. Disclaimer: Os personagens de autoria saga Crepúsculo de Stephenie Meyer são fabulosas a quem apresentamos um mundo de fantasia excelente. Eu só registo nesta história retorcida a tradução gentilmente cedida por lenenisita.
Capítulo 8: Plano em marcha: Deslumbrando- te ou Deslumbrando –me?
Música do capítulo: Paralyzer- Finger Eleven
-Respira...respira...respira- Repetia uma e outra vez enquanto caminhava em círculos em meu escritório. Estava tendo a mais irracional das reações, nem eu podia definir que caralho estava acontecendo. Está manhã as coisas estavam caminhando de mal.. a pior. Isabella havia se irritado por meu interrogatório sem sentido, por acaso ela não entende que preciso saber onde ela se meteu à noite, ou com quem esteve ou o que fez? Pude ver preocupação em seu olhar quando viu minha mão enfaixada, tive que mentir já que não podia simplesmente lhe dizer "Oh, essa faixa? Oh sim Isabella, me feri ontem à noite ao quebrar uma taça acidentalmente ao ver como o imbecil de seu amigo te tocava enquanto dançavam." Não queria que ela pensasse que eu era um acusador psicopata, pelo menos eu o descobri há poucas horas dando voltas na cama durante toda a madrugada.
-Porque tinha que ser precisamente ela vovô?= Pensei enquanto me deixava cair frustrado na cadeira. Ela era realmente uma mulher linda, com uma segurança para falar de negócios e uma cabeça muito concentrada. Mas era justamente Isabella com quem estive esta manhã e não com o anjo com o qual dancei à noite a luz da lua, essa sim era uma mulher diferente. Recordei a conversa que tivemos uns minutos atrás. Era difícil para eu admitir mas durante um bom tempo havia me perdido nos poços de chocolate que me olhavam com atenção, reconheci imediatamente esse olhar, era o olhar do meu anjo Bella, a mulher que tinha me capturado desde ontem e que estava rapidamente me levando à loucura. Tive que me concentrar novamente para lhe explicar o álibi da defesa que estava planejando para o caso.
Mencionei sobre o testemunho da autora, mas fundamentalmente sobre a importância dos escritos originais dos livros. Disse que os tinha em um lugar seguro e me prometeu uma cópia, mas eu tinha que ter os originais. Iria consegui-los de qualquer jeito. Estava um pouco perdido em meus planos quando o inconveniente som do telefone nos interrompeu. Ela atendeu a ligação e neste mesmo instante sua testa se franziu em sinal de irritação. Não podia seguir o ritmo de sua conversa por que falava muito baixo. Ok, deixe- o entrar foi a última frase que disse antes de desligar. Deixe- o entrar? Quem ousava nos interromper? A vi colocar-se de pé e caminhar até a porta, sabia que não deveria me virar para ver quem era em sinal de educação, mas não pude evitar ao notar que Isabella continuava em pena porta, pelo que parece ela estava assinando um papel ou algo assim. Minha teoria desabou um segundo depois ao ver o enorme buque de rosas que havia recebido. Tratei de conter a ira que me apreendeu neste momento, cerrei minhas mãos formando um punho apertado. Me sentia como o homem que descobriu o fogo, um verdadeiro homem das cavernas que reclamava como sua a mulher a minha frente. Ninguém além de mim poderia lhe mandar flores.. NINGUÉM CARALHO!
Os nós dos meus dedos estavam quase brancos por causa da força que estava fazendo, relaxei um pouco a mão e sem que ela notasse apertei a ponte do meu nariz com eles. Precisava respirar e pensar. Ok, vejamos: primeiro era me tranquilizar e disfarçar que a situação não tinha me incomodado. Segundo e primordial agora era descobrir quem lhe havia enviado as rosas.
-Problemas no paraíso?- foi a única coisa que me ocorreu perguntar. Tentei soar um pouco rápido e com um toque de humor para que ela não notasse que a coragem estava me corroendo por dentro. Isabella tombou um pouco a cabeça para o lado, se notava ainda distraída pelo acontecido de minutos atrás. Reformulei minha frase e quando entendeu o que quis dizer rapidamente esclareceu que as rosas tinham sido enviadas por seu "amigo" Matt e que não tinha namorado. Só uma dúvida havia ficado no ar. Por que me esclarecia algo que não havia perguntado? Acaso ela estava...? Sacudi a cabeça ligeiramente para dispersar essas ideias estúpidas e tentei respirar aliviado ao saber que não havia ninguém em sua vida e nem por isso podia deixar de estar inquieto pelo fato do inseto estar lhe mandando flores. Por que estaria enviando? Teria feito algo a ela na noite anterior? Mas mais importante: Teria magoado a minha Bella? Espero que para seu próprio bem não tenha se atrevido a fazer –lhe algum dano, porque seria capaz de procura- lo e despedaça- lo lenta e dolorosamente.
Depois de concluir alguns detalhes e mais o que discutir sobre o caso, decidi me retirar para meu escritório. Ela se colocou de pé e me acompanhou até a porta caminhando muito próximo a mim, por ali que seu delicioso aroma me nocauteou por completo. Sem pensar muito me virei ficando de frente para ela. Por um seguindo a quis tomar em meus braços e apertá-la fortemente em meu peito mas minha sanidade regressou neste instante e me permitiu voltar ao meu plano, que já havia traçado e convidá- la para jantar. Ela se desculpou dizendo que esta noite deveria ir para casa, me senti como o típico adolescente snob, cheio de acne que é dispensado pela colega. A histeria da rejeição havia feito com que enxergasse tudo vermelho de um momento para o outro, até que sua voz me fez virar para vê- la.
- Amanhã, 8pm. Me busca em casa?- Essas palavras foram como música para meus ouvidos. Esbocei um pequeno sorriso e depois de prometer que assim seria, entrei em meu escritório e estou aqui com a cabeça em total bagunça. Ela tinha aceitado o jantar, mas não hoje, sim amanhã, seria realmente importante o que teria que fazer hoje? Na verdade iria cedo para casa ou se encontraria com o imbecil do Matt para agradecer o gesto das rosas? Rosnei baixinho devido a frustração. Deveria averiguar o verdadeiro destino de Isabella ao sair do escritório e não me importava em segui- la para saber.
Pelo que restava da manhã decidi me focar no trabalho. Além do caso Swan ainda teria uns informes pendentes de um processo anterior assim que decidi termina- los. Depois de algumas horas meu celular tocou.
- Olá Emmett, bo..-olhei meu relógio- boa tarde.
- , que alegria em lhe escutar. Ainda está vivo. À noite desapareceu de um minuto para o outro.
- Sim, me lembrei que tinha algo importante para fazer e por isso fui embora- disse em um tom totalmente carente de emoção.
- Está estranho Edward. Bem sempre foi estranho mais agora está mais perceptível- Se escutou a gargalhada de Emmett do outro lado do telefone.
-Obrigado pelo elogio McCarthy. A que devo a honra da sua ligação?
- Estou ligando para te fazer um convite, esta noite um dos clientes de Rose inaugura uma disco no centro e teremos entradas VIPs para comparecer. Te vejo aqui em casa ou nos encontramos lá?- Emmett me conhecia, sabia que Edward Cullen não desperdiçava a oportunidade de diversão tão fácil como essa. Mas pela primeira vez em minha vida tinha algo mais importante que isso.
- Lamento muito recusar uma oferta como essa, mas devo fazer algo essa noite Emmett. Talvez na próxima.
-Agora sim posso confirmar que está doente compadre! Se miudar de ideia é me ligar.
-Obrigado pelo convite Emmett, mande recomendações a Rose. Espero que se divirtam. - Desliguei e sai do escritório. Estávamos próximos do final da jornada de trabalho e ainda tinha muito o que fazer, começando por Angela. Ao chegar a sua mesa notei que as rosas que chegaram esta manhã estavam em um grande vaso com água.
- Pelo que parece hoje é um grande dia para as mulheres da Swan Editors & Co. Todas estão recebendo rosas hoje.
- Ah não Edward. Estas não são minhas, são as que Isabella recebeu está manhã. - disse enquanto as admirava- são lindas, não são? Pena que Isabella não goste, por isso elas estão aqui fora.
-Isabella não gosta de flores?- perguntei intrigado.
-As rosas não, ela adora frésias. Acho que é porque lhe recordam muito a sua mãe, Renée cultivava um jardim de frésias em sua casa- Isso explicava muito o porquê de seu aroma especial, era parte dela. - É realmente triste o que aconteceu a seus pais, é incrível como a vida pode mudar em um minuto, não acha?
- Sim Angela, é muito difícil aceitar a perda de alguém tão próximo- Eu que o diga!
- Ela tem sofrido muito em muito pouco tempo Edward, primeiro perdeu seu avô há 2 anos. Agora seus pais, ela aparenta ser muito forte, mas não é. Estou muito preocupada com ela, se Charlie não sair dessa provavelmente entre em shock e desta vez muito sério.
- Se preocupa muito com ela, não é?
- Isabella não é só minha chefa, ela é minha amiga Edward. Eu devo muito a ela e a sua família. Nos ajudaram muito a minha mãe e a mim e estarei sempre muito grata. Ela é uma pessoa excelente, ainda que às vezes ela não se enxergue claramente. Isabella merece amar e ser amada, sobretudo precisa sentir- se protegida- Um forte sentimento de culpa começou a encher cada parte de mim. Seria suficientemente imbecil para fazer-lhe algum dano na situação em que se encontrava? Decidi não pensar mais sobre isso e dei uma ligeira mudada de assunto.
- Pelo menos não está de tudo sozinha, tem seu amigo- disse de forma depreciativa esperando que Angela notasse que o inseto me desagradava.
- Sim. Ela sempre contou com Matt, é seu amigo, mas ela precisa mais que isso. Alguém que encha seu dia de luz, que a faça sorrir e esquecer por um momento sua realidade- Esta conversa com Angela estava ficando cada vez pior, cada segundo que passava me sentia mais miserável. Outra vez deveria mudar imediatamente de assunto.
- Esperemos que ela encontre logo. Angela, por acaso ela te disse que teremos um jantar amanhã?- não poderia dizer-lhe que era um encontro, me entregaria se o fizesse. –Devo busca- la em sua casa e me disse que você poderia me dar o endereço.
-Oh claro Edward. – pegou rapidamente um lápis e um papel de escritório para anotar o endereço e logo me entregou. - Aqui, é fácil de achar e estou certa que não se perderá.
-Muito obrigado Angela, já estou saindo hoje. Que descanse.
- Você também Edward. Até amanhã. - Peguei o elevador e desci até o meu carro. Segurei o pedaço de papel na minha mão e olhei o endereço. Não ficava tão longe do escritório assim que obedecendo meus estúpidos impulsos me dirigi até lá. Angela tinha razão, o lugar era de fácil acesso. Ainda que pertencesse a uma área exclusiva de Chicago, a casa de Isabella parecia um tanto acolhedora, ou pelo menos era o que a fachada aparentava. Estacionei o carro perto da casa vizinha para não ser descoberto e continuei olhando a casa. Um formoso jardim externo era parte da entrada, supus que deveria ser o jardim de sua mãe. A entrada estava majestosamente complementada por uma elegante varanda. Ao fundo se podia ver um pequeno balanço feito com a roda de um carro pendurado em uma árvore, amendoeiras.
Uns segundos depois escutei um carro entrar na garagem da casa. Devia ser Isabela, mas só consegui ver um senhor de uns 50 anos ao volante, talvez fosse seu motorista. Quando o carro parou por completo minhas dúvidas se dissiparam, era ela. Caminhou com passo ágil até o interior seguida pelo homem que a acompanhava. Vi o relógio, eram 6 da tarde. Pelo que parece ela não havia mentido, mas também não iria me mover dali até ter certeza de que ninguém entraria ou sairia.
A noite começava a cair sobre Chicago e dentro da casa de Isabella tudo estava tranquilo, não havia nenhum indício de que ela fosse sair. Tive que reconhecer que me sentia como um maldito perseguidor psicopata que havia sido retirado de um filme de suspense de baixo calão. Comecei a imaginar o jantar de amanhã. Me sentia emocionado pelo simples fato de ter aceitado o convite. Mas porque me sentia estranhamente feliz? Era o meu plano não era? Em menos de 24h a tinha visto 3 vezes e era cada vez mais difícil me manter afastado dela.
- Maldição! Comecei a golpear o volante. Tive que sair do carro, 3 horas fechado ali me fizeram sentir uma terrível sensação e ansiedade. Precisava saber o que ela estava fazendo neste momento. Eu era advogado e sabia melhor que ninguém que invadir uma propriedade particular era ilegal, mas não me importava. Caminhei bem devagar entre as sombras do jardim e pode ver através de uma janela a enorme cozinha da casa. Estava ali uma senhora um pouco mais velha, conversando com o senhor que trouxe Isabella para casa. Uns minutos depois entrou Isabella e ajudou a senhora a servir o jantar. Quem eram essas pessoas em sua vida? Apesar de vê-la brincando, seu sorriso não chegava até seus olhos como esta manhã. Estive neste pequeno esconderijo por mais de uma hora, a vi terminar seu jantar e colocar-se de pé. Foi até a pia e lavou seu prato e depois subiu as escadas. Depois de alguns minutos a luz do quarto do canto se acendeu. Supus que fosse a sua pelo que fixei atentamente o olhar. Mais uma hora se passou e as luzes da casa Swan se apagaram por completo. Meus músculos endurecidos pela posição me pediam aos gritos para sair dali, lhes dei caso e fui para o carro.
Me sentia calmo ao ver que ela não tinha mentido, e que não tinha se encontrado como inútil do Stone. Estava quase ligando o carro quando eu celular tocou. Era Emmett.
- Ainda está "acupado" Sr. Cullen?- tinha esquecido por completo do convite de Emmett.
-Estava para ir para casa, como está por ai?
-O lugar é incrível Edward, definitivamente você tem que vir. Há bebida e comida até cansar. E as mulheres, tem que ver- las... ouch querida por que está me batendo se sabe que só tenho olhos para você. Bem me diga que mudou de opinião e que virá.- Não parecia um plano ruim, a ideia de colocar um pouco de álcool em meu corpo soava realmente tentadora, precisava de um recesso pelo dia tão retorcido que tive.
- Sim Emmett estou a caminho daí. Não acabe com todo o álcool antes que eu chegue. Disse sorrindo.
-Te espero então. - desliguei e me dirigi para o clube. Se chamava "Látigo" e estava localizado em um estupendo setor dentro do centro de Chicago. Emmett havia dado as instruções para que me deixassem entrar e assim escapei da enorme filada entrada. Emmett estava conversando com um dos sócios de Rose por isso decidi não interromper e dei uma volta pelo clube. Me aproximei do bar e pedi uma bebida.
- Por favor, uma taça de vinho?- Na hora veio aminha cabeça à lembrança da noite de ontem e inevitavelmente a associei com minha Bella e seu delicioso corpo e aroma inconfundível. Sorri pelo fato de que não conseguia tirá- la de minha cabeça nem por um segundo, assim acabei mudando de opinião- Não, melhor, me dê uma dose de whisky duplo, sim?- O cara do bar me serviu a bebida e em seguida dirigi meu olhar para a pista de dança. Emmett não tinha se enganado, havia mulheres muito bonitas naquele lugar. - Sem nem perceber, meu copo já estava vazio e pedi um segundo copo de whisky.
Decidi dar outro volta pelo lugar e ao chegar ao outro estremo tive uma surpresa. Havia ali uma mulher de cabelo loiro que se contorcia ao ritmo da música. Movia sensualmente os quadris e seus enormes peitos que eu conhecia muito bem.
Lauren, uma de minhas "amigas" estava ali. Usava um vestido preto com um decote que deixava muito pouco para a imaginação, as costas descobertas e minissaia muito curto. Apesar das luzes escassas se notava que não tinha nada por baixo. A reação do meu corpo muito hormonal não se fez esperar, talvez Lauren seja uma boa maneira de "liberar tensões", não? Decidido a usar essa cadela para meu benefício pessoal me aproximei por trás sigilosamente, pousei minha mão em sua cintura e a trouxe até a mim, ela deu um grito abafado. Meu membro já estava em pé de luta, quis se virar mas me aproximando de seu ouvido lhe sussurrei com voz rouca.
- É uma menina muito má, sabia? Depois de falar isso não tentou se virar mais, tinha reconhecido minha voz, sabia quem era eu e o que queria com ela. Não perdeu tempo e pressionou seu trazeiro contra minha já dolorida ereção, enquanto deixava escapar em forte gemido.
Eu tão pouco queria ir pelo caminho mais longo. Meus dedos se aproveitando da cumplice escuridão se adentraram por baixo da saia de seu curto vestido para comprovar minha teoria: Não usava calcinha. Imaginei que isso seria ainda mais fácil que o esperado. Ao sentir meus ágeis dedos abrindo caminho por entre suas pernas Lauren deixou escapar meu nome entre pequenos gemidos e meu controle chegou até ali. A peguei pelo braço e depois de dar- lhe um beijo brusco, a arrastei para fora da pista. A meti no banheiro de mulheres e fechei a porta com o trinco. A fiz entrar em uma das minúsculas cabines. Apoiei suas costas em uma das paredes do pequeno lugar e me aproximando dela agarrei seu cabelo de forma rude e a beijei novamente, isso me deu tempo de desabotoar minhas calças e liberar minha ereção. Apertei seu trazeiro com força e sem perder mais tempo peguei um condon e o coloquei, eu sempre estava preparado para quando este tipo de encontros casuais com mulheres como Lauren aconteciam.
Nem se quer me preocupei em checar se estava úmida ou não, assim subi seu vestido até a cintura e entrei nela de uma estocada só com tal violência que ela deu um grito. De imediato comecei a investir de forma rápida, forte e talvez um pouco violenta, mas sobre tudo eu precisava. Vi que com o passar das investidas seu rosto se retorcia de prazer. Por um segundo ansiei que fosse uma morena que estivesse ali entre meus braços. As imagens repentinas do rosto de Bella que vinham a minha mente começaram a ficar constantes e cada vez mais claras. Sabia que Lauren estava desfrutando, podia ver pelas suas unhas rasgando as paredes do lugar, eu tinha aprendido muito bem a arte de enlouquecer a uma destas mulheres, mas pela primeira vez para mim o sexo tinha virado uma experiência frustrante e não libertadora. Senti nojo de mim mesmo, era um verdadeiro cretino por estar com outra mulher pensando em minha doce Bella. Senti que minha libertação já estava próxima e aumentei o ritmo das investidas tornando-as quase frenéticas; depois de alguns minutos gosei dentro dela. Saí rapidamente de Lauren, tirei o condon e joguei no lixo. Arrumei minha roupa enquanto ela tentava fazer o mesmo com a sua. Sabia muito bem que ela não tinha chegado ao orgasmo, então antes que ela começasse com suas reprovações saí do cubículo em que estávamos.
-Maldito Edward Cullen... Desgraçado, filho de uma cadela...Te odeio! Foi a última coisa consegui escutar antes de sair do banheiro. Não aguentava nem mais um segundo estar neste lugar, devia procurar Emmett e dizer- lhe que iria para casa. Me sentia ainda mais confuso que quando cheguei. Caminhei até a área VIP encontrando Emmett sozinho.
- Edward.. onde raios você se meteu? Pensei que já tinha ido.
- Estive um pouco no bar tomando um trago e me distraí por ali. Nada importante. - Esperava que o cheiro de sexo que carregava não me entregasse.
-Eu estou tomando whisky, peço para você?-Disse Emmett levantando seu copo.
- Não, de fato só vim te dizer que estou indo para casa.
-Você está bem Edward? Esta é a segunda vez que abandonas uma festa antes das duas da manhã na mesma semana e isso não é comum para você.
- Não se preocupe Emmett, só estou um pouco cansado. Nos falamos depois. - Saí do clube e fechei meu casaco, a temperatura de Chicago havia caído miseravelmente e realmente fazia frio. Entrei no carro e fui para casa. Ao chegar, tomei um banho com agua bem quente para relaxar, um forte sentimento de culpa estava se apoderando rapidamente de mim. O que eu tinha feito no Club? Tinha me deixado levar por minha estúpida luxúria e estive com uma mulher pela qual agora sentia repulsa. Fechei os olhos por um momento e a imagem de Bella voltou a aparecer: seu sorriso, seus olhos, seu rosto tão angelical e seu aroma. Tinha certeza que era com Bella que meu corpo queria estar. Bufei na hora que desliguei o chuveiro e saí do banho. Procurei algo cômodo para colocar e caí rendido na cama.
Não tinha sido uma noite fácil, acordei várias vezes por causa de uns horríveis pesadelos mas tinha um que se repetiu mais de uma vez. Via minha Bella chorando desconsoladamente enquanto que eu estava ali sem poder fazer nada, era como se não pudesse me ver nem escutar.
Bufei frustrado ao perceber que já estava quase amanhecendo e eu não tinha dormido nada. Saí da cama e coloquei meus tênis. Dei algumas voltas pelas ruas próximas a meu apartamento, necessitava de um pouco de ar fresco para clarear minha cabeça. Provavelmente tinha passado uma hora desde hora em que tinha saído, quando decido voltar vi uma floricultura abrindo as portas. Sem duvidar duas vezes e impulsionado pela estranha sensação que percorreu meu corpo, atravessei a rua e entrei no pequeno e acolhedor lugar.
- Bom dia- disse amavelmente à senhora que estava de trás do balcão- desculpe incomodá- la tão cedo, mas por acaso tem fresias?
-Frésias? As flores da inocência. Claro arrojado rapaz. Essa manhã chegou minha remessa semanal de minhas belas frésias por tanto você está com sorte. Sua namorada ficará muito feliz quando as receber.
- Oh não, não, não são para minha namorada- Lhe disse enquanto ela pegava uma caixa com as belas flores. Frésias, as reconheceu de imediato o meu olfato, a marca registrada do meu anjo.
- Ah sim? Pois se ainda não é, com certeza depois disto será. - As acomodou em um belo enfeite que combinavam com a cor das frésias brancas que carregava. Ao terminar sua tarefa, me entregou e sorriu.
- Quanto é?- disse pegando algumas notas do bolso do meu moletom.
- Acho que sei para quem são então haverá um preço especial por elas- fixou seus olhos em mim e logo olhou para as flores- São 20 dólares. - disse sorrindo. A pobre senhora deveria estar louca, umas flores assim não deveriam custar menos de 50 dólares. Decido seguir seu jogo e lhe estendi uma nota de 20 dólares.
- Muito obrigado por seu amável gesto, mas poderia saber quem você crê que receberá essas flores hoje?
-Oh claro que sim, se não estou enganada essas flores são para Isabella Swan- Arregalei os olhos ao escutar a resposta, que demônios!- pela sua reação estimado rapaz posso ver que se surpreendeu. Minha resposta está baseada na lógica, somos a única floricultura em toda Chicago que vende frésias e ninguém mais além de Isabella as compra. Assim que suponho que estas são para ela. Mande lembranças minha parte, sou a Sra. Webber- Estava em completo estado de choque ao escutar a resposta. Balbuciei uma rápida despedida e saí rapidamente do lugar.
-Wow, isso foi estranho- disse para mim mesmo ao chegar na porta do meu apartamento e procurar as chaves. Deixei as frésias em cima da mesa e fui me arrumar para o dia. Usei um traje formal, já que teria uma audiência no fórum à tarde. Preparei café com torradas e em uma hora já estava pronto para sair. Chequei a faixa na minha mão e vi que a ferida já estava seca portanto poderia tirá – la. Olhei meu relógio e ainda estava cedo para ir para o escritório, mas isso me dava uma vantagem. Deixar as flores sem ser visto. Flores... ummmm porque não tinha pensado antes? Isso sim era uma jogada de mestre, por que era uma tática, não era? Decidi não pensar bobagens e me pus a caminho.
Cheguei ao edifício da Swan Editors & Co. em 20 minutos. Subi até o andar do escritório de Isabella e me escapuli sem problemas para o interior da mesma. Deveria agir rápido para que não notassem que havia alguém no escritório da presidência. Fui até sua mesa e depositei as frésias ali. Juntei com um pequeno recado;
Um cheiro tão requintado como destas belas frésias só pode ser ofuscado pelo aroma viciante como uma bela mulher bonita. Nos vemos hoje à noite ...
E. Cullen...
Sorri como uma criança pequena depois de fazer uma travessura ao sair do escritório de Isabella, sem dúvida seria um detalhe que ela não esperava. Caminhei pelo corredor até chegar ao meu escritório e me sentei para preparar minha audiência. Era uma defesa realmente fácil mas eu tinha uma reputação a manter.
"Uma reputação que pode mandar ralo a baixo se continuar com a ideia de destruir ISABELLA SWAN"
- Fazia tempo que não te escutava. Agradeço sua oportuna intervenção. - disse a minha consciência. Me concentrei tanto na revisão do caso que quando me dei conta já era quase meio dia e deveria ir para o fórum. Fechei minha pasta e saí da sala rumo ao elevador, quando a escutei, sorri ao vê-la caminhar até a mesa de Angela.
-Oh Edward. Muito obrigada pelo detalhe desta manhã. - A vi virar- se e caminhar de volta para seu escritório, isso era tudo? Um imenso sentimento de cólera me invadiu. Definitivamente essa era a frívola Isabella Swan que deveria destruir. Entrei no elevador, a única coisa que queria era sair deste maldito lugar. Não sabe com quem está ligando Isabella.
A audiência tinha sido ainda mais fácil do que esperava. Receber o veredito sempre era uma hora de tensão, que se dissipava quando falavam a meu favor. Essa vez não havia sido exceção, mais um caso ganho por Edward Cullen. Saí do fórum por cerca de 4 da tarde, ainda teria 2 horas antes do encontro então fui direto para casa para me arrumar. Havia feito uma reserva em um exclusivo restaurante italiano de Chicago, o dono era um cliente meu e concordou em nos dar uma mesa especial. Ao chegar em casa tomei uma ducha rápida e enrolei uma toalha em meu quadril para ter as mãos livres para procurar o que usar esta noite. No fundo do guarda roupa encontrei o que precisava para uma ocasião assim. Tinha decidido vestir algo casual, mas elegante, então coloquei umas calcas pretas, camisa azul claro e casaco cinza de tecido grosso, tudo da Hermes incluindo os sapatos pretos que Alice tinha me feito comprar, lembrei quando me repetia uma e outra vez "Edward você é um garoto Hermés"... sempre clássico e contemporâneo, agora entendia completamente o ponto. Tentei em vão acomodar meu bagunçado cabelo, depois de me olhar no espelho pela última vez e colocar um pouco de perfume, saí de casa.
Peguei a via expressa que ligava o centro com a área residencial de Chicago que era onde ficava a casa de Isabella. Ainda faltando 5 minutos para a hora combinada cheguei a sua casa, estacionei meu volvo e caminhei até a porta. A senhora que tinha visto na noite anterior em minha tarefa de espionagem foi quem abriu a porta.
- Boa noite, Isabella se encontra?- perguntei com um sorriso.
- Oh sim, sim ... entre por favor, já lhe avisarei que você está aqui.
- Muito obrigado, mas prefiro espera- la aqui. - Não podia entrar na casa de Isabella , era como pisar em território inimigo. Meu estômago se retorceu diante da cena patética.
- Claro, em uns minutos estará aqui. - a vi se afastar, supus que fosse a ama das chaves ou alguma empregada de confiança. Estava de costas para a porta, olhando para a rua quando escutei o som de uns saltos se aproximando de mim.
- Edward? A escutei dizer timidamente ao chegar à porta. Me virei para vê- la e o que eu vi me devastou. Na minha frente estava a mulher mais bonita que meus olhos já tinham visto. Estava simplesmente deslumbrante, usava um vestido curto de cor vermelho intenso que mostrava sensualmente seus ombros graças a um discreto decote. O tecido do vestido se enquadrava tão bem em sua delineada e bem formada cintura que poderia ser capaz de enlouquecer até o homem mais são. Definitivamente não podia me recuperar da impressão de vê-la assim tão etereamente bela com seus delicados cachos, minha bela Afrodite, quando senti que tocou levemente meu ombro.
-Nós já vamos?- Consegui assentir com a cabeça e caminhamos até o carro. Abri a porta do passageiro para que ela entrasse, depois dei a volta para entrar do outro lado.
- Está um pouco frio, quer que ligue o aquecedor?- Coloquei a chave no contato e liguei o carro.
- oh não, está bem assim Edward. Mas obrigada de qualquer forma.- sorriu e colocou suas mãos sobre seu colo. Esta mulher estava me levando à demência, esta tarde tinha se comportado de forma tão fria e agora... sorria para mim? Tenho uma cliente bipolar... genial! – Posso perguntar aonde vamos?- disse uns minutos depois.
- Isso é uma surpresa, espero que goste. - o restante do trajetos o fizemos em um reconfortante silêncio. O fato de estar em um lugar tão fechado como meu carro fez com que seu aroma se tornasse ainda mais concentrado, sua pele tia um cheiro maravilhoso... Mas, como seria seu sabor? Chegamos ao Bella Itália uns minutos depois. O lugar estava um pouco cheio para seu um dia de semana mas eu tinha feito reserva.
- Mesa para dois por favor, em nome de Edward Cullen- informei ao recepcionista.
- Claro , siga- me por favor.- o homem nos levou à área reservada para nós esta noite. Isabella admirava todos e cada um dos detalhes do lugar. Chegamos a nossa mesa e o homem se retirou desejando- nos uma boa noite. Puxei a cadeira para Isabella e a ajudei a sentar- se. Me coloquei na outra cadeira.
- Já esteve aqui antes?- perguntei.
- Não, faz muito tempo que não janto fora de casa. Além do mais faz menos de um ano que moro em Chicago então não conheço muito a cidade.
- A comida é deliciosa espero que goste. Desculpe a indiscrição Isabella, mas acreditava que tivesse nascido aqui. Onde você morava antes?- perguntei com relativa curiosidade, deveria fazer essa conversa o mais proveitosa possível e averiguar tudo sobre esta mulher que estava comigo.
- Ummm... nasci no estado de Washington, em uma pequena cidade chamada Forks, morei ali com meus pais até os 15 anos.
- Forks? Nunca havia escutado falar deste lugar. Que faziam ali se podiam morar na cidade, um pouco mais... cômodos?
- Meu avô nunca esteve de acordo que vivêssemos ali, dizia que meu pai nunca aproveitou as vantagens de ser um Swan, mas a verdade é que meus pais sempre gostaram das coisas simples. Mas a insistência foi tanta por parte de meu avô que nos mudamos para Seattle para que meu pai cuidasse dos escritórios do lado oeste e do editoral já que a empresa havia crescido e meu avô Charlie não conseguia controla- la sozinho. Ao completar 18 anos entrei para a universidade de Seattle e com 19 meu avô ficou gravemente doente e depois de um ano faleceu. - Santo deus a história de Isabella era tão parecida com a minha, ela tomou um pouco de fôlego e continuou sua história.- Papai precisou mudar definitivamente para Chicago para assumir o comando dos escritórios principais de Swan Editors, mas nenhuma universidade de Chicago oferecia o programa de ciências literárias que eu estava estudando, assim que acabei ficando na residência universitária de Seattle. Só vinha a Chicago nas férias e ao me formar me mudei definitivamente. Só estava aqui há 2 meses quando aconteceu ...o,o acidente de meus pais.- Isabella abaixou um pouco a cabeça e começou a brincar nervosamente com o guardanapo estendida em seu colo. Não podia acreditar no que estava escutando, tudo o que Angela me falou era certo. Isabella havia sofrido muito em pouco tempo. Escutei um leve soluço sair de seu peito e tive um impulso irresistível de apertá-la em meus braços e acalmá- la como uma criança pequena à qual se canta uma cantiga de ninar e lhe diz que está tudo bem. Isabella era na realidade uma mulher muito frágil golpeada pela tragédia. Você é um monstro Edward, quer destruir a esta Isabella Swan? A vozinha da minha cabeça fazia suas reprovações cada vez mais duras. Ela levantou a cabeça e vi como duas pequenas lágrimas brotavam dos olhos chocolate da Bella que conheci na porta do edifício há 2 dias atrás.
- Lamento muito isso Edward. Eu não..- silenciei suas palavras ao pegar subitamente seu rosto em minhas mãos e limpar suas lágrimas com meus polegares, que agora caiam em suas bochechas ruborizadas.
- Shh... Isabella, não tem nada que lamentar. Eu me sinto culpado por ter feito esse interrogatório sem sentido e que te fez recordar coisas tão tristes. Me desculpe você- Senti a presença do inoportuno garçom que estava pronto para anotar nossos pedidos. Deixei cair minha mão de seu rosto e abri o menu.
- Me permite pedir por você? Conheço algumas especialidades que você poderá gostar. - ela assentiu com um pequeno movimento de cabeça e sorriu.- Bem então, para a senhorita serão os raviólis de cogumelos e para mim espaguete a carbonara. E duas cocas por favor.
- Alguma sobremesa?- perguntou antes de se retirar.
- Sim, dois mousses de chocolate. - Chocolate? O que estava acontecendo com o lado racional de meu cérebro. Você nunca come chocolate, detesta! Detestava, vê como Isabella começa a te mudar pouco a pouco? Pediu esta sobremesa porque o chocolate te lembra seus olhos.
- Bem, enquanto esperamos a comida pro que não me conta algo de ti? Sinto que o jogo está muito desigual, você sabe muito sobre mim. E eu apenas sei que você é Edward Cullen meu advogado e irmão de Alice Cullen. - oh oh ... Isabella estava para entrar em terrenos perigosos. Devia ser cuidadoso com a informação que iria lhe dar.
- Bem, nasci aqui em Chicago e vivi aqui quase toda a minha vida. Como você já sabe só tenho uma irmã, a pequena Alice e eu sempre fomos muito unidos. Nos custou muito acostumar- mos a viver separados: ela em Nova York e eu em Massachusetts enquanto estudávamos. Agora ela voltou e morar na casa dos meus pais, em cambio eu moro em um apartamento no centro. Gosto das vantagens de morar sozinho.
- No dia que estive em sua casa, tropecei em uma foto de família. Estava você, Alice e seu avô. Ela me contou o que aconteceu com ele... eu, eu te entendo. Eu também era muito grudada com meu avô Charlie. - arregalei os olhos. Em que momento aconteceu isso se tive Isabella sob meu radar todo o tempo/ Poderia matar Alice neste momento, precisava saber exatamente o que havia contado. Isso colocaria meu plano em risco.
- UMMM, sim. O que aconteceu com meu avô foi algo que golpeou a todos nós. Assim como o seu ficou um ano doente e faleceu. Eu tinha um vínculo muito especial com ele... Levávamos o mesmo nome, ele que me ensinou a andar de bicicleta, jogar xadrez e outras pequenas coisas que meu pai pela sua profissão não tinha tempo suficiente para fazer comigo. Graças aos céus o garçom chegou com nossa comida e nos interrompeu, caso contrário eu também teria terminado minha história com lágrimas nos olhos. Peguei os talheres e me dispus a comer quando vi que Isabella seguia com o olhar no prato.
- Que aconteceu Isabella, não gosta do que pedi/ Se quiser pode escolher outra coisa- disse soltando os talheres e pegando sua mão direita que era a que estava ao meu alcance.
- Não Edward, não é isso. Só que me sinto um pouco egoísta e culpada. Durante todo o tempo sempre me fechei na minha dor e pensei que ninguém poderia sofrer tanto como eu sofri. Mas ao te escutar me dou conta da quão equivocada eu estava você também sofreu pela perda de alguém e olha.. Seguiste adiante. Em cambio, eu continuo atolada dia após dia em minha própria miséria só tratando de sobreviver. Sou um desgosto de pessoa.
-Isabella não permito que fale assim de você mesma. Me entendeu?- Lhe disse como repreensão. É a mulher mais incrível que conheci: É talentosa, uma jovem suficientemente e valente para administrar sozinha corporação gigantesca e além do mais o faz de uma forma incrivelmente boa. Sem mencionar que você é ...ummm uma, uma linda mulher.- Ok, isso já estava saindo do controle. Mas não podia evitar, essa noite Isabella havia me deslumbrado com todas as suas nuances: era uma menina frágil a qual me sentia tentado a proteger, enfiada em um corpo de mulher a que me sentia tentado a amar.
- Eu, eu.. sinto. Preciso me desculpar pelo que te fiz esta manhã. Me comportei como uma imbecil e não te agradeci como devia. Realmente me surpreendi com o gesto das frésias. Como sabia que eram as minhas favoritas?
-Não sabia- menti- O perfume das frésias me lembram muito o seu por isso as comprei.
- São as flores que minha mãe cultivava em seu jardim, tem uma lembrança muito especial para mim. O perfume das frésias no escritório foi realmente um calmante para mim. Tive uma manhã muito difícil Edward, o médico do meu pai disse que os últimos exames não mostram avanço e que é cruel mantê- lo assim. Me mandou por e-mail a informação sobre novos programas de eutanásia. Pode acreditar nisso? Querem que eu mate meu pai Edward. É inaceitável.
- Então é hora de mudar de médico Isabella, deve haver alguém mais capacitado e que saiba atender melhor o seu pai. - Ainda segurava sua mão pela qual comecei a desenhar pequenos círculos no dorso para acalmá- la .
- O é o melhor neurocirurgião de toda Chicago, mas o que fez essa manhã não tem lógica. Acho que terei que procurar outro especialista fora de Illinois.
- Meu pai poderia nos ajudar recomendando algum colega, conhece muitos médicos fora do estado e poderia ser de grande utilidade essa informação.
- Aprecio muito sua ajuda Edward, me sinto realmente mal pela forma como te tratei esta manhã. Tinha recebido esse maldito e mail alguns minutos antes de te ver e foi por isso que reagi tão bruscamente com você.
- Não se preocupe por isso Isabella te compreendo, agora vamos comer antes que esfrie tudo. - A vi sorrir e pegar seus talheres. Parte do jantar o fizemos em um cômodo silêncio, a luz tênue desta parte do lugar me deixava ver uma Isabella feliz. Desfrutava de sua comida tanto quanto eu desfrutava de sua tranquila companhia. Fazia pequenos sonzinhos de satisfação ao saborear seus raviólis. Inclusive ria quando meus rebeldes espaguetes não queriam colaborar e ficarem quietos em meu talher. Nos ver assim me lembrava muito um dos filmes preferidos de Alice quando criança: A Dama e o Vagabundo. Quão parecido esse título era à minha realidade. Um triste e miserável vagabundo!
Disfrutamos de nossa sobremesa no mesmo cômodo silêncio que havia reinado na noite. Descobri no mousse de chocolate um sabor delicioso, prazeroso. Ri ao ver como passava sua língua por seu lábio superior limpando as marcas do chocolate. Era um gesto tão inocente mas que nela se via endemoniadamente sensual. Após uns minutos mais, paguei a conta e saímos do local. Isabella se apertava fortemente a seu braço como que querendo se aquecer, devíamos estar perto dos 8 graus apesar de já estarmos na primavera. A vi tremer de frio enquanto caminhávamos até o carro, sem pensar muito circulei suas costas com meus braços e a aproximei de mim. Ela se assustou com minha repentina reação.
- Não quero que fique doente por minha causa- disse enquanto ela me olhava, sua pele estava realmente fria. - Está gelada Isabella.- ela assentiu e um ligeiro rubor inundou suas bochechas. Quase em seguida enterrou seu rosto em meu peito. Seu aroma voltou a me golpear ao tê- la assim tão perto. Deus, creio que se um raio me partisse agora seria menos doloroso que essa doce tortura. Por que me atormenta assim?
- Sim, não...não pensei que faria tanto frio esta no..noite.- respondeu enquanto batia os dentes. Caminhamos assim até chegar ao carro. Liguei o aquecedor para que sua temperatura corporal voltasse ao normal. Graças ao quase abraço que compartilhamos segundos atrás eu não tinha frio, ela tinha acendido só com o seu toque todas e cada uma de minhas terminações nervosas.
O caminho para sua casa foi agradável. Compartimos anedotas sobre algo interessante de nossos trabalhos e o que fazemos em nosso tempo livre. Confessou que adora a leitura e ainda que o Morro dos Ventos Uivantes era seu livro favorito, também gosta de poesia, tem pavor a agulhas e tudo o que tenha a ver com hospitais, além de ser bastante propensa a acidentes.
- E você? O que faz no seu tempo livre Edward? Perguntou virando para me olhar.
- Não tenho muito tempo livre Isabella. Quando estou sozinho às vezes toco piano.
-Sério? Nunca tinha conhecido alguém que tocasse piano.
- Faz muito tempo que não o faço, acho que perdi o dom.- Menti, fazia só duas noites eu tinha tocado pensando no meu anjo.
- Não diga isso, um dom jamais se perde Edward pode inclusive ficar mais forte com o tempo.
- É um pouco teimosa, não é?- Ela sorriu e eu o fiz também. - Chegamos- lhe disse estacionando o carro. Desci para abrir aporta para ela e pegando sua mão a ajudei a descer. Já não estava congelada como quando estávamos saindo do restaurante mas ainda assim sentia o terrível impulso de voltar a apertá- la em meus braços. O caminho foi curto, as luzes da varanda estavam acesas pelo que supus que na mansão do terror a estavam esperando. Ela pegou as chaves em seu bolso e as colocou na fechadura da porta e se virou para mim.
- Muito obrigada pelo jantar Edward, realmente precisava de algo assim. Te agradeço pela estupenda noite.- Isabella mordia nervosamente seu lábio inferior, tinha medo de que chegasse a se machucar pela força que estava fazendo.
- Obrigado por aceitar Isabella, espero que possamos repeti- la logo. - Eu também fui invadido pelos nervos de um novato adolescente, brincava com as chaves do volvo passando de uma mão para a outra. Era muito cedo para a jogada do primeiro beijo? Sim, sim era.
- Também espero- seu rosto se cobriu de um adorável rubor e seus olhos se encheram de um brilho especial. - será melhor que entre, faz muito frio aqui. Bom descanso Edward. - Ela se aproximou de mim para se despedir. Em um rápido movimento magistralmente minha cabeça uns centímetros e terminei deixando um casto beijo no canto dos seus lábios. Sua pele se sentia deliciosamente suave nesta parte do rosto. Ela se separou em seguida devido à surpresa. Sorri e disse:
-Bom descanso também Isabella, até amanhã. - A vi entrar com um sorriso em seu rosto e caminhei até o carro. Fiquei uns minutos ali sentando, sem reação. O sorriso no rosto de Isabella me dizia que ela tinha gostado, mas eu estava mais que extasiado. Fazia muito tempo que não sorria na merda como agora, sem mencionar o quão confuso e fodido que estava. E nem se quer podia diferenciá- la como o Dr. Jekkyl e Mr Hyde; esta noite havia jantado com minha Bella, minha doce, pequena e vulnerável Bella...
Tinha certeza que depois desta noite, ela tinha começado a ser conquistada tal qual eu tinha pensado segundo meu plano, tinha deslumbrado Isabela Swan, mas com o que eu não contava era que ela também tivesse me deslumbrado graças a seu encanto. O plano poderia se retorcer perigosamente se deixasse que no jogo da conquista de Isabella conseguisse ter o controle da situação. Estava muito claro, ainda que a vulnerabilidade de Isabella gerasse sentimentos eu deveria me manter fiel ao plano.
Sacudi um pouco a cabeça, já teria tempo para pensar. Por agora precisava sair imediatamente dali antes que por culpa de um ataque de loucura eu entrasse na casa para beixá –la e aperta- la em meus braços como meu corpo exigia. Liguei o carro e pisei fundo no acelerador, precisava chegar logo em casa...
N/T: esse capítulo foi forte, não foi? Deu para ver como a cabeça do Edward está de ponta cabeça. Como estes dois irão conviver por tanto tempo ? Review ou tomates? Bj, Lu.
