Na manhã seguinte, Stiles levantou se sentindo péssimo. Seu corpo doía, sua cabeça latejava e seu peito parecia apertado. Olhou o celular e notou, aborrecido, que não havia nenhum registro de novas atividades. Nenhuma ligação, nenhum retorno, nem a tradicional mensagem de bom dia que o alfa sempre mandava.

Ficou uns cinco minutos olhando a tela do aparelho sem saber o que fazer. Por fim, decidiu dar um tempo a Derek. A última semana tinha sido muito confusa para os dois em vários aspectos e talvez o alfa só precisasse de um pouco de espaço para conseguir lidar com tudo.

O problema era que, agora sem as aulas, sem os treinos de lacrosse, sem Scott que estaria no trabalho naquele momento e sem Derek, não lhe sobrava muito que fazer.

Quando a hora do almoço chegou e Derek ainda não tinha dado sinal de vida, Stiles tentou ligar para ele de novo. Mas mais uma vez, o alfa não atendeu o telefone. Ele tentou mais três vezes e por fim deixou um recado de voz:

- Oi, sou eu. E você já sabe disso e é óbvio que não quer falar comigo. Eu entendo, ok. Acho que se alguma ex-namorada sua aparecesse por aqui querendo a sua ajuda mesmo que fosse para trocar o pneu do carro, eu também ia surtar. Acontece que a Lydia não é uma ex-namorada, na verdade ela nunca foi nem mesmo minha amiga e acho que você está exagerando. Só queria que você me desse uma chance de te provar isso. Me liga, quando me quiser de novo, ok?

E nos dois dias que se seguiram, o rapaz não saiu de casa e não quis falar com ninguém. Não atendeu ao celular, nem abriu a porta do quarto quando Scott resolveu passar em sua casa. Alegou estar se sentindo mal e só saiu do torpor quando uma batida forte o fez pular da cama, assustado:

- Stilinski! – a voz de Danny era autoritária – Abre a porcaria dessa porta agora antes que eu chame o Greenberg pra arrombar.

Stiles acabou destrancando a porta e voltou para a cama, se jogando sobre o edredom. Danny entrou no cômodo e foi direto para a janela abrir as cortinas e deixar o ar entrar. Depois, abriu a porta do guarda-roupa escolhendo uma camiseta e uma bermuda limpas e passadas para que Stiles se trocasse e jogou tudo em cima dele.

- Vamos lá. 48 horas de fossa é mais que suficiente. Levanta daí, troca de roupa e vamos pra rua tomar sol, tomar um sorvete, um café, um porre de vodka barata se você quiser. Mas nada de ficar em casa.

- Eu pensei que gays pudessem sofrer feito meninas quando levam um fora. – ele resmungou, enfiando a cara no travesseiro.

- Não, meu querido. Nós sofremos com mais glamour. 48 horas ouvindo Celine Dion e chorando e depois disso é retocar a maquiagem e ir pra vida.

- Você não ouve Celine Dion. – Stiles encarou o amigo, duvidando muito do que ele tinha acabado de falar.

- Não mesmo. E nem ser gay faz de você uma garota. 'Bora lá, aproveita que minha nova identidade falsa chegou e posso comprar bebida pra gente. Vamos sentar no parque com dois copos de Starbucks cheios de vodka e beber e falar mal dos homens da nossa vida.

Mesmo sem querer, Stiles deu um meio sorriso. Danny talvez estivesse certo. Ia sair com ele e tentar esquecer um pouco como sua vida ficava infinitamente mais chata sem Derek por perto. E no fim da tarde, ia aproveitar que estaria bêbado e iria até a casa do alfa resolver isso de uma vez por todas.

Dez minutos depois os dois saíam da casa de Stiles e andavam pelas calçadas largas de Beacon Hills. Passaram numa loja de conveniência e Danny comprou, sem problemas, uma garrafa de vodka e duas latas de refrigerante de limão. Ele já tinha os copos descartáveis do Starbucks dentro de uma sacola de papel e eles seguiram para o parque municipal.

Tudo correndo perfeitamente, até passarem diante de um estacionamento pertencente a uma loja de materiais de construção. Nada interessante, se Stiles não notasse o carro preto estacionado e o dono do carro encostado à porta, conversando animadamente com uma moça alta, magra, cabelos lisos e pretos e olhos tão azuis que pareciam brilhar.

Derek Hale estava ali, sorrindo para uma mulher bonita. Não apenas sorrindo. Estava usando "aquele" sorriso. Stiles parou de andar e, por um instante, parou de respirar também.

Esticou a mão para o lado, segurando o pulso de Danny e o puxando para trás de uma árvore na calçada oposta ao estacionamento.

- O que foi?

Ele não conseguia falar. Apenas apontou, de um jeito atrapalhado, a cena que continuava do outro lado da rua.

- Ei, é o Derek? – ele deu um passo a frente para enxergar melhor.

- É. Todo feliz pelo visto com aquela... aquela... aquele projeto de modelo da Victoria Secrets.

- Que exagero, Stiles. Ela tinha que ter mais peito para ser modelo da Victoria Secrets.

- Isso não está ajudando, Danny. Eu vou lá falar com eles.

- Ah, mas não vai mesmo! – Danny entrou na frente de Stiles, aproveitando-se do fato de ser maior e mais forte que o rapaz e o segurou pelo ombro.

- Danny, sai da minha frente. Eu vou lá agora você querendo ou não. – o mais baixo estava com os lábios crispados, os punhos cerrados e respirando fundo.

- E vai chegar lá e fazer o quê? Bancar a esposa traída? O que acha que vai conseguir com isso?

Stiles soltou o ar, dando-se por vencido. Recostou-se na árvore e ficou observando por mais alguns minutos o alfa todo atencioso e sorridente. Derek por fim se despediu da moça com um aperto de mão seguido de um beijo no rosto, entrou no carro e saiu, cantando pneus.

- Eu não entendo, Danny. Ele teve um surto de ciúmes por causa do telefonema da Lydia, como te disse antes de sairmos lá de casa. Se isso fosse para me fazer ciúmes, para dar o troco, ele faria isso quando soubesse que eu estava por perto.

- Queria poder te aconselhar nessa hora, Stiles. Mas realmente não sei o que dizer. Na verdade, acho que só o Derek pode te dizer alguma coisa.

- Acho que se ele quisesse conversar comigo, teria me ligado. Mandado mensagem, bilhete, sinal de fumaça. Vem, vamos beber e esquecer que um dia eu tive um namorado gostoso.

- Não.

- Como não, Danny? Temos vodka barata, refrigerante de limão e um coração partido aqui pra consertar.

- Você não vai consertar seu coração partido com vodka barata, Stiles. Cadê o cara confiante que estava seduzindo o namorado mais velho e experiente?

- Morreu ali no estacionamento atropelado por um camaro sorridente.

- Quer saber, vai atrás dele. Isso não é se humilhar, não é correr atrás de ninguém. É respeitar o que você sente e o compromisso que vocês têm. Vai lá, fala para ele como você se sente, pergunta o que está acontecendo. E depois se ele realmente não quiser mais nada com você, aí nós bebemos essa vodka toda e eu ainda te levo num lugar especial cheio de caras gostosos pra te fazer esquecer, pelo menos por um tempinho, o seu namorado.

Stiles abriu a boca, mas não tinha como responder. O conselho de Danny era lógico, racional, maduro. Talvez por isso mesmo a insegurança em segui-lo depois de tanto tempo se guiando por ideias tão imaturas.

- Vai! – Danny ordenou, com um gesto de mão como se estivesse lhe tocando dali.

Stiles deu dois passos incertos, um em cada direção, sem saber qual caminho tomar. Estava a pé, longe de casa já e longe da mansão dos Hale. Parou, respirou fundo e decidiu correr, cortando caminho pelo parque.

Sua forma física nunca foi das melhores, mesmo com os treinos de lacrosse e ele precisou parar para respirar algumas vezes no caminho. Gastou cerca de quarenta minutos para atravessar a cidade até o portão que dava acesso à casa de Derek. E assim que avistou o casarão, uma nova onde de pânico se apossou dele.

E se ele chegasse ali e Derek lhe dispensasse? Se dissesse que a graça de namorar um adolescente feito ele já tinha passado, que ele gostava mesmo de mulher e que Stiles podia se foder? Ele ficaria totalmente sem rumo, perdido, sem saber sequer como voltar para casa.

Mas se voltasse para casa agora e ficasse esperando que o lobisomem lhe desse satisfações que não viriam? Afinal, se Derek realmente tivesse enjoado dele, por que se preocuparia em lhe avisar? Poderia ser um cachorro (nada intencional o trocadilho) e simplesmente continuar ignorando-o.

Não, ele ia ouvir a verdade. Mesmo que doesse. Ia entrar na mansão, confrontar Derek e salvar o restinho de dignidade que ainda deveria existir em algum lugar dentro de si. Pelo menos dessa vez, sabia que ia encontrar o alfa ali, já que o camaro estava estacionado diante da varanda.

Andou com calma, não, calma não era a palavra para definir. Andou com cautela, sem pressa, contando os passos junto com a respiração que tentava a todo custo controlar. Não queria que Derek soubesse apenas pelas batidas de seu coração que estava ansioso, apavorado, com medo de perdê-lo.

O sol estava quase se pondo e a casa sempre mal iluminada parecia ainda mais escura. Não havia barulhos em nenhum dos cômodos do primeiro andar e apenas um ruído seco, seguido de batidas ritmadas podia ser ouvido vindo direto do que Stiles sabia se tratar do quarto de Derek.

Subiu as escadas, parou diante da porta fechada e levou a mão à maçaneta da porta. Fechou os olhos, respirou fundo mais uma vez e abriu a porta com força entrando no quarto, já falando e gesticulando sem parar:

- Eu sei que não devia estar aqui, que se você quisesse que eu viesse, teria me ligado, mandado mensagem, sinal de fumaça, pombo correio, coruja qualquer coisa. Mas eu não aguento mais, ok? Cansou de mim, fala de uma vez. Prefere a miss Victoria Secrets sem peito da loja de material de construção, não tem problema. Mas seja homem e me fale de uma vez para eu poder dar um jeito de atualizar meu passaporte, ir pra Irlanda visitar uns parentes do meu pai e tentar esquecer que você existe.

Soltou o resto de ar que tinha no pulmão e deixou os braços caírem ao lado do corpo, só então focando os olhos em Derek, que o encarava com um ar de dúvida, o rosto coberto por uma máscara branca. Usava uma calça larga de brim azul marinho, uma camiseta cinza surrada e respingada de tinta e na mão um rolo com tinta num tom de amarelo claro, pingando algumas gotas no chão coberto de jornal.

- Que porra é essa? – Stiles perguntou, finalmente olhando ao redor.

As paredes do quarto, antes cobertas de fuligem preta, estavam claras, quase todas pintadas da cor da tinta que escorria do rolo. As janelas haviam ganhado vidros novos, a porta do closed fora trocada e havia algumas coisas, móveis provavelmente, cobertos por lençóis brancos.

- Essa porra é o meu quarto, Stiles. – Derek respondeu, reprimindo um sorriso e tirando a máscara do rosto enquanto colocava o rolo na lata de tinta.

- Não. O seu quarto é todo preto e destruído e tem cheiro de coisa velha e suor de lobisomem. Isso aqui não é o seu quarto.

- Agora é. – ele respondeu, dando de ombros. – É mais adequado.

A palavra adequado ligou novamente o botão de "pé na bunda a caminho" dentro do coração de Stiles e virou o rosto, magoado, e respondeu:

- Tem razão, você não pode trazer a Miss Azulejo 2013 para um quarto em ruínas, com um colchão puído.

- Não, não posso. – Derek deu alguns passos na direção do rapaz, observando que os lábios dele se crisparam e ouvindo seu coração perder o ritmo – Não posso trazer a Miss Azulejo para o quarto em ruínas e não posso trazer ela para o quarto reformado, porque eu sequer faço ideia de quem seja a Miss Azulejo.

Stiles virou o rosto rapidamente para o alfa.

- Como não sabe? A morena linda com quem você se encontrou hoje a tarde. Vai dizer que esqueceu dos olhos azuis dela e do beijinho no rosto no estacionamento?

Os olhos de Derek brilharam. Uma coisa que ele nunca tinha falado para ninguém, nem mesmo para Stiles, era o quanto gostava de saber que o rapaz tinha ciúmes dele. Deu mais dois passos na direção dele, ficando agora a menos de dez centímetros de distância do corpo do mais novo. E quando Stiles fez menção de sair de perto, ele o segurou pelo pulso, puxando-o ainda para mais perto.

- A Leonor vai saber que você a apelidou de Miss Azulejo. Eu prometi a ela que levaria o meu namorado – e ele frisou bem a palavra – para conhece-la, quando eu tivesse terminado de fazer o meu pedido de desculpas.

- O que? – Stiles não estava conseguindo raciocinar, não com Derek tão perto dele.

- Meu pedido de desculpas, Stiles! – o alfa agora colou sua testa na do namorado e continuou falando – Por ter sido tão idiota em relação a Lydia.

- E pra pedir desculpas você desaparece, pinta seu quarto e flerta com a balconista que lhe vendeu a tinta?

- Pra pedir de desculpas eu pensei que você quisesse ter um lugar só nosso. Não aquele quarto em ruínas como você falou. Mas um lugar legal, limpo, sem lembranças ruins. Acho que você pode me ajudar a tirar as lembranças ruins daqui e colocar lembranças boas de volta nessa casa. – e vendo que o rapaz abriu a boca, completamente sem reação, ele completou, com um sorriso de lado, um sorriso que ninguém, além de Stiles, conhecia – Um lugar em que a gente possa ficar a vontade, sem correr o risco do seu pai nos pegar.

Stiles saiu do torpor em que estava, puxando com a mão livre o corpo de Derek para perto do seu e roubando um beijo mais apaixonado que todos os outros que já haviam trocado em todo aquele tempo de namoro. Derek soltou o pulso do rapaz e enlaçou a cintura dele, apertando o abraço que os unia.

Parecia que dois dias longe um do outro tinham durado décadas e agora os corpos reclamavam de saudade. Derek foi puxando Stiles para o centro do quarto e sem desgrudar da boca dele, esticou uma das mãos e puxou um dos lençóis que cobria a cama nova e grande.

- Presente do Peter. – o alfa murmurou, caindo com Stiles por cima de si no colchão macio.

- Acho que um dia ainda aprendo a gostar dele. – Stiles sorriu, sentindo a mão de Derek puxando sua camiseta.

O alfa também tirou a blusa suja de tinta e jogou junto com a do namorado no chão do quarto. Stiles sentiu o ar sumir de seus pulmões. Fazia tão pouco tempo que tinha visto o abdômen de Derek, mas era como se fosse a primeira vez. Correu os dedos pelo desenho dos músculos e apertou a cintura do lupino, sentindo sua ereção ficar mais que perceptível mesmo sob o tecido grosso da calça.

Desabotoou o botão da calça de brim, descendo o zíper sem hesitação. Ergueu-se sobre os joelhos, dispostos de cada lado do corpo do lobisomem, e puxou a peça de roupa para baixo, revelando a samba canção cinza que Derek usava.

O alfa sentou-se na cama, puxando o corpo de Stiles para junto do seu e fazendo o rapaz sentar em seu colo, arrancando um gemido dele ao sentir o calor da pele lupina em contato com a sua e o volume do membro do namorado encostando no seu, ainda preso dentro da calça jeans.

Derek não se apressou em terminar de despir o rapaz, beijou-o demoradamente, deslizando a língua por seu pescoço e buscando um dos mamilos para morder. Sentia a força com que Stiles apertava suas costas e sorria, entredentes, sabendo que os sons que saíam da boca agora vermelha do mais novo eram de puro tesão.

Com um movimento ágil, inverteu as posições, e com um único puxão, livrou Stiles dos tênis e do restante das roupas, exibindo o pênis rosado já duro e latejante. Antes que o mais novo entendesse o que estava acontecendo, Derek envolveu sua ereção com uma das mãos e lambeu da base até a ponta, colocando tudo dentro da boca em seguida.

Stiles uivou. Ele que não tinha nada de lupino, uivou com a sensação da língua quente e áspera de Derek em contato com seu membro. O alfa parecia faminto, chupando com vontade, lambendo, mordendo sua virilha. Stiles agarrava os cabelos do namorado e retorcia na cama, até que Derek ergueu as pernas dele e lambeu entre suas nádegas.

- Oh, céus! – Stiles choramingou – Não quero gozar ainda.

Derek sorriu, e subiu novamente sobre o namorado, lambendo seu abdômen, demorando em seu umbigo, pescoço e buscando sua boca novamente. Stiles ergueu as pernas, envolvendo a cintura de Derek, puxando o corpo do outro para colar ao seu e continuando o beijo, enfiou as mãos sob a cueca, apertando as nádegas firmes do alfa.

- Tira isso. – ele pediu com um suspiro e Derek saiu da cama, tirando a peça de roupa e andando na direção oposta. Stiles já ia protestar, mas a visão de Derek Hale completamente nu andando a sua frente era algo para contemplar.

O alfa tirou o lençol de um móvel pequeno, uma mesinha de cabeceira, abrindo em seguida uma gaveta de onde tirou um pacote de camisinhas e um tubo de lubrificantes.

- Lubrificante? – Stiles questionou, com um sorriso surpreso.

- Andei pesquisando na internet. – Derek respondeu com uma expressão maliciosa.

Ele voltou pra cama, deixando a camisinha e o lubrificante perto da cabeceira e tornou a puxar Stiles para cima de si. Gostava da sensação do peso do rapaz em seu colo, e agora que ambos estavam nus, o contato dos membros duros se debatendo entre eles era demais para aguentar. Tanto para ele quanto para Stiles, que forçou o peso para que Derek deitasse na cama, esticou a mão e alcançou o preservativo, abrindo o pacote e se posicionando para coloca-lo no membro de Derek, mas o alfa segurou sua mão.

- É assim que você quer? – sussurrou, a voz rouca, mas cheia de amor.

- É! – Stiles afirmou, convicto – É assim que eu quero. É assim que eu preciso, você dentro de mim.

Derek soltou a mão dele, que acabou de vestir a camisinha em seu pênis. Em seguida, o puxou para um beijo e debruçou na cama, ao lado dele, respirando fundo.

O alfa ainda beijou a boca do namorado, os ombros e as costas, antes da fazer com que ele abrisse as pernas. Pegou o lubrificante e despejou uma boa quantidade nos dedos e bem devagar, foi ganhando espaço dentro de Stiles. Primeiro um dedo, com calma, observando os músculos das costas do rapaz ficando tensos. Depois um segundo dedo, agora arriscando alguns movimentos circulares. E só quando sentiu que Stiles estava mais seguro, colocou a ponta de seu membro na entrada, forçando para dentro de uma vez.

O gemido que saiu da boca de Stiles foi um misto de dor e susto. Ele já conhecia a sensação, havia "treinado" em casa, com os brinquedos que Danny o havia ajudado a comprar. Mas ali era diferente. Tinha calor. Muito calor na verdade. E as mãos de Derek, o cheiro dele, a força dele.

Sem perguntar nada, o alfa começou a se mexer e a puxar o quadril de Stiles de encontro ao seu, primeiro com calma, depois aumentando o ritmo, gemendo também, praticamente rosnando, sentindo as contrações do corpo já apertado do outro pressionando seu membro.

Sentia o mundo girar a seu redor, os sentidos de alfa já ampliados agora ganhavam mais força, sentia o cheiro do suor de Stiles, ouvia o coração dele batendo acelerado, a luz da lua crescente que começava a brilhar no céu atravessando a janela e chegando até a cama. Esticou uma das mãos e puxou o ombro de Stiles, fazendo o rapaz se ajoelhar com ele na cama, abraçando-o pela cintura, raspando os dentes em seus ombros.

Mais algumas estocadas e o alfa sentiu que estava prestes a gozar. Puxou Stiles ainda mais para junto de si e envolveu a ereção do rapaz com uma das mãos e passou a masturba-lo na mesma intensidade em que lhe penetrava.

Instantes depois, sentiu sua mão molhada com o gozo do rapaz, que jorrou forte, junto com um grito rouco que ele deu. Derek gozou em seguida, uivando alto, sentindo um tremor intenso chacoalhar seu corpo e sem sair de dentro de Stiles, caiu com ele na cama.

Ficaram abraçados, sentindo a respiração voltar ao normal, o coração bater devidamente. Derek não tirava o nariz da curva do pescoço do namorado e murmurou quando Stiles levou a mão para trás, para acariciar o alfa:

- Gosto do seu cheiro. Mas gosto mais ainda quando o seu suor mistura com o meu. Vou ter que fazer isso mais vezes, você sabe, né?

Stiles sorriu, se desvencilhando do contato com o corpo de Derek que gemeu em protesto, mas apenas virou-se de frente para ele, puxou as mãos do alfa para seu corpo de novo e as suas em volta dele e respondeu:

- Acho que isso não vai ser um problema. Posso fazer isso todo dia, sabe? É uma forma legal de melhorar meu condicionamento físico.

- Você quer que eu seja seu personal training, é isso? – ele buscou a curva do pescoço de novo, igual um filhote de cachorro farejando um lugar para se aconchegar. – Tem certeza que vai aguentar o ritmo do treinamento?

- Oras, me saí bem dessa vez, não acha?

- Acho. Você foi perfeito. Foi tudo perfeito, mas...

- Mas o que?

- Espera chegar a lua cheia.

Derek gargalhou com a expressão que, mesmo sem ver, ele sabia que Stiles havia feito. Deu um beijo apaixonado nele e o puxou para um abraço mais que apertado, sentindo que o sono começava a se aproximar.

- Você queria um momento especial. – Stiles sussurrou, a voz arrastada pelo torpor que invadia seu corpo. – Foi especial o bastante?

- Mais que especial. – ele respondeu, a voz baixa.

Derek não viu, mas sentiu Stiles sorrir, feliz, entre seus braços e se entregar ao sono, ressonando de leve. Olhou a camisa que caiu na lata de tinta e deu de ombros. No dia seguinte pensaria nisso, teria Stiles ao seu lado de manhã. E terminariam de pintar o quarto e arrumar as coisas. Os dois juntos. De preferência ao som de Beyonce.