Capítulo 19 - FINAL

A temperatura da água estava fria, mas não congelante e o moreno mergulhou junto aos animais, rindo com as brincadeiras. De repente os golfinhos se afastaram e apenas um veio na direção dele, lhe "entregando" um saquinho de plástico preto.

Jared abriu a sacolinha, encontrando uma aliança. Fogos de artifícios começaram a estourar no céu e em um painel acima do tanque onde nadava, apareceram as seguintes palavras: Quer casar comigo?

O coração de Jared batia de maneira descompassada e lágrimas de emoção se misturavam as gotas de água em seu rosto. Quando um golfinho emitiu seu som característico o moreno saiu do seu transe emocional e procurou o namorado, que deveria estar sentado em uma das arquibancadas se protegendo para não ficar molhado, mas o encontrou ao seu lado, em pé junto ao tanque onde nadava.

Jensen estendeu a mão para o namorado o ajudando a sair da água.

– Ainda não. – O loiro falou colocando os dedos sobre os lábios de Jared. – Preciso dizer que te amo. – Jared sorriu diante da declaração, pois o loiro sempre lhe dizia isso, em muitas ocasiões do dia.

– Eu também te amo muito. E eu sei que me ama, mesmo quando não fala, pois sinto isso, desde o momento em que acordo em teus braços até a hora em que me aconchega em seu peito velando meu sono. Eu aceito me casar com você Jensen Ackles e aposto todas as minhas fichas no teu, no meu e no nosso amor.

- Pode apostar. – Jensen colocou a aliança na mão direita de Jared e recebeu a sua, no final ambos olharam para suas mãos e sorriram ao ver a joia, lembrando seu significado.

Seus olhos se encontraram e seus lábios foram se aproximando. Jensen entreabriu sua boca esperando a língua atrevida de Jared lhe invadir a concavidade macia e saborosa, em um beijo apaixonado, romântico e atrevido

Um mês depois...

Jared parou em frente ao corredor que dividia os convidados de seu casamento. Olhou para todos e sentiu seu coração acelerar. Ia se casar. Sentiu uma mão suada se entrelaçar a sua, e não precisou olhar para saber que o coração de seu noivo também estava acelerado.

A cerimônia ocorria na Ilha Luna, em uma tenda feita de madeira e palha. Apenas amigos próximos e familiares estavam presentes, apesar de Jensen gostar da opulência de Vegas, o seu casamento ele quis assim, simples e íntimo, e Jared estava muito feliz com essa escolha.

Era uma cena que Jared jamais imaginaria. Sentia-se sonhando. Todos os convidados estavam de roupas brancas ou em tons claros, e ele não pode deixar de comparar todos a rosas champagne, suaves e lindas.

Mas sua própria roupa contrastava com a de todos. Uma calça leve branca, e por cima uma bata comprida, colorida, chamativa, porém harmônica, combinando com seu humor naquele dia. Estava descalço e sentia as áreas macias sob seus pés. Seu futuro marido estava trajado da mesma forma, o que o fazia pensar que ele também deveria estar feliz.

A cada passo, cada centímetro mais perto do 'altar', o fazia ficar mais feliz, mais sem fôlego. Quase não acreditava que iria se casar com ele. Não era a toa que se sentia sonhando. Ele era um sonho. Esse sentimento que os envolvia era mágico.

Avistou sua família, e pode ver os olhos de sua mãe cheios de lágrimas contidas. E isso só tornava o momento ainda mais especial. Do outro lado pode ver a família de Jensen e também a felicidade deles.

Chegaram ao altar, que era constituído por uma mesa com uma toalha dourada e um jarro de vidro transparente, não existia celebrante, eram apenas duas famílias se unindo pelo amor de seus filhos. Antes que pudesse se virar para olhar nos olhos tão amados, reparou ainda, que o sol brilhava lindamente naquela manhã. Ouviu os sons do mar e sentiu a brisa. Era o dia perfeito. Mas mesmo que estivesse chovendo e frio ainda seria perfeito.

Os olhos verdes profundos, cheios de sentimento e emoção de seu quase marido, o deixou sem fôlego. Ele estava ainda mais lindo do que de costume, com os olhos delineados de preto e verde, uma bela maquiagem.

Sabia que seus olhos também tinham sido realçados, e que pelo olhar apaixonado que recebia também devia estar bonito. Mas, de repente, não conseguia ver, ouvir ou prestar atenção em nada mais que não fosse seu amado.

Seguiram todos os rituais, com os jarros de água, derramando-os juntos, simbolizando uma nova família.

Família... Com seu amor, o único homem que o havia feito perder a cabeça, por quem fizera coisas inimagináveis e que nem ele próprio imaginava poder oferecer.

- Jensen, eu estou aqui hoje, perante todos os nossos amigos, familiares, e pessoas que amamos, para te receber como meu esposo, e estar sempre ao seu lado. Não prometo somente te amar, na alegria e na tristeza, saúde e doença... É mais do que isso. Prometo que estarei do seu lado, mesmo quando não quiser que eu esteja, que serei seu porto seguro, seu apoio, sua confiança em voltar pra casa. Prometo que tentarei lidar com todos os nossos problemas e ainda te oferecer uma cama quente para que você possa se deitar e se renovar para mais um dia de batalhas.

Sentiu uma lágrima descer por seu rosto, e as mãos de Jensen nas suas, apertarem ainda mais. Respirou e continuou.

- Te protegerei de tudo e de todos, e seremos daqui até o fim dos tempos uma só alma, um só coração, e a cada vez que nos tornarmos uma só pessoa, estarei lhe reafirmando meu compromisso e minha palavra. Te amo mais do que a mim mesmo, meu marido.

Era então a vez de Jensen respirar fundo e dizer seus votos.

Não havia necessidade. Qualquer pessoa que o conhecesse saberia o quanto havia mudado por aquele homem que estava tomando por seu marido. Qualquer um poderia ver em seus olhos o amor que sentia. Mas a festa pedia que fosse colocado em palavras, então que fosse.

Olhou para as pessoas que estavam por ali. Sua família e a família de Jared. Todos trajados em cores claras e brancas, harmonizando com a areia da praia.

Viu seu avô, e olhando atentamente, percebeu as mãos entrelaçadas com Steven Baik, um sinal de carinho e afeto tão simples, tão pequeno... Que significava tanto. Assim como as mãos de Jared nas suas, suadas, tremendo, mas ainda sim firmes, para que ele não tivesse medo. Seu amor, seu homem estava ali por ele.

Com esse pensamento, respirou fundo para poder dizer:

- Sua voz, suas palavras... São tudo que eu poderia querer ouvir, Jay. Seu amor, sua paixão, seus olhos e seu sorriso me trouxeram de volta a certeza de que eu posso amar, me apaixonar e viver para te fazer feliz. Seu amor faz com que me sinta completo e completamente saciado, porém também querendo cada vez mais de você, disso tudo! Nada no mundo é mais importante que isso, Jay. Lembre-se sempre disso.

E de repente um sorriso diferente cruzou o rosto do loiro. Mais safado, mas nem por isso menos apaixonado.

- Você é o único que pode 'me ter'. Sempre.

Jared sorriu e apertou as mãos de Jensen ainda mais, dizendo ao loiro que entendia. E completou dizendo sem emitir nenhum som, apenas para Jensen "Você também".

Terminados os rituais e papéis do casamento civil assinados, veio um juiz de paz de Nova Iorque, para validar o casamento, e só então, os noivos saíram dali, para sua festa. Antes apenas trocariam de roupa por uma mais leve e fresca.

Sairam pelo mesmo corredor de pessoas por onde entraram, ao som de Sea of Love, de Israel Kamakawiwo'ole, na voz de Steve Carlson e Chris Kane e Jensen puxou seumarido para um beijo cinematográfico. Apesar de ser mais baixo, inclinou Jared para trás e tomou sua boca, de modo que todos os presentes festejaram com gritos e assobios.

- O único, meu marido... - Disseram em uníssono, um ao outro, quando terminaram o beijo, e finalmente saíram dali.

Jared não via hora de estar sozinho com o agora marido. Não apenas pela promessa do loiro de se entregar nessa noite pela primeira vez, mas pelo fato de terem tido poucos momentos a sós na última semana. Jensen trabalhava o dobro, pois iria se ausentar e tinha de deixar tudo organizado para evitar interrupções na lua de mel, apesar de Misha ter voltado da turnê com Chris e Matt ser muito competente, o loiro era perfeccionista em seu trabalho.

Não demorariam muito na festa, pois iriam para a reserva de onde partiria um jato particular rumo ao Brasil. Passariam a lua de mel em Fernando de Noronha, pois Jared iria realizar o desejo de nadar com os golfinhos na natureza.

- Hoje, Jensen, aos meus olhos você se tornou um homem milionário. – Foram as palavras de Mitch na despedida.

- Eu também me sinto assim. – Respondeu Jensen olhando apaixonado para o marido.

19191919

- Jensen, nós poderíamos adiar essa viagem para amanhã. – O loiro se arrepiava ao ouvir a voz do marido junto ao seu ouvido.

- Amanhã, a esta hora quero estar no Brasil. Está tudo programado meu amor. – Disse dando um beijinho no moreno, que sorriu compreendendo o loiro, sentindo que o mesmo estava nervoso e queria adiar a entrega o máximo que podia

- Vou ter que me controlar para não te agarrar no avião, e arrancar a tua roupa.

- Por que você vai ter que se controlar?

- Por que não quero te fazer meu de maneira rápida e sem conforto. Quero que a tua primeira vez seja perfeita. – Jared considerava Jensen intocado apesar de sua história.

- Mas será perfeita, pois será com você.

- Mesmo assim quero tirar a tua roupa bem devagar, te deitar em uma cama, beijar cada centímetro do teu corpo...

- Jared, desse jeito vai acontecer aqui mesmo nesse hidroavião, e com os pilotos de plateia. – O moreno riu e beijou o marido.

- Atenção senhores, vamos aterrissar, apertem os cintos.

No aeroporto da reserva estava o jato especialmente alugado para ocasião.

- Tem certeza que você vai esperar 15 horas de viagem? - Jensen sorriu de maneira enigmática. – Você sabe que não tem mais medo.

- Mas eu estou ficando, pois acabo de descobrir que casei com um tarado.

- Pensei que havia se casado comigo apenas por que sou tarado. – Jared sorriu e segurou o rosto de Jensen. – Você sabe que estou brincando, eu te quero muito, mas posso esperar 15 horas de viagem. – Jensen deu outro sorriso misterioso.

Jared se admirou com o interior do avião, as poltronas eram grandes, confortáveis e poucas, apenas oito, para o tamanho daquele avião.

- Seja bem vindo a bordo. – Cumprimentou a comissária de bordo. – Logo estaremos decolando. O champanhe está no gelo e a cabine principal está organizada da maneira que pediu. – A bela moça falou se dirigindo a Jensen.

- Obrigado. – Jensen se acomodou em uma das poltronas com Jared ao seu lado.

Assim que o avião decolou, o moreno soltou o sinto do seu marido e o puxou para o colo.

– Adorei esse avião, podemos namorar muito e fazermos parte do conselho do seu avô.

Jensen riu ao lembrar o que Joseph disse: "Transem muito e conversem nos os intervalos, pois logo esses intervalos ficarão maiores".

- Vem. – Jensen se levantou e puxou o marido em direção a uma porta e quando esta foi aberta, Jared se admirou com o luxo da decoração, toda em branco e com detalhes em dourado. A cama enorme junto a outra parede da cabine estava coberta por lençóis de seda e vários travesseiros, espaldar acolchoado, também branco. Pétalas de rosas vermelhas espalhadas por todo o local completavam a decoração juntamente com uma iluminação suave, porém que definia muito bem tudo ao redor. – Vai entrar ou quer esperar às quinze horas?

Jared percebeu que estava parado na porta da cabine e Jensen se encontrava no meio desta lhe encarando de maneira ansiosa e no olhar um pedido para ser amado.

O moreno não esperava por aquilo, pois pensava que Jensen tinha escolhido viajar logo após a cerimônia apenas para adiar a promessa de se entregar, principalmente pelo o que aconteceu antes do casamento.

Flash Back

- O Jensen quer falar com você. – Misha o chamou quando estava se arrumando para o casamento. – Urgente.

Jared encontrou o loiro apenas de roupão no meio da cabana em que ia se vestir para a cerimônia. Sentiu que ele estava inseguro e nos olhos, apreensão.

- O que aconteceu? – Jared se aproximou, mas o loiro fugiu relutante de seus braços.

- Eu te enganei. – Jensen foi direto.

- Enganou como? – Jared confiava no loiro e sem julgá-lo antes de qualquer coisa o puxou para seus braços novamente, e dessa vez Jensen ficou.

- Quando eu disse que só iria me entregar para você na noite de núpcias foi por medo de não conseguir e você desistir de casar comigo.

- Você acha que o meu amor é tão pouco assim? – Jared estava triste e o soltou.

- Não. – Dessa vez foi Jensen que o abraçou. – Mas eu sei que isso é importante para você.

- É importante, mas não é a única coisa. – Jared relaxou. – Se você não conseguir, temos o resto da vida para tentar, e se não for nessa vida será nas outras. Eu te amo e apenas isso importa para mim. E você não me enganou, agora eu sei quando mente, quando está com raiva, feliz, e até mesmo com medo. Nada relacionado a você é segredo para mim.

- Eu também te amo, e quero ser teu completamente.

- Você será. – Jared o abraçou e procurou os lábios do outro, invadindo com sua língua a boca pornográfica de Jensen, e com uma das mãos abriu o roupão que o loiro usava, e logo este estava nu.

Jensen se apoiou nos ombros do seu noivo quando este lhe mordia o pescoço e apertava suas nádegas com força fazendo o loiro gemer. Com delicadeza Jared tocou a entrada tão desejada e esperou que o loiro fugisse, mas sorriu deliciado contra a pele branca enfeitada de sardas do ombro do amado, quando Jensen aceitou com um leve gemido o toque ousado.

- Hmmm... – Os dois se assustaram com a interrupção. – Desculpem, porém como padrinho não posso deixar atrasar o casamento. – Misha sorriu de maneira cínica.

- Você está pronto para ser meu. – Jared sorriu e saiu indo para sua cabana e assim, terminar de se arrumar.

Flash Back Off

Por isso a surpresa, que apesar do medo, o loiro não queria perder tempo, bem típico de Jensen.

Jared fechou a porta da cabine e em dois passos se encontrava junto ao loiro, o abraçando com desejo, o beijando de maneira intensa e começando a lhe retirar as roupas, na verdade, praticamente rasgando a roupa de Jensen.

- Onde está a parte de retirar a roupa bem devagar? – Jensen perguntou quando teve sua boca livre do beijo devorador de Jared.

- Você parece que não está se incomodando de eu ter pulado essa parte. – Jared sorriu divertido, pois o marido também lhe arrancava a roupa.

- Realmente essa parte não tem problema, mas dos beijos eu não abro mão.

- Nem eu. – Jared foi o conduzindo, e agora totalmente nu em direção a cama.

Jared se deitou por cima de Jensen, usando toda extensão de seu corpo, o loiro gemeu dentro do beijo trocado, ambos já estavam duros e o moreno se perguntava se iria conseguir se controlar.

- Essa tua boca é demais. – Jensen dizia entre gemidos, e Jared o sugava, o beijava, mordia, marcava aquele que era seu de corpo, alma e papel passado.

- Você gosta da minha língua também? – Jared o lambeu da base do pescoço até a ponta da orelha.

- Ela é perfeita. – Jensen quase não conseguia falar, pois o moreno agora lhe lambia o mamilo, o sugando com força.

- Vou te mostrar um talento que ela tem que você desconhece. Vira de costas.

Jensen se remexia sob o corpo de Jared, sentindo o membro duro do moreno em suas costas, e isso lhe deixava ansioso, o moreno começou com um beijo em sua nuca e depois foi descendo pela coluna deixando um rastro de saliva com a ponta da língua.

O loiro gemeu alto quando Jared lhe abriu as nádegas e enfiou a língua em sua entrada íntima, praticando um beijo grego de maneira perfeita.

Jared penetrava Jensen com a língua que se empinava buscando por mais, e quando sentiu o loiro bem lubrificado o penetrou com um dedo iniciando assim a preparação para algo maior.

Jensen se sentia descontrolado, estava totalmente entregue pela primeira vez, sem medo do que poderia acontecer, pois mesmo confiando em Jared, tinha medo de suas reações em determinadas ocasiões.

Jared depois de achar o loiro bastante preparado retirou os três dedos que já se encontrava em Jensen, fazendo o loiro reclamar.

- O que foi? – Perguntou Jensen ofegante quando o moreno sentou junto a cabeceira da cama.

- Jensen, eu sou totalmente teu desde sempre, então estou aqui entregue. – Jared encarava o marido de maneira apaixonada. – Você pode escolher: Ou me toma, ou se entrega, a escolha é sua.

Jensen engatinhou em direção ao moreno, no olhar o brilho de um predador domado e de quatro. Com as pernas do moreno entre as suas, o loiro passou o rosto no pênis de Jared, fechando os olhos ao sentir toda a rigidez do membro.

Jared gemeu quando a ponta da língua de Jensen tocou a fenda que liberava pré-gozo, e com os lábios úmidos o loiro foi subindo pelo seu corpo até encontrar a boca entreaberta do moreno que buscava ar, pois as sensações que o invadiam o deixavam sem fôlego.

- Me prepara para recebê-lo. – Jensen sussurrou junto ao ouvido de Jared que quase chegou ao orgasmo.

Jared o abraçou, invadindo a boca pornográfica de Jensen com a língua atrevida, e foi escorregando as mãos pelas costas pintada de sarda, até a entrada que agora ele sabia ser rosinha e apertada.

O moreno sentiu que Jensen estava lubrificado ainda com sua saliva, mas era pouco e se esticando sem quebrar o contato pegou o lubrificante em cima da mesinha de cabeceira e melecou seus dedos, introduzindo no loiro, que gemeu.

- Jared... Eu preciso...

O moreno gritava de felicidade por dentro ao ouvir Jensen implorando por ele.

E com esse pedido o moreno conduziu Jensen para sentar sobre o seu membro que pulsava por se sentir dentro do loiro.

Lágrimas escorriam pelo rosto de Jensen, não pela dor, mas pelo momento. Ali não era um ato sexual para ele, e sim um ato de liberdade. Ele estava se sentindo novamente completo, o passado tinha sido vencido e as dores deixadas para trás.

Jared também chorou por ver aquele homem que se apresentou de maneira tão cínica e com tanta amargura dentro de si, agora entregue, feliz, apaixonado e o melhor, apaixonado por ele.

Quando Jared sentiu que o loiro já estava um pouco acostumado com a invasão, o ajudou a se mexer. No começo foi difícil, mas logo o Jensen cavalgava gemendo alto, dizendo coisas desconexas. O moreno lhe mordia os mamilos e o abria, penetrando assim de maneira mais profunda.

Jensen gritou quando Jared interrompeu o seu gozo prendendo entre os dedos a ponta do seu pênis, mas o moreno não o deixou colocar toda sua frustração para fora, pois envolvendo o corpo do loiro mostrou toda sua força trocando de posição, ficando por cima.

– Meu sonho era ter suas pernas envolvendo a minha cintura. – Disse quando Jensen o abraçou.

O loiro apenas gemia, a cada estocada que recebia de Jared. – Agora você pode gozar. – O moreno falou entre os dentes. – Vem comigo. – Jensen estremeceu e liberou todo o seu prazer, sentindo se esvair e ao mesmo tempo preenchido com o sêmen de Jared dentro de si.

Jared sentiu Jensen amolecendo, e percebeu que o loiro simplesmente apagou. Foi uma surpresa, pois o empresário sempre tinha fôlego e um fogo, que nunca acabava, geralmente quem apagava era o moreno, mas isso foi apenas o reflexo do mês que Ackles passou com pressão no trabalho, no social e na mente, e agora ele havia finalmente relaxado. Jared passou a mão em seu rosto apreciando a beleza loira.

O moreno se aconchegou junto ao peito melecado de Jensen, mas não se importou e adormeceu.

Jared logo acordou e levantou, estranhando o fato de Jensen nem mesmo ter se mexido, pois o moreno não podia respirar diferente que o loiro acordava. "Realmente você deve estar esgotado, vou te limpar e depois te acordar... Acredito que ficará mais esgotado ainda..."

Com uma toalha molhada limpou Jensen que apenas gemia diante dos toques amorosos de Jared. "Acho que fiz um pequeno estrago aqui." Pensou ao ver sangue entre as pernas de Jensen.

- Você é um tarado. – Jensen falou meio adormecido quando Jared passou uma pomada em seu ânus.

- É só uma pomadinha. – Jared respondeu bem sem vergonha.

- Pois sinto que você está se aproveitando. – Jensen agora estava de olhos abertos e um sorriso de lado cínico no rosto.

- Então você se aproveitava de mim quando passava pomadinha? – Jared intensificou o toque.

- Com certeza. – Gemeu Ackles, abrindo mais as pernas. – Então isso é vingança?

- Vingança? – Tentou sorrir inocentemente. – Está ruim?

- Não. – Jensen gemeu quando Jared intensificou o toque.

- Então não é vingança. – O moreno forçou um pouco o dedo e Jensen reclamou de dor. – Desculpa. – Pediu parando a massagem tão íntima.

- Obrigado por ter me perdoado e ter conseguido me amar, eu realmente era um filho da puta. – Jensen sorriu, mas falava sério.

- Foi tão fácil te amar, afinal você era um filho da puta muito gostoso. – Os dois riram.

- Sabe qual é a maior vantagem de agora poder se entregar sem medo? – Perguntou começando a se masturbar, se insinuando.

- Não. – O moreno respondeu em um sussurro, pois Jensen mordia o lóbulo de sua orelha.

- Podemos nos amar a noite inteira, uma vez eu e duas você. – Jensen descia a mão em direção ao membro completamente duro do moreno.

- E por que eu duas vezes? – Jared queria protestar, mas Jensen já se encontrava entre suas pernas e lambendo seu membro com a língua atrevida.

- Por que eu sou mais velho.

- Jensen isso não tem... – Jared foi calado em um beijo e logo esqueceu o que ele ia dizer. E os dois nem perceberam as trepidações do avião quando entrou em uma nuvem carregada.

191919

15 dias depois...

- Vocês não cansam? – Katie entrou no escritório, interrompendo o beijo que trocavam. – A lua de mel acabou. – Era o primeiro dia de trabalho depois da lua de mel.

- A nossa lua de mel será eterna. – Respondeu Jensen, saindo do colo de Jared e indo para sua cadeira. – E a senhorita, está atrasada.

- Perdão , isso não vai mais acontecer. – A garota estava cínica.

- ? Katie, ainda sou milionário? – Jensen se referia a viagem a Paris que a garota fez com a namorada por conta do loiro.

- Por que a pergunta? – A secretária ainda continuava rindo cinicamente, tentando ar de inocência.

- Você está muito educada, acho que meu coração não vai aguentar ao ver a fatura do meu cartão de crédito. – Jensen entrou na brincadeira.

- O que os olhos não veem o coração não sente. – Katie lembrou que quem tomava conta das faturas era ela própria. E riu quando Jensen revirou os olhos.

191919

- Jensen, Hospital Psiquiátrico São José, na linha um. – Katie avisou.

- Sr. Ackles, o Sr. Welling está de alta, mas antes de sair deseja lhe falar. – Jensen ficou um pouco apreensivo ao ouvir o diretor chefe.

- Ok. Em meia hora estarei aí. – Jensen foi atrás de Jared, o moreno estava passeando pelo cassino observando o movimento e conversando com alguns hóspedes. – Jared, o Tom está de alta, e quer falar comigo.

- O que será que ele quer? – Tom estava internado há quase 6 meses. Primeiro pelo que havia acontecido quando foi raptado por Morgan e depois para se tratar por causa do vício no jogo, e nunca quis receber visita do loiro e nem o ex-namorado.

- Não sei, mas tenho de ir lá. – Jensen beijou o marido e saiu, pegando o seu Bugatti Veyron Super Sport preto fosco com detalhes laranja e blindado.

191919

Jensen encontrou Tom sentado em um banco sob a sombra de uma árvore, uma das muitas que compunham uma espécie de bosque que fazia parte do hospital. Na verdade o moreno se encontrava internado na ala de repouso e recuperação, pois o seu problema não era algo que causasse perigo para ninguém.

- Você deve estar surpreso com o meu pedido. – Tom foi direto ao assunto assim que Jensen se sentou ao seu lado. – Mas faz parte do tratamento perdoar.

- Então você me perdoou? – Jensen se sentia culpado pelo acontecido ao moreno, pois de certa forma ele provocou todos os acontecimentos.

- Você se sente culpado? – Tom nesse momento o encarou.

- Me sinto, pois eu sabia que você concordaria com aquele absurdo, por mais que amasse Jared, o vício é uma das piores doenças que pode existir, fazemos o inimaginável para alimentá-lo. – Jensen não desviou os olhos.

- Se arrepende?

- Isso é algo muito complexo para responder. – Jensen se calou e ficou pensando um pouco antes de continuar. – O meu ato poderia ter tirado a tua vida, a minha e a de Jared e só pensar no risco que ele correu, me arrependo, mas não posso deixar de lado que isso me trouxe a pessoa que me salvou de uma existência vazia. Eu amo o Jared, ele é o meu vício, e realmente acho que faria tudo de novo se fosse o único meio de tê-lo ao meu lado. – Tom sorriu de maneira aberta e verdadeira.

- Há dez dias quando o psicólogo disse que para ter alta e sucesso no meu tratamento pedir e conceder o perdão era essencial... – Tom sorriu. - Perguntei por você. Ainda estava resentido, com raiva mesmo, e quando soube do seu casamento, e que naquele momento estava em lua de mel com o Jared, foi o início desse nosso encontro de hoje, pois minha vontade por muito tempo foi de te quebrar a cara.

- E não quer mais?

- Não, pois apesar de tudo não foi apenas por um capricho... Ele não foi usado para depois ser jogado fora. Estou feliz. – Tom sorriu mostrando que era verdade.

- Eu fico feliz por você também. E já sabe o que vai fazer?

- Você como sempre é cuidadoso em tudo que faz. O disse sobre o aluguel do meu apartamento, do dinheiro na minha conta, o suficiente para me manter até conseguir um emprego.

- E tem algo em vista? Você sempre foi muito bem recomendado.

- Verdade, mas quem vai querer um administrador que passou quase seis meses em um hospital psiquiátrico. – Pela primeira vez Tom demonstrou insegurança em seu futuro.

- Tom, quando vinha para cá recebi um telefonema do Mitch, lembra-se dele?

- Sim, um dos fundadores da reserva.

- Ele me disse que um dos administradores de captação de recursos está indo embora, a esposa quer voltar a civilização. – Jensen fez aspas com os dedos. – Eu não ia te fazer essa proposta, pois não sabia de que maneira estava pensando no momento, e gostaria que aceitasse essa oferta.

- Por pena?

- Você é muito competente e sabe disso, e acho que se encaixa no cargo perfeitamente. Conhece a Reserva, participou da reunião inicial, lembra?

- Lembro, foi o único final de semana em Vegas que não joguei. – Um sorriso de esperança surgiu no rosto moreno. - Quando começo?

- Pode ser imediatamente. – Jensen sorriu. – Um jato particular pode lhe levar ainda hoje para a Reserva. Mas sabe que termos de nos encontrar de vez em quando.

- Não tenho mais raiva de você. E preciso fazer compras. – Tom pensava rápido para se organizar, estava se sentindo vivo outra vez.

- Podemos fazer isso, é o tempo que o avião abastece e se organiza, ligarei para o Mitch, e ele o esperará. - Jensen se levantou e juntos foram conversando fazendo os planos imediatos. Parecendo que o passado nunca havia existido.

191919

- Jensen, eu preciso falar com o Jared. – Tom pediu quando saíam da última loja. O moreno comprou roupas básicas, pois na ilha o trabalho era mais informal, apenas usavam terno e gravata em reuniões com empresários e políticos fora da reserva. – Está com medo? – Tom ria com o olhar de apreensão do loiro. – De repente ele descobre que me ama. – Tom provocava Jensen, pois o moreno era o seu ponto fraco.

- Claro que não. - Jensen sorriu ofendido, mas realmente ele era ciumento, e o fato de Tom já ter sido namorado de Jared pesava, mesmo sabendo que o risco não existia.

191919

- Jared... – Tom foi interrompido pelo abraço de Jared, um abraço rápido por que o loiro lhe olhou com cara de poucos amigos. Estavam no aeroporto com o jatinho particular pronto para decolar.

- Esquece, Tom. Vida nova, não tenho por que guardar mágoa ou coisa parecida. Eu estou feliz, os caminhos foram errados, mas estou no lugar certo. – E puxou o Jensen para os seus braços.

Quando Tom desceu do avião na reserva, Mitch o esperava com um sorriso. Já conhecia o moreno, que na reunião inicial dera boas ideias e achou que era uma boa contratação para o local.

Matt também estava junto, e viu que realmente foi uma maravilhosa contratação para a reserva, mas os seus motivos estavam muito além da visão profissional.

"Acho que foi uma ótima ideia ter vindo para cá" Pensou Tom encarando o belo biólogo ao lado de Mitch.

191919

Jared passeava pelo salão Vip do cassino, em uma noite de segunda-feira e apesar do movimento nunca cair, era o dia mais calmo. Podiam ser recolher cedo e era o dia em que Misha e Matt ficariam acordados fazendo social.

Jensen estava conversando com o avô e o companheiro, ambos moravam no hotel agora. Steven não estava doente, era apenas uma gastrite mais séria, que logo foi curada.

- Vô, já vou dormir. – Jensen se despediu assim que o marido chegou.

- Se for dormir não é meu neto. – Respondeu Joseph de maneira risonha.

- Mas eu tenho que ir embora. – Jensen se defendeu estranhando a atitude do avô.

- Ir embora tudo bem, mas dormir... – E o velho caiu na gargalhada, ao ver o rosto rubro do neto. Jensen ainda se envergonhava quando o avô se referia a sexo.

- Não se preocupe, o que ele menos vai fazer é dormir. – Jared se despediu dos dois e saiu levando Jensen, mas seu caminho foi interrompido por uma amiga de longa datas do loiro, uma fofinha chamada Ana e sua filha Cristina

- Olá, Jensen. – Cumprimentou a mulher e o loiro foi todo sorriso, fazendo Jared ficar com ciúme, pois ele nessas ocasiões, se lembrava dos 10% hétero que Jensen dizia ter.

- Oi, Ana, cada dia mais linda. – Respondeu o loiro. – Quero ver você no Fortune nesse final de semana e Cristina também. - A garota ruiva riu, mas sem conseguir disfarçar o olhar para Jared.

- Estaremos lá com certeza. Agora me deixa perder uma pequena fortuna na roleta.

- Isso é para dar boa sorte. – E o loiro lhe beijou a mão.

- Jensen, esse teu 10% hétero sente falta de mulher? – Jared perguntou assim que entraram no elevador.

- Você está com ciúme. – O loiro riu. – Não acredito! - E continuou rindo.

- Eu sei que parece besteira, mas quando você encontra uma fofinha só falta se derreter todo. - O moreno fazia bico. E o loiro controlou seu riso.

- Eu tenho algo para te falar sobre esses 10%. – Jensen estava sério. – Ele está apaixonado... – Jensen tentava fazer mistério. – Ele está apaixonado por você.

- Hmmmm... Então esses 10% hoje ficarão de quatro para mim. – Jared abraçou o loiro e saíram do elevador que dava direto na suíte do casal.

- Mas Jared, ele é hétero, não devia ser o contrário? Para acostumar... – Jensen fazia charme, mas adorava se entregar para o moreno.

- Não, pois acredito que nesse caso temos que passar para o tratamento mais profundo, e além do mais, ontem a noite, os teus 90% gay acabaram comigo, até a pomadinha saiu da gaveta. – Jensen gemia, pois o moreno falava e mordia o seu pescoço. – Mas te prometo que amanhã de manhã quando acordar, nem vai lembrar que um dia esses 10% existiram, quer apostar?

Jensen não se deu ao trabalho de responder, pois fosse qual fosse o resultado ele seria vencedor sempre, pois no jogo do amor, quando o amor é verdadeiro, nunca há perdedores.

FIM

Nota da beta substituta: Awnnnnnnn, acredita que to com meus olhos cheios de lágrimas?

Essa fic foi maravilhosa e esse final foi lindo! Não acredito que já acabou... U_U

Ana, eu queria te agradecer por ter me dado a honra de fazer parte um pouquinho dessa fic, me permitindo betar alguns caps.

Vc e a anja estão realmente de parabéns por mais esse trabalho concluído...

Com certeza, seus leitores irão se emocionar com esse cap, assim como eu me emocionei, quer apostar? kkkkkkkkkkkkkk

Comentarei mais detalhadamente no Review.

Super beijo Ana, e obrigado novamente. 333

N.A.: Mais um trabalho concluído depois de um ano e meio exatamente, quero agradecer atodos que tiveram a paciência de chegar até aqui, mesmo com todas as demoras de atualização, até para quem a fic foi presente, não chegou até o final, por mudança de foco, afastamento do mundo das fanfic, acontece, é por isso que não devemos demorar muito, porém temos um mundo real que nos cobra muito mais.

Eu gostaria que a minha beta substituta aceitasse esse presente usado! Tá meio velhinho, mas é oferecido com muito carinho, pois eu sei que ela adora essa fic, sempre gostou e fez um trabalho maravilhoso ao betar os capitulo finais, correndo risco de vida, pois a minha Anja... srsrsrsr

Aceita essa fic, enquanto começo a escrever a sua, assim que volta da Com, que por sinal, iremos nos encontrar! Morram de inveja, vou abraçar muito essa mulher! O seu real presente está pronto há muito tempo com enredo completo e tudo, mas quero que fique com essa e aguarde como uma pequenina prova do meu carinho e admiração.

A minha Anja escreveu parte desse capítulo, será que vocês advinham qual? Obrigada amada, você sabe que te admiro e estou super orgulhosa pelos caminhos que está seguindo, mesmo que eles te roubem um pouco de mim, mas sei que sempre terei o meu espaço no seu coração(convencida modo on). Te amo muiiiito, é a minha filhota no mundo das fics, deixa de taradice! O moreno tem dono.

Irei responder os reviews quando voltar da viagem! Prometo! Isso se voltar normal, pois sinto que pirarei na maionese no Rio!

Cenas da próxima fic: Nas estradas da vida

- Na verdade Misha e eu reversamos, quando ele viaja eu fico e vice versa, não conseguiria viver sem pegar o possante. Eu dirijo a Rainha, uma Internacional Luxo, uma dama negra de 20 anos. – Jensen falou com orgulho, seus olhos brilhavam e eu entendia por quê. – Quando terminarmos, o levo para conhecê-la. – Agora me ajuda aqui, entra pelo outro lado.

Deitei no banco pelo lado do passageiro e fiquei segurando um localizador da empresa enquanto Jensen o parafusava.

- Está quente. – Comentou o loiro, demorei a perceber o que ele falou, pois estava concentrado e morrendo de inveja de uma língua atrevida que estava lambendo aqueles lábios, que na minha mente tinham uma única palavra para definir: pornográficos.

- Está mesmo, fecha a boleia e liga o ar. – Falei, acho que a minha voz saiu cheia de más intenções.

Aguardo vocês nesta boleia. Mil beijos!