Capitulo 14

Jensen entrou no chalé e começou a retirar a camisa que ainda vestia de Jared, e antes de joga-la no chão sentiu novamente o cheiro do moreno. Lembrou que quando enfrentava a tempestade tentando evitar que o helicóptero caísse no oceano, seu maior medo foi de nunca mais ver Jared, e na volta apenas pensava em reencontrar o moreno. Mas quando chegou e encontrou com Matt e soube da fuga, seu primeiro sentimento foi de perda, mas sufocou e se entregou a raiva, era mais fácil de lidar.

O loiro se dirigiu ao quarto e quando abriu à porta e seu coração falhou uma batida, mentalmente agradeceu por ter dispensado Matt no jipe mesmo, apesar da insistência deste, mas não conseguia parar de pensar em Jared, seu corpo não conseguiria reagir à outra pessoa.

A visão do moreno dormindo foi tão surpreendente que aplacou qualquer sentimento ruim do seu coração, por um momento se sentiu totalmente inocente, puro. Era como se nunca tivesse conhecido a dor ou desilusão e com esses sentimentos retirou o restante de sua roupa ficando apenas de boxer e se aproximou devagar da cama onde Jared dormia e com calma se deitou sobre o peito do moreno com intenção apenas de aproveitar alguns segundos, pois sabia que assim que Jared percebesse sua presença seria jogado para fora do leito.

Jared estava deitado quando o jipe do loiro parou na frente do chalé, correu para a sala viu o loiro descer do carro de Matt, sorriu de felicidade ao perceber que Jensen dispensava o biólogo e correu de volta para o quarto fingindo dormir. Sentiu quando o loiro parou na porta e começou a tirar sua roupa, ficou em dúvida sobre o que fazer, pois o medo que sentiu quando a comunicação com o helicóptero foi cortada apenas se acalmara agora com a chegada de Jensen.

Mas se entregar novamente aos prazeres que o corpo sardento lhe proporcionava depois de ser enganado mais uma vez pelo empresário, estava meio difícil, porém não impossível, pois o desejava muito, por tanto apenas aguardou os acontecimentos.

Jensen soube que Jared não estava dormindo assim que se deitou, pois o coração do moreno acelerou, mas se surpreendeu: em vez de ser jogado para fora da cama, seu corpo foi abraçado e melhor aconchegado, sorriu e procurou a mão de Jared entrelaçando com a sua sobre o peito deste.

Jared esperava que Jensen fosse seduzi-lo ou acariciá-lo, mas pelos olhos semicerrados viu a maneira quase hesitante do loiro se deitar, se não o conhecesse bem diria que estava até com medo de ser rejeitado. Porém essa atitude desmoronou qualquer barreira que pudesse ter naquele momento, esqueceu por que estava ali e quem era aquele homem e tudo que este tinha aprontado. Com carinho o puxou de encontro ao corpo, sorriu ao senti-lo relaxar, ao mesmo tempo em que o prendia com as pernas e segurava a sua mão, um não se moveria dali sem acordar o outro, não falaram nada com medo estragar aquele momento de paz e aconchego, e assim adormeceram.

141414141414

Jensen acordou primeiro e ficou acariciando com a ponta dos dedos apenas a mão que passou o resto da madrugada segurando, Jared acordou com o carinho sutil, mas não falou nada.

- Pensei que tivesse ido embora. Matt me disse que tinha conseguido uma lancha até uma ilha onde tem transporte constante. – Falou Jensen assim que percebeu o moreno acordado.

- Eu fiquei com medo da tempestade. – Jared não podia dizer que ficou por que queria ter a certeza que o loiro estava bem.

- Seja qual for o motivo, estou feliz que tenha ficado. Desculpa mais uma vez pela mentira. – Jared sentiu pela primeira vez sinceridade nas palavras do loiro, e moreno começou a rezar pedindo que Jensen não o mandasse embora outra vez, pois queria ficar e aproveitar esses últimos dias com o empresário. Apenas ele sabia a aflição que sentiu quando o loiro sumiu durante a tempestade.

Jensen quase liberou o moreno para partir, mas não teve forças para abrir mão dele, algo mudou em seu íntimo ao ver Jared dormindo, ou fingindo dormir. Mas não sabia o que fazer ou identificar o que significava essa mudança, precisava de tempo para pensar.

Jared prendeu a respiração não queria mais ir embora, porém como ficar sem se perder de vez? Ia ter de se submeter todas as vontades do loiro. "Como se eu não tivesse feito isso desde que cheguei aqui." Pensou o moreno.

- Jared, eu gostaria de ter a sua companhia nessa viagem, eu prometo que não irei mais tentar nada com você. – Jensen olhava nos olhos do moreno, tentando passar sinceridade, e claro que acreditava ser difícil depois de tudo que ele aprontou. Respirou aliviado quando Jared concordou com apenas um balançar de cabeça e se levantou. – Mas não acho justo você ficar passeando de boxer na minha frente, não sou de ferro. – O moreno olhou para Jensen e viu seus olhos verdes escuros de desejos e entrou no banheiro, apesar de que sua vontade era se jogar nos braços do loiro e fazer com que este quebrasse qualquer promessa de não tocá-lo.

1414141414

- Vamos levantar âncora? – Perguntou Jensen na mesa do café, o clima entre eles estava leve. – Hoje é o dia do casamento de uma amiga, prometi que iria.

- Onde é?

- Em uma ilha há 4 horas daqui. É a mais distante, que tem uma base meteorológica da Reserva, é a menor, seus habitantes vivem praticamente da pesca e do que plantam. Tentamos interferir o mínimo possível na sua cultura. Claro que algumas coisas mudaram, como a bendita internet, mas mesmo assim as tradições continuam fortes, e foi uma salvação, pois o turismo sem controle queria invadir á área, mas com a base implantada ficou protegida por lei. – Explicou o loiro empolgado, coisa que acontecia quando ele falava do projeto de que era autor.

- Jensen, queria te pedir uma coisa. – Jared estava com um sorriso safado nos lábios.

141414141414

- Amor me ajuda aqui? – Pediu o moreno para Jensen. Jared trazia nas mãos uma caixa grande, e duas sacolas também enormes. Eram presentes para as crianças da ilha para onde estavam indo.

- Como sempre exagerado, disse que não precisava carregar tudo sozinho. – Falou o loiro lhe ajudando e roubando um beijo do moreno que sorriu, e entregou as sacolas para Jensen.

- Ontem a noite não houve reclamação de exagero por parte de ninguém. – Exclamou o moreno, baixinho, mas o suficiente para Matt ouvir.

Esse foi o pedido de Jared: Continuar a fingir que eram namorados por causa da armação de Matt, e a melhor vingança era mostrar que entre eles estava tudo bem.

- Vocês parecem estar... bem? – Perguntou o Matt para Jared.

- Estamos sim, ainda bem que eu não fui embora com raiva de bobagens. – Respondeu Jared que embarcou se despedindo de Mitch, que estava lá.

- Jensen, eu realmente não sei qual é a verdade entre vocês, mas te sinto diferente, porém...

- Como já falei você é um romântico Mitch. O que você teve com o Rick foi um prêmio da loteria. – Jensen falou interrompendo o amigo.

- Então cuidado para não perder o bilhete premiado. – Mitch olhou na direção de Jared, que lhe acenou um adeus.

Jensen embarcou e abraçou o moreno, se aproveitando do pedido de farsa do próprio Jared, que se aconchegou no abraço empurrando o corpo e fazendo o loiro escorar as costas em uma das paredes do iate e assim ficaram mesmo depois que a embarcação se encontrou distante do porto da reserva.

141414141441

Quando o Dona ancorou no pequeno porto da Ilha Luna - tinha esse nome por que seu formato lembrava uma lua crescente, isso era visível de um morro, o ponto mais alto da ilha - várias crianças correram e todas gritavam o nome de Jensen, seus olhos brilhavam quando o loiro praticamente pulou do iate no porto, e nesse momento Jared começou a conhecer um lado do Jensen que não conhecia.

Jensen ria, brincava e dava atenção a cada uma das crianças, suas feições estavam relaxadas podia dizer que o loiro estava totalmente desarmado ali, e mesmo quando chegaram alguns adultos sua postura se manteve.

- Jensen menino levado. – Disse uma mulher negra ao abraçar o loiro. – Quem é esse que te olha com cara de bobo?

- Missouri, estava com saudades. – Jensen sorria, o moreno nunca o achou tão lindo. – Esse é Jared, um... Amigo. – Pela primeira vez não foi apresentado como namorado, e o moreno não gostou disso.

- Amigo? – Perguntou a mulher desconfiada, mas sorrindo. – Por quê? Ainda não conseguiu conquistar o morenão? Está perdendo o jeito. – Jensen sorriu sem graça, sem saber o que dizer, realmente o loiro estava diferente.

- Jensen! – Uma menina loirinha de uns 12 anos apareceu correndo e se jogou nos braços do loiro. Ela era filha de um casal de pesquisadores, que vivia na ilha, mas era totalmente integrada a população local.

- Eve, essa alegria toda não é por minha causa, tenho certeza. – Jensen falou ainda envolto no abraço da garota.

- Claro que é. – Disse a menina fingindo indignação. – Quando foi que não te recebi com alegria? Não responde! – E caiu na gargalhada gostosa. – Quem é o gato? Para ele está aqui, é coisa séria.

- Jared, ele é um amigo. – O moreno apertou a mão da garota. - Deixa de ser intrometida.

A menina fez um bico e revirou os olhos. – Tudo bem, onde estar o meu presente?

- Teu aniversário é segunda-feira. – Jensen sorriu com a careta que a garota fez.

- Jensen, hoje é o casamento da Rose, tenho que fazer a cobertura e preciso do meu tablet. – Disse a garota, nos olhos um ar de cachorrinho abandonado.

- Acho que o argumento dela é valido para um adiantamento de presente. – Jared falou, os olhos da menina brilhavam em expectativa.

- Ok. – Jensen saiu em direção ao Iate e quando voltou trazia um pacote muito bem embrulhado com papel cor de rosa, a menina praticamente arrancou o embrulho das mãos do loiro.

- Eve! – Disse Missouri, na voz um tom recriminação.

- Obrigada. – A menina falou, mas sem parar de rasgar o pacote, soltando um grito de alegria quando viu a imagem do aparelho na caixa, e nesse momento ela abraçou e beijou o loiro. – Você é lindo! E você também. - Disse olhando para o Jared.

A ilha recebia alguns mantimentos que não eram produzidos no local, assim como remédios, mas o que Jensen trazia era para as crianças: Brinquedos, bombons, chocolate e sorvete. Por isso a festa, ele distribuía uma parte e a outras deixava sob os cuidados de Missouri, uma espécie de líder na ilha.

- Hoje o almoço é simples, pois estamos preparando as comidas do casamento. – Missouri ia à frente e Jensen juntamente com Jared ia carregando os pacotes, e as crianças também ajudando, era um bom estoque de guloseimas.

14 14 14

- Essa mesa é simples? – Jared estava surpreso com a quantidade de comida sobre a mesa.

- É farta, mas sem variedades. – Falou Jensen que conhecia melhor os costumes, na mesa continha arroz branco, salada crua, e peixe cozido, além de sucos variados, ao lado estava um homem assando os peixes. – No casamento, você verá o que a Missouri quis dizer com simplicidade.

Jensen almoçou e tentou se deitar em uma rede que estava armada sob dois coqueiros, mas as crianças não permitiram. O loiro teve de organizar um torneio de futebol, e Jared se meteu no meio e no final formaram dois times.

- Jensen, nós perdemos! – Gritou Eve. – E você está rindo! – O loiro realmente ria com a festa que Jared fazia com os garotos ao ganhar o jogo por três a dois. – Era para está gritando que foi roubo, é o que sempre faz quando perde.

- Mas eles jogaram de maneira limpa, mereceram ganhar. – Jensen respondeu e as crianças lhe olharam sério.

- Ele está apaixonado. – Eve revirou os olhos, ao falar isso e as crianças em coro começaram a gritarem alto e todas juntas. - Tá apaixonado! Tá apaixonado!

Jared parou sua comemoração ao ouvir aquela gritaria, e surpreendeu com um loiro vermelho que lhe encarava.

- Vamos mergulhar? – Jensen falou e saiu correndo pelo meio do mato, as crianças correram seguindo o loiro e Jared foi atrás.

A tarde passou rápida, eles não ficaram sozinhos nem um minuto, sempre rodeados de crianças.

- Jensen a cabana é a mesma e as suas mochila já estão lá. – Informou Missouri.

141414

Era uma cabana simples e com um pano estendido funcionando como cortina, onde Jensen se vestia, depois de tomar banho usando a água de uma cacimba ao lado da construção de madeira e palha.

- Jared, a tradição manda todos de branco. – Falou Jensen, estava vestido com uma bermuda e uma camisa de botão branca com mangas curtas, talvez pela cor, mas Jared achou o loiro com um ar inocente.

A cerimônia do casamento era simples todos de branco, menos a noiva que se vestia com um lindo sari colorido, as cores predominantes eram azul, amarelo, vermelho e verde.

O noivo e a noiva entravam juntos ambos com uma jarra nas mãos, no vasilhame continha águas coloridas, a da noiva era vermelha e do noivo azul, eles se encontravam no centro onde continha outra jarra maior e vazia, ali os noivos jogavam a água de cada um e a mistura formava uma nova cor, representava a união das duas famílias e o nascimento de uma nova família.

Depois da cerimônia Jared entendeu o simples do almoço, a mesa de comes e bebes para o casamento tinha todo tipo de comida, inclusive carne vermelha, que era presente apenas em ocasiões especiais, doces típicos e bebidas fabricadas na própria ilha.

- Acho que já está bom para você. – Jensen interrompeu Jared no quinto copo de uma bebida meio adocicada, porém o loiro sabia do efeito de sua doçura. – Essa bebida é conhecida como Era uma vez...

- Era uma vez? – Jared ria já mostrando que já estava meio alto.

- É era uma vez uma virgem, dinheiro, orgulho. Qualquer coisa que se tenha guardado se libera.

- Virgem já não sou mais, orgulho... – O moreno sorriu meio amargo, e largou a bebida.

- Acho que a festa acabou. – Jensen se despediu dos noivos, o seu presente para o casal foi um barco de pesca artesanal, excelente para quem está começando uma nova vida, havia sido entregue antes.

Eles forma caminhando calados, sem prestar atenção na lua que estava cheia, ambos perdidos em seus próprios pensamentos.

Quando chegaram à cabana existia apenas uma rede armada.

-Acho que eles não acreditaram que somos apenas amigos. – Jensen comentou mordendo os lábios.

- Jensen e suas promessas! – Jared entortou a boca. – Vamos dormir na mesma rede e com certeza faremos amor, desculpa, sexo. - O loiro percebeu que o moreno estava bem alto. – Bela armação!

Apesar das palavras Jared se deitou na rede e Jensen apenas ficou olhando, resolveu sentar junto à mesa, e quando percebeu que o moreno dormia saiu da cabana.

141414

Jared acordou no meio da madrugada e sentiu falta de Jensen, estava com um pouco de dor de cabeça, mas mesmo assim se levantou, bebeu água e saiu da cabana, avistou uma pessoa sentada na areia, próximo onde as ondas quebravam, a lua mostrou que se tratava de Jensen.

- Jensen, não tem problema de entrar e dormir. Tem uma esteira posso me deitar lá ou você. – Disse o moreno ao se aproximar.

- Não estou com sono, pensei a noite inteira, na verdade ando pensando muito em coisas que tinha eliminado da minha vida. Senta aqui do meu lado. Quero te contar uma história:

Quando fiz 16 anos contei para todos que era gay, meu pai e meu avô se revoltaram, mas minha mãe não deixou que eu apanhasse, e meu avô deixou de falar comigo. Aos 17 já estava na universidade e sempre vinha para casa nas férias e festas, e em uma dessas vindas conheci Jeffrey Dean Morgan, ele era um dos seguranças da família, eu me apaixonei pela primeira vez.

Moreno, bem mais velho do que eu, na minha visão: perfeito, principalmente quando em uma noite fui até o quarto dele e com carinho me recusou, dizendo que tinha gostava de mim, mas tinha medo da minha família descobrir alguma coisa e me proibir de vê-lo. Porém durante o dia me oferecia pequenos presentes, coisas bobas e baratas, mas que me encantavam, um bombom, um cd, ou um livro, etc.

Eu voltava para a universidade e fantasiava, me imaginava me entregando a ele, cuidando dele, como uma princesa sonhando como seu príncipe.

Em um feriado prolongado voltei e descobrir que ele não trabalhava mais para a nossa família, e o procurei para saber o motivo, devia ter procurado o meu pai, mas como fazer isso sem me entregar?

Jeffrey contou que meu pai tinha descoberto o nosso romance e por isso foi mandado embora. Mas a verdade era que ele completava o salário fazendo cobranças de jogo e de maneira bem violenta, e para não ter o seu nome envolvido meu pai o demitiu. Porém eu apenas sabia da versão do meu príncipe encantado e injustiçado.

Revoltado, resolvi que iria ficar com ele, faltava poucos meses para os meus 18 anos, na minha conta existia uma boa quantia em dinheiro, e comecei a economizar o máximo. A minha universidade estava totalmente paga, não precisaria me preocupar com isso.

Na minha festa de 18 anos fugi deixei um bilhete desaforado dizendo que ia ao encontro do amor da minha vida e que ninguém podia nos separar, e outras bobagens, coisa de adolescente idiota.

Corri até a sua casa e não me lembro de mais nada. – Jensen concluiu sua história, seus lábios tremiam.

- Como assim? Não se lembra de mais nada?

– São cinco dias que não me lembro da minha vida, tenho sonhos, ou melhor, pesadelos, como o daquele dia, às vezes são diferentes me vejo me entregando a ele, gemendo de prazer, ouvindo palavras doces, mas no final sempre estou chorando, na verdade essa amnésia seletiva como o médico chamou, acredito que foi uma benção. – Jensen mordia os lábios como se evitasse chorar com as lembranças.

- Por que você foi para o hospital? - Jared perguntou depois de algum tempo que Jensen permanecia calado. – Você pode não se lembrar do que realmente aconteceu, mas devem ter te contado.

- Contaram... Que... Fiquei... Não foi... Algo... – Jensen não conseguia falar, e Jared o abraçou, mas o loiro se afastou e ficou em pé, mas o moreno insistiu o abraçando. – Jared eu já chorei o que tinha de chorar. – A voz de Jensen saiu rouca e fria, fazendo o outro se afastar. – Desculpa. Eu não contei tudo isso para ter a tua pena, mas para entender no que eu me transformei, as sequelas físicas não existem mais, porém as da alma...

- E por que eu tenho que te entender? – Jared se afastou e guardou sua solidariedade para não ser mal interpretado.

- Jared, depois que acordei, me vi em um inferno de dor, vergonha, revolta, ódio. Prometi nunca mais me apaixonar, nunca mais confiar a minha vida há alguém, pois amar era isso: ser submisso, perder a sua vontade, deixar de ser você mesmo. – Jensen começou a caminhar pela praia. – Quis eliminar até as necessidades físicas, somente com 21 anos voltei a ir para cama com alguém, e com uma mulher, mas a minha natureza falou mais alto. – Jensen riu. – De qualquer maneira me mantive protegido até agora. – Jared nesse momento se assustou ao se ver prensado junto a uma rocha. – Você derrubou o muro que construir ao me redor e agora não sei o que fazer. – Nos olhos verdes de Jensen desespero, angustia e confusão. Mas Jared não teve tempo de dizer nada, pois seus lábios foram tomados em um beijo com os mesmos sentimentos que viu no olhar do loiro. – Me ajuda. – Sussurrou o loiro junto ao ouvido do moreno quando o beijo foi interrompido.

- Como? – Jared perguntou também baixinho.

- Não sei! – Jensen o libertou virando de costa fitando a imensidão do oceano, onde ao longe os primeiros raios de sol surgiam no horizonte colorindo o céu em vários tons.

- Você sabe o que quer pelo menos? – Jared se aproximou por trás do loiro, sem o tocar.

- Quero você, quero que essa viagem nunca termine, quero ficar para sempre nessa ilha ao teu lado, e quero fugir para bem longe de você. – Jensen virou de frente para o Jared. – Está vendo? Você me confunde! Faço de tudo para te ter e depois falo coisas para te afastar, tenho certeza que no final de tudo isso irei dizer coisas que vão fazer se afastar de mim, por que... – Nesse momento Jared segurou o rosto do Jensen com as duas mãos e interrompeu o seu discurso colando seus lábios nos dele, invadindo a boca pecaminosa sufocando qualquer coisa que pudesse quebrar aquele momento.

1414141414

N.A.: Obrigada pelos reviews, foram poucos dos meus fieis companheiros de leitura e perversão(KKKKKK) que sempre me incentivam muito.

Tempo recorde! Parabéns a minha Arcanja que corrigiu em tempo recorde! Não se acostumem, mas eu sei que com esse final... srsrsr Será que o loiro vai conseguir não falar besteira? Enquanto ele tiver de boca ocupada, acredito que sim...

Gente estou triste, pois serei abandonada pele minha beta! Campanha: Anja não me esqueça!