Ato VI - Sussurros

Ah dear friend I remember the night
The moon and the dreams we shared
Your trembling paw in my hand
Dreaming of that northern land
Touching me with a kiss of a beast

'Eu sou um idiota...' Draco deitou-se no estofado. Encarou o teto do expresso de Hogwarts enquanto estava deitado no estofado duplo de couro. A locomotiva o levava enquanto se chamava de ridículo várias vezes em sua mente. Ele fora ridículo, sabia disso. Por que fora tentar fazer algo tão ridículo quanto aquilo?

Havia seguido o conselho de Astoria e foi atrás de Granger com o intuito de mostrar a ela o que ele estava sentindo. No entanto, tudo saíra errado. Além dos xingamentos de Weasel, Potter e Weaslette, levou socos e feitiços. E ele nem havia se importado muito com aquilo, mas ele também recebera um 'Vá Embora' da garota a qual estava sentindo aquela coisa estranha, maciça e latente. Ela lhe negara. E só então ele percebera o quão ridículo tinha sido. Alguém como ele estava completamente fadado a viver naquele estado de solidão e ridiculosidade suprema.

Astoria ao seu lado deu um sorriso um pouco divertido. 'Eu achei que você foi ótimo.'

'Você nem estava lá.' Ele entortou a boca machucada sem nem ao menos olhá-la.

'Só em ouvir aqueles gritos do Weasel me fez ter certeza que você foi ótimo.' Draco riu torto junto da garota e a olhou nos olhos.

'Obrigado pelo conselho, mas acabou não dando muito certo.'

'Na verdade, você não seguiu o conselho.' Astoria levantou-se. 'Mas posso fazer isso por você.' Ela disse piscando o olhos direito. Draco levantou as sobrancelhas curioso.

'O que vai fazer?'

'Ajudar você.'

'Não!' Ele falou alto levantando-se do estofado de uma vez. ' Não faça isso. Astoria. Acabou. Não tem como mudar isso. Foda-se.' Ele sentiu o mundo abrir sob os pés quando viu Astoria sair da cabine. Ele engoliu em seco, ainda sentindo gosto de ferrugem, e correu para tentar impedi-la de fazer aquilo ficar ainda mais ridículo que já era.

'Pára!' Ele mandou puxando o braço direito dela. 'Pára com isso. Não precisa. Deixa isso para lá... Não se atreva a fazer isso.' Ele não se sentia bem. Sentia-se cansado, esticado, que nem manteiga passada no pão. Sabia que havia perdido sua chance. Não adiantaria o que Astoria poderia fazer, Granger não iria largar Weasel e ficar com ele. Ele já estava conformado com aquilo. Só queria que Astoria também se conformasse.

'Você que devia parar com isso, Malfoy. Aliás vocês dois. Sinceramente, não sei qual de vocês é o pior.'

'Do que está falando?' Ele perguntou não entendo.

Astoria olhou em volta do corredor em que estavam e percebeu que havia estudantes os observando, como se tivessem esperando para ver algo interessante. Ela aproximou a boca do ouvido direito do loiro. 'No dia do baile...' Ela começou sussurrando. 'Você a beijou, não foi?'

Draco sentiu um calafrio na espinha. A memória do beijo daquela noite retornou e ele ficara mudo. Aquele beijo tinha sido tão estranho, intenso e voluntário que ele nunca havia sentido o que ficou sentindo após o beijo. Chegara a ficar excitado. Isso deu a Astoria a resposta afirmativa. 'Você a beijou agora há pouco, não foi?' Astoria sorria como se estivesse lá em todas as ocasiões.

'Agora me responda, Draco... Ela lhe beijou de volta?'

Draco engoliu um pouco de saliva. Seus olhos, pêlos, órgãos, ossos e tecidos lembravam-se daquele beijo. Ela de fato havia o beijado de volta. Ele lembrou-se dos movimentos das línguas dos dois. Ali, no corredor do Expresso de Hogwarts, ao dar-se conta daquilo, ficou excitado mais uma vez.

Astoria deu um sorriso maroto. 'Você a beijou. Isso é um fato. Fatos são sonoros e sentidos. Mas entre os fatos há um sussurro, Malfoy. O sussurro é o que me interessa.' Ela respondeu agora mudando o sorriso para um malicioso. 'Se Granger não quisesse, acredite, você não teria chegado nem perto dela.'

Ele percebeu Astoria dar as costas e ir para longe dele. Draco tinha o coração completamente descompassado. 'Onde vai?' Ele perguntou seguindo ela em passos rápidos.

'Mostrar algo que Granger nem parece saber.' Respondeu ainda de costas. 'Aprenda como se faz, Draco.' Malfoy passou a segui-la, completamente insólito e desesperado.

'Eu não sei! Ele é louco, você mesmo viu!' Exclamou Hermione defendendo-se da acusação de Ron que ainda estava irritado com o acontecido.

'Malfoy não iria vir aqui fazer um negocio desse do nada, Hermione!' Ele jogou não só com as orelhas, mas o rosto completamente vermelhos.

'Ron, escute o que está dizendo! Hermione jamais faria isso com Malfoy!' Tentou Harry.

'Exatamente! Como poderia imaginar que eu faria isso com ele?' Ela perguntou irritada com o dedo indicador apontado supostamente para a cabine de Malfoy. 'Logo com ele? Depois de todos esses anos, Ron?'

Ron respirou forte e se sentou no estofado da cabine. Ginny e Harry se entreolharam. Hermione sentou-se ao lado do namorado e colocou a mão esquerda ao redor da cintura do ruivo. 'Não tem porque eu fazer isso com ele. Fazer isso com você. Sabe disso. Está inventando coisas.' Ron trancou os dentes. A perna direita cavalgava sobre o chão de forma incessante. Hermione apoiou a cabeça no ombro do namorado e ele pareceu se acalmar. Ele confirmou com a cabeça, ignorando aparentemente o que aconteceu.

Três batidas foram ouvidas na porta e Ron cerrou os punhos. 'Eu juro que vou matá-lo!' Comentou furioso. A porta foi aberta sozinha e todos ali franziram a testa ao ver Astoria Greengrass. 'O que está fazendo aqui?' Ele perguntou irritado por ela estar ali.

'Yo, Granger, posso falar com você por um minuto?' Ela chamou ignorando Ron. 'É importante.'

'Ela não tem nada para falar com você.' Despachou o ruivo mais uma vez.

'Suponho que está achando que eu farei o que Malfoy fez, Weasel, mas eu não fodo perdedores.' Astoria rebateu sem pressa. 'Não quero causar confusão por aqui. Eu só preciso falar com Granger por um minuto.'

'Vá logo embora, Greengrass!' Mandou Ginny se levantando do banco. 'Hermione está tendo um momento difícil. Ela não quer falar com você.'

Os olhos verdes da sonserina continuaram sobre Hermione – que encarava os sapatos de forma interessante. 'Não pode fingir pra mim, Granger.'

'Vá embora!' Mandou Hermione de forma autoritária, interrompendo-a. 'Eu não quero falar com ele, com você, nem ninguém. Suma da minha frente, Greengrass, e faça Malfoy fazer o mesmo!' Completou nervosa levantando-se do banco.

'Granger, escute...'

'Estão fazendo da minha vida um inferno. ESQUEÇAM LOGO O QUE ACONTECEU!" Ela gritou desesperada não conseguindo segurar o choro. Greengrass piscou os olhos.

'Dê uma chance a ele.' Ela disse aumentando o tom de voz. Ron levantou o rosto e franziu a testa irritado. 'Ele só quer conversar -' Greengrass não completou pois Ron a empurrou com força para fora da cabine. Antes dele bater a porta porém, Malfoy apareceu pelo lado e a segurou com a mão esquerda com força.

O rosto de Ron ficou completamente escarlate de raiva. Malfoy ao contrário tinha um rosto completamente sério. 'Saia da minha frente, Weasley, que eu preciso falar com Granger.'

'SEU FILHO DA MÃE!' Xingou Ron socando forte e repentinamente o rosto do loiro. Draco se segurou na porta da cabine para não cair novamente. Ele chegou a sentir mais dores na região do maxilar, mas se deixou apenas trancar os dentes. Harry e Ginny seguraram Ron com força pelos ombros.

'Saia daqui, Malfoy!' Mandou Harry com a voz séria. 'Se não sair, ajudarei Ron a quebrar a sua cara!'

'ME LARGUEM!' Ele esperneou, tentando soltar-se das mãos dos dois. 'Eu não tenho medo de você, Malfoy! Eu vou matar você se encostar um dedo em Hermione!'

'Curioso, eu encostei a língua e você nem chegou perto de me matar.' Ron finalmente soltou-se de Ginny e Harry – ou eles o soltaram-, e socou Malfoy com tanta força que foi inevitável o loiro bater as costas na porta da cabine e cair no chão desequilibrado. Um filete de sangue quente desceu pelo canto esquerdo da boca.

'SUMA DAQUI, FILHO DA PUTA! ESTOU FALANDO SÉRIO!' Os gritos de Ron foram tão altos o suficiente para chamar a atenção de vários alunos nos outros vagões, e muitos deles haviam ido ao local da confusão para saber o que estava acontecendo. 'NÃO OUSE CHEGAR PERTO DE MIM E HERMIONE!'

Draco levantou-se do chão da locomotiva, limpando o sangue com a manga da camisa oxford preta. Ainda sentia o gosto de ferrugem na boca. Ele não deu muita atenção ao ruivo, virou o rosto pálido para Hermione. 'Precisamos conversar, Granger.'

'Ela não quer falar com voc-' Malfoy socou Ron Weasley tão forte que os nós das mãos pálidas do loiro ficaram avermelhados de sangue. Ron estava no chão, apoiando a mandíbula sobre a mão esquerda, gemendo de dor, pareceu ter perdido um ou dois dentes e sangue quente escorria da boca. Harry e Ginny tinham as varinhas apontadas para Malfoy. Hermione tinha o rosto em choque.

'Precisamos conversar e você sabe disso.'

Hermione engoliu saliva e abaixou os olhos. Harry e Ginny estavam prontos para lançarem outros feitiços em Malfoy, mas não lançaram e Hermione se perguntou o porquê. Ela não queria falar com ele. Ela não queria passar nenhum minuto perto daquele garoto. Quantas vezes ele iria lhe perseguir? Ela olhou para o namorado, que se levantava do chão tonto e calado. Ron iria brigar com Malfoy novamente, que dali também não iria embora.

Hermione respirou fundo mais uma vez fechando os olhos. Então engoliu mais saliva e sem dizer uma palavra, aproximou-se de Malfoy. Draco abriu um pouco mais os olhos – que retornaram e serem azuis- e ele a segurou pela mão, sujando-a com seu sangue, e a puxou levando-a para a cabine em que antes estivera com Astoria. Hermione se deixou levar pelo garoto, ignorando as falas de Ron, Harry e Ginny.

Astoria ficou a observá-los de braços cruzados. 'Sabem o que dizem, não é? É necessário certo grau de cegueira para enxergar determinadas coisas.' Ela disse para os garotos ali, que fecharam a cara imediatamente. Astoria franziu a testa um pouco irritada. 'Bando de imbecis.' Completou xingando-os, saindo de perto deles.

Draco e Hermione andavam calados, o outro sendo levado pelo um. Ela arrependia-se largamente de ter aceitado conversar com aquele garoto. Então ela fechou o punho direito com força e o puxou, desvincilhando da mão do sonserino. Draco virou o rosto para ela surpreso e inseguro.

'Deixe-me em paz, Malfoy.' Ela pediu com a voz trêmula.

'Mas...'

'Pra que fazer isso?' Ela indagou abrindo os olhos castanhos. 'Por que está fazendo isso comigo? Comigo e com Ron? Estamos saindo de Hogwarts. Vamos ter a nossa vida. Pra que estragar isso?'

'Granger...'

'Você não pode estragar isso!' Ela rebateu com a garganta falha. 'Ron foi o garoto que sempre quis! Eu gosto dele!'

"Entre os fatos há um sussurro, Malfoy. É o sussurro que me interessa." 'Então por que me beijou?' Ele perguntou franzindo a testa.

'Do que está falando? Você enlouqueceu? Você que me beijou!' Ela rebateu irritada.

'E você me beijou de volta.' Ele completou.

'Não. Não beijei!'

Fora inevitável o que acontecera então. Hermione arregalou os olhos castanhos quando Draco a beijou repentinamente. A mão esquerda do Sonserino estava sobre a cintura de Hermione enquanto a mão direita segurava o rosto da garota, com os dedos finos acariciando a parte de trás da orelha. Hermione sentiu sangue do garoto sobre os lábios. Sangue. Sangue-Puro. Ela engoliu o sangue, como um misto de curiosidade para saber se o Sangue-Puro dele tinha um gosto diferente do dela. Então ele diminuiu o ritmo e ela pode perceber que ele também engolia um pouco do próprio sangue enquanto ainda conseguia beijá-la.

Não tinha como. Não tinha como ela afastá-lo. Estava sem força, sem vontade, estava sem vaidade. Malfoy conseguia por algum motivo desconhecido fazer aquilo com ela. Ela se encontrou de fato beijando ele de volta. Os corpos, pêlos, órgãos, ossos, tecidos e línguas combinados em um só. Estava perdendo a consciência. Estava perdendo o chão. Estava perdendo os paradigmas inventados por ela mesma. Estava encontrando a serenidade naquela alucinação.

A qualidade desses acontecimentos era tal, que não se podia relembrá-los falando. Ou mesmo pensando com palavras. Só parando um instante e sentindo tudo de novo. Hermione sentia tudo de novo. Os beijos de Malfoy vinham com um tipo de epifania a atingiam voluptuosamente. Os conhecimentos mais verdadeiros de Hermione atravessaram a sua própria pele, vieram quase traiçoeiramente...Apagando tudo o que ela já aprendera até ali e o que ela nunca poderia ensinar.

Sua cabeça girava, seu corpo inteiro ardia. Um mal-estar alucinatório nascia. Um mal-estar satisfeito. Nascia da consciência de que tudo estava acontecendo delicadamente como deveria acontecer.

Draco a beijava com a exata precisão de que sabia o que estava fazendo. E pior, sentindo. Hermione capturou os lábios de Malfoy, e impôs a própria língua sobre a dele. Não só a língua como também o corpo.

Draco sentiu suas costas baterem na porta de uma cabine. Beijando Hermione, procurou a maçaneta com a mão direita e a encontrou, logo abrindo-a, virando junto ao corpo da garota, e fechando a porta com o pé esquerdo. Mordiscou o lábio inferior de Hermione e ela gemeu baixinho.

Draco mergulhou a língua novamente dentro da boca dela. Ele estava beijando-a tão forte que havia um nó intenso em algum lugar profundo de suas tripas e seu órgão genital. O gosto doce sem nome – que era o gosto de Hermione – estava na sua garganta de novo. E de novo. E de novo. O gosto cintilava, latejava em desespero e necessidade.

Do que necessitava? Dela.

Necessitava uma transa com ela.

Ele iria pegá-la, tirar-lhe a roupa, transar com ela ali mesmo, naquela cabine minúscula, passariam horas fazendo aquilo até os dois caírem no chão de cansaço.

As mãos de Hermione se desenhou rapidamente pelo corpo de Malfoy como se já soubesse de todos aqueles caminhos. Peito, costas, braços, cabelos, cintura...e então suas mãos trêmulas encontraram o caminho por dentro da camisa oxford preta do garoto e os dedos de Hermione sentiram a pele, o suor, a tensão e a temperatura do abdômen e seus lados, deixando um rastro morno de seus próprios dedos enquanto passava-os pela pele úmida.

Draco, com um movimento rápido, se colocou por cima das pernas de Granger quando ele a sentou sobre o banco de couro do expresso. A brisa fria os atingiu pelo movimento dos dois, e Malfoy teve outro calafrio, afastando a boca da de Hermione.

Os dois engoliram em seco e se olharam. Os olhos negros em cor de luxúria. Ficaram segundos imóveis, apenas olhando-se nos olhos. O Tempo se esticou entre os dois, calados, ali numa cabine de trem ridícula. Dois inimigos que se olhavam. Dois inimigos que se esperavam. Espetavam o ataque de um contra o outro.

Hermione levantou a mão direita e a encostou sobre o peito do Malfoy por cima da camisa. Seus olhos sem qualquer foco e visão. Os dois respiravam forte, sem qualquer ritmo combinado. Ambos estavam com os lábios amassados. Ambos estavam com o gosto de sangue-puro em suas gargantas. Ambos estavam excitados.

Ela fechou os dedos, sentindo o tecido oxford entre eles, começando a sentir falta do gosto do sangue dele. Começando a sentir falta do beijo dele. Passando a sentir falta dele.

A mão subiu para a nuca do loiro e ela o puxou, selando os lábios dela nos dele. Ela não podia fingir. Não conseguia fingir. Não mais.

Draco tinha o corpo completamente tenso. A camisa de tecido já molhada de seu próprio suor, principalmente nas costas. A febre instalou-se por todo o corpo e os olhos passaram a arder. Seu órgão genital latejava dentro da cueca e ele sentiu os músculos do próprio quadril se reviraram para que ele fizesse aquele velho conhecido movimento de in-out-in-out.

Com as duas mãos, ele começara a desabotoar a camisa, deixando uma nova sessão de pele a cada botão aberto. Realização começou a induzir Hermione e seus olhos aumentaram de tamanho. Quando ele terminou de desabotoar a gola da camisa, deixando-a cair no chão, Hermione sentiu o coração fornicar no peito furiosamente.

Draco capturou o cangote de Hermione e ela fechou os olhos castanhos, sentindo os lábios ficarem secos e o corpo se arrepiar totalmente. Ela estava ciente do molhado que a língua do garoto causava no seu pescoço – e em seu corpo em geral-. Hermione sentiu as paredes do corpo se quebrarem e ela gemeu quando o molhado maciço viajou para sua genitália.

Ela sentiu o cheiro do corpo de Malfoy entrar pelas narinas. Os lábios da menina encostaram-se no ombro esquerdo de Malfoy e os movimentos da boca, da língua e dos dentes saíram de forma natural. Ela chegou a morder levemente o ombro do garoto. Ela usou ambas as mãos para tirar o cinto de couro.

Já os dedos dele foram os responsáveis por tirar o suéter e a blusa de Hermione de uma só vez. Eles voltaram a se encararem. Mas aquela não durou muito. Os olhos negros de Malfoy caíram um nível e ele sentiu o membro rígido fortalecer-se de mais sangue do que o usual. Seus olhos encaravam os seios de Hermione cobertos com o sutien preto.

Malfoy fechou os olhos, mordendo os dentes, com o lapso de prazer que passou pelo seu corpo. Ele a segurou pela cintura e a trocou de posição, deixando Hermione por cima, sentada sobre si e o próprio órgão – que se debatia dentro do tecido da cueca-. As coxas de Hermione tremiam e os dedos dos pés costumavam dobrarem-se.

Hermione o beijou novamente, na tentativa de molhar a garganta. As mãos percorrendo as costas, bagunçando os cabelos e acariciando a parte de trás da orelha do loiro. Ela sentiu o quadril do garoto se erguer e descer minimamente. Não só o dele. O dela também. Não tinha pra onde fugir. Ela também queria. Aquele sussurro fora quase gritante para ela.

Os botões da calça escura de Malfoy foram desabotoados por Hermione e o estômago do garoto urgiu com aquilo. Ele beijou Hermione no vale dos seios e ele percebeu a garota puxando-o de leve, deitando-se sobre o estofado com ele por cima. Hermione tinha os lábios inchados, as bochechas coradas e o peito em arritmia. Os polegares se infiltraram nas cinturas da calça de Malfoy a desceram, sendo ajudados pelos indicadores e os outros dedos.

Malfoy a ajudou a eliminar a sua própria roupa e logo ele se encontrou só de cueca, com o corpo por cima de Hermione. Ela o segurava pelas costas, enquanto cada um beijava o pescoço do outro.

Draco tinha os músculos tensos. Desesperados. Necessitados.

"Vai atrás dela. O que você tá esperando? Não deixe isso passar! Vai! Vai procurar essa garota, mas sem romantismo ridículo e barato, acorde ela e fode ela até as orelhas!"

O ar quente de uma singela risada atingiu o próprio rosto. Fora a vez de Hermione perder sua calça. Draco podia sentir o quão tenso o corpo dela também estava. Ele deitou-se por cima novamente, e beijou a face de Hermione, levando a boca próxima a orelha. E ele voltou a beijá-la como se ela tivesse dado permissão para aquilo. Ele não aguentava mais. Ele precisava ter aquilo. Ele precisava sentir aquilo.

Draco retirou as peças de roupas que afastavam ele de Hermione e vice-versa. Ela tinha os olhos fechados.

Hermione arfou a respiração quando ela sentiu o membro dele dentro de si. Inevitável gemer. Inevitável morder o ombro de Malfoy. Inevitável encravar as unhas sobre as costas largas do garoto.

Pra ele o também era. Inevitável inicializar o movimento in-out-in-out lentamente. Inevitável sentir o gosto sem nome de Hermione. Inevitável os dois corpos passarem a se moverem em concordância e fidelidade.

Hermione fazia força para segurar os gemidos que teimavam em querer sair de sua garganta. Os quadris da menina seguiam os movimentos do garoto. Lento. Os lapsos de prazer encobriam Hermione forte. Mais forte. Mais forte. Mais forte. Muito mais forte. A cada introdução. A cada sensação.

Hermione ainda queria sentir aquilo mais forte. Mas Malfoy não mudara a velocidade. Estava lento. Muito lento. Ela estava com medo de aquela sensação ínfima de prazer passasse tão rápido, mas o garoto não parecia preocupado com aquilo. Ele seguia seu próprio ritmo sem se importar com o que ela estava querendo.

A respiração cálida dos dois se batiam. Malfoy mergulhou-se sobre a boca da garota, cutucando-lhe a língua e a entrelaçando. Hermione dobrou os dedos dos pés com força. Estava mais forte agora. Ela sentia Malfoy na sua garganta. E na sua vagina.

O próprio quadril se arqueou mais rápido para Malfoy. Draco estava ciente daquilo. E ele por um tempo queria ficar mais rápido, mas quanto mais lento fosse, mais duraria aquilo. Ele não se importaria de ficar transando com Granger por toda a vida até que morresse por falência múltipla dos órgãos. Eles tinham cinco horas naquele trem? Que eles ficassem as cinco horas se fodendo daquela forma sem parar. Era o que ele queria. O que passou a querer. O que passou a desejar.

Mas não dava. Ele sentiu o próprio corpo investir cada vez mais rápido. A cada investida o corpo de Draco tremia e latejava. Latejava e tremia. Ele deu mais uma investida. E mais uma. E mais uma.

Hermione tremia tanto quanto ele. Arfava de prazer, de êxtase e de adrenalina. Adrenalina a qual fazia acompanhar os movimentos dele. Êxtase o qual fazia seu corpo tremer. Prazer o qual fazia arfar.

Draco ficou mais rápido. Mais rápido. E mais rápido. Ele próprio soltava alguns gemidos. As sensações passaram um nível acima. E mais rápido ele ficou. Mais forte ele ficou. Ele mudou os movimento para out-in-out-in e isso o deixou ainda mais suscetível.

Malfoy investiu por completo e os dois soltaram gemidos. Ele sentiu o gozo sair de si e entrar em Hermione. Respirou fundo, aliviado, ansioso, cansado. Feliz. Seu quadril ainda realizava o movimento, porém lento e minucioso, apenas para não se esquecer como se faz aquilo. Hermione dobrou os dedos dos pés e das mão e ela sentiu por completo o prazer forte, íntimo e maciço preencher todos os poros do seu corpo. Ela enterrou as unhas nas costas de Malfoy, deixando marcas por ali.

O suor de ambos os corpos encharcavam-nos. Aromatizava aquela cabine. Esquentava a temperatura de ambos. Aumentava o sentimento de ambos.

Ele beijou o rosto dela. Ele queria dizer. Ele abriu a boca, aproximando-a do ouvido esquerdo de Hermione. Ele queria dizer. Eu amo você. Mas as palavras ficaram só na mente. A boca estava boquiaberta na tentativa de que se as palavras fossem sair, ela estava lá, aberta, sem atrapalhar.

Ele sentiu as cordas vocais soltarem algo. Nem sabia se tinha sido a frase que prepara. Soubera que saíra baixo como um sussurro rouco.

'Você está com medo, Malfoy?' Ela perguntou piscando os olhos para o teto do trem. Draco não respondeu. Não sabia o que responder. Hermione segurou a mão de Draco, entrelaçou os dedos, e apertou-os forte. Então ele percebeu. Ela que estava com medo.

'Vai ficar tudo bem.' Ele disse com a voz rouca. Ela fechou os olhos cor de mel parecendo confiar no que ele estava dizendo. 'Eu acho que eu amo você, Granger.' Ele sussurrou. E ele rezava para que Hermione também se importasse apenas com sussurros.

My home is far but the rest it lies so close
With my long lost love under the black rose
You told I had the eyes of a wolf
Search them and find the beauty of the beast

Beauty Of the Beast - Nightwish


N/3: =]~

N/4: Eu não faço a mínima idéia se conseguirei fazer o capítulo seguinte, pois mudou completamente o rumo da história. Mas acho que esta fic vai acabar tendo VIII atos.

N/5: Isso é uma história de ficção. Não façam sexo sem proteção. (Tenho que deixar os princípios aqui.) =]