AAAAAAAA! Corre pras colinas! Eu voltei, nem acredito. Sei que é chato essas desculpas, mas estive viajando com minha mãe, pela primeira vez, acreditam? Fomos para Jerusalém, na Terra Santa e digo que valeu à pena, de verdade. Depois disso, com 10 dias fora de casa, precisei dar atenção para as crianças, marido, consultório e enfim colocar a vida em dia e agora estou colocando a tradução também. Já era hora! Desculpem de verdade e por causa do atraso, não vou deixar de postar entre Natal e Reveillon. Ok? Deixando de papo, bom capítulo.
Capítulo 10: Exame de Consciência
Canção da primeira parte do capítulo: Need You Now - Lady Antebellum.
Canção do capítulo em geral: Disarray - Lifehouse
Sete vezes nos últimos 15 minutos. Esse foi o número de vezes que o meu telefone havia tocado esta manhã.
Ele vai parar, tem que parar esse maldito celular.
Eu não poderia estar mais errado. O condenado do aparelho dos infernos tocou pela oitava vez. Puxei o travesseiro que eu tinha coberto o rosto bufei. Estiquei a mão para alcançar o telefone, pensei em matar o ser humano que se atrevia a me ligar em um sábado às 07:00 Abri os olhos com muita preguiça e vi a tela do telefone.
- Acalme-se... Acalme-se... Respire e se acalme, pode ser uma emergência. É melhor ser importante! - Respirei fundo e atendi a chamada.
- Edward! Onde você estava se escondendo?Estou a 15 minutos tentando localizá-lo.
-.. Alice….- Disse com um gemido.
- Olá irmãozinho. Está em casa? Melhor para você que esteja, eu estou neste momento, subindo com seu café da manhã e eu espero, pelo menos, que esteja vestido.
- Alice, são 07:00 da madrugada ainda. Quer me explicar o que diabos você está fazendo de pé tão cedo atormentando as pessoas que dormem? - Neste momento já tinha aberto completamente os olhos, Alice já tinha me acordado, era inútil continuar deitado na cama, então eu decidi me sentar no meio da cama. Foi neste momento que comecei a sentir a devastação horrível da embriaguez da noite passada: estava com sede, com tonturas e minha cabeça se partia em pedaços. Bem-vinda ressaca do caralho!
-Essa é a única vez na semana que eu tenho que falar com você. E você não vai escapar desta vez. .Edward Cullen- fez uma pausa- Abra a porta por favor, eu estou aqui fora e eu tenho as minhas mãos ocupadas, não tenho como pegar as chavaes da sua casa que estão na minha bolsa.
- Pelo menos me dar um minuto? - Gritei do quarto enquanto eu suspirava pesadamente e me levantei. Vestindo apenas um boxer cinza, fui à procura de uma camisa no closet, coloquei a primeira que alcancei, era de algodão azul royal, agora precisava de uma calça. Abri a gaveta e pegei uma bermuda preta, estava prestes a colocar a bermuda quando notei um pequeno problema. Meu "amigo" aparentemente estava mais desperto do que eu e queria alguma ação.
Essas são as consequências de estar duas semanas sem sexo, Edward Cullen- eu pensei que fugazmente .- enquanto abria a gaveta de calças que uso para correr todas as manhãs. Eu tinha que encontrar uma calça mais solta para poder esconder minha vergonhosa ereção, de minha irmã.
- Edward... Não está escondendo ninguém no armário ou debaixo da sua cama, certo? - Alice gritou do outro lado da porta
- Já vou Alice, eu já vou! - Se a minha irmã soubesse que eu não estou escondendo "alguém" no meu quarto, mas "algo" em minhas calças. Eu peguei a calça preta e a coloquei. Saí tropeçando para a sala já que Alice continuava batendo insistentemente na porta.
- Finalmente! Por favor, aproveite que ainda está quente. - Ela me entregou uma xícara fumegante de café da Starbucks. Minha irmã mais nova Alice Cullen, estava impecavelmente vestida, como se fosse a algum evento importante. Sorriu para mim e deixando um beijo na minha bochecha, entrou em minha casa. - Ummm, eu não me enganei. Bruce Wayne, aparentemente esteve em festa na noite passada em seu obscuro esconderijo secreto. - disse pegando uma das garrafas sobre a mesa.
- Minha pequena Tinkerbell ... Tão pequena e tão insuportável. - Eu a vi fazendo uma cara engraçada enquanto mostrava sua língua. Eu sentei em uma poltrona na sala, realmente me sentia mal, para não mencionar que sentando, me assegurava de esconder o "inoportuno" debaixo da minha calça. Mesmo que ela estivesse correndo por todo o lugar, agora estava na cozinha.
- Vodka e... Uísque? Edward com razão você está com essa cara. Tenho pena de você de verdade. - sua risada divertida foi ouvida em todo o lugar. Eu a vi desaparecer pela cozinha, mas depois de alguns minutos, já estava de volta na sala com um par de comprimidos e um copo de água. Aparentemente, Alice tinha encontrado o meu frasco de analgésicos.
- Tome, você vai se sentir .- Eu ignorei a pequena duende,engoli as pílulas com grande esforço e devolvi o copo quase vazio. Ela se sentou no sofá ao lado, colocou o copo junto de uma garrafa vazia e cruzou os braços sobre o peito.
- Agora sim, fale. - seus olhos estavam completamente focados em mim, como um predador sobre a presa. Mas havia alguma coisa não entendia. Sobre o que Alice queria que eu falasse?
- Você quer dizer com isso, Alice? Sobre isso? - Levante as sobrancelhas ligeiramente e apontei com o olhar para as garrafas. - Não foi uma festa, eu estava sozinho.
- Edward não me referis a isso, mas obrigado por delatar- se. Tomou uma garrafa de uísque e vodka sozinho mesmo? Você queria se matar ou o quê? O que você estava pensando? .- Esse era justamente o problema. Eu não estava pensando quando eu o fiz.
- Eu só queria relaxar um pouco Alice, era isso. Agora, se não era sobre isso que você queria falar, então sobre o que você quer falar tão urgente? - Eu tomei um gole de café. Meu estômago instantaneamente chutou com a combinação perfeita: uísque, vodka e café agora.
- Edward, você está evitando as minhas contínuas chamadas, sempre dizendo que está ocupado ou indo para uma reunião, ou que está tarde demais e já está indo para a cama.
- Eu não tenho estado te evitando Alice, as coisas têm sido assim - abaixei a cabeça um pouco embaraçado. - Ele era um idiota por excelência, embora ela estivesse certa, com todas essas desculpas estava tentando evitar o interrogatório da pequena Alice.
- Eu não nasci ontem, você sabia? Você pode mentir para todos, mas não para mim Edward. Preciso de uma explicação de tudo o que está acontecendo com você e Isabella Swan.
- Alice, eu não acho que seja hora de falar sobre isso. Minha cabeça realmente dói e tenho sono. - me levantei com a intenção de ir para o quarto, mas Alice foi mais rápido do que eu.
- Oh não senhor, você não vai a lugar algum. Você vai se sentar ali e você não irá se mover até que você me diga a verdade. - Alice podia ser pequena, mas tinha uma força impressionante,com um empurrão leve, me mandou de volta para o sofá.
.
- Não há muito o que possa dizer sobre isso Alice- disse casualmente enquanto tomava outro gole de café. Inevitavelmente me veio à mente uma cena em particular... O dia em que conheci Isabella e ela derramou seu café em mim.
- Edward, eu não sou estúpida. Eu os vi dançando aquela noite, no jardim da mãe, confessou que ela é uma Swan, mais tarde naquela mesma noite, misteriosamente quebrou uma taça e machucou sua mão, alguns dias depois liga em casa dizendo que você vai levá-la para jantar e ainda assim diz que nada está acontecendo? - levantou uma sobrancelha enquanto voltava a para cruzar os braços sobre o peito.
- Nada está acontecendo Alice, nada está acontecendo. Ela é apenas uma maldita Swan, entre mim e ela nunca vai acontecer nada. - Alice deixou a sua posição endurecida e se sentou no chão aos meus pés. Ela pegou a xícara de café que eu tinha em minhas mãos, e deixou-a sobre a mesinha ao meu lado. Acariciou lentamente minhas mãos. Lembrei-me então que era a nossa maneira de incutir coragem nos momentos difíceis.
- Vamos Edward, me diga o que está acontecendo com Isabella. Pode ser que falar sobre isso te ajude. - Não poderia ceder à persuasão de Alice, não podia deixar minha máscara cair- Por que bebeu assim na noite passada .- Foi por ... - fez uma pausa. - mmm entendo. Mas Edward, eu não entendo que você está fazendo. Porque ela? Desde a morte do vovô o tempo todo você amaldiçoou a família Swan, e agora eu venho até o seu apartamento e te encontro dessa forma por causa de Isabella. Diga-me o que está acontecendo? - Eu vi uma expressão triste no rosto de Alice.
- São puras conjecturas suas, além do mais eu não posso dizer que algo está acontecendo, porque nada está acontecendo. -a soltei soltou depois de alguns minutos. Ali não poderia ser envolvida nessa confusão toda.
- Edward eu vi, eu vi como vocês interagiam naquela noite, no jantar lá em casa. A forma que você a olhava, você estava deslumbrado. Pode ser que você se veja muito claramente . E nem mesmo falemos sobre ela. Ela tinha o mesmo olhar que você, pareciam estar presos em uma bolha. Você não pode negar, pelo menos não para mim. Diga-me irmãozinho o que está acontecendo aqui. - Ela tocou com a outra mão levemente em meu cabelo e acariciou minha cabeça .- Bufei lentamente e eu me levantei. Desta vez Alice não me impediu, caminhei até uma das enormes janelas do meu apartamento e fiquei lá, olhando para nada. Naquele momento me lembrei do que tinha acontecido na noite anterior:
Dirigia a toda velocidade pelas ruas do centro de Chicago, meus dedos estavam começando a doer pela força que apertava o volante. Eu precisava tirar da minha mente a maldita cena que tinha visto minutos antes. Isabella saindo de seu escritório sorrindo, nada mais e nada menos do que nos braços do Matt "verme" Stone. O infeliz havia se adiantado frente a meus planos de convidar Isabella para uma bebida hoje à noite. Quis me aproximar e quebrar a cara dele aos socos por ser a segunda vez que ele ousava tocar Isabella na minha presença. Eu estava muito puto com isso, deveria cair em cima de Stone de alguma forma. Mas nem tudo era culpa dele, Isabella sorria ao seu lado, aparentemente desfrutando de sua presença. Era assim comigo? Eu me sentia impotente, sem esperança, e pela primeira vez na minha vida eu me senti incapaz de controlar alguma coisa. Eu tinha que remediar de alguma forma, tinha que saber o estava passando por sua cabeça.
Uma idéia impulsiva cruzou minha cabeça, mas teria que esperar até que todos tivessem saído do escritório para realizá-lo. Quando me assegurei que efetivamente não havia mais ninguém escapuli para o escritório de Isabella, o stalker maldito estava de volta! Ilumiado apenas pela luz do corredor seu escritório se mostrava frio quando vazio definitivamente ela era a alma deste lugar e estar ali poderia me dar uma idéia de quem ela era, pelo menos, na privacidade do seu espaço de trabalho. Silenciosamente caminhei até a sala de espera, eu nunca tinha notado a beleza do lugar. Talvez um pouco conservadora a decoração, mas eu acho que como era o escritório de seu pai, ela gostaria de manter tudo como era originalmente. Duas pequenas mesas de estilo Louis XIV se destacavam imponentes no fundo da sala, sobre elas uma série de retratos. Me aproximei para vê-los um pouco melhor, porque com a falta de iluminação não me permitia distinguir nada à distância. Sobre a mesa, à direita, estava um retrato de Isabella com seus pais no dia da formatura, usando um vestido amarelo e segurando seu diploma, ela parecia radiante. Sorri com seus olhos de chocolate como só minha Bella era capaz de fazer, eu sorri ao ver essa foto. Outras fotos menores complementam o espaço. Uma foto de Isabella com sua mãe na cozinha quando era mais jovem, outra foto aprendendo a andar de bicicleta, e outra sentada no colo de seu pai.
A outra mesa tinha uma aparência semelhante, mas nessa se destacava a esta foto do casamento de seus pais, ela tinha o mesmo olhar profundo de sua mãe pai, mas seu rosto era como o de seu pai, que pareciam tão felizes como os meus pais no dia de seu casamento. Eu estava prestes a me virar e seguir com a inspeção quando notei na outra mesa, uma foto de Isabella, mas desta vez sozinha. Estava na praia, aparentemente assistindo a um pôr do sol. Sentada na areia e sorria abraçada a suas pernas. Não resistir à vontade e guardei a imagem no meu casaco, a queria para mim. Eu saí do local naquele momento, não queria ser pego na cena do crime.
Eu fiquei imóvel por alguns minutos no meu carro, fazendo uma auto-avaliação da loucura que havia cometido. A atitude de Isabella era que estava me elevando ao total desequilíbrio. Eu tinha certeza de que eu estava fazendo as coisas de acordo com o planejado, mas aparentemente não era suficiente. Fazendo a recapitulação, tinha:
"O primeiro jantar que tivemos, foi impressionante a rapidez com que nós estabelecemos uma conexão. Eu vi seus olhos brilham algumas vezes durante o jantar, era tão fácil obter a sua atenção. Eu poderia ter feito, mas que era cedo demais para um primeiro beijo por isso me limitei a deixar um beijo casto perto do canto de sua boca ao chegar em casa. "
"Surpreende-la levando comida para o seu escritório foi magistral, a impressionei com a minha habilidade com os pauzinhos. Ouvi Angela dizer que Isabella não almoçaria naquele dia, aproveitei então, e pedi comida em excesso procurando assim uma desculpa para dar a ilusão de resgate a uma donzela em perigo. Eu poderia jurar que eu tinha marcado outro ponto com isso. "
"O detalhe das freesias naquele dia em seu escritório, na segunda-feira. Tinha subornado o entregador para que as flores não fossem entregues a Angela, mas sim a Isabella em seu escritório no momento em que o verme do Stone estivesse lá com ela, o que eu não contava era que precisamente ele seria o receptor, o que foi ainda melhor, eu diria perfeito. Deslumbrava e Isabella deixava claro na frente de Matt, quem era o homem aqui ".
"Com a ajuda inocente de meu pai eu pude levá- la para casa, para jantar. Minha família tinha se apaixonado por ela. Foi uma noite simples, mas importante para o meu progresso com Isabella. Eu gostava de vê-la ficar nervosa, então eu toquei seu joelho debaixo da mesa. Já havia feito o mesmo truque com mais de uma mulher e esse simples movimento resultava em sessões extraordinárias de sexo. Depois do jantar e enquanto me observava jogar xadrez com Alice, eu a vi sorrir algumas vezes. Definitivamente neste momento ela deveria estar cedendo "
Mas tinha alguma coisa, algo que não estava indo muito bem. Desde a noite em que Isabella esteve em casa tínhamos nos falado muito pouco. A sentia distante, como se estivesse tentando me evitar a todo custo. Eu repetia na minha cabeça de novo e de novo a estratégia, mas não conseguia encontrar a falha, então o que estava errado?
Ela tem medo de se apaixonar, assim como você.·.
Afaste-se é o seu mecanismo de defesa
Minha inoportuna consciência me falou novamente. – Apaixonado, eu? Ha! Não sabe do que está falando.·.
Você também tem aproveitado cada minuto que você compartilhou com Isabella. Você está começando a sentir coisas por ela.·.
Tudo isso é parte de um plano, e me apaixonar não está nas regras, até quando eu vou ter que repetir?
Até que você mesmo se convença disso.
Decidi ignorar a voz pouco desconexa e depois de alguns minutos estacionado o Volvo, finalmente estava de volta em casa. Embora eu ainda me sentisse um pouco desconfortável com tudo o que aconteceu e sem hesitação, decidi abrir uma garrafa de uísque que tinha no mini-bar da sala. Eu precisava desligar minha mente, pelo menos, por esta noite. Não estava disposto a acompanhá-lo com qualquer outra coisa, assim só coloquei alguns cubos de gelo em um copo e me servi, realmente precisava de algum álcool. Eu sentei perto de uma das janelas da sala, com a garrafa em uma mão e o copo na outra. Deixei minha mente vagar por alguns minutos. Mas sempre voltava para a imagem do meu anjo de olhos chocolate que sorria para mim, e depois se transformava na memória de Isabella nos braços de Matt.·.
Está morrendo de ciúme Edward Cullen.
- Porra por que você não cala a boca de uma vez. - Eu não percebi em que momento minha garrafa tinha se esvaziado. Eu me senti um pouco tonto sim, mas nada que não pudesse ser controlado. Eu ouvi o som do meu celular de longe, não queria me levantar para atender a ligação, mas poderia ser algo importante, então eu deixei minha garrafa no sofá e me levantei para procurar o telefone. Quando eu apertei o botão verde não tinha percebido quem estava ligando.
- Ho... Olá? - Perguntei. Eu sentia minha língua um pouco pesado neste momento.
- Edward querido, tanto tempo! - A voz irritante de Irina me fez soltar uma bufada.
- O que você quer? - Respondi secamente.
- Que humor o seu Edward. Não importa... Liguei para dizer que eu estou perto de sua casa e quem sabe, poderíamos ter algum divertimento. É sexta-feira, acho que ainda não tem planos para hoje à noite, e eu estou sozinha e disponível. O que você diz, nos fazemos companhia? - Irina poderia ser bastante incómoda, mas era verdade. O que eu estacva fazendo preso em casa e bebendo sozinho numa sexta-feira? Ainda que pelo outro ladoo que menos eu queria agora era ver Irina. Não, definitivamente o Mr. Walker seria melhor companhia que a cadela.
- Faça o que te der vontade. - Cortei a chamada e deixe o seu telefone no sofá. Voltei para o sofá e me servi da última dose de uísque que ainda restava na garrafa. Após cerca de 10 minutos eu ouvi baterem à porta. Quase arrastando os pés eu a abri. Era Irina, que imediatamente correu para meus braços e incapaz de reagir, me beijou.
- O que você está fazendo aqui? – Perguntei a separando bruscamente de mim.
- Você disse para fazer o que quizesse, certo? Bem, eu quero estar aqui com você. Venha, vamos ficar confortáveis. - pegou minha mão e me arrastou para o sofá, desfez o nó da minha gravata e abriu os 2 primeiros botões da minha camisa .- Bem, bem, vejo que estamos celebrando algo- disse apontando para a garrafa vazia.
- Nada que te interesse saber .- respondi, e me levantei disposto a pegar meu copo. Eu cambaleei um pouco e ela aaproveitou essa vantagem e me empurrou de volta para o sofá. Ele montou no meu colo e começou a dar beijos desesperados. Eu não sei se foi instinto ou por estar tão bêbado, mas eu respondi a seus beijos. Uma pequena voz no fundo da minha cabeça gritava para que não o fizesse, mas eu me deixei levar.
- Seu álito cheira a álcool, a macho... que delícia, me deixa louca Edward. - Quase com violência a tireido meu colo e a deitei no sofá. Meus dedos ágeis começaram a desabotoar sua blusa de seda, deixando seus seios expostos, imediatamente os comparei com o que poderia ser os seios de Bella, não os tinha visto ainda, mas sim, os tinha tocado levemente no dia que a conheci. Isso era suficiente para imaginar como eles poderiam ser bonitos... Decidi remover essas idéias da cabeça e aproveitar o momento, a parte animal do meu corpo exigia. Continue distribuindo beijos por seu pescoço.
- Sem cheiro de freesias, não cheira como a minha Bella- repetida uma e outra vez enquanto beijava perto da fonte de seus seios. Ela pegou meu rosto me forçando a beijar sua boca outra vez, me afastei um pouco e peguei um pouco de seus cabelos em minhas mãos. - Você não tem o cabelo com cachos,nem é marrom como os de minha Bella. - Ela olhou para mim de forma estranha. Decidiu que era hora de agir e terminou de desabotoar minha camisa. Depois de completar sua tarefa, fixou o seu olhar lascivo em mim.
- Não tem os olhos chocolates dela. Você não tem o olhar inocente de meu anjo. - Irina aparentemente começou a ficar impaciente com minhas comparações constantes e decidiu desabotoar minha calça. Ao fazê-lo eu senti suas mãos na minha pele nua. - E suas mãos, olhe para elas! ... Elas não produzem eletricidade na minha pele, não são pequenas e delicadas como as de Bella.
- Bem, já está bom! – Abruptamente se colocou de pé ficando de frente para mim. A mulher estava praticamente abusando de um pobre e indefeso homem, e agora passou a se colocar no papel de mulher digna? Estava louca! .- Quem é essa cadela que você tanto fala? .- Imediatamente um sentimento de raiva tomou conta de mim e a peguei pelos pulsos e a empurrei para uma das cadeiras que estava proxima.
- Nunca, escuta-me puta maldita, nunca se atreva a falar assim de minha Bella. Ela é meu anjo, uma dama em todos os sentidos da palavra, coisa que você nunca vai ser. Entendeu? – A essa altura já a tinha sacudido algumas vezes. Irina olhou para mim de maneira furiosa. - Agora eu quero que você saia da minha casa .- Eu gritei, imediatamente se levantou e começou a abotoar a blusa novamente.
- Pensei conseguir uma boa farra esta noite com o grande Edward Cullen, mas eu achei sua sombra patética. Quando o macho alfa que eu sei é estiver de volta diga aele para me procurar. - agarrou sua bolsa e quando ela quis se despedir de mim a empurrei para longe.
- Saia ... Agora! .- Berrei mostrando a direção da porta. Ouvi uma batida forte na porta alguns minutos depois. Eu voltei a me sentar no meu posto inicial e ao fazê- lo olhei com um ar de tristeza para minha garrafa vazia, voltei para o mini-bar e abri uma garrafa de vodka que estava lá. Decidi tomá- la pura como o uísque, isso me faria esquecer também o sucesso de Irina.
Poucas horas depois tinha acabado com a garrafa de vodka também. Eu nunca tinha bebido tanto em tão pouco tempo, acho que minha principal motivação era para esquecer, esquecer tudo: Irina, Isabella com Matt, eu precisava esquecer até a morte do meu avô, que foi quem começou essa vingança do caralho. Lembrei-me naquele momento o tesouro que tinha roubado há algumas horas, de seu escritório. O tirei de minha jaqueta e o admirei com adoração por vários minutos. Ela era perfeita, cachos desgrenhados pelo vento a faziam parecer tão inocente, acariciava uma e outra vez seu rosto com o polegar. Morrendo de vontade de tê-la em meus braços, chamando-a em um acesso de loucura e dizer o quanto eu precisava dela agora. Tomei o último gole de vodka direto da garrafa e, me rastejei como pude para o quarto. Poucos minutos depois estava nu na minha cama. Algumas perguntas passaram por minha cabeça antes de mergulhar na inconsciência total: Porque eu não conseguia parar de pensar Isabella, mesmo quando bêbado? Seus impactantes poços de chocolate estavam tatuados na minha retina e seu aroma poderoso me embriagava ainda que não a tivesse por perto. Mas porque isso estava acontecendo comigo? Porque tinha começado a beber? Porque tinha reagido assim quando Irina insultou Isabella? Porque eu sentia a necessidade urgente de gastar todo o meu tempo com ela? Não, eu tinha dito a minha consciência e deveria repetir mil vezes para mim, me recusava absolutamente a aceitar que talvez eu pudesse estar começando a sentir algo por ela. Isso eu não ia permitir.
Senti a mão pequena de Alice tocar meu ombro e me virei. Sua pergunta ecoava na minha mente: O que está acontecendo aqui, aqui na minha cabeça, ou melhor, o que estava acontecendo aqui em meu coração? A resposta deveria ser: nada. Fixei o olhar em Alice novamente para ver uma pontinha de preocupação em sua expressão.
- Edward só quero te pedir uma coisa, melhor dizendo, quero que você me prometa uma coisa. Prometa-me que não vai machucar Isabella, ela sofreu muito já, sei por Matt. Além disso, ela será uma pessoa muito importante em nossas vidas e não quero que estrague isso. Prometa-me Edward. - Como eu poderia prometer algo a minha irmã quando esse era o motor da minha motivação todos estes anos.
- Parece que quem bebeu aqui foi você Ali, não está acontecendo nada eu já lhe disse-esbocei um sorriso .-
- Ela é uma mulher excelente, não apenas um sobrenome Edward .-Se afastou um momento e voltou com minha xícara de café .- Em todo caso, quando você estiver pronto para conversar, eu estarei aqui para ouvi-lo .- Se apertou contra o meu peito e eu respondi dando-lhe um abraço .- Vamos, é melhor voltar para a cama.
Alice me levou para o quarto e me ajudou a deitar. Minhas pálpebras estavam muito pesadas e não demorei a adormecer. Ressuscitei ao mundo real quando a noite estava caindo. Eu supus que Alice já tinha ido para casa, então me dirigi direto para o banheiro para tomar banho. A água quente relaxou meus músculos rígidos, e ajudou a me acordar completamente. Quando a água começou a esfriar, saí do chuveiro, procurei algumas roupas confortáveis e fui para a cozinha em busca de comida, eu estava realmente com fome. Uma grande surpresa me aguardava no balcão.
Pequeno preguiçoso, eu esperei que você acordasse, mas já estava um pouco tarde para um compromisso.
Eu deixo o jantar pronto. Basta aquecê-la no microondas.
Eu te amo.
Ali
Alice tinha estado em meu apartamento vigiando meu sono o dia todo? Ela poderia ser minha irmã mais nova, mas estava sempre pronta para vir para o resgate. Eu era um verdadeiro monstro por me recusar a cumprir sua promessa de não machucar Isabella. Eu decidi não pensar mais sobre isso e comi o que Alice havia preparado. Um delicioso frango com batatas e salada Caesar, eu acho que foi a única coisa que encontrou na minha geladeira vazia. Terminei meu jantar e fui para a cama. Eu tinha dormido o suficiente para não me sentir sonolento então comecei a trocar de canal na TV do quarto. O canal de filmes anunciou que um estava prestes a começar, sentei e esperei os créditos de abertura. Em letras gigantes se leia na tela:
"Morro dos Ventos Uivantes"
Era a versão de 1992 do livro de Emily Bronte com Ralph Fiennes como Heathcliff e Juliette Binoche no papel de Cathy. Nada mais oportuno para o momento, agora até a tv me lembrou como eu que o Sr. Heathcliff éramos parecidos: éramos uma dupla de manipuladores malditos, interesseiros, liberais, de natureza animal e comunicávamos principalmente através da "linguagem de ódio." Estremeci quando me lembrou que por sua teimosia maldita ele tinha perdido a única mulher que amara em sua vida. Isso não poderia acontecer comigo, porque eu certamente não iria nunca me apaixonar.
Novamente adormeci um par de horas mais tarde. Levantei por volta de 11 horas da manhã me sentindo muito melhor. Eu decidi ligar para agradecer a Alice pelo de ontem.
- Como se sente o belo adormecido? - Alice disse do outro lado do telefone.
- Como novo graças aos cuidados da minha irmã favorita. - disse.
- Edward, eu sou sua única irmã. Estou feliz que você esteja bem. Agora que você está de volta em seus sentidos devo lhe dizer que seu guarda-roupa precisa urgentemente de uma reestruturação. Ontem que eu o vi e quase tive um infarto do miocárdio ao ver como você estropeou o YSL. Por que fere os meus sentimentos assim? - Fingiu um gemido leve.
- Ali foi apenas um acidente. Por acaso, não vejo necessidade de comprar outra vez, na última saída de compras você encheu meu closet com roupas para os próximos cinco anos.
- Que exagerado que você é Edward , mas não pretendo prestar atenção no que você diz. Agora precisamos comprar mais e para outros tipos de ocasiões. Eu vi que você não tem um smoking decente e outro dia eu vi um Oscar de la Renta perfeito para você.
- Como eu tenho certeza que você não vai ceder, eu acho que este é o momento em que eu me rendo e digo: está bem Alice, vamos às compras?
- Acertou, assim eu te espero aqui em casa em uma hora. Beijinhos! - me disse divertida e eu encerrei a ligação alguns segundos depois. Uma hora depois eu estava em casa, estava tudo muito silencioso lá. Onde estava todo mundo? Alice desceu as escadas logo depois.
- Se você quer saber onde os nossos pais estão, devo dizer que não estão em casa. Papai tinha uma convenção médica em San Francisco e a mamãe decidiu ir com ele. Você sabe como são, não se movem um sem o outro. Voltam amanhã à noite. Você está pronto? - Ela pegou meu braço e nos dirigimos para o carro. Fizemos parte da viagem em silêncio. Alice acabou o quebrando.
- Qual é o segredo, Edward? – Ela se virou um pouco e fixou seu olhar em mim. Que segredo estava falando? Ela sabia algo sobre meu plano? Teria falado dormindo ontem? Tentei me acalmar antes de responder.
- Do que você está falando Alice? - Eu a vi sorrir pelo canto do olho.
- Dos nossos pais Edward, qual você acha que é o segredo para que depois de tanto tempo de casados eles ainda estejam tão apaixonados quanto no primeiro dia? - Isso me tranquilisou um pouco, não está falando de mim.
- Eu não sei pequena Ali, o que você acha que é?
- Eu não tenho certeza. Mas eu acho que é devido à maneira com a qual o pai olha para a mamãe, é intenso. Você poderia dizer que é quase com devoção. Eu nunca tinha visto nada parecido, bem até agora. - ficou em silêncio por um momento como se estivesse ponderando o que ela diria em seguida e logo depois sorriu para mim.A essa altura nós já tínhamos chegado no shopping. Estacionei o carro e a ajudei a descer.
- Vamos Alice, é hora de destruir esse cartão de crédito. - Ela sorriu enquanto se agarrava ao meu braço.
Estivemos presos durante todo o dia no shopping , entrando e saindo de todas as lojas. Eu não posso negar, não importa o quão cansado eu estava, havia passado um dia divertido com Ali. Sua energia era contagiante, de fato. Por volta das 19:00 era hora de voltar. Eu queria levar Alice para o meu apartamento para que não passasse a noite sozinha em casa, mas ela se recusou, era muito teimosa quando queria. Eu só a deixei em casa e fui descançar na minha.
No dia seguinte acordei cedo e continuei minha rotina. Alguma caminhada pelos arredores, um banho e ir trabalhar. A data da audiência, embora ainda estivesse longe já começava a me preocupar, era necessário coletar dados do possível juiz e dos potenciais jurados. Tinha que estar preparado para dar o golpe final nesse dia. Mas antes eu tinha que continuar a jogar como o bonzinho, pelo menos, por algumas semanas mais. E nada melhor para manter as aparências do que fazer a feliz viagem para Washington em busca da escritora estrela.
-Oi Angela. -disse me aproximando de sua mesa.
- Ei Edward, como você está? - Respondeu com um tom alegre.
- Muito bem, eu queria saber se... Isabella poderia me atender por um par de minutos.
- Sim, dá-me um segundo e lhe pergunto. - Eu a vi pegar o telefone e me anunciar, um pouco depois encerrou a chamada .- Pode entrar Edward, ela vai te atender agora.
Cruzei o pequeno corredor que separava sua mesa do escritório de Isabella e deu duas batidas leves e sem esperar por uma resposta, aventurei-me a entrar.
- Olá Edward, bom dia .- Seu tom era desprovido de qualquer expressão, os olhos ainda fixos em alguns papéis que estavam sobre a mesa. Esta manhã estava bonita. Seu cabelo solto em ondas, ao longo do seu rosto, lhe davam uma aparência terna. Há alguns dias notei que tinha começado a usar cores mais claras e alegres em seus trajes, tinha decidido deixar o luto para trás? A maquiagem leve e seu aroma, seu perfume viciante que agora seria capaz de reconhecer dormindo, inconsciente ou mesmo morto.
- Oi Isabella, eu vim para confirmar se é neste fim de semana que a escritora estará em Washington. - eu me aproximei um pouco de sua mesa e viu que os documentos que estava revisando pareciam ser esboços de capas de livros.
- Dê-me um segundo e eu confirmo .- Isabella não levantou os olhos em nenhum momento,fixou os olhos na tela do laptop e depois de um par de cliques abaixou a cabeça novamente focando os esboços, definitivamente estava me evitando. - Você está certo Edward, é neste fim de semana. - disse, sem qualquer indício de interesse em nossa conversa.
- Pronto, então eu vou pedir Angela para reservar dois bilhetes de avião para Washington na sexta-feira .- Imediatamente levantou o olhar e os fixou em mim.
- Viajar ... Eu, com você? Edward me desculpe, eu não posso viajar agora. - disse secamente.
- Precisamos conversar com a escritora o mais rapidamente possível. Ela é uma testemunha chave no caso. E precisamos fazer isso juntos, eu não a conheço e ela também não me conhece. Você é o link ali. Você tem que vir comigo Isabella. - eu disse em um pequeno tom de imposição, poderia ser muito teimosa, mas eu deveria ser mais persuasivo.
- É um pedido ou uma imposição Sr. Cullen? - Disse levantando uma sobrancelha e seu rosto muito sério. Aparentemente eu tinha exagerado dessa vez.
- Um pouco dos dois - eu sorri para clarear a atmosfera - Isabella, lembre-se que isto é tudo pelo bem da Swan Editors, também não quer que seu advogado tente falar com a escritora, sem saber absolutamente nada sobre vampiros ou quer? -Sorri.
- Eu entendo Edward, mas eu não ir e deixar tudo, neste fim de semana. Consegui uma consulta para sexta-feira com um dos neurologistas que seu pai recomendou, e então o Dr. Miller é Mississippi e está deixando tudo pendente na agenda para vir para Chicago e examinar Charlie. Sinto muito, mas você deve ir sozinho.
- Mas exatamente a que horas será a consulta com o Dr. Miller?
-Está programado para chegar em Chicago às 9 horas da manhã e nossa consulta será às 11.
- Então não tem problema Isabella. Poderíamos pegar um vôo na sexta-feira à noite ou sábado de manhã bem cedo. Não podemos perder a oportunidade, lembre-se que temos certo tempo.
- Edward, eu ... eu ... - a interrompi,
- Sim, você ... Você vai permitir que Angela faça a reserva para o vôo de sexta à noite. Vamos Isabella precisa de uma pausa de tudo isso- disse apontando esboços. - Estes últimos dias tem ficado até muito tarde no escritório e naõ gostaria de te ver entrar em colapso devido ao estresse. Além disso, são apenas 2 dias. Estou certo que com o que o médico irá lhe dizer, vai estar mais calma, Charlie estará em boas mãos.
- Como você sabe que eu tenho ficado até tarde? -Maldição, me dei mal! Pense bem Edward, você não pode dizer: eu estive te espiando Isabella... Pense em algo rápido.
- Só supuz, você parece um pouco cansada. Imagino que você taõ pouco tem se alimentando bem. - E agora você a critica, porque você não pode fazer nada certo Cullen?
- Eu tenho a noite de Gala à porta Edward, não há tempo para dormir ou comer. - voltou novamente sua atenção para os desenhos em sua mesa. Era por causa de seu trabalho que ela estava me evitando então?
- Mas tem que haver tempo para viver Isabella. Portanto, não vamos mais discutir sobre isso. Vou coordenar com Angela os horários e itinerário de viagem. Tenha um bom dia. - saí do escritório com um grande sorriso, havia terminado a tarefa.
O resto da semana passou um pouco lenta, eu me sentia ansioso sem saber porquê. Saía para correr duas vezes ao dia agora: de manhã e à noite ao voltar para casa, o que fazia com que chegasse em casa tão cansado que dormi como um bebê durante toda a noite. Alice me ligou algumas vezes durante a semana, estava tão animada com a viagem a Nova York que inclusive tinha convidado Rosalie para acompanhá-las. Não via o dia que se encontraria com Isabellapara comentar todo o seu progresso e os planos para esse fim de semana de as compras .Não insistiu no assunto de Isabella e em e agradeci os céus por ser assim. Na quinta-feira ao meio-dia eu me aproximei de Angela.
- Olá Edward, dê-me um segundo e eu te atendo. -disse enquanto tampava o telefone, devia ser alguma chamada importante .- Sim, sim Billy. Diga-lhe que tudo está coberto aqui e não se preocupar com o escritório, por favor, certifique-se que descance e que Sue a alimente bem. Realmente me assustei ao ver Bella tão pálida esta manhã .- Foi só então que me virou para olhar, Angela falava sobre a minha Bella. O que aconteceu com meu anjo? Melhor dizendo que raios estava fazendo Isabella? Poucos minutos depois, ela cortou a ligação.
- Angela, o que aconteceu com Bel ... com Isabella - Perguntei visivelmente alarmado.
- Tivemos um susto com ela esta manhã, o estresse de dirigir esta empresa sozinha já está começando a fazer efeito. Bella teve uma queda considerável na pressão depois de uma decepção que o Sr. Crowdley provocou. Ela não tinha comido desde ontem e todos nós estávamos assustados por vê- la tão pálida, acabou de ir para casa para descansar.
- É normal que ela se esqueça de comer? .- Senti que meu coração estava pesado no meio do peito, imaginei ver o meu anjo fraco e sem a cor bonita em suas bochechas. Porque eu não estava lá para ajudar?
- Ultimamente sim, assumiu o trabalho como valvula de escape de sua realidade. Portanto, não se lembra do horário das refeições ou distingui o dia e a noite.
- Mas isso não está certo, Angela, você já tentou falar com ela?
- Até me cansar Edward, mas você não sabe o quanto que pode ser teimosa, eu tenho muito medo do que pode acontecer se ela continuar com esse ritmo de vida. - Angela abaixou sua cabeça para que eu não percebesse as lágrimas que tinham começado a rolar pelo seu rosto. Eu queria confortá-la de alguma forma, mas eu me sentia devastado como ela.
-Calma Angela, Isabella é uma mulher forte. Você verá que logo tudo vai melhorar. - Como as coisas vão melhorar Edward se o que você pretende é torná-las pior? Lembrou minha consciência. - Anda, me diga. Conseguiu o vôo para Washington amanhã?
- Sim, há um que sai às 22:30 de Midway. Foi o único que eu encontrei disponível, passarão toda a noite voando porque ele deve aterrizar perto das 6h00 no Sea-Tac.
- Eu acho que é Angela perfeito. E o retorno?
- Ummmm... Dê-me um segundo .-procurou em sua agenda.- é no domingo à tarde, partida às 15:30 e chegada às 11 da noite. Desculpe se os horários são um pouco pesado, mas foi tudo que eu encontrei. Bella é tão teimosa que se recusa a usar o avião de seu avô e prefere ir em vôos comerciais, pelo menos consegui a primeira classe para deixá- los mais confortáveis.
- Eles têm avião particular? .-sabia da fortuna de Isabella, mas ter seu próprio avião estava atravessando a linha.
- Sim, é um pequeno e para viagens curtas. O avô de Bella o comprou alguns anos atrás, quando Charlie, Renee e ela ainda viviam em Forks, viajava constantemente para visitá- los. É um avião para uso familiar, Charlie e Renee já usaram várias vezes também, mas Bella nunca viajou nele. Não só o faz lembrar de seu avô, mas também de Charlie, para não mencionar que tem pavor de voar.
- Ah, é? Não pensei que Isabella teria medo de alguma coisa. Ela parece tão ousada. - Sorri enquanto eu a imaginava como uma gatinha assustada sentada em um avião.
- Ela é um mundo de surpresas Edward .- O telefone tocou nos interrompendo .- Edward Desculpe. Swan Editors, Escritório de Isabella Swan, em que posso ajudar?
Eu me afastei um pouco de sua mesa para dar-le um pouco de privacidade, meus olhos fixos em seu escritório vazio. Mil perguntas vieram à minha mente naquele momento. Como estaria agora? O que fez o tolo do Crodwley para deixá- la assim? As palavras de Angela ecoavam na minha cabeça: "Isabella é um mundo de surpresas." Então, quem era realmente Isabella Swan?
Um sentimento estranho percorreu meu corpo naquele momento. Crescia em mim a necessidade urgente de vê-la, apertá-la em meus braços e confortá-la. Eu não pensei, guiado apenas pela minha insolente vontade, saí correndo do escritório.
Fiz uma parada na floricultura de sempre para comprar as suas freesia, parecia um louco dirigindo a mil por hora por Chicago quase causando o assassinato de um casal de gatos no caminho. Precisava saber que a minha pequena Bella estava bem, precisava da droga ela me dava com os olhos para poder viver.
Ainda em estado zumbi cheguei à casa de Isabella, desci do carro, caminhei até a porta com as flores na mão e corajosamente toquei a campainha algumas vezes. Foi só então que reagi ao que estava acontecendo.
Que diabos você está fazendo? Isso não faz parte de qualquer plano! Que porra você está fazendo aqui de pé? Foge!
- Não se preocupe Sue, eu atendo. - De longe eu ouvi sua voz. Merda, já era tarde demais para sair correndo. Segundos se passaram e a porta se abriu. Usando um pequeno short vermelho com um top branco e os cabelos um pouco despenteados lá estava ela.
- Edward? - Perguntou. Seus olhos estavam bem abertos por causa da impressão.
- Olá Isabella. Como você está? – disse enquanto deliberadamente lento tirava meus óculos de sol.
- Eu ... Eu estou bem, o que você está fazendo aqui? - Começou a morder o lábio inferior. Seu grosso lábio estava vermelho por causa da pressão, não poderia suportar vê-la fazendo isso, já que provocava em mim um grande desejo de que fossem os meus lábios que apertassem os dela em um beijo apaixonado.
- Angela me disse que você tinha tido um problema esta manhã, não se sentia bem e tinha voltado para casa. Eu estava passando por aqui já que estava indo para o tribunal. - Mentiroso, você não iria para o tribunal. - e queria saber como você estava- .Aqui – lhe estendi as freesias . Cullen, você tem que ver que você é um estúpido! Você é um advogado reconhecido e você não consegue dar uma desculpa simples para você mesmo. Se se supoe que fosse coincidência que você estivesse passando por aqui, que caralho você faz trazendo flores?
- Obrigada Edward, foi tudo um exagero de Angela. Eu estou perfeita, não vejo necessidade de toda essa prisão domiciliar à qual estou sendo obrigada- aproximou as flores ao nariz para perceber seu aroma, era o gesto mais terno e perfeito que havia em uma mulher. É que ela não é qualquer mulher
- Se você estivesse tão bem não teria acontecido o que aconteceu esta manhã Isabella, então é melhor você ficar quieta em casa pelo menos por hoje. No escritório está tudo tranquilo e você precisa recompor suas energias. -esboçou um sorriso que me desarmou, ela parecia tão bela, tão pura, Isabellase via tão...Bella.
- Como fui rude com você Edward, por favor, entre .-Afastoupara o lado e me convidou para entrar. Mas eu ainda não estava pronto para entrar nesta casa.
- Isabella, você não deveria pedir desculpas, mas eu tenho um pouco de pressa. Estão esperando por mim, ficará para outra ocasião. Em todo caso, eu também vim para dizer que Angela confirmou o nosso vôo para Seattle amanhã à noite. - a vi fazendo um gesto como se quizesse me interromper .- Shhhh, sem desculpas. O vôo sai às 10:30 então virei te buscar às 8 horas.
- Ma ... Mas Edward.
- Nada de mas, você tem um dia agitado amanhã com a visita do Dr. Miller, por isso eu preciso que você descanse agora. Assim, para a cama, senhorita-não conseguiu resistir vê- la tão docemente corada e acabei tocando sua bochecha para preencher do seu calor o meu coração frio. - Tenho que ir - eu disse, um momento depois .- Vejo você amanhã às 8.
Não esperei nem se quer sua respostra e saí a deixqando na porta. Eu imediatamente para o Volvo e saí rapidamente. Prendi a respiração por algumas ruas até que não aguentei mais e estacionei perto de uma escola. Comecei a bater no volante desesperado.
- O que diabos está acontecendo com você Edward Cullen! O que foi isso? A que se deve esse rompante de ir vê- la? Diabos, isso não pode sair do controle...! Porque você tocou a Bella.. A Isabella ... Aaarrgh que merda, se elas são a mesma! .- gritava a todo pulmão dentro do carro. Eu não tinha notado que era a hora da saída das crianças da escola até que eu vi uma dupla de meninas em pé na frente do meu carro olhando apavoradas com suas mães. Tinha as assustado com meus gritos? Tentei sorrir e recuperar a compostura, mas foi pior, porque sairam correndo.
Eu coloquei o carro para andar e voltei para o escritório. Eu me tranquei lá até quase o anoitecer, fazendo alguns relatos de outros casos em que Emmett me pediu conselhos. No caminho para casa, parei para comprar comida. Eu queria algo leve por isso acabei comprando comida chinesa.
Isto te lembra Bella, certo?
Minha consciência e a minha vontade tinha feito uma maldita aliança hoje para não me deixarem em paz porra. Quando cheguei ao apartamento e depois de tomar um banho, eu comecei a fazer minha mala para o vôo de amanhã pegando o precisaria para uma curta viagem. Fui para a cozinha e esquentei no microondas a comida que a essas alturas já estava fria. Eu não comi muito, parece que a fome tinha acabado, guardei as sobras e fui para o quarto. Levei um par de horas para cair no sono. Ao acordar na manhã seguinte eu sentia uma estranha sensação de ansiedade, eu fui correr como todos os dias para ver se assim poderia me sentir melhor. Após o banho, duas xícaras de café e de ler todo o jornal do dia, até os horóscopos e obituários a ansiedade não desaparecia.
Está nervoso pela viagem com Isabella.
Peguei as chaves do carro e fui até o escritório. Cerca de dez horas Angela me deu as passagens de avião, minha e de Isabella. Lembrei que deveria ligar em casa para dizer-lhes que estaria fora este fim de semana.
- Oi mãe. - eu disse quando eu ouvi sua voz ao telefone.
- Ei filho, que alegria te ouvir. Como você tem estado?
- Bem mamãe, como foi a sua viagem com o pai? - Havia passado alguns dias que eles tinham voltado e eu não tinha ligado para casa. Idiota!
- Muito boa Edward, você sabe como são chatas estas convenções médicos, mas ainda assim seu pai escapou várias vezes para conhecer San Francisco comigo, é uma cidade fascinante. Você deve visitar um dia.
- Espero ter algum tempo livre para ir. Estou ligando para que saibam que eu estou deixando a cidade este fim de semana. Eu vou para Seattle pelo caso que estou agora.
- A Seattle? Isso é quase como Edward cruzar todo o país. Você vai sozinho? .- Esme perguntou em um tom de preocupação.
- Eu não vou sozinho mãe, então não se preocupe com isso. Vou com Isa ...- caralho, você acabou de se entregar. Supõe-se que ninguém deva saber sobre o seu plano de viagem com ela.
- Isabella? Você vai com Isabella?
- Sim. - suspirei derrotado.
-Então issome deixa mais calma. Embora agora eu me lembre, gostaria de falar com você sobre o assunto de Isabella. -merda, Esme também?
- Não há nada a dizer sobre isso mãe e eu já expliquei para Alice também.
- Não foi o que eu vi em casa naquela noite, mas Edward se você está dizendo.
- Sim mamãeo. Bem, mande minhas saudações ao papai e à pequena Tinker Bell. E falando de Alice, você poderia dizer para ela retirar meu carro do aeroporto amanhã de manhã? Vou deixá-lo lá hoje à noite, uma cópia das chaves do volvo estão no meu antigo quarto.
- Claro, eu digo para que busque o carro amanhã.
- Obrigado, mãe. Eu os amo e eu estarei ligando quando voltar.
- Eu te amo demais criança, desfrute do seu fim de semana com Isabella. - ouviu uma risadinha do outro lado.
- Mamãe!. . - disse em reprovação.
- O quê? Eu não disse nada! - Respondeu inocentemente. - Bem, bem. Um beijo e se cuide.
Desliguei segundos depois e voltei a me concentrar em meu trabalho. Por volta das 17:00 e fui para casa, embora tivesse tempo de sobra não queria me atrasar. Às 7: 30 estava com a bagagem no carro e a caminho da casa de Isabella. Apesar de ter algum tráfego louco por ser sexta-feira em Chicago cheguei na hora exacta. Toquei a campainha e Billy, seu motorista, me atendeu.
- Boa noite,a Srta. Bella estará pronta em poucos minutos. Quer entrar?
- Não, muito obrigado. Eu espero aqui. - Droga Edward algum momento você terá que entrar naquela casa. Poucos minutos depois, eu a vi se aproximando da porta. Estava assombrosamente bela, vestindo um casaco curto, tipo vestido, caramelo de linha reta e silhueta em A. Ele estava acompanhado por uma faixa preta,que além de destacar a sua cintura fina, oferecia à roupa uma sofisticação tão natural dela. Usava uma boina na cabeça da mesma cor que seu vestido, fazendo seu rosto parecer mais perfeito ainda. Finalmente estes sapatos pretos de 10 polegadas que me tiravam o fôlego, com meia calça preta causando estragos em mim, vendo como moldavam perfeitamente suas pernas delineadas. Vinha acompanhado pela senhora que me atendeu na primeira vez. Isabella estava carregando sua própria bagagem, tão independente como sempre.
- Isabella, boa noite. Você está linda. - Depositei um beijo em sua mão direita e aproveitei a oportunidade para pegar a sua bagagem, eu ofereci meu braço como um sinal de cortesia. - Vamos?
- Sim, me dê um segundo. - virou-se para se dirigir à Billy e a Sra..- Billy, Sue. Deixo Charlie em suas mãos, então por favor, quaisquer alterações na sua saúde mesmo que mínimo, me liguem e eu procuro uma maneira de retornar imediatamente.
- Fique tranquila Senhorita Bella, seu pai vai ficar bem esse fim de atentos e vamos chamar por quaisquer novo acontecimento. Tenha uma boa viagem. - Sue disse acenando com a mão em despedida.
- Obrigado, tenham um bom final de semana vocês também .-Disse começando a andar em direção ao carro. Deixei sua bagagem na parte de trás da Volvo ao lado daminha e a ajudei a entrar no carro. Não disse uma palavra durante o trajeto para o aeroporto. Estando na sala de embarque eu decidi quebrar o silêncio.
- Como foi sua consulta com o Dr. Miller? – A vi mover seus dedos tamborilando em sua perna em um contínuo rufar. Poderia dizer que ela estava nervosa.
– Ah? .- balançou a cabeça um pouco. - A consulta ... bem. O médico acha que Charlie está no caminho certo. Eu realmente tenho que agradecer a seu pai por tê- lo indicado. É um excelente médico e ... - a nossa pequena conversa foi interrompida pela voz do locutor anunciando o nosso voo.
- Esse é o nosso, vamos. - A ajudei a se levantar e caminhamos até o portão para o agradecer a Angela os assesntos maravilhosos que tinha conseguido. O vôo não seria sentido hora nenhuma. Isabella pediu para não ficar perto da janela, por isso nos colocaram na parte central da primeira classe. Ouvimos as instruções dos comissários de bordo e ele anunciou que estávamos prontos para a decolagem. Isabella ficou tensa quando sentiu o avião em movimento. Em um ato reflexo peguei a mão dela e apertei um pouco para infundir segurança até que o avião estivesse completamente no ar. Deus! Era tão bom ter sua mãozinha na minha. De repente soltou da minha mão um par de minutos mais tarde.
- Desculpe-me por isso Edward, mas eu odeio voar. Me desculpe se eu te assustei. - disse enquanto repousava suas mãos em seu colo.
- Isabella não se preocupe, eu entendo. Como você se sente? Quero dizer sobre o que aconteceu ontem.
- Muito melhor, como eu lhe disse, exageraram muito sobre a situação.
-O que foi que aconteceu com Crowdley se você me permite saber? .- soltei meu cinto de segurança, a fim de ter maior liberdade de movimento..
-Que é um imbecil, isso que acontece. Oh! Desculpe Edward... Eu não deveria dizer isso dessa forma na sua frente. - sorriu e imitou a minha ação desafivelando o cinto de segurança .- Aquele homem me irrita, me trata como se eu tivesse 5 anos.
- Mas se você não gosta dele, porque simplesmente não o demite?
- Porque ele era um empregado de confiança de Charlie e eu não posso simplesmente jogá-lo na rua. Papai iria me matar se quando voltar não encontre as coisas como deixou. - Isabella estava firmemente convencida da recuperação de seu pai.
- Ummm situação complicada. Mas é preciso entender também que muitos funcionários de Editores Swan viram você crescer diante de seus olhos e pensam que você ainda é pequena.
- Mas eu não sou Edward. - Eu a vi fazer um pequeno bico.
- Eu sei que você não é Isabella, você é uma mulher bonita e talentosa .- Eu peguei um de seus cachos e os coloquei atrás da sua orelha .- Apenas que alguns ainda não notaram isso.
Você é o primeiro, que ainda não aceita que você está se apaixonando por Isabella.
Não tive tempo para me engajar na luta insensata contra a minha vozinha irritante porque o avião passou por uma área de turbulência e começou a balançar violentamente. Eu senti a mãozinha de Isabella segurar minha jaqueta e esconder a cabeça perto do meu braço.
- Shhhh, calma. Já vai passar,é só uma turbulência. - Passei a mão pelos seus cabelos para tentar tranquilizá - la. - Nada vai acontecer, estou aqui com você. Os minutos começaram a passar e turbulência não dava trégua. Tinha que fazer alguma coisa para acalmá-la. Ocorreu-me distraí-la com algo que sabia que ela gostava.
- Poe...
- Ah? - Levantou a cabeça um pouco para me ver.
- Edgar Allan Poe. Eu costumava ler essas histórias com Alice quando éramos pequenos. Não se sinta tão estranha por ter lido Anne Rice, eu também amo o mistério.
- Realmente você gosta das histórias de Poe? Elas são as minhas favoritas. - sorriu levemente enquanto pouco a pouco ia liberando lentamente a pressão que estava fazendo no meu braço. O avião estava começando a parar de tremer. Pelas próximas duas horas fizemos nada além de falar sobre livros. A conversa fluiu tão naturalmente entre nós, inclusive Isabella várias vezes terminava minhas frases e eu as dela. Foi assim que descobri que tínhamos gostos semelhantes, tanto que ambos amavam a poesia inglesa, ela a de Elizabeth Barrett e eu a de Robert Frost. Bocejo um par de vezes até que finalmente se rendeu aos braços de Morfeu por volta de 1:00. Sentei-me de modo que sua cabeça se apoiava perto de meu peito, desejava tanto ter seu perfume perto de mim... O cheiro de freesia do paraíso. Ela notou minha mudança de posição, e ainda dormindo se ajeitou em meus braços. Seu calor se sentia delicioso, enchendo cada célula do meu corpo. Isso me fazia sentir... bem. Eu também estava pronto para dormir, quando senti que tocaram meu ombro direito.
- Boa noite, você quer um travesseiro grande para a sua esposa? - Era a aeromoça. - Obrigado, mas estamos bem assim –respondi. Um momento, um momento, ela disse esposa? Não, não, não. Isabella era a minha mulher, parecia que era? Em todo caso eu não quis desmentir sua suposição, já era tarde para isso.
- Vamos desligar as luzes, que repousem. - uma vez dito isso se retirou, não demorei em adormecer.
Cerca de uma hora mais tarde, senti Isabella de remechendo desconfortável. Abri os olhos lentamente tentando me adaptar à pouca luz que havia. Aparentemente ela estava tendo um sonho, sua sobrancelha estava franzida e suas mãos em punho. No entanto, ela parecia adorável. Após alguns segundos, relaxou sua postura e voltou a ter um semblante pacífico. Pretendia voltar a fechar seus olhos quando você a ouvi dizer:
... Edward...
N/T: Eu sei que demorei muito, mas valeuné?O capítulo é enorme e lindo. Como será esse final de semana heim? Curiosos? Deixem review. Bjs, Lu e FELIZ NATAL E MARAVILHOSO ANO NOVO!
