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- Você sabe o que quer pelo menos? – Jared se aproximou por trás do loiro, sem o tocar.

- Quero você, quero que essa viagem nunca termine, quero ficar para sempre nessa ilha ao teu lado, e quero fugir para bem longe de você. – Jensen virou de frente para Jared. – Está vendo? Você me confunde! Faço de tudo para te ter e depois falo coisas para te afastar, tenho certeza que no final de tudo isso irei dizer coisas que vão fazer você se afastar de mim, por que... – Nesse momento Jared segurou o rosto do Jensen com as duas mãos e interrompeu o seu discurso colando seus lábios nos dele, invadindo a boca pecaminosa, sufocando qualquer coisa que pudesse quebrar aquele momento.

- Nesse tempo que estou com você, descobri dois momentos em que não fala besteira. – Jensen olhou curioso para Jared, ainda regularizando a respiração.

- E quais são?

- Dormindo e beijando. – O loiro riu jogando a cabeça para trás, mostrando o pescoço para Jared que mergulhou a cabeça na curva tentadora. – Jensen, eu também estou muito confuso. – O moreno agora lhe encarava. – Há uma semana eu ia me casar com o Tom, achando que estava apaixonado, mas me entreguei para você, e realmente fui muito fácil, lutei muito pouco pela minha... Honra. – Jared não aguentou e caiu na gargalhada ao usar a palavra.

- Sabe o que me conquistou em você? Essas duas covinhas quando sorri. – Jensen passou as pontas do dedo no rosto do moreno que sorriu mais ainda. – Você não foi fácil, eu que sou irresistível. – O loiro deu o sorriso de lado bem safado.

- Sério Jensen! Eu estou muito feliz em saber que você não quer que a viagem nunca mais termine. Isso para mim significa que não sou apenas um objeto de prazer descartável. – Jared mordeu os lábios. – Mas...

- Vamos tentar? – Jensen interrompeu o moreno. – Se não der certo não deu, eu sei que você nunca vai me machucar de propósito, preciso ter essa chance.

- Eu quero te dar essa chance. – E novamente os lábios deles se encontraram; uma forma de selarem o acordo que surgia ali.

A língua de Jensen passeava na boca de Jared vasculhando cada canto, experimentando o sabor viciante do moreno, e isso ele fazia com toda calma, sem desespero, para não perder o ar e aproveitar o máximo daquele momento.

- Eu preciso falar com o Tom, tenho que dar um final em nossa situação. Apesar de tudo, sei que ele fez esse absurdo por achar que nunca ficaria com você e que no final seria perdoado. – Jared olhava meio sem jeito para o loiro. – Engraçado como a cabeça de um viciado funciona, sempre acha que não vai haver consequências graves.

- Jared... – Jensen respirou fundo. – Droga.

- O que foi? – Jared ficou preocupado com a expressão do loiro.

- Eu quero muito ficar com você, te ter como meu namorado, e para isso preciso te confessar mais uma mentira...

- Outra? –Jared parou de lhe abraçar.

- Acho que a mais grave, que posso te perder de vez. – Jensen segurou a mão do moreno. – Eu não pensei que você se tornaria tão importante na minha vida. Pensa nisso antes de tomar alguma decisão. – Jensen contou toda a verdade. Que ele que procurou o Tom, e não o contrário, sobre o três milhões e tudo mais. – Eu sei que fui um canalha, pois eu sabia que ele nunca ia dizer não, você teve razão quando o chamou de doente e que me aproveitei, mas...

- Já entendi, eu preciso apenas pensar, isso pode mudar muita coisa. – Jared virou de costas e começou a caminhar pela praia.

- Jared! – Jensen o chamou, mas o moreno apenas balançou as mãos em um gesto de 'depois conversamos'.

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- Jogada de mestre! – Jensen se assustou com a pequena Eve. – Contar uma verdade que ele ia descobrir. Não fica triste que vai dar certo.

- O que você está fazendo aqui? – O loiro perguntou depois de recuperar a voz com a pequena surpresa.

- Eu ia passando, e vi vocês dois conversando e não quis atrapalhar. – A garota no final sorriu, sem graça.

- Você ouviu a nossa conversa?

- Não sou surda! Mas guardo segredo. – A garota recuava diante do olhar de Jensen. – Desculpa.

- Vai para casa. – Jensen disse em um suspiro.

- Tudo bem. – Eve percebeu que era o momento de retirada. – Mas ele gosta de você, e a minha mãe sempre diz que quem ama, perdoa.

- Obrigado, espero que sua mãe esteja certa! – A menina foi embora, e antes de sumir nas sombras ficou observando o loiro que se sentou na areia, junto à margem, sem se importar com as ondas que lhe alcançavam levemente.

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Jensen voltou para o Iate ao amanhecer, descobriu que Jared já estava lá, tinha tomado café e ido dormir, e resolveu fazer o mesmo.

Acordou às 16h e foi se despedir da Missouri. – A única pessoa que dever ter controle sobre a sua vida, é você mesmo. – Essas foram as palavras da mulher ao se despedir acompanhadas de uma tapinha na cabeça.

Jared também saiu para dizer adeus, mas logo voltou para sua cabine, sem olhar para o loiro.

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- Droga Jensen. – Gritou Jared quando voltou do banheiro e encontrou o loiro sentado na janela de sua cabine. - Você realmente não sabe respeitar o tempo dos outros. – O moreno pareceu chateado.

- Eu até que tentei deixar você em paz, tomar suas decisões com calma. – Disse o loiro entrando de vez na cabine. – Mas sou muito impaciente. – Era verdade, mas já fazia quase dois dias que Jared estava sem sair dali, todas as suas refeições eram feitas dentro dela.

- E se essa tua impaciência fizer com que perca coisas que poderia ganhar caso esperasse? – Jensen revirou os olhos.

- Jared, aqui está um cartão que lhe dá direito a uma passagem de avião para onde quiser. – Jared sentiu seu coração falhar, pois estava com raiva do loiro, mas não queria ficar longe dele. Na verdade estava confuso, muito confuso... – Nessa madrugada estaremos aportando no Havaí, e não vou te impedir de partir. Porém eu quero muito que fique. – Jensen olhava pra o moreno de maneira séria, sem o cinismo comum em seu rosto, nos olhos uma expectativa ansiosa.

- Como posso confiar em você? – Jared olhava pra o loiro em expectativa deste falar algo que lhe desse essa confiança.

- Jared se você for honesto, também corro risco de confiar. Há pouco mais de 10 dias ia se casar com o Tom, e mesmo assim se entregou para mim, sem muita resistência... – Jensen mordeu os lábios ao ver o semblante de Jared se fechar, e percebeu que essa declaração não lhe ajudou. – Claro que entendo, como já falei: sou irresistível. – Tentou consertar, mas a emenda saiu pior.

- Você é irresistível? – Jared respirava rápido.

- Melhor eu ser irresistível do que você ser volúvel. – Jensen deu um passo para trás, quando Jared apertou as mãos em forma de punho. – Mas eu sei que não é o caso... Droga Jared, estamos dando voltas! – Jensen fechou os olhos, sabia que estava falando muita besteira, apesar de ter lógica. – O que eu quero que você perceba é que o que temos é especial, ambos abriram mão de algo importante, você a sua primeira vez e eu a decisão de nunca me envolver com ninguém.

- Se a nossa relação é tão especial para você, quero que se entregue para mim. – Jared não sabia no que sua ideia ia dar, nem foi planejada e quase recuou quando o loiro deu um passo para trás. – Você uma vez me disse que poderia pensar nisso, se por acaso tivéssemos algumas chance de ficarmos juntos. Então agora temos, e eu quero você. Eu me entreguei, acho que agora é a sua vez. Seria uma prova que realmente está falando sério.

- Mas... Jared. – Jensen não sabia o que dizer. – Eu não vou conseguir.

- Jensen, eu sei que você foi magoado, mas eu não sou nenhum canalha e nem volúvel. Eu quero você, eu te desejo, e se estamos juntos, tenho esse direito. Se você me quer como namorado não pode viver com restrições, principalmente por causa de outros. Sei que deve ter sido algo terrível, mas está na hora de vencer esses teus traumas. – Jared não tinha a noção da extensão dos traumas de Jensen.

- Se eu não consigo nem falar, como poderei vencer? – Jensen estava se sentindo agora acuado e estava detestando a sensação.

- Podemos tentar, se realmente você quer um relacionamento mais sério, e que não termine no final dessa viagem. – Jared se aproximava aos poucos de Jensen torcendo que o loiro não corresse. – Caso contrário... Obrigado pela passagem.

- Jared...

- Jensen você mentiu, me enganou, me seduziu, me ameaçou... Eu só quero ter acesso total a alguém que diz que quer ser meu namorado.

- Mas isso? Não pode ser outro momento? – Jensen sentia seu coração acelerar.

- E se essa conversa toda for mais um truque teu? – Nesse momento Jensen estava junto a parede e Jared o cercando, o empresário nem tinha se dado conta que tinha recuado tanto.

- Mas eu não preciso... – Jensen se calou, sabia o que tinha feito. Precisava decidir, mas logo os pensamentos que gritavam em sua mente foram se calando, ao sentir os lábios de Jared sobre os seus.

Jared forçou com a língua os lábios de Jensen para se entreabrirem, mas o loiro o abraçou e assumiu o comando do beijo, e começou a levar o moreno em direção a cama e no caminho iam retirando suas roupas, e com as calças jeans abertas Jensen se deitou por cima de Jared.

O moreno percebendo que estava perdendo o controle inverteu a posição. – Hoje sou eu que mando. – A lembrança da conversa voltou à mente de Jensen e seu corpo ficou tenso. – Calma é só relaxar, eu não vou te machucar.

Jared voltou a beijar os lábios de Jensen e foi descendo bem devagar pelo pescoço com mordidas leves e chupões que deixariam marcas, passeou de um mamilo para o outro, até o loiro começar a gemer baixinho, um pouco mais entregue. – Lembra-se de como a minha boca trabalha gostoso? – E com um sorrisinho desceu em direção ao membro que latejava dentro da boxer querendo atenção.

Jensen se perdeu nas sensações que os lábios do moreno o faziam sentir, ao sugar o seu pênis com tanta habilidade. Nem percebeu quando Jared retirou o resto de suas roupas, o deixando completamente nu.

Jared, entre as pernas do loiro, nunca imaginou que poderia ser tão fácil, pois Jensen estava completamente entregue. Pegou o lubrificante e tentou massagear para ter a passagem, mas o loiro ficou tenso, e o moreno começou a chupar com mais empenho e o loiro relaxou novamente, se entregando às sensações.

O moreno resolver mudar de tática, a nova era perigosa mais resolver arriscar: enfiar o dedo e tentar acertar a próstata e com esse tipo de prazer o fazer aceitar a penetração. Mas quando o empresário sentiu Jared enfiando o primeiro dedo dentro de si, algo explodiu em sua mente e tentou fugir, e Jared o segurou pela cintura invadindo um pouco mais.

Jensen estava imobilizado sendo penetrado por um dedo que parecia procurar por algo dentro dele, o desespero aumentou. Com sua força, usando os pés, empurrou o moreno, que caiu no chão e olhou assustado para o loiro, que sentia seu ânus arder um pouco, pois o dedo do moreno saiu de dentro de si com muita rapidez e por estar tenso a saída não foi delicada.

- Desculpa, não dá. – Jensen foi o primeiro a falar e ficou olhando para o moreno.

- Tudo bem, também não dá para manter um relacionamento dessa maneira. – Jared ficou encarando o loiro que ainda estava sentado, nu, na cama. – Você poderia ir embora da minha cabine, quero dormir, amanhã cedo tenho um avião para pegar. - Jensen se levantou e vestiu sua calça, sem encarar o moreno.

- Boa viagem! – Murmurou fechando a porta.

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Assim que a porta fechou, Jensen desmoronou, a penetração em seu corpo, apesar de ser apenas de um dedo, desencadeou momentos que gostaria de esquecer.

Com as lágrimas rolando por seu rosto, procurou a cabine de Beaver, e como um garoto se jogou nos braços daquele que considerava um pai.

- O que aconteceu? – Jim perguntou depois que o loiro se acalmou um pouco.

- O de sempre, ferrei com tudo. – Jim passou as mãos no rosto bonito do loiro que fechou os olhos e deixando novas lágrimas escorrerem.

- Apesar de te ver assim triste, estou feliz, pois as barreiras foram quebradas. De repente esse era o papel do Jared, te fazer ver que existe possibilidade de amar outra vez. – Jim o ninava enquanto falava. – Jensen você era um garoto tão doce, sonhador, apaixonado, corajoso, enfrentou um pai preconceituoso e um avô mafioso, mas depois do que aconteceu se tornou um covarde...

- Covarde? – Jensen perguntou surpreso. – Eu, o empresário mais jovem e bem sucedido de Vegas?

- Como empresário você é realmente o melhor, mas na área pessoal se afasta e afasta a todos que podem causar qualquer dano a essa barreira que construiu em sua volta.

- Eu sei, o mais engraçado o único que realmente representou algum risco, me tranquei com ele em um barco, e fiz tudo errado. Isso esta me matando, era tão bom não sentir...

- Oh meu garoto, você me mata falando assim. Lembro você, de braços abertos na proa do iate, imitando a cena do Titanic, 17 aninhos, e te achei tão sábio quando gritou: dessa vida, quero os amores e as dores.

- Mas as dores foram tantas, que sufocou a vontade de amar. – Jensen sorriu tristemente ao lembrar-se dessa cena.

- E por isso resolveu abrir mão do amor? Ficando apenas com a dor? – Jensen encarou o velho amigo; seus olhos ainda brilhavam pelas lágrimas recentes, Jim era o único que via esse lado frágil do loiro. – Dorme menino.

Jim ficou olhando Jensen se revirar de um lado para o outro, em um sono agitado e o loiro acordava assustado olhava para Beaver e dormia novamente. E assim foi a madrugada toda. O velho capitão do iate se lembrava de quando resgatou o jovem Jensen.

Flash back

Quando Jim Beaver entrou naquele prédio velho e abandonado nunca imaginou que veria a cena mais triste de toda sua vida.

Estava acompanhado do pai e do avô de Jensen, e seus capangas, tinham recebido um telefonema dizendo que o loiro corria risco de vida, pois Jeffrey Morgan e Fredric Lehne, inimigo número um da Família Ackles, o mantinham em cativeiro.

Quando invadiram o quarto em que Jensen estava preso, Lehne foi o primeiro a cair com um tiro de um dos capangas do Joseph Ackles, avô do loiro. Assim que a confusão de tiros se acalmou, a cena que cortou o coração dos presentes: Jensen completamente nu com os braços amarrados, um olhar vazio, e marcas visíveis de abuso sexual.

Jeffrey estava acuado, perto da cama onde o loiro se encontrava amarrado, fechou os olhos esperando a morte.

- Jim e Roger peguem o Jensen e levem para clínica do , e não quero isso exposto. – Disse o velho.

- Mas pai...

- Me obedece! – Cortou o velho de maneira dura.

Jim envolveu Jensen em um lençol e Roger o carregou sem nenhum problema. O garoto estava bem mais leve, mostrando que emagreceu, com certeza devia estar desidratado. O pai do loiro abraçava o filho e chorava copiosamente, tanto que Jim que terminou o percurso carregando Jensen.

Ele, Jim, não soube o que aconteceu com Jeffrey, apenas sabia que este tinha escapado com vida, pois reapareceu depois de sumir por um bom tempo da área.

Jensen ficou em uma espécie de coma por três dias, seu olhar era vago, fez vários exames de sangue para descobrir que drogas foram usadas nele.

A clínica particular do era bem equipada e financiada pelos mafiosos de Vegas, nem polícia e muito menos a imprensa soube do ocorrido.

O constatou que Jensen não foi abusado de forma violenta, mas de maneira constante e por uma única pessoa, todos acharam que foi o Jeffrey.

Pior quando descobriram a substância que corria na veia de Jensen, a droga do prazer.

- O que? O senhor está dizendo que esse moleque sentiu prazer com os absurdos que fizeram com ele? – Gritou Joseph, se o velho pudesse batia no neto que ainda se encontrava inconsciente.

- Joseph. – O médico era seu amigo. – Ele não tinha controle sobre o corpo dele. Não pode culpa-lo.

- Eu sei que ele não é homem, mas se submeter a outro homem e ter prazer nisso... Não posso admitir, é uma vergonha. – Parecia que o velho não ouvia o que o médico falava e saiu do quarto e não voltou para visitar o neto.

Fisicamente Jensen se recuperou, mas se trancou em seu quarto e não recebia ninguém, apenas as empregadas entravam em seu quarto, para limpar e levar alimentos que eram pouco tocados.

Sua mãe entrava no seu quarto a noite quando achava que ele dormia e permanecia horas acariciando seus cabelos e chorando baixinho, rezando para que o filho reagisse.

Um dia uma das empregadas entrou no quarto e encontrou Jensen com a janela aberta olhando para baixo, e correu para a sala, onde estava reunida a família toda, inclusive Jim e seu avô.

- O Jensen quer se matar. – Gritou a mulher desesperada. Joseph foi o primeiro a sair correndo, puxou o loiro de perto da janela, o jogando na parede.

- O que você pretendia fazer? – Gritava o velho. – Já não basta o desgosto de ser uma bicha, agora que ser um maldito de um covarde! – Jensen apenas lhe olhava assustado, tentando negar. – Olha garoto, um Ackles nunca desistiu! O meu pai atravessou toda essa Las Vegas com 10 balas cravadas no corpo para salvar sua família, e conseguiu.

- Mas...

- Cala boca! – Gritou o velho. – O teu pai? Com honestidade construiu esse império! – Joseph era da velha guarda, mas o filho nunca se envolveu com os atos do pai, até o dia em que foi resgatar Jensen.

- Eu não ia fazer isso. – Jensen falou mais alto.

-E o que estava fazendo olhando pela janela?

- Estava pensando que se eu caísse daqui tudo acabaria. – O barulho da tapa recebida pelo loiro ecoou em todo o quarto. Foi um gesto duro, mas desesperado. Apesar de ter ficado com raiva do neto, e nem querer vê-lo, Jensen era o seu preferido, o mais parecido com ele, o mais carinhoso e sempre o procurava para uma conversa. Sentia falta disso, desde o dia em que o loiro se confessou gay, e o mais velho se afastou.

- Prometa que vai lutar contra essa merda toda! Prometa! – O avô de Jensen o segurava pela camisa e o balançava para frente e para trás, e depois o abraçou fortemente o largando em seguida. – Lute! Talvez assim possa perdoá-lo. – E saiu, e nunca mais falou com o neto, mesmo em festas de família, quando o cumprimentava era de longe.

Durante três semanas Mack dormiu no quarto do irmão, e no final desse período Jensen saiu do quarto decidido a retomar a sua vida, mas o ar de adolescente tinha sumido do seu rosto. Surgiu um sorriso cínico, mas quem o conhecia percebia que era uma forma de se proteger do mundo.

Com o passar do tempo o personagem criado se transformou em sua personalidade e na barreira que levantou em volta do seu coração solidificada, até o momento em que conheceu Jared.

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Jared depois que o Jensen saiu do quarto se arrependeu da proposta, principalmente por que ele sabia da história do loiro. Mas ele estava com raiva, e depois o loiro correspondeu aos avanços, e movido pelo desejo deu no que deu.

Jensen desistindo e ele se sentindo culpado, por causa de sua falta de sensibilidade, principalmente por não ter desistido quando o loiro se retraiu na primeira tentativa.

Jared pensou em ir atrás do loiro, mas resolveu deixar para depois, quando ambos estivessem calmos. Apesar de tomar essa decisão o moreno quase não dormiu. Viu quando o Iate atracou em uma das marinas no Havaí.

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- Jensen. – Chamava Jared junto à porta da cabine. E loiro não respondia. – Precisamos conversar! – Depois de uns 15 minutos o moreno desistiu. – Tudo bem estou indo para Vegas, e você me deve uma conversa, te espero por lá. Achou melhor dessa maneira.

Jared voltou para sua cabine arrumou uma mochila com poucas roupas, apenas o suficiente para alguma eventualidade, pediu para Jack conseguir um taxi e foi para o aeroporto.

Comprou uma passagem para o próximo voo que estava atrasado.

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Jensen acordou sentindo como um caminhão tivesse passado por cima de sua alma. Durante a noite mal dormida tomou a decisão de tentar novamente, não podia deixar Jeffrey comandar a sua vida, pois ele percebeu que era isso que acontecia, ia se dar uma chance de ser feliz.

Olhou para o velho amigo que dormia em uma poltrona, lhe fez um carinho no rosto amado, agradecendo por tê-lo em sua vida e com a decisão forte em seu coração correu para a cabine do moreno, mas a encontrou vazia, colocou as mãos na cabeça, meio desesperado e sem saber o que fazer.

- Jensen. – O loiro olhou pra a porta e viu Jack o chamando. – O Jared foi para Vegas, antes de ir te chamou, mas você não respondeu, eu não sabia que estava na cabine do Beaver.

- Ele me procurou? – A esperança renasceu no coração do loiro, apesar do receio que talvez fosse para uma conversa final.

- Sim, e está te esperando em Vegas, para conversarem. Foi o que eu o ouvi dizer junto a sua porta. – Jensen correu para a cabine de comando e ligou para o aeroporto, descobriu que o voo atrasou, mas infelizmente já tinha partido. Com essa informação resolveu alugar um jato particular.

Era quase seis horas de viagem, e pelos cálculos chegariam com uma diferença de três horas.

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- Como você vai fazer Jensen Ackles te dar esse dinheiro? – Perguntava Morgan para Tom Welling que gemia devido a uns socos que recebeu em seu estômago.

- Ele está viajando com o meu namorado. – Tom não acreditava que Jensen lhe desse algum tostão, mas precisava ganhar tempo. Os capangas de Mark Pelegrino estavam ali para cobrar uma dívida de 500 mil dólares, que perdera além do que havia sobrado das jogadas no Fortune.

- Viajando com o seu namorado? Explica isso direito. – Pediu Morgan entre o irônico e o surpreso.

- Ele se interessou pelo Jared, e me deu três milhões de dólares por sua companhia e ia me dar mais dinheiro na volta. – Novas mentiras, mas ia pedir ajuda ao loiro, era o único que poderia ajudá-lo.

- Quando eles voltam?

- Nesse final de semana. – Morgan ponderou e mandou um dos seus capangas aplicar mais um soco em Tom.

- Isso é apenas para lembrar que estaremos aguardando. – E saíram os três do quarto, deixando Welling jogado no chão, com dores.

Quando Morgan passou pela recepção do hotel uma conversa lhe chamou atenção.

- Boa tarde, eu sou Jared Padalecki, tenho ou tinha uma reserva aqui, gostaria da chave, poderia verificar. – O moreno falava com a atendente e nem percebeu olhos curiosos sobre si.

- Sr. Padalecki, o Sr. Ackles ligou e informou que deveria ir para a cobertura e o aguardar lá, ele estará chegando daqui a três horas. – Informou a garota sorridente.

- Tom. – Morgan ligou para o moreno. – Parece que hoje é o nosso dia de sorte.

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Jensen chegou ao hotel e a recepcionista lhe entregou um papel onde havia numero telefônico e o nome do Jared, algo lhe apertou o coração.

- Alô? - Jensen ligou imediatamente.

- Quanto tempo Jensen! Estava com saudades. – A voz de Morgan lhe invadiu o cérebro, e sem suportar desligou o telefone, mas imediatamente chegou uma mensagem apenas com o nome do Jared.

Jensen se dirigiu a sua cobertura e não encontrou o moreno, foi para a sala de segurança e seu coração falhou uma batida e sua respiração ficou pesada, ao ver Jared sair do hotel acompanhado de Morgan, Tom e dois capangas.

- O que você quer? – Jensen ligou de volta.

- Conversar. – Morgan ria do outro lado. – Welling está devendo um dinheirinho para o Mark, e você sabe que ele tem a mania de vender o namorado, mas o namorado parece que não é mais dele, então temos de nos acertar.

- Quanto você quer? – Jensen não ficou em dúvida momento algum.

- 500 mil dólares e você. – Morgan foi frio e direto.

- A mim? – Jensen estava surpreso e bile veio até a garganta.

- Sim, ou os meus coleguinhas vão brincar com o seu brinquedinho. A minha dúvida será a maneira: sem prazer ou com o falso prazer que você conhece tão bem.

Jared ouvia a conversa entre Morgan e Jensen, estava apavorado, mas a mordaça não o deixava gritar, começou a gemer quando as mãos do gangster passearam pelo seu rosto. – Ele é lindo, tem um rosto tão inocente, não me admira ter pagado por ele, talvez o faça trabalhar e assim saldar a dívida do namorado, o que acha? – Morgan colocou o telefone próximo do moreno.

Ouviu os gemidos de Jared, desesperado, junto ao telefone. – Sabe que posso lhe fazer um homem rico e que se algo acontecer ao Jared você não vai ter vida para contar a história.

- Eu ficou olhando para a boca do seu garoto aqui, e fico imaginando que o sorriso dele deve ser tão doce, quanto a minha vingança. – O ódio que pela primeira vez Morgan demonstrou na voz, fez o coração de Jensen gelar.

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N.A: Depois de um longo e tenebroso inverno, estou voltando com novas atualizações, prometo que não demorarei tanto, mas estou em pleno ano escolar com carga horária maior(obrigada pelo governo) e por tanto menos tempo para escrever, afinal o meu dia continua com 24 horas, e tudo bem deixarei de chororô, nem sei se te alguém aqui ainda para ouvir as minhas lamentaçõ

Cantinho da Beta:

(mas eu sou um loiro safado e apaixonado!)

(ele fala como se fosse alguma coisa fácil...)

(pena que não é tão fácil assim, meu moreno lindo... Sou obrigada a defender o loiro dessa vez...)

(e mais metido a besta!)

(Gosto de ver que ama msm o loiro, e quase nunca faz ele sofrer! )

(gostei e odiei o velho Ackles. Mas vc ainda é má!)

(pelo menos consciente do erro)

(agora o Jay fica com raiva dele e acaba com tudo né?! Se Nair ele apanha de mim!)

(bem feito!)

(okok chega de brincadeira e bora salvar meu moreno!)