Lembranças de uma Escuridão Eterna

5ª Lembrança

Descendo os degraus do inferno

"Não existe inferno maior do que ser prisioneiro do medo." (Ben Johnson)

-Já que você conseguiu entrar no Esquadrão da Fênix, Dalton não irá mais lhe agraciar com sua presença, amanha seu treinamento se intencifica.- foi a ultima coisa que Draco me disse antes de que uma cirene tocasse.

O som era horrivel. Parecia o grito de uma sereia sendo torturada. Fez os meus ouvidos zumbirem, quando olhei para Draco, sua expressão alegre tinha se esvaido. Vincent logo anunciou:

-Ataque.- Um menino loiro aperceu correndo, esbaforido. Correu até proximo do General e lhe contou o que estava acontecendo.

-Eles atacaram a costa oeste, temos uma tropa de 600 soldados mas estamos em desvantagens...- ele fez uma pausa- Eles tem minotauros.

A expressão de Draco se modificou imediataemente, ficou sombria e gritou:

- Esquadão da Fênix! Quero as tropas reunidas no campo de Aparatação em três minutos! – imediatamente o ambiente que estava estatico, tomou vida, soldados correndo para todos os lados, numa desordem que só parecia ter sentido para eles. Draco puxou o braço do menino loiro e lhe perguntou- Quero todas as cordenadanas. Vincent, cuide para que os soldados chegem lá. Erik, estrategia. Andem!

O general passou por mim, que ainda estava sentado, e disse:

-Você fica. – e acariciou meus cabelos antes de correr para longe.

Em minutos tudo ficou em silencio, e fiquei pensando, parece que ter entrado no exercito não serviu de muita coisa.

-Não se preocupe, você não esta sozinho. – disse uma voz familiar. Olhei na direção do som e vi Silverwater, me lembrei que ele não entrou no primeiro esquadrão, fiquei um pouco envergonhado por ter menospresado meu cargo. Mesmo não conhecendo ele direito, me sentia ligado a ele de alguma forma.

Ficamos no castelo, treinando e a promessa do dia seguinte o treinamento começar foi cumprida. Uma bateria gigantesca de 500 flexões, 500 abdominais

x.x.x

No dia que eles voltaram achei que nunca mais veria Draco voltar a andar, as enfermeiras corriam em todas as direções levando lençoes, bandagens limpas e sujas, medicamentos. Fui até o Salão Principal local que foram acomodados centenas de camas, em todos os lugares e em todas as posições. Via várias pessoas deitadas nas camas, todas as pessoas enfaichadas em algum ponto do corpo, alguns estavam sentados outros comentavam preocupados sobre o epicentro do alvoroço. Um grito se sobrepunha a todas as conversas, e este grito era de Draco.

-Minha perna! Minha perna!

Aquilo me deixou atordoado. Tentei caminhar para ver o que

O pequeno agarrava as bordas da maca, curvando as costas, e quase convulcionando de dor, sua testa estava molhada de tanto suor. Ele olhava com odio para todos, mas não sei bem se seu odio estava sendo direcionado para qualquer um dali. O general parecia bem, até eu descer os olhos para suas pernas, não havia perna esquerda, havia um cotoco sangrento, um toniquete fora posto lá para impedir grande sangramento, mas a quantidade de sangue que ele já perdeu o estava deixando muito pálido. O ferimento claramente fora feito por uma lamina, um corte pefeito, dava para analizar os musculos, as fibras, o fêmur e o tutano.

-Rápido,- gritou uma enfeimera- tragam as ataturas, temos que fechar esse ferimento!

-Não!- A voz de Draco ressonou no ambiente e todos ficaram calados. – Eu não vou ficar manco! Cadê esse inutil do Vincent!?

-Aqui, seu viado- uma voz atrás de todos. Ele passava apressado, todo empapado de sangue, em seus braços uma perna. Apenas um membro morbido, maleavel, ainda com as roupas,e a bota.

Um alvorosso se formou, as enfermeiras começaram a se mobilizar como abelhas e a enfermeira chefe assumiu.

-Levem-no para o quarto 612! –Disse a morena de olhos anil, ela era Valquiria, irmã de Vincent. Dois soldados levavam a maca, e um batalhão de enfermeiras corriam por todos os lados, pegando poções, lençóis, ataduras, tudo a mando da morena.

No momento que levaram o general, nossos olhos se encontraram. Vi medo nos olhos dele, nunca achei que veria aquilo.

-Ela fará todo o possivel. –uma voz ao meu lado, olhei e vi o coronel. Assenti com a cabeça. Mas temia que Draco jamais voltasse a andar.

o.o.o

o campo de batalha era um inferno, a única palavra para descreve-la é essa. O caos imperava, feitiços voando, corpos por todos os lados, o campo antes gramado agora era quase um charco, de lama, água e sangue.

Quando chegamos com o reforço estavamos no epicentro da batalha, meus soldados lutavam contra comensais, mas logo davam cabo deles, o que reduziam os meus homens eram as bestas com corpos humanoides peludos, da cintura para baixo eram pernas de touro, o tronco humano e a cabeça de touro, com os chifres mui afiados, alguns ornavam os mesmos, com argolas de metal ou correntes, em seus narizes quase todos tinha uma argola, e uma fumaça fantasmagorica saia dos focinhos. A maioria carregava machados de corte duplo, mas outros carregavam marretas, e ainda aqueles que carregavam massas. Eles tinham pouco mais de dois metros de altura, mas sua força dizimava rapidamente o um levantar o machado que cortava um soldado ao meio.

O esquadrão logo interviu, atacando os minotauros –que apesar de muito forte, estavam em menor numero- em pequenos grupos, cercando os touros como lobos e atacavam a fera.

Meu objetivo era matar o lider, que era facilmente identificavel, era o maior e mais chamativo, um minotauro de dois metros e meio e albino, possuia uma espécie de juba branca ao redor da cabeça.

Tinha que agir rápidamente, mas não havia como eu me aproximar daquela fera sem chamar atenção.

Corri, foi nisso que pequei.

Quando me aproximei da besta, o touro girou o corpo, levantando seu machado. Levantei minha varinha, e proferi um feitiço, depois cai no chão.

De inicio, não senti nada. Assim como uma bomba, de repente, gritei de dor.