Lembranças de uma Escuridão Eterna
Nota da Autora: Nessa fic vocês vão encontrar o mesmo padrão de formatação que em V.D. (Vampire Diary), ou seja, uma parte da narração do Draco, outra do Harry.
Nessa fic, terão de ter conhecimento prévio do Torneio Tribruxo, pois alguns fatos citados lá serão aprofundados aqui.
"Capitulo" será substituído por "Lembrança", por causa do titulo.
Boa Leitura!
1ª Lembrança
Mudanças
"As mudanças nunca ocorrem sem inconvenientes, até mesmo do pior para o melhor." - Richard Hooker
-Meus parabéns! –Me disse um senhor – Não esperava que conseguiria atingir tal cargo tão rápido... –o senhor estreitou os olhos. –Mas me diga General Malfoy, como conseguiu?
Este senhor era Ministro de Guerra. Já fora esquecido, pois a ultima guerra que tiveram foi contra Voldemort, que supostamente estava derrotado. Por isso este senhor cujo nome foi esquecido, foi esquecido.
-Fiz uso de coisas que não me arrependo. – respondi ao Ministro.
Sim, não fazia nem alguns dias que havia me tornado General, e o Ministerio já começou a me atormentar. Estávamos no antigo escritório de Dumbledore. Em honra a ele decidi que aquele recinto não seria destruído, por isso tomei-o como meu. Todos os objetos do diretor estavam no lugar que foram deixados.
Porém, aquele lugar, Hogwarts, não era mais a Escola de Magia e Bruxaria. A Hogwarts se tornou o Quartel General do "Ministerio". Tudo no colégio mudou, e ao mesmo tempo, nada mudou.
Quer um exemplo? Era um escola, continua sendo, porém de feitiços mortíferos. Havia rixas entre as casas, e continua tendo entre os alojamentos. Ainda pode se ver a determinação nos olhos dos soldados, da mesma maneira que se via nos olhos dos alunos.
-Mas General creio que agora que atuingiu tal poder, poderá escolher... –o velho homem estava sendo calteloso com as palavras, tal porque eu tinha idade para ser neto dele. –Coroneis.
-Já providencie tudo Marechal – A ultima palavra saiu como um rosnado, por que infelizmente estava sob as ordens dele. – Serao os soldados Vincent Owen e Erik Buttsloff.
-So-soldados? –gaguejou o homem, parecia surpreso. Talvez porque esperava que escolhesse um dos cães do Ministerios. Sim havia alguns capitoes que não foram elegidos por mim, e essas pragas seguiam as ordens do Ministerio como se suas vidas dependessem disso.- Não prefere escolher um capitão...?
-Não, esses soldados lutaram ao meu lado, e passaram a mesma perrengue que eu, sei que merecem esses cargos. –com isso tomei a coversa por encerrada. O velho sentiu o mesmo, e com um aceno de cabeça se retirou.
Hogwarts havia mudado, eu h, mas o meu objetivo, a havia mudado, mas minha promessa que fiz a Dumbledore continuava a mesma. Tinha que preparar o caminho para que Voldemort fosse derrotado, e não seria eu que o derrotaria.
Ainda vestia trajes de campo de batalha, camisa preta, calca camuflada e coturnos. Roupas trouxas de fato, mas melhores que aquelas vetes coloridas e longas, que denunciam a sua presença e te trapaceiam fazendo você tropessar.
Mas não poderia demonstrar poder vestindo roupas de soldado. Caminhei até o armário de Dumbledore, suas vestes ainda estavam lá, eu apenas acrecentei algumas das minhas. Peguei um terno de um General trouxa azul marinho, semelhante com aqueles que usaram na Segunda Guerra Mundial junto com um Kit militar semelhante ao de um homem chamado Hitler, só que ao invés da águia com a suástica, era uma fênix.
Caminhei até o Salão Principal, adentrando pelas portas de carvalho, os soldados obedientes estavam emfileirados em quatro quadrados. Um burburim se iniciou assim que pus os pés dentro do salão.
Ignorei os murmurios, e caminhe na direção em que ficava a mesa dos professores, que agora era dos capitães do Ministerio e no centro, onde Dumbledore constumava se sentar, o Marechal estava, olhando nervoso para um relógio se bolso, e enchugando a testa com um lenço.
Fui até o palco que Dumbledore usava, ainda impreginado com a resina das velas. Nada havia sido tocado. E iniciei meu pequeno discurso.
-Cadetes, sei que devem estar se achando sobre julgados. Não fez-se nem meia hora que consegui este cargo, e não esperem que os tratarei melhor que o ultimo General.- os soldados podem não ter grande inteligência, mas ouviram atentamente cada palavra que dizia.
– Como é de se esperar de cada general, dois tenentes são escolhidos como Coroneis. Esses dois serão Vincent Owen, e Erik Buttsloff. –os murmúrios se intencificaram. – Alguém aqui ousa desafiar a minha autoridade?
Todos ficaram calados, adorava ter aprendido a ser duro e rigoroso, pois era exatamente isso que eram comigo.
- Tenente Owen e Tenente Buttsloff, venham a frente. – um anão, com pouco mais de um metro de altura, com as barbas negras e cabeça escondida por um gorro de lã azul, marchou em minha direção com uma almofada nas mãos.
Os anões eram ótimos nas forjas, mão pequenas e ágeis para forjar armas. Usavamos varinhas até uma distancia concideravel, quando se estava a menos de dois metros era inútil, e a uma longa distancia também, 200 metros por exemplo.
Usávamos punhais, facas de ferro, prata, flechas, e todo esse arsenal era forjado pelos anões. O nome desse anão era Throrin, era o chefe da forja dos anões. Na almofada repousavam suas medalhas, condecorações de coronéis. No meu terno havia uma igual, indicando que já fui um coronel. Eram duas tiras pequenas de cobre com um pequeno grifo agitando as asas talhado a mão no centro. Agradeci ao anão pelo trabalho que teve, e este partiu com um sorriso no rosto. Os dois vieram em seus trajes formais, ternos verde-musgo, e entreguei a cada as medalhas.
-Alguém é contra minha decição? –perguntei, para sanar todas as duvidas. Ninguém se pronunciou, então tomei a cerimônia como encerrada.
Segui para o escritório de Dumbledore enquanto as mulheres se encarregavam de, literalmente, colocar as mesas no Salão Principal. Sempre que havia cerimônias de condecorações as mesas eram retiradas e os soldados se organizavam. Mas como eu já tinha dito, tudo mudou mas não mudou em nada, o Salão Pricipal ainda era um salão onde todos faziam as refeições.
Só que agora não eram só os Elfos que faziam a comida e a limpeza. Eles não dariam conta, então varias mulheres, esposas de soldados, irmãs ou com algum parentesco ajudavam os Elfos na limpeza e a maioria na enferemaria, sendo chefiadas pela Madame Pomfrey a Medibruxa mais experiente que conhecia. Muito poucas mulheres iam para o campo de batalha, como enfermeiras, e quase nenhuma batalhava. Não porque sou machista, mas porque sei que os comensais não se importariam em matá-las num piscar de olhos.
Ao chegar no escritório de Dumbledore, tirei o Kep e o coloquei no cabideiro. Despi-me das roupas formais, e me vesti como um soldado, apenas com uma braçadeira veremelha, me identificando como um General.
Sentei na poltrona do velho diretor, e olhei para a mesa de mogno, que antes era coberta por cartas livros e "assuntos de escola", agora era coberta por listas de mortos, alistados, mapas da Inglaterra, projetos para novos anexos. Suspirei e um dos mapas da Inglaterra, haxurava de vermelho a parte que estava do "nosso" lado, e de preto o lado de Voldemort.
O Centro de Londres estava tomado pelo negro, pois não confio no Ministério. A parte mais a leste também, e no norte da Irlanda uma pequena ao Sul. Porém, a parte haxurada de vermelho cobria a parte Norte e Oeste da Inglaterra, e praticamente toda Irlanda também. Bem ao Norte da Inglaterra ficava a Ecórcia, e esta estava dividida, não perfeitamente igual. Os lugares onde não havia nada era domínio trouxas.
Suspirei, e afrouxei os cadarços dos meus coturnos. Tínhamos um grande território, porém Voldemort tinha poder, Londres era dele, e ele podia providencia armamendo de fogo trouxa se quizesse. Mas ele não o faria, mesmo perdendo números, ele simplesmente detesta Trouxas. Acha que são bolas de lama fétida que não conseguem pensar por si próprios, e em parte eu concordo, mas com uma pequena ajuda e muita paciência eles são boa compania, não confiáveis, mas boa compania.
Assinei alguns papeis, li mais alguns, e essa era a parte chata se ser General. Até que alguém me atrapalhou enquanto eu ponderava em aceitar a ajuda dos Ursos. Não ursos babões, que comem mel, mas os grandes, musculosos e falantes, os Ursos Comedores-de-Homem, como eu mesmo digo. São ótimos em campo de batalha, e terríveis de se lutar contra. Mas perigosos para se manter num Quartel Militar.
-Entre.
E a pessoa entrou, o reconheci como um dos meus capitães Ian Ross um simpático escorces. Ele trouxe alguns papeis para minha mesa.
-É a lista de novos alistados, quais eu devo admitir, General? –Ian era encarregado dos novos soldados, enquanto seu irmão mais velho, Albert Ross era encarregado de guiar os novos soldados pelo castelo, e lhe indicar onde seria seus alojamentos. Pulei todos os nomes e fui direto no H, e risquei de imediato o nome de Harry Potter. Entreguei novamente a lista a Ian.
-Se ele tentar novamente, diga não todas as vezes. Mas não diga que fui eu.
-Sim, senhor.
E fez uma mensura ao sair. Harry era o unico que eu não queria que entrasse em campo de batalha, é difícil demais, principalmente quando se é o general, batalhar sabendo que a pessoa que você mais ama pode morrer. Ouvi outra pessoa entrar, sem bater, e soube quem era.
-De novo? –perguntou Vincent, ele trajava uniforme de soldado, cabelos bagunçados e os olhos sempre brilhantes. Assenti olhando destraidamente para o fogo. –Se ele receber um treinamento adequado, acredito que seria imbatível...
-Eu sei, mas o que você faria se eu pusesse sua irmã para batalhar? –Vincent arregalou os olhos dourados, ele sabia de tudo, inclusive Erik, sobre mim e Harry, mas Vin era um amigo que confiava minha vida.
-Bem, eu ficaria maluco, e tentaria te matar... Mas no seu caso seria suicídio. –comentou e se sentou numa cadeira próxima. Puxou alguns mapas e os analisou.
- As fadas estão do nosso lado? –perguntou Vincent surpreso.
-Sim, mas vão ficar por aqui, só vão sair quando tiver um ataque numa floresta ou algo parecido...
-Mas por que?
-Porque as fadas e duendes são obrigados a parar e contar quando um punhado de açucar é atirado no chão. E isso com toda certeza é muito útil no campo de batalha, por outro lado, elas são ótimas com encantamentos elementares, podem fazer o chão abrir, fazer as árvores ganharem vida... Entre outras coisas...
Vin assobiou impressionado, com toda certeza ele não pensava que a Sininho era capaz de tanta coisa. Depois de algumas horas, ele disse que ia ver a irmã e me desejou boa noite. Queria poder ter uma boa noite de sono, mas isso quase nunca era possível. Porque? Sonhos adoráveis com o querido e adorado Lorde das Trevas. Mas esses sonhos me ajudavam muito. Então fui para o meu quarto.
Enquanto caminhava alguns capitães, do Ministério e meus, me pediam conselhos se deveria ter um treinamento avançado ou básico para os recém chegados, onde os bonecos de treino ficariam, entre outras coisas, os calouros chegariam em 15 dias, mas era sempre bom o alvoreço antes de carne nova entrar.
As casas que tinham em Hogwarts foram desfeitas, e tinha mais gente do que antes. Como as salas de aula não eram mais usadas, pois a guerra era a única aula por hora, foram esvaziadas. Beliches de madeira foram postas por toda extensão da sala. Em todos os quartos foram postas exatamente oito beliches. Mas em alguns lugares, onde os mais poderosos na hierarquia do exercito dormiam fora colocado apenas uma cama e uma mesa dobrável de metal. Cheguei ao meu quarto e apenas desabei na cama e dormi imediatamente.
Não preciso disser que vi Voldemort sentado num trono de veludo negro, ornamentado com caveiras de prata, discutindo com seu estrategista. Theodoros bagunçou os cabelos, suspirou e concordou com que Voldemort disse.
-É podemos construir um anexo para mantê-los, Minotauros são muito imprevisíveis...
Ah ótimo, uma turma de homens-vaca com saias estava disposta a ajudar, tem como ser mais lindo? Não responda. Só o fato de eles estarem armados com machados de laminas duplas, que, podem cortar um homem adulto em dois me alegrava muito.
-Mas voltando ao assunto anterior meu Lorde, quando ao ataque malsucedido que fizemos... Pretende manter Lucius no poder?
Um silencio hostil pairou no ar, até eu achei que aquele não assunto pertinente para um estrategista falar. Voldemort espremeu os olhos nas orbitas, e de maneira mortal perguntou:
- Porque quer saber? Esse assunto não lhe diz respeito.
Acordei com minha cicatriz doendo, meu olho direito latejava, como se fosse um enxaqueca de um lado só. Mas à dor eu estava acostumado, o que me acordou foi uma pessoa chocalhando meu ombro.
-Draco... Tem uma cabeça exigindo falar com você.
Não levantei de imediato, Erik ficou apenas esperado no sopé da porta de má vontade. Segui até onde a Sala Comunal da Sonserina ficava. Aquele lugar foi escolhido por ser a Sala mais comprida e o lugar mais apropriado para se fazer reuniões. Em frente a um longo sofá de couro uma lareira ardia em labaredas vivas, e bem no centro do fogo uma cabeça estava repousada.
- Draco... –disse a voz por entre os estalidos da lenha. –Estou muito enrascando, meu amigo...
-Sirius?- perguntei depois de um bocejo, fiz um movimento com a mão, indicando que Erik saísse. - Que há?
-Meu amigo, meu sobrinho, -a voz de Sirius saiu aflita, e sua expressão vazia não ajudava em nada- O Ministério está desconfiando de mim... Sobre a minha posição... Queria lhe pedir ajuda, se fosse possível...
Pensei um pouco, temia não poder ajudar, depois de ponderar e considerar todas as possibilidades uma ideia insana me veio a mente: talvez tivesse como ajudar.
-Sirius, não se preocupe. –disse em tom decidido, apesar de duvidar da minha própria ideia. –Irei ajudar você. Se conseguir permissão irei chamá-lo...
A expressão de Sirius se iluminou mostrando imensa gratidã mais algumas palavras, depois foi a despedida. A cabeça sorridente de Sirius desapareceu da lareira, e me deitei no sofá, demasiadamente cansado para ir até meu quarto.
Num Quartel, principalmente aquele quartel, tem que se despir de toda vaidade, de toda vergonha. Privacidade é uma das ultimas coisas que um soldado vai consegui num exercito. Banho, você tem que ser rápido, pois há sempre mais quinze atrás de você querendo uma ducha. Comida, não existe tratamento especial, você come o que todos os outros comem. Hora de dormir, sempre é às dez da noite, se algum soldado for pego saindo do alojamento para se engraçar com uma enfermeira, vai ser severamente punido. Roupas, você veste o todos os outros vestem.
Num exercito deve-se ser rigoroso, porque senão vira bagunça.
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Desde que fora declarado estado de calamidade publica estava residindo na morada dos Weasly. A Senhora Weasly me tratava como um filho, e Ron como um irmão, mas aquele não era meu lugar, lugar era ao lado de Draco.
Desde a morte de Dumbledore, Draco ficou cada vez mais distante, tratado de assuntos que eram do Diretor, até que o ministério decidiu ocupar Hogwarts. A partir daí, não vi mais Draco. Sempre que haviam ataques que o primeiro batalhão, o Batalhão da Fênix, entrava em ação, ao termino do ataque enviava uma carta, apenas perguntando se estava vivo, para Draco.
Ele nunca respondia as cartas, mas a coruja sempre voltava, indicando que havia entrege a carta. Era muita aflição saber que Draco estava no exercito, sem saber para onde ia, quando voltaria.
Todo mês, no Ministério, é aberta uma banca para homens (nunca mulheres) se alistarem. Todo mês eu me alistava, e todo mês meu pedido era recusado. Já perguntei varias vezes para o responsável do local porque aquilo acontecia, e ele sempre respondia: "Esse assunto não diz respeito a você". Porém, sempre de maneira muito gentil. Impedindo-me de sentir raiva dele.
Então um dia recebi uma intimação. Os weasly ficaram pálidos ao ver que era o brasão do Exercito da Fênix, uma ave de fogo com o pano de fundo duas varinhas cruzadas, em cera verde.
Ao ler quase tive um ataque cardíaco, era de Sirius, não tinha noticias dele desde que o Ministério tornou Hogwarts a base do Exercito. Na carta Sirius informou que entrou no exercito como treinador dos novos soldados, dizendo que o novo General havia concedeu este cargo a ele, seja lá quem ele fosse, Sirius pareceu muito agradecido a ele.
Também declarou que o General consedeu permissão para que ele me treinasse para que eu entrasse no exercito com um pouco de experiência, me buscaria na manhã seguinte. E como se não bastasse, disse também que Draco sentia minha falta. Fiquei uns quinze minutos parado tentando lembrar meu nome, quando voltei a mim mesmo fui direto arrumar minhas coisas, que alias era poucas, apenas as minhas pequenas relíquias.
Fiquei tão empolgado que os Weasly me perguntaram porque eu estava tão feliz. Respondi que havia sido admitido no Exercito e que Sirius me buscaria para um treinamento particular na manhã seguinte.
O que aconteceu no momento seguinte destas palavras saírem da minha boca foi tão rico em detalhes que vou me limitar a descrevê-la em tópicos.
A senhora Weasly de esfacelou em lagrimas.
O Senhor wealsy ficou branco.
Rony berrou palavrões. Hermione o repreendou.
Hermione me mandou recusar a admição.
Eu respondi que não.
Ela berrou comigo para recusar.
Novamente respondi que não.
Ron pulou em cima de mim no ímpeto de estrangular.
Por sorte estava na beira da escada e rolamos dois lances de degraus.
A Senhora Wealsy gemeu-chorando ainda mais alto, pedindo para que parássemos.
O Senhor Wealsy mudou de branco para rubro exigindo que resolvêssemos do lado de fora.
Estava trocando soco joelhadas e mata-leões com Ron.
Nossa briga seguiu até a cozinha, onde Gina estava.
Ela berrou pedindo para que parássemos.
Rony pegou uma espátula ameaçando cortar minha garganta.
Hermione se enfiou no meio de nós e Ron a nocauteou com uma espatulada na cabeça.
Consegui me desvencilhar dele antes que minha garganta fosse cortada.
Corri para o lado de fora.
E para completar, o desfecho foi o seguinte: cai no lago que tem na frente da toca, porque Ron avançou de uma maneira animalesca para cima de mim. Ele tentou me afogar no meio metro de água que tinha. Uma ideia genial se passou pela minha cabeça: pegar a varinha. Ao pega-la deixei Ron inconsiente. Acabando a briga.
-Meu Deus! Ele tentou me matar! –disse incrédulo.
-É mesmo? Eu não percebi. –disse Gina de uma maneira não muito amigável. Na hora do jantar Ron continuou inconciente, porém um silêncio mortal se fez.
Não disse nada, nem tentei puxar assunto. Ficar em silencio numa situação como aquela parecia ser a opção mais viável para me manter vivo até a manhã seguinte. Foi um alivio ouvir o som de asas de Testralios puxando uma carruagem. Em seu interior meu patrino me esperava para me tirar o mais rápido possível de lá. Nem perguntei porque esqueletos guiavam a carruagem, apenas entrei e fechei a porta.
A partir daí meu treinamento começou.
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- Vamos seus medíocres, se apressem! Não tenho o dia todo!- reclamou um homem de cabelos negros lisos, e olhos tão negros quanto os cabelos. Sua estatura era média, tinha no mínimo 1,85 de altura e sua expressão era impiedosa. E sua voz parecia fazer o chão tremer. -Meu nome é Albert Ross, o guia de vocês. –Estavamos parados em frente aos javalis alados ornamentavam o portão de entrada a Hogwarts. Esta se encontrava impassível, o castelo parecia não ter mudado uma telha. O gramado continuava o mesmo, o mesmo tom de verde. Nada parecia ter mudado. – E… Bem vindos ao inferno. Vamos começar nosso tour pelo campo de Aparatação.
"Para aqueles que já estudaram em Hogawarts é onde ficava Hogsmead, mas para aqueles que não tiveram esse previlegio quando vocês subiram a ladeira para vir até aqui, tinha duas placas, uma para cá e a outra seguia para o campo de Aparatação.
"Como o próprio nome diz, o campo de Aparatação é um lugar onde os soldados que saem para missões especiais, ou onde o primeiro batalhão corta caminha, sem ter problemas com barreiras mágicas. Vamos subir que eu mostro o castelo, as instalações e etc."
Nosso guia parecia estar com mais boa vontade que uma serpente, disse tudo sem um pingo de emoção, depois desse breve discurso virou as costas e começou a subir a ladeira a toda velocidade. Sirius me falou que Albert gostava de praticar maratona todos os dias, portanto horas correndo para ele eram nada.
Se não tivesse tido um treinamento mínimo estaria ouvindo um som oco saindo da minha garganta, assim como meus colegas. Hogwarts emergiu das colinas verdes, imponente, não parecia que nenhuma telha estava fora do lugar até eu ver sua base.
Pessoas uniformizadas andavam de um lado para outro com fergalhões de ferro, tábuas, todo o tipo de coisa. E também vi criaturas mágicas, como anões sujos de foligem empurrando carrinhos e mais carrinhos de carvão e mergulando na floresta, fadas com traços delicadissemos e roupas de seda parecendo que estavam brincando de pique pega. Unicórnios duelando e exibindo seus chifres. Ouvia berros impacientes, sons de pancadas e de vassouras a uma velocidade absurda.
Onde deveria estar o campo de quadribol estavam possicionados uma fila de homens, um ao lado do outro, apontando as varinhas para bonecos de comensais. Ao lado, via três homem treinando o expectro patrono com uma nuvem negra, com toda certeza um dementador. Ouvi um grito estridente, e sabia que era uma sereia no lago negro, mesmo estando tão longe. Algumas coisas explodiram acima da minha cabeça, vi que eram bombas para praticas curvas perigosas com vassouras, um homem caiu, achei que seria seu fim, mas antes de aterrissar uma bolha de ar se formou e se deformou para amortecer a queda deste. Uma ninfa praticando pediu desculpas e ele riu respondendo que ela salvara a vida dele.
Senti um êxtase ao ver aquilo tudo, mas também uma tristeza incontrolável. A minha Hogwarts tinha desaparecido.
-Aquele é o campo de treinamentos, ou Purgatório como quiserem. –disse o moreno com um tom de sarcasmo. – A floresta é domínio das fadas, anões e criaturas mágicas em geral, não se deve perturbá-los. –disse ele num tom sério, do tipo não-me-desfie.- O lago negro todos tem permição de dar um mergulho, mas nada garante que uma seria puxe para baixo.
Ele na tinha tom de sarcasmos dessa vez, sem mais delongas entrou no castelo, que estava tão movimentado quanto o lado de fora. Pessoas com ternos e quepes pontudos passavam andando a passadas largas. Via mulheres com vertidos longos de mangas compridas, saia bege e peitoral vinho, usavam pequenas tiaras cor de creme na cabeça com uma cruz vinho. Eram aas enfermeiras, era carregavam livros, bandejas com poções e vidros não intentificados. Andavam com vigor sobre os sapatos de verniz preto, com olhares determinados, elas caminhavam para onde deveria ficar a enfermaria, elas subiam as escadas e desapareciam em um corredor.
Todos os quadros foram fetirados as portas que ficavam atrás deles foram reveladas. A grande escadaria que se movimentava na minha época, fora travada e parecia apenas uma escada normal. Toda a magia parecia ter sido sugada, tudo estava com uma cor tristonha. Até as velas que flutuavam perderam o brilho que um dia tiveram.
-Então temos um acordo Rossen. –ouvi uma voz familiar atrás de mim. Ao virar o rosto, vi que no topo das escadas um homem com um terno azul marinho, do estilo da segunda guerra trouxa, estava parado conversando com um urso de armadura. Um urso polar, com uma armadura de ferro. Esse homem tinha cabelos loiros platinados, a maioria escondida por um quepe pontudo, olhos cinzentos tempestuosos, um cicatriz no olho direito. Os traços dele eram angelicais, delicados mas firmes. Era por aquele rosto que eu tinha me apaixonado no quarto ano do meu curso em Hogwarts. Era Draco.
Minha trouxa escorregou do meu ombro e caiu no chão, comecei a correr, saltando degraus em direção a Draco.
-Draco! Finalmente… - não consegui terminar. Quando estava a três degraus de distancia uma sola de madeira de um sapato impediu que eu continuasse meu caminho. Perdi o equilíbrio, e rolei escada abaixo, senti todos os degraus batendo nas minhas costelas; todos os soldados pararam para ver. Não sabia o que doía mais: minhas costas, por ter rolado as escadas, minha bochecha, por ter levado uma sapatada ou meu orgulho.
Olhei para Draco pedindo por uma explicação. Ele olhou para mim como se não me conhecesse e disse num tom impassível cheio de despreso e severidade.
-Perdeu a orientação? Nunca deve-se dirigir a um General dessa forma. –o silencio imperou, apenas os bufos do urso que se ouvia.
Estava desolado, meu coração sentiu uma agonia tremendam. Tinha a esperança de reencontrar Draco beija-lho, dizer-lhe que o amava, e ter uma noite de amor. E recebo outra pessoa no corpo de Draco. E mas tarde descobri quem era essa pessoa: o General Malfoy.
Mudanças são sempre incovinientes, mesmo que seja para salvar o mundo mágico, você deve sacrificar alguma coisa. Pode se disser que era para o bem essa mudança, mas para mim, naquele momento, não era. E eu espancaria a primeira pessoa que dissesse que era.
Não me matem! Eu imploro!
Mudança de escola além de ser traumatizante, toma tempo e não deixa ninguém escrever. O que eu posso fazer?
Bem, sem desculpas, eu sei...
Tentarei ser mais breve, e escrever tanto essa quanto as outras fics.
(NÃO ME PERGUNTEM SE EU DESISTI DE ALGUMA DELAS! EU NUNCA DESISTO!)
