Capítulo VIII – Ironia
What kind of love would let us bleed away
No kind of love would make us bleed away
Hermione sentia os dedos de Ron entre seus cabelos, acariciando-a. Ela respirou fundo e mais uma vez pediu desculpas a Ron. O cheiro do ruivo entrava pelas narinas e Hermione fungava o nariz enquanto o choro ia se dissipando.
Ela, Ron, Harry e Ginny já estavam de volta a cabine que estiveram mais cedo, quando Malfoy dera uma de doido e havia a beijado na frente dos amigos. Harry e Ginny estavam sentados no estofado de couro enquanto Ron e Hermione estavam de pé, abraçados, esperando o tempo curar o que havia acontecido.
O coração de Hermione batia forte e incomodado dentro do peito. Hermione tinha as mãos fechadas e estava mais calada do que estaria se alguém lhe lançasse um 'Silêncio'.
'O que foi aquilo, Hermione?' Perguntou Ron já mais calmo. Ainda se podia ver uma ira restante por trás da voz do ruivo, mas ela já era mais controlada.
'O que aconteceu entre você e Malfoy?' Perguntou Harry curioso. Havia algo na voz dele que Hermione pensou que fosse raiva, mas não tinha certeza. Ela engoliu em seco, procurando forças para confrontar seu namorado e seus melhores amigos.
Talvez fosse melhor explicar o que realmente havia acontecido entre eles. Fingir não ia melhorar nada. E ela havia aprendido naqueles dias que fingir não era um bom caminho a seguir.
'Ele me beijou.' Ela respondeu assustada com o que os amigos podiam pensar dela. Mas estava pronta para contar o que de fato acontecera com ela e Malfoy três dias atrás.
'Ele te agarrou a força?' Ron tinha os ombros levantados com a suposta cena de Hermione sendo forçada a beijar Malfoy.
'Não'.
Olhando para o chão, Hermione lembrou-se mais uma vez do primeiro beijo entre ela e Malfoy.
'Quando foi isso?' Ginny perguntou curiosa.
'No baile.'
'NO BAILE?' Indagou Ron alto. Hermione fechou os olhos. 'Mas como é possível? Você passou o baile inteiro comigo! Não te vi uma vez sequer sozinha! Quanto mais com o Malfoy!'
'Depois que você foi dormir.' Ela ainda continuava evitando olhar para o namorado. 'Malfoy me pediu para dançar uma valsa com ele.'
'E VOCÊ DISSE SIM?'
'Disse.' Respondeu em um sussurro. 'Era nosso último dia em Hogwarts. Estávamos deixando a escola para trás. Pensei que não teria problemas em dançar com ele porque achei que nós iamos deixar as nossas diferenças para trás. Ele estava deixando o orgulho dele de lado e havia me chamado para uma valsa. Talvez eu devesse fazer o mesmo.' Ela respondeu calma, levantando os olhos castanhos para os azuis de Ron. 'E aí, no meio da valsa, ele me beijou.'
'E você não fez nada?'
'Ele me pegou de surpresa. Não consegui fazer nada.' Respondeu sincera. 'Então, quando me dei conta, eu o empurrei. Demos as costas um ao outro e fomos embora.'
'E você não se falam desde então?' Quem perguntara fora Ginny.
'Não, até ele vir aqui mais cedo e me beijar de novo.' Respondeu a castanha, olhando para a amiga. 'Daí percebi que talvez fosse melhor conversar com ele do que fingir que não havia acontecido nada entre nós.'
'E o que vocês conversaram?' Perguntou Ron nervoso. 'O que ele lhe disse?'
Hermione sentiu a boca seca de novo e engoliu saliva. Ela ficou fitando os olhos de Ron por algum tempo antes de responder:
'Ele disse que me amava'.
Os olhos de Ron se dilataram.
'Mas isso é impossível!' Dissera Ginny. Hermione olhou para ela. 'Ele nunca nem falou com você direito. Só o que ele sabia fazer era te xingar e a todos nós. Como ele pode dizer que ama você se ele nunca lhe tratou bem todos esses anos?'
'Ele está mentindo!' Concordou Ron. 'É mentira, Hermione!'
Hermione piscou os olhos tristes. 'Ele disse que gostava de mim desde o Terceiro Ano... Depois que o levei para a –
'Ala Hospitalar quando Bicuço quebrou o braço dele.' Completou Harry. Hermione e os outros desviaram os olhos para o moreno sentado ao lado de Ginny. Os olhos de Harry fitavam o chão do expresso. Parecia pensativo.
'Harry?' Chamou Hermione.
Harry levantou o rosto e limpou a garganta. 'Ahm...' Seus olhos verdes percorreram a cabine. 'Eu não acho que... ele... estava mentindo... Ron.' Disse Harry desconcertado. Harry encontrou os olhos de Hermione.
'Depois disso... Comecei a ver que Malfoy estava meio... diferente.' Ele começou a falar. 'No quarto ano, quando o acampamento pegou fogo, eu o encontrei. Ele pediu para que eu tivesse cuidado com os Comensais da Morte porque... eles podiam... machucar Hermione, já que ela era... Trouxa.' Hermione sentiu os olhos arderem. 'E no Baile de Inverno... eu vi que ele... não tirava os olhos de você, Mione'.
Hermione não precisava que Harry contasse aquelas coisas para ela acreditar que Malfoy realmente a amava. Ela de alguma forma sabia que aquilo era verdade. Ela sentia que era verdade. Como ela sentia aquilo, não sabia. Só sabia que sabia. Ela fechou os olhos e o coração pareceu ficar mais incomodado.
'Não faz mais diferença.' Respondeu Hermione dando de ombros. 'Eu escolhi Ron, não é? Sendo verdade ou mentira, não faz diferença.'
Ron sorriu aliviado e abraçou Hermione, dando um beijo leve em seu rosto. Ginny sorriu também. 'É. Agora tudo acabou bem. Você e Ron e eu com Harry! Como todo mundo sempre quis!'
Os olhos de Hermione se dilataram. Como todo mundo sempre quis. Por que todo mundo sempre quis isso? Todo mundo realmente queria ver ela com Ron e Harry com Ginny? Por quê? Porque eles se gostavam e isso era suficiente. Hermione sentou no estofado de couro com Ron ao seu lado. A mão do ruivo segurava a sua com força, com medo de que ela pudesse escapulir dali. Hermione mergulhou-se em seu próprio âmago naquele momento e ignorou a conversa que os três estavam tendo.
Os dedos de Ron acariciavam a mão de Hermione de forma simples e singela. E ali ela realmente pode comprovar o que havia dito para Malfoy mais cedo. Não era a mesma coisa. E desde o momento que beijara aquele garoto, ela percebera. Mas ela fingia. Fingia porque ela estava com Ron, o garoto que sempre quis. Ron, o garoto-que-todo-mundo-sempre-quis.
'Não se atreva a me deixar por CONVENIÊNCIA, Granger!'
Hermione sentiu os olhos arderem. É. Era conveniente ficar com Ron. Ela gostava dele. Ele gostava dela. Os dois brigavam e se gostavam ao mesmo tempo. Hermione percebeu que gostava de Ron no quarto ano. Se ela gostava de Ron, porque sentia-se tão mal não ficando com Malfoy? Só porque Malfoy beijava melhor que Ron não queria dizer que ela deveria deixar Ron e ficar com Malfoy. Hermione não era interessada em beijos e sexo. Ela era interessada em Amor e Romances.
No entanto, havia trocado o amor e o romance pelos beijos e o sexo com Malfoy. O curioso daquilo foi que por um momento Hermione sentiu que havia encontrado todos num só.
'Eu encontrei um garoto... mas o que mais quero é esquecer que eu o encontrei.'
Como ela poderia esquecer o que havia acontecido entre ela e Malfoy? Eles não só se beijaram, eles transaram! Sem nenhum tipo de enrolação ou acordo protocolar, os dois haviam tido uma relação extretamente íntima naquele trem. Não fora do jeito que Hermione sonhara, muito menos com quem ela sonhara. Fora com seu maior inimigo numa cabine minúscula de trem. Sem palavras doces, sem velas, sem rosas e sem música.
A única coisa que tiveram fora... Amor.
Os olhos castanhos de Hermione se abriram. Como se grilhões tivessem sido cortados, Hermione sentiu o corpo esquentar-se com seu sangue. Um sorriso tímido se fez no rosto. Como pôde? Como ela pôde fazer o caminho contrário? Como ela pôde descobrir o amor depois do sexo? Como ela fora encontrar o amor de forma tão... incoveniente?
'Não cutuque um dragão adormecido'. Dizia o emblema de Hogwarts. Hermione piscou os olhos, sentindo a circulação sanguinea sair do coração para as pontas dos dedos. Logo, essas palavras se trasformaram em 'Tudo é uma questão de despertar sua alma.'
Fora por isso que Malfoy passara mais de quatro anos sem se dar conta que a amava? Fora por isso que ela havia aceitado a dançar a valsa com Malfoy? Criava e inventava coisas para que não se sentisse tão suja e imoral depois do que aconteceu com Malfoy, mas não se dava conta de que o que havia feito fora movido pela única coisa que ela sempre procurou sentir.
'É engraçado, não é? Que uns queiram encontrar o que outros querem tanto esquecer?'
Ela não queria esquecer. Não tinha como esquecer. O corpo cravava como brasa em carne, o que ela estava encontrando dentro de si mesma. Cravava a dor de seguir a expectativa dos outros. Cravava a dor de amar o que um dia jurou odiar. 'E isso dói, Granger. Mata a gente. A gente se sente um lixo e tudo o que podemos fazer é... Sentir.'
Como era possível? Como era possível que o garoto que odiava, o garoto que nunca tivera sentimentos, a estava ensinando tanto sobre o que ela jurava entender? Ela não entendia. Ela nunca entendera. Só repetia o que as pessoas diziam a ela. Só repetia o que seus escritores e poetas falavam. Ela, tão letrada e mestre de livros, só fora entender e encontrar o amor, longe deles. Ela, tão racional, só fora encontrar o amor com um gesto sem aparente razão. Encontrara o amor na incoveniência de um beijo sem cálculo e numa dança sem música.
Hermione olhou em volta da cabine, passando os olhos âmbares entre Ron, Ginny e Harry. Ron ainda tinha sua mão entrelaçada com a de Hermione, mas ele já não a movia, pois estava dormindo. Sua cabeça estava encostada no ombro de Hermione e a respiração do ruivo era calma e doce. Ela desviou os olhos de Ron e olhou para Harry. Quando viu os olhos verdes do amigo se encontrarem com os seus, ela engoliu em seco. Harry piscou e um sorriso leve se fez no rosto. Hermione não entendera de início, mas quando o moreno fez um gesto positivo com a cabeça, ela entendera. Hermione não conteve o sorriso.
Ela deu um beijo suave em Ron. E sem acordá-lo, levantou-se do estofado e saiu da cabine, deixando os amigos. Ginny chamou por Hermione, mas a castanha não fez questão de escutar. A cada passo que dava para ir ao encontro dele, ela sentia os sentidos já dormentes. Uma leve alegria interior crescia dentro dela ao lado de uma liberdade sem gaiola. Estava livre de seu orgulho, de seu preconceito, de sua vaidade. Havia finalmente quebrado a gaiola do medo que tinha de amar seu inimigo. Ela estava amando Malfoy. E ela não estava querendo esquecer disso.
Hermione encontrou a cabine em que os dois haviam ficado, e pedindo para que ele ainda estivesse ali, a menina bateu na porta. Astoria Greengrass apareceu a sua frente. Ela tinha os braços cruzados e os olhos afiados enquanto encarava Hermione. A grifinória nada falou, apenas se deixou calada encarando os olhos afiados de Greengrass de volta. A sonserina deu uma risada e abriu a porta da cabine por inteira, deixando espaço para Hermione passar.
'Tem visita, Draco.' Malfoy olhou para Hermione, mas desviou o olhar logo depois para a janela de volta. 'Vamos Draco, não seja bebê. Essa pode ser a hora que vocês resolvem de vez essa merda. Então é melhor aproveitar.'
Astoria levantou as sobrancelhas, deixando a cabine e os dois a sós. Os dois se entreolharam e o que Hermione havia preparado para dizer a ele, parecia ter sumido.
'Deveria estar com o Weasley.' Ele arrebatou olhando o horizonte pela janela do expresso de Hogwarts.
'Eu sei. Mas aí eu estaria sendo muito incoveniente. Comigo mesmo.' Ela disse sorrindo.
Malfoy pareceu demorar alguns segundos para entender o que ela quis dizer. Quando entendera, o seu pescoço fizera um estalo pela velocidade com que ele olhara para ela. Ele sentiu seu estômago rugir. 'O quê?'
'Eu não quero esquecer o que eu encontrei, Malfoy. Não acho nem que seja uma questão de poder esquecer... eu me lembro a cada segundo.'
Malfoy levantou-se de onde estava e ficou a fitar Hermione com os olhos azuis. Brilhavam cintilantes e não pareciam saber o que fazer. 'Eu sempre planejei e calculei as coisas que queria na minha vida. Seguia minha razão de ser, obedecendo meus limites do saber e amar porque era isso o que eu entendia. Nunca pensei que eu sequer sabia amar. Nunca pensei que meu maior inimigo fosse quem um dia me ensinaria...'
Malfoy engoliu em seco. Deixou-se ficar calado, esperando que ela terminasse.
'E... Você tem razão. Dói. Nós nos sentimos errados, sem salvação, com sentidos imorais e dormentes. Nós sentimos muito...'
'E não podemos fazer nada além de... Sentir.' Ele completou piscando os olhos azuis.
Hermione sorriu se aproximando do sonserino. 'Sim, podemos'. Hermione não demorou a beijar Malfoy. E Malfoy não demorou a beijá-la de volta. Os lábios firmes de Malfoy logo se abriram e ele sentiu a língua dela por cima da sua. Um gosto doce sem nome descia pela sua garganta. Ele lambeu os lábios e aprofundou mais o beijo, sentindo um vício apossar-se de si. Ele se sentia como se pudesse passar o resto dos seus dias beijando aquela garota. As línguas dos dois brincavam de 'estou embaixo' e 'agora estou em cima' enquanto as mãos pareciam entrar na brincadeira.
Hermione se separou da boca de Malfoy para respirar. Ela abraçou o sonserino forte e enterrou o rosto sobre a camisa preta do garoto. Seu riso esquentara o peito de Malfoy e ele sorriu também. Ela se deixou ficar abraçada com o loiro.
'Malfoy... Estava pensando...'
'Em quê?'
'Se vamos ficar juntos, está na hora de você se dar bem com os meus amigos.' Ela disse rindo divertida.
'O quê? Não, não, Granger! Você endoidou? Eles me odeiam!'
'Faça-os gostarem de você, ué.' Ela encurtou dando de ombros. 'Falta duas horas para chegarmos em King's Cross. É tempo suficiente.'
'Tempo suficiente?' Ele indagou incrédulo. 'Quer que eu os faça gostarem de mim em duas horas? Quer que eles esqueçam o que fiz com eles em apenas duas horas?'
'Não deve ser difícil, Malfoy.'
'Não deve ser difícil?'
'Você me fez gostar de você e esquecer o que fez comigo em três minutos.' Hermione completou olhando nos olhos do garoto. 'E lhe garanto que isso foi a coisa mais difícil que você já fez.'
'Mas é diferente...' Ele disse se afastando dela.
'Não precisa ter medo deles, Malfoy, eles não mordem. Não vão te machucar.'
'Weasley vai me estuporar!'
'Provável. Mas você acabará ficando bem.'
Malfoy negou com a cabeça sentando no banco de couro. Hermione sentou-se ao seu lado. 'Você sabe que eles são importantes pra mim, Malfoy. Não vou parar de falar com eles por estar com você. E quero que você se dê bem com eles.'
'Se eu vou ter que conhecer seus amigos... então você vai ter que conhecer os meus também.' Ele disse levantando as sobrancelhas. Hermione franziu as sobrancelhas.
'Sério?'
'Sim. Temos duas horas para chegarmos a Londres. Você passa uma hora com meus amigos e eu passo uma hora com os seus amigos.' Ele propôs com um sorriso no rosto. Hermione confirmou.
'Certo.'
'Embora não seja muito justo.' Ele deu de ombros.
'Por quê?' Quis saber Hermione.
'Porque meus amigos são bem mais legais que os seus.' Ele respondeu rindo.
'Mas é claro que não são.'
'Você precisa conhecer Astoria, Granger.' Hermione calou-se. Malfoy piscou os olhos para ela curioso. 'O que foi?'
Ela levantou o rosto para ele. 'Se vamos ficar juntos, você deveria parar de me chamar de Granger.'
'Do que você quer que eu te chame?' Ele perguntou sem entender.
'Que tal pelo meu nome?' Ela indagou com as sobrancelhas levantadas.
'Hermione? Eu nunca fui acostumado a te chamar de Hermione. Não vou conseguir te chamar de...' Hermione calou Malfoy com o polegar. Ele sentia os outros dedos acariciando seu rosto enquanto o dedo polegar se encontrava parado sobre seus lábios. Seu corpo esquentava e ele se sentiu febril. '...Hermione.' Ele finalizou, sem voz.
Hermione sorriu. 'Viu? Não é difícil me chamar de Hermione... Draco'. Malfoy sentiu um arrepio no corpo. Ela tirou o polegar de cima dos lábios do loiro e os beijou de leve. E mais uma vez. E outra vez. E entre beijos, quando Malfoy escutou ela sussurrar:
'Amo você, Draco'. E ele respondeu 'Amo você, Hermione.' Ele estava pronto pra enfrentar seus amigos, os amigos dela e seus pais. Ele estava pronto para enfrentar a vida que escolhera ali. Já estava na hora de ele ser dono dele mesmo. Já estava na hora de ele seguir a sua expectativa não a dos outros.
Já estava na hora de ele encontrar o amor.
Ironia da vida que se encontra em quem menos se espera. Em quem se mais odiou.
Ironia da vida que se encontra num beijo sem cálculo em uma valsa sem música.
E na valsa sem música da vida, Draco e Hermione ainda estavam aprendendo a dançar.
Feel - that's all you gotta do
And it will heal the wound
Feel - there will be a song for piece of mind
Dwell inside
What Kind of Love - Avantasia
FIM.
N/A: Levantei as mãos para o céu. Fic concluída. A razão pelo meu tempo fora duas. A Primeira foi que eu estava no meu último ano de formação da faculdade e estava quase a morrer sob pressão e nervos. (Sim, me senti como Hermione nas vésperas dos NIEMS'). Não pude fazer um capítulo sequer. Outro motivo foi que passei alguns meses fora, em intercâmbio.
Acho que ninguém mais lê fics por aqui. Mas tentarei fazer meu trabalho de escritora e terminar o que comecei. Ponto de Vista está em seu estado quase final (talvez falte uns cinco capítulos). Chronum Extracto, que por incrível que pareça, é a fic que todos parecem mais gostar, deve ser mais difícil. (Bem mais difícil). Espero que pelo menos fiquem felizes com o fim de Beauty and The Beast.
