The suitable dress for a burning desire

Estava determinada a arrasar no casamento de B.J. e ia começar pela escolha do presente. Tinha que mostrar aos
noivos que não guardava ressentimento e que era generosa com os "amigos".
Escolheu a loja mais chique que havia no shopping para utensílios do lar e entrou, com Edward ao lado.
Sabia que B.J. avaliava seus presentes pelo tamanho da caixa e optou por algo grande o suficiente para impressionar,
porém, não tão grande a ponto de assustar. Mas o quê?
— Vou querer aquele conjunto de copos de champanhe. O que acha?
— Bonitos. E o presente é bem sugestivo. Boa idéia — respondeu Edward.
— É para presente — ela disse à vendedora que os acompanhava.
Agora só faltava o vestido, a missão mais importante do dia.
— Quer procurar alguma coisa para o seu pai? Enquanto isso, pensei em procurar o vestido para casamento.
Os olhos verdes de Edward fitaram-na vagarosamente.
— Não perderia isso por nada. O presente do meu pai pode esperar.
De repente, Bella sentiu-se como uma menina envergonhada. Ao mesmo tempo que adoraria ter a companhia dele,
ficava encabulada com a idéia de experimentar roupas na frente de Edward.
— Não quero entediar você.
— Não tenho dúvidas que vai ser muito divertido.
Vendo que ele não ia voltar atrás, Bella se resignou guiando-o para uma das lojas mais chiques do shopping. Edward
se sentou em uma poltrona, enquanto ela escolhia as roupas que ia provar. O vestido verde-musgo que fazia
conjunto com um bolero parecia perfeito para a ocasião. Foi o primeiro a experimentar. Saiu do provador e mostrou
a Edward, adorando o jeito como ele a olhava, como se fizesse um tour preguiçoso sobre seu corpo.
— Tira o bolero — ele pediu.
Ela obedeceu e se virou para que ele visse a parte de trás.
— O que acha?
— Estou pronto para a próxima escolha.
Ela balançou a cabeça para ele e voltou para a cabine. A verdade era que não havia gostado do conjunto. Talvez o
vestido amarelo...
Já arrumada, sentia-se em uma formatura dos anos oitenta. A saia era rodada e cheia, a parte de cima um tomara-
que-caia, grudado ao corpo. Voltou a sair do provador.
Havia algo de erótico em ter um homem sentado em uma poltrona observando-a experimentar roupas. E a forma
como Edward a observava deixava claro que a última coisa em que pensava era na festa de casamento. Molhou os
lábios quando a viu sair e a encarou provocativamente, acelerando o coração de Bella.
— E então? O que acha?
Ele posicionou o polegar para baixo.
— Por que não? — O vestido podia não ser a roupa mais fabulosa que havia visto, mas servia para a festa. Além
disso, custava o olho da cara. Era de grife.
— Muito apagado para você.
— Como assim, apagado? — Ele, então, se levantou. — Explico melhor durante o almoço.
— Será que só pensa em comida? — Ela perguntou, depois que já haviam saído da loja.
— Paro de pensar em comida depois de matar a fome. Saíram do shopping e foram a um restaurante do outro
lado da rua. Ela pediu uma salada e ele, um sanduíche com batatas fritas.
— O que quis dizer com apagado?
Edward deu um gole em seu chá gelado, como se tentasse encontrar as palavras certas.
— Os vestidos que experimentou não têm nada a ver com você. Suas roupas são alegres, descontraídas... têm
personalidade.
— Mas é só um vestido. — Bella o olhava intrigada, sem saber bem onde ele queria chegar.
— Será? Mulheres mandam mensagens através das roupas, sabia? — Ele a olhava agora com um olhar malicioso. —
Por exemplo, roxo quer dizer que você quer fazer amor.
Olhou para o vestido roxo que vestia e deu uma risada.
— Que mentira.
Ele se inclinou e falou baixinho.
—Aposto que se passar a mão por debaixo desse vestido, agora, vou descobrir que você está pronta para mim.
Todo ar existente no ambiente parecia ter se esvaído. Era verdade. Bastava ele olhar daquele jeito para ela e
sussurrar em seu ouvido para que Bella subisse pelas paredes. Mas ele não precisava saber disso.
— Foi o primeiro vestido que encontrei no armário. Além disso, é fácil de tirar para experimentar as roupas.
— Bem, eu tentei. — Deu de ombros. — Apenas acho que aqueles vestidos não combinam com você. Acho que está
buscando algo para agradar o gosto dos outros, quando na verdade tinha que se preocupar com o que você gosta e
que a faz se sentir bem.
Será que ele tinha razão? Será que estava tão obcecada com aquele casamento que buscava uma roupa que
expressasse sucesso e elegância de acordo com B.J. e os outros?
Mastigou um pedaço de espinafre, furiosamente. Droga! Ele tinha razão. A dieta, a ginástica exagerada, o acordo
com Edward, o vestido.
Resmungou e apanhou uma batata frita do prato de Edward.
— Aquele vestido amarelo era o preço de um mês de aluguel.
Ele deu um assobio, impressionando, depois aproximou o prato de Bella para que ela pudesse comer mais.
Após o almoço, foram a uma loja de rua da qual Bella gostava muito. Logo na vitrine, Edward apontou para uma
manequim.
— É esse o vestido.
Era um vestido longo de seda púrpura, delicado e com um decote sugestivo nas costas. Enquanto experimentava, os
olhos de Bella brilhavam diante do espelho. Estava lindo. Os abdominais haviam surtido efeito. Saiu do provador
para mostrar a Edward.
— É, é esse mesmo — ele disse na mesma hora. Ela sorriu e voltou para o provador.
— Obrigada — disse Bella já com a sacola na mão, caminhando na rua de braços dados com Edward.
— Foi divertido — ele respondeu. — Não costumo sair muito.
— Deve estar animado, então, para a apresentação que vai dar para minha turma na terça que vem — brincou ela.
— Nem metade da animação que sinto agora, só de pensar em chegar em casa, tirar sua roupa e começar...
— O capítulo sete — Bella completou. Ela fingiu descaso, mas a verdade era que estava ansiosíssima para iniciar o
capítulo sete. Edward tinha o dom de transformar cada capítulo em um novo mundo a ser descoberto. Com ele, o
sexo era vibrante e surpreendente.
— O que está esperando? — Ela quis saber.
No carro, ambos estavam ansiosos para chegarem logo em casa. Olhou de relance para o corpo de Edward e notou o
quanto ele estava excitado. Ela se virou para esconder o sorriso. Estava tão excitada quanto ele.
— O que tem no capítulo sete? — A voz era melosa e provocante.
— Mostra como um homem pode dar prazer a uma mulher com a boca mais do que com qualquer outra parte do
corpo.
— Nunca tinha pensado nisso, mas suponho que seja verdade. A boca é sensacional. Mas confesso que prefiro o
pacote completo...
— Isso é um alívio. Bem, o que mais diz o capítulo sete? — indagou ele, pensativo. — Também diz que perguntar à
parceira do que ela gosta é a melhor técnica que pode existir.
Bella concordou com a cabeça. Pode ser que o cara que escreveu aquele livro de mau gosto não fosse um idiota
completo, afinal.
— Do que você gosta, Bella?
Droga, aquela pergunta a deixava em chamas. Era tão sugestiva que, enquanto ele perguntava, ela pôde imaginar
vividamente Edward excitando-a.
— Gosto do toque mais suave no início e depois... de uma ação mais forte e decidida. — Como era embaraçoso
responder àquela pergunta, pensou ela. Por que não havia ficado calada? Sabia que seu rosto estava completamente
vermelho, o que aumentava seu desconforto.
— E o seu ponto G? — Ele perguntou com um tom de aluno curioso.
Uau! Aquela conversa a fazia criar imagens que a deixavam tão sensível que o simples movimento do carro e as
vibrações já a enlouqueciam.
— Bem... não é muito fácil encontrar o ponto G, mas aviso quando você estiver chegando lá. — Disfarçando o calor
que aquela conversa produzia abriu a janela.
— Tem um desenho no livro bastante excitante. Não dá para perceber bem o que o casal está fazendo, mas faz com
que a imaginação viaje.
— Por favor, a gente precisa mudar de assunto — ela disse, sem ar.
— Claro, sem problema. — Ele a olhou com um sorriso de canto de boca e voltou a se concentrar no volante.
Ela o olhou com desconfiança.
— Por acaso está falando tudo isso de propósito?
— O quê?
Na verdade, Edward estava tentado a parar o carro em qualquer lugar e abraçá-la ali mesmo. Mas, sofria, porque
estava seguindo o livro à risca. Sofria pelo desejo de beijar intensamente Bella até fazê-la gemer. Porém, teria que
esperar para saciar esse desejo. Ele queimava por dentro.
— Preciso amar você, agora. Se não fizer isso, vou explodir — disse ele, perdendo o controle.
A freada no estacionamento foi ruidosa e brusca. As duas portas estavam abertas antes mesmo do motor ser
desligado. Pareciam dois policiais atrás de algum criminoso. Ele agarrou a mão de Bella e saíram correndo. Subiram
pelas escadas, pois o elevador demoraria demais. As chaves já estavam na mão quando chegaram à porta de
Edward.
— Minhas compras!— ela lembrou, de repente.
— A porta do carro trava automaticamente, não se preocupe.
Sem esperar a resposta, ele a agarrou pela cintura e lhe deu um beijo devorador.

NA: Meu deus, como eu posso ser tão cruel com as minhas ávidas leitoras? Por mais que seja só uma adaptação a imaginação de vocês é tão poderosa que me inspira depois de tantos anos, e diversas mudanças psicológicas, à continuar essa estória inacabada. Obrigada. :D