Twisted Plans by lanenisita em português.

Link da fic original: retire os espaços.

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. Disclaimer: Os personagens de autoria saga Crepúsculo de Stephenie Meyer são fabulosas a quem apresentamos um mundo de fantasia excelente. Eu só registo nesta história retorcida a tradução gentilmente cedida por lenenisita.


Capitulo 6: Descontrole

Música do capítulo: Monster – Skillet

Música do baile: The Way you Look Tonight – Michael Bublé

-Fala que a mamãe está bem Alice, você não a matou de susto?- disse com um tom um pouco divertido. Minha irmã mais nova tinha me ligado para confirmar que eu não faltaria a sua festa esta noite.

-Ela está bem Edward, deixe de paranóia! Mas sabe de uma coisa? Me surpreendeu um pouco o fato de ter reagido melhor que o esperado. Pois se não se lembra não comemorei nenhum aniversário em casa nos últimos quatro anos.

-Tinha certeza que não teria problema algum, Esme não seria capaz de te negar algo, nenhum de nós é capaz de fazer- lo.

-É que eu sou simplesmente irresistível! Bem mudando de assunto, tomei a liberdade de convidar seu único amigo e quase chefe para que venha com sua noiva esta noite. Me confirmou que viria com ela e seu irmão que está passando uma temporada aqui em Chicago.

-Alice- gritei um pouco irritado- Isso já foi passar dos limites! Porque você chamou o Emmett?

-Edward sou sua irmã esqueceu? Te conheço, sei que poderia dar o cano em mim, mas não no Emmett. .. Duuuh.

-Não pensava em te dar o cano Ali, só pensava em chegar no final da festa-respirei fundo para não soltar a gargalhada que reprimi ao escutá-la bufar do outro lado do telefone-Hey, é brincadeira. Claro que estarei ai, tenho que te contar o que aconteceu com seu adorado YSL.

-Edward Anthony Cullen, o que você fez com seu terno novo?- A estas alturas a pobre Alice estaria à beira de um ataque de pânico fashionista.

-Te contarei esta noite, assim desconto pelo que você fez com Emmett. Bem Ali, esteve muito divertida a conversa, mas tenho que desligar, tenho que terminar de revisar uns relatórios antes de sair, te vejo em um par de horas.

-Um destes dias você ainda vai me matar Edward... Mas ainda assim eu te amo irmãozinho! Nos vemos mais tarde. - Desliguei a chamada com Alice e voltei a fixar meus olhos nos documentos que tinha em mãos. Angela conseguiu me entregar, no decorrer da tarde algumas informações vitais da Swan Editors: seus últimos relatórios financeiros, novos lançamentos, lista dos escritores tanto novatos quanto consagrados, prêmios pulitzer, ranking dos seus Best Sellers. Isabella estava encarregada de todo um monstro do meio da escrita. Talvez 5.5 milhões de dólares não representasse nada para uma companhia que gerou mais de 150 milhões de dólares no último ano. Era realmente uma mulher poderosa, mas também impressionante. Não foi preciso muito esforço para fazê-la ficar ruborizada um par de vezes durante a reunião desta manhã, definitivamente o mestre da sedução havia conseguido novamente apenas com um par de sorrisos. Parece que o desafio seria mais fácil do que imaginava. Tinha perdido a conta de quantas mulheres já tinha levado pra cama com o simples fato de mostrar- les um sorriso de lado e um olhar que as deslumbrasse; e pelo que parece Isabella não seria exceção em minha longa lista, sorri ao imaginar a cena.

Voltei a me concentrar no que estava fazendo, deveria assimilara maior quantidade de informação sobre sua companhia estes dia, seria de suma importância para a segunda fase do meu plano. Assim que copiei uma parte e guardei no meu portfólio para revisar com mais calma em casa, já que por agora teria um pequeno assunto para resolver antes de ir à festa de Alice. Desliguei o computador e saí de meu escritório que ficava no final do corredor, obrigatoriamente deveria passar pelo escritório de Angela antes de chegar ao elevador.

- Angela muito obrigado pela informação, foi de muita utilidade. eu já estou indo por hoje- Disse enquanto lhe devolvia a pasta com os documentos.

-Bom descanso Edward, não se esqueça que amanhã tem uma reunião com ela às 10 – disse movendo a cabeça para um lado e apontando com o olhar por trás de mim. Ao me virar vi que se referia a Isabella. Seu enorme escritório estava com a porta aberta e se podia ver um pouco de sua decoração interior; Uma imponente cadeira de couro ressaltava de longe, estava completamente virada, ficando de costas para todos quem entrassem ali– Ela está ali, mas não gosta de ser incomodada quando lê escritos novos. Eu a avisarei que você já foi- assenti levemente enquanto voltei a caminhar, dando uma última olhada em seu escritório.

- Muito obrigado Angela, até amanhã. - disse quase chegando ao elevador. Queria evitar a todo custo passar pela porta do edifício para não recordar o episódio desta manhã. Sem dúvida recordaria a primeira imagem que tive dela e que tinha me perseguido o dia todo: Bonita, etérea e vulnerável, essa era Bella Swan, o anjo e que se distanciava bastante de Isabella Swan o demônio: Imponente, calculista e inimiga.

Estúpido, Bella e Isabella são a mesma pessoa. Ou se mete com as duas ou não se mete com nenhuma. Não são o Dr. Jekkyl e Mr Hyde.

- Já basta, cale- se! –Disse a minha atormentada consciência. Comecei a caminhar até onde estava estacionado meu carro e me dei conta da dolorosa ereção que crescia em minhas calças, tudo isso por lembrar do que aconteceu esta manhã? Precisava urgentemente fazer uma ligação.

- Olá... está em casa?- Esperei sua resposta alguns segundos- Sim, sim me lembro de como chegar. Te vejo em 10 minutos. - Desliguei rapidamente e entrei em meu volvo. Conduzi como louco pelas ruas de Chicago até chegar à casa de Gianna, tinha conseguido chegar em oito minutos o que significa que estava realmente desesperado. Saí do carro tropeçando, e não precisei tocar à porta já que ela estava parada ali, me esperando. A peguei fortemente pela cintura e a empurrei para dentro da casa enquanto repartia beijos em sua mandíbula. Com Gianna as coisas eram diferentes; o sexo era bastante prazeroso e ela pelo menos se dava com o estilo de relação que tínhamos, zero perguntas e zero reprovações. Era italiana e de mente bastante liberal, diferente de Jéssica.

- Amor- dizia entre suspiros enquanto percorríamos o curto trajeto da porta até a sala. Pela segunda vez não poderia ser capaz de chegar até o quarto.

-Está sozinha?- A perguntei enquanto minha mão direita havia começado a abrir os primeiros botões de sua blusa para descobrir seus peitos ocultos por um fino sutiã de encaixe.

- Sim amor- silvou de maneira sensual em meu ouvido. Sabia que depois disto, tudo iria ladeira a baixo, definitivamente não seria capaz de chegar até o quarto. Levantei um pouco a cabeça para ver qual seria o melhor lugar para fazê- lo e o panorama não parecia muito animador, haviam três opções: a mesa da cozinha, a mesa da sala ou o sofá de três lugares que estava aminha direita. Optei pelo mais próximo: o sofá. Gianna se sustentava com suas mãos em meu pescoço, me custou um pouco afrouxar seu aperto para recosta- la ao sofá. Graças aos céus ela havia colocado uma saia curta de brim o que facilitaria bastante o meu trabalho já que estava suficientemente excitado neste momento. Sua blusa se estava convertendo em um estorvo, a terminei de abrir com violência o que fez com que os últimos botões saíssem voando por toda a sala. Baixei um pouco seu sutiã para excita- la enquanto mordia um de seus mamilos, mas para uma cadela como ela isso não seria o suficiente assim que sem pensar muito afastei um pouco a diminuta tanga que usava e introduzi meus dois dedos, comecei a mover dentro dela com o único objetivo que ficasse molhada o mais rápido possível e não para que sinta prazer.

Depois de uns segundo mantendo o mesmo ritmo com meus dedos, já estava pronta, a levantei do sofá fazendo com que dobrasse seus joelhos e as apoiasse na parte central do mesmo, enquanto suas mãos agarravam um dos braços do móvel deixando- a em perfeita posição de quatro que eu tanto gostava na hora de ter um bom sexo: era altamente excitante e ao extremo gratificante, mas o melhor era que era completamente impessoal ao não manter contato visual com ela em nenhum momento.

Uma vez posicionada, separei suas pernas com força colocando meus quadris na altura de suas nádegas e a fazendo notar que meu membro estava mais do que pronto para ser recebido por sua úmida cavidade. Levantei sua saia até a cintura e afastei sua tanga para o lado, não ia perder tempo retirando- a. Desabotoei minhas calças e desci rapidamente o zíper, coloquei o preservativo e sem nenhum aviso a penetri em uma só estocada. A escutei sibilar de dor, mas não me importei, minhas investidas começaram a ser mais rápidas e fortes, enquanto que com uma de minhas mãos apertava seus seios quase que com violência, era assim que desfrutava o sexo: rude, forte e sem sentimentos. Me permiti fechar os olhos por um momento onde a imagem de meu pequeno anjo apareceu fugazmente. Abri os olhos ao perceber que o interior de Gianna se contraia perigosamente. O que essa cadela estava pensando? Não iria gozar primeiro que eu!

-Nem pense em gozar antes que eu mande, sabe que eu não gosto- lhe disse com minha voz rouca. Ela relaxou por uns segundos enquanto eu aumentava mais o ritmo de minhas investidas, um espasmo conhecido me indicava que eu já não aguentaria muito mais.

- Agora, vamos...Goze, goza pra mim, agora!- gritei enquanto lhe dava um tapa na nádega e puxava um pouco seu cabelo para trás, suas costas se arquearam e neste instante senti que seu corpo era açoitado por um forte orgasmo. Uma investida mais foi o suficiente para que tivesse minha própria libertação.

-Bella! Gritei a todo pulmão quando chegou minha vez de gozar. A sala tinha ficado em silêncio depois de ter sido inundada por nossos gritos e gemidos. Deixei meu corpo cair para frente ficando por cima dela, Gianna também vencida pelo seu corpo estava deitada no sofá. Uns segundos depois, e ainda dentro dela me dei conta do meu pequeno e grave erro, tinha gritado SEU nome NESSE momento.

-Meu caro, em todo esse tempo nunca tinha falado comigo em italiano. Me chamou de Bella- disse Gianna, ainda se retorcendo debaixo de mim. Saí dela imediatamente, me sentia enojado. Tirei o preservativo e caminhei até o banheiro para desprezá – lo, parei na frente do espelho mas não reconheci a imagem que estava ali. Continuava sendo eu, Edward, o frio e manipulador que tinha recorrido a uma cadela há alguns minutos, mas havia alguém mais ali, era um homem diferente que eu não conhecia, era um Edward frágil e vulnerável, era ELE que tinha gritado o nome de Bella e ele estava despertando em mim coisas que jamais havia pensado sentir. Sacudi um pouco a cabeça para tentar organizar minhas ideias, deveria sair dali o quanto antes, não queria começar a dar respostas que nem eu mesmo sabia. Caminhei de volta para a sala e encontrei Gianna terminando de arrumar sua roupa.

- Já está indo?- me viu pegar as chaves do eu carro que tinha jogado na entrada da casa por causa da pressa que estava.

-Sim, na verdade já estou atrasado- não precisava lhe dar explicações, era uma puta. Abri a porta da casa e quando estava disposto a sair me deteve colocando uma mão na porta.

- Espero sua ligação novamente em alguns dias- apertou minha bunda enquanto ria de maneira perversa.

- Sinta- se agradecida que hoje me lembrei de você, não é o único par de pernas aberta, fácil e disponível para mim nesta cidade, lembre-se disso querida. - Abria porta e com atitude despreocupada caminhei até o carro.

Visivelmente mais relaxado do que quando cheguei, dirigi até meu apartamento. Pensei em fazer uma parada para comprar comida, essas sessões de sexo express me davam fome mas teria tempo de comer na casa dos meus pais. Estacionei o carro no estacionamento do prédio e fui para o elevador. Morava no oitavo andar e graças ao fato de ter tido uma conveniente brincadeira com a corretora de imóveis, consegui um lugar excelente e com um preço muito baixo. Abri a porta e acendi as luzes, deixei minha pasta sobre a mesa e em seguida percebi algo que não havia deixado esta manhã.

"Edward isso é o que você vai usar esta noite... E não quero escutar uma queixa se quer. Espero que desta vez não estrague a roupa, é nada mais nada menos que um "Dries van Noten"... assim que nem se atreva a fazê-lo algo ou ao contrário de assassinarei.".

Com amor.

Alice.

Nossa pequena Sininho na versão sinistra tinha estado em meu apartamento esta tarde, fazendo uso da cópia da chave que a dei semana passada. Ela me conhecia e suspeitava que se fosse por mim, usaria o mais cômodo que encontrasse em meu closet. Mas se era Alice, que não só gostava de dar-me roupa, mais tinha certeza, agora que estava de volta a Chicago novamente iria renovar meu vestuário completo com as novas tendências da moda, sabia que não perderia a oportunidade, ela nunca fazia nada pela metade; assim somos os Cullen.

Decidi não levar em conta então levei para meu quarto a o traje que havia deixado no sofá da sala. Tomei uma ducha relaxante e quente e saí me sentindo novo. Trinta minutos depois estava pronto para sair. A pequena demônia sempre acertava a roupa perfeita, desta vez era um terno azul marinho de corte clássico com uma camisa celeste clara que dava o toque casual requerido para a supostamente "minúscula" festa da minha irmãzinha.

A casa dos meus pais ficava um pouco fora de Chicago, sempre gostamos de privacidade. Fiz o trajeto escutando uma música aleatória do ipod, sorri quando começou a tocar: I love it loud do Kiss, me lembrou da sessão de sexo de algumas horas atrás. Deveria tirar essas imagens da minha cabeça, caso contrário terminaria com outra vergonhosa ereção no aniversario da minha irmã. Desde a entrada do caminho até a garagem de minha casa, se via tudo abarrotado de carros. Sabia que Alice não tinha convidado 44 pessoas, aqui deveria haver mais de 100. Deixei meu carro estacionado, ingressando pelo lado ocidental da casa e entrei pela porta da cozinha, encontrando minha mãe que estava arrumando uma bandeja com queijos, me aproximei dela sem que percebesse.

-Oi mamãe- disse a abraçando pela cintura se surpresa.

- Edward, filho!- se virou para ficar de frente pra mim e aproximou seu corpo com um forte abraço. - Que bom te ver.

- Mamãe nos vimos faz ummmm ... 2 semanas? Não exagere. - Tanto tempo já tinha se passado? Nota mental: tratar de visitar a seus pais com mais frequência pedaço de imbecil!

-Eu também senti sua falta. Onde está o papai?

- Tinha plantão no hospital esta noite, mas prometeu sair antes pelo aniversário de Alice.

- Com todas as loucuras que faz e as dores de cabeça que provoca Carlisle ainda a tem como uma criança. Levei um grande susto essa manhã, pensei que hoje seria órfão de mãe, me explica como não morreu de susto quando Alice te contou de sua "pequena reunião"?

- Eu já sabia Edward- se virou para continuar a arrumar a bandeja de queijos- Desde que voltou de Nova York, Alice não tem feito outra coisa a não ser planejar isto. A escutei falar por telefone várias ocasiões fazendo referência ao que ela chama de "o evento". Sabia que tramava algo, assim que quando me disse não me pegou totalmente de surpresa.

- Alice nunca vai mudar não é verdade mamãe?- disse enquanto pegava um queijo da bandeja. Esme me deu uma de suas famosas olhadas reprovatórias e levantei minhas mãos em sinal de rendição. Ok, ok,... - disse ainda mastigando o pedaço de queijo que havia roubado.- Por certo onde ela está? Devo lhe entregar seu presente.

- Deve estar na entrada recebendo seus convidados, eu deixaria na mesa de presentes.

- Mesa de presentes? –Perguntei com curiosidade.

- Não foi ao pátio ainda não é?- neguei com a cabeça enquanto ela ria. - é melhor que veja por si mesmo.

Saí da cozinha me dirigindo ao pátio e o que vi me deixou sem palavras. Alice havia invitado toda Chicago para sua pequena reunião de aniversário. Uma enorme tenda branca situada no meio do quintal e decorada com muitas luzes dava as boas vindas aos convidados. Dezenas de globos posicionados estrategicamente no pátio davam um toque especial. O gramado de minha mãe, tão bem cuidado por ela estava lindo graças ao reflexo de uma lua cheia que também parecia ter sodo convidada para o evento.

Comecei a procurar por Alice entre os convidados, não reconhecia a metade deles. Parei um pouco cansado de procurar Alice e me sentei por um momento em uma cadeira desocupada antes de ir procura –la novamente.

-Wow, isso sim se chama de homem. - sussurrou uma voz feminina nas minhas costas, me virei para ver quem estava falando de mim mas não vi ninguém em olhando. A mulher que tinha feito este comentário estava olhando fixamente para a entrada da casa onde um casal estava chegando, não pude reconhecer quem eram pela extrema lentidão que vinham caminhando.

- Lesma estúpida- sussurrei para mim mesmo, estava a ponto de me levantar quando vi o casal emergir da escuridão. Ele, um cara loiro do tipo comum ainda que muito bem vestido e tinha a seu lado uma mulher que caminhava com a cabeça um pouco abaixada como se quisesse ver por onde pisava para não cair. A tinha agarrada pelas costas guiando seu caminho, quando chegaram à superfície estável a mulher levantou a cabeça. O impacto desta imagem me deixou sem ar: era ELA.

A falta de ar estava me causando uma conhecida vertigem pelo que me obriguei a respirar. Que raios fazia Isabella Swan aqui? Mas mais importante era saber: Que caralho de imbecil que estava com ela? Minas mãos se contorceram formando um punho fechado, que o tinha permitido isso, tocar no em algo que era meu... MEU! Tinha começado a ver tudo vermelho por causa da fúria que me invadia, assim que desviei o olhar que mantinha fixo no imbecil para centrá- la nela. Bella estava simplesmente espetacular: um vestido curto, cinza que marcava cada uma de suas curvas sem chegar a serem suficientemente revelador ou grotesco, suas pernas extraordinariamente longas e bem tonificadas era ressaltado por uns saltos pretos. Seu cabelo solto em ondas e a maquiagem sutil a faziam parecer uma deusa... Minha própria Afrodite!

Me levantei da cadeira onde estava sentada e me misturei com a multidão, não queria correr o risco de que me reconhecesse tão rápido. Tinha a imperiosa necessidade de saber quem era ele e qual sua relação com ela, ele definitivamente poderia ser um obstáculo para o meu perfeito plano. Mas minha raiva ia mais adiante, não só o via como uma ameaça a minha vingança, se não também como um maldito ladrão. Não iria suportar vê-lo abraçado e tocando MINHA Bella toda a maldita noite, erre era trabalho meu! Tinha uma vontade enorme de ir até o centro da pista e mata – lo na frente de todos. Reaparecia em mim o imbecil bipolar que esta tarde tinha reconhecido que era, um álter ego mais forte que minha própria vontade. Era ele que estava me levando a ter essa classe de pensamentos um tanto romântico- possessivos?

A conversa com Alice não durou muito e depois da excessiva efusividade de minha irmã, a vi afastar- se coma duende até a mesa de bebidas. Era minha oportunidade de atacar a indefesa ovelha e assim me aproximei cuidadosamente dela e quase sussurrando em suas costas, perguntei:

- Isabella... E 'você? A senti sobressaltar ao mesmo tempo em que se virava para me ver. Seus enormes poços de chocolate se abriram como pratos ao me reconhecer e um convidativo rubor invadiu suas bochechas.

-Edward! Que surpresa te ver aqui- Não se moveu um só centímetro para me cumprimentar. Não entendia as reações que tinha comigo, ficava ruborizada e sobressaltava ao escutar minha voz, mas mesmo assim não procurava manter contato físico comigo. Ela também teria um álter ego com eu? Pelo menos teríamos algo em comum. Deveria me lembrar de que o jogo havia começado e hoje deveria usar todas as minhas melhores armas, e que era melhor com as com as técnicas simples de sedução? Decidi fazer um movimento rápido e dando duas passadas largas, fiquei de fretem para ela com umas poucas polegadas de distância. Estiquei minha mão e peguei a sua para leva- la a minha boca e dar- le um beijo suave no dorso da mesma.

-O mesmo digo eu Isabella, o mesmo digo eu. Não sabia que conhecia Alice- disse soltando sua mão muito levemente.

- Não a conheço, de fato acabam de me apresentá –la. Quem a conhece é Matt. -Então esse inseto tinha nome, Matt.

- E me permite perguntar quem é Matt?- comecei a sentir certa pressão proveniente de meus braços, os nós de meus dedos estavam brancos por permanecer tanto tempo com a mão fechada. Quem merda é Matt!

- Matt é meu melhor amigo, insistiu para que o acompanhasse essa noite, é mais... praticamente me sequestrou pra vir- sorriu levemente para logo molhar seu lábio inferior com a língua de maneira lenta mas sedutora. Voltei a me concentrar em suas palavras e me dei conta de que o imbecil a havia forçado a fazer algo que parecia que ela não desfrutava.

- Conheço um excelente advogado aso decida processá-lo por sequestro- devia suavizar um pouco o ambiente um pouco ou ela notaria que eu estava aponto de arrebentar de raiva.

- Muito modesto Sr. Cullen, tomarei nota de sua recomendação legal. Ummm Edward- duvidou por um segundo-desculpe minha curiosidade, mas o que você faz aqui?-Genial, Isabella não sabia da conexão entre Alice e eu, por um momento senti pena dela, não sabia que havia se metido na boca do lobo.

-Ummm conheço Alice faz uns 23 anos mais ou menos. Acontece que compartilhamos os mesmos pais e o mesmo grupo sanguíneo- virou um pouco a cabeça em sinal de confusão- Alice é minha irmã Bella...

-Oh, que coincidência Edward! Devo dizer que sua irmã é muito talentosa. Estou encantada com a decoração que Alice usou esta noite. Parece fantástica para mim, devo pedir- le assessoria para um evento da companhia que se aproxima. –Eu sabia que ela estava falando do baile de gala anula, mas ela não deveria saber que tinha tanta informação sobre sua vida.

- Acredito que ela ficaria mais do que contente em te ajudar, mas não lhe dê muita confiança porque pode resultar um tanto irritante- sorri enquanto passava a mão nervosamente pelo cabelo, era Isabella a que causava essas reações em mim? A vi mudar seu peso de um pé para o outro uns segundos depois. - Deseja sentar-se Bella? Deve estar cansada e seus sapatos não creio que ajudem a sentir-se mais cômoda.

-Aprecio sua amabilidade Edward, mas estou há algum tempo procurando onde me sentar e já me dei por vencida- abaixou um pouco a cabeça nesta última parte.

-Esqueceu que esta é minha casa? Sei exatamente onde você pode se sentar tranquilamente e sem todo esse excesso de gente- peguei sua mão a convidando a caminhar.

-Mas Matt disse para não sair daqui Edward, pode entrar em pânico se não me ver onde me deixou- disse soltando minha mão como se recusando a caminhar.

-Está falando do mesmo psicopata que te arrastou para uma extravagante festa? Duvido que o psicopata tenha um ataque de pânico. Além do mais deve estar entretido em sua conversa com Alice. Oque você acha... Vamos?- estirei a mão e esta vez ela a pegou e caminhou ao meu lado até sair da tenda. Se podia ver que Isabella era muito teimosa e obstinada, não dava o braço a torcer com muita facilidade. Será que eu teria a habilidade para domá-la e submetê-la a mim como meu plano exigia?

Havia me perdido em meus pensamentos por uns momentos, mas um forte apertão em meu braço me obrigou a aterrissar. Isabella me agarrava fortemente para evitar cair pela segunda vez no dia por culpa de seus saltos assassinos. Sorri levemente perdendo- me em seus poços de chocolate que me olhavam com terror. Não demoramos muito para chegar onde eu queria leva- la, era uma pequena fonte que Esme tinha no jardim, estava um pouco afastada da tenda mas eu adorava este lugar. Soltou a mão que mantinha presa a meu braço e se sentou cuidadosamente na borda sustentando-se com suas mãos, conseguindo assim o equilíbrio desejado. No instante em que conseguiu a posição desejada deu um forte suspiro e jogando a cabeça um pouco para trás, fechou os olhos. Notava- se que estava com calor porque uma gota solitária de suor escorreu por seu pescoço e escorregou pelo interior de seu vestido. Dediquei-me a olhá- la cuidadosamente... Como era possível que uma criatura tão formosa estivesse destinada a ser a neta do pior inimigo de meu avô. O maldito destino se empenhava diariamente em me fazer mais miserável. Fiquei tonto uns instantes pela simplicidade de sua beleza, pelo aroma que estava concentrado em seus cabelos, o reflexo que a luz da lua causava em sua pele que fazia com que parecesse mais perfeita e os pequenos suspiros de satisfação que deixava suspensos no ar, me deleitei vendo seu peito subir e descer compassado com sua respiração.

- Já está se sentindo melhor? – lhe disse ao ver que abria os olhos e regressava a cabeça para a sua posição normal depois de vários minutos de silêncios.

- Sim Edward, me sinto muito melhor. Obrigada por me tirar dali-pude ver em seus olhos marrons um brilho formoso. De todas as mulheres que já havia tomado, nenhuma me havia dado uma olhada tão pura como a que Isabella me brindava neste momento. Ao longe uns suaves acordes de jazz começaram a soar. Reconheci imediatamente a música e me levantei tomando ela pela mão.

-Me concederia essa dança Srta. Swan- tentei deslumbrá-la com minha voz sedutora.

-Eu... eu não sei ... dançar- disse com uma voz baixinha que senão fosse pelo fato de estarmos a poucos centímetros de distância eu não teria escutado.

- Não importa que não saiba, a chave é deixar- se guiar. Confia em mim? Não vou te deixar cair- disse enquanto notava uma suspeita em seus olhos, estava quase cedendo.

- Sim Edward, confio em você- essas palavras me deslocaram por completo. Ela confiava no homem que pensava em afundá- la, me sentia doente só de pensar, mereceria na realidade? A tomei pela cintura e a aproximei de meu corpo, igual estava esta manhã, pequenas descargas elétricas correram pelo meu corpo. Suspirei maravilhado ao me dar conta que seu corpo havia se encaixado ao meu com uma precisão impressionante, suas curvas perfeitas pareciam ter sido desenhadas para mim, até sua pequena mão tinha o tamanho perfeito para a minha. Ela levantou a cabeça para se conectar com meu olhar por uns segundos, enquanto lentamente começávamos a envolver em uma gostosa dança.

Someday, when I'm awfully low,

When the world is cold,

I will feel a glow just thinking of you

And the way you look tonight.

You're lovely, with your smile so warm

And your cheeks so soft,

There is nothing for me but to love you,

And the way you look tonight.

With each word your tenderness grows,

Tearing my fears apart

And that laugh that wrinkles your nose,

Touches my foolish heart.

Uma ligeira brisa soprou neste momento e que fez com que seus cachos se mexessem um pouco e deles emanou o mais requintado aroma que jamais havia sentido. Sua cabeça havia se apoiado em meu ombro enquanto continuávamos a nos mover de forma muito tranquila ao ritmo da música, era a primeira vez que dançava com Bella, mas parecia que já o havíamos feito por toda a vida, podia sentir que nossos corpos se reconheciam. Fechei lentamente os olhos e inspirando profundamente, enchi meus pulmões com sua essência. Não pude resistir mais à tensão e aproveitando minha posição, rocei ligeiramente a ponta de meu nariz em seu pescoço. Fui avançando devagar recorrendo com meu nariz o pequeno trajeto até deixar minha boca na altura de seu ouvido e sussurrei...

Yes you're lovely, never, ever change

Keep that breathless charm.

Won't you please arrange it?

'Cause I love you

Just the way you look tonight.

Just the way you look tonight.

Darling

Just the way you look tonight.

A música não poderia ser mais propícia para o momento. Era certo, vê-la assim tão linda em meus braços só me recordava Bella... minha doce Bella. A música havia chegado ao final pelo que nossos corpos começaram a parar. Lentamente me separei um pouco dela e lhe sorri. Neste instante sobreveio uma rara sensação, era como se meu corpo sentisse a ausência do seu e quisesse voltar a se aproximar dela para perder- se em seu poderoso magnetismo. Estivemos presos dentro de nossa pequena bolha por uns quantos segundos até escutarmos alguma brincadeira ao redor.

-Edward... estava ai!- escutei os gritos de minha irmã enquanto se aproximava de mim. Isabella imediatamente soltou minha mão e deu 2 passos para trás.

-Bella, estava muito preocupado. Pensei que você havia ido embora sério!= O inseto que ela tinha como amigo estava vindo com minha irmã.

-Desculpe Matt, não quis te deixar preocupado... Senti que estava me afogando ali dentro e sai para tomar um pouco de ar- A vos de Bella se escutava com preocupação, talvez arrependida? Sentia o olhar intenso do loiro sobre mim, eu de minha parte também não estava muito cômodo com sua presença aqui.

- Edward aproveito a ocasião para te apresentar meu bom amigo Matt Stone, ele é meu irão Edward- Alice havia sentido a tensão gerada por ambos e decidiu romper o elo com uma simples apresentação.

-Muito prazer Matt- Nenhum dos dois estendeu sua mão para aperta- la pelo que somente assenti levemente em sinal de respeito. Poderia não ser cavalheiro com as mulheres mas pelo menos tinha bons modos em público.

- Desculpem cavalheiros, mas ...Alice, poderia me dizer onde fica o banheiro? Isabella interrompeu o contato visual que eu mantinha com seu "amigo" ao passar entre nós dois

-Oh claro, vamos. Eu te mostro onde é- minha irmã pegou o braço de Bella e caminharam para o interior da casa deixando – me em uma incômoda situação com a imitação do Ken.

-De onde você conhece Bella? Me disse enquanto me dava um olhar de avaliador.

-Importa muito? – respondi com um tom de zombaria.

-Claro que importa, ela é minha melhora amiga e vi como você estava dançando com ela, Bella nunca tem esse tipo de aproximação com desconhecidos. – sussurrou em tom irritado nesta última parte, seu olhos rapidamente começaram a ficar vermelhos de raiva, o homem estava a pontos de se arrebentar de... ciúmes? Suspeitei então que via a Isabella mais do que só sua melhor amiga mas precisava confirmar com Alice.

- Não sou um desconhecido para Isabella. Contente? – me virei e comecei a caminhar de volta para a casa em busca da minha irmã. A sala estava abarrotada de gente que entrava e saia em busca de bebidas. A encontrei perto da cozinha conversando com uns rapazes.

-Alice- disse agarrando-a pelo braço e nos afastando um pouco das pessoas. A levei para o corredor que levava ao escritório. Onde está Isabella?-perguntei uma vez que olhava ao redor confirmando que ninguém escutaria nossa conversa.

- Ouch Edward... está me machucando- não me dei conta da pressão que estava fazendo em seu braço até a hora que o soltei. Meus dedos haviam deixado uma marca no braço de minha irmã, em que energúmeno me havia convertido?

- Sinto muito Ali- disse arrependido e abaixando um pouco a cabeça.

-Bella esta no banheiro do meu quarto, o banheiro dos convidados estava ocupado, então a levei até em cima.

- De onde conhece Isabella? – questionei Alice, precisava de respostas e precisava já!

-De onde a conhece você? – Perguntou levantando uma sobrancelha.

-Eu perguntei primeiro Alice. Não pode me responder com outra pergunta.

-Está bem Sherlock Holmes, acabei de conhecê-la esta noite. Saia de sua existência já que Matt não deixava de falar dela o tempo todo que esteve em Nova York mas não a havia visto em pessoa até hoje.

-Matt não deixava de falar dela? Diga- me Alice, que tipo de coisa falava sobre Bella?- sua imprecisão estava me matando.

- Não penso em responder mais nenhuma pergunta sua senão responder a minha. De onde você a conhece?- Alice estava me colocando em uma encruzilhada, por nenhum motivo minha irmã deveria saber de meu plano, mas por outro lado ela poderia inteirar- se de uma maneira ou de outra. Ela estava por dentro da história dos Swan e dos Cullen mas jamais lhe contaria a promessa que fiz a meu avô Edward no dia em que morreu. Assim decidi dar- lhe pistas, como Hansel e Gretel...

-Alice se lembra do sobrenome de Isabella.

-Swan, Isabella Swan.

-O sobrenome Swan não te diz algo, Alice? Não podia acreditar que Alice não se dera conta de algo tão óbvio. "Porque Alice não tem veneno na cabeça" recordou minha consciência.

-Swan... ummmm creio que não. Swan, Swan, Swan ... – repetia enquanto contava com os dedos e tombava sua cabeça para a direita, quando chegou ao quinto Swan levou suas mãos à boca em sinal de terror- Oh por deus Edward, Swan... de Swan Editors?- assenti levemente.

-Alice Isabella é ELA!- disse quase gritando.

-Não pode ser- Alice sacudia a cabeça com que querendo negar. Ma...mas..- uma voz conhecida a interrompeu.

-Alice, onde está Bella?- era Matt, ele tinha nos encontrado mas, quanto de nossa conversa teria escutado? Meu pulso havia disparado, me sentia nervoso, meu plano podia ser- se perigosamente comprometido com a intromissão de Stone.

-Matt- disse Alice aproximando- se dele- Só a levei ao banheiro, dê um tempo para respirar por favor, parece seu guarda costas- brincou minha irmã dando –lhe um pequeno golpe no braço.

-Acha que posso subir para vê- la? - Matt não tirava seu olhar de mim que ainda permanecia escondido no meio das sombras do corredor.

- Está um pouco intenso essa noite Matt- disse minha irmã tomando – o pelo braço e saindo do corredor- Vamos ver se Bella já saiu e assim se certifica que o banheiro não a engoliu- Soube que Alice também queria sair rápido dali, notei por sua maneira de caminhar que ela estava em choque pela pouca informação que havia lhe dado instantes atrás, talvez seria submetido a uma sessão de perguntas ao mais puro estilo do FBI quanto todos tivessem ido embora.

Saí do corredor par dirigir- me à cozinha para pegar algo para beber. Pensei em tomar uma cerveja, mas acabei abrindo uma das garrafas de Cabernet Sauvignon que minha mãe guardava em sua própria adega. Me servi uma taça e sentei em um dos bancos que estavam juntos à mesa. Me deixei embriagar uns estantes por seu aroma, um inconfundível aroma floral como de violetas e rosas com um toque Frutal com mirtilos, framboesas e amoras. O mexi um pouco para ver sua textura, estava bem encorpado. Devia ter sido cultivado pelas melhores mãos pois rinha a densidade perfeita. Finalmente o provei, um sabor requintado que despertou até o mais tímido de meus hormônios, era perfeito. Desfrutei mais um gole antes de escutar a incomoda vozinha dentro de minha cabeça outra vez.

Você se dá conta de assim como você descreveu o vinho é como ambos vemos a Bella?

-Basta! Me dê um pouco de paz por favor- Me levantei e sai para o pátio ainda com minha taça na mão. Sem que notasse comecei a procurar por ela de forma desesperado. Será que já havia ido? Cruzei o pátio e cheguei até a tenda, ainda estava cheia de gente mas um pouco menos de que quando cheguei. De longe vi Emmett e sua noiva.

-Edward- me cumprimentou com um abraço- Pensei que não tinha vindo. Acabou de chegar?

- Não na verdade acho que já estou aqui há um par de horas mas estava dentro de casa. Olá Rosalie,é um prazer te ver, como sempre. Cumprimentei com um beijo na mão a noiva de meu amigo. Ela era dona de uma beleza exuberante além de ser muito inteligente. Trabalhava como relações públicas e tinha conhecido Emmett em um evento em comum. Ele sempre me dizia o quão talentosa era sua namorada e era justamente por isso que ela não era a classe de mulher que eu conquistaria, Rosalie não valia para ser um encontro só de uma noite. Ela tinha o que se chamam "material para casamento" e eu não duvidava que Emmett o propusesse dentro de uns meses.

-Obrigada Edward- respondeu- Espero que não te incomode que tenhamos trazido meu irmão para a festa de Alice, ele estará na cidade por um par de dias e não queria deixa-lo sozinho no apartamento.

- Não, claro que não incomoda, além do mais Alice é a dona da festa. Mas...- disse divertido enquanto olhava em ambas as direções- Onde está seu irmão?

-Oh, Jasper está dançando com Alice ali no meio da pista. Está vendo?- Rosalie me indicou com sua cabeça onde estava minha pequena irmã. A duende não perdia tempo, estava dançando com a versão masculina de Rosalie, era igual a ela. Poderia ver que minha irmã estava desfrutando de sua companhia, girei minha cabeça alguns centímetros mas para a esquerda e foi ali que a vi.

Isabella estava sendo arrastada para a pista pelo verme do seu amigo. Se notava que ela não queria fazer isso mas aos poucos foi cedendo. A música que havia começado a tocar, era uma de minhas favoritas : Friends will be friends do Queen. Ela sorriu quando reconheceu a música e começou a mover-se lentamente até me dar as costas deixando seu amigo de frente para nós. Me dei conta de que eu havia avançado alguns passos me afastando de Emmett e Rose e me aproximando mais da pista de dança. Agora estava mais próximo deles, Matt se deu conta de que eu o estava vendo e aproximou Isabella o máximo possível a seu corpo colocando a mão em suas costas de uma maneira muito possessiva, como se quisesse marcar território em algo que era MEU. Me irritei ao ver a cena, morri de vontade de amassá- lo como um simples inseto que era, mas não poderia fazer um espetáculo. Comecei a apertar fortemente a taça que tinha nas mãos até que escutei o cristal quebrando –se.

-Edward, por Deus, o que aconteceu? – Rosalie se aproximou até onde eu estava, dando um gritinho abafado ao ver como a taça havia se arrebentado em minha mão, os cristais tinham se incrustado na palma da minha mão de onde as gotas de sangue se confundiam como vinho derramado.

- Nada Rosalie, um descuido meu. Não foi nada, desculpe- me- Caminhei novamente para o interior da casa para pegar um pano úmido e me limpar, com certeza que não era nada grave. Meti a mão debaixo da água fria da pia da cozinha.

-Merda- a ferida ardia terrivelmente, a sentia vermelho vivo. Nesse segundo minha mãe entrou na cozinha.

-Edward o que aconteceu?-Disse pegando minha mão e a tirando de debaixo da água para examinar a ferida.

=Nada mãe, foi só uma imprudência minha. Ainda creio que deveria trocar essas taças por umas mais resistentes.- Fiz uma careta de dor quando minha mãe começou a tirar os pequenos pedaços de cristal que estavam incrustados em minha mão.

- Vamos ao meu quarto para fazer um curativo com algodão e álcool – Me pegou pela mão e me guiou ao primeiro andar onde ficava seu quarto. Esme continuava sendo uma mãe super protetora, ainda quando Alice e eu havíamos deixado de precisar dela há muito tempo. Abriu a porta de seu quarto ,tinha um cheiro muito especial, muito... casa, e que apesar dos anos não se desvanecia, de fato se fazia cada vez mais forte. Me sentou em sua cama e como se fosse uma criança começou a dizer que não iria doer, claro que sabia que isso ia doer como o inferno, mas como poderia me opor a minha mãe/ Não demorou a deixar minha mão como nova, as feridas do cristal quase nem se notavam mas por precaução enfaixou minha mão.

-Pronto filho, não vá tirar essa faixa até amanhã. Não queremos que infeccione.- Fiquei de pé e lhe dei um beijo na testa.

- Obrigado por tudo mamãe. Me desculpe mais tenho que voltar lá para baixo, deixei Emmett sozinho- Essa não era a verdadeira razão pela qual queria descer, deveria certificar- me que Isabella continuava lá em baixo. Você é um cretino Cullen, só faltava sua mãe na sua lista de mentiras.

- Claro filho, continue aproveitando a festa- Respondeu em um tom triste enquanto baixava um pouco a cabeça, se ela queria prolongar nossa conversa mas esse não era o momento ideal para fazê- lo. Descemos em silêncio e na sala desviamos nossos caminhos, ela ficou na cozinha enquanto eu sai para o pátio. Desta vez era descarado, não dissimulava o fato de que estava rastreando Isabella com o olhar. Dei a volta na maldita tenda 3 vezes e não havia rastro dela ou de seu incômodo amigo.

- Se estiver procurando por Isabella, ela se foi há uns minutos atrás. Teve uma emergência.- Alice sussurrou delicadamente em meu ouvido direito e logo se afastou com um sorriso, estava de braços dados como irmão de Rose, em que momento haviam se aproximado de mim?- Edward- Mudou imediatamente o tom de voz- Te apresento Jasper Hale, o irmão de Rosalie.- Estiquei minha mão para apertar a dele, ele respondeu o comprimento de maneira forte e segura.

-Muito prazer Edward, devo dizer que tem uma casa bonita e uma irmã adorável.- As bochechas de minha irmã se coraram de um vermelho intenso, genial agora tinha que ver como flertava com minha própria irmã na minha cara.

- Muito obrigado Jasper, mas me desculpe... posso roubar minha adorável irmã por uns segundos?

-Oh sim ... claro- assentiu com a cabeça e se retirou.

-Onde foi Isabella?- me aproximei um pouco dela para não gritar devido ao alo volume da música.

- Não sei Edward, não sou a maldita polícia de Chicago! Só disse que estava indo por que tinha uma emergência e Matt foi com ela. Que caralhos esta acontecendo entre você e Isabella? Necessito uma explicação do que está se sucedendo.

-Não posso te explicar agora Ali, confie em mim. Devo ir para casa, não me sinto muito bem- ela baixou o olhar e viu a faixa na minha mão.

- Edward por todos os céus o que aconteceu?- perguntou Alice horrorizada com minha mão.

-Nada de grave. Me cortei com uma taça de vinhos da mamãe. Creio que a faixa o faz mais grave do que é na realidade.

- Você se dá conta que hoje tem estado muito esquisito? Notei desde de manhã quando me ligou.

- Essa pequena cabecinha tua já está imaginando coisas que não são- dei dois pequenos toques em sua testa com meu dedo indicador.- Seus Jimmy Choo estão em uma caixa amarela que deixei na mesa de presentes, espero que goste.

- Edward... você é um gênio!- Disse me abraçando._ Vá pra casa e descanse, depois teremos tempo de conversar. Te quero muito.

- Eu também Ali, eu também, despedi de todos aqui. Espero que tenha se divertido.- A abracei e a levantei no ar por uns segundos, depositei um beijo em sua bochecha. Poderia estar fazendo 23 anos e ser terrivelmente desesperadora de vez em quando , mas continuaria sendo minha irmã caçula.

-Nos falamos depois Edward- disse enquanto a deixava suavemente no chão. Atravessei o pátio em questão de segundos. Necessitava entrar no carro e me afastar dali o mais rápido possível. Em menos do que o esperado já tinha saído do emaranhado de carros que estava a entrada da minha casa e estava rumo à rodovia. Fiz todo o trajeto em silêncio, queria chegar o mais rápido possível ao meu apartamento. Menos mal que o volvo estava cooperando, passei rapidamente o limite de velocidade e cheguei em casa em apenas 15 minutos. Estacionei o carro e cumprimentei o porteiro com um aceno de cabeça. Entrei no meu apartamento e joguei as chaves do carro em cima da mesa. Decidi tomar uma ducha de água quente , para relaxar os músculos. Ao tirar minha roupa, notei o forte aroma impregnado nelas, era o aroma de Isabella. Tirei minha camisa e a aproximei do meu nariz aspirando profundamente , esse cheiro estava me levando à loucura. A deixei no chão como resto das minhas roupas e me meti na ducha. Fechei os olhos por uns instantes enquanto sentia a água caindo em meu corpo. Tentei dispersar minha mente mas as imagens dela se repetiam uma e outra vez: Bella na porta do edifício, Isabella na sala de reuniões, Bella chegando à festa de Alice, Isabella dançando com Matt ... Bella dançando comigo.

Caralho, para de pensar nela como se não fossem a mesma pessoa.

- Já estou farto, sabia? Gritei com minha consciência. Não demorei muito no banho, a mão estava começando a me incomodar e precisava de analgésicos com urgência. Desliguei a ducha e envolvi uma toalha em meus quadris. Peguei o frasco de analgésicos que tinha no banheiro e caminhei até a cozinha para pegar um copo de água. Tomei um par destes comprimidos e deixei o frasco na cozinha. Regressava para o quarto quando meu olhar se fixou em um móvel em particular que estava na sala. Era meu piano e fazia muito tempo que não o tocava. Me aproximei lentamente dele, como que querendo lhe pedir perdão por uma briga inexistente. Me sentei e levantei a tampa, suas delicadas teclas de marfim me convidavam a tocá-las. Ainda me lembraria como fazê- lo?

Depositei minhas duas mãos em suas teclas de maneira muito delicada e permiti que meus dedos começassem a mover como que reconhecendo o terreno. Rapidamente meus dedos fizeram um passeio por sua história pessoal, toquei um pouco de Chopin e de Beethoven. Recordei por que adorava tocar o piano, me permitia exteriorizar tudo o que sentia em determinado momento. Sem notar fui trocando a uma mais forte, mais violenta, chegando ao ponto de golpear as teclas com fúria. Respirei para me tranquilizar porque minha mão havia começado a doer devido ao esforço que estava fazendo. Por uns segundos a imagem de Bella na fonte à luz da lua me golpeou com força e mês dedos se moveram um pouco para o lado esquerdo para entonar os sons mais agudos da escala, meu ouvido reagiu no mesmo instante à música que meus ágeis dedos estavam interpretando: Clair de Lune...

Fechei os olhos e permiti que meus sentidos se recordassem da suavidade da pele de Bella, o aroma de anjo que estava impregnado no corpo do demônio que devia destruir...mas eu teria a força suficiente para distinguir uma da outra? Permiti que meus dedos terminassem as últimas nodas da música e fechei a tampa do piano. Caminhei até o quarto e coloquei só uma boxer, estava muito quente para usar algo mais. Apaguei as luzes e me meti na cama, deveria descansar e estar preparado, eu sabia muito bem aonde queria chegar, havia preparado cada detalhe meticulosamente e havia demorado anos para fazê- lo pelo que agora não poderia permitir que Bella viesse colocar meu mundo de cabeça para baixo! Ela não seria capaz de conseguir assim?


N/A : E aí? Gostaram? Que será que vai vir por aí? Tomates ou review? Bj. Lu.