Era alto, da mesma estatura que Vincent, possua cabelos platinhos e olhos ametistas, traços suaves, mas não afeminados. O nome desde soldado era Erik Buttslof, seu Tenente-Coronel.

-Sai fora, já sou muito bem compromissado, ouvi?

- Ahh, mas já faz tanto tempo, dois anos não e mesmo? Será que ele se lembra de você? –perguntou num tom de deboche.

-Se você continuar agindo assim, vai cair para Capitão. – Esse tom hostil fez Erik pedir desculpas e se retirar.

Ao terminar de comer a ração, colocou a bandeja de lado, e enfiou a mão no bolso da frente da calça, e retirou um papel dobrado. Desdobrou-o e ao olhar seu conteúdo deu um sorriso triste. A foto era ele e Harry havia tirado num dos encontros que tiveram, foram a um parque temático trouxa, e a foto ficou como recordação, isso fora no sexto ano. No mesmo ano que foram separados.

-Harry... Será que ainda vamos nos ver? –perguntou para o moreno sorridente da foto.

E essa dúvida ficou pairando no ar.

Taí o prólogo...

Devem ter ficado muitas duvidas sobre algumas coisa, e essas duvidas serão sanadas no próximo capitulo, e aviso logo não há previsão para sair cedo

Obrigada por ler.