Capítulo 12: Começando a viver, voltando a sentir.
Canção do capítulo: Learning to Breath - Switchfoot
Sim Srta. Bella ... Charlie acabou de acordar.
Aquelas palavras de Billy tinham sido responsável por meu mundo paralisar por alguns segundos. Eu pisquei forte várias vezes para me convencer de que eu não estava sonhando. Foi quando minha cabeça começou a girar de forma rápida e desesperada.
- Isabella, você está bem?...- foi a última coisa que ouvi antes de desmaiar. Uns braços fortes evitaram a minha queda abrupta no chão. Perdida entre a inconsciência e a confusão ouvi a voz de um anjo...
-Billy! Precisamos leva- la para o carro agora, cuide da bagagem. - senti as mãos do anjo lentamente acariciando a cabeça, me balançava em um ligeiro balanço enquanto me apertava a seu peito, seu cheiro encheu meus pulmões. Eu nunca pensei que os anjos tinham um cheiro tão bom! - Bella, minha pequena... Acorda. - A voz do anjo era semelhante à do meu eterno super-herói: Edward.
As vozes começaram a ficar um pouco distantes e confusas, à medida que começamos a nos mover. Não sei para onde meu anjo me levava, enquanto estivesse no forte que seus braços havia se tornado tudo... Tudo...
- Tudo vai ficar bem Bella- depositou um beijo na minha testa enquanto me deitava em uma superfície macia e fofa. Ali perdi todo o contato com a realidade...
Após vários minutos, não sei quantos de fato, uma frase se repetia na minha cabeça.
"Charlie acabou de acordar"
"Charlie acabou de acordar"
De repente, eu abri meus olhos. A imagem que minha retina tinha captado era sublime. Realmente tinha morrido e ido para o céu?
- Isabella finalmente acordou- Edward em toda a sua majestade deu um leve sorriso. Sentado ao meu lado, delicadamente acariciou minha bochecha. Seus profundos olhos verdes denotavam... Alívio?
- O que..o que aconteceu ... Edward? – Desviei um pouco o olhar de seus olhos para confirmar onde estava, era meu quarto, como raios havia chegado até aqui? Notei que nem tinha a mesma roupa que tinha voado de Seattle. Por acaso Edward tinha me visto... nua? O que tinha acontecido? Comecei a mover minhas mãos nervosamente em meu colo.
-Você desmaiou Isabella, Billy estava te esperando no aeroporto e você ao ouvir a boa notícia, desmaiou. - Oh sim ... Eu me lembro do aeroporto, e os detalhes de todos os eventos muito caóticos das 48 horas atrás. Um segundo...
- Boas notícias? - Saí da cama em um único salto. Minha costumeira falta de equilíbrio me fez vacilar um pouco.
- Wow, wow, wow. Um momento Isabella... - Edward, por seu reflexos rápidos, me pegou em seus braços, ambos ficando em pé, face a face, nos roçando ligeiramente. - Você acabou de acordar de um desmaio, você ficou inconsciente por quase uma hora. Você deve ficar na cama por pelo menos duas horas mais.
- Edward, eu esperei por esse momento por muito tempo para ficar ridiculamente deitada em uma cama por causa de um desmaio. Além disso, quem é você? Meu maldito médico por acaso? - Eu gritei alto. Eu imediatamente me arrependi de ter dito isso.
- Eu não sou seu maldito médico Isabella - retrucou - mas meu pai, sim é. O chamei quando chegamos em casa e está no quarto do seu pai o examinando, enquanto localizamos o Dr. Miller já que ainda não atendeu o telefone desde que eu tentei chamá-lo quando ainda estávamos no aeroporto. Carlisle também examinou recentemente você e a proibiu de sair da cama, e é justamente isso a primeira coisa que você fez. - bufou baixinho enquanto me soltava.
- Você... Você fez isso... Por mim? - Acenou com a cabeça ligeiramente. Deus! Idiota, idiota, idiota. Isabella, você é uma completa idiota. Edward tinha cuidado de mim e você agradece aos seus gritos e recriminações - Obrigada, eu sinto muito por ter gritado assim, eu... Eu. - me silenciou descansando seu dedo nos meus lábios enquanto balançava a cabeça.
- Shhh ... Não diga nada – rodeando minha cintura com um braço, me aproximou de seu corpo enquanto depositava um beijo suave na minha cabeça. Obriguei-me a respirar se não queria voltar a desmaiar. Ouviu passos poucos minutos mais tarde, soube então que não estávamos sozinhos no quarto.
- Srta. Bella, que bom que já despertou - era a voz de Sue. Edward afrouxou um pouco seu abraço e sorriu. Sem retirar o seu olhar penetrante em mim, se dirigiu à minha babá.
- Sim Sue, Isabella já despertou. Você poderia chamar o Dr. Cullen e dizer- lhe que a pequena Houdini quer fugir do quarto? - Sorri diante da comparação.
- Sim Sr. Cullen, desculpe - disse Sue saindo do meu quarto. Envoltos no silêncio mais confortável, Edward gentilmente me depositou na cama novamente.
- Se meu pai vê-la fora da cama, vai me culpar por não ter cuidado de você corretamente- sussurrou enquanto me cobria com o cobertor - Deve descansar, você ainda parece fraca – aproximando-se sorrateiramente, pegou meu rosto com as mãos e passou os dois polegares por minhas pálpebras forçando-as a fechar. Se eu estava fraca? Certeza que estava! Como poderia não estar se a sua proximidade nocauteava cada uma das minhas células, deixando-as sem nenhuma reação, se seu cheiro me deixava aturdida e sem fôlego, se o seu olhar fazia minhas pernas tremerem e seu sorriso torto causava a revolução de um enxame de borboletas no meu estômago. Pfff claro que estava fraca! Ouvi uma tosse à distância.
- Vejo que você está incomodando minha paciente Edward. -era a voz de Carlisle, lentamente abri meus olhos - Hey, bem-vinda de volta Bella. Como você se sente?
- Bem Carlisle, um pouco atordoada, mas bem - eu disse enquanto me sentava na cama - O que... Aconteceu com Charlie?
- Aconteceu o que nós estávamos esperando Bella, Charlie despertou há cerca de 3 horas aproximadamente. - Carlisle disse sorrindo. Então era verdade, meu pai tinha retornado.
- Vou vê-lo agora, eu tenho que falar com ele. - Carlisle, em seguida, colocou as mãos em sinal de pare.
- Isto... Umm... - fez uma pausa - Um momento Bella, tem uma coisa que devo dizer-lhe antes de ir ver Charlie - meu coração parou um segundo ...isso não me soava bem.
- Po ... Por que Carlisle? Algo de errado com Charlie? - As palavras saiam da minha boca de forma atropelada. Edward pegou a minha mão e apertou-a como se estivesse tentando me inspirar coragem.
- No. .. Sim ... umm bem, não é bem assim. Bella, eu vou tentar explicá-la de forma fácil para não confundi-la. Charlie acordou, mas de uma maneira diferente do que você poderia esperar. Ele abriu os olhos e está consciente, responde a estímulos e os reflexos estão coordenados. - Isso soava muito bem- mas - oh, há um "mas" - O cérebro de Charlie ficou inativo por um longo tempo, somando a isso o trauma também como resultado do acidente. Eu não quero arriscar a dar um diagnóstico, quem deve confirmar isso é o Dr. Miller, mas o seu pai tem sintomas de perda de memória total- estava completamente desnorteado, o que ele quis dizer com isso? - Isso significa que Charlie não se lembra de nada ou de ninguém deste seu nascimento até agora, que inclui o esquecimento de suas habilidades motoras como andar, comer ou ir ao banheiro.
- Não, não entendo Carlisle. É tudo muito confuso - Eu consegui balbuciar.
- Bella, Charlie é como um bebê que precisa aprender a falar, se alimentar, mesmo caminhar. Ele absolutamente não se lembra de sua vida, mesmo como se chama ou onde está. Eu não poderia dizer se é uma condição temporária ou permanente, como te disse, o Dr. Miller fará testes para determinar. - grossas lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto a essa altura. Edward percebeu e, em seguida, enxugou uma lágrima com os dedos da sua mão livre, não houve troca de palavras, não eram necessárias... Com Edward estávamos aprendendo a falar através do silêncio.
- Hey Bella o que está errado...? - Perguntou Carlisle. - Acredite em mim, a imagem é melhor do que o que eu disse, eu realmente não... - levantei minha mão para interromper o diálogo enquanto balançava a cabeça. Carlisle tinha, aparentemente, compreendido mal a razão das minhas lágrimas.
- Não choro porque acho que seja ruim Carlisle – disse quase soluçando de tanto chorar - É uma bela maneira de retribuir tudo o que fez Charlie quando eu era bebê, quando me ensinou a andar, ou quando trocava minhas fraldas. Minha primeira palavra foi papai, talvez sua segunda primeira palavra seja filha? - Sorri timidamente.
- Você tem uma maneira muito particular de ver as coisas Isabella, não é normal que alguém aceite isso tão calmamente como você está fazendo - disse Edward acomodando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. Eu balancei a cabeça ligeiramente.
- É que não sou alguém "normal" - disse enquanto desenhava aspas no ar com os dedos - Eu quero vê- lo Carlisle. Eu posso ir agora? – me levantei da cama soltando a mão de Edward, imediatamente senti falta de seu calor, mas eu ignorei essa sensação.
- Você ainda não se recuperou bem do choque, mas se vê que você é um pouco teimosa, então vamos - Carlisle pôs a mão em seu ombro e caminhamos até a porta do quarto .
- Lembre-se que ele não se lembra de nada Isabella, você tem que ir muito lentamente se você quiser que o progresso seja eficaz. - Carlisle abriu a porta do quarto e lá estava ele: Meu pai ...
Entrei no quarto com cautela e tentando fazer o menor ruído possível, mas mesmo assim ele notou e imediatamente colocou seus olhos em mim. Seus olhos castanhos, os mesmos que os meus, tinham um ligeiro brilho, como quando ele estava feliz. Meu pai estava vivo! Ele voltou para mim! Eu queria gritar de empolgação, abraçá-lo forte e pular na cama por causa da minha grande alegria. Mas era lógico que não podia fazer qualquer uma destas coisas.
- Olá estranho – acenei com a mão enquanto ia ficando mais perto da cama. Embora ele não me reconhecesse, não havia medo em seus olhos. Eu sorri enquanto me sentava na cama, peguei a mão dele como tinha feito todos os dias durante os últimos nove meses e comecei a falar -Eu – disse me apontando com meu dedo - Sou Isabella Swan, e você meu pequeno estranho – disse afagando sua mão - você é Charlie Swan o melhor pai da história. Eu sou sua filha Bella... E eu te amo muito. - Disse com uma voz quebrada no final.
Uma mão um pouco fria tocou meu ombro... Era Carlisle.
- Bella, eu acho que foi muita emoção por hoje. Você deve descansar, também não está de tudo bem. Falei com Sue e ela vai estar cuidando de Charlie junto com a enfermeira, enquanto você se restabelece.
- Mas ... eu, eu quero estar aqui com meu pai .- olhei para Charlie e sorri.
- Eu sei Bella, mas é demais para um dia. Não podemos pressionar Charlie assim. Vou pedir a Sue para que traga algo para comer já que Edward me disse que você não está se alimentando bem. - Eu não tinha notado a presença de Edward até então, meu traidor sexy estava em pé perto da porta como a divindade que era.
- Isso é um mero exagero de Edward. - Bufei enquanto ele sorria divertido para mim.
- Pode ser um exagero, mas eu duvido que esta longe da realidade, está um pouco pálida e cansada. Deve ser anemia, mas um simples exame de sangue pode comprovar - oh oh! Ele disse sangue? Exames? Agulhas? Droga!
- Estou perfeita Carlisle, talvez com um pouco de sono e uma sopa quente isso passe. Agora, de volta ao que interessa... Dr. Miller, conseguiu localizá-lo?
- Sim, ele estava na sala de cirurgia por isso não atendia o telefone, mas prometeu tomar o primeiro voo na terça-feira para fazer a avaliação de Charlie. O ideal seria que estivesse aqui, mas já é quase 01:00 AM e é difícil de conseguir alguma coisa neste momento.
- 01:00 Meu Deus! Esme vai querer me matar por te prender aqui até esta. Carlisle, você deve ir para casa, e você também Edward... - sussurrei a última parte.
- Estou de plantão esta noite, assim, que voltarei ao hospital. - pegou sua pasta e guardou seus aparelhos - Bella, como um médico te prescrevo repouso absoluto. Vai te fazer muito bem. Edward, eu estou pronto, vamos?
- Não, eu vou ficar. - sua resposta foi um verdadeiro banho de água fria ...
- Você não trouxe o seu carro, pensei... - Carlisle fez uma pausa enquanto passava a mão pelo cabelo, então eu descobri de quem Edward tinha aprendido isso –Entendo, cuide que Bella durma e coma alguma coisa depois.
- Certo papai, sorte em seu plantão - disse Edward dando tapinhas em suas costas.
- Que você possa descansar Bella, qualquer novidade me chamem. - se despediu Carlisle, da porta.
Os olhos de Charlie olhavam, com expectativa, toda a cena. Desejava ficar com ele em seu quarto hoje à noite, como quando eu era pequena e tinha tempestade e Charlie me acalmava dizendo que tudo iria passar logo ... E agora mais do que nunca queria retribuir o seu gesto, acalmá- lo e repetir a frase que ouviu do anjo: Tudo vai ficar bem.
Poucos minutos depois, vi-o fechar os olhos, no começo eu me assustei, mas depois de vê-lo respirando ritmicamente, soube que ele tinha adormecido. Carlisle estava certo, era muito para um único dia.
- Isabella, está na hora que você também descansar. - Edward disse baixinho enquanto passava a mão pelo meu cabelo.
- Edward, eu... Eu estou bem aqui. - disse levantando a cabeça um pouco para encontrar com suas duas piscinas hipnóticas de esmeralda.
- Não Isabella, você deve descansar agora. - respondeu com seu já conhecido tom de imposição. Quase imediatamente eu senti dois braços fortes me levantou na borda da cama e me acomodando ao estilo noiva me tirou do quarto de Charlie. Eu queria protestar, mas depois de estar com Edward por 2 dias seguidos, sabia que não havia uma só luta que eu poderia sair vitoriosa. Ele era sem dúvida... o apocalipse da minha força de vontade.
Me colocou na cama delicadamente. Ele acariciava minha bochecha enquanto sorria para mim. Após alguns segundos, lentamente se acomodou junto a mim e suspirou...
- Foi um dia muito difícil Isabella, é melhor dormir. - Edward me pedia o impossível.
- Acho que você deveria fazer o mesmo Edward, foi um dia duro para ambos.
- Sim, mas não fui eu quem desmaiou. - disse com um ar de autossuficiência. Eu resmunguei baixinho – Vamos, sem brincadeira, Morfeo te aguarda.
- Eu te digo que eu não tenho - um bocejo traiçoeiro me traiu - sono.
- O que você estava dizendo? - Tirou sarro de mim.
- Bem, um pouco, mas eu insisto que você deve fazer o mesmo. Talvez seja melhor ir para casa.
- Não Isabella, não vou a lugar nenhum. Eu não posso ir a qualquer lugar... - Não podia ir a qualquer lugar? Edward não tinha trazido o carro dele? Não lembro como chegamos em casa.
- Você não tem como ir? Vou pedir Billy para levá-lo para casa. - Eu fiz uma tentativa de sair da cama, mas o seu forte braço me deteve.
- Não, Isabella ... Eu não posso ir a qualquer lugar porque eu não quero ir a qualquer lugar, meu lugar é aqui com você. - confessou quase em um sussurro. A distância entre nós era mínima, seu hálito de menta era capaz de me fazer esquecer até o meu nome.
- Edward eu... - eu não pude articular uma palavra mais. Seu dedo perfeito delicadamente começou a traçar a linha da minha mandíbula. Um leve tremor percorreu meu corpo.
- Ujum ... - Edward disse enquanto aproximava seu nariz do meu pescoço.
- Edward pare ... Para por favor - Eu me enchi da mais forte determinação para falar, seu rosto se encheu de confusão. - Nós precisamos conversar sobre o que aconteceu naquele celeiro.
- Você se refere a isso? - Inclinou-se para mim e eu senti seus lábios acariciando os meus. Eu queria separá- lo de mim, Deus sabe como eu quis, mas não conseguiu. Em vez disso, seu sabor inebriante levou-me a abrir a boca um pouco para abrir caminho para a sua língua. Eu senti como o beijo cobrava intensidade a cada segundo, não fui capaz de aguentar mais já que um forte suspiro escapou dos meus lábios. Edward percebeu e se separou de mim me permitindo respirar.
- Agora sim, de que você queria falar Isabella? – dando seu sorriso torto.
- Eu... Eu, eu não acho que... isso esteja bem. - Eu consegui balbuciar, senti meu rosto queimar por causa do embaraço.
- Porque você diz isso Isabella? – Afastou um pouco de mim, para poder examinar o meu rosto, nunca deixando de acariciar meus cabelos.
- Por que eu, ou seja, você... Não é correto isso - a parte racional da minha cabeça havia assumido o comando da conversa, a parte irracional esperava pacientemente pela sua vez de discutir.
- O que quer dizer quando você diz correto? Eu sou um homem e você, uma bela mulher. Qual é a parte errada disso?
- Eu... Eu acho que não está certo porque você trabalha para mim e isso é politicamente incorreto. - abaixei ligeiramente a cabeça, Edward imediatamente a levantou e fixou o seu olhar poderoso em mim.
- Isabella, há momentos na vida que "o incorreto" se torna o "perfeito". Você vai deixar que isso - apontando um dedo para mina cabeça – governe isso? – Apontou meu coração.
- Edward... - Silenciou minhas palavras com um ligeiro beijo. Era incrível capacidade de Edward em me deslumbrar em quentão de segundos e, desta forma sempre reverter a situação a seu favor.
- Falaremos sobre isso em outro momento. Venha, é hora de dormir. - se afastou de mim para desligar a luz do abajur. Uma vez que a escuridão nos cobriu, senti seus braços me aproximarem dele e me apertar em seu peito. Ele começou a cantarolar uma canção de ninar, assim como ontem à noite no celeiro. Eu logo me abandonei no mais delicioso dos sonhos, já que pela segunda noite consecutiva dormia nos braços de Edward... Do MEU Edward.
Acordei horas depois com um leve torpor, minha cabeça estava um pouco pesada ainda. Estiquei um pouco na cama e imediatamente me lembrei do que aconteceu na noite anterior.
- Edward. - Eu gemi enquanto me levantava de um salto da cama. Registrei com o olhar todos os cantos do meu quarto, mas não havia sinal dele. Abri a porta do quarto e tirei ligeiramente a cabeça para inspecionar o corredor e confirmar a suspeita. Edward tinha ido embora.
Depois de um banho relaxante, sequei meu cabelo um pouco e encontrei algo confortável para usar no escritório, hoje era segunda-feira e tinha comitê executivo. Uma vez pronta, fui para o quarto de Charlie, que estava esperando por mim acordado.
- Bom dia Char... papa- apesar da pequena mobilidade, esboçou um pequeno sorriso. - Não sabe como estou feliz em ter você de volta, hoje é segunda-feira, primeiro dia da última semana de maio. Dr. Miller amanhã estará aqui e conversaremos com ele. Por mais que eu quisesse ficar aqui o dia todo com você, preciso ir trabalhar. Temos algo chamado negócio da família e eu devo cuidar dele durante a sua recuperação. Sue vai ficar com você, junto com Billy e esta enfermeira agradável. Prometo voltar em breve e contar todas as coisas. Seja bom e obedeçam as meninas - Eu sorri ao deixar um beijo em sua testa. Corri para baixo para dar instruções a Sue sobre o cuidado com meu pai de agora em diante.
- Bom dia Srta. Bella acordou melhor? - Concordei - muito bem então, o café da manhã está pronto. - Na mesa tinha uma variedade de frutas e pães. Além de café e suco de laranja.
- Me parece excessivo tudo isso... demais para mim, eu disse com um encolher de ombros.
- Ah, não Senhorita Bella, isso é o que o Sr. Cullen ordenou que comesse hoje, por sugestão de seu pai. Ele saiu muito cedo esta manhã, eu entendo que Billy o levou para casa para trocar de roupa. - Eu engasguei com a súbita revelação, Edward tinha SIM ficado a noite toda... comigo.
- Sue, há... Há algo que eu gostaria de perguntar - eu disse me aproximando dela. - Ontem à noite, quando me trouxeram desmaiada, porque eu tinha outras roupas quando eu acordei? Por acaso Edward... umm você sabe, trocou minha roupa?
- Não, Miss Bella fui eu quem fez isso. Quando chegaram à noite Billy me avisou em que condições você estava vindo, assim que ao chegar em seu quarto os Sr. Cullen a trouxe no colo desde o carro e nos deu um pouco de privacidade para que eu pudesse colocar o seu pijama.
- Então você me viu nua Sue? - sorriu divertida enquanto a abraçava por trás.
- Nada que eu não tenha visto já, Senhorita Bella. Claro que foi um pouco mais embaraçoso que quando ajudava a Sra. Renee a trocar as fraldas. Vamos minha menina, vá tomar o café da manhã, você precisa se alimentar. - Eu estava com fome não ia negar, mas que isso era demais, um simples desmaio e acham que devem alimentá-lo como um peru de Natal! Edward iria me ouvir.
Cheguei ao escritório no horário habitual, a manhã se mostrava ocupada, estando ausente quinta-feira e sexta-feira acabou causando o fato de ter um milhão de papéis para assinar, lançamentos para aprovar e escritos para ler. Era cerca de meio dia quando ao sair do escritório para pedir à Angela algumas pastas, naquele momento eu o vi no corredor.
- Isabella, o que você está fazendo fora da cama? - Entrei no meu escritório como se para escapar dele, mas Edward me seguiu. Virei-me para examinar o seu rosto, parecia irritado pela forma em que apertava os punhos e franzia a testa poderia confirmar minha teoria. Ora, ora, o mal-humorado Cullen estava de volta.
- Bom dia, Edward - eu respondi.
- Isabella Bom dia, desculpe, mas o que você está fazendo aqui?
- Trabalhando? Como você? – Respondi com a maior naturalidade do mundo.
- Isabella, Isabella - balançava a cabeça e sorria divertido enquanto descontraía sua postura.
- Edward que há de tão engraçado? - Desta vez fui eu quem fez uma careta. Seu silêncio durou vários segundos. De que diabos estava rindo?
- Nada ... Esqueça. Aparentemente, não há poder humano que faça com que Isabella "workaholic" Swan permaneça em casa. Nem mesmo serve a ordem expressa de um médico que prescreveu repouso absoluto.
- Edward eu estou bem, por outro lado você parece um pouco cansado – quis me aproximar um pouco e me aventurar a tocar seus olhos, umas olheiras salientes apareciam em seu rosto perfeito. Queria ninar seu rosto em minhas mãos, sentir o toque da sua pele na minha. Bastou um par de segundos para me forçar a desistir dessa ideia estúpida. Era uma consagrada hipócrita Isabella Swan, ontem à noite lhe disse que tudo o que aconteceu em Seattle e foi repetido em seu quarto não estava correto e esta manhã é você que quer iniciar a provocação. - Você deveria ter o dia de folga Edward. - suspirei derrotada.
- Estou bem Isabella, também é impossível tomar o dia livre com todas as informações que coletei em Richland.
- E me chama de "workaholic"? - Tentei colocar a minha melhor cara de poker, mas ao vê- lo sorrir não pude evitar imitar o gesto. Adorava de Edward rir, duas pequenas rugas se formaram nas laterais dos seus olhos, e o som de sua risada, era um som quase musical e tão contagiante e era capaz de trazer um sorriso até ao guarda no Palácio de Buckingham.
- Bem, bem, então nós estamos empatados. - disse recuperando a compostura – Enfim ... já que não posso dissuadi-la a ficar na cama por um dia inteiro, vai acompanhar-me para almoçar, já que é quase hora do almoço.
- Edward, eu não tenho fome - como poderia ter com tudo o que eu comi esta manhã.
- Isabella, eu não vou aceitar uma desculpa em relação a essa questão. Espero que você entenda que a minha posição é completamente inflexível sobre o que se refere à sua dieta. Vou pegar as chaves do carro e pego você em 5 minutos. - psss que temperamento! Para variar agora eu tenho uma babá. Ha!
Desliguei o computador portátil e peguei minha bolsa. Quando eu estava saindo de meu escritório, o ouvi perto do elevador, estava tendo uma discussão aparentemente bastante pesada com alguém, eu lentamente me aproximei para ouvir.
- Não acho que seja uma hora certa para fazê- lo... Eu sei, eu sei. Já tivemos isso, mas repito que não é conveniente fazê-lo nesta situação... É claro que eu sou um homem de palavra, mas.. ... desculpe, eu não posso falar agora. - Edward tinha se virado e fixado os olhos em mim. Merda, ele tinha percebido que eu estava ouvindo a conversa deles, Bella boba, não serve nem para espionar! Caminhamos até o elevador fingindo que nada tinha acontecido, e em completo silêncio chegamos a um pequeno restaurante francês, o Petit Bistrô, perto da área de bancos do centro de Chicago.
- Alice - disse enquanto puxava a cadeira para eu me sentar. - Eu estava conversando com Alice. Está um pouco impaciente por sua viagem a Nova York no fim de semana, quase enlouquece esta manhã, quando eu disse que não podia viajar agora.
- E porque o Sr. Cullen acredita que eu não deveria ir a essa viagem? - Eu fiz uma careta, eu espero que não me diga que é por...
- Por seu estado de saúde - Merda! Consegui de primeira.
- Edward, eu estou bem. Já te disse mil vezes... Quantas mais eu tenho que repetir?
- Você pode dizer que está bem quantas vezes quiser, mas não vou ter certeza absoluta disso que até que você faça os exames recomendados por Carlisle.
- Ah, não, isso sim que eu não vou fazer Edward. Eu odeio tudo sobre agulhas e sangue. - me arrepiei só de lembrar.
- Então, se você não quer se sujeitar à tortura das agulhas você terá que mudar seus hábitos alimentares e descansará o tempo suficiente, pelo menos nestes dias, entendido Isabella?
- Sim meu capitão - zombei dele fazendo uma saudação militar - Agora, poderia dizer o Senhor a sua irmã que este fim de semana é perfeito para ir à Nova York? Estou muito mais calma agora que Charlie acordou, e eu posso mover-me com um pouco mais de facilidade.
- Esta segura do que você vai fazer? - O garçom acabava de lhe entregar o cardápio, mas ao escutar minha resposta o deixou a um lado da mesa.
- Sim, agora mais do que nunca sei que Charlie está em ótimas mãos. - respondi com segurança.
- Eu não estava me referindo a Charlie, Isabella, eu estava me referindo a Alice. Tem certeza que vai suportar passar por um fim de semana com o pequeno demônio da Tasmânia- quis soltar uma grande gargalhada ao escutar como Edward falava de Alice.
- Sim Edward, tenho certeza disso. Também não posso adiar a viagem por mais tempo. A Gala será em apenas 2 semanas.
- Pelo menos eu te avisei Isabella, embora você tenha uma alta probabilidade de sucesso, tenho certeza que se você não fugir nas primeiras três horas poderia estar sobrevivendo. - me deu um de seus sorrisos tortos, sua marca patenteada. Lembrei-me então que havia algo importante a dizer.
- Edward, há algo que devemos falar. É importante ficar claro que...
- Estamos prontos para pedir- me interrompeu. Um dos garçons veio anotar o pedido. Estamos prontos, disse? Mas eu não tinha visto o menu – A Srta. vai querer um filé ao tornedor ao ponto, salada de legumes e batata ao molho de queijo roquefort. E o meu será o peixe em molho marinado, salada leve e espeto de frutos do mar. Obrigado.
O almoço passou com alguma normalidade, Edward mencionou o progresso que pode ter esta manhã com as informações que a autora nos deu este fim de semana. Um fim de semana louco...
Eu tinha uma necessidade urgente de tocar neste assunto delicado com Edward, o que aconteceu em Richland deveria ficar em Richland. Eu sabia que tinha que dizer, mas não encontrava em minha cabeça uma única força de vontade para fazê-lo. Era incrível o quanto Edward havia despertado sentimentos em mim nestas últimas semanas, mas o que aconteceu nos últimos três dias era simplesmente indescritível. No começo tentei fugir, deixar tudo em Seattle e voltar para casa, mas depois de algumas tentativas eu decidi dar uma trégua. Que era o pior que poderia acontecer? Sim, o pior aconteceu no celeiro, minha vontade e minha sanidade foram devastadas por quilômetros pela força do furacão Cullen, deixando-me impotente no meio do turbilhão daquela desolação.
O fato de lembrar o beijo que ele me deu no celeiro fez minha temperatura subir alguns graus, minhas mãos se moviam nervosas e minha calcinha se empapava instantaneamente. Ele foi de longe o melhor beijo da história, esqueçam Romeo e as suas palavras embaixo de uma varanda, com um simples toque Edward poderia disparar minha adrenalina e o meu ritmo cardíaco aumentou ao ponto de comparar o meu coração como um tambor no meio do Carnaval. Lembrar de como suas mãos acariciavam meus quadris e meus seios com veemência estavam me fazendo corar. Isabella, você é uma pervertida de primeira!
Seus belos orbes verdes olhavam para mim com um toque de curiosidade, estaria tentando adivinhar o que eu estava pensando? Eu sorri com a ideia... pfff, como se alguém pudesse ler mentes!
- Isabella, você está muito calada. Há algo que a está incomodando? Quer me dizer alguma coisa? - Agora é sua chance... diga!
- Não. .. Não é nada. - Bella Swan, oficialmente está perdida. Esta assumindo que você gostou do que aconteceu em Washington. E por que negá-lo se assim foi?
- Ainda não terminou a sua refeição e sobremesa ainda está faltando. - Ia protestar dizendo que esta manhã tinha comido o suficiente para estar cheia por uma semana, mas Edward negou com a cabeça. - Eu não quero reclamações sobre a questão alimentar Isabella, meu pai foi muito claro e não vou permitir que tenha outro desmaio. Ainda parece cansada, eu não devia tê- la levado tão apressadamente para Seattle – aproximou sua mão e acariciou minhas olheiras inexistentes.
- Não se preocupe Edward, eu ... Eu gostei de ir a Seattle esse fim de semana. - Bom Deus, alguém que cale essa Isabella que assumiu o meu corpo. Eu era me entregando da forma mais infantil do mundo.
- Ah, é? - A mão de Edward descansava sobre a minha e agora fazia umas leves carícias mas que eram capazes de alertar todos os meus hormônios traiçoeiros. Eu balancei a cabeça levemente, sabendo que não era capaz de gesticular uma palavra. Um pouco antes que nos trouxessem a sobremesa e enquanto nós conversamos um pouco sobre o mercado de ações, Edward mudou de postura. De uma hora para outra ficou completamente tenso, suas mãos fechadas em um punho, e um olhar de fúria fixo em algo atrás de mim. Eu queria me virar, mas seria grosseria. O que Edward tinha visto? Instantaneamente sua postura relaxou e me sorriu.
Depois de terminar a nossa refeição e bufar um par de vezes, porque Edward acabou dando-me a sobremesa na boca como uma garotinha, saímos diretamente para o escritório.
Retirei-me para casa cerca de 7PM e depois de uma longa conversa com Charlie cai exausta na minha cama. Senti uma estranha sensação de ausência perto de mim. As últimas 3 noites tinha dormido respirando o perfume envolvente de Edward, primeiro no avião, em seguida, no celeiro e na noite passada neste quarto. Que traiçoeiro que era o meu corpo, tinha até memória de cheiro!
No dia seguinte, muito cedo pela manhã recebemos a visita do Dr. Miller, que confirmou o diagnóstico inicial de Carlisle, o processo de recuperação seria lento, mas anunciou uma taxa de sucesso fabulosa. Para fim de praticar os testes em meu pai, Dr. Miller ordenou a transferência para o hospital por 48 horas. Nestes dias, eu fiquei ausente do escritório para apoiar o meu pai, em tudo, meu Blackberry se tornou meu melhor amigo: recebia todos os e mails do escritório direto em meu celular, que me permitia estar ciente de tudo, despachava ordens e estava conectada com Angela o tempo todo. Cerca de 3 horas, enquanto espera Charlie sair de uma tomografia, recebi um e-mail:
Sua ausência é sentida em todos os cantos deste lugar, como está tudo com Charlie? ~ Edward.
Eu sorri quando li, imediatamente respondi dizendo que estava tudo bem e que o médico dava bom prognóstico. Recebi outro desejando que tudo saia. Eu coloquei o telefone dentro da bolsa e mantive o meu sorriso bobo pelo resto do dia. Na quarta-feira não foi muito diferente do dia anterior: raios-x, exames de sangue, medida de reflexos, prova de resistência. Era um contínuo entrar e sair de pessoas no quarto, sempre que eu podia pegava a mão de Charlie para acalmá-lo e explicava o que estava acontecendo. No meio da manhã enquanto esperava meu café na cafetaria do hospital, um novo e-mail chegou.
Um dia mais sem ver o seu belo sorriso nesse escritório entediante. Volte logo Isabella, eu sinto sua falta. ~ Edward.
Com uma reação estúpida válida apenas para uma adolescente hormonal apaixonada, peguei o telefone e comecei a beijá- lo. Edward queria me ver, eu estava fazendo falta, como para mim! Eu queria dar saltinhos por todo o lugar e abraçar uns quantos médicos que passassem na minha frente, apenas suspirei resignadamente e tomei o meu café com um sorriso enorme.
Voltamos para casa na manhã de quinta-feira, Charlie parecia muito cansado por causa da correria, então o médico recomendou que o deixássemos dormir. Eu aproveitei este descanso e fui para o escritório, sabia que tinha um monte de documentos que eu esperava em minha mesa, mas minha surpresa foi tal que em minha mesa só tinha um par de pastas.
- Angela? - Perguntei com algum espanto enquanto levantava uma sobrancelha.
- Bella, eu... Sinto muito. Eu não sabia se hoje voltaria para o escritório e eu... - pobre Angela estava ficando verde.
- Angela, acalme-se... - tentei suprimir um sorriso – Vamos, respire e me diga.
- O que acontece é que eu queria que você tivesse seus escritos atrasados e eu... eu estava folheando os escritos novo. Eu preparei um relatório com todos os comentários sobre o que eu li. Me desculpe Bella, eu sei que foi uma completa falta de respeito e privacidade pelo seu trabalho e eu entendo se você quiser me despedir, mas ... - Eu levantei minha mão e a cortei.
- Pare, pare, pare... Acho que eu vou demiti-la por me ajudar no meu trabalho? Anda, traga esse relatório para o meu escritório. - Angela acenou e com um sorriso tímido me acompanhou até minha mesa. Ao entrar um perfume conhecido me envolvia: na mesa de café havia um enorme buquê de frésias. Não era o lugar habitual para Angela colocar minhas flores, uma mudança na rotina, talvez? Virei-me para exigir uma explicação.
- Não olhe para mim, não fui eu quem as trouxe desta vez. Edward passou há uma hora e as deixou aqui. - Angela disse com as mãos em sinal de inocência.
Me aproximei um pouco de minha fresias para aspirar seu aroma espetacular, o aroma que me fazia sentir em casa. No meio delas, um cartão:
Só o cheiro especial destas freesias tem sido capaz de mitigar um pouco a dor de sua ausência. Tenha um bom dia.
E. Cullen.
Neguei com a cabeça enquanto lia, Edward me deixava prestes a perder minha sanidade para sempre, de sucumbir aos seus encantos, e a só um triz de sair correndo e me abandonar em seus braços. Como podia existir um ser tão perfeitamente belo e ao mesmo tempo tão preocupado comigo. Não tinha sentido, eu era apenas uma grande bagunça com as pernas. Talvez tivesse tanta má sorte ou Deus não me odiasse de tudo, se colocava em minha vida uma espécime dessas. Eu coloquei o cartão no meu bolso e sentei para trabalhar, agora não era hora de produzir fantasias ilógicas.
Liguei o laptop e verifiquei os e-mails rapidamente. Uma mensagem chamou minha atenção.
Isabella,
Hoje vou estar fora do escritório em reuniões de emergência com outras editoras sobre o caso Denali. Gostou das freesias? Eu teria gostado de estar aí para entrega-las em mãos.
Edward.
Senti uma ligeira pontada em meu coração ao ler essas linhas. Edward não estar no escritório o dia todo significava que não o veria mais um dia. A sua ausência tornava-se mais doloroso a cada hora, sentia muita falta da minha babá. Fechei meu laptop sem verificar o resto dos e mails, e nada teria muita importância mais.
Para esquecer a ausência de Edward, eu me concentrei totalmente em meu trabalho com Angela. Passamos o resto da manhã discutindo os escritos que tinha lido. Como nunca percebi o imenso talento da minha amiga? Tinha feito anotações estupendas sobre a margem das folhas, destacou os diálogos mais importantes e obviava os mais inúteis. Esta mulher tinha a alma de uma editora. Fomos almoçar juntas já que Angela era a versão feminina de meu enfermeiro favorito. Eu não podia reclamar, me sentia mais forte do que no início da semana e isso se notava no meu rosto também, foi isso que fez com que Carlisle desistisse da ideia de fazer esses exames médicos hediondos.
O par de pastas descansando na minha mesa eram os esboços finais da decoração da gala. Merda de Gala! Só de pensar que tínhamos poucos dias para fazê-lo eu tremia.
- Espero fazer tudo perfeito mãe. - disse enquanto olhava uma foto de Renee que tinha como papel de parede no meu laptop. Poucos minutos depois, um leve toque na porta me fez descer das nuvens - Entre! - Eu disse em voz alta do meu assento. Era Alice.
- Hey Bella - o pequeno turbilhão de energia rodeou a mesa e me deu um grande abraço.
- Hey Alice, como vai? - Eu disse sem fôlego já que seu abraço estava me sufocando. - Alice, Alice... Eu não posso respirar. - rapidamente me soltou e sentou à minha frente com um grande sorriso.
- Bella, eu estou tão animada para a nossa viagem a Nova York. Revisei cuidadosamente todas as últimas coleções da Dior, Chanel e Prada. Também agendei uma consulta com o atelier de Narciso Rodriguez e Versace, você acredita Bella? Versace! Eu já imagino: Bella Swan, Alice Cullen e Rosalie Hale vão para New York! - desenhou um cartaz com as mãos dando um toque teatral ao seu comentário, fui incapaz de reprimir um sorriu ao ver o seu excesso de emoção - Deus, você não está animada Bella? Já queria que fosse amanhã - O quê? Ela tinha dito...
- Amanhã? A viagem é manhã Alice? Eu não..
- Ah, não ... Não, não, não ... Bella, eu tenho preparado esta viagem há duas semanas, e nem imagine que irei deixá-la cancelar. - Alice disse enquanto franzia a testa.
- Não, Alice. Eu não pensava em cancelar. Só ia dizer que não havia preparado nada. Eu não arrumei as malas e nem reservei o voo.
- Ah...! Era isso, não se preocupe Bella. Cuidei de tudo. Angela reservou os bilhetes de avião, o hotel não se preocupe, também está reservado, e esta manhã Sue me confirmou que sua mala está quase terminada. - Alice tinha pensado em tudo, parece que Edward estava certo, sua irmã poderia tornar-se assustadora. Depois de comunicar o itinerário completo para os próximos dias, Alice saiu quicando de meu escritório, mas não antes de fazer a promessa de que esta viagem seria simplesmente fabulosa.
Continuando a rotina diária, então eu fui para casa. Jantei com Billy e Sue e conversei com Charlie por quase duas horas. A cada dia que passa seu rosto estava ficando melhor e melhor, não havia medo em seus olhos e tinha até um esboço de um sorriso esta noite, quando mencionei sobre o turbilhão Alice que passou em meu escritório na parte da tarde.
No dia seguinte, cerca de 11 horas e enquanto revisava concentrada os relatórios recentes de vendas, ouvi um murmúrio baixo perto do corredor acompanhado por alguns passos mais perto da minha porta.
- Isabella, bom dia. - Apenas ouvir essas três palavras fez meu pulso disparar. Olhando para cima eu o vi magistralmente recostado à porta com um sorriso enorme no rosto. Não entendo como um ser humano poderia ser tão sexy e andar com uma atitude tão despreocupada pelo mundo. Será que esse pequeno James Dean não percebia que só com a sua presença poderia matar qualquer um de um ataque cardíaco? A começar por mim!
- Hei Edward. Bom dia - eu tentei responder com um tom neutro.
- Você está linda esta manhã Isabella. Diga-me, como tem estado minha paciente favorita? - Rastejou até a minha mesa onde ficou de pé a poucos centímetros de mim.
- Estou muito melhor, obrigada por tudo. - Sorri.
- Tem havido problemas com Crowdley novamente? Isabella deve me avisar quando você tiver outra reunião com ele. Eu não quero passar o susto da semana passada - Sua confissão me bateu, eu o vi abaixar a cabeça ligeiramente.
- Ei, está tudo bem. Eu sou uma garota forte, lembra?
- Às vezes eu não estou totalmente certo desta declaração Isabella, você parece tão... frágil. - Ele passou a mão pela minha cabeça, em seguida, depositou um beijo nela - Não pode imaginar o quanto senti sua falta - murmurou sobre o meu cabelo. Se afastou um pouco de mim, e aproveitei a oportunidade para levantar e sentar na borda da mesa, agi por impulso... o meu corpo necessitava de seu calor.
- Eu ... Eu também senti um pouco sua falta - eu disse em um sussurro, olhando para o chão. A pequena voz em minha cabeça me repreendeu: Pequena mentirosa, você sabe muito bem que não foi "um pouco" o que você sentiu de falta dele, sua ausência foi angustiante para você. Neste momento, Edward aproximou-se e pegou o meu rosto em suas mãos.
- Morria por ouvir você dizer isto Isabella - A distância foi encurtada e estava a alguns milímetros de tocar seus lábios com os meus.
- Edward, pare, por favor. Eu ainda acho que isso é errado, eu acho... - as minhas palavras foram silenciadas com um beijo suave. Meu cérebro se desligou do meu corpo naquele momento e me deixei levar. Eu respondi ao seu beijo enquanto me agarrava a seus cabelos, nossos lábios começaram a mover-se com um pouco mais de força, exigindo um do outro. Com a ponta de sua língua contornou meu lábio inferior como que pedindo permissão, eu só pude abrir um pouco os meus lábios para convidá- lo a passar. A cada segundo que passava o beijo tornava-se mais apaixonado, selvagem e primitivo. Gemi ao sentir como Edward me aproximava mais de seu corpo, empurrando com as mãos na minha bunda. Deveria encontrar algum vestígio de sanidade e acabar com isso de uma vez. Me afastei dele quando meus pulmões protestaram contra a falta de ar, mas Edward aparentemente queria mais. Quando o vi se aproximando novamente, eu o parei colocando minhas mãos em seu peito.
- Edward, não! Alguém pode nos ver, estamos em meu escritório. Já chega ...
- Isabella é o mesmo que eu te peço, já chega! Você não pode continuar a negar algo tão real como isto - disse apontando para si mesmo e, em seguida, para mim - Deixe-me mostrar o quanto eu me preocupo com você, provar que você é o mais importante para mim, deixe-me ser o dono de seus suspiros e o que governa cada um de seus sonhos. Isabella deixe-me estar com você. - sussurrou essa última parte em meus lábios. Como eu poderia negar- lhe isso? Como eu poderia me recusar a isso?
- Edward, este não é o lugar nem a hora de falarmos sobre essas coisas. Tenho que ir - eu olhei para o relógio. Minha mente registrou por um segundo que algo estava faltando lá... recentemente tinha uma foto? - É tarde e eu não penso em perder o voo. - Eu disse enquanto tentava me libertar da prisão de seus braços e caminhar de volta para a mesa.
Eu estava prestes a pegar minha bolsa da gaveta quando senti suas mãos fortes me segurando pela cintura por trás. Fiquei surpresa por causa desse repentino movimento que foi usado por Edward para me virar e me deixar de frente para ele. Aproximou-me dele e rapidamente tomou o meu rosto com as suas mãos e me deu outro beijo. É que este homem não pedia permissão? Era um homem das cavernas e possessivo que vinha reivindicar algo como seu, que não que não tinha sido concedido por lei, mas que ele tinha ganhado por direito: meus lábios. Afundei-me na nuvem perigosa da luxúria, pela segunda vez naquele dia, seus lábios eram tão macios e se moviam com grande habilidade. Passando uma mão pelas minhas costas me aproximou ainda mais de seu corpo a tal ponto que nossos quadris estavam causando um atrito maravilhoso. Minha calcinha se molhou pela antecipação, eu me senti enfraquecer quando a parte baixa de meu ventre sentiu claramente como seu membro estava começando a tornar-se ereto. Deus!
- O que você está fazendo Isabella... - Negou com a cabeça enquanto lentamente se separou de mim - Eu estou ficando viciado em você, em seus beijos deliciosos. - Fechou os olhos e voltou-se a aproximar de mim. - Prometa - sussurrou em meu ouvido e depois brincando mordiscou minha orelha - Prometa - repetiu.
- De.. que você está falando Ed-Edward ...?- disse quase num sussurro.
- Prometa-me que vai pensar de nós este fim de semana Isabella, eu preciso de você comigo. Prometa - começou a sugar o mesmo lobo que havia mordido um segundo atrás. Como eu poderia gerar uma resposta coerente com tais estímulos? O sacana sabia como conseguir um SIM.
- Sim. - minha voz saiu com um tom rouco pela excitação que Edward estava me causando. - Eu prometo, mas agora me deixe ir.
- Esta bem Isabella, conversaremos na volta. Por favor, cuide de si mesma – depositou um beijo na minha testa e deixou meu escritório. Não foi até que ele saiu que eu notei que tinha ficado o tempo todo com a porta fechada. Menino esperto!
Peguei minha bolsa e depois disse adeus a Angela, indo para o carro para ir pegar minha bagagem. Um sorriso se desenhou no meu rosto enquanto saímos do escritório, a pequena luxuriante que me habitava estava mais que satisfeita pelo encontro com aquele jovem de olhar profundo, lábios possessivos e aroma inebriante que havia dominado minha mente, meu corpo e agora também tinha conseguido colocar meu coração à sua mercê. Por que atrasar ainda mais? ... Eu estava profundamente apaixonada por Edward Cullen.
N/T: Por fim ela assumiu sua paixão. Será que ele também irá fazer isso?
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